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22 de abril de 2021 | 06:21 pm

ESPETÁCULO VIRTUAL HOMENAGEIA RAMON VANE NESTA QUINTA (22)

O poeta, ator e advogado Ramon Vane, falecido em janeiro de 2017, ganha peça inspirada em suas multifaces artísticas
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O projeto Vozes Encena Interior 2021, do Grupo Vozes, coloca em cartaz nesta semana o espetáculo Flores de Verão o segundo da série. Escrita e dirigida por Silvia Smith, a peça homenageia o poeta, ator e advogado Ramon Vane (1959-2017). Além da própria diretora, o elenco reúne os atores Guto Pacheco e Elaine Belavista.

“A ideia é realizar um recital dramático com poemas do escritor Ramon Vane Santana, a partir do livro ‘Pé No Chão e Flores de Verão’, explica Silvia. Ela também destaca “o papel do artista na transformação do ser humano e da sociedade, tendo como instrumento a sua arte, as flores de verão. É preciso estar atento e forte, pé no chão, comprometido com os desafios humanos e sociais, porém sem perder a dimensão da poesia, da paixão artística e do potencial criador”.

Os três atores vão representar um personagem inspirado em Ramon Vane. Embora apresentem características diferentes, as múltiplas faces do poeta têm algo em comum: desejam ardentemente o voo como potência da criação artística, que transforma e impulsiona a vida.

A apresentação está marcada para as 19 horas desta quinta-feira (22), no canal do Vozes Encena Interior no Youtube.

FOCO REGIONAL

Os três espetáculos do projeto celebram artistas da região Sul da Bahia, especialmente de Itabuna e Buerarema, terra natal de Ramon Vane. Todos foram adaptados para transmissão via internet. Flores de Verão será o segundo da série.

A iniciativa é financiada pelo Governo Federal com recursos da Lei Aldir Blanc, através da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, com o apoio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC).

CANTORA E COMPOSITORA ELOAH MONTEIRO LANÇA SEU PRIMEIRO ÁLBUM

A artista ilheense Eloah Monteiro || Foto Analú Nogueira
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A cantora e compositora ilheense Eloah Monteiro vai lançar seu primeiro álbum nesta sexta-feira (16), em todas as plataformas da internet. Em primeiro lugar, nome do disco autoraltem doze canções.

Nesta quinta-feira (15), véspera do lançamento, vai rola uma audição especial do disco, com transmissão via Zoom e os comentários da compositora sobre cada faixa. Os ingressos estão disponíveis no Sympla.

Dona de uma musicalidade que vai da cantoria ao afoxé, passando pelo samba, blues e batidas eletrônicas, Eloah Monteiro dá a volta por cima dos sentimentos de inferioridade e impotência provocados pelo preconceito e exalta a música da mulher negra sul-baiana.

“O nome do disco carrega o sentido de autoconhecimento, amor próprio e autoconfiança. Ao longo da minha carreira, muitas vezes, me deixei levar pelos casos de preconceito e invisibilização que me atingiam, subestimando o poder e a repercussão que o meu trabalho tinha na vida das pessoas. Hoje tenho outra visão de sucesso, tenho o ‘melhor trabalho do mundo’ nas mãos e sinto que ganhei até mesmo de mim nessa luta contra o autoboicote. Estou ao lado das pessoas que acreditam na minha música, me coloquei ‘Em primeiro lugar’ e tudo se transformou”, diz a artista.

O álbum tem direção musical da percussionista Ticiana Belmonte, baixo de Vanessa Chalup e participações especiais, como a de Laís Marques e de outros músicos da região. A captação foi realizada nos estúdios Canoa Sonora, Lukas Horus e Mr. Lagos, este último sendo responsável também pelos processos de mixagem e masterização do disco.

Em primeiro lugar tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

FILME “IMPLODE” PRÉDIO QUE SIMBOLIZA RIQUEZA DO CACAU EM IPIAÚ

Lançado nesta sexta-feira (9), filme está disponível no Youtube; assista abaixo
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Os diretores Edson Bastos e Henrique Filho misturaram ficção e realidade para contar a história do Santa Paula, prédio erguido no Centro de Ipiaú. A construção do edifício de nove andares começou em 1979, parou quatro anos depois e nunca terminou.

Lançado nesta sexta-feira (9) no Youtube da produtora dos dois cineastas, a Voo Audiovisual, o filme Ícone encena a implosão do prédio inacabado. O roteiro foi inspirado por crônica homônima do poeta e cronista Vitor Hugo Martins, publicada em 2015 no livro Cronicália.

Na narrativa iconoclasta, o prédio representa o projeto de modernização urbana da cidade, concebido no ocaso da época de ouro da lavoura cacaueira. A escolha do nome original do edifício – Maison Valle dos Rios, substituído informalmente pelo da Construtora Santa Paula – também é símbolo desse período de opulência.

O filme traz depoimentos de proprietários de alguns dos apartamentos do edifício e de moradores da cidade, a exemplo de Alex Muniz, José Américo Castro, José Vieira, Marcos Galdino e Zito Lacerda.

O elenco e a equipe por trás das câmeras reúnem os atores Navi Santos, Celson Rommel e Carlos Betão, os músicos Ayam Ubráis Barco e Ismera Rock e os produtores José Ararepi Jr. e Laísa Eça.

O curta-metragem de 20 minutos vai ficar disponível na internet até a próxima sexta-feira (16). Assista abaixo.

O filme também ganhou versão acessível com interpretação de Libras, descrições auditivas e closep caption.

A produção tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

CINEASTAS BAIANOS LANÇAM ROTEIRO DE FILME COM TEMÁTICA LGBTQIA+

Os cineastas Henrique Filho e Edson Bastos
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A vida é sonho e pode ser mais leve, mais acolhedora e mais livre. Este é o sentimento que o casal de cineastas baianos Edson Bastos e Henrique Filho, sócios da Voo Audiovisual, pretende inspirar com o roteiro do longa-metragem de ficção.

Nesta semana, eles apresentaram o processo de desenvolvimento do projeto, com a participação dos profissionais envolvidos, e promoveram oficina gratuita de roteiro.

A vida é sonho conta a história de Júnior, um adolescente de 18 anos, nascido em Ipiaú, Bahia, onde é reprimido sexualmente e se vê diante da não aceitação de sua família. Então, foge para a capital baiana em busca de liberdade, se descobre no universo LGBTQIA+, e é desafiado a romper diariamente preconceitos impostos pela cultura heteronormativa. Sua jornada traz os dramas e alegrias das descobertas, mostrando a superação do protagonista e a liberdade conquistada.

O roteiro nasce em um momento em que, apesar dos avanços jurídicos, o Brasil figura como o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Travestis, Queers, Intersexuais, Assexuais). Além disso, a Bahia não é um estado que se destaca em relação às narrativas audiovisuais que versem sobre o tema. Logo, a história de ‘A Vida é Sonho’ busca fortalecer e encorajar o universo simbólico e a luta urgente pelos direitos e pela vida.

Edson destaca que o projeto nasceu de vivências pessoais. Juntos há 12 anos, Henrique e Edson nasceram em Ipiaú e sofreram homofobia durante a infância e adolescência. “Trata-se de uma história dramática, romântica, musical e cômica. Um filme divertido e que conta uma história universal, mas com a forma baiana de falar, pensar e ser. Busca, principalmente, o diálogo com aqueles que estão vivendo situações narradas pelo filme. É sobre se reconhecer na tela, se sentir amparado, ter orgulho de sua comunidade e encontrar a felicidade em ser quem é. O filme pretende mostrar a necessidade do sonho para buscarmos viver a vida com mais leveza, pois a luta por igualdade de direitos é diária”, explica Bastos.

Foram três meses desenvolvendo as etapas de escrita do roteiro até chegar ao primeiro tratamento. Durante esse processo, os roteiristas contaram com a consultoria do especialista Gildon Oliveira, experiente profissional da dramaturgia para teatro, cinema e televisão. A equipe soma outros profissionais que atuaram durante o desenvolvimento do roteiro, como as assistentes de direção Lilih Curi e Johsi Varjão; os consultores, João Hugo e Amana Casas; o revisor Vércio Gonçalves; a assistente de produção Laísa Eça; o tradutor Daniel Martins; e a designer Kaula Cordier.

“Percebemos ‘A vida é Sonho’ como um projeto com potencial de grande público quando for filmado, pois foi desenvolvido por pessoas que possuem vivência sobre a cultura LGBTQIA+, o que cria conexão com os espectadores. O roteiro une o interior à capital e desenvolve uma narrativa contemporânea, com problemáticas do nosso tempo, mas trazendo um desfecho inspirador”, comemora Henrique. Agora, com o retiro pronto, os produtores vão buscar financiamento para gravar o filme.

O site da Voo Audiovisual publicou nesta sexta-feira (9) o roteiro para apreciação do público. O texto ficará disponível até 16 de abril.

O desenvolvimento do roteiro de ‘A vida é sonho’ tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

ESPETÁCULO DE TEATRO DE SOMBRAS ESTREIA NESTE SÁBADO (10)

“Um corpo de palavras” vai ser transmitido pela internet || Foto Mariana Cabral
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A multiartista baiana Naiara Gramacho vai estrear neste sábado (10) o espetáculo de teatro de sombras Um corpo de palavras. Devido à pandemia de Covid-19, a apresentação será por meio do Youtube, às 16h, no canal Naiara Gramacho.

O espetáculo conta a história de uma menina chamada Paula, cujo corpo se cobria de palavras sempre que ouvia, dos adultos, rótulos e julgamentos que diziam quem ela era ou deveria ser.

Dessa forma, o espetáculo pretende suscitar a reflexão sobre o poder das palavras-rótulos usadas – desde a mais tenra infância – para julgar as crianças, a exemplo de birrentas, chatas, teimosas, boas ou más. A narrativa parte do pressuposto de que essa rotulação afeta a imagem social que as crianças fazem de si mesmas, com reflexos para toda a vida.

Naiara, que assina o texto, a direção e a coordenação de produção do espetáculo, explica que a peça tenta “provocar pais, jovens e crianças para, juntos, olharem para a própria comunicação e para os conflitos familiares que ficaram tão explícitos durante o isolamento social da pandemia”. Esse propósito é uma resposta do contato da artista com a comunicação não violenta e a educação parental.

Assista a chamada da peça.

Gravado em Ilhéus, todo o projeto seguiu as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para prevenir a disseminação do coronavírus.

QUEM FAZ

A maior parte da equipe do espetáculo é formada por mães artistas, escolha feita para contemplar profissionais que tiveram suas rotinas profissional e materna afetadas drasticamente pela pandemia.  “Muitas vezes, ensaiamos com nossos filhos presentes, pois nem todas têm uma rede de apoio. Em muitos momentos, conciliamos a produção do espetáculo e a presença das crianças, o que também as permitiu se envolverem com o universo de trabalho de suas mães”, lembra Naiara.

“Um corpo de palavras” tem a atuação e a manipulação de figuras da atriz Driely Alves; narração de Brisa Morena; fotografia e gravação em vídeo de Mariana Cabral. A atriz Márcia Mascarenhas dá voz às personagens femininas e o ator e produtor Pedro Albuquerque, aos masculinos. A sonoplastia é de Eli Arruda e a produção das figuras é da artista plástica Olga Gómez. A comunicação e produção de conteúdo sobre o espetáculo estão a cargo de Tacila Mendes e Valdiná Guerra.

A montagem do espetáculo Um corpo de palavras tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

CYRO DE MATTOS LANÇARÁ “CANTO ATÉ HOJE” EM LIVE

Cyro de Mattos lança “Canto até Hoje” em live no dia 8
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O escritor e poeta Cyro de Mattos fará uma live, às 19h do próximo dia 8, para o lançamento e sua mais nova obra, Canto até Hoje. A publicação marca os 60 anos da carreira literária do itabunense que tem legado de 56 livros editados em 14 idiomas no Brasil e no exterior.

Canto até Hoje tem 800 páginas e vem em edição impressa e para download, com capa assinada pelo artista plástico Juarez Paraiso, que ganhou em sua homenagem a poesia que dá nome à publicação.

O autor teve seus primeiros textos lidos e reconhecidos pelo escritor João Ubaldo Ribeiro e ganhou muitas resenhas e indicação para a Academia Brasileira de Letras pelas mãos do conterrâneo Jorge Amado.

As suas obras, editadas em 14 idiomas, foram publicadas em países como França, Alemanha, Itália, Portugal, Espanha, Dinamarca e Estados Unidos.

O lançamento, no próximo dia 8, será ancorada no canal do YouTube da Fundação Casa Jorge Amado, mediada pela jornalista Mira Silva. O evento terá entre os convidados especiais a escritora e psicóloga Lilia Gramacho, o romancista e poeta Aramis Ribeiro Costa, o jornalista Oscar D’Ambrosio, o poeta e ensaísta Cid Seixas e Ângela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado.

FECIBA ENCERRA SUA PRIMEIRA EDIÇÃO TOTALMENTE ONLINE

Imagem da videoconferência que encerrou a 7ª edição do Festival de Cinema Baiano
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O primeiro Festival de Cinema Baiano (Feciba) totalmente online termina com números animadores, apesar da pandemia de Covid-19. A sétima edição do evento exibiu 50 filmes e promoveu 20 debates, além de oficinas. “Não houve a interação direta com o público, como sempre acontece nos debates após as sessões, mas ganhamos em alcance e engajamento, atraindo pessoas de diversos lugares da Bahia, do Brasil e do mundo, interessadas no cinema realizado por baianos, o que dá um alcance internacional ao evento”, celebra Victor Aziz, do Núproart, um dos realizadores do Festival.

O 7º Feciba aconteceu de 15 a 26 de março e somou 17.396 visualizações da programação na internet, com 2.218 horas assistidas por 5.836 espectadores. Além disso, foi mobilizada uma equipe de 14 profissionais baianos, 11 curadores e mais de 60 convidados para os debates.

Um dos destaques desta edição foi a ampliação do leque de temas abordados nos debates, que contaram com tradução simultânea, garantindo acessibilidade em Libras para surdos e deficientes auditivos. “Esse público contribuiu muito nos mostrando o melhor caminho para implantar acessibilidade no Festival. Foi um evento histórico, e que nos fez pensar em formatos híbridos para os próximos, mesclando programação presencial e online”, arremata Aziz.

DEBATES

O público interagiu intensamente com as mesas formadas por realizadores dos filmes selecionados e por especialistas, e debateu questões referentes à representatividade e +à presença de mulheres, negros e LGBTQIA+ em frente e atrás das câmeras, além de questões sobre produção cinematográfica em tempos pandêmicos, uso de ferramentas da internet, distribuição de produtos audiovisuais no mercado, dentro e fora da Bahia, e cineclubismo. Todo esse conteúdo vai continuar disponível no canal do Feciba no Youtube.

“Já é uma marca do Feciba os encontros presenciais com os realizadores, com os bate papos logo após a sessão, ali, dentro do cinema. Desta vez, o Festival se reinventou e com isso ganhou muito em público, mesmo em um período em que havia muita coisa acontecendo paralelamente. Os números confirmam o êxito do evento, mas o feedback que a nossa equipe recebeu do público, dos participantes e dos cineastas foi incrível!”, comemora Henrique Filho, da Voo Audiovisual, também realizadora do evento.

OFICINAS

Outra marca do Feciba é a promoção de oficinas para aprimoramento da mão de obra do audiovisual baiano. Nesta edição, a quantidade de vagas foi triplicada, somando 240 inscritos para oficinas com Cecília Amado, Orlando Senna, Solange Lima e Thiago Almasy. Além de profissionais do audiovisual, muitos estudantes de cinema participaram desses momentos, compartilhando com veteranos suas ideias e formas de fazer cinema com os recursos tecnológicos disponíveis.

MÚSICA

A cantora Eloah Monteiro fez uma live show diretamente de Ilhéus, abrindo o evento com o seu repertório autoral na noite do dia 14 de março. Já o encerramento aconteceu na tarde do último sábado (27), com show da banda Manzuá, que lançou o seu álbum homônimo nesta apresentação, tocando para um público que lotaria o Teatro Municipal de Ilhéus, onde foi realizada a primeira edição do evento há 10 anos. ‘Um show emocionante, épico!”, festejaram os integrantes da banda.

Mesmo acontecendo após uma lacuna de cinco anos, devido à falta de financiamento para a realização, esses dados só confirmam a potência do Festival como instrumento de divulgação e fruição de produtos culturais baianos, avalia Tacila Mendes, assessora de comunicação do festival.

O Festival de Cinema Baiano é uma produção do Núcleo de Produções Artísticas (Núproart) e da Voo Audiovisual. Esta edição tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

SHOW DA BANDA MANZUÁ ENCERRA 7ª EDIÇÃO DO FECIBA NESTE SÁBADO

Show também vai marcar lançamento do primeiro álbum da banda itabunense
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A banda itabunense Manzuá vai se apresentar neste sábado (27), às 16 horas, no encerramento da 7ª edição do Festival de Cinema Baiano (Feciba). O show será transmitido ao vivo pelo canal do Feciba no Youtube.

A apresentação vai marcar também o lançamento do álbum homônimo da Manzuá, o primeiro da banda. O PIMENTA conversou com dois artistas do grupo, Mither Amorim e Briza Aziz, sobre o trabalho autoral – relembre aqui.

PROGRAMAÇÃO

Os 10 longas, 10 médias e 30 curtas-metragens que estão na grade de programação do festival ainda podem ser assistidos até as 22h desta sexta-feira (26), no site www.feciba.com.br/2021.

Com o tema ‘Dentro de casa, asa’, esta edição se destaca por conectar os filmes com o público, pela primeira vez, exclusivamente por meio da internet. O evento é uma produção do Núcleo de Produções Artísticas (Núproart) e da Voo Audiovisual e tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

EDITORA DA UESC ENTREGA AO MERCADO “A VIDA REFLETIDA”, DO CRONISTA ANTÔNIO LOPES

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A vida refletida é a mais nova obra do cronista Antônio Lopes

A Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Editus) acaba de entregar ao mercado consumidor o novo livro do cronista Antônio Lopes, A vida refletida. O livro reúne 58 pequenos relatos do dia a dia, nos quais o autor, seguindo a fórmula clássica da crônica literária, não deixa faltar humor e ironia – ferramentas essenciais à crítica social –, mas não se descuida do lirismo, componente que contribui para aproximar o gênero crônica do gênero poesia em prosa.

– Ao finalizar A vida refletida, cumprimos, neste tempo tão difícil, mais uma etapa do nosso objetivo como editora pública, que é a propagação das diversas formas de manifestação literária, seja a produção acadêmica, propriamente dita, seja, como neste caso específico, a literatura de ficção”, diz Rita Argollo, diretora da Editus.

Para o empresário e escritor Joaci Góes, “o pensamento de Leon Tolstoi, segundo o qual para conquistar o mundo precisamos, antes, conquistar nossa aldeia, também está presente no acendrado amor que Antônio Lopes dedica, em prosa e verso, a Buerarema, pequena cidade ao sul da Bahia, na região cacaueira”.

Destacando a capacidade que tem o autor de transformar as “miudezas” da aldeia natal em boa literatura, salienta Joaci, na apresentação do novo livro de Lopes: “Provavelmente, se Antônio Lopes tivesse produzido sua surpreendente obra em Paris, Londres, Roma ou New York, não faltasse quem dissesse que só a partir de domicílios tão cosmopolitas seria possível produzir literatura de conteúdo e forma tão marcadamente universais”.

“CRUEL COINCIDÊNCIA”

A vida refletida é o segundo título do mesmo autor publicado este ano. Em fevereiro, ele lançou, pela Editora A5/Itabuna (à venda em www.a5editora.com.br), a antologia A bela assustada.

“Esta ´inflação´ de livros e a crise sanitária que vivemos é só uma cruel coincidência, nada têm em comum”, brinca Lopes, para quem “a obra definitiva sobre o grande mal que está matando os brasileiros já foi feita por Aleilton Fonseca, com o poema-livro A terra em pandemia (Mondrongo/2020”).

FILMES, DEBATES E SHOWS NA ÚLTIMA SEMANA DO FECIBA

Confira os destaques da última semana da 7ª edição do Festival de Cinema Baiano
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Tacila Mendes

Mais de sete mil acessos aos filmes e debates foram realizados nos quatro primeiros dias do 7º Festival de Cinema Baiano (Feciba). O envolvimento do público da Bahia, de outros estados e países impulsiona o evento, que este ano ganhou versão online. A programação segue disponível até a próxima sexta-feira (16). O encerramento será por conta da banda Manzuá, com show transmitido ao vivo sábado (27), às 16h.

Nada menos que 50 filmes produzidos por baianos estão disponíveis para animar os dias de confinamento na pandemia. Ainda, durante a semana, acontecerão debates ao vivo sobre os filmes e temas transversais, reunindo profissionais e entusiastas do cinema. Para aproveitar tudo isso, basta acessar www.youtube.com/feciba

PRÓXIMOS DESTAQUES

Além dos 10 longas, 10 médias e 30 curtas-metragens que podem ser assistidos até o fim do festival, a última semana do 7º Feciba segue com programação nos três turnos.

Para as 120 pessoas já inscritas, as manhãs serão de aprendizado. A cineasta Cecília Amado ministrará a oficina ‘Direção e as sete artes do cinema’, dias 22 e 23, e o influenciador Thiago Almasys falará sobre ‘Produção audiovisual para Internet’, nos dias 24 e 25.

Aberto à participação do público, acontecerão às tardes e noites debates sobre temas urgentes e que impactam o cinema. Assim, sempre às 15h, acontecerão as lives “Cinema e memória: como o cinema baiano desconstrói seu passado?” (dia 22); “Cineclubes: fluidez e valorização do cinema” (dia 23); “Cinema é arte coletiva: produção e recepção do cinema baiano” (dia 24); “Sessão Covid: Cinema e reinvenção” (dia 25). No último dia, excepcionalmente, o debate será às 14h, com o tema “Cinema e escola: a função didática dos filmes” (dia 26).

Já às 19h, os convidados debaterão “As fortes: representações de mulheres negras nas narrativas cinematográficas baianas” (dia 22); ‘’Cinema é para todo mundo: as problemáticas da distribuição fílmica na Bahia” (dia 23); “Liberdade como tema: roteiros subversivos desestabilizam o ‘normal’?” (dia 24); “Quem assiste o que você filma? – Importância dos festivais de cinema, no contexto baiano” (dia 25). O último debate, dia 26, será realizado às 17h: “Documentários baianos: entre o real e o ficcional”.

Todos os debates terão tradução simultânea, garantindo acessibilidade em Libras para surdos e deficientes auditivos. Uma dica é acessar o canal do festival, se inscrever e definir lembrete para não perder a programação do seu interesse.

Com o tema ‘Dentro de casa, asa’, o 7º Feciba é uma produção do Núcleo de Produções Artísticas (Núproart) e da Voo Audiovisual. Esta edição tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

LIVE SHOW MARCA DIA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL

Show está marcado para as 17 horas desse domingo (21)
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Três shows musicais serão realizados em Buerarema e transmitidos com acesso gratuito, pelo Youtube da Casa de Cultura Jonas & Pilar, às 17 horas do próximo domingo (21), para marcar o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial.

Instituído em 1966 pela Organização das Nações Unidas, em memória ao “Massacre de Shaperville” (69 manifestantes negros foram mortos e centenas foram feridos, na África do Sul, quando uma lei obrigava negros e negras a andarem com identificações que limitavam seu trânsito na cidade de Joanesburgo), este foi o dia escolhido para a realização da Live Show Negritudes.

Além de lembrar o triste episódio, a Live Show “fortalece e amplia essa rede de resistência e de luta pelos direitos de homens e mulheres de ascendência africana, buscando também estimular o reconhecimento e sentimento de pertença da comunidade enquanto população negra”, diz a historiadora Rita Maria de Souza, consultora de assuntos étnico-raciais do projeto.

Todos os artistas têm forte ligação com a cidade e com a temática proposta. Nascidos ou vivendo há décadas na cidade, todos percebem que, apesar da veia artística expressiva e aparente aura de felicidade, Buerarema tem se tornado um ambiente bastante conservador e hostil ao diferente, às comunidades tradicionais e aos cultos religiosos de origem africana. Com expressivo número de habitantes negros, a comunidade não se reconhece como tal. A cultura da negação e do embranquecimento impera.

PABLO GUILHERME

Não-binário, de São José da Vitória, Pablo Guilherme é cantor e abiã da Casa de Logunedé em Buerarema. Revelação do projeto “Maio da Música” (2019), coprodução do Instituto Macuco Jequitibá e Coletivo Casa Flor, em “Samba de Moça”, traz em seu repertório canções dos gêneros Samba e Samba de Roda, com temática religiosa de matriz africana e afro-brasileira.

MOSES FERREIRA

Gênero fluído, nascido no Litoral Sul da Bahia, Moses Ferreira geralmente compõe utilizando o eu-lírico feminino. Apaixonado pela arte da música, da dança e da poesia, são essas as ferramentas que utiliza na luta por seus direitos, abordando temas como preconceito racial, machismo, intolerância e casos de amor. Intitulado IMPÉRIO, seu show traz um repertório que mescla músicas autorais e covers de grandes artistas da cena LGBTQI+, na atualidadetais como Liniker, Pablo Vittar, Gloria Groove, entre outros. Vale conferir.

SHOW INVERSÕES

Três cantoras de ascendência negra (com fenótipos bastante distintos), Ligia Callaz, Claudia Ferreira e Tainá Meoli fazem a releitura deste projeto que foi idealizado e realizado por elas em 2016, na Casa Flor.

Nele, apresentam canções populares mundialmente conhecidas em inglês/espanhol e suas versões para o português e vice-versa. Neste show, trarão um repertório essencialmente produzido por artistas afrodescendentes, como Bob Marley, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Rihanna, Carlinhos Brown, entre outros.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

MC DA BANDA OQUADRO, JEF RODRIGUEZ FALA SOBRE PRIMEIRO DISCO SOLO

Jef Rodrigues
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O Mc Jef Rodriguez, da banda OQuadro, trabalha no seu primeiro álbum solo, um EP com seis músicas. A produção musical coube ao mago Rafa Dias.

O PIMENTA perguntou a Jef se o novo trabalho segue a linha do rap que consagrou a banda ilheense. “Rap na minha linha”, respondeu, escondendo o jogo antes de dar uma pista do que vem por aí. “É a primeira vez que as pessoas vão poder me conhecer como artista fora do OQuadro”.

Nascido em Banco Central, distrito localizado a 60 quilômetros do Centro de Ilhéus, Jef conta que está levando sua escrita e interpretação para um caminho que torna mais perceptível o seu traço artístico. “Ainda não sei falar muito sobre. Tem muita coisa a ser produzida ainda, mas tá sendo um desafio gostoso”, avalia.

Talvez pelo percurso acadêmico da filosofia às artes, áreas de conhecimento atravessadas por reflexões sobre a linguagem, Jef fala do trabalho de compor como um artesão do verso. “Há sempre um cuidado com a palavra, com o que é dito. A gente evita desperdiçar linhas falando besteira. Isso é uma característica nossa. É uma marca. Quando as pessoas esperam algo d’OQuadro, independentemente de ser um trabalho solo, é uma escola, OQuadro se tornou referência dessa canetada, dessa preocupação com as linhas. É um processo seletivo mesmo, artesanal”.

Para ele, mesmo em voo solo, as referências da banda apontam o caminho. “As temáticas podem ser diferentes, podem ir a um lugar muito mais particular e intimista da vivência pessoal, mas não perdem esse controle de qualidade. Não sei se é um controle de qualidade, mas é um processo respeitoso, digamos assim, com as poéticas possíveis. Então, o que você pode esperar é um trabalho cuidadoso. O quanto as pessoas podem gostar ou não a gente nunca sabe. Eu não gosto de criar expectativas nem posso dizer se é bom ou ruim. Só posso dizer que é algo feito com carinho e cuidado”.

Confira o teaser do álbum, que vai ser lançado em 2021 com selo da produtora Isé.

Não conhece OQuadro ou está com saudades da banda? Ouça Nêgo Roque, segundo álbum do grupo.

FESTIVAL PALHASSEATA DE ILHÉUS SERÁ EM ABRIL EM FORMATO VIRTUAL

Edição da Palhasseata de 2021 será online por causa da pandemia
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Karoline Vital

O público vai ter que esperar um pouquinho para conferir o Festival Palhasseata de Ilhéus. Em obediência ao decreto estadual suspendendo eventos de qualquer natureza até 1º de abril, o Grupo Teatro/Circo Maktub remarcou o encontro de artistas para o dia 10 de abril, a partir das 14 horas, na Fundação Fé e Alegria. O link para a live será disponibilizado no perfil do Instagram (www.instagram.com/teatrocircomaktub) e transmitido pelo canal www.youtube.com/grupoteatrocircomaktub.

Antecedendo a transmissão ao vivo de números cômicos, dança, música, poesia, audiovisual e artes plásticas, o projeto vai homenagear o Dia Mundial do Teatro e do Circo. No dia 27 de março, o minidocumentário sobre a Palhasseata de Ilhéus estará disponível no canal do YouTube, contando a história do evento iniciado em 2011. Para além do cortejo animado que percorria as ruas de Ilhéus, a iniciativa que teve seis edições também englobava oficinas de palhaçaria, exibições de vídeos, exposições de fotos e figurinos.

Com formato virtual, o Festival Palhasseata de Ilhéus vai homenagear personalidades importantes para o circo do interior da Bahia. Entre os nomes lembrados estão os palhaços Radiola, o saudoso Tremendão e o Circo Show Brasil, que terá direito à exibição de reportagem especial sobre sua história. O troféu será confeccionado pelo artista plástico Luciano Maciel, o palhaço Pipoca, que também fará uma pintura ao vivo, ao longo da transmissão.

Segundo o diretor do Grupo Teatro/Circo Maktub, Fábio Nascimento, o Festival Palhasseata de Ilhéus é um movimento de pesquisa e investigação contínua sobre a arte da palhaçaria, dialogando com diversos grupos e artistas independentes. “Em função das medidas restritivas de enfrentamento à COVID-19, precisamos adiar e reformular o projeto e iremos manter a transmissão ao vivo, obedecendo todos os protocolos de segurança para proteger toda equipe envolvida”, informou.

O projeto Festival Palhasseata de Ilhéus tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

7ª EDIÇÃO DO FECIBA COMEÇA NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA (15)

Festival vai exibir 50 filmes pela internet || Foto Renata Sant’Anna
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Prepare a pipoca, a internet e o sofá. Cinco anos depois, o 7º Festival de Cinema Baiano (Feciba) volta ao seu lugar de vitrine das produções do estado. Serão dez dias de programação totalmente online e gratuita, entre 15 e 26 de março. Na grade, 50 filmes, quatro oficinas, 20 debates e duas lives-show.

Com o tema Dentro de casa, asa, o evento é uma produção do Núcleo de Produções Artísticas (Núproart) e da Voo Audiovisual, e chega para dar destaque ao que há de mais recente no cinema realizado por baianos. “É com muito prazer que realizamos a sétima edição do Feciba totalmente diferente e adaptado para esse momento pandêmico. Apesar de distantes, estamos conectados pelas redes e pela arte. O Festival veio para mostrar como o cinema baiano cresceu, multiplicou e está se tornando diverso”, celebra Edson Bastos, produtor executivo e diretor artístico do projeto.

Uma das atrações musicais desta edição será a banda itabunense Manzuá, com o show de encerramento do Feciba.

DEBATES

Sob a ótica do cinema baiano, serão promovidos verdadeiros mergulhos nos temas mais urgentes da atualidade. O evento traz 20 lives-debates, todos os dias às 15h e às 19h. Todos terão tradução simultânea, garantindo acessibilidade em Libras para surdos e deficientes auditivos.

Às 15h, o Feciba pauta a internet com os seguintes temas: “Personagens femininas: representatividade nas narrativas cinematográficas” (dia 15); “Em casa, asa: cinema em tempos pandêmicos” (dia 16); “Ferramentas de Internet: presente e futuro, no audiovisual” (dia 17); “O sagrado no audiovisual: a representação das Religiões de Matrizes Africanas no cinema baiano” (dia 18); “Cinema de preto: produções audiovisuais construindo narrativas afrocentradas” (dia 19); “Cinema e memória: como o cinema baiano desconstrói seu passado?” (dia 22); “Cineclubes: fluidez e valorização do cinema” (dia 23); “Cinema é arte coletiva: produção e recepção do cinema baiano” (dia 24); “Sessão Covid: Cinema e reinvenção” (dia 25). No último dia, excepcionalmente, o debate será às 14h, com o tema “Cinema e escola: a função didática dos filmes” (dia 26).

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LIVRO DE FOTOGRAFIA, “PIRILAMPOS DA CAATINGA” REVELA O UNIVERSO VAQUEIRO NA BAHIA

“Pirilampos da Caaetinga” é um mergulho no universo vaqueiro na Bahia
Tempo de leitura: 3 minutos

Um mergulho no universo vaqueiro, utilizando a fotografia como um fomento à preservação da memória e a valorização dessa cultura popular, é a proposta de Pirilampos da Caatinga, projeto que reúne fotos de vaqueiros e vaqueiras do município de Uauá, cidade do norte baiano, a 430 Km de Salvador.

“Uauá é uma palavra originária do dialeto tupi-guarani que significa vagalume. Paira a mística de que quem nasce na “Terra da Luz” não é um habitante qualquer, mas, sim, um Ser Pirilampo, ou seja, com luz própria. Foi nas nuances dessa perspectiva que nasceu o projeto que mergulha no universo do vaqueiro”, explica o fotógrafo Heitor Rodrigues.

Vaqueiros fazem a fogueira em uma das tradições, o café em grupo

Nascido em Feira de Santana e criado desde os primeiros meses de vida em Itabuna, no sul do Estado, Heitor tem uma relação e um olhar todo especial com o sertão baiano. A relação teve início em 2013, quando o então estudante desembarcou na cidade de Juazeiro para cursar Engenharia Civil, na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

O projeto resultará na publicação de um livro fotográfico, em formato físico e e-book, exposição fotográfica na plataforma digital Flickr e criação de página nas redes sociais Facebook, Instagram e Youtube e o próprio website.

Vaqueiro cavalga na caatinga em mais registro de Heitor Rodrigues

Segundo Heitor, o ponto de partida para que o projeto nascesse foi a convivência com o casal Jaime e Fátima Ribeiro, ele ex-vaqueiro e ela professora e cordelista.

Vaqueiro Jaime foi a fonte de inspiração para a obra

– Jaime e Fátima são os pais de minha companheira Erika Pók Ribeiro, professora, poeta e fotógrafa, que também trabalha no projeto. As histórias de Jaime e de seus antepassados, além dos versos de Fátima, aguçavam a minha imaginação. Foi aí que percebi a magia que envolve essa cultura. Me apaixonei como uma criança que escuta uma história infantil e desde então minhas lentes acompanham os vaqueiros há quase sete anos – revela Rodrigues.

FOTOGRAFAR NA PANDEMIA

Um dos maiores desafios foi realizar o trabalho em plena pandemia, já que a maioria dos personagens que ilustra o projeto faz parte do grupo de risco. “Além das recomendações de não aglomerar, do uso de máscaras e do álcool em gel, fizemos uso de roupas especiais, para preservar a integridade dos vaqueiros e vaqueiras”, diz o fotógrafo.

Por causa da pandemia, cuidados foram adotados contra a covid-19

O projeto Pirilampos da Caatinga tem apoio financeiro do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura (Secult) e da Fundação Cultural do Estado (Funceb), via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo.

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