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25 de outubro de 2020 | 09:56 pm

SENSO AO CENSO

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José Roberto de Toledo


Os números definitivos do Censo 2010 começam a ser divulgados hoje pelo IBGE. Levará meses para que todos os dados sejam processados e tornados públicos. Riqueza e diversidade de informações como as que vêm por aí, para todos os municípios, só de dez em dez anos.
Por enquanto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística deve divulgar os dados de população total dos 5.565 municípios brasileiros, a divisão por sexo dos moradores e a localização de sua residência, se rural ou urbana.
Parece pouco, mas já basta para escanear o Brasil literalmente de A a Z, de Abadia de Goiás à catarinense Zortéa. Do maior município, São Paulo e seus 10,7 milhões de habitantes, ao menor deles, Borá e seus 805 moradores.
As novas informações devem corrigir eventuais erros detectados nas tabelas publicadas em 4 de novembro no Diário Oficial da União. Algumas merecem investigação de outros órgãos públicos, como a Justiça Eleitoral.
Há casos mais do que curiosos. Em Dom Pedro de Alcântara (RS), na região metropolitana de Porto Alegre, há 31% mais eleitores do que moradores: 3.335 a 2.538. A diferença é recorde nacional, em termos proporcionais.
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UMA DAS VÍTIMAS DE BOLOTA

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Juvenal Nonato foi morto pelo traficante Bolota

O representante comercial Juvenal Nonato de Oliveira Filho, assassinado no dia 17 de maio de 2009, foi uma das vítimas do traficante Sidmar Soares Santos, o Bolota, preso na última sexta-feira, 26, em Porto Seguro. Além dele, a polícia também prendeu Áureo Santos da Silva e Elisson Simões Leal.
Bolota é acusado de vários homicídios em Itabuna, inclusive o de um garoto de 10 anos de idade, crime ocorrido em junho do ano passado no bairro Pedro Jerônimo. Já o representante comercial Juvenal Nonato foi morto supostamente por engano. O traficante o teria confundido com um vaqueiro de quem era inimigo. Juvenal recebeu cinco tiros, todos pelas costas.
Em função dos diversos crimes cometidos pelo traficante Bolota em Itabuna, o delegado regional Moisés Damasceno solicitará sua transferência para o conjunto penal desta cidade.

PALESTRA

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O grupo Se Toque, que oferece apoio a pessoas com câncer, realizará palestra no próximo sábado, dia 4, a partir das 9 horas, no auditório do Hospital Calixto Midlej Filho. O tema será “Reeducação alimentar para uma melhor qualidade de vida”, com exposição a cargo da nutricionista Ana Júlia Mafuz.
As pessoas interessadas em assistir devem levar um quilo de alimento.

LIXO NO BAIRRO DA CONCEIÇÃO

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A paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Itabuna, iniciou as celebrações relativas ao dia de sua padroeira. Mas o cenário não agrada aos fiéis, principalmente por causa da sujeira. Na Praça dos Capuchinhos, em frente à Igreja da Conceição, o lixo se mistura ao mato e a impressão é de abandono.
Dada a gravidade da situação, muitos devotos já incluíram um pedido especial à santa: que ela ajude Itabuna a ter um governo decente.

MINHA PEDINHA, MINHA PEDINHA…

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O deputado federal Geraldo Simões (PT) muda a face quando é chamado de “coroné” do diretório itabunense. Agora, sabe-se que vai além disso. Na sexta, o diretório do partido condenou a opção do vereador Claudevane Leite pelo colega Ruy  Machado para a presidência da Câmara. E o que fez Geraldo? Aconselhou Vane a relevar a posição do PT. E teria afirmado que o edil petista está no “caminho certo”.
Se não fica claro que caminho é esse citado pelo deputado, não é necessário muito esforço para entendê-lo. Machado é muito próximo de Geraldo. Como também é da cozinha de Fernando Gomes e de Capitão Azevedo. É tido nos bastidores como o mais habilidoso “leva-e-traz” da (porca) política itabunense. Tendo Machado na presidência, Geraldo pensa ter, assim, algum poder (ou naco de poder) na Câmara – num enredo já cheio de traições.
Não se sabe, aliás, o que teria feito Geraldo voltar atrás nesse lamaçal da Câmara. Na sexta, dizia a amigos que só a candidatura de Vane à presidência da Casa seria fator de moralização. Entre o “leva-e-traz” e a “moralização”, já está claro com quem o deputado ficou.

ROBERTO AGORA É ALIADO DE LOIOLA

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Da esq. p/ dir.: Wenceslau, o secretário da Administração, Gilson Nascimento (que apoia o grupo) e Ruy Machado

Verdadeira convulsão política na Câmara de Vereadores de Itabuna. Na disputa pela mesa diretora da casa, que terá eleição nesta terça-feira, 30, aconteceu o inimaginável: Roberto de Souza (PR) acaba de se tornar aliado do presidente Clóvis Loiola (PPS), de quem até poucos dias atrás era arqui-inimigo.
Souza rompeu com os ex-aliados Wenceslau Júnior (PCdoB), Ricardo Bacelar (PSB) e Claudevane Leite (PT), que estão apoiando a eleição de Ruy Machado (PRP) para a presidência, tendo Didi do INSS (PDT) como primeiro secretário. Segundo Machado, o próprio Roberto de Souza foi quem o incentivou a ser candidato, mas exigia a primeira-secretaria.
Há pouco, o PIMENTA finalmente conseguiu fazer contato com os vereadores Claudevane Leite, Wenceslau Júnior e Ricardo Bacelar. Eles confirmaram o apoio a Ruy Machado e o rompimento com Roberto de Souza, por iniciativa deste.
“Ninguém pode ter a pretensão de possuir cadeira cativa na mesa diretora”, declarou Wenceslau, criticando a postura do vereador do PR. Segundo o comunista, a partir do momento em que a oposição perdeu a maioria política, foi necessário iniciar a discussão de alternativas. Além de Machado, os nomes de Milton Cerqueira (DEM) e Milton Gramacho (PRTB) foram cogitados.
POUCO CONFIÁVEL
Gramacho teria sido descartado por causa da pouca confiança junto aos demais vereadores. “Ele não cumpre acordo”, afirmou Wenceslau, acrescentando que “dar a presidência a Gramacho seria o mesmo que entregar a Câmara ao Executivo” (como está, com Loiola).
O vereador Ricardo Bacelar assegurou que não existe “acordão” com o Executivo. Segundo ele, Machado assumiu compromisso com “a moralização e a independência da Câmara”. Segundo ele, com Gramacho presidente, os cargos do legislativo já estariam loteados pela secretária particular do prefeito, a poderosa Joelma Reis. A diretoria, por exemplo, seria de Otaviano Burgos, filho do secretário da Fazenda da Prefeitura, Carlos Burgos.
“Você vai ver, nosso diretor será um nome respeitado pela esquerda e que é consenso (entre os vereadores que apoiam Machado)”, disse Bacelar, acrescentando que o candidato a futuro diretor teve passagem no governo do ex-prefeito Geraldo Simões (PT). Ele só não quis antecipar o nome.

VANE: GERALDO PEDIU QUE EU DESCONSIDERASSE A RESOLUÇÃO DO PT

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Em conversa com o PIMENTA, o vereador Claudevane Leite declarou ter sido autorizado pelo deputado federal Geraldo Simões (PT) a desconsiderar uma resolução do diretório municipal do partido. Na sexta, a presidente local do PT expediu o documento, que orientou o vereador a não apoiar Ruy Machado para a presidência da Câmara e determinou que ele lançasse candidatura própria.
“Geraldo (Simões) me telefonou e disse que eu estou no caminho certo, que relevasse a resolução do PT”, declarou o vereador. Para Claudevane Leite, a opção por Ruy Machado seria “a menos grave”.
Sobre a não-entrega do relatório da Comissão Especial de Inquérito da Câmara de Vereadores ao Ministério Público, Claudevane Leite informou que o documento ainda não foi encaminhado por causa de obstáculos criados pelo presidente da do legislativo, Clóvis Loiola. Ele estaria utilizando prerrogativas regimentais para impedir o encaminhamento do relatório e dos autos da investigação.
“Loiola quer entregar o relatório e os autos somente após a eleição da mesa (na próxima terça-feira)”, declarou o petista.

PIMENTA DO DIA

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No Rio de Janeiro, a polícia cercou o morro e os bandidos estão morrendo ou se rendendo. Por que aqui, em Itabuna, a população civil organizada não cerca a Câmara de Vereadores?

Não precisa de fuzis ou metralhadoras, basta um cipó bem enroladinho!!!
Da leitora Amanda em comentário ao artigo QUEM VENDE O VOTO NÃO MERECE O QUE RECEBEU

QUEM VENDE O VOTO NÃO MERECE O QUE RECEBEU

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Walmir Rosário | wallaw2008@hotmail.com
Para “destronar” a oposição da Câmara de Itabuna, o prefeito Capitão Azevedo determinou que fossem utilizados os meios disponíveis para “tomar de assalto” o legislativo itabunense. Recursos esses materiais ou humanos, não importando os custos da operação.
Inicialmente, autorizou o secretário da Fazenda, Carlos Burgos, a contratar um escritório de advocacia que tivesse experiência em ações contra o legislativo, com o compromisso de estudar quais as possibilidades de evitar a posse do atual primeiro-secretário, Roberto de Souza, na presidência da Câmara.
Na primeira investida, Burgos trouxe um advogado tido e havido como “caçador de vereadores”, cujo currículo constava a anulação de três eleições de mesas diretoras em municípios baianos. Aqui, estudou o caso em questão, afirmou a viabilidade da empreitada, cobrou o preço que julgou merecer.
Aprovado por Carlos Burgos, o preço, entretanto, foi considerado proibitivo pelo prefeito Azevedo. Ficou o dito pelo não dito, e o competente profissional voltou ao seu escritório sem atuar em Itabuna. Mas, antes de sair, deixou claro que daria conta do serviço e fez as recomendações.
Recomendações essas que foram aproveitadas por gente da casa, o advogado Sargento Raimundo, nomeado para proceder ao “despejo” de Roberto de Souza e seus aliados. Na operação inicial, uma turma foi destinada a realizar os trabalhos no âmbito do legislativo, tentando criar uma cisão entre os vereadores. E conseguiram.
Os antes denominados “independentes”, diante das propostas tentadoras do Executivo, foram cedendo às tentações e ampliando a base parlamentar do executivo. Descoordenada, a reação ordenada pelo prefeito descambou para a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), cujo estrago maior atingiu em cheio um dos aliados: o presidente Clóvis Loiola, “pau-mandado” da dupla Azevedo/Burgos.
A segunda alternativa foi patrocinar um projeto de lei esdrúxulo que cancelasse a eleição anterior, responsável pela eleição de Roberto de Souza presidente da Câmara, em junho do ano passado, por unanimidade. A maior aberração jurídico-parlamentar contou com a aprovação da maioria dos vereadores, entre eles, claro, os eleitores da chapa encabeçada por Roberto de Souza.
Dos 12 vereadores presentes à chicana jurídico-parlamentar, nove votaram a favor da anulação do pleito anterior, inclusive vereadores que compõem a mesa diretora. Quer dizer, votaram contra eles mesmos, atendendo a uma determinação do prefeito capitão Azevedo e do secretário Burgos, numa atitude de desprendimento invejável a mais pobre dos franciscanos.
Destruída a primeira estratégia e como a segunda não tem como resistir uma análise perfunctória de qualquer juiz ou promotor, não restou alternativa ao “grupo palaciano” que não ingressar na justiça para tentar anular a eleição. E qual escritório de advocacia patrocina a causa? O do advogado Carlos Burgos, naturalmente.
E quais os vereadores que contrataram o escritório? Ruy Machado e Rose Castro. Enquanto o primeiro foi o idealizador do projeto de destituição de Loiola da presidência da Câmara, a segunda é irmã do deputado eleito Augusto Castro, cujo escritório de advocacia em que trabalha (mesmo não sendo ele advogado) tem como um dos principais clientes a prefeitura de Itabuna.
Coincidência ou não, na Câmara de Itabuna não existe vereador com vocação para Irmã Dulce, o que deixa subtendida a ideia de que existem “mais acordos pela governabilidade e pelo bem de Itabuna” do que se consegue imaginar. Agora, só resta aguardar quais são os candidatos da dupla Azevedo-Burgos que resolvem protagonizar mais uma farsa.
Como se diz vulgarmente, tanto não presta quem compra voto, como que os vende. Mas essa frase merece ser ampliada: Quem vende o voto não merece o que recebeu.
Não importando se na transação foi uma simples compra e venda cuja moeda de troca foi o real ou um escambo qualquer, como a troca de favores, na maioria das vezes nem sempre bem recomendados.
Esse é o presente de Natal que Itabuna recebe dos seus políticos, no ano do seu Centenário.
Walmir Rosário é jornalista, advogado e editor do site Cia da Notícia.

ESPÍRITO DE BIN LADEN

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Político experimentado e sabido que só ele, o ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, vê na situação caótica da política local uma chance de surfar na onda (de lama). Nesta sexta-feira, 26, na Rádio Nacional, um repórter fez a seguinte pergunta ao antecessor de Azevedo:
– Se o senhor tivesse duas bombas, onde as usaria?
Fernando Gomes não titubeou:
– Uma seria para a Câmara de Vereadores e a outra para a Prefeitura de Itabuna. Tá tudo uma bagunça!
Em tempo de guerra, os oportunistas sempre tentam faturar de alguma maneira. E o ex-prefeito, que não é menino, já percebeu que o mar está para peixe que sabe nadar em água suja.

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