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18 de abril de 2021 | 12:06 pm

FEIRA DE SANTANA: ZÉ NETO TEM 29% E COLBERT ATINGE 22%, APONTA PESQUISA A TARDE/POTENCIAL

Zé Neto aparece com 29% e o prefeito Colbert Martins tem 22%
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O deputado federal Zé Neto (PT) aparece à frente, numericamente, na disputa pela prefeitura de Feira de Santana, segundo maior colégio eleitoral da Bahia, tendo na cola o prefeito Colbert Martins (MDB). Zé Neto atinge 29% e o prefeito surge com 22% na pesquisa A Tarde/Potencial na estimulada, quando a cartela com os nomes dos postulantes é apresentado. O levantamento tem margem de erro de 4 pontos percentuais.

Na segunda colocação, aparece o ex-deputado estadual Carlos Geilson (Podemos), com 9%, e o vereador Beto Tourinho (PSB), que tem 5%. O empresário Carlos Medeiros (Novo), o deputado estadual José de Arimatéia (Republicanos) e a deputada federal Dayane Pimentel, que realizou convenção nesta quarta (9), têm 2% das intenções de voto cada um. Marcela Prest (PSOL) tem 1%. Outros 11 não sabem em quem votarão e 1% não quis responder. O percentual de votos em branco ou nulo atinge 16%.

A pesquisa, hoje, aponta segundo turno em Feira de Santana, mas o instituto não realizou simulações para aferir as intenções de voto do eleitorado feirense num possível embate em 29 de novembro. O primeiro turno será em 15 de novembro.

REJEIÇÃO

O prefeito Colbert Martins parte para a tentativa de reeleição dono da segunda maior rejeição dentre os candidatos, com 54%. Neste item, quem lidera é o deputado estadual Arimatéia, com 59%. Carlos Geilson e Dayane Pimentel têm 52% de rejeição cada um. Na liderança numericamente, Zé Neto é o menos rejeitado, segundo a pesquisa da Potencial, com 39%, seguido por Marcela Prest, com 40%.

A pesquisa encomendada pel´A Tarde ao instituto Potencial consultou 600 eleitores de Feira de Santana, no período de 3 a 8 de setembro, e tem nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 4 pontos percentuais. As entrevistas foram feitas por telefone. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BA-04344/2020.

A VISÃO DE JUVENAL PARA O PÓS-PANDEMIA

Juvenal pede demissão após prefeito confirmar reabertura do comércio
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Com a experiência de vida e dos cargos que ocupou, Juvenal Maynart fez uma leitura destes tempos e apontou cenários possíveis para o pós-pandemia da Covid-19. Foi num papo com o também experiente jornalista Levi Vasconcelos, d´A Tarde.

Maynart enxerga dois cenários, descritos por Levi em sua coluna:

1 – O governo e as prefeituras ganham a guerra e assistem ao declínio da Covid lá para julho ou agosto, como projetam, tudo que todos querem e esperam.

2 – A Covid invadiu as favelas e o governo perdeu o controle. Cenário de pânico geral, o que ninguém quer.

E vaticina:

– Se tudo correr bem, é bom lembrar que a economia não vai voltar como num passe de mágica, será algo lento, gradual.

Na entrega do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) à Assembleia Legislativa, o secretário estadual Walter Pinheiro (Planejamento) trabalhou com a previsão de declínio da covid-19 em agosto.

LEVI, AUGUSTO E O PALETÓ

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marco wense1Marco Wense

 

O candidato que sai na frente, costuma perder. Vai definhando, definhando, e termina sendo o terceiro mais votado. Esse discurso do “já ganhou”, além de desaconselhável, só acaba em uma grande frustração.

 

Davidson Samuel, do conceituado blog Pimenta, salvo engano no mês de agosto, me liga e diz: “Wense, Jairo Costa, do Correio da Bahia, que faz a Coluna Satélite, acaba de me ligar pedindo seu celular. Vai ligar pra você”.

Eu tinha discordado de um comentário sobre o processo sucessório de Itabuna. Depois de uma civilizada conversa, ficou tudo democraticamente acertado: Jairo continuou com sua opinião e eu com a minha.

É preciso acabar com essa mania, com essa babaquice de achar que tudo que se escreve nos jornais da capital é inquestionável, que seus jornalistas políticos não erram. Uma inominável bobagem.

Agora discordo de uma análise de Levi Vasconcelos, do jornal A Tarde, responsável pela coluna Tempo Presente, sobre o mesmo assunto: a sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).

Levi, pelo qual tenho uma grande admiração, dá como favas contadas a vitória do tucano Augusto Castro se Davidson Magalhães (PCdoB) e Geraldo Simões (PT) continuarem desunidos.

“Augusto Castro pode encomendar o paletó”, diz Levi. É evidente que qualquer cisão no governismo ajuda a oposição e vice-versa.

A histórica briguinha entre petistas e comunistas só vai durar o tempo que o governador Rui Costa achar que ainda é cedo para dizer “chega”. O pega-pega entre PT e PCdoB não é duradouro.

Nem mesmo o próprio Augusto tem certeza de que será o nome da oposição na disputa pelo cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves. O jogo daqui de baixo vai ser decidido lá por cima.

É bom lembrar ao caro Levi que o oposicionismo também tem seus imbróglios. É público e notório que os ex-alcaides Fernando Gomes e o Capitão Azevedo, ambos do DEM, não confiam em Augusto Castro (PSDB).

Outro detalhe, caro Levi, é que Augusto Castro, hoje na frente nas pesquisas de intenção de votos, não vai ficar só pilotando em céu de brigadeiro. Sua aeronave vai enfrentar grandes tempestades.

Aqui em Itabuna, caro Levi, o candidato que sai na frente costuma perder. Vai definhando, definhando, e termina sendo o terceiro mais votado. Esse discurso do “já ganhou”, além de desaconselhável, só acaba em uma grande frustração.

O que ficou estranho foi Levi Vasconcelos concluir seu comentário dizendo que “faltam 11 meses para as eleições e até lá muita água vai rolar”.

Ora, se tem muita água para rolar, então não tem nada decidido, mesmo que Davidson não se entenda com Geraldo. Aconselho ao prefeiturável Augusto Castro não encomendar o paletó.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

FAMÍLIA SIMÕES VENDE “A TARDE”, DIZ SITE

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Jornal baiano é adquirido por trio de empresários, segundo site (Foto Tito Garcez).

Jornal baiano é adquirido por trio de empresários, segundo site (Foto Tito Garcez).

O mais antigo e respeitado jornal da Bahia, A Tarde, será comprado por um grupo de três empresários, informa o site Gente&Mercado, da jornalista Sara Barnuevo. O negócio gira em torno de R$ 170 milhões a R$ 200 milhões, incluindo o passivo que, segundo o site, pode chegar a R$ 180 milhões.

“Os novos donos do grupo A Tarde seriam um jovem empresário com atividade na área de agronegócio, incorporação imobiliária e televisão aberta, é que está enveredando para a política; o presidente de uma das maiores agência de publicidade do país e um polêmico empresário baiano, fundador de uma conhecida construtora e com negócios no setor de geração de energia e distribuição de gás em diversos estados.”

SALVADOR É CAPITAL QUE MAIS VÊ TV NO PAÍS

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(1) TelevisaoPesquisa de audiência feita pelo Ibope e publicada pelo jornal A Tarde revela que Salvador é a cidade que mais vê TV no Brasil. A conclusão leva em conta apenas as 14 regiões metropolitanas pesquisas.

A média das cidades pesquisas é 42,8% dos aparelhos ligados. Salvador lidera. São 47,1% das TVs ligadas.

Dentre os canais abertos, a Globo registrou média de 22,2 pontos de audiência. A Recordo é a segunda colocada, com 8,2%. O SBT aparece com 7,9% na capital baiana. A audiência dos canais pagos somou 11,2%. Confira a íntegra.

“A TARDE” DIZ QUE PROBLEMAS DE GESTÃO COMBALIRAM COFRES DE PREFEITURA

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Vane: dificuldades.

Vane: dificuldades.

A edição de ontem do Jornal A Tarde traz reportagem especial sobre o drama financeiro das prefeituras baianas. A União dos Municípios da Bahia (UPB) informa que 30% das prefeituras do Estado devem salário e metade terá dificuldades para quitar a folha de janeiro.

A reportagem também destaca o drama econômico-financeiro da Prefeitura de Itabuna. A gestão tem problemas desde 2010 para o pagamento de parte dos servidores da área de Saúde. Os problemas se agravaram agora. Desde agosto do ano passado, a prefeitura vem atrasando a quitação da folha, depositando o dinheiro na conta do servidor sempre depois do prazo legal, o quinto dia útil de cada mês.

O jornal também ressalta os gastos sem comprovação de despesa e o déficit orçamentário de R$ 64 milhões em 2013.

A Tarde traz reportagem com o drama financeiro de Itabuna (Reprodução).

A Tarde traz reportagem com o drama financeiro de Itabuna (Reprodução).

OS CARAS DA IMPRENSA NA ALBA

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Levi Vasconcelos assina coluna Tempo Presente, d´A Tarde (Foto Mila Cordeiro).

Levi Vasconcelos assina coluna Tempo Presente, d´A Tarde (Foto Mila Cordeiro).

Embora tardio, vale o registro. Levi Vasconcelos, editor da coluna Tempo Presente, d´A Tarde, foi o  jornalista mais votado, na categoria impresso, dentre os profissionais de imprensa que cobrem o dia a dia da Assembleia Legislativa. Obteve 23 votos. A coluna é referência para o jornalismo político baiano.
Os destaques do ano no legislativo estadual também foram o radialista Itamar Ribeiro e, na categoria blogs e sites, o jornalista Tasso Franco, do Bahia Já.
Dentre os parlamentares, o mais votado foi Carlos Gaban (DEM), que não foi reeleito, e Marcelo Nilo, com 21 e 19 votos, respectivamente. Outro não reeleito e figurando na lista foi Álvaro Gomes (PCdoB).

BRIGA DOS IMPRESSOS EM SALVADOR

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A briga dos jornais impressos em Salvador é instigante em tempos de fechamento de publicações tradicionais em todo o país. Hoje, o jornal A Tarde publicou resultado de pesquisa Target Group Index, do Ibope, que o coloca na liderança entre os impressos na Região Metropolitana de Salvador.
De acordo com os dados divulgados, o diário mais tradicional do Estado tem 453 mil leitores na RMS, enquanto o principal concorrente – Correio da Bahia, que passou a ser chamado apenas de Correio em 2008 – alcançou 388 mil.
O crescimento em relação a igual período do ano passado atingiu 34%, segundo a publicação. A pesquisa foi feita no período de fevereiro e agosto.
Os dados também refletem uma briga (das boas) entre A Tarde e Correio, que remonta a 2008, quando a publicação da Família de ACM decidiu reformulá-lo, levando às ruas um jornal em formato tabloide.

A TARDE E METRÓPOLE REFORÇAM SUSPEITAS SOBRE PESQUISA SENSUS

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O Jornal A Tarde, edição de hoje, explicou porque não divulgará os resultados da pesquisa Sensus Data World, contratada em conjunto com a Rádio Metrópole e a TV Aratu. Confira trecho da Coluna Tempo Presente, assinada pelo jornalista Levi Vasconcelos.
Coluna Tempo Presente, d´A Tarde
“A pesquisa da Sensus, encomendada por A Tarde, TV Aratu e Rádio Metrópole, que anunciamos que seria publicada hoje, não vingou.
A questão: o relatório das conclusões não estava de acordo com os questionários previamente contratados. Vieram incompletos.
A Tarde e a Rádio Metrópole optaram por não divulgar dados parciais.”
Confira na coluna de Levi Vasconcelos, n´A Tarde
Apimentada: O Instituto Sensus não enviou o relatório completo da pesquisa, excluindo resultados dos questionários que revelavam, por exemplo, o peso dos apoios nacionais e estaduais aos candidatos ao governo baiano e ao Senado. Apenas a TV Aratu aceitou divulgá-la.
Hoje, a assessoria do PT baiano emitiu nota irônica em que o presidente do partido, Everaldo Anunciação, afirma que os dois veículos de comunicação se negaram a divulgar o resultado e que a pesquisa chegou primeiro às mãos do candidato ao Senado pelo PMDB, Geddel Vieira Lima.
Diz Everaldo em nota:
– Nos bastidores, corre a notícia de que o primeiro a saber do resultado na Bahia foi o candidato ao senado Geddel Vieira Lima. Será que isso é verdade? Minha fonte é segura.
A pesquisa questionada por dois dos veículos que a contrataram traz, no cenário principal, Paulo Souto (DEM) com 43%, Rui Costa (PT) com 16% e Lídice da Mata (PSB) com 10%.

JORNAL É CONDENADO A INDENIZAR JUIZ DE ITABUNA

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Bandeira: indenizado em R$ 70 mil.

Bandeira: indenizado em R$ 70 mil.

O jornal A Tarde foi condenado em primeiro instância a indenizar em R$ 70 mil, por danos morais, o juiz da Vara da Infância e Juventude de Itabuna, Marcos Bandeira. A condenação se refere a matéria sobre a transferência, de Itabuna para Salvador, de adolescentes infratores de 13 a 17 anos, algemados, na carroceria de uma caminhonete da Polícia Civil, fato ocorrido em setembro de 2008. A publicação informava que o juiz teria autorizado o transporte dos jovens.
A sentença é da juíza da 8ª Vara dos Feitos de Relações de Consumo, Cíveis e Comercias de Salvador, Rita de Cássia Ramos de Carvalho. O jornal publicou a matéria ouvindo a defensora pública de Salvador, Maria Carmem Albuquerque, que acusou o juiz. Bandeira disse não ter autorizado nem permitido a transferência. À época, ele e estava em Salvador para acompanhar a filha Daniele, vítima de grave acidente de carro.
A juíza condenou o jornal por entender que a publicação “exorbitou o interesse público” ao não averiguar a notícia. A defensora pública Maria Carmem, que acusou o magistrado, já havia sido condenada a indenizá-lo em 40 salários mínimos, dos quais R$ 14 mil já pagos. O jornal também foi condenado a publicar a sentença, de 10 laudas e a dar igual destaque ao da matéria da época. A decisão ainda cabe recurso.

PARA SOUTO, INFLUÊNCIA DE DILMA NA ELEIÇÃO BAIANA SERÁ MENOR

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paulosoutoPaula Pitta | A Tarde
O democrata Paulo Souto, candidato à sucessão estadual, minimizou a influência da presidente Dilma Rousseff na eleição baiana. O ex-governador disse que o cenário atual é diferente do de 2006 quando a aliança com o governo federal foi decisivo na vitória do governador Jaques Wagner.
“Eu vinha com uma vantagem excepcional, mas veio um movimento nacional que interferiu na eleição na Bahia. Hoje a situação é completamente diferente e a influência é menor”, falou nesta quarta-feira, 6, em entrevistas as rádios Cruzeiro AM, Cultura AM e Romântica FM.
Paulo Souto argumentou que apesar das pesquisas de intenção de voto indicarem sua vitória, a aliança de Wagner com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva influenciou na reta final. O democrata disse que não acredita que isso se repita esse ano, já que a aprovação da presidente Dilma não é semelhante a de Lula.
Leia mais n´A Tarde

CACAU & CIA

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Coluna de estreia de Thame n´A Tarde.

Coluna de estreia de Thame n´A Tarde.

O jornalista Daniel Thame estreou nesta segunda (30) no time de colunistas d´A Tarde. Quinzenalmente, o escriba grapiúna levará aos milhares de leitores da publicação soteropolitana notas exclusivas relacionadas à economia e à vida dos sul-baianos.  A coluna faz parte da revitalização do caderno A Tarde Rural.
Na estreia, DT abordou a mudança de cultura de produtores regionais – que hoje estão investindo na produção de chocolate -, boom imobiliário com a chegada da Universidade do Sul da Bahia (UFSB),  a expectativa relacionada às obras do Porto Sul e a relação do sul da Bahia com um dos maiores escritores brasileiros – o itabunense Jorge Amado.

RUI MULTADO

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O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) multou o pré-candidato a governador da Bahia, Rui Costa, o governo baiano e o jornal A Tarde por propaganda eleitoral antecipada. A multa foi de R$ 10 mil para cada um, motivada por uma representação da Procuradora Regional Eleitoral.
Rui Costa apareceu em entrevista em um caderno especial d´A Tarde como um dos destaques do ano. Para o procurador José Alfredo Silva, a entrevista induzia à promoção indevida do pré-candidato e secretário da Casa Civil da Bahia. Rui, o governo baiano e o jornal podem recorrer.

FAMÍLIA BUSCARÁ PERI NA PRÓXIMA SEMANA. FILHO DIZ QUE CHOROU MUITO

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Recepcionado por baianas, Peri em retorno à Bahia exibe camisa da Seleção Brasileira (Foto A Tarde).

Recepcionado por baianas, Peri em retorno à Bahia exibe camisa da Seleção Brasileira (Foto A Tarde).

A família do ex-jogador de futebol Perivaldo Lúcio Dantas (Peri) anunciou hoje que o jogador será trazido para o Brasil nos próximos dias. Marcelo Sampaio Dantas viaja a Lisboa, em Portugal, na próxima segunda (25), para buscar o pai. “O desejo dele é morar no Rio [de Janeiro]”, disse o filho em entrevista ao jornalista Diego Adans, d´A Tarde.

Marcelo contou esteve em Portugal há pouco tempo, segundo afirmou ao diário soteropolitano, e a situação do pai não era a mostrada no Fantástico, da Rede Globo. O filho diz ter chorado ao ver as condições de Perivaldo, hoje com 60 anos:

– É triste, é duro. Quando vi a matéria na TV, chorei muito. Eu o tinha encontrado fazia pouco tempo, quando passei por Portugal. Ele não estava daquele jeito – disse.

Peri passou por Itabuna, Bahia, Ferroviário, Botafogo, São Paulo, Palmeiras e Bangu e jogou na Seleção Brasileira de 1982, com Zico, Sócrates e Falcão, levado por Telê Santana.

A reportagem d´A Tarde também revela o curioso apelido do jogador (Peri da Pituba). O ex-jogador e técnico Sapatão, que jogou com Peri no Bahia, na década de 70, é quem conta: – Na época, quem morava na Pituba (Salvador) era a elite. O Peri sempre gostava de ostentar. Aí, dizia isso: sou da Pituba.

Confira aqui matéria com o drama de Peri em Lisboa

UNIVERSO PARALELO

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CUIDADO COM A LEITURA QUE “CONTAMINA”

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br
1Homem lendo jornalQue não sejam tão puristas e chatos os que se comunicam com a população, mas mantenham um mínimo de cuidado com a linguagem. Fazer isto é respeitar o leitor/ouvinte e (por que não?) ser didático, ensinar: já vimos nesta coluna que o jornalista e advogado Ricardino Batista, de Itabuna, dizia ter aprendido a ler não propriamente na escola, mas tentando decifrar os textos do jornal A Tarde. Hoje, considerando certas coisas que vejo publicadas, tal experiência resultaria em completo desastre. Há de se tomar cuidado para não se “contaminar” com certos escritos que por aí desfilam sua irresponsabilidade, impunemente.

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Vereador quer “encontrarem” soluções
 
Penso no bom Ricardino ao ler nota da assessoria do vereador ilheense Rafael Benevides, um atentado violento ao pudor do texto. Diz que o edil tem ouvido os “reclames” da população, “à cada dia” melhora seu desempenho, e (com outros poderes) procura “encontrarem” soluções para “às várias” necessidades do município. Por fim, a cereja do bolo da incompetência: há “problemas em que a todos preocupam de que, deverasmente, macula à imagem do município”, mas ele vai “enveredar” esforços para resolvê-los. Chuta-se a gramática, viola-se a concordância, constrange-se a regência. Pressionado por tão desmesurada insensatez, calo-me.
 
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SALDANHA, A CONVENIÊNCIA E A ALIENAÇÃO

3SaldanhaNestes bicudos tempos de questionável futebol internacional no Brasil, enquanto multidões incendeiam as ruas (às vezes literalmente), me vem à lembrança a perfeita associação de futebol e política, que foi o jornalista João Saldanha (julho, 1917 – julho, 1990). Em meio ao alheamento da crônica esportiva (parte por conveniência dos veículos, parte por alienação mesmo), Saldanha, politizado, militante do PCB, saberia dar seu recado sobre o esporte sem esquecer o clamor das ruas, que, certamente, estaria apoiando. Tem sido difícil aguentar os comentários ufanistas, quando o povo sofre e protesta contra tudo e contra todos.
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Os ônibus são para prestar serviço”O João sem Medo sempre encontrava o viés político, como neste trecho de crônica publicada no extinto JB, em 1988: “Os ônibus são para prestar serviço e não para dar lucros fantásticos, como o que estes indivíduos, seus proprietários, abocanham. Eles dizem abertamente: ´Com mais de oito cadáveres já estou no lucro´. E os cadáveres somos nós. Corrompem o poder público, andam por onde querem, violentam o trânsito, e os seus prepostos são os que fixam os preços e itinerários. Ninguém sofre mais do que o pobre coitado que se atreve a ir a um jogo noturno. Fica horas sentado num meio-fio à mercê da intempérie e do assaltante”.
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JOVENS, BONS MODOS E “ESQUISITICES”

5RestauranteCometi, há dias, um gesto de gentileza com uma (não muito) jovem senhora e ela, correspondendo, disse que eu era “das antigas”. Acreditem, isto foi um elogio, que me fez pensar se os bons modos são coisa de velhos, vedada aos jovens. Penso que dizer “obrigado”, “desculpe”, “por favor” e outras esquisitices deveria fazer parte da educação básica de todos – mas parece que esta é uma típica ideia de ancião. As adolescentes são, em geral, lindas, mas algumas delas deveriam ficar de boca fechada. Ser jovem, para muita gente, significa dizer palavrões, desdenhar dos “coroas”, empurrar, em vez de pedir licença. Talvez seja a este meu pensar que chamam “choque de gerações”.
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A rapidez do mundo muda os conceitos
Pois até o conceito de “choque de gerações” já não é mais o mesmo. Se antes esse “antagonismo” se dava entre pessoas de 40 anos e de 20, por exemplo, agora as de 18 já “encaram” as de 25 como se estas fossem figuras fugidas do museu. É a rapidez com que o mundo gira, a poder de chips, parafusos, teclas e botões. Há meio século, “coroa” era quem tinha 60 anos, enquanto hoje já ganha este epíteto quem passa dos 30. Mas, nem pensem, não é meu caso: já tenho outonos bastantes para ser chamado de coroa, pé-na-cova, sobrevivente – ou o que mais queiram inventar para caracterizar um tipo “das antigas”. Digo que gostei do que a gentil senhora me disse. “Das antigas” é estranho, mas, para o caso, serve.

A MÃO DIREITA QUE “TOCAVA” A ORQUESTRA

7Count BasieSe acaso existiu algum chefe de orquestra modesto terá sido Count Basie (1904-1984), na foto, com Frank Sinatra. Poucos merecem tanto a denominação de bandleader: sem gritar nos ensaios, sem gesticular exageradamente nos shows, discreto, ele “se esconde” atrás do piano e dali lidera seus músicos. Não faz grandes solos, apenas “ponteia”, dá sinais, abre caminho para o grupo. “Basie não toca o piano, toca a orquestra”, resumiu um crítico de quem já não me lembra o nome, talvez seja Bruno Schiozzi. Não é à toa que Basie era tido como exclusivamente “mão direita”: sem floreios harmônicos da mão esquerda, ele não permitia excessos a seu piano, mais para reger do que para tocar.
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Sem piano, não havia família “chique”
O piano teve grande influência na cultura do Brasil antigo. Pois saibam todos que a mesma coisa se deu nos Estados Unidos. Nos anos vinte, lá como aqui, toda família “chique” tinha piano. A house is not a home without a piano (“uma casa sem piano não é um lar”), diziam os americanos ligados a costumes europeus. Ao escolher o piano como seu instrumento de jazz, Basie se submeteu à formação clássica, até encontrar o próprio caminho: “amputou” a mão esquerda, e simplificou tudo. Aqui, um raro momento de solo do maestro, quando ele “provoca” o baixo de Cleveland Eaton e o trombone de Booty Wood, em Booty´s blues. O show, de 1981, foi no lendário Carnegie Hall.
 
 

O.C.

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