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19 de setembro de 2020 | 11:58 am

EMBASA SUSPENDE ABASTECIMENTO EM 12 LOCALIDADES DA ZONA NORTE DE ILHÉUS

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Abastecimento será interrompido para ação preventiva nesta sexta

Uma limpeza preventiva em reservatório da Estação de Tratamento de Água (ETA) deixará 12 localidades da zona norte de Ilhéus sem abastecimento de água nesta sexta (27), de acordo com aviso da Embasa. A manutenção do reservatório deverá ser concluída até as 21h de amanhã.
A empresa espera regularizar o abastecimento em até 24 horas. A Embasa recomenda a adoção de medidas de economia de água no período. “Usuários que dispõem de reservatório compatível com suas necessidades de consumo, como determina a legislação em vigor, não sentirão os efeitos da parada operacional”.
Conforme lista liberada pela empresa, as localidades afetadas serão Alto Nerival, Alto Soledade, Aritaguá, Barra e CSU, Centro Industrial, Iguape, Jardim Savóia, Novo Ilhéus, São Domingos, São José, São Miguel e Sambaituba.

O QUE FIZEMOS COM O CACHOEIRA…

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Situação do Rio Cachoeira numa área onde a Emasa consegue captar água a cada 12 horas, em Nova Ferradas.

Situação do Rio Cachoeira em trecho a 300 metros da estação de captação de Nova Ferradas.

Tristeza é o sentimento de quem vê a situação do Rio Cachoeira, em Itabuna, nas imediações da unidade de captação de Nova Ferradas. Onde antes se captava, em média, 250 litros por segundo, hoje é possível retirar não mais que 60 litros por segundo, por 12 horas, e com igual intervalo.

O trecho está praticamente seco, com pequenos poços de onde a Emasa ainda retira água (por meio de transposição) para abastecer bairros da zona oeste do município. Não se sabe até quando vai dar…

Com a seca de mais de nove meses, a região perdeu 80% de sua reserva de água. Além de Itabuna, outros municípios, como Itajuípe, Camacan e Ilhéus também enfrentam racionamento. No curto prazo, não há muito o que fazer, além de esperar a chuva.

Infelizmente, em vários trechos o velho Cachoeira vai ficando cada vez menos parecido com um rio. Para quem o conheceu em outros tempos, é realmente de chorar.

DONOS DE CARROS-PIPA RECEBEM PAGAMENTO

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Convênio que garante abastecimento por meio de carros-pipa foi renovado (foto Lucas França/Ascom-PMI)

Convênio que garante abastecimento por meio de carros-pipa foi renovado (foto Lucas França/Ascom-PMI)

Proprietários de carros-pipa contratados pela Coordenação de Defesa Civil de Itabuna começaram a receber seus pagamentos na última sexta-feira (29). De acordo com a Prefeitura, o processo será concluído amanhã (3).

No dia 23, os  contratados chegaram a paralisar o trabalho por causa do atraso no acerto financeiro. A Prefeitura explicou que o problema tinha a ver com o não recebimento de um cartão magnético que dá acesso à conta bancária na qual o valor foi creditado, o que já está resolvido.

O governo municipal também anunciou a prorrogação, por mais 30 dias, do convênio com o Governo do Estado que tem garantido o abastecimento emergencial  nos bairros por meio dos carros-pipa. A renovação foi publicada no último sábado (30), no Diário Oficial do Estado.

POR ÁGUA ABAIXO

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celina santosCelina Santos | celinasantos2@gmail.com

 

A realidade de Itabuna traz um recorte ainda mais grave. A cidade ouve há mais de 20 anos a promessa de que uma barragem no rio Colônia iria corrigir o já irregular abastecimento de água.

 

Uma espécie de antiprofecia se cumpre no sul baiano, porque a região do mar enfrenta uma seca semelhante à do sertão. A população vê os rios, cujas nascentes não foram preservadas, secarem. Enquanto isso, a peregrinação por um balde de água é cercada de absurdos que fazem dos cidadãos – e do poder público – vítimas e vilões de um filme indesejável, mas real.

O “sul”, como é chamado no restante do estado, lamentavelmente, amarga o mesmo dissabor experimentado com a crise do cacau. Na linha do Titanic (“ninguém afunda esse navio”), imperou por aqui a ideia de que nada abalaria a produção do “fruto de ouro”. E não havia um “plano B”. Da mesma forma, ocorreu com a chuva.

Acreditou-se que a água seria para sempre farta, que “São Pedro” abriria as torneiras, tal como nos tempos dos “atoleiros” nas estradas. A exemplo do que houve com a cacauicultura, não foi elaborado um plano alternativo para compensar uma eventual escassez hídrica. A situação afeta um grande número de cidades, a ponto de ser decretado “Estado de Emergência” em muitas delas.

Contudo, a realidade de Itabuna, maior município sul-baiano, traz um recorte ainda mais grave. A cidade, com cerca de 220 mil habitantes, ouve há mais de 20 anos a promessa de que uma barragem no rio Colônia iria corrigir o já irregular abastecimento de água, impulsionar a vinda de indústrias etc. O assunto, certamente, integrou o programa de vários candidatos a prefeitos, deputados e governadores.

Ocorre que, agora, os tanques dos bairros nobres ficam vazios na maior parte do mês; algo, até então, mais frequente na periferia. E o pior: a água chega com 32 vezes mais sal do que o mínimo aceitável para consumo humano. O orçamento das famílias, por sua vez, pode ficar 32 vezes mais alto. Afinal, é preciso pagar pelo líquido inadequado e também por galões de água supostamente própria para ser ingerida.

Esperamos que a obra da barragem, reiniciada neste momento em que a crise arrastou o problema para cima do tapete, não encontre, novamente, entraves no sombrio universo das licitações. Porque, na prática, é inadmissível ver uma cidade de médio porte depender apenas da chuva para haver água a ser distribuída. É, no mínimo, arcaico demais para o “pós-moderno” século 21.

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NEGLIGENTE COM O DEVER DE CASA, ESTADO OFERECE PALIATIVO CONTRA CRISE DE ABASTECIMENTO EM ITABUNA

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Prefeito foi recebido ontem em audiência na Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (foto Ascom/SIHS)

Prefeito foi recebido ontem em audiência na Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (foto Ascom/SIHS)

Nem um dilúvio será capaz de resolver o problema da falta de água em Itabuna no longo prazo. O que a cidade precisa, e todos sabem disso, é de uma melhor infraestrutura para regularizar o abastecimento, evitando tanto sofrimento da população em períodos de pouca chuva.

Itabuna, uma cidade com mais de 220 mil habitantes, continua sem um reservatório de água. A barragem no Rio Colônia, cujas obras pararam há três anos, continua a ser uma promessa. Em novembro do ano passado, o governador Rui Costa assinou ordem de serviço para retomar a construção, e o prefeito Claudevane Leite declarou que os trabalhos seriam reiniciados no prazo de 60 dias. O tempo passa e mais uma falácia se confirma.

Enquanto isso, a população sofre. A pouca água que a Emasa fornece vem batizada com sal e não serve para o consumo humano. A própria empresa reconhece e adverte que sua água é prejudicial à saúde.

E o Estado, como não cuida da infraestrutura, sinaliza com remendos. Nesta quinta-feira (25), Claudevane Leite foi recebido pelo secretário de Infraestrutura Hídrica e Saneamento da Bahia, Cássio Peixoto. Ouviu dele a promessa de que o governo utilizará carros-pipa para levar água da Embasa para Itabuna. Também serão fornecidos 100 tanques e o governo ainda se comprometeu a ajudar a Prefeitura na retirada de baronesas do Rio Cachoeira.

A necessária infraestrutura, por enquanto, continua na relação de débitos do Governo do Estado com Itabuna. Da parte de quem deveria ser mais incisivo da cobrança do essencial, nota-se certo conformismo com as migalhas oferecidas.

EMBASA NEGA RISCO DE FALTA DE ÁGUA EM ILHÉUS

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falta d´águaApresar da preocupação com o abastecimento de água no sul da Bahia, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) emitiu nota para informar que o seu sistema “está operando normalmente”, apesar do período prolongado de estiagem na região”. O sul da Bahia enfrenta estiagem superior a 130 dias.

A empresa cita o monitoramento diário dos três mananciais do sistema – 0 Iguape, Rio Santana (Rio de Engenho) e Olivença. Segundo a nota, os mananciais “apresentam níveis aceitáveis para manter o abastecimento regular”.

A nota não informa em que nível está a reservação de água nas áreas de captação, mas acrescenta que “se esse quadro for alterado, serão adotadas medidas para assegurar a regularidade do abastecimento”.

A empresa recomenda “o uso consciente da água, diante da estiagem que atinge o sul e outras regiões do estado”.

VALE DAS PEDRAS SEM ÁGUA

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Moradores do residencial Vale das Pedras, no São Caetano, reclamam que estão ficando até 15 dias sem água. “Ficamos sem água até para as necessidades básicas”, diz Monica Rosas.
A consumidora critica a cobrança de R$ 120,00 pelo fornecimento de 10 mil litros de água em carro-pipa da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa). Com a palavra, os dirigentes da empresa.

PROBLEMA NA CAPTAÇÃO DEIXA BAIRROS SEM ÁGUA EM ITABUNA

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Segundo a Emasa, problema foi causado por falha em motor

Segundo a Emasa, problema foi causado por falha em motor

Onze bairros de Itabuna serão afetados por um problema no sistema de captação de água da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa). De acordo com a empresa, o defeito em um motor interrompeu o bombeamento de água na tarde desta quinta-feira (23) e a expectativa é de que o equipamento seja substituído hoje, com o sistema voltando a operar a partir desta noite.
A Emasa informa que equipes trabalham para resolver o problema e “regularizar o mais rápido possível o abastecimento de água”. A empresa também recomenda que os moradores pratiquem o “consumo consciente, com economia, evitando assim transtornos maiores”.
Os bairros atingidos pela interrupção do abastecimento são: Santo Antônio, Novo Horizonte, Banco Raso, Vale do Sol, São Caetano, Sarinha, Vila Anália, Maria Pinheiro, Pedro Jerônimo e Daniel Gomes, além de parte do Centro.
Conforme nota da Emasa, nessas comunidades a água somente deverá chegar às torneiras na noite deste sábado (25).

EMASA: BRIGLIA RECLAMA DE DÍVIDAS MILIONÁRIAS

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O presidente da Empresa Municipal de Água e Saneamento de Itabuna (Emasa), Geraldo Briglia, esteve nesta terça-feira, 4, na Câmara de Vereadores, para falar sobre a situação do abastecimento na cidade. Foi a convite do vereador Paulo Luna (PSDB).

Briglia se eximiu de responsabilidade pelo reajuste nas contas de água, determinado recentemente, afirmando que somente aplicou uma medida que já estava autorizada pelo legislativo. Ele reclamou da situação financeira da empresa, que enfrentaria um processo contante de queda na arrecadação.

Segundo o presidente, a inadimplência é grande, e os maiores devedores são, pela ordem, o próprio município, com um débito de R$ 18 milhões, e a Santa Casa de Misericórdia, que deve R$ 5 milhões. Esta já foi acionada pela Emasa na justiça e Briglia disse ontem que o jeito é fazer o mesmo com a Prefeitura.

O presidente disse ainda, o que não é novidade, que a Emasa se tornou um cabide de emprego. Ele, que já comandou a empresa em outro momento, observou que na primeira vez o número de cargos ocupados por indicação política era de 48. Já na atual passagem pela presidência, Briglia encontrou 110 cabos eleitorais pendurados na folha.

Certamente, esse pessoal não contribuiu em nada para melhorar o serviço.

SÓ FALTA FECHAR A EMASA

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Moradores de diversos bairros de Itabuna, principalmente das áreas mais altas, estão há alguns dias sem abastecimento de água e muitos já se encontram com os tanques completamente secos.

A Emasa atribui o problema a sucessivas quedas de energia e, enquanto espera pacientemente pela normalização do serviço, o usuário não pode contar sequer com os carros-pipa da empresa. É que a frota se encontra parada, desde a semana anterior, por falta de combustível.

Esse é mais um setor que chega ao final da atual gestão com um quadro de abandono extremo.

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