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22 de outubro de 2020 | 11:52 pm

BAIANOS REPROVAM NOME DE NOVA FASE DA LAVA-JATO

Tempo de leitura: 2 minutos

acarajé-2-okA alegria e a tranquilidade do baiano são mundialmente conhecidas, mas não é recomendável profanar aquilo que o povo da boa terra considera sagrado: isso vale pros seus templos, seus terreiros e, não menos, para seu acarajé.

O bolinho de feijão tem na Bahia um status superior, tanto que é oferecido aos orixás. E é pecado gravíssimo menosprezá-lo, vulgarizá-lo ou profaná-lo. Até a Fifa, que tentou impedir a venda do quitute na Arena Fonte Nova durante a Copa de 2014, acabou tendo que baixar a bola. Mas a má-vontade da cartolagem irritou tanto os orixás, que a entidade máxima do futebol desmoronou após o mundial.

Agora, a Polícia Federal pisa em campo minado, ao batizar a 23ª fase da Operação Lava-Jato com o nome de “Acarajé”. O fato repercutiu mal entre muitos baianos e, nas redes sociais, há inúmeros protestos contra a escolha dos meganhas.

“Queremos que combatam a corrupção, mas exigimos que respeitem nossas tradições”, proclamou via WhatsApp um baiano, retado com a PF. O mesmo chegou a sugerir que o governador Rui Costa assine uma moção de repúdio contra a apropriação indébita do símbolo sacro-gastronômico.

Longe do tabuleiro da baiana, a Operação Lava-Jato vive um momento labiríntico e sofre questionamentos de setores da sociedade, principalmente no campo jurídico. Sem desconhecer a importância do combate a corrupção, as críticas miram possíveis abusos contra direitos fundamentais, como o uso da prisão preventiva para forçar delações.

A FASE – A 23ª fase da operação cumpre um total de 58 mandados no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. São 38 de busca e apreensão, dois de prisão preventiva, seis de prisão temporária e cinco de condução coercitiva. Na capital baiana, agentes da PF visitaram a sede da Odebrecht e a casa de praia do marqueteiro João Santana, que é um dos alvos desta etapa da Lava-Jato.

OS PERIGOS DO VERÃO

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João Victor HaunJoão Victor Haun | atendimento@ceniq.net

Algumas dessas bactérias produzem toxinas que nem mesmo a fervura é capaz de destruí-las. E aí nem adianta cozinhar bem. É correr pro sanitário e rezar para os orixás para que não passe de uma dor de barriga.

Com a chegada do verão, o clima de férias toma conta das ruas.
Nas avenidas, nas praças, nas praias, as pessoas se refrescam à base de sucos, refrigerantes, sorvetes e consomem alimentos que são a cara da estação, como acarajé, queijo coalho e outros quitutes da deliciosa culinária baiana.
Esses alimentos, além de muito saborosos, podem ser muito perigosos para a saúde. Mas não é por causa das calorias do dendê, muito menos da tão maléfica gordura trans. As DTAs – Doenças Transmitidas por Alimentos são uma das principais causas de intoxicação nessa época do ano.
Essas tentações da culinária, normalmente comercializadas por ambulantes, escondem dois grandes perigos: a procedência da matéria-prima e as mãos (nem sempre limpas) que as preparam. Essa contaminação leva à proliferação de vários microrganismos nocivos à saúde, como salmonela, estafilococos e coliformes.
Algumas dessas bactérias produzem toxinas que nem mesmo a fervura é capaz de destruí-las. E aí nem adianta cozinhar bem. É correr pro sanitário e rezar para os orixás para que não passe de uma dor de barriga.
O verão aquece o comércio e as vendas desses produtos, mas evidencia a falta de preparo na produção de alimentos em condições higiênico-sanitárias, muitas vezes impróprias, para o consumo pela população. Preparar alimentos com qualidade requer muito mais do que a lavagem das mãos.
Outro problema encontrado em nossa região, são estabelecimentos que desligam os refrigeradores à noite, acelerando o processo de decomposição dos alimentos, mesmo quando pasteurizados e acondicionados em embalagens herméticas.
Em relação ao consumo da água, existem muitos estabelecimentos que misturam água potável à água de poço, na maioria das vezes contaminada por fossas de esgoto doméstico ou por materiais químicos e orgânicos presentes no solo.
Ser insípida, incolor e inodora são características que, infelizmente, não garantem a qualidade da água. Exemplo disso é uma fonte às margens da rodovia Ilhéus-Itabuna, no Banco da Vitória, onde uma fila de veículos se forma para pegar uma água com as propriedades acima, porém comprovadamente contaminada, conforme análises realizadas em laboratório.
Portanto, caros leitores, todo cuidado é pouco. Exija do estabelecimento um programa de controle de qualidade dos alimentos. Peça  um laudo da qualidade da água. Para o consumidor não custa nada. Para o estabelecimento é uma obrigação.
Se mesmo com todas essas dicas você for vítima de água ou alimento contaminado, procure atendimento médico e não esqueça de avisar à vigilância sanitária.
João Victor Haun é biomédico sanitarista do Laboratório Cenic.

AÉCIO NEVES VISITA SALVADOR

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Aécio foi recebido pelo correligionário Augusto Castro

Aécio foi recebido pelo correligionário Augusto Castro

O senador tucano Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, inicia hoje pela capital baiana uma série de visitas a cidades nordestinas. Em Salvador, o mineiro foi recebido pelo deputado estadual Augusto Castro e o pré-candidato ao governo baiano, João Gualberto.

Aécio chegou com fome e pediu para degustar o quitute mais famoso da Bahia. Levaram-no para o Acarajé da Cira, no bairro de Itapuã, onde o homem traçou com vontade o bolinho de feijão. Augusto Castro garante que o correligionário presidenciável não abriu mão da pimenta.

Satisfeita a vontade, Aécio seguiu para encontro com o prefeito ACM Neto. Depois, teria uma entrevista coletiva.

BAHIA EM PÂNICO: LAGARTA AMEAÇA OFERTA DE ACARAJÉ

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Uma lagartinha indecente põe em risco um produto que é a cara da Bahia. Segundo matéria assinada pela jornalista Sara Barnuevo, e publicada no site Gente&Mercado, o cultivo do feijão fradinho, utilizado como matéria-prima do quitute, é ameaçado pela lagarta Helicoverpa armigera.

A praga, que também se alimenta de soja, milho e algodão, foi detectada inicialmente em plantações no oeste baiano, mas já apareceu em Feira de Santana. No caso do feijão fradinho, além do perigo de implicar na falta de acarajé no tabuleiro da baiana, a helicoverpa pode criar uma situação difícil para a agricultura familiar, que concentra a produção do grão na Bahia.

Segundo a reportagem do Gente&Mercado, nas lavouras da região oeste, a lagarta já causou prejuízos estimados em R$ 1,5 milhão e deixou 2,5 mil produtores em alerta.

A FIFA TOPARIA PAGAR PRA VER A “GUERRA DO ACARAJÉ”?

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O Ministério Público estadual recomendou que a venda de acarajé seja feita dentro da Arena Fonte Nova, em Salvador, seguindo modelo tradicional de comercialização, durante os eventos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo 2014. A recomendação do MP deverá ser repassada pelo governo baiano à Fifa.

E é bom que a entidade máxima do futebol, como se diz por aqui, “não se meta a besta”. Ativistas planejam grandes protestos se a venda do quitute for barrada no estádio onde o acarajé virou patrimônio imaterial. E pode sobrar para gigantes multinacionais, a exemplo da McDonald´s.

Quem quer pagar para ver?

PATRIMÔNIO IMATERIAL DA BAHIA

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Imagem da baiana de acarajé se identifica com a cultura do Estado

O ofício da baiana de acarajé passa a ser reconhecido como Patrimônio Imaterial da Bahia, por meio de decreto assinado pelo governador Jaques Wagner. A atividade foi também registrada no Livro Especial de Saberes e Modos de Fazer, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac).

Segundo o governador, a homenagem é um reconhecimento a “uma marca baiana, uma tradição da nossa culinária e da nossa hospitalidade”.

Uma hora dessa é covardia…

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