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Num furo jornalístico, o chargista Marcos Maurício descobriu a primeira lista de secretários do prefeito eleito de Salvador, ACM Neto (DEM).

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A pesquisa boca de urna encomendada pela Rede Bahia ao Ibope indica vitória do candidato ACM Neto (DEM) em Salvador. Foram ouvidos 4 mil eleitores na capital baiana e, dentre estes, o percentual obtido pelo candidato do Democratas atingiu 52% ante 48% de Nelson Pelegrino (PT).

Os números são diferentes dos apresentados ontem pelo mesmo Ibope: 55% a 45%. A pesquisa de boca de urna está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 00549/2012.

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ACM Neto e Pelegrino disputam Prefeitura de Salvador.

A menos de 24 horas do eleitor definir quem vai ser o próximo prefeito de Salvador, os institutos de pesquisa Babesp e Ibope divulgam as intenções de voto com resultados diferentes.

O Babesp aponta vitória apertada de Nelson Pelegrino (PT) diante de ACM Neto (DEM): 43% a 41,6%. Brancos e nulos representam 9,8% dos pesquisados, enquanto 5,6% se disseram indecisos. A margem de erro, porém, é de 3,1 pontos percentuais, configurando empate técnico.

O instituto conhecido como “DataNilo” ouviu 1.000 eleitores neste sábado. A pesquisa está registrada com o protocolo 00546/2012 no Tribunal Superior Eleitoral. O Babesp foi o único instituto que acertou o resultado final do primeiro turno.

Já a pesquisa do Ibope, encomendada pela Rede Bahia, aponta vitória do candidato do Democratas. ACM Neto aparece com 48% ante os 40% de Nelson Pelegrino (ou 55% a 45% nos votos válidos). Votos brancos e nulos atingiram 9% e o percentual de indecisos chegou a 3%.

A pesquisa do Ibope ouviu 1.001 eleitores no período de 25 a 27 de outubro e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral baiano sob o protocolo 00547/2012.

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Tempo Presente (A Tarde):

Instigada por repórteres de A TARDE para agenciar a realização de uma foto de ACM Neto ao lado da esposa (como foi feita com Pelegrino) para que o povo de Salvador saiba quem poderá ser a primeira-dama da capital nas eleições de domingo, a assessoria de ACM Neto brecou a ideia.

Motivo alegado: Neto está separado, tem uma nova namorada, mas ainda em fase que não permite tais exposições. Em suma, se Neto for eleito, Salvador não terá primeira-dama. Apenas uma primeira candidata.

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Lula: “A Bolsa que eles criaram ficou só em família”

Lula desfila em Salvador ao lado de Pelegrino e Wagner (Foto Divulgação).

O ex-presidente Lula disse hoje em Salvador que não iria “falar mal de ninguém”, mas acabou atacando o candidato a prefeito ACM Neto, do Democratas, a quem acusou de estar mentindo para ganhar votos do povo pobre. “Tem político falando mentira sórdida, dizendo que foi o avô dele [ACM] que criou o Bolsa-Família”, afirmou. “A Bolsa que eles criaram ficou só em família”, completou.

Antes de chegar ao local do comício, o Clube de Paripe, Lula desfilou em carro aberto por um conjunto de seis bairros da periferia de Salvador para promover o aliado Nelson Pelegrino (PT). O ex-presidente disse que completará 67 anos no sábado e, em nome da relação com o eleitor e a cidade, queria de presente “a eleição de Pelegrino”.

O ex-presidente explicou que o discurso seria rápido porque ainda participaria de comício do petista Lúdio Cabral em Cuiabá (MT). Nos dez minutos de fala, ele aproveitou para fazer autocrítica ao dizer que os petistas têm o dever de conquistar as pessoas que estão “magoadas, ressentidas” com o partido. Em Salvador, o discurso soou como referência a duas classes de trabalhadores, policiais militares e professores.

– Nós temos que reconquistar essas pessoas que estão chateadas com alguma coisa que fizemos. É conquistar olhando no olho – disse, mas sem fazer qualquer referência a escândalos como o do Mensalão.

Lula ainda afirmou que os governos petistas nos níveis federal e estadual não têm responsabilidade pelo fracasso da gestão de João Henrique (PP). “Não temos nenhuma responsabilidade se o atual prefeito é um fracassado. Mas se isso aconteceu, a gente não pode votar no pior”, afirmou numa estocada no aliado de João, ACM Neto, de quem lembrou ser o mesmo que lhe prometeu “uma surra”.

PELEGRINO E OLÍVIA

O comício foi encerrado com discursos da candidata a vice-prefeita na chapa de Pelegrino, Olívia Santana (PCdoB), que fez críticas ao modo DEM de fazer política nessa campanha em Salvador. “Eles agora estão procurando o Subúrbio, mas nunca fizeram nada pelo povo da periferia. Votaram contra as cotas e quilombolas”.

O candidato a prefeito foi na mesma toada e disse que os governos do DEM (ex-PFL) não construíram um hospital sequer na periferia. “Os três hospitais que temos foram construídos por Roberto Santos, Waldir Pires e Jaques Wagner”, enumerou, se comprometendo a colocar todos os postos de saúde para funcionar. (Texto Pimenta com reportagem de Marival Guedes, de Salvador)

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O cantor Caetano Veloso voltou a falar de possível apoio ao candidato a prefeito de Salvador pelo DEM, ACM Neto. Numa entrevista à Folha de São Paulo, o músico que é baiano e vota no Rio de Janeiro disse que teria dificuldade de votar em Neto por causa do nome do candidato.

– Para ter um voto (apoio) meu, ele precisaria declarar que o aeroporto de Salvador deve retirar o nome do seu tio. Detesto que ele se chame Aeroporto Luís Eduardo Magalhães – disse Caetano.

O aeroporto era batizado como 2 de Julho, numa homenagem à data da Independência da Bahia, e mudou para Luís Eduardo Magalhães, tio de Neto, após a morte do deputado em 1998.

Até agora, ACM Neto não respondeu ao cantor. O músico, que sempre foi oposição ao avô do candidato, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, também fez críticas ao governador Jaques Wagner (PT) e ao prefeito João Henrique (PP), que apoia ACM Neto. Disse que Salvador encontra-se em péssimo estado.

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O candidato a prefeito de Salvador pelo PT, Nelson Pelegrino, usou o programa eleitoral na televisão, há pouco, para questionar o resultado da última pesquisa Ibope/Rede Bahia.

O programa do candidato petista trouxe trecho de matéria do jornal A Tarde em que a diretora do Ibope, Marcia Cavallari, “assume erros” do instituto de pesquisa em capitais como Salvador, Curitiba e Manaus (veja aqui).

O locutor diz que a pesquisa Ibope de ontem foi contratada pela “TV Bahia de ACM Neto” e que o instituto “errou mais uma vez” em Salvador. Logo em seguida, é dito que o Babesp foi o único que acertou no primeiro turno e que, agora, dá empate técnico no segundo turno (41,2% para Neto e 40,4% para Pelegrino).

Pelegrino usa Babesp para contestar Ibope (Reprodução Pimenta).
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Tribuna:

Ao surpreendente resultado do Ibope divulgado ontem, que colocou ACM Neto (DEM) com oito pontos de frente em relação a Nelson Pelegrino, o deputado estadual Marcelo Nilo (PDT) reagiu com números de sua conhecida Babesp (ou DataNilo). A sondagem coloca o candidato do DEM, ACM Neto, com 41,2% das intenções de voto, seguido de Nelson Pelegrino (PT), com 40,4%. Foram 1.540 entrevistas, realizadas nos dias 17 e 18 últimos.

Foram apurados 7,6% de votos nulos e não sabem em quem votar 10,8%. O levantamento foi registrado no TRE sob o número 00545/2012 e a margem de erro é de 2,7% para cima ou para baixo.

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Durante o debate entre os candidatos a prefeito de Salvador, nesta quinta-feira, 18, na Band, a questão do helicóptero usado por Jaques Wagner voltou à tona. ACM Neto (DEM) mencionou que o governador faz o trajeto de casa para o trabalho, e vice-versa, a bordo da aeronave da Polícia Militar, ao custo diário de R$ 5 mil.

Nelson Pelegrino (PT) rebateu, afirmando que as despesas com aeronaves chegavam a R$ 11 milhões mensais nos tempos do carlismo, enquanto hoje situam-se em R$ 600  mil.

Com o perdão pelo trocadilho, Neto “pegou ar”…

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Nelson Pelegrino, candidato a prefeito de Salvador pelo PT, temeu o fiasco no comício programado para esta sexta-feira, 19, no bairro de Cajazeiras, com a participação da presidenta Dilma Rousseff. É que o evento acontece justamente no dia do último capítulo da novela Avenida Brasil.

A fim de evitar esvaziamento, a coordenação da campanha anunciou que instalaria um telão para exibir a novela, logo após o comício, mas o adversário ACM Neto empombou. Atendendo a pedido de seus advogados, a justiça eleitoral proibiu o chamariz para os noveleiros.

O comício terá horário atípico, com início programado para as 18 horas. A intenção é fugir da concorrência (desleal) de Carminha, Nina, Tufão e Cia.

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O PMDB decidiu apoiar o candidato do DEM em Salvador, ACM Neto, demarcando ainda mais o seu campo na disputa de 2014 e, ao mesmo tempo, puxando o apoio do Democratas para o peemedebista Herzem Gusmão no segundo turno da disputa em Vitória da Conquista. Porém, o candidato derrotado a prefeito pelo partido em Salvador, Mário Kertész, não seguiu o mesmo caminho da legenda e anunciou seu apoio ao petista Nelson Pelegrino.

– Eu sou um cidadão em pleno direito político e posso escolher o meu caminho. Não tenho nada contra Neto, mas Salvador precisa de um prefeito que tenha respaldo de uma estrutura forte – disse, acrescentando que não é de ficar em cima do muro.

O anúncio do apoio ocorreu durante entrevista ao programa Balanço Geral, na TV Itapoan/Rede Record. Kertész disse que volta para a sua emissora de rádio (Metrópole) e deixará o PMDB. Derrotado na tentativa de um terceiro mandato como prefeito de Salvador, o empresário da área de comunicação obteve cerca de 10% dos votos válidos.

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ACM Neto e Pelegrino estão empatados (Montagem Google).

– NETO CAIU 8 PONTOS E PELEGRINO SUBIU 11

A mais nova pesquisa Vox Populi/Band revela queda acentuada de ACM Neto(DEM) e subida de Nelson Pelegrino (PT). Neto caiu de 41% para 33% das intenções de voto e Pelegrino pulou de 18% para 29%, configurando empate técnico. A pesquisa tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

Mário Kertész (PMDB) aparece em terceiro com 7% e Márcio Marinho (PRB) permanece com 4%. Da Luz (PRTB) e Hamilton Assis (PSOL) têm 1% cada.

O número de votos brancos e nulos é de 12% e o universo dos que não souberam ou não responderam atinge 13%. A pesquisa foi feita de 21 a 23 de setembro e ouviu 1,5 mil eleitores soteropolitanos.

Na modalidade espontânea, ACM Neto aparece com 30% ante 27% de Pelegrino. Kertész soma 6% e é seguido por Márcio Marinho (3%), Da Luz (1%) e Hamilton Assis (1%).

O número de votos brancos e nulos atinge 14%. Os que não souberam responder são 18%.

A pesquisa ainda aferiu o percentual de rejeição de cada candidato. ACM Neto viu a rejeição dele aumentar de 18% para 25%. Pelegrino saltou de 20% para 21%.

Da Luiz saiu de 16% para 18% de rejeição. Kertész é rejeitado agora por 9% contra 12% na pesquisa do final de agosto. Chega a 10% o percentual dos que admitem que não votarão em nenhum dos nomes postos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) sob o protocolo BA-00211/2012

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Governador durante inauguração de base comunitária em Itabuna (Foto Pimenta).

O governador Jaques Wagner esteve no final de semana em Itabuna, onde inaugurou a primeira Base Comunitária de Segurança no interior da Bahia. A base de segurança é aposta para redução dos índices de criminalidade em áreas onde há domínio do crime.

Após a inauguração no Monte Cristo e entrevista ao Alerta Total, da TV Cabrália, o governador concedeu entrevista ao PIMENTA. O mandatário baiano falou de greves no funcionalismo, gestão pública, eleições e reflexos eleitorais do julgamento do Mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF). Wagner fez crítica à Revista Veja pela postura de “partido político” assumida pela publicação da Editora Abril.

O governador também abordou o processo eleitoral na Bahia e ainda vê a disputa embolada em Itabuna. Ele afirmou que, na reta final, poderá vir a Itabuna apoiar o candidato da base aliada que estiver melhor posicionado – Vane do Renascer (PRB) ou Juçara Feitosa (PT).

PIMENTA – Quais os resultados já obtidos com as Bases Comunitárias nas áreas onde foram instaladas?

JAQUES WAGNER – A depender do tempo de instaladas, os índices de criminalidade apresentam redução de 40% a 50%. Na área do Calabar [Salvador], tivemos período longo com zero homicídio e as bases têm se mostrado a melhor política, mas é óbvio que não vamos colocar bases em todos os bairros, todo interior, mas as colocamos em cidades com índices elevados, como é o caso de Itabuna. Semana que vem estou indo a Feira de Santana, tem uma projetada para Porto Seguro, é uma política de instalar em bairros onde existe o tráfico conflagrado.

O governo fez opção de instalar a Base Comunitária numa área de quadra poliesportiva. Não há uma incoerência governamental entre discurso e combate ao crime?

Na verdade, foi demandado à prefeitura o oferecimento de um terreno. Também acho que é ruim suprimir uma quadra de esporte para colocar uma base comunitária, que é bem-vinda. A unidade nossa é provisória, mas o terreno ao lado [da quadra] é que será usado.

Existem demandas no sul da Bahia, como a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna . Quando esta obra vai sair?

A duplicação ficou a cargo do governo federal . O Derba [órgão estadual] já entregou o projeto ao Dnit e está sendo adequado pelo Ministério dos Transportes. O dinheiro está reservado dentro do PAC II. É o Dnit terminar o projeto, sair a licença ambiental e fazer a obra. Eu tenho convicção de que a gente consegue começar essa obra no primeiro semestre de 2013.

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Com a aproximação da eleição, se um candidato da base estiver disputando com o adversário, no caso de Itabuna é com o DEM, a gente pode vir para reforçar.

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Falando de eleições, como se posicionará em Itabuna, onde a base tem dois candidatos?

Para não ser desleal, a minha postura é sempre ficar equidistante onde temos dois candidatos e estes participaram da minha campanha [em 2010]. Com a aproximação da eleição, se um candidato da base estiver disputando com o adversário, no caso de Itabuna é com o DEM, a gente pode vir para reforçar. Por enquanto, há a informação de que a disputa está embolada e eu estou me mantendo distante não só aqui como em todos os lugares. Sou do PT, mas sou de uma coligação. Então, se existem dois candidatos da base, a gente mantém essa distância.

Qual o mapa eleitoral que o governo projeta para este ano?

A projeção que temos é de que, dos 417 municípios, faremos 320. Gente mais otimista fala em 330. Eu boto 320, o que já seria um número bastante representativo, ficando perto de 100 com a oposição, mas ressalvando alguns municípios, pois o PMDB é parte do governo da presidenta Dilma e oposição ao governo estadual, mas não há “interdição” de alianças. Tem prefeitura que vai ser ganha pelo PMDB, mas com o apoio de gente nossa e do PT. E tem lugares onde o PT deve ganhar com o apoio do PMDB. Mas eu diria que, na minha base, estaremos acima de 320 prefeituras.

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Nelson Pelegrino tem crescido bastante e o candidato do DEM, na minha opinião, vem perdendo fôlego.

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E Salvador?

Nelson Pelegrino tem crescido bastante e o candidato do DEM, na minha opinião, vem perdendo fôlego. Em Feira, a eleição é dura, mas a reação de [Zé] Neto é muito boa. Já em Vitória da Conquista, Guilherme Menezes está bem. Aqui em Itabuna, como já disse, está embolado e em Ilhéus nós temos dois candidatos da base, assim como em Barreiras. Então, acho que o resultado vai ser bastante positivo.

Nacionalmente, qual será o impacto do Mensalão para o projeto eleitoral do PT?

Eu estava dizendo que houve julgamento do povo. O episódio do Mensalão já foi público. Em 2005, 2006, teve gente cassada ou que renunciou para não perder o mandato… Na minha opinião, o impacto maior se deu naquela época. Nós já tivemos as eleições de 2006, 2008 e 2010. Algumas pessoas se desestimularam em relação ao PT, mas, pelo desempenho nas eleições, eu diria que não foi um golpe como a oposição gostaria que fosse. Até porque, se o PT tem erros, e seguramente tem, os outros não estão isentos.

Os reflexos hoje seriam menores?

A população não é mais ingênua. Sabe que fazer o discurso da moralidade é fácil, mas teve, por exemplo, o episódio do Mensalão do DEM, com gente filmada colocando o dinheiro no bolso e por aí vai. E o PSDB, também [Minas Gerais]. Então, eu não gosto de generalizar. Seguramente, não somos um partido dos santos, mas de homens e mulheres, como todos são, com erros e acertos. Agora, alguém tentar posar de partido dos santos, de partido detentor da moralidade absoluta acaba soando como mentira para a população. Então, algum impacto acho que tem, mas não estou sentindo, pelo menos por onde tenho andado.

E na Bahia?

É óbvio que não tenho andado por outros estados, mas não estou sentindo isso.

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Eu digo sempre que com o pecado do pecador o povo já se acostumou. O pecado do pregador assusta muito mais. Quando acontece alguma coisa com alguém do PT, vira escândalo.

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O senhor esteve em São Paulo em apoio a Fernando Haddad. Lá, o senhor não sentiu?

Algum reflexo tem, é óbvio. Eu digo sempre que com o pecado do pecador o povo já se acostumou. O pecado do pregador assusta muito mais. Como nós sempre pregamos a moralidade e o bom uso do dinheiro público, quando acontece alguma coisa com alguém do PT vira um escândalo. Por quê? Porque somos pregadores do bom uso do dinheiro público. O episódio foi em 2005, há o julgamento e a postura de condenação. Agora, não acredito que isso vá ser… Vamos ver em São Paulo, onde o Haddad está crescendo, o Russomano está consolidado na primeira posição. Espero que [no segundo turno] dê Russomano e o Haddad, mas vamos esperar mais um pouquinho.

E o que muda com o envolvimento do nome do ex-presidente Lula, segunda a Veja?

Olha, a Revista Veja, ultimamente, tem se transformado quase que num partido político, como já aconteceu em outros países democráticos como Inglaterra, Estados Unidos. Alguns órgãos de imprensa esquecem de que a imprensa tem direito a ter sua opinião – e nós defendemos a liberdade de imprensa, mas tem momentos que ela assume uma posição e se contamina até diante da sociedade. A tentativa, na minha opinião, é absurda. Eu fui ministro que cuidava de toda aquela questão à época do Mensalão. Eu era o articulador político do presidente Lula… No dia que estive em São Paulo, estava saindo a revista e eu disse “posso garantir que o presidente nunca se encontrou com Marcos Valério nem no Palácio do Planalto nem no Alvorada ou na Granja do Torto”.

Mas a pressão é grande.

Essa tentativa [de envolver o ex-presidente Lula] já foi rechaçada no começo pelo Supremo. É tentativa de contaminar uma pessoa que, para tristeza das oposições, continua morando no coração de 80% dos brasileiros, pelo trabalho que ele fez. Mas não acho que isso vá prosperar. Insisto que é falta de argumento da oposição e aí tenta bater só nessa tecla. O povo ouve a palavra, mas julga pela ação. Creio que a ação do PT ao longo desses anos, seguramente, não é perfeita, mas a gente tem feito processo de prosperidade bastante grande no Brasil e na Bahia.

O senhor sempre foi visto como homem do diálogo e oriundo da base sindical. Por que se enfrentou duas greves duras só neste ano, principalmente a dos professores, que foi a mais desgastante e longa?

A greve da Polícia Militar, na verdade, tinha uma agenda nacional, que era a PEC 300. Então, iniciou-se um processo de greves em outros estados e chegou na Bahia e tomou contornos inaceitáveis e violentos. Graças a Deus, superamos aquela fase. Fizemos uma oferta salarial à Polícia Militar que começa a ser cumprida agora em novembro.

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Os negociadores do meu lado e do lado dos professores não exercitaram bem o que é sagrado – a mesa de negociação e o diálogo – e a greve acabou adentrando por uma conotação de politização.

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E na greve dos professores?

No caso dos professores, considero que houve erro de parte a parte na mesa de negociação. Os negociadores do meu lado e do lado dos professores não exercitaram bem o que é sagrado – a mesa de negociação e o diálogo – e a greve acabou adentrando por uma conotação de politização. Só lembrar que, seguramente, não sou governador da Bahia duas vezes, deputado três vezes e ex-ministro do presidente Lula por que seja burro. É óbvio que se num ano eleitoral eu pudesse alargar os proventos do funcionalismo público para estar em cada canto com gente satisfeita… Eu tenho limite e tenho que governar dentro da responsabilidade fiscal. Eu só quero lembrar, sem voltar a esse debate, que nós fizemos e vamos completar em março 53% de ganho real sobre a reposição da inflação. Houve desgaste, mas ele vai sendo superado. O governo não é julgado só por esse episódio. É julgado pelo conjunto da obra de cinco anos e meio. Graças a Deus, a gente tem avaliação bastante positiva da população.

Só que as pesquisas ainda apontam desgaste.

Não, você está falando da pesquisa de Salvador. É que o povo tem a mania de pegar pesquisa de Salvador.

Nos maiores centros, como Itabuna, também ainda há reflexo.

Em Feira de Santana virou completamente. Pode não ser igual às outras cidades do interior, mas a avaliação é positiva. Inclusive, em Salvador a regressão da desaprovação já é bastante grande e a gente já tem aprovação superior a não-aprovação. Salvador foi o grande foco da greve dos professores. Mas em época de eleição as coisas são… (pausa)

Mais acirradas?

(…) Mais acirradas e ninguém [da oposição] vai falar das bondades. Mas sou pessoa tranquila. Vou dar o exemplo de Salvador [em relação a pesquisa]: tinha gente comemorando antes da hora e me parece que a festa não vai ser como eles estavam imaginando. Vamos aguardar porque, pelas pesquisas, eu não iria nem para o segundo turno em 2006 e acabei ganhando no primeiro. Achava impossível ganhar do primeiro turno em 2010… Não falo isso com arrogância, mas como recomendação porque pesquisa é fotografia do momento. Eu acabei de ouvir do diretor da própria rede aqui [Marcelo Almeida, da TV Cabrália] que as coisas mudam com muita rapidez em Itabuna. Em São Paulo, todo mundo achava que Celso Russomano (PRB) ia cair [nas pesquisas]  com duas semanas de televisão. Consolidou em 35% e está todo mundo agora batendo perna, não entendendo o que está acontecendo. Então, vou continuar com minha humildade. Evidente que eu sei os problemas que o governo tem, mas também eu sei das entregas que a gente fez e não são poucas, e o povo julga pelo conjunto da obra.

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Wagner aponta para área em que será construída a base comunitária definitiva (Foto Pimenta).

O governador Jaques Wagner entregou ao final da manhã desta sexta, 21, a oitava Base Comunitária de Segurança do estado e a primeira em Itabuna. A base com 80 policiais funcionará na região do Bairro Monte Cristo, uma das áreas consideradas de maior risco do município sul-baiano. As instalações da Base Comunitária são provisórias e a definitiva sairá em 4 meses, conforme promessa do secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, em entrevista ao PIMENTA.

Além de falar de segurança,  o governador Jaques Wagner abordou a disputa eleitoral e pediu moderação aos aliados. “O tempo dos coronéis já passou”, ressaltou.

“SÓ TENHO UM ADVERSÁRIO EM ITABUNA”

Logo após a solenidade no Monte Cristo, Wagner conversou com os candidatos da base em Itabuna, Vane do Renascer (PRB) e Juçara Feitosa (PT).

O petista conversou em separado com Juçara e Vane, na sede da TV Cabrália, onde concedeu entrevista ao Alerta Total, apresentado por Tom Ribeiro. O governador foi claro: “só tenho um adversário aqui e todo mundo já sabe quem é”.

O adversário citado por Wagner é o prefeito e candidato à reeleição, Capitão Azevedo (DEM), com quem falou minutos antes, por telefone, logo após a inauguração. Azevedo não pôde comparecer à solenidade no Monte Cristo devido à legislação eleitoral que proíbe candidatos à reeleição de comparecer a inaugurações. A conversa protocolar não durou mais que 20 segundos. No ato, o município foi representado pelo vice-prefeito Antônio Vieira.

DISPUTA EM SALVADOR

O governador concedeu entrevista exclusiva ao PIMENTA. Falou de eleições, obras, avaliação de governo, mensalão e funcionalismo público. A entrevista será publicada na manhã deste sábado. Ao comentar o quadro eleitoral na Bahia, Wagner citou a disputa nos grandes centros e citou Salvador:

– Em Salvador, tinha gente comemorando antes da hora. Então, vamos aguardar – disse numa estocada direta no candidato do democratas ACM Neto e fazendo alusão à última pesquisa Ibope, que apontou crescimento de 11 pontos percentuais de Nelson Pelegrino (PT). A íntegra da entrevista será publicada neste final de semana.