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16 de julho de 2020 | 12:28 am

A DRAMATURGIA DE ANINHA

Tempo de leitura: 2 minutos

Adroaldo Almeida | adroaldoalmeida@hotmail.com
 
 

O certo é que a crítica “republicana” de Aninha não se interessa pela atuação dos atores e diretores a quem o PT combate. Pelo visto, nem com duas batidas de Molière ela acertaria o fim do espetáculo dos vampirões que tomaram o país.

 
Vez por outra Aninha Franco tenta falar sobre política em seus artigos, mas o que sempre sai é um arremedo de crítica monotemática, repetidamente contra o PT e seus dirigentes, como agora nesse burlesco “A dramaturgia de Jaques Wagner”. Ao que parece, Aninha, a escritora e dramaturga, acha que pertence a uma categoria que chegou ao Planeta para atacar os que pensam diferente dela, inclusive em questões de estética, arquitetura e decoração de interiores. Preconceituosa e enviesada, sugere que a esquerda deve morar para sempre na Cabana do Pai Tomás.
Outro desencontro da personagem política de Aninha é se valer de um jornal, o Correio da Bahia, notório adversário e inimigo imperdoável de Wagner por ter infligido a maior e mais humilhante derrota aos seus proprietários em 2006. Assim fica fácil. Isso é sabujice do pior teatro serviçal.
Neste Brasil véi sem fronteira, muita gente faz teatro como Aninha; alguns, inclusive, a favor dos poderosos; outros, na trincheira da vanguarda contra o atraso; porém há aqueles que não são nem uma coisa nem outra, mas personagens de si mesmos, e escrevem repetitivos monólogos enfadonhos que adormecem a plateia.
Agora, tudo indica, suponho, que Aninha premiada roteirista, não entende patavina de cinema. Pois quando Geddel apareceu chorando diante de um juiz federal em cadeia nacional do JN da TV Globo, Aninha nada falou. Nem, tampouco, quando Rocha Loures foi flagrado correndo, numa cena de perseguição à noite pelas ruas do Rio de Janeiro. Também se calou quando um avião, pertencente ao Senador Perrela, foi filmado pousando no Espírito Santo com meia tonelada de cocaína pura. Ou, quem sabe, ela não aprecie as produções de “terrir” (o terror cômico dos filmes B).
Quem sabe?
O certo é que a crítica “republicana” de Aninha não se interessa pela atuação dos atores e diretores a quem o PT combate. Pelo visto, nem com duas batidas de Molière ela acertaria o fim do espetáculo dos vampirões que tomaram o país.
Adroaldo Almeida é advogado e ex-prefeito de Itororó.

MINHA MÃE FOI FESTEJAR NA ETERNIDADE!

Tempo de leitura: < 1 minuto

Adroaldo AlmeidaAdroaldo Almeida

 

Dona Almerinda, minha dulcíssima mãe, dona de casa e costureira, fatigada de combater na Terra, subiu ao Céu para preparar os manjares de Deus e alinhavar as túnicas do Criador. Para sempre, como sempre.

 

Dona Almerinda, minha mãe, abriu as cortinas do baile do tempo e foi celebrar na eternidade. Pôs o seu vestido mais bonito, estampado de ternura e gentileza, descansou os pés da máquina Singer, calçou sapatilhas adornadas com o perene orvalho translúcido da aurora e flutuou no tapete mágico da espiritualidade para virar estrela na constelação da misericórdia.

Dona Almerinda, minha mãe, partiu na primavera carregando um buquê de crepúsculos e madrugadas nas agulhas e dedais das suas mãos, bordando matas celestes e rios siderais na fina seda do tecido de nossas vidas.

Dona Almerinda, minha mãe, calou o silêncio e soprou sobre a brisa da vida o ar e a voz da sua mansidão angelical. Então, resoluta e de roupa nova, suave e pura, atravessou a excelsa torrente até a outra margem e retornou para sua mesa no banquete do Pai Eterno.

Dona Almerinda, minha dulcíssima mãe, dona de casa e costureira, fatigada de combater na Terra, subiu ao Céu para preparar os manjares de Deus e alinhavar as túnicas do Criador. Para sempre, como sempre.

Adroaldo Almeida é filho de ALMERINDA NASCIMENTO SILVA (1929-2017).

RAMON SE MUDOU DA TERRA

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adroaldo almeidaAdroaldo Almeida

como ele sabe agora, jamais encontramos um bálsamo, conforto ou doçura na provisoriedade dessa condenação da existência. Talvez nessa travessia, na eternidade de serafins e cítaras, ele possa declamar todo seu lirismo sem a azáfama e a urgência dos dias terrenos.

 

No meio da década de 1980, eu cheguei a Itabuna para estudar e trabalhar. Era bancário e sindicalista, mas queria ser escritor. Por revés da sorte, acabei advogado e político, uma lástima. Naquele tempo, transitava na senda da arte entre Buerarema e Ilhéus uma trupe felliniana: Jackson, Betão, Alba, Eva, Gideon, Gal, Delmo, Zé Henrique e, naquela miríade estrelar, ele, claro, RAMON VANE, o mais cênico de todos. A figura de um pintor holandês do século XVII, a recitação de um menestrel medieval e a presença carismática de um franciscano. Um astro rasgando o céu da Mata Atlântica. Nosso Rimbaud trovando no alto da proa de um barco bêbado, singrando os mares e domando as ondas naquela temporada no inferno, atirando poesias contra a estação da ditadura ainda presente.

Eu o encontrava quase todas as noites no curso noturno de Direito da Fespi. Fomos colegas e contemporâneos, nos códigos e na decodificação da Justiça, mas “as leis não bastam, os lírios não nascem da lei”, como aprendemos com Drummond e escrevemos o nome tumulto na pedra.  Era tímido na faculdade, nunca o encontrei no DCE, mas enxergava-o de soslaio num canto da biblioteca do Departamento de Letras, onde ambos acorríamos à procura da consolação na palavra. Porém, como ele sabe agora, jamais encontramos um bálsamo, conforto ou doçura na provisoriedade dessa condenação da existência. Talvez nessa travessia, na eternidade de serafins e cítaras, ele possa declamar todo seu lirismo sem a azáfama e a urgência dos dias terrenos.

No domingo [dia 15] acordei com uma mensagem de Gideon Rosa: “Ramon se mudou da terra hoje de madrugada”. Assustado, levantei mudo e pasmo, e essas reminiscências me afloraram durante toda a manhã. Daqui de Itororó, lamentavelmente, não pude ir ao sepultamento, então, mando rápidas e atropeladas letras na ambição de contribuir para desentortar as veredas no seu caminho ao paraíso.

Ramon Vane era um artista, eu me lembro!

Adroaldo Almeida

AS MANIFESTAÇÕES, O PT E A CONSTITUINTE

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adroaldo almeidaAdroaldo Almeida | adroaldoalmeida@hotmail.com

Não há uma crise de representação, nem política tampouco de governo. Existe o fim de um jeito e de uma maneira de tomar decisões. Não há destreza política necessária nem arranjo legal para a conveniência dos representados. Um tempo se acabou.

Agora em março de 2015 completamos 30 anos de democracia ininterrupta no Brasil. No mês passado, o PT fez 35 anos de existência e a Constituição Brasileira já tem mais de 26 anos e 85 emendas.

A nossa democracia ainda é jovem e sobrevive num arranjo que mantém atores expressivos dos tempos da ditadura em todos os setores dos poderes, sobretudo no parlamento, mas também no Executivo e no Judiciário. Ainda sobrevivem práticas, regulamentos e líderes do passado autoritário, um arremedo de concertação política que contamina um futuro de melhor representação popular e gestão democrática.

Entretanto, formal e tecnicamente, tudo está funcionando. Existem debates e produção de leis no Congresso, o Judiciário exara decisões, o Governo toca grandes obras, a Imprensa denuncia diuturnamente, a Polícia tem investigado e o Ministério Público denunciado crimes, inclusive com prisões de alguns maiorais tanto da política como dos detentores da riqueza.

Todavia, há uma tensão política que se agrava, vai para as ruas e pode tornar-se enfrentamento social. Mas, não é novidade, ocorreu em 1998 no tempo de FHC; em 2005, com Lula e nas manifestações de junho 2013. Então, o que está acontecendo e qual a saída menos dolorosa?

Parece-nos, apressadamente, que a resposta está no sistema e no modelo. O exercício dos poderes na democracia que temos está muito distante do povo, que, percebendo isso, cansou e resolveu mudar. As formas de gerir o Estado e distribuir o poder chegaram ao limite, estão esgotadas, finalizadas e exauridas. Não se trata apenas de corrupção numa empresa. Não há uma crise de representação, nem política tampouco de governo. Existe o fim de um jeito e de uma maneira de tomar decisões. Não há destreza política necessária nem arranjo legal para a conveniência dos representados. Um tempo se acabou.

Como membro ativo da legenda, ainda no calor da hora, entendo que o PT ainda é o partido legitimado para liderar essa nova jornada, por ser de massas, popular e democrático internamente, mas precisa se reerguer, levantar bandeiras e gritar nas ruas. Unir a sociedade não necessariamente para suas teses, mas para enxergar a virada no tempo histórico que se apresenta: Uma Constituinte Exclusiva, fora de Brasília e do Congresso, para a reforma dos Poderes, todos eles, Executivo, Judiciário, Legislativo e seus suplementares e complementares, o Ministério Público e a Polícia.

Um novo tempo, uma nova ordem.

Adroaldo Almeida é advogado e ex-prefeito de Itororó pelo PT (2009-2012).

EX-PREFEITO DE ITORORÓ REGISTRA CANDIDATURA EM NOME DO PAI, QUE JÁ MORREU

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Edital traz Marco Brito se passando pelo pai, Henrique Brito, já falecido.

O prefeito de Itororó, Adroaldo Almeida (PT), talvez vá para a disputa eleitoral tendo “ninguém” contra si. O ex-aliado Marco Brito (PMDB) pediu registro de candidatura em nome do pai, Henrique Brito Filho, falecido em acidente aéreo que também matou o candidato a governador Clériston Andrade, em 1982.

O petista não comeu a farofa oferecida por Marco Brito à Justiça Eleitoral. Adroaldo acredita que o “erro” seja uma estratégia de Brito para ganhar tempo, poder se livrar da pecha de “ficha-suja” (livrando-se do período de impugnações) e ganhar condições para disputar o pleito de outubro.  O ex-prefeito teve as contas de 2006 e 2008 rejeitadas tanto pelo Tribunal de Contas dos Municípios como pela Câmara de Vereadores.

– O absurdo é ser (este) um ardil do seu filho, Marco Brito, para fugir, supostamente, do período de impugnações – disse Adroaldo.

No edital de pedido de registro, o candidato do PMDB é Henrique Brito Filho, tendo como “opção de nome” Marco Brito. A estratégia também pode ser configurada como crime eleitoral e falsidade ideológica. O edital 004/2012 foi publicado pelo juiz Rojas Sanches Junqueira.

PEEMEDEBISTA FILIA-SE AO PT EM ITORORÓ

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Delmara filia-se ao PT no dia 7.

A vice-prefeita de Itororó, Delmara Brito, definiu a data de sua filiação ao PT. Será no dia 7 de agosto, na abertura de um seminário de formação da juventude petista. Delmara deixou o PMDB no início do ano, após avaliar como inviável a permanência dela na sigla do ex-ministro Geddel Vieira Lima.
Além de Delmara, também se filia ao PT o vereador João Calixto Neto, o Netão, atualmente secretário de Urbanismo e Infraestrutura. Netão deixa o DEM. A legenda petista passa a ter três vereadores em Itororó. O prefeito Adroaldo Almeida comemora o fato de o PT tornar-se o “maior partido do município” com as novas filiações.

ADROALDO LANÇA “ATÉ O FIM DOS DIAS…”

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Os escritos de 1982 a 2002 do militante, advogado e bancário Adroaldo Almeida estão reunidos na trilogia Até o fim dos dias e mais um domingo. O livro será lançado neste sábado, às 20h, na Fundação Cultural Cabana da Ponte, em Itororó, no centro-sul da Bahia.

A obra revela a inquietação do homem que hoje comanda Itororó. O livro em verso e prosa traz a poesia, os contos e um romance produzidos pelo autor em duas décadas.

Com selo da Livro.com, Até o fim dos dias e…. tem apresentação do ator Gideon Rosa, um dos primeiros a ter contato com os escritos de Adroaldo e quem o incentivou a transformá-los em livro.

Assim Gideon resume a obra: “Até o fim dos dias… é livro de leitura fácil, multifacetado na forma, monotemático no conteúdo. O livro não fala de outra coisa senão do abismo que é viver”. Já o autor é definido como homem de gosto “refinado, culto, pleno de referências. Um fenômeno raro nos dias que correm”.

O DRIBLE “DOURADO”

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O prefeito de Ibicuí, Cláudio Dourado (PTB), conseguiu colocar no bolso o prefeito de Itororó, Adroaldo Almeida (PT).  Dourado fechou compromisso com o colega em que ele ficaria com a presidência da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc) e apoiaria Adroaldo num cargo de relevância na nova diretoria da União dos Municípios da Bahia (UPB).

Ainda no sábado passado – e pra lá de Bagdá-, Dourado explicava que não fechou nenhum compromisso com Adroaldo e seu acordo era para dar a tesouraria da Amurc ao petista Lenildo Santana, prefeito de Ibicaraí. Adroaldo acabou sendo suplente do Conselho Fiscal da UPB. E Dourado apostou todas as fichas em Moacyr Leite, escolhido para titular do conselho. É a (e da) política.

DOURADO É NOME DE CONSENSO NA AMURC; ADROALDO TENTARÁ CARGO NA UPB

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Dourado, Moacyr e Adroaldo: consenso na Amurc (Foto Gilvan Rodrigues).

Acabou rolando consenso na disputa pela presidência da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc). O prefeito de Itororó, Adroaldo Almeida, almejava assumir o comando da entidade, mas abriu mão em favor de Cláudio Dourado, prefeito de Ibicuí. A eleição está marcada para o dia 31.

Dourado fechou apoio a  Adroaldo Almeida para ocupar um cargo na diretoria executiva da União dos Municípios da Bahia (UPB). Outro nome da Amurc para a diretoria da UPB é o do atual presidente, Moacyr Leite (prefeito de Uruçuca). O consenso na Amurc – e a disputa por duas vagas na UPB – foi antecipado pelo PIMENTA no último final de semana (relembre).

DOURADO NA AMURC E ADROALDO NA UPB

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Um acordo de bastidores dará a presidência da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc) ao prefeito de Ibicuí, Cláudio Dourado (PTB). A eleição está prevista para o dia 21. O prefeito de Itororó, Adroaldo Almeida (PT), pleiteava o cargo, mas abriu mão para ser o nome da entidade na chapa de Luiz Caetano na disputa pela União dos Municípios da Bahia (UPB).

O acordo começou a ser delineado na última sexta-feira, 14. A região ainda reivindica um segundo cargo na diretoria executiva da UPB para, assim, fechar apoio a Caetano. Se pintar, esta seria preenchida pelo hoje presidente da Amurc, Moacyr Leite (PP).

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