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29 de fevereiro de 2020 | 06:25 am

ITABUNA E ILHÉUS CORREM RISCO DE SURTO DE DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA, DIZ MINISTÉRIO DA SAÚDE

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Itabuna e Ilhéus correm risco de epidemia de dengue zika e chikungunya

O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta sexta-feira (8), mostra que dezenas de municípios baianos correm sério risco de enfrentar um surto de dengue, zika e chikungunya. De acordo com o Ministério da Saúde, a situação é muito preocupante em localidades como Itabuna (13,1%) e Ilhéus (11,6%).
Em Itabuna, de cada 100 imóveis pesquisados, pelo menos 13 estão com larvas do mosquito Aedes aegypti. Em Ilhéus, a situação é parecida. Foram encontrados criadouros em 11 de cada 100 imóveis visitados pelos agentes de combate a endemias. O risco de surto  de dengue, zika e chikungunya é muito alto também em Buerarema (9,1%), Ibicaraí (10,2%) e Itapé (8,1%).
Há risco de surto ainda em Camacan, Itapintaga, Jussari, Canavieiras, Itajuípe e Mascote. Nessas localidades, os índices de infestação de larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya variam de 4,9% a 7,1%. O município com o maior índice infestação no país é baiano. Em Itiúba, de cada 100 imóveis pesquisados, 28,6% estão com criadouros.
Os dados do Ministério da Saúde mostraram ainda que 1.153 (22%) municípios em todo o país apresentaram alto índice de infestação do Aedes aegypti. Além das cidades em situação de risco, o levantamento identificou 2.069 localidades em alerta, com o índice de infestação predial (IIP) entre 1% a 3,9% e 1.711 municípios com índices satisfatórios, inferiores a 1%.

MOSQUITO AEDES AEGYPTI PROVOCA EPIDEMIA DE TRÊS DOENÇAS EM COARACI

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Mosquito Aedes aegypti faz estrago em Coaraci || Foto Portal Mix

Se morar numa cidade com altos índices de dengue, zika e chikungunya é algo que ninguém quer, imagine, então, no  município da Bahia que passa por uma epidemia simultânea dessas três doenças, classificadas como arboviroses por serem transmitidas por insetos – neste caso, o temido mosquito Aedes aegypti.

Esse é o drama dos 19 mil moradores de Coaraci, no sul da Bahia, e a manicure Maria Augusta Silva Sales, 26 anos, conhece bem. “Três pessoas da minha família – um sobrinho, uma tia e um cunhado – tiveram dengue e foi um sufoco. Tenho muito medo de pegar também, e busco tomar cuidados para não deixar água acumulada”, disse.

Coaraci aparece no relatório anual de arboviroses da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) como a única cidade baiana que o coeficiente de incidência de arboviroses foi maior ou igual a 100 casos por 100 mil habitantes em 2017.

“Dessa forma, o município de Coaraci apresenta uma tríplice epidemia, considerando parâmetro do Ministério da Saúde”, afirma a Sesab no relatório divulgado na semana passada.

Em 2017, o município notificou 20 casos suspeitos de zika, 75 de Dengue e 26 de chikungunya. No ano anterior, foi pior: 191 notificações de zika, 200 de dengue e 18 de chikungunya, atendidos no Hospital Geral de Coaraci, de baixa complexidade. A unidade possui 100 leitos. Leia mais no Correio  24 hs.

ITABUNA TEM 23,3% DOS IMÓVEIS INFESTADOS PELO AEDES AEGYPTI

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Aedes aegypti é o transmissor da zika, dengue e chikungunya (Foto Fiocruz).

Aedes aegypti é o transmissor da zika, dengue e chikungunya (Foto Fiocruz).

Lísias Miranda, secretária de Saúde de Itabuna.

Lísias Miranda, secretária de Saúde de Itabuna.

O índice de imóveis infestados por larvas do Aedes aegypti praticamente não caiu em Itabuna nos últimos dois meses. Agora em abril, a Secretaria de Saúde detectou que 23,3% deles tinham larvas do mosquito que transmite dengue, zika e chikunguya. Significa que, a cada grupo de 100 imóveis visitados, 23 estavam infestados pelo mosquito. Em fevereiro, eram 24 (24,1%).

A baixíssima queda fez reacender o sinal de alerta. A secretária de Saúde de Itabuna, Lísias São Mateus, pede “que a comunidade continue vigilante em relação aos cuidados” contra o mosquito.

Cuidados essenciais são aqueles para não manter água parada nem reservatórios destampados. Pneus, cascas de ovos, vasos de plantas e garrafas, por exemplo, pode se tornar criadouros do mosquito, se houver água parada neles.

Para se ter uma ideia, o índice registrado agora em abril é mais de 22 vezes superior ao aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A organização considera que o percentual satisfatório de infestação de larvas é menos que 1%. Ou seja, Itabuna continua muito longe do ideal.

EM ITABUNA, 29,8% DOS DOMICÍLIOS TÊM FOCOS DO AEDES AEGYPTI

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Mosquito conseguiu infestar com larvas mais de 29% dos lares itabunenses.

Mosquito conseguiu infestar com larvas mais de 29% dos lares itabunenses.

Pouco tempo depois do itabunense conviver com uma epidemia de dengue, zika e chikungunya, um levantamento rápido identificou que 29,8% dos domicílios no município têm focos do mosquito que transmite as doenças. Larvas do Aedes aegypti foram encontradas em tanques, baldes e bacias, principalmente, segundo o secretário de Saúde de Itabuna, Paulo Bicalho.

O percentual equivale a dizer que praticamente três de cada grupo de dez casas estão infestadas por larvas do mosquito. O percentual admitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é menos de 1%. Ou seja, o município tem índice 29 vezes superior ao aceitável.

Bicalho credita o recorde histórico registrado no município à falta d´água. Devido à forte estiagem, os itabunenses foram forçados a acumular água o máximo que podia, seja em tanques, baldes ou bacias, principalmente em dias chuvosos. Porém, esqueceram do principal: cobrir os reservatórios e vasilhames para evitar que o mosquito usasse esta mesma água para se propagar.

– Infelizmente tivemos condições que favoreceram a renovação dos criadouros do mosquito em praticamente toda a cidade. Isto contribuiu para aumentar o índice de infestação, o que nos preocupa bastante – disse Bicalho.

ZIKA: OMS NEGA PEDIDO PARA ADIAR OLIMPÍADAS

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Aedes aegypti é o causador da zika, dengue e chikungunya (Foto Fiocruz).

Aedes aegypti é o causador da zika, dengue e chikungunya (Foto Fiocruz).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) rebateu neste sábado (28) as declarações de um grupo de cientistas e afirmou que não há motivos para adiar ou cancelar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, previstos para agosto, devido ao surto do vírus Zika, informa a Agência Brasil.

Na avaliação da OMS, eventual mudança no calendário da competição não alteraria significativamente a propagação do vírus. O Brasil é um dos 60 países que registraram a presença do Zika em seu território.

“Com base na avaliação atual do vírus Zika circulando em quase 60 países globalmente e em 39 nas Américas, não há nenhuma justificativa de saúde pública para adiar ou cancelar os Jogos. A OMS continuará monitorando a situação e atualizando as recomendações, se necessário”, afirmou a entidade, em comunicado.

A manifestação da OMS foi provocada por uma carta aberta na qual pesquisadores de pelo menos 15 países pediram à organização e ao Comitê Olímpico Internacional (COI) o adiamento do evento esportivo em nome “da saúde pública” devido à presença do vírus Zika na cidade.

Em nota, a OMS também ressaltou que está fazendo recomendações ao governo brasileiro e ao Comitê Olímpico sobre formas de reduzir o risco de atletas e turistas de contraírem o vírus durante os Jogos, como o combate ao mosquito Aedes aegypti,que além do Zika, transmite a febre chikungunya, febre amarela e a dengue.

Ontem (27), após a divulgação da carta dos cientistas, o Ministério da Saúde esclareceu que o mês de agosto, quando a competição será realizada, é o período do ano de baixa incidência das doenças provocadas pelo mosquito. O ministério ressaltou ainda o fato de a OMS não ter feito nenhuma recomendação para restrição de viagens, exceto às grávidas.

SAÚDE CONFIRMA 745 CASOS DE MICROCEFALIA EM 18 ESTADOS

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microcefaliaBoletim divulgado nesta quarta-feira (09) pelo Ministério da Saúde confirmou 745 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso sugestivas de infecção congênita, distribuídos por 18 estados do país. Por enquanto, 88 foram confirmados para relação com a infecção pelo vírus Zika, mas, de acordo com o Ministério da Saúde, este número não representa adequadamente a totalidade de casos relacionados ao vírus. Os dados são de outubro do ano passado a 5 de março.

“Só um pequeno número dessas confirmações deve ser por outras causas”, disse o diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch em coletiva à imprensa. Para ele, perto do aumento de casos da malformação ocasionados pelo vírus Zika, as outras causas estão em número irrelevante. A microcefalia pode ser causada por outras infecções, como sífilis, rubéola e citomegalovírus, entre outros fatores.

Mais 4.231 casos em que há suspeita das malformações estão sendo investigados para confirmação ou não do quadro. Semana passada eram 641 confirmados.

Desde outubro do ano passado foram notificados 6.158 casos suspeitos de microcefalia no Brasil. Destes, 1.182 foram descartados. As investigações começaram em novembro, mas há registros de crianças nascidas com a malformação antes disso. Da Agência Brasil

DIFERENÇA ENTRE ZIKA, DENGUE E CHIKUNGUNYA É SUTIL, DIZ ESPECIALISTA

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As três viroses que mais assustam o Brasil no momento – dengue, Zika e chikungunya – são doenças infecciosas agudas transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti. As semelhanças não param por aí: todas elas podem provocar febre, dor e manchas pelo corpo. “A diferença é sutil e o diagnóstico precisa ser clínico e epidemiológico, levando em conta a situação de infecções naquela localidade”, explicou a infectologista e epidemiologista Helena Brígida.

Em entrevista à Agência Brasil, a integrante do Comitê de Arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia destacou que, no caso da dengue, o sintoma de maior destaque é a febre, sempre alta e de início súbito. Já a característica mais marcante na infecção por chikungunya são as dores nas articulações, bem mais intensas que nas outras duas doenças. Por fim, o Zika tem como principal manifestação manchas pelo corpo bastante avermelhadas e que coçam muito, além de joelhos e tornozelos inchados.

“A gente tem que perguntar ao paciente se coça muito, se ele teve febre, se a febre passa quando ele toma remédio, se há dor nas juntas, se o pé está inchado. Não dá pra dizer logo de cara o que é. O médico tem que ouvir todo o conjunto de sintomas para definir a melhor conduta”, destacou Brígida. A especialista contou ainda que, em seis horas de plantão em um único dia, se deparou com quatro casos de Zika em seu consultório. A colega que atendia na sala ao lado, segundo ela, registrou outros quatro casos da mesma doença.

A infectologista também ressaltou que o tratamento para as três doenças é sintomático, ou seja, estabelecido com base nos sintomas apresentados pelo paciente e não muda diante de um resultado laboratorial positivo ou negativo. A confirmação por teste, segundo ela, é importante sobretudo entre gestantes, diante da possível associação de microcefalia com o vírus Zika, e entre pacientes com quadro de complicações neurológicas também possivelmente associadas à infecção.
aedes arte EBC

LACEN CONFIRMA DENGUE HEMORRÁGICA COMO CAUSA DA MORTE DE COSTUREIRA EM ILHÉUS

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Mosquito Aedes aegypti é causador da dengue.

Mosquito Aedes aegypti é causador da dengue.

O Laboratório Central (Lacen), da Secretaria Estadual de Saúde, confirmou a dengue hemorrágica como causa da morte da costureira Elisângela da Cruz Pereira. É o primeiro óbito provocado pela doença em Ilhéus neste ano, oficialmente.

A costureira faleceu no dia 23 de fevereiro, após ser internada no Hospital Geral Luiz Viana Filho, como o Pimenta informou na segunda passada. A Secretaria de Saúde de Ilhéus ainda não informou quantos casos de dengue, chikungunya e zika foram registrados no município neste ano.

O município tem, pelo menos, mais uma morte suspeita por dengue hemorrágica. Ontem (2), um homem de 89 anos morreu no Hospital Geral Luiz Viana Filho e havia sido diagnosticado, clinicamente, como vítima da dengue hemorrágica. A causa será comprovada por meio de testes sorológicos.

ITABUNA: AEDES AEGYPTI FAZ 14,3 MIL VÍTIMAS

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"QG" concentra maioria dos atendimentos de vítimas do mosquito em Itabuna (Foto Pimenta).

“QG” concentra maioria dos atendimentos de vítimas do mosquito em Itabuna (Foto Pimenta).

Itabuna registrou 14.350 casos suspeitos de vítimas do Aedes aegypti no período de 1º de janeiro a 29 de fevereiro. Os números foram divulgados no início desta tarde pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica de Itabuna.

No período, foram diagnosticados, clinicamente, 7.129 casos de dengue, 5.492 de zika e 1.729 de chikungunya. A própria Secretaria de Saúde de Itabuna reconhece que “apesar de altos, os números ainda não condizem com a realidade”. O secretário de Saúde de Itabuna, Paulo Bicalho, explica o porquê: “muitas pessoas ainda recorrem ao velho hábito de se automedicarem”.

Bicalho explica que a central de atendimento a vítimas das arboviroses do Aedes aegypti serve, estatisticamente, como termômetro para saber desde origem a faixa etária das vítimas de dengue, zika e chikungunya. Ainda de acordo com ele, os dados servem para que o município defina as ações de controle do mosquito e de larvas.

CONSELHO QUER MAIOR PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE NO COMBATE AO AEDES

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mosquito-da-dengueÓrgãos que têm representação de vários setores da comunidade, os conselhos de saúde defendem a participação e o envolvimento de todos como única maneira de se promover um combate eficiente ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.

Estratégias para ampliar a participação da sociedade civil nesse trabalho serão apresentadas nesta segunda-feira (29), em Itabuna, pelo presidente do Conselho Nacional de Saúde, Ronald Ferreira dos Santos. Às 14 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho, ele aborda o tema com autoridades locais e representantes comunitários.

O encontro é aberto a dirigentes de clubes de serviço, associações de moradores e outras instituições.

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