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14 de junho de 2021 | 01:47 am

PT BAIANO DIZ QUE OPOSIÇÃO NÃO PODE USAR MESMA MOEDA DE BOLSONARO, AGLOMERANDO

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Éden diz que oposição deve fazer atos simbólicos e virtuais para não aglomerar

O presidente do PT baiano, Éden Valadares, reforçou pedido para que os atos contra o presidente Jair Bolsonaro sejam virtuais para evitar aglomerações em momento de novo avanço de infecções pelo novo coronavírus. “Somos contra aglomeração. Não vamos responder a Bolsonaro na moeda dele: a insanidade”, afirma Éden Valadares.

O pedido de Éden reforça resolução do PT, divulgada nesta semana, em que orienta a militância a promover atividades virtuais em redes sociais ou atos simbólicos, sem aglomeração. O dirigente observa que em alguns municípios baianos a ocupação de leitos de Terapia Intensiva (UTI) chega a 100%.

O país já registrou mais de 450 mil mortes tendo a covid-19 como causa. A Bahia registrou, até o final da tarde de ontem (27), 20.856 óbitos causados pela doença. Na última quarta (26), o PT perdeu um militante histórico. O professor Clóvis Esequiel, de Santo Antônio de Jesus, morreu vítima da doença. Ele participou da fundação da legenda no estado.

DEFESA DA VIDA

– Clóvis, assim como milhares de brasileiros, foi vítima do descaso do governo federal, pois acabou morto por uma doença para qual poderíamos ter vacina. O PT de toda a Bahia está enlutado. A defesa da vida é um valor acima de qualquer outro – ressaltou Éden.

OPERAÇÃO MORFEU VAI COMBATER AGLOMERAÇÕES E POLUIÇÃO SONORA EM ITABUNA

Prefeito Augusto Castro participou do lançamento da operação por chamada de vídeo; o vice-prefeito Enderson Guinho presidiu o ato
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A Secretaria da Segurança e Ordem Pública de Itabuna lançou ontem (12) a Operação Morfeu, que tem o objetivo de fazer valer a legislação ambiental contra a poluição sonora e garantir o cumprimento das medidas de prevenção à Covid-19. O ato aconteceu no Centro Administrativo do município. O prefeito Augusto Castro (PSD), que estava em Salvador, participou por meio de chamada de vídeo.

Augusto declarou que a Prefeitura responde diretamente aos inúmeros pedidos para que ações eficientes de combate à poluição sonora sejam realizadas em benefício da maioria da população. “A Operação Morfeu, portanto, é a resposta mais exata para assegurar o sossego e a tranquilidade, graças ao apoio de todos os envolvidos”, argumentou.

A operação vai reunir guardas municipais e fiscais de vigilância sanitária, além de policiais civis e militares. As equipes vão percorrer o Centro e os bairros da cidade em ações educativas.

“Som alto atrai gente e prejudica a saúde e a tranquilidade das pessoas”, disse Mariana Alcântara, secretária municipal da Segurança e Ordem Pública, acrescentando que os agentes só vão adotar medidas repressivas em último caso, quando esgotados os esforços de conscientização social.

Para o vice-prefeito Enderson Guinho (Cidadania), que presidiu o lançamento, a Operação Morfeu é uma resposta importante contra o aumento de casos de Covid-19, que já matou 386 moradores de Itabuna. “As pessoas, infelizmente, estão perdendo o medo. Temos tido cobranças para tomar providências e vamos construir coletivamente essa ação, sobretudo com o apoio da população”, assinalou.

COVID-19: OPERAÇÃO INTERDITA BARES E PRENDE 6 PESSOAS NA PASSARELA DO ÁLCOOL EM ILHÉUS

Operação dispersa aglomerações na Passarela do Álcool, no Pontal
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Dois bares foram interditadas e seis pessoas presas por desrespeito aos protocolos de prevenção à covid-19, na Passarela do Álcool, no Pontal, em Ilhéus, na noite desta sexta (5). A Operação da Vigilância Sanitária contou com o apoio da Guarda Civil, secretarias de Mobilidade e Ordem Pública e de Meio Ambiente e da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa).

De acordo com a Vigilância Sanitária, havia muitas pessoas sem máscaras de proteção, ausência de distanciamento social e aglomerações. Os fiscais realizaram ações educativas e a grande aglomeração na Passarela foi dispersada.

Operação mobilizou efetivos da Cippa e da Guarda Civil Municipal

“A pandemia [da Covid-19] não acabou. Ainda estamos num estágio muito inicial da vacinação e se a população não contribuir, Ilhéus pode ter um descontrole no número de infectados, podendo haver a falta de leitos. E isso nós não queremos que aconteça. Precisamos ter consciência para enfrentarmos essa doença com sabedoria e, muito em breve, podermos voltar ao normal”, alertou o secretário de Meio Ambiente, Mozart Aragão.

JUSTIÇA PROÍBE AGLOMERAÇÕES NAS CAMPANHAS ELEITORAIS EM IBICARAÍ

Juiz Alex Miranda proíbe aglomerações em campanhas em Ibicaraí
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O juiz da 29ª Zona Eleitoral, Alex Venícius Miranda, proibiu a realização de caminhadas e passeatas que reúnam mais de 100 pessoas no município de Ibicaraí. Os candidatos, partidos e simpatizantes também estão proibidos de recorrer aos paredões que gerem aglomeração.

O juiz Alex Venícius determinou multa de R$ 50 mil para caso de descumprimento da decisão judicial. A decisão do magistrado está prevista na resolução do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que define as medidas sanitárias que devem ser cumpridas nas eleições deste ano.

COVID-19: CENTRO DE OPERAÇÕES RECOMENDA PROIBIR PASSEATAS E COMÍCIOS NA BAHIA

Bahia registra aglomerações em eventos políticos || Imagem BNews
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O Centro de Operações de Emergência em Saúde da Bahia (Coes) recomendou, neste sábado (10), medidas sanitárias mais restritivas em relação ao período eleitoral, a exemplo da proibição de comícios, passeatas e caminhadas, bem como o acompanhamento de pessoas a pé durante as carreatas.

De acordo com o secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, as recomendações foram enviadas à Justiça Eleitoral, a quem compete normatizar a questão. “O objetivo é evitar o crescimento acelerado de casos e redobrar atenção em diversas localidades, a exemplo das regiões sudoeste, sul, norte e nordeste que tem permanecido com um platô elevado de infectados e taxas de ocupação de leitos em percentuais de atenção”, explica o secretário.

O titular da pasta estadual da Saúde reitera ainda que medida semelhante foi adotada em outros estados, a exemplo da Paraíba. No sul da Bahia, o percentual de leitos de UTI para vítimas da covid-19 registra 72% de ocupação, enquanto o centro-norte atinge 70% e o sudoeste 65%, igual percentual da macrorregião centro-leste.

A Nota Técnica 81 está disponível no site www.saude.ba.gov.br/coronavirus e detalha as recomendações, sempre ratificando o uso de máscara, higienização frequente das mãos e manutenção do distanciamento social.

FLAGRANTE DE AGLOMERAÇÕES EM ILHÉUS, ITABUNA E UBAITABA

Aglomerações em Ubaitaba e Ilhéus
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Aglomerações foram flagradas em três cidades do sul da Bahia no domingo (30). Em Ilhéus, muitas pessoas se concentraram em bares durante a madrugada. Em Ubaitaba, aglomeração foi durante a tarde, no distrito de Faisqueira. Houve aglomerações também em Itabuna, nos bairros São Roque e Castália, durante à tarde e noite.

De acordo com informações da Prefeitura de Ilhéus, cerca de 200 pessoas se reuniram na localidade conhecida como Passarela do Álcool. Fiscais foram até o local e o comércio foi fechado. Ninguém foi preso e nenhum estabelecimento foi notificado. Um morador registrou imagens dos bares lotados, com muitas pessoas aglomeradas e sem utilizarem máscaras.

Em Ubaitaba, vídeos em redes socais mostram multidão em um evento que aconteceu na tarde de domingo, no distrito de Faisqueira. A vigilância sanitária do município disse, por meio de nota, que não recebeu nenhuma denúncia sobre esta aglomeração. Informou ainda que tem realizado trabalhos de conscientização da população. Com informações do G1.

JUSTIÇA PROÍBE PREFEITO DE IGUAÍ DE PROMOVER AGLOMERAÇÕES

Justiça proíbe aglomerações em Iguaí
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O prefeito de Iguaí, Ronaldo Moitinho, foi proibido na sexta-feira (24), pela Justiça, de realizar, organizar, estimular ou participar de quaisquer eventos que gerem aglomeração de pessoas enquanto durar a pandemia da Covid-19 e os efeitos dos decretos com medidas restritivas para combate à disseminação do novo coronavírus.

A decisão atendeu um pedido do Ministério Público da Bahia. Movida pela promotora de Justiça Solange Anatólio do Espírito Santo, a ação traz fotografias e vídeos de evento realizado no último dia 19 no distrito de Altamira, zona rural de Iguaí, com dezenas de pessoas aglomeradas. A festa teria sido realizada pelo atual prefeito.

A decisão liminar do juiz Fernando Marcos Pereira estabeleceu multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento, “sem prejuízo das demais adoções de ações e sanções legais pertinentes, que o caso requer”.

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO

Segundo a ação, os boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde mostram que o município apresentava dois dias antes do evento 290 casos confirmados de Covid-19 e oito mortes. Já até quinta-feira (23), eram 310 pessoas infectadas e 10 óbitos causados pela doença.

Conforme a ação, o prefeito “promoveu a aglomeração de pessoas, por meio de carreatas e passeatas, sob o pretexto de realizar ações sociais em combate à Covid-19, com doação de alimentos, brinquedos, doces, cestas básicas, ‘Kit Covid’, testes rápidos, etc., contando para efetuar as ações citadas do efetivo auxílio de servidores e funcionários públicos municipais”.

Segundo as informações apuradas pelo MP-BA, a carreata contou com dois veículos plotados com a logomarca oficial da Prefeitura, além de carro de som que propagava o slogan “O trabalho não pode parar”.

Também teria havido, ao final da manifestação, festa com bebidas alcoólicas, com pessoas dançando sem máscara. A promotora destacou que a manifestação reuniu mais de 50 pessoas, desrespeitando decretos municipal e estadual, e se configurou como “verdadeiro evento eleitoreiro, deixando a população exposta ao contágio pelo vírus, gerando enorme risco para a saúde pública da coletividade”.

FESTAS PARTICULARES AJUDAM A DISSEMINAR A COVID-19 EM ITACARÉ, ALERTA COMITÊ

Festinhas particulares em Itacaré ajudam a disseminar o coronavírus
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As festinhas particulares, regadas a bebidas e churrascos, as comemorações com aglomerações, jogos coletivos e as reuniões de grupos, principalmente nos finais de semana, têm sido os principais fatores que vêm contribuindo para o aumento dos casos de coronavírus em Itacaré, segundo constata o Comitê Municipal de Monitoramento. Até a sexta-feira (17), data do último boletim divulgado pela Prefeitura, Itacaré registrava 243 casos confirmados de covid-19, com 5 óbitos.

O Comitê explica que desde o início da pandemia a Prefeitura de Itacaré vem adotando todas as medidas necessárias para combater o coronavírus, o que inclui barreiras sanitárias em todas as entradas do município, decreto com medidas restritivas, desinfecção das ruas, instalando totens de higienização e túneis de desinfecção nas unidades de saúde, dentre outras medidas. Mas, ressalta, estas ações só serão de fato eficazes se contar com a conscientização e o apoio de todos.

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, voltou a reafirmar a importância de todos colaborarem para evitar a proliferação do coronavírus, tomando os devidos cuidados, evitando as aglomerações e, principalmente, mantendo o isolamento social, ficando em casa. E, se precisar sair, importante usar as máscaras de forma adequada. Ele explica que o trabalho de prevenção e combate vai continuar sendo feito pela Prefeitura como forma de cuidar e proteger todos os cidadãos e cidadãs, mas é preciso que todos colaborem.

O Comitê de Monitoramento alerta ainda que essas festas particulares, comemorações e aglomerações, principalmente nos finais de semana, colocam em risco a vida de todos os itacareenses. “Com a colaboração de todos vamos vencer o coronavírus, reduzir o número de novos casos e retornar em breve à normalidade”, destacaram os membros do Comitê de Monitoramento.

MPF E MP-BA ACIONAM ESTADO E UNIÃO PARA ACABAR COM AGLOMERAÇÕES NA CAIXA

MPF e MP-BA querem acabar com aglomerações na Caixa Econômica
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O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA) ajuizaram, neste sábado (2), ação civil pública conjunta para que a Caixa Econômica Federal, a União e o Estado da Bahia tomem providências para evitar aglomerações de pessoas nas filas e nas agências da instituição financeira.

Os representantes do MPF e MP-BA cobram que sejam atendidas às normas e orientações que visam resguardar a saúde dos cidadãos durante a pandemia da Covid-19. A ação pede, em caráter de urgência, que a Justiça Federal determine a adoção de medidas, sob pena de multa de R$ 30 mil por dia para todos os municípios atendidos pela Procuradoria da República na Bahia.

Na ação, de autoria do procurador da República Leandro Bastos Nunes e do promotor de Justiça Fernando Mário Lins Soares, são apresentados diversos registros fotográficos, vídeo, e notícias com relatos de aglomerações de pessoas nas proximidades de agências bancárias na Bahia, especialmente após a aprovação do repasse do auxílio emergencial do Governo Federal.

Nunes e Soares pedem que a Justiça Federal aprecie o pedido com urgência em razão do comprovado agravamento da situação nos últimos dias (28 a 30 de abril de 2020), e para que as medidas administrativas e logísticas estejam implementadas no atendimento das agências já a partir de segunda-feira, 4 de maio.

GRAVE PROBLEMA DE SAÚDE

Para os representantes do MPF e do MP-BA, as aglomerações de pessoas, no entorno das agências, tornam-se um grave problema de saúde pública no atual cenário de pandemia.

Eles destacam que, considerando a velocidade de transmissão e a inexistência de vacina ou medicamento comprovadamente eficaz, o distanciamento social é a principal medida apresentada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por especialistas da área epidemiológica para evitar o contágio, diminuindo a curva de transmissão do novo coronavírus.

Os órgãos já haviam expedido, em 6 de abril, recomendação à Caixa, para que implementasse providências necessárias à organização das filas no atendimento ao público das suas agências e correspondentes bancários. Diante do agravamento da situação, agora eles requerem determinação judicial que obrigue a Caixa a adequar seu atendimento às diretrizes da OMS e do Ministério da Saúde, acompanhando as diretrizes dos decretos estadual e municipais já publicados.

Na ação é pedido que Estado e União cooperem com a Caixa e apresentem, em até cinco dias úteis, um plano de ação para que as filas nas agências e proximidades possam ser organizadas, inclusive com o apoio da Polícia Militar, da Força Nacional de Segurança Pública e do Exército Brasileiro, para a organização das filas e do atendimento, preservando a dignidade humana, sem prejuízo da segurança e dos cuidados sanitários que o momento nacional requer.

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CAIXA PROMETE PARA A PRÓXIMA SEMANA CALENDÁRIO DA 2ª PARCELA DO AUXÍLIO

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O calendário para o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600,00 sai na próxima semana. A informação foi dada pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, durante videoconferência para apresentar balanço do pagamento da primeira parcela.

A previsão inicial era de que a segunda leva de pagamentos começasse a ser paga na última segunda-feira (27) para os inscritos no Cadastro Único e os cadastrados por meio do aplicativo e do site do programa. Mas o Ministério da Cidadania soltou uma nota afirmando que a divulgação do calendário deve ocorrer agora em maio.

Segundo Guimarães, o banco ainda está fechando o detalhamento dos pagamentos da primeira parcela e fechará o calendário após reunião com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e aprovação do presidente da República, Jair Bolsonaro.

EVITAR AGLOMERAÇÕES

De acordo com o presidente da Caixa, o pagamento da segunda parcela ocorrerá em dias distintos dos dias para o pagamento do Bolsa Família. A medida visa evitar aglomerações nas agências bancárias.

“O segundo pagamento levará em conta tudo o que esta acontecendo agora. De uma maneira muito clara: não há condição de misturar o pagamento do Bolsa Família com o das contas digitais. Passamos este mês montando a base de dados”, disse Guimarães. “Na semana que vem, vamos publicar o calendário do segundo pagamento e ele vai ser muito mais simples porque já temos uma base de dados de 50 milhões de pessoas”, acrescentou.

Até o momento, cerca de 50,1 milhões de pessoas foram aprovadas para receber o auxílio. Desse total, 19,2 milhões são beneficiários do Bolsa Família; 10,5 milhões estão inscritos no Cadastro Único e 20,3 milhões são formados por trabalhadores informais, micro empreendedores individuais (MEI’s) e contribuintes individuais. Outras 12,4 milhões estão com o cadastro inconclusivo.

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A NOSSA GERAÇÃO AINDA PODE SE CONSIDERAR FELIZ

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Que nossos governantes aprendam a planejar e modificar a paisagem da cidade, como mostram as fotos, com os requisitos mínimos de habitabilidade e conforto para os que realmente merecem: os que pagam seus impostos.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Quase que diariamente recebo fotos e textos explicativos e comparativos sobre a evolução do município de Ilhéus, algumas vezes de Itabuna. O vasto material – iconográfico, assim podemos chamar – faz parte do acervo de bibliotecas particulares de ilheenses ou instituições baianas traçam um perfeito Raio X de como as aglomerações e cidades eram planejadas, privilegiando a arquitetura, a estética o conforto e a segurança.

Quando comparadas com as atuais, podemos perceber claramente um choque entre o esmero de antes e a pobreza conceitual de agora, causada, quem sabe, pela falta de planejamento do poder público. É certo que tínhamos nossos vergonhosos cortiços, nos variados graus de miséria, sem as mínimas condições de higiene e habitabilidade, que ainda teimam em ficar, embora em menor escala.

Quando recebo esse material enviado pelo fotógrafo e vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, vibro com a história e o pioneirismo do que com muito sacrifício conseguiram implantar nossas cidades, com as construções de acordo com as características dos diferentes locais. Entretanto, não encontro o mesmo entusiasmo ao ver o avanço das aglomerações, que não obedecem qualquer padrão técnico ou paisagístico.

Não consigo compreender os discursos dos políticos, notadamente os ocupantes de mandatos no poder executivo, que torcem loas às administrações [suas, é claro] comemorando o crescimento de tal bairro e tal cidade. Faço esforço em acreditar na honestidade do discurso em desprezar a palavra desenvolvimento, quem sabe por total desconhecimento do que o vocábulo significa.

Analisando essa desconformidade crescente nas aglomerações, hoje chamadas generosamente de comunidade, sinto ter nascido na última geração de gente feliz, mesmo com todas as diferenças sociais da época. Basta lermos ou ouvirmos os “causos” de Jessier Quirino, para confirmarmos nossa felicidade nos bons tempos passados que não voltam mais.

Ilhéus no antes e depois em foto e acervo de José Nazal

Não nos incomodávamos com as pequenas doenças ou surtos que apareciam corriqueiramente em nosso corpo, a exemplo dos piolhos na cabeça, das impinges que apareciam e ficavam à mostra no corpo, chamadas popularmente de “ziquizira”. Era um prato cheio para as gozações no recreio da escola, no jogos de gude ou nos campinhos de futebol. E ninguém morria por isso, no máximo um xingamento da mãe e três tapas trocados.

Como não sabíamos o que significava “bullying”, essa santa ignorância nos livrava de outros males maiores e que necessitavam do auxílio dos profissionais da psicologia, psiquiatria e outros mimos que conhecíamos pelos livros. Também não existia o politicamente correto. Nos contentávamos em sentar para ouvir os programas de rádio do Rio de Janeiro e saímos em carreira para mostrar nosso conhecimento dos grandes clubes de futebol, após ouvirmos atentamente a resenha.

Ninguém se incomodava em ver os programas de televisão na casa de um vizinho, com uma enorme plateia sentada no chão da sala – os privilegiados e os mais apressados – ou olhando pelos ombros dos que se acomodavam na janela. Os chuviscos na tela faziam parte do espetáculo, bem como os mais espertos eram bem-vistos quando se ofereciam para regular a antena lá nas alturas.

Hoje, nossos objetos de desejo passaram a ser os aparelhos celulares no lançamento, que trocamos a cada seis meses, em perfeito estado, por outro ainda em pré-lançamento. Não colocamos nossos pés na lama dos campinhos de futebol, pois estamos jogando nos poderosos notebooks e a qualquer leve mudança de temperatura corremos em busca dos médicos especialistas e suas dezenas de exames.

Saudosismos à parte, prefiro os tempos em que desejávamos uma rua calçada a paralelepípedos mas não pensávamos duas vezes em tirar os sapatos para atravessar um trecho de lama. Não recebíamos merenda na escola e às vezes não trazíamos de casa, mas não dispensávamos o “baba” com uma bola de pano no recreio e chegávamos em casa sãos e salvos.

Nos tempos atuais posso assegurar que muitos de nós teria saudade de doenças como catapora, sarampo e caxumba do que conviver com as gripes virulentas importadas de outros países, que não apenas “fabricam” catarro como antigamente. Não, os vírus são exigentes e levam à morte, principalmente se o coitado já estiver acometida de doenças outras como diabetes, cardiopatias, hipertensão.

Naquela época não existia o Sistema Único de Saúde, o famigerado SUS, que abarrota de dinheiro os sacos sem fundo que se transformaram os governos estaduais e municipais de todo o Brasil. Ainda hoje muitos ainda desconheciam o SUS, destinado a atender de qualquer jeito os mais pobres, e que muitos políticos os conhecem – o SUS e os pobres – apenas por ouvir dizer.

Lembro de um ditado antigo que asseverava: “Pela entrada da cidade eu conheço o prefeito”, numa alusão aos que sabiam cuidar da comunidade, da sua gente. É triste, porém comum, que muitos políticos e servidores públicos sequer conheçam essas comunidades, simplesmente chamadas de invasão e que aparecem com frequência nas fotografias de José Nazal.

Que nossos governantes aprendam a planejar e modificar a paisagem da cidade, como mostram as fotos, com os requisitos mínimos de habitabilidade e conforto para os que realmente merecem: os que pagam seus impostos. Quem sabe a pandemia e o distanciamento social presencial seja uma importante ferramenta para podermos aprender como nos comportar como eleitor. E com o apoio das redes sociais, para a felicidade das novas gerações.

Walmir Rosário é advogado, jornalista e radialista.

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