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13 de maio de 2021 | 01:46 pm

PREFEITURA DE ITACARÉ DISTRIBUI 10 MIL MUDAS DE CACAU A AGRICULTORES FAMILIARES

Distribuição de mudas beneficia agricultores familiares de Itacaré
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Agricultores familiares de Itacaré foram beneficiados com a distribuição, pela Secretaria Municipal de Agricultura, de 10 mil mudas de cacau estaqueado. A distribuição, feita pela Prefeitura, integra parceria firmada pelo município com Governo do Estado, via Superintendência da Agricultura Familiar e Biofábrica da Bahia. Segundo o município, o objetivo é fortalecer a agricultura familiar e a geração de emprego e renda no campo.

A ação beneficia, segundo a Secretaria de Agricultura de Itacaré, cerca de 200 agricultores familiares do município cadastrados. O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, falou da importância da distribuição das mudas, que servirão para incrementar ainda a produção dos pequenos agricultores familiares, garantindo mais fonte de renda e uma melhor qualidade de vida no campo. As novas mudas, segundo o prefeito, fazem parte do trabalho de incentivo à agricultura familiar que vem sendo desenvolvido em todo o município.

O secretário de Agricultura e Pesca, Luís Fabiano Santana, adiantou que a Seagripesca criou um viveiro com 96 metros quadrados na sede da Secretaria, no distrito de Taboquinhas, para recepcionar mudas de cacau e diversas outras culturas e depois fazer as entregas aos agricultores familiares. “É importante essa parceria com a Biofábrica e a SDR, pois estamos criando novas alternativas de cultivo e diversificação, levando essas mudas para os agricultores, melhorando cada vez mais a produção”, complementou o secretário.

BAHIA GEROU 9.420 EMPREGOS COM CARTEIRA ASSINADA EM AGOSTO

Bahia registra saldo de empregos formais em agosto
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A Bahia gerou, em agosto, 9.420 postos de trabalho com carteira assinada, resultado que decorre da diferença entre 43.764 admissões e 34.344 demissões. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, divulgados nesta quarta-feira (30).

O secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, destacou este foi o melhor resultado do ano para a Bahia. “Ainda que num contexto sanitário mundial atípico, da pandemia do coronavírus, o resultado é alentador diante dos desafios do mercado de trabalho”.

O resultado ficou acima do verificado no mesmo mês do ano anterior, quando 3.392 postos de trabalho foram criados, sem as declarações fora do prazo. O resultado é, também, superior ao registrado no mês imediatamente anterior, quando 3.182 postos celetistas foram gerados. Veja em leia mais os setores com saldo de emprego.

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O QUE IREMOS COLHER, SE NÃO ESTAMOS CUIDANDO DE QUEM PLANTA?

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Não sobreviveremos sem a devida atenção ao universo rural. Se queremos (e precisamos) consumir, é preciso estar atento a quem planta. Ou colheremos, todos, dias ainda mais difíceis.

Lanns Almeida

Fui Secretário de Agricultura em Itabuna, de 2013 a 2016. Diziam-me, na época, que não existia ruralidade na cidade. Ruralidade, como se sabe, é “qualidade do que é campestre, agrícola. O conjunto de características e valores do mundo rural”. Fui e vou de encontro a essa opinião, afinal apenas em cacau Itabuna produz R$ 7,4 milhões anuais na comercialização de amêndoas, dinheiro que aquece vendas, mercados, lojas, bares e o comércio em geral.

Nossa Itabuna, cidade onde nasci, moro, construí amigos e a minha família, tem uma área de 401 km quadrados. Muito ignoram uma ruralidade diversa e rica em produtos e em pessoas trabalhadoras, que geram riquezas com o dia a dia no trato da roça, plantando e colhendo desde a produção de coentro e cebolinha até a produção de borracha e as famosas amêndoas de cacau. E eu sou um apaixonado por este universo.

Um dos nossos maiores feitos, quando secretário de agricultura, foi executar o maior Programa de Aquisição de Alimentos – PAA do Brasil (recorde até hoje), atendendo, diretamente, 300 agricultoras e agricultores, investindo R$ 1,4 milhão por ano na nossa ruralidade. Mas, o que me indigna e causa até constrangimento é saber que ainda temos distritos entregues ao acaso, com estradas e acessos a eles ainda praticamente inexistentes. A saúde daquelas pessoas (e isso inclui saúde bucal) tem um quadro caótico.

Somos o todo, Senhores! Não sobreviveremos sem a devida atenção ao universo rural. Se queremos (e precisamos) consumir, é preciso estar atento a quem planta. Ou colheremos, todos, dias ainda mais difíceis.

Lanns Almeida é engenheiro agrícola.

PLANO SAFRA 2020-2021 VAI DISPONIBILIZAR 236 BILHÕES DE REAIS

Governo aumenta recursos para o Plano Safra 2020-2021
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Governo federal lançou, nesta quarta-feira (17), em Brasília, o Plano Safra 2020-2021, com R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, um aumento de R$ 13,5 bilhões em relação ao plano anterior. Os financiamentos poderão ser contratados de 1º de julho de 2020 a 30 de junho de 2021.

Do total, R$ 179,38 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização (5,9% acima do valor da safra passada) e R$ 56,92 bilhões serão para investimentos em infraestrutura (aumento de 6,6%). Todos esses recursos vão garantir a continuidade da produção no campo e o abastecimento de alimentos no país durante e após a pandemia do novo Coronavírus.

PEQUENOS E MÉDIOS PRODUTORES

Os pequenos produtores rurais terão R$ 33 bilhões para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,75% e 4% ao ano, para custeio e comercialização.

Para os médios produtores rurais, serão destinados R$ 33,1 bilhões, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com taxas de juros de 5% ao ano (custeio e comercialização). Para os grandes produtores, a taxa de juros será de 6% ao ano.

A subvenção ao Prêmio do Seguro Rural teve um acréscimo de 30% no valor, chegando a R$ 1,3 bilhão, o maior montante desde a criação do seguro rural. O valor deve possibilitar a contratação de 298 mil apólices, num montante segurado da ordem de R$ 52 bilhões e cobertura de 21 milhões de hectares.

Para incentivar a construção de armazéns nas propriedades, serão destinados R$ 2,2 bilhões. Para o financiamento de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades, a taxa de juros é de 5% ao ano.

JACKSON MOREIRA ASSUME DIREÇÃO DO INSTITUTO BIOFÁBRICA

Jackson Moreira assume direção da Biofábrica
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O administrador de empresas Jackson Moreira vai dirigir o Instituto Biofábrica da Bahia. Ele foi escolhido pelo Conselho Deliberativo, por unanimidade, e vai substituir o engenheiro agrônomo Lanns Almeida. A Biofábrica é responsável pela fabricação e distribuição, em escala industrial, de mudas clonadas de cacau, mandioca, banana, cítricos entre outros.

Jackson Moreira, servidor aposentado da Ceplac, diz que assume o órgão com a expectativa de ajudar os demais atores a impulsionar a agricultura na Bahia, especialmente a familiar e a agricultura de subsistência, pensando na reconstrução da economia rural no pós-pandemia do coronavírus.

“Quero ajudar a fortalecer as relações políticas e institucionais da Biofábrica, a fim de melhorar a captação de recursos para fomentar uma expansão da produção, visando não apenas números, mas garantindo uma vida melhor para as famílias do campo e das cidades, pensando no pós-pandemia”.

Jackson afirma que o presidente do Conselho Deliberativo, Deraldo Alves Carlos foi extremamente simpático, assim como todo os membros, que aproveitaram para garantir apoio à nova direção, especialmente as secretarias da Agricultura, do Desenvolvimento Econômico e a de Desenvolvimento Rural, bem como a Ceplac, Embrapa, Uesc e UFSB, dentre outras instituições.

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ÁREA AGRÍCOLA CRESCE 44% E OCUPA 7,6% DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Brasil registra crescimento de área agrícola
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A área agrícola do Brasil cresceu 3,3% entre 2016 e 2018, como aponta o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra, divulgado nesta quinta-feira  (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Desde o início da série histórica da pesquisa, em 2000, a área agrícola cresceu 44,8%, chegando a 664.784 km² em 2018, o equivalente a 7,6% do território nacional, considerando a parte terrestre e marítima do país.

Entre 2000 e 2012, cerca de 20% das novas áreas agrícolas vieram da conversão de pastagem com manejo, mas, a partir de 2012, esse número subiu para 53%.  “De todas as mudanças de cobertura e uso que aconteceram em 2016, 2018,16% delas foram conversão de pasto com manejo para área agrícola”, destaca o gerente de Recursos Naturais do IBGE, Fernando Peres, explicando que o tipo de pastagem é caracterizado pela limpeza, adubação, aplicação de herbicidas e plantio.

Segundo o pesquisador do IBGE, a conversão de pastagem com manejo para área agrícola é um método habitual entre os produtores brasileiros. “Temos observado que a dinâmica de ocupação, tanto em áreas florestais como de cerrado, segue uma sequência. Primeiro vem a retirada da vegetação nativa, seguida da instalação de pastagens e, depois de alguns anos, a implantação de áreas agrícolas”, explica.

A expansão agrícola, no entanto, apresentou um ritmo mais lento que o observado em levantamentos anteriores. O maior crescimento das áreas agrícolas foi verificado entre 2012 e 2014, quando subiu 7%, ao passo que o menor foi entre os anos de 2014 e 2016, com 3,1%.

PERDA DE VEGETAÇÃO

O estudo também mostra que, em 18 anos, o Brasil perdeu 7,6% de sua vegetação florestal. A área, que era de 4.017.505 km² em 2000, passou a ser de 3.712.058 km² em 2018, equivalente a 42,4% do território. Já a vegetação campestre, que corresponde às áreas de Cerrado, de Caatinga e dos Pampas, perdeu 10,1% de sua área nesse mesmo período.

O Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra é o único estudo de geociências do IBGE que tem uma série histórica desde 2000, o que permite a observação da evolução e dos padrões de ocupação do território brasileiro. Ele tem o objetivo de espacializar e quantificar a cobertura da terra, em períodos regulares, a partir do mapeamento sistemático.

WAGNER E JOSIAS GOMES DESTACAM PRODUÇÃO E QUALIDADE DA BIOFÁBRICA BAHIA

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Senador Wagner conhece novas mudas produzidas pela Biofábrica Bahia

O senador e ex-governador da Bahia Jaques Wagner e o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, destacaram a presença da Biofábrica da Bahia com estande promocional da nova marca e novo nome lançados na 10ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, em Salvador. Senador e secretário conheceram, no evento, os lançamentos da Biofábrica, as mudas de palma forrageira e de cacau ortotrópicas.

Josias disse que a presença da Biofábrica na Feira em Salvador demonstra a vitalidade com que seus técnicos e a direção têm tratado o tema da maior relevância para a agricultura, a produção de mudas selecionadas, produzidas em laboratório, com todo rigor técnico. “Certeza de que com esses produtos nós estamos aumentando cada vez mais a produção agrícola de toda a Bahia. Sou um entusiasta do trabalho que hoje é praticado pela Biofábrica”, disse Josias Gomes.

Para Jaques Wagner, a Biofábrica da Bahia tem inovado. “Sou empolgado com a Biofábrica, sempre fui, Lanns sabe disso, no governo e mesmo fora do governo, sempre tentei ajudar. Achei que foi uma grande ideia comemorar os 20 anos da Biofábrica aqui na Feira Baiana da Agricultura Familiar, renovando o formato, a marca, mas mantendo a mesma energia e paixão que nós temos em ajudar o povo da agricultura em geral. Parabéns a Lanns e a toda a sua equipe. Espero que a gente consiga inovar cada vez mais”, afirmou Jaques Wagner.

O secretário Josias Gomes, ao lado de Lanns, destaca o vigor da Biofábrica

“Nós, da Biofábrica da Bahia, ficamos muito felizes com esse momento de novos desafios e metas, que escolhemos expor aqui na 10ª Feira Baiana da Agricultura Familiar, por toda sua importância e representatividade”, disse o diretor-presidente da Biofábrica, Lanns Almeida. “Temos muito trabalho pela frente para continuarmos produzindo mudas de excelência e fomentando o desenvolvimento rural na Bahia e no Brasil, com responsabilidade ambiental e social, envolvendo diversos setores da agricultura, desde a pesquisa e produção à extensão rural, num esforço conjunto em prol do nosso estado e do nosso país. Gratidão ao governo do estado, por meio do governador Rui Costa, à SDR, por meio do secretário Josias, ao senador Jaques Wagner e a todos que acreditam no potencial da Biofábica, que é de todos nós”.

A Biofábrica da Bahia, organização social sem fins lucrativos, possui parceria com o Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural. Por seu estande na Feira Baiana da Agricultura Familiar passaram milhares de pessoas de diversas regiões do Brasil durante os nove dias de evento, que terminou no domingo (1º). A Feira ocorre, anualmente, durante a Fenagro, no Parque de Exposições de Salvador.

O SUCESSO DE UM ASSENTAMENTO SUL-BAIANO QUE PRODUZ CHOCOLATE PREMIUM

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Joelson Ferreira, do Terravista, em Arataca, no sul da Bahia || Foto Daniel Thame/GovBA

Chocolate produzido por assentados ganhou Paris

O Assentamento Terra Vista, criado em 1994, foi uma das primeiras áreas de reforma agrária no sul da Bahia, surgido no auge da crise provocada pela vassoura-de-bruxa, que dizimou 80% da produção de cacau na região. Hoje é exemplo de projeto de agricultura familiar com foco na sustentabilidade e na educação.
Com 910 hectares, sendo 300 hectares de cacau e 313 hectares de Mata Atlântica, o Terravista possui 55 famílias. Elas produzem cerca de 5 mil arrobas de cacau 100% orgânico, por ano. A produtividade alcança cerca de 70 arrobas por hectares, que, aliados ao cultivo de frutas, verduras e hortaliças, garantem uma renda média de 2,5 salários mínimos por família. Do cacau, 10% é destinado à produção do Chocolate Terra Vista, um produto premium que já foi apresentado no Salão do Chocolate de Paris.
“A produção de cacau e a conservação da natureza são práticas indissociáveis nesse novo modelo de desenvolvimento”, explica o coordenador do Terra Vista, Joelson Ferreira. “O cuidado com a terra, a melhoria das amêndoas a produção orgânica e um modelo educacional focado nas necessidades do setor rural estão contribuindo para que os assentados tenham uma vida digna, sem necessidade de migrar para as incertezas dos centros urbanos”, diz.
A educação é uma prioridade no assentamento. Funcionam no local o Centro Integrado Florestan Fernandes e o Centro de Educação Profissional Milton Campos. O primeiro oferece o Ensino Fundamental I e II e atende alunos de 11 municípios, enquanto o segundo oferece os cursos profissionalizantes de Agroecologia, Meio Ambiente, Agroindústria, Agroextrativismo, Informática, Zootecnia e Segurança do Trabalho, além de um curso de nível superior em Agronomia, com especialização em Agroecologia. Os universitários são oriundos de assentamentos de todas as regiões da Bahia.

MISSÃO DO BANCO MUNDIAL E DE MOÇAMBIQUE VISITA BIOFÁBRICA

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Missão do Banco Mundial e de Moçambique visita Biofábrica em Ilhéus || Foto Mariana Ferreira

Missão do Banco Mundial e de Moçambique visita Biofábrica || Foto Mariana Ferreira

Cerca de 20 servidores do governo de Moçambique, na África, e uma equipe do Banco Mundial visitaram o parque fabril do Instituto Biofábrica de Cacau (IBC), em Ilhéus. A missão, organizada em parceria com os governos Federal e da Bahia, apresentar ao governo moçambicano políticas públicas de desenvolvimento e redução da pobreza rural promovidas nos Territórios de Identidade Litoral Sul e Baixo-Sul da Bahia.

A diretora de Planificação e Cooperação no Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Moçambique., Yolanda Gonçalves, disse ter ficado impressionada com a estrutura da Biofábrica e a produção em grande escala. “Quando visitamos o laboratório, também ficamos impressionados com o rigor com que o trabalho é feito, porque requer muita pesquisa, muito conhecimento e técnicos qualificados. No nosso país, infelizmente, ainda não temos viveiros com essa dimensão, com esta escala. Esperamos poder levar essa experiência para o nosso país”.

A visita fez parte do Memorando de Entendimento Trilateral assinado entre os governos do Brasil e de Moçambique com o Banco Mundial para reforço da Cooperação Sul-Sul – articulação política e de intercâmbio econômico, científico, tecnológico e outras áreas entre países em desenvolvimento.

O Banco Mundial estimula iniciativas de cooperação, ressalta Fátima Amazonas, especialista sênior em Desenvolvimento Rural do Banco Mundial. “Essa missão inicia o processo para construção dessa cooperação de forma mais estratégica e planejada”, explicou. A Bahia foi escolhida, segundo ela, por causa do Bahia Produtiva, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, além de ter as condições que poderiam favorecer as visitas de campo e as reuniões que a equipe de Moçambique precisaria para o desenvolvimento dos trabalhos.

Diretor-geral do Instituto Biofábrica de Cacau, Lanns Almeida disse que a Biofábrica é aberta para visitas como esta e busca parcerias “que acrescentem no processo de desenvolvimento rural e econômico da Bahia”. “Estamos sempre em colaboração mútua com outras instituições de tecnologia e a missão de Moçambique reforça a imagem sustentável que a Bahia confere internacionalmente”.

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O CACAU E A PRESSÃO DAS INDÚSTRIAS EM ILHÉUS

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Indústrias instaladas em Ilhéus importaram volumes mensais de cacau de Gana.

Indústrias instaladas em Ilhéus importaram volumes mensais de cacau de Gana.

As indústrias moageiras de cacau instaladas em Ilhéus importaram 53 mil toneladas de cacau nos últimos cinco meses. Todo o cacau é oriundo de Gana, na África. Produtores e instâncias sanitárias estadual e federal não escondem temor de que, com as amêndoas, as indústrias “importem” pragas para a lavoura sul-baiana. Parte da carga importada desde dezembro está em armazéns do Porto Internacional ilheense.

Se há pressão do mercado baiano contra a importação, o pool das moageiras em Ilhéus (Barry Callebaut, Olam e Cargill) fala em riscos à planta industrial instalada no município sul-baiano. Para eles, é real a ameaça de o sul da Bahia perder uma das quatro grandes indústrias, caso haja maior entrave ao aproveitamento (e mais importação, se necessário) do cacau de Gana. E reforçam que, embora a perspectiva para a nova safra seja boa, a produção interna é insuficiente para atender a demanda.

De acordo com fontes ouvidas pelo PIMENTA, caso o entrave persista, as indústrias poderão importar o cacau por outro terminal portuário, fora da Bahia. Até pensaram em Aratu, na Região Metropolitana de Salvador, mas este não teria as condições ideais para amêndoas e grãos.

SECA ARRASA A CACAUICULTURA E FAZ INDÚSTRIA AUMENTAR IMPORTAÇÃO

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Produção cai e indústria recorre ao cacau da África

Produção cai e indústria recorre ao cacau da África

A terrível estiagem que maltrata a região sul da Bahia há quase um ano tem afetado duramente a cacauicultura. Matéria publicada hoje (20) pelo jornal Valor Econômico registra que a colheita do cacau temporão ficará em torno de 42 mil toneladas, com uma queda de 56% em comparação com a última safra temporã, que atingiu 96 mil toneladas.

Além de ter reduzido a produção, a seca também está matando as plantações e fazendo com que a indústria volte a aumentar a importação de cacau, principalmente de Gana. Segundo a matéria do Valor, até maio as processadoras receberam 37 mil toneladas de cacau de fora do país. Esse número é 3,5 vezes maior que o volume importado no mesmo período de 2015.

Outro fator que estimula a importação é o prazo para a entrega do produto, pois a safra temporã, que deveria ter começado a ser colhida em maio, só deve chegar às indústrias entre julho e agosto. O consultor Thomas Hartmann, ouvido pela reportagem, diz que a estiagem também comprometeu a qualidade do cacau. “O tamanho das amêndoas diminui na seca porque os frutos não se desenvolvem sem a umidade suficiente”, afirma.

Esse problema atinge a região justamente num momento em que a indústria aposta no aumento da demanda no mercado externo. “Este ano tende a crescer a fatia do mercado externo pela demanda em volume e pelo preço [dos derivados de cacau] em dólar, que está muito bom”, explica o diretor da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Eduardo Bastos.

NOVO DECRETO TIRA A CEPLAC DA “ZONA DE REBAIXAMENTO”

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Decreto livra a Ceplac do risco de extinção

Decreto livra a Ceplac do risco de extinção

O Diário Oficial da União publica em sua edição de hoje (15) o decreto 8.711/16, que devolve à Ceplac o status equivalente ao de secretaria, ligada diretamente à cúpula do Ministério da Agricultura. O novo dispositivo altera o que dispunha o decreto 8.701, publicado no dia 1º de abril último.

A Ceplac passa a ser classificada como “órgão específico singular” do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a competência de promover o desenvolvimento rural sustentável nas regiões produtoras de cacau. No artigo 38-A, o decreto publicado hoje dispõe que compete à Ceplac, entre outras tarefas, favorecer a competitividade do agronegócio cacau, fortalecer a agricultura familiar e proteger os sistemas agroflorestais.

O decreto trata também sobre as Superintendências Regionais de Desenvolvimento da Lavoura Cacaueira, que têm, entre outros papéis, os de transferência de tecnologia, assistência técnica e extensão rural.

MUDA TUDO: SEGUNDO GOVERNO, CEPLAC SERÁ REESTRUTURADA E TERÁ LIGAÇÃO DIRETA COM O PRIMEIRO ESCALÃO

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ceplac2Depois de provocar um desconforto na classe política regional – abrangendo tanto oposição quanto situação -, o Ministério da Agricultura promete uma verdadeira reviravolta no caso do rebaixamento da Ceplac. Segundo nota oficial, o órgão ligado à cacauicultura será reestruturado e passará a ter ligação direta com a cúpula do Ministério.

A nota informa que um novo decreto será publicado nos próximos dias, trazendo em seu bojo o novo perfil da Ceplac. A promessa é de que o órgão será fortalecido e modernizado, após enfrentar um processo de defasagem “devido a sucessivas perdas de orçamento e falta de renovação do quadro de servidores”.

O próprio Ministério reconhece a situação vexatória da Ceplac, após 29 anos sem realizar concurso público e sofrer cortes profundos em suas receitas. “De 2010 a 2016, os recursos da Ceplac, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA), caíram de R$ 32,4 milhões para R$ 19,8 milhões, redução de 63%”, diz a nota.

A ministra Kátia Abreu, duramente criticada após o decreto que foi visto como a sentença de morte da Ceplac, deu um cavalo de pau no discurso. “É fundamental investir em pesquisa, inovação e tecnologia. Precisamos investir no quadro de pessoal. Nosso país tem todo potencial de voltar a ser um grande exportador de cacau, produto que está ligado à identidade nacional brasileira, juntamente com o café”, diz agora a ministra, mais ceplaqueana do que nunca.

A nota do Ministério destaca ainda o aumento das exportações de cacau em 10% no ano passado. Segundo Kátia Abreu, isso é só o começo. Ela afirma que “o produto entrou na pauta do Mapa e das Negociações internacionais”.

PARA BEBETO, MINISTRA DA AGRICULTURA COMETEU “ATROCIDADE”

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Em pronunciamento feito nesta terça-feira (5), na tribuna da Câmara, o deputado federal Bebeto Galvão (PSB) classificou o rebaixamento da Ceplac como uma “atrocidade política” cometida pela ministra Kátia Abreu, da Agricultura.

O parlamentar afirmou que a ministra havia se comprometido a não fazer qualquer mudança na estrutura da Ceplac, sem antes estabelecer um amplo diálogo sobre a matéria. Por isso, Bebeto diz que a bancada baiana no Congresso foi surpreendida com o rebaixamento da instituição.

O deputado disse que a cacauicultura “vive um filme de terror e a vilã é a ministra Kátia Abreu”.

Confira o pronunciamento:

POLÍTICOS DA REGIÃO CRITICAM REBAIXAMENTO DA CEPLAC

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Geraldo Simões, Bebeto Galvão, Davidson Magalhães e Augusto Castro criticaram medida do Ministério da Agricultura

Geraldo Simões, Bebeto Galvão, Davidson Magalhães e Augusto Castro criticaram medida do Ministério da Agricultura

A classe política sul-baiana reagiu mal à decisão do Ministério da Agricultura de rebaixar a Ceplac ao nível de departamento, que passa a ficar vinculado a uma de suas secretarias. A medida, que já era esperada há pelo menos um mês, foi oficializada ontem por meio de portaria publicada no Diário Oficial. Existe o receio de que a mudança seja etapa de um processo que culminará com a extinção do órgão que dá assistência à cacauicultura.

Membro do quadro de servidores da Ceplac, o ex-prefeito de Itabuna e ex-deputado federal Geraldo Simões (PT) disse que a mudança compromete a estrutura da instituição, que hoje conta com 1,8 mil funcionários, a maior parte (1,4 mil) na Bahia. Para Geraldo, é inusitado que o rebaixamento tenha ocorrido justamente em um governo petista.

“Eu não gostei [da decisão]. Nós, ceplaqueanos, resistimos à ditadura militar e aos governos Sarney, Collor, Itamar e FHC. Não esperávamos que reduzissem o papel da Ceplac justamente em um governo do PT”, criticou Geraldo.

O deputado federal Bebeto Galvão (PSB) usou a palavra “golpe” para definir a mudança. Segundo ele, a ministra Kátia Abreu havia se comprometido, em reunião com parlamentares da bancada baiana, a não promover nenhuma reforma administrativa na Ceplac, sem antes dialogar com os representantes da Bahia no Congresso.

“A ministra traiu a confiança de toda bancada, ela mentiu sorrateiramente. Numa só canetada, essa senhora assina o esvaziamento e a morte por inanição de um órgão respeitado mundialmente, assumindo oficialmente o desrespeito e abandono com a cultura do cacau”, protestou Bebeto.

Quem também atacou a mudança foi o deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB). De modo semelhante a Bebeto, ele classificou o rebaixamento da Ceplac como uma traição do Ministério da Agricultura. O comunista disse que já trabalha junto ao Conselho de Entidades dos Servidores da Ceplac e segmentos da lavoura cacaueira na tentativa de reverter a situação.

“Vamos todos a Brasília, representantes da entidade e de funcionários, produtores, empreendedores e setores universitários, dizer que isso não interessa à região sul da Bahia. Vamos sensibilizar o governo para a necessidade do fortalecimento do órgão e não de seu enfraquecimento”, defendeu Magalhães.

Líder da bancada do PSDB na Assembleia Legislativa, o deputado Augusto Castro também condenou a decisão do governo federal de rebaixar a Ceplac. Em fevereiro, o tucano, junto a outros deputados estaduais, subscreveu um abaixo-assinado enviado à ministra Kátia Abreu, no qual foi defendida a importância da Ceplac e a necessidade de sua recuperação.

“A cacauicultura sul-baiana vive um momento de recuperação e em grande parte esses resultados devem ser atribuídos aos técnicos e pesquisadores da Ceplac”, afirma o deputado. Para ele, “é incoerente que, justo neste momento, o governo federal, em vez de fortalecer, decida rebaixar o órgão que dá suporte à lavoura”.

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