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3 de abril de 2020 | 04:40 am

BIOFÁBRICA ANUNCIA MUDANÇA DE NOME E NOVA MARCA

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Após mudança, Instituto agora será Biofábrica da Bahia || Foto André Fofano/SDR

O Instituto Biofábrica de Cacau mudou de nome e agora será Instituto de Fomento e Desenvolvimento Agro-Sócio-Ambiental da Bahia – Biofábrica da Bahia. A organização social faz a gestão da Biofábrica de Cacau há 20 anos e nessa nova fase agregará novos objetivos ao equipamento público, que ganhou uma marca comemorativa pelo aniversário de fundação. A marca está sendo lançada na 10ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, durante a Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro), que vai até domingo (1º), no Parque de Exposições de Salvador.

Agora, a Biofábrica da Bahia insere em seu catálogo mudas de palma forrageira. Inicialmente, as palmas serão distribuídas exclusivamente para agricultores familiares contemplados pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

Para o público geral, foram agregadas à produção mudas de cacau ortotrópicas. O material ortotrópico produz plantas com crescimento inicial vertical, formação de forquilha e arquitetura semelhante à da árvore seminal. Essas características reunidas facilitam o trabalho do produtor, uma vez que formam plantas de copa mais compacta, facilitando o manejo e os tratos culturais.

“Todos nós da comunidade rural – grandes e pequenos produtores rurais do Brasil, agricultores familiares da Bahia, governo do estado, instituições de pesquisa, região cacaueira, povos da Mata Atlântica e da cabruca, estamos tendo a honra de fazer parte da transição do Instituto Biofábrica de Cacau para Instituto Biofábrica da Bahia nesses 20 anos de história de promoção do desenvolvimento rural por meio da tecnologia, ciência e inovação. Temos uma importante missão – conscientizar a todos sobre a necessidade de produzir preservando, e a Biofábrica da Bahia tem toda a capacidade e competência para indicar o caminho”, destacou o diretor presidente Lanns Almeida.

BIOFÁBRICA DA BAHIA

Situada no distrito de Banco do Pedro, no município de Ilhéus, Litoral Sul da Bahia, a Biofábrica da Bahia é a primeira unidade do mundo destinada à produção contínua, em escala industrial, de clones de cacaueiros de alta produtividade e resistentes a doenças como vassoura-de-bruxa. O equipamento público possui a maior área de viveiro em campo aberto do mundo, com 40 mil metros quadrados, 20 viveiros e capacidade para armazenar 4,8 milhões de plantas. No local, está instalado um dos mais modernos laboratórios de micropropagação do Brasil.

Atualmente, além das mudas de palma forrageira e cacau ortotrópico, a Biofábrica da Bahia produz 10 variedades de mudas frutíferas, 12 clones de cacau, 14 variedades de essências florestais, mandioca e orquídeas. A produção acontece com financiamento da SDR e certificações da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Os protocolos trabalhados foram desenvolvidos junto à Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

FESTIVAL DO CHOCOLATE DE 2019 JÁ É O MAIOR EM 11 EDIÇÕES DO EVENTO

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Festival atrai público recorde ao Centro de Convenções de Ilhéus || Foto Divulgação

O Festival Internacional do Chocolate e Cacau de 2019, em Ilhéus, vai até as 22h deste domingo (21), mas os números parciais apontam que o evento deste ano já é o maior em 11 edições do evento. Com 170 expositores, quase metade (70) produtores de cacau e de chocolate no sul da Bahia, ontem o festival, como se diz, não deu para todos que queriam acessar o Centro de Convenções de Ilhéus, tamanha a quantidade de visitantes.

Dentre os destaques desta edição, um show das cooperativas da agricultura familiar, com inovações nos sabores, desde chocolate sem lactose, aromatizantes e glúten, chocolate com jaca, abacaxi, coco, com licuri e goiaba. As combinações exóticas, que geram sabores marcantes e peculiares, produzidas por cooperativas da agricultura familiar, estão fazendo sucesso com os visitantes do 11º Festival Internacional do Chocolate e Cacau – Chocolat Bahia 2019.

A Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), responsável pela marca Natucoa, e a Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), de Ibicaraí, que administra a marca Bahia Cacau, participam do Festival e apresentam produtos saborosos que estão sendo bem recebidos pelo público.

“O sabor me agradou demais. Provei especiarias que não temos costume em nosso dia a dia e notei que muitas marcas não têm essa combinação, com licuri e a jaca, por exemplo, que foi o que eu mais gostei”, disse Yndira Gobira, estudante de Engenharia Civil, de Belo Horizonte, após provar bombons da Bahia Cacau.

Com o apoio do Governo do Estado, via Bahia Produtiva, projeto executado Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a Coopessba e a Coopfesba recebem recursos mediante edital para qualificar o processo produtivo, com agregação de valor e acesso a mercado.

Carine Assunção, presidente da Coopessba, salientou que o festival é o maior evento de chocolate da Bahia. “Nossa participação mostra que há união de pequenos agricultores com grandes marcas, produzindo chocolate tão bom quanto. Este ano, estamos com o nosso estande próprio, lançando produtos, com o Selo de Identificação Geográfica, que mostra a origem do cacau e qualidade”.

HÁBITOS E IMPACTOS SOBRE O MEIO AMBIENTE

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Rosivaldo Pinheiro || rpmvida@yahoo.com.br

 

 

Kofi Annan passou parte de sua vida repetindo que padrões insustentáveis de produção e consumo e mudanças climáticas são problemas centrais da humanidade. Deixar essa discussão para depois foi um dos maiores erros cometidos por todos.

 

O mundo vive uma constante busca por consumo, os países vivem escravos de um modelo de produção que tem no Produto Interno Bruto (PIB) a principal variável para avaliação do crescimento e, portanto do padrão de vida da população. Essa visão não considera a taxa de concentração de renda nem outras variáveis que evidenciam o nível de qualidade de vida da população de forma mais estratificada.

Vivemos sob a lógica do agronegócio – “agro é tudo!”. Mas nossa maior produção de alimentos advém da agricultura familiar. São necessárias políticas públicas que estimulem a vida no campo, permitindo fixação e qualidade de vida para esse importante contingente, responsável por abastecer diuturnamente as nossas mesas.

A morte de abelhas, por exemplo, é um claro demonstrativo de que precisamos mudar métodos, conteúdo e forma do modelo agroexportador na direção de um comportamento mais humanista, conforme defende o setor agroecológico. Somente em três meses desse ano no Brasil, foram encontradas mortas 500 milhões de abelhas – e isso em apenas quatro estados – Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul (Exame, 16/03/19).

A mudança se faz urgente para garantir sustentabilidade, inclusive a do próprio agronegócio. A morte desses insetos nos coloca em alerta, dada a importância deles para a produção e para o equilíbrio da vida humana, face o importantíssimo papel que cumprem para o equilíbrio ambiental.

Diante dessas percepções, vem avançando no mundo a opção pelo consumo de alimentos saudáveis e socialmente justos – o crescimento é de 20% ao ano. Nessa opção, busca-se a aplicação de práticas socioambientais com vistas à eliminação das compensações químicas e dos experimentos laboratoriais de resistência a pragas e aumento da escala de produção.

Kofi Annan passou parte de sua vida repetindo que padrões insustentáveis de produção e consumo e mudanças climáticas são problemas centrais da humanidade. Deixar essa discussão para depois foi um dos maiores erros cometidos por todos. Num ritmo de vida cada vez mais fugaz, faz-se necessário termos consciência de que a mudança que queremos no mundo começará quando incorporarmos dentro de cada um de nós um novo modelo de hábitos que melhore os impactos sobre o meio ambiente. E não será possível obtermos esse resultado sem mudarmos o nosso padrão de consumo e mentalidade.

Rosivaldo Pinheiro é ex-secretário de Agricultura, Indústria e Comércio de Itabuna, economista e especialista em Planejamento de Cidades (Uesc).

“AGRO EM PAUTA” BUSCA FORTALECER CADEIA DO AGRONEGÓCIO NA BAHIA

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Evento no Cepec reuniu representantes do agronegócio e ex-ministro || Foto Maurício Maron

O atual momento do agronegócio na Bahia e no Brasil foi debatido nesta quarta-feira (15), no Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec/Ceplac), em Ilhéus, com a participação de representantes do setor nas esferas nacional, estadual e regional. O evento Agro em Pauta, criado pelo Sistema FAEB/Senar, em parceria com o Sebrae Bahia, busca fortalecer a imagem das instituições e levar ao produtor rural o conhecimento e as perspectivas para o setor.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (FAEB), Humberto Miranda, destacou que a grande transformação tem que começar nos municípios. Ele conclamou por maior participação dos produtores junto às entidades. “O momento é muito importante para reforçar as representações institucionais, na defesa dos direitos da classe”, disse.

O superintendente adjunto da Ceplac na Bahia, Antônio Zugaib, falou em dois desafios enfrentados atualmente pela instituição, que possui tecnologia, mas necessita de recursos humanos para transferir essa tecnologia. O segundo desafio está relacionado ao produtor de cacau, que está sem o crédito rural para investir em tecnologia.

“Além de solucionar as dívidas, os produtores precisam de dinheiro para investir”, apontou o produtor rural e presidente do Sindicato dos Produtores de Cacau de Una, Elias Gedeon, ao relatar os maiores problemas enfrentados pela classe, por muitos anos, devido à falta de créditos e dívidas elevadas com as instituições financeiras. Ele afirmou ainda a produção de cacau, hoje, alcança o nível de até 15% do que era produzido há 30 anos, quando seu pai foi considerado o maior produtor do mundo.

Com uma fala otimista e crendo nas possibilidades oferecidas pelo setor do agronegócio, o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli destacou que, a partir da integração com as entidades, alinhada com a busca por conhecimento e tecnologia em conjunto com os produtores, é sempre uma alternativa para alcançar objetivos em comuns.

De acordo com Paolineli, o Brasil é o único país que pode desenvolver uma produção com uma tecnologia criada nos últimos 40 anos, que é a agricultura tropical, altamente sustentável. “O Brasil, hoje, compete com os países ricos, mas nós ganhamos e somos exportadores de alimentos. Nós não vamos parar de crescer por causa da agricultura, da pecuária, das florestas, dos recursos naturais que nós temos”, declarou.

INVESTIMENTOS

Sobre os investimentos feitos para o segmento de cacau e chocolate, o gerente adjunto do Sebrae, Michel Lima, declarou que a instituição tem desenvolvido ações voltadas para inovação e tecnologia do segmento. “Para esse ano, a previsão é de R$ 1 milhão para inovação e acesso a mercados”, destacou, reforçando a fala do presidente da Faeb ao lembrar a importância do trabalho em conjunto para fortalecer o agronegócio.

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BAIANO FIGURA ENTRE OS 100 MAIS INFLUENTES DO AGRONEGÓCIO PELA SEGUNDA VEZ

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Lessa entra na lista dos 100 mais influentes pela 2ª vez

O empresário e publicitário baiano Marco Lessa foi eleito, pela segunda vez, uma das 100 personalidades mais influentes do agronegócio no Brasil, conforme ranking publicado pela Istoé Dinheiro Rural.

O guanambiense, que adotou Ilhéus, a terra do cacau, no sul da Bahia, é sócio da ChOr – Chocolates de Origem e do Grupo M21 de Comunicação e é o idealizador do Chocolat Bahia – Festival Internacional de Chocolate e Cacau, realizado há 9 anos em Ilhéus e que ainda conta com edições no Pará. É também, há 9 anos, o coordenador da missão brasileira ao Salon du Chocolat de Paris.

“Recebo, mais uma vez, emocionado, essa grata notícia. É um reconhecimento coletivo, pois é fruto do trabalho e empenho de muita gente da maior qualidade profissional e humana. Divido, honrado, com todos os que sonham com um Brasil líder com o melhor cacau e o mais puro Chocolate de Origem”, disse Lessa. Da coluna Alô Alô, do parceiro Correio24h.

O CACAU E A PRESSÃO DAS INDÚSTRIAS EM ILHÉUS

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Indústrias instaladas em Ilhéus importaram volumes mensais de cacau de Gana.

Indústrias instaladas em Ilhéus importaram volumes mensais de cacau de Gana.

As indústrias moageiras de cacau instaladas em Ilhéus importaram 53 mil toneladas de cacau nos últimos cinco meses. Todo o cacau é oriundo de Gana, na África. Produtores e instâncias sanitárias estadual e federal não escondem temor de que, com as amêndoas, as indústrias “importem” pragas para a lavoura sul-baiana. Parte da carga importada desde dezembro está em armazéns do Porto Internacional ilheense.

Se há pressão do mercado baiano contra a importação, o pool das moageiras em Ilhéus (Barry Callebaut, Olam e Cargill) fala em riscos à planta industrial instalada no município sul-baiano. Para eles, é real a ameaça de o sul da Bahia perder uma das quatro grandes indústrias, caso haja maior entrave ao aproveitamento (e mais importação, se necessário) do cacau de Gana. E reforçam que, embora a perspectiva para a nova safra seja boa, a produção interna é insuficiente para atender a demanda.

De acordo com fontes ouvidas pelo PIMENTA, caso o entrave persista, as indústrias poderão importar o cacau por outro terminal portuário, fora da Bahia. Até pensaram em Aratu, na Região Metropolitana de Salvador, mas este não teria as condições ideais para amêndoas e grãos.

FESTIVAL DO CHOCOLATE EM IPIAÚ

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Secretário e mulheres que produzem o chocolate Ouro do Vale (Foto Divulgação).

Secretário Jerônimo Rodrigues e produtores do chocolate Ouro do Vale (Foto Divulgação).

O público que visitar a 2ª edição do Festival de Chocolate e 4º Agrocacau, que segue até o próximo domingo (09), na Praça Ruy Barbosa, em Ipiaú, terá a oportunidade de conhecer chocolates produzidos pela agricultura familiar da Bahia. Dos 13 empreendimentos que expõem os produtos, seis são da agricultura familiar.

Entre os chocolates em exposição, estão o Ouro do Vale, produzido no Vale do Jiquiriçá e Terra Vista, Embaúda e Bahia Cacau, do Território Litoral Sul.

A Associação de Mulheres das Duas Barras do Fojo, do município de Mutuípe, que está lançando a linha de chocolates finos Ouro do Vale, produzidos no Vale do Jiquiriçá, participa pela primeira vez do festival.

– O evento é importante para dar visibilidade aos produtos da agricultura familiar, pois ela produz para além das hortaliças e raízes, também é capaz de transformar as raízes e os frutos – afirma Damiana Martins, agricultora associada e membro do Conselho Fiscal da instituição.

O evento visa dar visibilidade à industrialização, agregando valor, fomentando negócios para os produtores empreendedores, e também apresentação de tecnologias do setor, bem como os diversos cenários mercadológicos.

DESMONTE DA CEPLAC É DEBATIDO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

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Audiência na Assembleia Legislativa debateu desmonte da Ceplac.

Audiência na Assembleia Legislativa debateu desmonte da Ceplac.

A crise e o desmonte institucional da Ceplac foram debatidos na Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (6). A redução em quase 50% do orçamento para este ano, o rebaixamento institucional, tornando o órgão departamento da Secretaria de Mobilidade Social do Produtor Rural e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e o enxugamento dos setores de pesquisa e extensão estão entre os problemas apontados como centrais no desmonte promovido pelo governo federal, a partir de abril de 2016.

Os assuntos foram debatidos em audiência pública proposta pelo coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia, Marcelino Galo (PT). Ainda como causas do desmonte estão, na análise de parlamentares e ceplaqueanos, a não realização de concurso público há 30 anos. Isto, observam, contribui com o agravamento do quadro da instituição dedicada à pesquisa, assistência técnica e extensão rural da lavoura cacaueira no país, que já teve 4 mil funcionários, mas atualmente conta com 1.722 servidores, sendo que 65% já estão aptos a se aposentar.

Para o deputado Marcelino Galo, a Ceplac tem sido tratada de forma desrespeitosa por quem não compreende o papel desenvolvido pelo órgão na assistência, na pesquisa, no desenvolvimento regional e na proteção da biodiversidade do bioma Mata Atlântica, que engloba a maior parte do território Litoral sul da Bahia.

“Ouvimos relatos de pessoas que se empenharam e contribuíram ao longo de sua vida com a construção desse patrimônio que deve ser preservado, revitalizado e fortalecido por ser fundamental para o desenvolvimento regional da Bahia. Para além da estrutura física, a Ceplac tem o patrimônio científico, intelectual e cultural que tem que ser preservado e potencializado”, disse o deputado Marcelino Galo.

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INOVAÇÃO NO CACAU DA MATA ATLÂNTICA

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Eduardo AthaydeEduardo Athayde | eduathayde@gmail.com

 

A Fazenda Futuro, localizada em Buerarema, base das pesquisas do WWI no final do século passado – e agora cliente do CIC -, está sendo usada por pesquisadores parceiros do WWI, da floresta urbana de Nova Iorque e do Smithsonian Institute como referência para um projeto piloto de fazenda do futuro, conectado com universidades e centros de pesquisas do mundo.

Quando o WWI-Worldwatch Institute, na virada do milênio, publicou internacionalmente estudo sobre a mata atlântica da região cacaueira da Bahia, batizando-a de “Floresta de Chocolate”, única no mundo, onde a matéria prima do chocolate é produzida com recordes de biodiversidade no planeta, registrado pelo Jardim Botânico de Nova Iorque, a prefeitura nova-iorquina iniciava o levantamento de cada uma das suas 683.113 árvores.

Hoje, os cidadãos de Nova Iorque conhecem o valor econômico individual das suas árvores, sabem que cada uma reduz a temperatura sob sua copa em cinco graus centígrados, joga no ar 150 mil litros de água por ano e produzem serviços anuais avaliados em US$111 bilhões [tree-map.nycgovparks.org]; um padrão que está sendo seguido por várias cidades do mundo que plantam florestas urbanas visando a melhoria do ar, do clima local e da qualidade de vida dos seus cidadãos.

Com a força das redes sociais, o mundo parece ter ficado pequeno e a biodiversa Mata Atlântica, antes pouco percebida (ainda não valorada), vem recebendo influência direta dessas inovações. O Centro de Inovação do Cacau (CIC), por exemplo, que será inaugurado [hoje] na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus, é a parte concreta do projeto do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, idealizado conjuntamente pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Ceplac, Uesc, Secti, Instituto Arapiaú e outras instituições.

Focando a cadeia produtiva do cacau e a economia florestal, o CIC, formado por acadêmicos e empresários, analisará propriedades físico-químicas do cacau e do chocolate, a qualidade de sementes e mudas das biofábricas de essências da mata atlântica, fomentando a indústria do reflorestamento que, cobiçada por investidores, floresce impulsionada pelo robusto mercado financeiro internacional interessado em ativos florestais.

Na era da “eco-nomia”, oficializada pelo Acordo de Paris e já legalmente adotada pelo Brasil, a preservação, além de uma imperiosa necessidade, passou a ser analisada também por parâmetros econométricos da precificação e monetização (restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030 – bit.ly/2cHvxT8). Observando o senso de oportunidade, o CIC nasce como elo local desta inovadora rede global, posicionando-se, com linguagem nova, como uma espécie de “porta USB” de alta velocidade aberta a conexões de pesquisa, geração de conhecimento e econegócios.

Integrado a iniciativas como a Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (bpbes.net.br), que tem a missão de produzir conhecimento científico e saberes tradicionais sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos – onde o cacau se inclui -, o CIC nasce como parceiro natural do Programa Fapesp de Pesquisa em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA-FAPESP), apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e alinhado com a
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que lançou a Campanha da Fraternidade 2017 com o tema “Biomas Brasileiros e a Defesa da Vida”.

A imaginação é mais importante que o conhecimento, afirmava Albert Einstein. Nesta linha, a Fazenda Futuro, localizada em Buerarema, base das pesquisas do WWI no final do século passado – e agora cliente do CIC -, está sendo usada por pesquisadores parceiros do WWI, da floresta urbana de Nova Iorque e do Smithsonian Institute como referência para um projeto piloto de fazenda do futuro, conectado com universidades e centros de pesquisas do mundo.

Com a quebra de fronteiras e os espaços abertos pelas redes sociais, a região cacaueira, imaginada como Floresta de Chocolate, vive um momento de mudanças intensas observadas na metáfora da crisálida, quando a lagarta não mais existe, e a borboleta ainda não nasceu.

Eduardo Athayde é diretor do WWI-Worldwatch Institute.

TEIA DOS POVOS, DO SUL DA BAHIA, PARTICIPA DA 29ª FENAGRO

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Espaço da Teia dos Povos, na Fenagro, recebe visita de Rui Costa.

Espaço da Teia dos Povos, na Fenagro, recebe visita de Rui Costa.

A Teia dos Povos da Bahia está participando da 29ª edição da Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro), que começou neste domingo (27), em Salvador. A feira está expondo mais de 3 mil animais, além de máquinas agrícolas, artesanato, frutas, queijos e chocolates finos, como o do Assentamento Terra Vista, do município de Arataca, sul do estado.

“Trazemos um pouco do sul da Bahia, da Teia dos Povos e do Assentamento Terra Vista para a Fenagro, a maior feira do Norte e Nordeste do agronegócio. Soma-se ao nosso calendário de grandes eventos nos quais estamos propagando nosso produto, que é um chocolate fino que tem mais de 50% de teor de cacau”, diz Joelson Ferreira, líder do assentamento e da Teia dos Povos. O chocolate Terra Vista é produzido em Arataca desde 2005.

A abertura da Fenagro contou com a presença do governador Rui Costa. A programação segue até o próximo domingo (4), também com ambientes para o entretenimento infantil. O evento deve movimentar mais de R$ 100 milhões em leilões e rodadas de negócios.

O Instituto Biofábrica de Cacau, por meio das secretarias estaduais de Agricultura e de Desenvolvimento Rural, também participa da feira do agronegócio. Segundo o diretor-geral da Biofábrica, Lanns Almeida, a participação reforça a importância de material genético de alta qualidade agronômica para fortalecer a produção agrícola.

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