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5 de julho de 2020 | 11:11 am

MAIS DE 135 MIL PESSOAS CONVIVEM COM HIV NO PAÍS E NÃO SABEM, SEGUNDO MS

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Testes de HIV e Aids podem ser feitos gratuitamente na rede pública || Divulgação

Na vésperas do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado no domingo (1), o Ministério da Saúde fez um alerta: 135 mil pessoas no Brasil convivem com o vírus HIV e não sabem. Na avaliação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, houve ganhos importantes nos últimos anos, mas ainda há uma série de desafios.

– Temos uma epidemia estabilizada em torno de 900 mil pessoas com casos de Aids, e podemos observar uma epidemia, principalmente em homens jovens, na faixa etária de 25 a 39 anos. É com essa população que precisamos trabalhar prioritariamente – disse.

De acordo com os dados apresentados, das 900 mil pessoas com HIV, 766 mil foram diagnosticadas, 594 mil fazem tratamento com antirretroviral e 554 mil não transmitem o HIV. O balanço aponta ainda que o número de contaminados continua subindo no país: há um ano, eram 866 mil pessoas. Somente no ano passado, foram notificados 43,9 mil novos casos.

Ao ressaltar que o Brasil oferece acesso universal ao tratamento, não só de Aids, mas também HIV, o ministro da Saúde comemorou a redução nos casos e, também, na mortandade causada pela doença. Foram evitados quase 12 mil registros de Aids entre 2014 e 2018, e houve queda de mortalidade em 22,8% no período de cinco anos. “Encerrando o ano de 2019, veremos uma diferença ainda maior. Não podemos ter casos de morte com aids”, disse.

CAMPANHA

A nova campanha do Ministério é direcionada à população jovem, estrato em que a contaminação está crescendo. O foco é reforçar a importância da prevenção, testagem e tratamento: “Se a dúvida acaba, a vida continua. Precisamos incentivar o diagnóstico precoce para salvar vidas. O maior problema ainda é o medo. É importante esse incentivo para fazer o teste. Temos que atingir metas internacionais, como algumas cidades já estão fazendo. E o Brasil, da forma como está indo, ainda precisa testar 90% da população”, disse o diretor do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids, Gerson Pereira.

Até o fim do ano, o governo estima que serão distribuídos 462 milhões de preservativos, que segundo o Ministério é a forma mais eficaz de prevenção. HIV e Aids têm diferença. A primeira situação é quando a pessoa é portadora do vírus. Na segunda, o infectado já desenvolveu a doença.

TRANSMISSÃO VERTICAL

Mandetta também comemorou a informação de que o município de São Paulo receberá certificação pela erradicação vertical do HIV, quando o vírus é transmitido durante a gestação, parto e amamentação. No Paraná, as cidades de Curitiba e Umuarama foram as primeiras a serem certificadas em 2017 e 2019, respectivamente.

ILHÉUS É SEGUNDO EM MORTES POR AIDS; ITABUNA É TERCEIRO EM NOVOS CASOS DA DOENÇA

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Ilhéus notificou oito mortes por Aids neste ano|| Foto Maurício Maron

Ilhéus é a localidade do interior do estado que mais notificou mortes de pessoas com Aids no primeiro quadrimestre deste ano, de acordo com dados da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Os números oficiais, aos quais o PIMENTA teve acesso, confirmam que oito pessoas no município não resistiram à doença. Em Salvador ocorreu o maior número de mortes no estado, com 26 óbitos.
No sul da Bahia, o número de mortes causadas pela não assusta somente em Ilhéus. Com 33.300 habitantes, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Camacan é a terceira localidade no estado com mais notificações de óbitos de pessoas diagnosticadas com a Aids. São três ocorrências em quatro meses, a mesma quantidade registrada em Feira de Santana, que tem mais de 627 mil moradores.
MAIS MORTES
Outros municípios baianos com notificações de mortes são Itabuna (2), Una (2), Belmonte (1), Camaçari (1), Jacobina (1), Jequié (2), Maracás (1), Nazaré (1), Porto Seguro (1), Santa Brígida (2) e Teixeira de Freitas (2). No estado, neste ano, foram 56 óbitos de pessoas diagnosticadas com Aids.
Se Ilhéus é segundo em mortes, Itabuna aparece na terceira colocação em quantidade de notificação de pessoas diagnosticadas com a doença. Foram 47 ocorrências no município, que fica atrás somente de Feira de Santana (90) e Salvador (555).
No sul da Bahia, além de Itabuna, Ilhéus, Camacan e Una, novos casos de Aids foram notificados em Buerarema (2), Itacaré (1) e Itajuípe. Em todo o estado foram 1.097 novas ocorrências da doença neste ano. O número pode ser maior porque nem todos os municípios atualizam as informações com regularidade.

AUMENTA O NÚMERO DE MORTES DE PESSOAS COM AIDS EM ILHÉUS E UNA

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Ilhéus já notificou cinco mortes por Aids neste ano

Ilhéus já notificou cinco mortes por Aids neste ano

Ilhéus já notificou, neste ano, cinco mortes de pessoas que estavam com Aids. O número é bem superior ao registrado em 2016, quando houve um óbito em 12 meses, conforme dados da Superintendência de Vigilância de Proteção da Saúde.  Outro município com aumento no número de mortes de portadores da doença é Una, com três ocorrências, conforme apurou o PIMENTA.

De acordo com dados do órgão da Secretaria Estadual de Saúde, no ano a doença já matou 113 pessoas na Bahia, sendo que 49 eram moradores de Salvador.  No interior, além de Itabuna e Una, os municípios com quantidade significativa de óbitos são Teixeira de Freitas (9), Santo Antônio de Jesus (7), Jequié (6), Serrinha (6), Juazeiro (5) e Irecê (3).

Os números indicam que Itabuna fechará o ano com redução na quantidade de mortes causadas pela doença. O município notificou uma ocorrência em nove meses. No ano passado, Itabuna registrou uma média de dois óbitos por mês.

MAIS MORTES

Os dados mostram ainda que, nos últimos anos, a doença causou dezenas de mortes em localidades como Camacan, Una, Jequié, Porto Seguro, Eunápolis, Teixeira de Freitas e Santo Antônio de Jesus. No ano passado, por exemplo, esses municípios somaram 43 mortes das 208 registradas no estado.

Em 2015, foram 56 mortes de pessoas que lutavam contra a Aids nesses municípios, excluindo da lista Camacan, que não teve notificação. Naquele ano a doença causou 11 óbitos em Ilhéus e outros 10 em Itabuna. No estado foram 218 mortes de pessoas adultas

 

CASOS DE AIDS CRESCEM 15% EM ITABUNA

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Itabuna ampliou quantidade de testes, hoje feito em 10 unidades básicas.

Itabuna ampliou quantidade de testes, hoje feitos em 10 unidades básicas.

Números do Centro de Referência em Prevenção, Assistência e Tratamento (Cepart) revelam que existem 1.356 pessoas com HIV/Aids em tratamento em Itabuna, sendo 774 pessoas com Aids e 582 contaminadas pelo vírus transmissor da doença.

Suse Mayre Martins Moreira Azevedo, coordenadora do Cepart de Itabuna, diz ter havido crescimento de 15% na notificação de casos da HIV/Aids neste ano se comparado com 2014. A descoberta de mais casos, segundo a coordendora, está relacionada ao maior número de testes rápidos.

Amanhã (1º), Dia Mundial de Luta contra a Aids, haverá Feira de Saúde, na Praça Olinto Leone, centro, onde serão feitos testes rápidos para HIV, além de palestras e distribuição de material informativo e preservativos. A programação começa às 9h e será encerrada às 16 horas, marcando o lançamento da campanha Dezembro Vermelho.

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SUS INCORPORA NOVO MEDICAMENTO CONTRA O HIV

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O Ministério da Saúde decidiu incorporar o medicamento darunavir 600mg – comprimidos revestidos como terapia antirretroviral oferecida para adultos com HIV, em tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria foi publicada hoje (17) no Diário Oficial da União.

O coeficiente de mortalidade por Aids caiu 13% nos últimos dez anos, passando de 6,4 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2003, para 5,7 mortes, em 2013. A faixa onde a epidemia mais cresceu foi entre jovens de 15 a 24 anos.

No ano passado, a pasta incorporou novas formulações para pacientes com Aids, como o ritonavir 100 mg na apresentação termoestável e o tenofovir 300 mg composto com a lamivudina 300 mg em um único comprimido, o chamado dois em um.

Dados do governo indicam que, entre 2005 e 2013, o total de brasileiros com acesso ao tratamento antirretroviral mais que dobrou, passando de 165 mil para 400 mil. Atualmente, o SUS oferece 22 medicamentos para pacientes soropositivos. Desse total, 12 são produzidos no Brasil.

Desde os anos 1980, foram notificados 757 mil casos de Aids no Brasil. A epidemia no país é considerada estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos para cada 100 mil habitantes, o que representa cerca de 39 mil novos casos da doença todos os anos.

ESTRATÉGIAS DE COMBATE AO HIV DEVEM TER JOVENS COMO FOCO, DIZ UNAIDS

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teste hiv aidsPara combater de forma eficiente a aids no Brasil e no mundo é preciso ter estratégias que tenham como público-alvo os jovens. Na avaliação da diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, a juventude atual representa o núcleo de resposta para conter a doença. “O jovem de hoje não viu a epidemia de 30 anos atrás. As mensagens têm que ser adaptadas – não somente à faixa etária, mas às diferenças da sociedade hoje”, disse.
Em entrevista à Agência Brasil, Georgiana destacou que é preciso desenvolver estratégias que levem o jovem a agir de forma responsável dentro de sua própria sexualidade. Para a diretora, é preciso acabar com o que chama de hipocrisia em torno do diálogo sobre sexo e do medo de que a conversa incentive o sexo mais cedo entre os mais novos.
Outra aposta das Nações Unidas é criar uma espécie de cultura do teste rápido, fazendo com que a testagem passe a ser um hábito e não uma medida a ser tomada apenas após a exposição a uma situação de risco. “Tive a oportunidade de, recentemente, conversar com vários jovens que se infectaram neste último ano. A sensação é que eles não achavam que o problema era com eles. Não se achavam vulneráveis e não achavam que tinham ficado expostos”.
A estimativa do Unaids é que mais de 720 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, cerca de 150 mil não sabem que são soropositivas. Um recorte por faixa etária está previsto para ser divulgado em 2015, mas um relatório de agosto deste ano aponta aumento de 11% nos novos casos registrados no país – a maioria entre homossexuais e muitos deles jovens.
“Passei 15 anos fora do Brasil. Voltei no ano passado e me assustei ao não ver mais a aids nos jornais. Fala-se muito da parte clínica, dos avanços. Mas a aids não tem mais rosto. E essa personificação da mensagem é importante”, disse. “As pessoas estão cada vez menos confortáveis para conversar sobre a sua sexualidade e isso pode gerar grandes consequências”, concluiu.

UNAIDS: 19 MILHÕES DE PESSOAS NÃO SABEM QUE TÊM HIV

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teste hiv aidsDos 35 milhões de pessoas que vivem com HIV no mundo, 19 milhões não sabem que estão infectados. Os dados foram divulgados hoje (16) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids). O órgão alertou que, para dar fim à epidemia até 2030, é preciso ampliar esforços para acabar com a lacuna de pessoas sem diagnóstico e, consequentemente, sem acesso ao tratamento.
O relatório destaca que, na África Subsaariana, quase 90% das pessoas que testaram positivo para HIV buscaram acesso à terapia antirretroviral. Dessas, 76% alcançaram a supressão da carga viral, reduzindo significativamente o risco de transmissão para seus parceiros. Estudos recentes indicam que, para cada 10% de ampliação na cobertura antirretroviral, os casos de novas infecções caem 1%.
De acordo com o Unaids, os esforços globais para aumentar o acesso aos medicamentos antirretrovirais estão funcionando. Em 2013, 2,3 milhões de pessoas passaram a fazer uso da terapia, totalizando 13 milhões de soropositivos em tratamento no mundo. A estimativa é que, atualmente, cerca de 13,9 milhões de pessoas façam uso de antirretrovirais.
“Se acelerarmos os esforços até 2020, estaremos no caminho certo para acabar com a epidemia em 2030”, disse o diretor-executivo do Unaids, Michel Sidibé. “Se não conseguirmos, corremos o risco de aumentar significativamente o tempo que seria necessário para isso – adicionando uma década, se não mais”, completou. Informações da Agência Brasil.

MAIS DE 180 MORRERAM DE AIDS NA BA EM 2013

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A Aids matou, no ano passado, mais de 180 pessoas na Bahia. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, a maioria das vítimas era de Salvador. 89 moradores da capital não resistiram à doença.
No interior, os municípios com maior quantidade de ocorrências foram Teixeira de Freitas, Porto Seguro e Vitória da Conquista, com 29 óbitos nas três localidades. Somente em Teixeira foram 11.
No sul da Bahia, no ano passado, foram notificadas 6 mortes de pessoas portadoras do vírus da Aids, sendo 5 em Ilhéus e 1 Gongogi.
Os dados revelam ainda que Itabuna foi o município sulbaiano com maior quantidade de novos casos de Aids em 2013. Foram mais de 150. Outros municípios na região com casos da doença foram Ilhéus, Itapé, Una e Ubatã. Do A Região Online.

BAHIA REGISTRA 420 CASOS DE AIDS EM 2013

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A Bahia registrou média mensal de 105 notificações de casos de Aids em 2013. Dados atualizados da Secretaria Estadual de Saúde revelam que foram 420 casos desde o dia primeiro de janeiro.
Somente em Salvador foram 285 ocorrências. No interior, os municípios com maior número de casos são Vitória da Conquista, Juazeiro e Porto Seguro. Juntos, somam 60 notificações.
No sul da Bahia foram registrados casos em Ilhéus, Camacan, Itororó e Gongogi. Cada município fez uma notificação da doença, que em todo o estado já causou a morte de 33 pessoas. Confira a íntegra n´A Região.

JOVENS: 40% DISPENSAM CAMISINHA EM RELACIONAMENTO ESTÁVEL

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Da Agência Brasil

Quatro em cada dez jovens brasileiros acham que não precisam usar camisinha em um relacionamento estável. Além disso, três em cada dez ficariam desconfiados da fidelidade do parceiro caso ele propusesse sexo seguro. A informação é da pesquisa Juventude, Comportamento e DST/Aids realizada pela Caixa Seguros com o acompanhamento do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O estudo ouviu 1.208 jovens com idades entre 18 e 29 anos em 15 estados (Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás) e no Distrito Federal. As mulheres correspondem a 55% da amostra e os homens, a 45%.

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