skip to Main Content
6 de julho de 2020 | 08:12 pm

QUAL É A DE AZEVEDO?

Tempo de leitura: < 1 minuto

Em tempos de campeonato baiano a todo vapor, com o futebol pautando as discussões, vale a comparação: em relação ao secretário da Saúde, Antônio Vieira, o prefeito Capitão Azevdo está parecendo aquele treinador que, para fazer seu atacante render mais, bota o reserva imediato para aquecer no fundo do gol adversário. Assim, tenta ‘acordar’ o titular.

O que tem de gente sendo convidada pelo prefeito para assumir a pasta de Vieira não está no gibi. E, a todas as sondagens, seguem ‘vazamentos de informações’, que só podem ter como objetivo fazer com que o camisa 9 da deng… digo, da Saúde, dê mais sangue.

Em tempo: a última consulta que se tem notícia foi ao diretor administrativo-financeiro da Santa Casa, André Wermann. Mas essa é notícia de ontem. Hoje a lista, que já foi liderada por Edson Dantas e Antônio Mangabeira, pode já ter ganhado novo nome.

“NÃO VOU FAZER OPOSIÇÃO AO PREFEITO, MAS VOTO COM O DEM”

Tempo de leitura: 9 minutos
.

Se tem uma secretaria que é alvo das maiores críticas, dentro e fora do governo, essa é a da Saúde. Também, pudera. Abriga em seu guarda-chuva desde o Samu até o Hospital de Base, passando pela coordenação de combate a dengue, zoonoses e postos de saúde.

O secretário Antônio Vieira divide seu tempo entre administrar a pasta e explicar o que muita gente chama de caos. Bom, nessa quinta-feira ele esteve na redação do Pimenta para fazer mais esclarecimentos. Em uma entrevista de mais de 1h20min de duração, respondeu a perguntas dos blogueiros sobre dengue, Samu, gestão plena da saúde, candidaturas e eleições.

Mas nem só de explicações e administração do caos vive o secretário. Ele é, essencialmente, político. Tanto que o momento em que mais se mostrou entusiasmado foi quando falou de política e mandou um recado a Azevedo. “Não vou fazer oposição ao prefeito, sou Democratas e voto com os candidatos do DEM”. A seguir, a entrevista.

Como está o combate à dengue em Itabuna nesse início de ano? Aliás, hoje ainda se fala em controle da dengue ou é combate mesmo?

Combate. Iniciamos a guerra contra a dengue exatamente há um ano, no dia 14 de janeiro de 2009. Seria no dia 13, mas o prefeito preferiu dia 14. Ele disse: ‘pelo amor de Deus, 13 não!’ Claro que foi brincadeira, mas estamos em guerra contra a dengue desde aquela data.

O que é possível assinalar como mudança daquela situação, do início de 2009, para a de hoje?

Ainda temos um índice altíssimo. Pegamos o município com uma infestação predial de 25%, hoje estamos com 7%, de acordo com os números do último ciclo, o sexto, que completamos em dezembro. O preconizado é abaixo de 1%. Em 2008 foram feitos apenas quatro ciclos. Tínhamos, em 2009, 100 casos suspeitos, hoje temos apenas 25.

O município prepara um plano de combate à dengue, que está para ser lançado. O que está previsto, em termos de ações da prefeitura, para impedir uma nova epidemia?

Não creio que tenhamos uma epidemia. Poderemos ter um surto, que difere da epidemia. Não temos casos de internação que sugiram uma possível epidemia. Temos acompanhamento na atenção básica, nas unidades hospitalares, mas não temos nada que fuja desse controle. E também não omitimos casos. Eu sei de município aí, até menor que Itabuna, que omite casos de dengue e ninguém fala nada.

Qual é o município?

É Jequié, mas como é ligado ao governo, fica todo mundo calado.

Mas a prefeitura de Jequié é do PMDB, que é oposição a Jaques Wagner…

Nada, nada… Fizeram tudo por Jequié, fizeram varredura na cidade toda, limparam esgotos, fizeram tudo. Aqui, até prometeram, mas já estamos em 14 de janeiro e cadê as máquinas do governo?

“O diálogo dele é mais com o prefeito, não sei qual é a deles”

__________________

Se bem que Roberto Brito, que está sempre com o prefeito Azevedo, poderia reforçar esse pedido…

Ele tem ajudado Itabuna… Roberto Brito foi meu estagiário, tenho uma boa relação com ele. Mas o diálogo dele é mais com o prefeito, não sei qual é a deles. [mudando o discurso para a política]: Só sei que vou ter que tomar alguma posição política. Eu sou do Democratas, quero deixar isso bem claro. Não vou fazer oposição ao prefeito, nada disso, mas vou acompanhar candidatos ligados ao Democratas, principalmente os que nos ajudem.

Há uma crítica ao prefeito, nesse seu posicionamento?

Não. Mas até agora ainda não conversamos sobre política. Somos do mesmo partido, conversamos sobre tudo na administração, mas politicamente ainda não conversamos. Eu não me meto nas decisões dele, agora na hora que tiver que… [cortando o raciocínio]: Inclusive eu já o chamei para uma conversa política, no ano passado, e ele disse que ainda estava muito distante, que conversaríamos agora.

O senhor citou o exemplo de Jequié, que tem forte representação política e foi contemplada com várias ações do governo no combate à dengue. Acredita que essa tenha sido a razão para que as ações não tenham vindo para cá?

Exatamente. Os eleitores de Itabuna precisam aprender a votar. Se Itabuna e Ilhéus, com mais de 270 mil eleitores, votassem em candidatos daqui, a situação seria diferente. Poderíamos votar em quatro ou cinco candidatos da região, que tem bons candidatos. Eu, mesmo, tenho grande simpatia pelo coronel Santana. Não sei qual o caminho que vamos tomar, mas tenho grande simpatia por ele.

Ele é do PTN…

Mas o PTN é ligado ao Democratas. Quem é que comanda o PTN na Bahia? É ACM Neto. Mas, voltando, eu acho que falta ao nosso eleitor aprender a votar. Não admito que Itabuna vote em 280 candidatos a deputado estadual.

“Quem é que comanda o PTN na Bahia? É ACM Neto”

________________

O senhor fala que vai apoiar quem ajudar sua gestão. Nesse sentido, que avaliação o senhor faz da atuação de ACM Neto em favor da saúde em Itabuna?

ACM Neto, o ar da graça que ele deu para Itabuna foi a liberação de uma verba de R$ 300 mil, para recuperação de equipamentos de uso permanente das unidades de média e alta complexidade. Estamos aguardando só a liberação da Caixa.

Ainda se pensa, no governo, em mudar a secretaria da Saúde para a área do aeroporto?

Não estou convencido de que lá seja o melhor local. Ficaria muito distante do restante da administração, com quem temos que ter contato constante, a exemplo do setor de licitações, secretaria das Finanças. Nosso espaço no Centro Administrativo nos atende perfeitamente, e deve ser mantido lá.

Fale mais sobre esse mutirão que está sendo planejado para o combate à dengue. O que ele vai envolver, quem participa…

Vamos fazer, durante seis semanas, um grande mutirão, cobrindo toda a área da cidade, utilizando em torno de 1.500 funcionários de todas as secretarias, além dos voluntários dos clubes de serviço, maçonaria e outras entidades. Vamos fazer uma varredura por módulos, e começaremos, nesse sábado, pelo módulo 1, que envolve os bairros Novo Horizonte, Santo Antônio e Mangabinha. Vamos fazer a doação de brindes para aquelas famílias eu conseguirem manter suas casas livres do mosquito da dengue.

O senhor acha que esse expediente surte efeito?

Esperamos que sim. Vamos trabalhar com famílias de baixa renda e poderemos dar cestas básicas a quem cumprir as recomendações para o combate ao mosquito.

Em relação às projeções para este ano, qual seria um número aceitável de casos de dengue, dentro do que se tem hoje de infestação, de casos de dengue este ano?

Falando em probabilidade, acreditamos que em torno de 100 casos/mês estará dentro do aceitável, para o que temos observado.

E se, Deus nos livre, ocorresse nova epidemia como a de 2009, qual a capacidade do município para enfrentá-la?

Toda, porque todos os equipamentos que utilizamos no ano passado estão à nossa disposição. Temos agora as ótimas instalações do Hospital São Lucas, a Unidade de Pronto Atendimento Valdenor Cordeiro está em plena condição de funcionar. Estamos melhor que o ano passado, quando a rede não tinha sequer soro para os pacientes e tivemos que comprar às pressas.

Os médicos receberam treinamento para o diagnóstico?

Os da atenção básica estão treinados, todos sabem como fazer um diagnóstico. Infelizmente, tenho que dizer, os médicos intra-hospitalares não dão a devida atenção a isso. São poucos os que fazem o treinamento. Vamos fazer agora um treinamento com um representante do Ministério da Saúde e vamos tentar trazer todos eles.

“Os médicos intra-hospitalares não dão a devida atenção”

________________

No ano passado foi feito pouco isolamento viral, para saber qual o tipo de vírus que temos aqui. Isso não é preocupante para esse ano?

É preocupante, sim. Felizmente no Brasil não temos o tipo quatro – são quatro tipos de vírus. Temos os tipos um, dois e três no Brasil, e na Bahia temos mais o um e o dois. Por isso não podemos ter vacina, porque são vários tipos. Um é mais patogênico que o outro.

O senhor acha que depois da epidemia de 2009, a população está mais conscientizada?

Me parece que sim. E tem que haver, cada vez mais, essa responsabilidade. Temos uma série de ações que estaremos implantando e que terão que ter maior participação da comunidade. Por exemplo, na execução dos ciclos, visitamos toda a cidade, casa por casa. Depois de 60 dias, voltamos, e se o morador não tiver consciência e abrir suas portas, prejudica o trabalho. E é nesse ponto que está a diferença, porque hoje até recebemos denúncias de focos. No ano passado era muito mais difícil até você entrar nas casas.

Mas aí entra a questão da identificação dos agentes, fardamento sem uniformização…

É, inclusive estamos comprando novo fardamento, porque os primeiros vieram fora de padrão. Compramos de uma empresa de Feira e Santana, que nos mandou fora das especificações. Já está desqualificada para as próximas licitações.

Saindo um pouco de dengue, e chegando no Samu. O senhor viu que o coordenador administrativo do Samu reclamou da falta de autonomia na gestão do órgão…

Isso aí se refere a recursos financeiros. Quando se fala em autonomia administrativa, fala-se em autonomia dos recursos financeiros. O Samu não tem esse fluxo de recursos na unidade. Tem lá a conta específica do Samu, para onde vão os recursos. Mas, tudo o que foi requisitado, foi liberado. Não há pendências.

Como o senhor viu a informação de que funcionários da saúde estão novamente assinando o livro de ponto antes de trabalhar?

Estou indo no Samu, verificar isso. Se for comprovado, será afastado quem fez isso.

O coordenador do Samu, Carlos Coelho, sequer quis aparecer no órgão, para acompanhar uma visita do Conselho Municipal de Saúde. Dizem que ele não aparece muito por lá também…

Ele não foi porque estava no plantão, na Maternidade Esther Gomes. Eu soube o que aconteceu, ele disse que não se programou porque não foi avisado da visita do Conselho.

E essa dificuldade para fazer as ambulâncias rodar?

Esses veículos estão com sua vida útil muito além do que é o recomendado. Temos a dificuldade de manutenção, por serem importados.

A oficina da prefeitura não tem a menor condição de fazer reparos, por exemplo, na parte eletrônica de qualquer veículo. E, por outro lado, os carrinhos da saúde, de marca nacional, estão completamente desmantelados.

A oficina não tem condições mesmo. Mas os carrinhos da saúde nos foram entregues daquele jeito. Acabaram com tudo, carregaram até cimento em ambulância.

O Samu de Ilhéus não tem tantos problemas com as ambulâncias, que são importadas também…

O segredo é a manutenção, sim. Mas lá, também, não tem a mesma demanda que Itabuna. Não tem uma BR-101 para dar cobertura. Aí também entra a questão da cidade pavimentada, o que leva os veículos a quebrar menos. Mas estamos para receber três novas ambulâncias, e vamos recompor a frota, com as unidades de campo e as reservas técnicas.

“O segredo é a manutenção, sim”

________________

O senhor está acompanhando aquele caso do idoso Ailton Prado, que tem um tumor cerebral e enfrentou dificuldades para a cirurgia na Santa Casa de Misericórdia?

Ainda ontem (quarta, 13) o doutor Valdece me ligou, e eu já autorizei a compra dos materiais que o SUS não cobre e a Santa Casa não quer bancar. É uma obrigação do estado, mas vamos comprar, para ver a cirurgia ser realizada.

Por falar em compra, a secretaria da Saúde agora se reporta à da Fazenda para qualquer procedimento financeiro. Antes, a Saúde concentrava essas soluções. Isso não atrapalha o andamento das ações?

Atrapalha, um pouco, mas eu não atribuo tanto ao secretário [da Fazenda, Carlos Burgos]. Temos é uma dificuldade da secretaria do Planejamento de fazer as coisas saírem em tempo hábil, mas até isso já estamos melhorando, já foi pior.

Pior?

O governo federal quer o secretário da Saúde gerindo tudo, eu até prefiro que seja assim, como está. Estamos vendo lá o que aconteceu, no governo passado. A gente recebeu muita coisa, que estamos resolvendo agora. Acho que Jesuíno acabou se perdendo em algumas coisas, mesmo ele sendo um contador.

Por que o senhor acha isso?

Porque todo dinheiro que chega é destinado a algo, você não pode misturar as verbas, comprar algo que não foi determinado. Por exemplo, eu tenho recursos lá, para comprar medicamentos, que não posso fazer mais nada. São verbas carimbadas, do governo federal, que estamos respeitando rigorosamente e o dinheiro está dando pra tudo.

Houve desvios na gestão de Jesuíno?

Não, não. Não estou falando de desvio de recursos.

Não de recursos, de finalidades.

Ah, tem algumas coisas que estamos resolvendo agora. Porque ele comprava, ordenava… É por isso que, comigo, antes de eu assinar, passa por três leituras. Depois eu leio tudo de novo, para botar minha assinatura.

Vocês têm interesse ou alguma previsão de retomar a plena?

Estamos conversando com o prefeito e temos planos de tentar definir em até 90 dias. Ele já está aceitando [a ideia]. Aí, sim, o Hospital de Base vai poder funcionar direitinho, tudo vai para os seus lugares. Com recursos suficientes, porque não pode funcionar bem com R$ 1,5 milhão.

O estado faz alguma complementação em cima desse valor?

Nada, quem está complementando sou eu, que estou fazendo convênios para levar recursos para lá porque, se não, não funciona. O hospital precisa, no mínimo, de R$ 2,2 milhões. Tem um milhão e meio e colocamos todo mês R$ 300 mil. O Regional de Ilhéus recebe R$ 3 milhões, e não tem a resolutibilidade que nós temos. Fazemos em média 450 cirurgias/mês.

Mas essa questão do fundo municipal de saúde é condição para o retorno da gestão plena, não é?

É condição, sim. Mas veja que quando assumi a secretaria, recebi da Receita Federal a indicação de como seriam gerenciados os recursos do SUS, do municipal de saúde, juntamente com o prefeito e o secretário da Fazenda. O que existe é uma dificuldade de a gente agilizar as coisas.

Pra finalizar: o senhor será candidato a algum cargo?

Não, não tenho nenhuma pretensão, até porque não morro de amores por ser deputado. Não vou aqui fazer qualquer tipo de crítica, porque eu sei tudo o que acontece lá. É igual a Câmara de Vereadores, só se sentam para negociar. Negociar o quê? Os interesses do povo? Isso ocorre tanto na esfera estadual como na federal.

ITABUNA USA MULTA E CESTA BÁSICA CONTRA A DENGUE

Tempo de leitura: < 1 minuto
Vieira: cestas básicas para levantar combate à dengue...

Vieira: cestas básicas para levantar combate à dengue...

Depois da epidemia que provocou a morte de nove itabunenses e registou 14.545 casos de dengue, o município decidiu premiar quem faz a sua parte no combate à doença e, na outra ponta, multar os cidadãos desleixados.

O secretário de Saúde de Itabuna, Antônio Vieira, concedeu entrevista ao Pimenta e anunciou, veja só!, que será premiado o dono de residência que estiver cumprindo as recomendações contra o mosquito transmissor da dengue. Não encontrou foco, brinde!

Ainda segundo ele, o foco (ops!) da campanha são as comunidades carentes. Para estas, o brinde pode ser cesta básica. Já no caso dos desleixados, a prefeitura aplicará multa que vai variar de R$ 34,00 a R$ 340,00, conforme lei já aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada por José Nilton Azevedo (DEM).

A entrevista com Antônio Vieira será publicada ainda hoje. Ele comenta sobre epidemia de dengue, descaso no Samu, atendimento na rede de saúde e falta de autonomia financeira na saúde. O secretário também afirma que, ao contrário do prefeito Azevedo, ele apoiará os candidatos do DEM na eleições de 2010.

SANTA CASA RESPONDE A SECRETÁRIO

Tempo de leitura: < 1 minuto

A assessoria de imprensa da Santa Casa de Misircórdia de Itabuna rechaçou as informações do secretário Antônio Vieira, que afirmou ontem, no programa Bom dia, Bahia, da Rádio Nacional, que a instituição não estaria cumprindo o contrato de prestação de serviços com o governo do estado.

O secretário respondia a um ouvinte do programa, que se queixava de demora na realização de um exame de biopsia. A instituição filantrópica afirma que todos os contratos com a Sesab estão sendo cumpridos, inclusive vêm sendo renovados continuamente – e sugere a prestação de contas como prova desse cumprimento. Quanto à reclamação do usuário, a SCMI explica que “todo o serviço está passando por uma reconfiguração para melhor atendimento à comunidade.”

A especialidade, continua a nota, “está em fase de conclusão de obras para somar ganhos de qualidade que passam pela estrutura física do prédio, com uma ampliação e readequação de suas dependências; pela aquisição de novos equipamentos e substituição de antigas máquinas; pela ampliação e atualização da equipe de profissionais, que cumpre escala de treinamento e capacitação para o novo modelo de serviço que está sendo implantado.”

Clique aqui e leia a íntegra da Nota de Esclarecimento.

CONSELHO DE SAÚDE CONVOCA PREFEITO E QUATRO SECRETÁRIOS

Tempo de leitura: < 1 minuto
Azevedo foi convocado pelo Conselho

Azevedo foi convocado pelo Conselho

O prefeito José Nilton Azevedo Leal e mais quatro secretários – Antônio Vieira (Saúde), Maurício Athayde (Planejamento), Gilson Nascimento (Administração) e Carlos Burgos (Fazenda) – estão sendo convocados pelo Conselho Municipal de Saúde.

A convocação foi pedida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi), e está marcada para a quinta-feira (12). O CMS quer explicações e soluções para o rombo de cerca de R$ 9 milhões do município com os prestadores de serviços referentes a outubro de 2008 (relembre o caso).

“Caso não compareçam, o CMS pode acionar meios legais para garantir o cumprimento da convocação”, adverte Raimundo Santana, coordenador do Sintesi. A dívida foi reconhecida pela administração municipal, e chegou-se até a pensar em um empréstimo do município para garantir o pagamento, o que foi abortado em seguida.

“Nossa preocupação é com a situação salarial dos trabalhadores, ocasionada pela falta de pagamento do mês de outubro de 2008”, revela Santana. Devem participar da reunião, ainda, representantes do Ministério Público e do Legislativo Municipal.

VIEIRA NA PRESSÃO

Tempo de leitura: < 1 minuto

Agentes de combate a endemias fazem 'cerca Lourenço' a secretário de Saúde, Antônio Vieira. Eles reclamavam da jornada de trabalho a maior sem a devida compensação financeira.

Agentes de combate a endemias fazem 'cerca Lourenço' a secretário de Saúde, Antônio Vieira. Eles reclamavam da jornada de trabalho maior sem a devida compensação financeira.

VIEIRA DENUNCIADO AO MP

Tempo de leitura: < 1 minuto
.

Conselho está de olho em Vieira.

Sujeito “abusante” esse tal de Antônio Vieira, vice-prefeito de Itabuna e secretário de Saúde nas horas vagas. Nem os insistentes pedidos levaram o homem a encaminhar ao Conselho Municipal de Saúde o relatórios de gestão e de prestação de contas dos dois primeiros trimestres deste ano.

O desleixo do secretário levou a presidência do conselho a denunciá-lo ao Ministério Público Estadual, nesta segunda-feira. Até o momento, o colegiado de fiscalização e acompanhamento não sabe quanto foi investido ou se gastou em saúde no município.

É a primeira vez que um secretário não atende aos apelos do conselho. E foram vários pedidos de informação – todos solenemente ignorados pelo homem da Cotef. Vieira, decididamente, está brincando com fogo.

A CARTA E A RESPOSTA

Tempo de leitura: < 1 minuto

O secretário municipal da Saúde, Antônio Vieira, que além de vice-prefeito também é médico, distribuiu hoje, via assessoria, uma carta aberta aos médicos itabunenses (leia aqui). Uma linda homenagem, sem dúvidas.

Mas os doutores que trabalham para o município dizem que preferem a parte deles… em dinheiro. Veja no post logo abaixo ou clique aqui.

Back To Top