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24 de fevereiro de 2020 | 09:22 pm

LAVA JATO: PF CUMPRE MANDADO CONTRA FILHO DE MINISTRO DO TCU

Tempo de leitura: < 1 minuto
Tiago é alvo de nova fase da Lava Jato

Tiago é alvo de nova fase da Lava Jato

A Polícia Federal cumpre mandados judiciais de busca e apreensão em Brasília, Salvador e Cotia (SP) em uma nova fase da Operação Lava Jato, a 45ª, chamada de Abate 2. Conforme a TV Globo, um dos alvos é o advogado baiano Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tibunal de Contas da União (TCU).

Os mandados contra Tiago ocorrem baseados em delação do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia. O empresário diz ter desembolsado total de R$ 1,050 milhão em propina para que o filho do ministro ajudasse a empresa na análise do TCU sobre o processo de licitação de Angra 3.

Tiago também foi citado como intermediário, junto com outro advogado, em processo de contratação da Sargent Marine pela Petrobras. Outra citação foi pela suspeita de que o advogado também cobrava propina da Odebrecht para ajudar a empreiteira em processos no TCU. A defesa de Tiago Cedraz ainda não havia se pronunciado quanto aos mandados desta quarta.

RUI COSTA: “A BAHIA NÃO ABRE MÃO DA FIOL”

Tempo de leitura: 2 minutos
Rui, deputados e senadores foram ao TCU defender projeto da Fiol (Divulgação).

Rui, deputados e senadores foram ao TCU defender projeto da Fiol (Divulgação).

Uma comitiva de representantes da Bahia, liderada pelo governador Rui Costa, esteve nesta quarta-feira (28) no Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília, pela defesa da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol).

“A Fiol é um sonho dos baianos que está se materializando. A ferrovia é um indutor de desenvolvimento e, portanto, importantíssima para a Bahia, para o Centro-Oeste do País”, disse o governador baiano. Ele prevê e vai atuar pela ligação da Fiol com a ferrovia Bioceânica – incluída no programa de investimento em logística 2015/2018 do governo federal -, para o aumento da competitividade da Bahia e do Brasil.

Cerca de 30 pessoas, entre senadores baianos e tocantinenses, deputados federais (16) da base do governo Rui Costa e também de oposição, além de deputados estaduais. Pelo TCU, participaram da reunião no gabinete do ministro Aroldo Cedraz, além dos ministros Augusto Sherman, que relata a obra da Fiol, Bruno Dantas e Augusto Nardes.

Também estiveram presentes na agenda o secretário estadual da Casa Civil, Bruno Dauster, o representante do governo baiano em Brasília, Jonas Paulo, os presidentes da Federação do Comércio do Estado da Bahia (Fecomércio), Carlos Andrade, e da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Alvarez Alban.

Ao ressaltar a devida severidade que o setor público deve ter em todas as suas ações, Rui disse que “o rigor para manter a coisa pública pode ser combinado com a celeridade das obras. É só encontrar o modelo correto e o ritmo correto”. O governador condenou a premissa de que todo gestor é corrupto e assinalou ser necessária a articulação entre tribunais de controle e o Poder Executivo para que as obras sejam sempre transparentes e executadas de maneira rápida, como espera a população.

PORTO SUL

O avanço da estrada de ferro na Bahia e sua interligação com o Porto Sul também foram apresentados por Rui, a exemplo do decreto de utilidade pública, publicado no início da semana, que é condição para que o Ibama libere a autorização de supressão vegetal do bioma de Mata Atlântica existente na região. Também salientou o diálogo que terá nesta quinta-feira (29) com os controladores da empresa Bamin para avanço do cronograma de investimentos do porto que será construído em Ilhéus, além de mais detalhes.

Rui Costa também enfatizou o caso do Metrô de Salvador, que, assim como a Fiol, tem como relator o ministro Sherman. “Enquanto [era] secretário da Casa Civil, deixei claro ao ministro que a história do metrô tinha um marco, uma divisão, e hoje estamos concluindo os 12 quilômetros iniciados pela prefeitura”. O ministro relator da Fiol, em resposta à comitiva, afirmou que sabe da importância da ferrovia e concordou com os participantes ao pontuar que não cabe ao TCU questionar o traçado da Fiol.

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