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25 de setembro de 2020 | 01:57 pm

ITABUNA E ITACARÉ REGISTRAM QUATRO HOMICÍDIOS

Homens são mortos em Itacaré
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Itacaré enfrenta aumento na violência neste final de mês de fevereiro. Somente entre a madrugada de quarta-feira (26) e a tarde de quinta-feira (27) foram dois homicídios. O primeiro deles no Bairro da Passagem, um dos mais violentos do município do litoral sul baiano. A vítima foi identificada como Ualisson Santos de Jesus.

Ualisson Santos foi assassinado a golpes de faca, por volta das 2 horas da madrugada, após uma discussão com outro homem. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A polícia investiga o homicídio e tenta prender o criminoso.

O segundo assassinato em Itacaré ocorreu numa trilha de acesso a uma das praias do município. A vítima foi identificada apenas pelo prenome de Breno. Ele seria morador do Alto da Tapera, em Ilhéus.  Ainda não se sabe a motivação para o crime.

EM ITABUNA

Em Itabuna,  foram registrados dois homicídios na noite de quinta-feira. Um dos mortos foi identificado como Rondinele Santana Ferreira, de 42 anos, atingido a tiros quando passava pela localidade conhecida como Rua da Ladeirinha, no bairro Califórnia.

Nesse mesmo bairro ocorreu o segundo assassinato da noite. Um homem ainda não identificado foi atingido com vários disparos e teve o corpo jogado no canal de um macrodrenagem.  A polícia investiga os crimes.

IBICARAÍ

Em Ibicaraí, na madrugada desta quinta-feira (27), no bairro Duque de Caxias, um homem identificado como Jeferson Santos foi assassinado enquanto dormia. O homem já tinha passagem pela polícia e foi morto com, pelo menos 10 tiros, segundo as investigações.

ITABUNA REGISTRA DOIS HOMICÍDIOS NA MADRUGADA DESTA QUARTA

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“Brau” foi morto a golpes de facão, segundo a Polícia || Foto Facebook

Itabuna teve madrugada violenta nesta quarta-feira (25), com o registro de dois homicídios. O primeiro deles ocorreu na Rua Zildolina, na Mangabinha. Gabriel Vieira Santos, conhecido como Caroço, foi morto a tiros.

De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi baleada na cabeça. Caroço ainda chegou a ser socorrido pelo Samu 192, mas ele não resistiu. Ele, ainda segundo a PM, seria usuário de drogas e estava sem identificação no momento em que foi executado. O autor dos disparos estaria numa Honda Bizz, conforme informações.

Por volta das  4h da madrugada, a polícia chegou a ser acionada pelo Samu 192 para atender Bráulio Silva Brito, conhecido como Brau, atingido com golpes de facão no abdome e na cabeça. O crime ocorreu na Califórnia.

A Polícia Militar informou que o agressor, conforme relatos, teria sido um homem que saiu recentemente do Conjunto Penal de Itabuna. “Brau” ainda foi levado para o Hospital de Base de Itabuna, porém não resistiu. A polícia procura o acusado de matar o mototaxista.

POLÍCIA INVESTIGA CHACINA NO CENTRO DE ITABUNA

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Integrantes de facção foram mortos no Pontalzinho || Reprodução Verdinho

A Polícia Civil investiga chacina na região central de Itabuna. Três homens foram mortos em uma casa na Rua Alzira Paim, no Pontalzinho, por volta das 2h30min da madrugada desta terça-feira (30). Duas das vítimas foram identificadas como Alanderson Nascimento de Souza, o Japa, e Kaique Junior Assunção Nunes, o Chuck. A terceira vítima ainda não havia sido divulgada pela polícia.
A suspeita é de que as mortes tenham sido resultado de guerra de facções. Japa e Chuck eram ligados à facção criminosa DMP, segundo informa o Plantão Itabuna. Antes de iniciar o ataque, os executores ordenaram a uma mulher que deixasse o local. “Japa” era foragido da Justiça e “Chuck” tinha passagens pela delegacia por acusações que iam de homicídio a tráfico de drogas.

CASO MARIELLE: CRIMES CONTINUAM SEM SOLUÇÃO 6 MESES DEPOIS

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Marielle foi morta a tiros no centro do Rio de Janeiro, além do motorista dela || Reprodução

Da Agência Brasil
O assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL), 38 anos, e do motorista Anderson Pedro Gomes, 39 anos, completa hoje (14) seis meses. O crime ainda aguarda solução. As autoridades federais afirmam que até o fim deste ano as respostas virão.
Para a viúva de Marielle, Mônica Benício, parentes, amigos e ativistas, a vereadora e o motorista foram executados. Independentemente das investigações, eles preservam as bandeiras de Marielle e suas propostas em defesa de ações para a inclusão das mulheres, negros e do público LGBT.
Nos últimos meses, a Câmara Municipal do Rio aprovou vários projetos de autoria da vereadora, conhecida pela militância em defesa das minorias e direitos humanos. Em agosto, Marinete Alves, mãe de Marielle, esteve com o papa Francisco. Ela disse ter falado sobre a filha para o papa que afirmou que gostaria de tê-la conhecido.
CAMPANHA
Após seis meses da morte da vereadora e do motorista, a Anistia Internacional lança hoje a campanha na internet Quem Matou Marielle Franco?. Uma tela de LED 360º de 5 metros, instalada em um caminhão, passará mensagens em frente a instituições públicas e da Justiça criminal no Rio.
O caminhão percorrerá o Parque do Flamengo, que costuma ter movimento intenso. Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, e parentes de Marielle Franco, são aguardados ao longo do dia hoje no local.
No site, a Anistia Internacional pede que as pessoas apóiem uma petição de urgência das investigações do assassinato, a responsabilização dos envolvidos, proteção das testemunhas e garantias de que haverá o julgamento do caso.
O documento é destinado ao ministro da Justiça, Torquato Jardim, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Richard Fernandez Nunes, o chefe da da Polícia Civil do estado, Rivaldo Barbosa, o procurador-geral do Ministério Público (do Rio), Eduardo Gussem, à procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Macedo Duprat, e ao general Walter Souza Braga Netto, responsável pela intervenção federal na segurança no Rio.
CASO
Marielle Franco foi assassinada com quatro tiros na cabeça e seu motorista Anderson Gomes, atingido por três balas. Eles estavam saindo de um evento político-cultural, no bairro de Estácio, no centro do Rio de Janeiro, quando foram mortos, em 14 de março deste ano.
Câmeras de segurança flagraram os carros e os suspeitos. Porém, as investigações ainda não foram concluídas. Em agosto, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, reconheceu que “agentes do Estado” e “políticos” estão envolvidos no crime. Também admitiu dificuldades nas apurações.
Em julho, a Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro chegou a prender dois suspeitos. Segundo a polícia, os dois integravam o bando de Orlando Oliveira Araújo, conhecido como Orlando de Curicica, miliciano que está preso na penitenciária federal de Mossoró.

GEISEL AUTORIZOU EXECUÇÕES DE OPOSITORES DURANTE A DITADURA, SEGUNDO A CIA

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Ditador Geisel mandou executar opositores no Brasil || Reprodução Diário Causa Operária

Documento tornado público pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos mostra que o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) autorizou que o Centro de Inteligência do Exército (CIE) continuasse a política de execuções sumárias contra opositores da ditadura militar no Brasil adotadas durante o governo de Emílio Garrastazu Médici, mas que limitasse as execuções aos mais “perigosos subversivos”.
O memorando de 11 de abril de 1974, assinado pelo então diretor da CIA (serviço de inteligência dos EUA) Willian Colby e endereçado ao então secretário de Estado Henry Kissinger, afirma que o presidente Geisel disse ao chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) à época, João Baptista Figueiredo, que se tornou presidente entre 1979 e 1985, que as execuções deveriam continuar.
Segundo o documento, Geisel e Figueiredo concordaram que quando o CIE detivesse alguém que poderia cair na categoria de subversivo perigoso, o chefe do Centro de Inteligência do Exército deveria consultar o general Figueiredo que, por sua vez, deveria dar sua aprovação antes da execução. De acordo com o texto, Figueiredo insistiu na continuidade das execuções e Geisel fez comentários sobre os aspectos potencialmente prejudiciais da questão e pediu para refletir sobre o assunto no final de semana, antes de tomar uma decisão.
A publicação perdeu o sigilo em dezembro de 2015, mas o documento ganhou publicidade nesta quinta-feira por meio do professor Matias Spektor, coordenador do Centro de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Nas redes sociais, onde divulgou o documento, o professor disse que “este é o documento mais perturbador que já li em 20 anos de pesquisa: Recém-empossado, Geisel autoriza a continuação da política de assassinatos do regime, mas exige ao Centro de Informações do Exército a autorização prévia do próprio Palácio do Planalto”.

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ITABUNA REGISTRA SEIS HOMICÍDIOS EM SEIS DIAS

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Nathan, Alex e Gidevaldo entre os mortos nesta semana|| Fotomontagem Pimenta

Itabuna registrou, na manhã desta sexta-feira (12), o sétimo assassinato deste mês e o sexto somente nesta semana. Os mortos são todos do sexo masculino. A vítima desta vez foi Gidevaldo Pereira da Anunciação, o Macalé, 41 anos, cujo corpo foi encontrado por populares em uma estrada vicinal, perto do bairro Morumbi, na manhã de hoje.
Os  dois primeiros assassinatos da semana ocorreram no domingo (7). No bairro Pedro Jerônimo, Alan Xavier dos Santos, 17 anos, foi morto a pedradas e tiros. No bairro Sinval Palmeira, a vítima foi Niraldo Francisco de Oliveira, de 58 anos.
No bairro  Nova Califórnia, Gerisvaldo Pereira Nascimento, 44 anos, foi morto a facadas. O corpo do homem foi encontrado na manhã de terça-feira (9), na sala da casa onde morava sozinho. Não há informações se Gerisvaldo tinha envolvimento com criminosos.
Na tarde de terça-feira (9), um rapaz identificado como Nathan Santos Conceição, 18 anos, foi assassinado no interior de uma oficina de veículos no bairro Santo Antônio. Segundo a polícia, o jovem já tinha sido preso por suspeita de participação em assaltos. No dia seguinte, quarta-feira, um homem identificado como Alex Santos Oliveira, 22 anos, foi morto no bairro Califórnia. A Polícia Civil está investigando os crimes.

POLÍCIA APONTA REDUÇÃO DE CRIMES EM ITABUNA

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Itabuna registra redução de crimes

Itabuna registra redução de crimes|| Foto José Nazal

De acordo com o 15º Batalhão da Polícia Militar da Bahia, o número de crimes como assassinatos, assaltos, roubos e furtos de veículos em Itabuna, em 2017, é menor que o registrado nos primeiros nove meses do ano passado.

Os dados fornecidos ao PIMENTA pela Coordenação de Planejamento Operacional mostram que em setembro, por exemplo, foram registrados três homicídios,  sete a menos que no mesmo mês do ano passado.  Segundo o coordenador de Planejamento do 15º BPM, capitão Leandro Ferreira, em relação aos nove primeiros meses de 2016 também houve queda nos homicídios, baixou de 99 para 90.

O policial aponta redução também na quantidade de assaltos, roubos e furtos de veículos (carros e motos).  Neste ano, até o dia 26 de setembro, foram 282 ocorrências contra 313 do mesmo período de 2016.  Foram recuperados 182 veículos, sendo que parte deles roubados ou furtados em outros municípios. Neste ano, a polícia conduziu 150 pessoas por porte de drogas e apreendeu 96 armas de fogo.

Questionado pelo PIMENTA sobre a redução no número de policiais a pé (em dupla) em locais como Duque de Caxias, Rui Barbosa, Paulo Vieira e Avenida Ilhéus, o capitão Ferreira afirmou que, nos últimos meses, o comando do 15º BPM aumentou a quantidade de PMs em carros, motocicletas e à cavalo circulando pela cidade. Segundo ele, isso ocorreu para que o trabalho na rua tornasse-se mais eficiente.

 

CASAL É ASSASSINADO EM OLIVENÇA

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Corpos de Maraci e José Carlos foram encontrados na zona sul de Ilhéus.

Corpos de Maraci e José Carlos foram encontrados na zona sul de Ilhéus.

Após denúncias anônimas, a Polícia Militar encontrou dois corpos na localidade conhecida como Gravatá, em Olivença, zona sul de Ilhéus.

De acordo com informações da PM, os corpos, identificados como de José Carlos de Amaral Nascimento, de 58 anos, e Maraci Oliveira, de 42, apresentam cortes profundos, possivelmente causados por facão.

A polícia ainda não tem informações da motivação nem dos autores do crime.

JOVEM É ASSASSINADO NO PONTALZINHO

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Leandro foi morto a tiros (Reprodução P. Itabuna).

Leandro foi morto a tiros (Reprodução P. Itabuna).

Leandro Souza Gonçalves, 24 anos, foi assassinado a tiros na Rua Alzira Paim, no Pontalzinho, região central de Itabuna, no início da manhã de hoje (17). A vítima morava na Rua da República, próximo ao antigo Clube da Telebahia, segundo informações do Plantão Itabuna.
O atirador atacou Leandro, quando a vítima caminhava próximo à região do Cemitério Campo Santo. A suspeita é de que o crime tenha sido motivado por um relacionamento extraconjugal.
A polícia ainda caça o autor do homicídio. Leandro, também conhecido como Shineray, não tem passagens por delegacia, de acordo com as primeiras informações.
Itabuna registrou dois assassinatos em menos de 24 horas. Ontem à tarde, o sindicalista Moisés Ribeiro da Silva foi morto a tiros na Beira-Rio, no Nova Itabuna (confira mais abaixo).

50 ANOS DE 31 DE MARÇO DE 1964 E O BRASIL DE HOJE

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professor júlio c gomesJulio Cezar de Oliveira Gomes | advjuliogomes@ig.com.br

Há um Brasil que chora, cotidianamente, por um dilúvio de sangue que jorra das capitais e do interior deste país.

Para uns, golpe. Para outros, revolução. O fato é que há cinquenta anos um movimento militar arrancou o presidente João Goulart do Palácio do Planalto e impôs àquele Brasil um governo composto por uma estranha junta militar.
O resto da história, já se sabe. O regime de exceção se impôs pela força das armas e da máquina governamental por vinte e cinco longos anos, até que sob a pressão da imensa maioria dos brasileiros pelo fim da Ditadura, foi eleito, de forma indireta, um presidente civil, em 1985; e depois promulgada a Constituição de 1988, pondo fim ao Período Militar.
Entretanto, o que há de novo neste aniversário de 31 de março de 1964 não é a comemoração dos militares, que sempre a fizeram, de forma mais ou menos ostensiva, mas um clamor pela volta dos militares ao poder, que ecoou fortemente por todos os meios de comunicação.
Causa estranheza que em um Brasil muito mais desenvolvido economicamente, muito mais escolarizado e com chances de ascensão social infinitamente maior do que as que existiam na década de 1960, 70 e 80, este clamor tenha sido ouvido. Mas foi.
Penso mesmo que, se o povo não aderiu ao apelo do retorno à Ditadura, foi justamente por esta compreensão de que a vida melhorou, e muito.
Porém, o mesmo povo que se recusou a aderir à Marcha da Família também se recusa a defender o regime democrático, em uma clara demonstração de desprestígio da democracia junto àqueles que mais deveriam defendê-la: o povo.
Observo, especialmente, que o discurso de que a Ditadura assassinou cruelmente seus opositores – e assassinou de fato – não comove mais às pessoas. Por que será?

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