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17 de janeiro de 2021 | 03:04 pm

ITABUNA: AUGUSTO ANUNCIA 50 ÔNIBUS E SISTEMA INTEGRADO COM TRÊS EMPRESAS

Augusto: sistema emergencial com três empresas e 50 ônibus
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O prefeito Augusto Castro disse que, nos próximos dias, três empresas em regime integrado de transporte vão operar as linhas do transporte público de Itabuna. Segundo ele, o sistema integrado de transporte terá oferta de 50 ônibus.

Ainda conforme o prefeito, uma das condições impostas às empresas é de que não haverá reajuste de passagem pelos próximos 12 meses, permanecendo a tarifa de R$ 3,70, em vigor desde março de 2020. As empresas vão operar em regime emergencial, conforme disse em entrevista ao Jornal Interativa, da Interativa FM, nesta manhã.

DECRETO EMERGENCIAL

No início da semana, o prefeito decretou situação de emergência no transporte público. Para isso, alegou que as empresas Viação Sorriso da Bahia e São Miguel não rodam há quase 10 meses. Além disso, a Sorriso entrou com ação na qual abre mão da concessão em Itabuna.

HUMOR: ITABUNA GANHA A ARENA HEINEKEN

O meme de Breno Santos que viralizou: a Arena Heineken em Itabuna
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Na primeira semana de governo, o prefeito Augusto Castro determinou um “faxinaço” em várias vias e equipamentos públicos, dentre eles a Vila Olímpica Professor Everaldo Cardoso, na Avenida Manoel Chaves (Kennedy). A Vila possui quadras poliesportivas, ginásio coberto com capacidade para 5 mil pessoas e parque aquático, mas estava abandonado, tomado pelo matagal.

Após a roçagem e capina, o serviço de iluminação do equipamento esportivo foi restabelecido. E virou (um bom) meme devido à cor escolhida. O humorista Breno Santos logo batizou a Vila Olímpica de Arena Heineken por causa do verde da iluminação da área externa. As lâmpadas foram encontradas em depósito do equipamento esportivo.

A postagem de Breno no Instagram, como não poderia deixar de ser, viralizou. Na postagem, ele mostrar que enquanto Salvador possui a sua Arena Itaipava (o Estádio Fonte Nova), Itabuna tem a Arena Heineken…

NÃO FALTARÃO RECURSOS PARA ATENDIMENTO DE QUALIDADE NA SAÚDE, DIZ AUGUSTO

Augusto, à direita, conversa com profissionais de saúde do Hblem || Foto Lucas Matos
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O prefeito Augusto Castro disse hoje (6) que “não faltarão recursos para atendimento de qualidade” aos pacientes do SUS atendidos no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), único hospital público do município e que atende a pacientes de cerca de 120 municípios pactuados.

A visita do prefeito ao Hospital de Base, acompanhado da secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes, ocorreu na manhã desta quarta. Ele também anunciou que a UPA 24 horas, no Monte Cristo, e os postos de saúde passarão por requalificação.

As condições de atendimento a pacientes da Covid-19 em leitos de UTI e clínicos foram relatadas pelo médico Eduardo Kovalski Neto, diretor-presidente da Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (Fasi). Augusto Castro visitou as enfermarias e salas com equipamentos de raios-X digital e tomógrafo e os centros cirúrgicos. Também esteve na unidade onde está sendo instalado o equipamento de ressonância magnética essencial aos exames de rotina e diagnóstico d e pacientes pelos médicos.

O prefeito lembrou que conseguiu muitas emendas ao Orçamento Geral da União junto a parlamentares aliados da bancada baiana no Congresso Nacional. Na visita, ele também fez indagações sobre o atendimento de urgência e emergência e sobre as condições de oferta de oxigênio e outros insumos ao diretor-administrativo e financeiro da Fasi, Ronaldo Abude, que estava acompanhado do assessor jurídico da Fasi, Tarso Soares.

ITABUNA: AUGUSTO REÚNE SECRETARIADO E ANUNCIA AÇÃO DE COMBATE À FOME

Augusto reuniu secretariado no primeiro dia útil de governo || Foto Lucas Matos GovITB
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O novo prefeito de Itabuna, Augusto Castro, prometeu esforços em ações de combate à fome no município. O compromisso foi firmado depois de o novo gestor participar de missa em Ação de Graças, nesta segunda (4), primeiro dia útil do governo municipal. O prefeito diz que o flagelo da fome voltou com a pandemia do novo coronavírus.

– Vamos firmes visando atender as pessoas que mais necessitam. Com a pandemia, há pessoas passando fome, daí que a assistência social vai atuar para diminuir esta situação – disse ele. As ações de combate à fome deverão ser detalhadas nos próximos dias.

Celebrada pelo bispo diocesano Carlos Alberto Santos, a missa foi o primeiro compromisso da agenda oficial de Augusto nesta segunda, após a qual ele se reuniu com todo o secretariado por cerca de meia hora e visitou pastas do governo instaladas no Centro Administrativo Firmino Alves, sede da prefeitura.

O novo prefeito disse que as ações do seu governo chegarão a toda a comunidade. “Conversamos com toda a cidade na campanha política e reafirmo a disposição de transformar Itabuna cidade dos nossos sonhos. Por isso, são grandes os desejos e a responsabilidade que temos”, afirmou.

AUGUSTO ELEGE A SAÚDE MAIOR PRIORIDADE PARA OS 100 PRIMEIROS DIAS DE GOVERNO

Augusto aponta a saúde como maior prioridade para 100 dias de governo || Foto Lucas Matos
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A saúde será a maior prioridade da gestão nos 100 primeiros dias do novo governo em Itabuna, sinalizou o novo prefeito Augusto Castro. Durante ato de posse, o prefeito prometeu melhorar a rede de postos de saúde, com mais investimentos na atenção básica, e até seis postos funcionando até a meia-noite.

O novo prefeito disse que irá colocar para funcionar várias unidades de saúde em reforma ou fechadas, a exemplo da Roberto Santos, no Santo Antônio, antes considerada referência na Atenção Básica. “É preciso cuidar da saúde do nosso povo”, disse, comprometendo-se a investir mais que os 15% em saúde preconizados pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

COVID-19 E PSIQUIATRIA

Na guerra contra a Covid-19, o prefeito falou em vacinação em massa de profissionais de saúde e idosos afirmou ter entrado em contato com o Instituto Butantan, de São Paulo, para a compra de vacina. “Vamos avançar com força, determinação e foco. Alinhar a gestão, diminuir gastos e fazer a infraestrutura de alguns bairros”, disse.

A ampliação dos leitos de UTI Covid-19 e clínicos e novos serviços, inclusive psiquiátricos, no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) também foi prometido por ele. A precariedade na área da saúde mental em Itabuna foi objeto de críticas do psiquiatra Luiz Cezar Melo em entrevista ao PIMENTA na última semana (confira a entrevista aqui). Luiz Cezar apontou o modelo ideal para a área psiquiátrica.

Castro reforçou, ainda para estes primeiros cem dias de governo, outro compromisso de campanha, a retomada do atendimento pediátrico no Hospital Manoel Novaes nos moldes anteriores à restrição imposta no governo do prefeito Fernando Gomes. Há mais de dois anos, crianças são atendidas no Novaes apenas em casos graves, o que tornou precário o atendimento e causou a morte prematura de várias menores.

O prefeito disse ter recebido telefonema do secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, de quem ouviu desejo de sucesso na gestão. “Sei que ele fez muito pela Bahia, mas preciso que ele faça muito mais pela região e por Itabuna, que é cidade-polo, tem hospital porta aberta atende mais de 120 municípios que é o Hospital de Base”.

‘IMPORTARÁ’ GRIPÁRIO

O prefeito anunciou a implantação, em Itabuna, de um gripário, como já em funcionamento em Salvador, para dar eficiência nos atendimentos de urgência e emergência aos casos suspeitos de Covid-19. O gripário seria instalado na UPA 24 horas do Monte Cristo.

FERNANDO DEIXA A POLÍTICA, AGRADECE RUI E DESEJA SAÚDE E SABEDORIA A AUGUSTO

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Sem poder participar da cerimônia de transmissão de cargo ao sucessor, Augusto Castro, Fernando Gomes enviou carta ao novo prefeito de Itabuna. Na missiva, Fernando faz um rápido retrospecto da carreira política, agradece o governador Rui Costa e deseja saúde e sabedoria a Augusto.

Fernando não pôde participar da cerimônia devido à infecção pela covid-19, diagnosticada por meio de exame. A íntegra pode ser conferida abaixo:

CARTA DO PREFEITO FERNANDO GOMES OLIVEIRA AO PREFEITO AUGUSTO CASTRO, NA TRANSMISSÃO DO CARGO, EM 1º DE JANEIRO DE 2021

Excelentíssimo Prefeito Augusto Castro,

Primeiro, parabenizo-o pela vitória.

Por todas as oportunidades que tive de assumir funções públicas nesta cidade de Itabuna, agradeço à Deus, à Nossa Senhora e ao povo de Itabuna.

Gostaria de estar presente na transmissão de cargo de prefeito.

Infelizmente, isso não foi possível por ter sido acometido pela COVID-19. Seguindo os protocolos médicos, estou em isolamento, seguindo as recomendações médicas.

Diante disso, solicitei ao meu amigo e excelentíssimo vice-prefeito Fernando Vita que me represente nesta hora de muita responsabilidade.

Sobre a minha história política, preciso dizer com muita convicção que a encerro com leveza, com serenidade, com um sentimento de respeito, sobretudo à vontade democrática do povo de Itabuna, que sempre me acolheu com tanto amor. Também por esse povo, com esse povo e para esse povo, fica em mim o sentimento mais sincero de dever cumprido.

Foram quatro anos como secretário de Administração na gestão de José Oduque Teixeira, 22 anos como prefeito de Itabuna em cinco gestões e 12 anos como deputado federal, em três mandatos.

Cumpri minha missão. Parafraseando o apóstolo Paulo, “combati o bom combate” e encerro vitorioso a minha carreira política, com uma biografia digna.

Não poderia deixar de, nesse momento, fazer um agradecimento especial ao excelentíssimo governador do Estado da Bahia, senhor Rui Costa, pela barragem que trouxe água, que é sinônimo inequívoco de vida.

E agradeço também pelo Teatro Municipal Candinha Doria, pela Policlínica e por todas as parcerias em realizações diversas que ajudaram muito a melhorar o dia-a-dia desta cidade.

A partir de hoje, essa missão se conduz pelas suas mãos.

Que Deus lhe dê saúde e sabedoria para governar essa linda cidade, que muito merece.

Acima de mim, de Itabuna e de vossa excelência, estão Deus e Nossa Senhora.

Saudações,

FERNANDO GOMES OLIVEIRA
Prefeito de Itabuna

PREFEITO ELEITO DE ITABUNA ANUNCIA OFICIALMENTE SECRETÁRIOS NESTA QUINTA

Prefeito eleito anuncia secretários nesta quinta-feira
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O prefeito eleito de Itabuna, Augusto Castro, anuncia  oficialmente nesta quinta-feira (31), às 9h30min, no Teatro Candinha Doria, no Loteamento Nossa Senhora das Graças, o quadro de secretários municipais e de dirigentes de autarquias, fundações e da Emasa para a sua gestão, que se inicia dia 1º de janeiro de 2021.

Por medidas de restrição sanitária por conta do Covid-19, o acesso à coletiva e ao microfone serão restritos. Por isso, a assessoria do prefeito eleito pediu aos jornalistas, radialistas e blogueiros que, ao confirmar presença, antecipasse sua pergunta até o meio-dia desta quarta-feira, colocando: nome do veículo/repórter/jornalista. A medida soou estranha a vários profissionais de imprensa, já que a coletiva será acompanhada no próprio teatro pelos repórteres.

Para facilitar a cobertura e o acompanhamento por qualquer cidadão, a coletiva de imprensa será transmitida ao vivo pelo canal do youtube e pelas redes sociais do prefeito Augusto Castro.

LUIZ MELO: “DOENTE MENTAL É RELEGADO A SEGUNDO PLANO PORQUE NÃO VOTA, NÃO PRODUZ”

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A reforma psiquiatra brasileira foi positiva para a assistência em saúde mental, mas o falta vontade política dos governantes para colocá-la em prática, na opinião de Luiz Cezar Melo, 65 anos, mais de 30 deles dedicados à Psiquiatria. Luiz Melo faz críticas ao arremedo que se fez de assistência psiquiátrica nos municípios, principalmente Itabuna. As consequências, aponta, podem ser vistas nas ruas.

Numa entrevista ao PIMENTA, Luiz Melo observa que praticamente se destruiu o pouco que havia no município, principalmente nos últimos quatro anos. O psiquiatra observa, por exemplo, que o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) nível 3 começou a ser construído e não foi entregue até o momento. Ele apela ao prefeito eleito, Augusto Castro, para que conclua o equipamento e faça valer o que preconiza a reforma psiquiátrica.

BLOG PIMENTA – Na opinião do senhor, a assistência psiquiátrica em Itabuna é a ideal?

Luiz Cezar Melo – Como especialista em saúde mental há quase 30 anos, na Apae, Caps e serviço de ambulatório, vejo que a situação tem piorado e não há perspectiva de melhora. Se antes tínhamos sistema que funcionava precariamente, hoje está muito pior e aquém do desejado.

O que difere o antes do momento atual?

Tínhamos hospital funcionando em sistema de mega-asilo, de pessoas confinadas. Depois da reforma psiquíatrica, tentou-se sistema mais racional. Existia, também, o ambulatório da Prefeitura, no Hospital de Base, que funcionava de forma precária, e atendia demanda de Itabuna e região. Funcionava? Pelo menos, os pacientes eram vistos de três em três meses. Havia constância, não havia intervalo muito grande entre um atendimento e outro. Hoje, foi criado ambulatório no Centro, simplesmente arremedo de atendimento psiquiátrico. A pessoa que tem sofrimento mental, quando consegue atendimento, é seis, oito meses depois. O atendimento é precário, com receita emitida, replicada, treplicada.

Quais os riscos para o paciente?

O indivíduo não tem muito contato com quem está tratando dele. Não há avaliação. A pessoa tem que ser avaliada, pelo menos, de três em três meses, mas é vista em intervalor de seis, a 10 meses até. Essa pessoa pode reagudizar, paralisar. E o indivíduo fica na rua. Os familiares sabem bem o que é isso, de ter doente mental em casa e não ter a quem recorrer, não ter o que fazer.

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A saúde mental sempre foi jogada de lado, patinho feio da saúde, que é o patinho feio do orçamento geral de um município.

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Não há alternativa?

A alternativa acaba sendo o serviço particular, que são as clínicas populares, que têm consulta relativamente barata para quem é de classe média, mas não privilegiado tirar R$ 200 do seu orçamento é muito. Esse é um dever do Estado e um direito do cidadão, atendimento público e gratuito. A saúde mental sempre foi jogada de lado, patinho feio da saúde, que é o patinho feio do orçamento geral de um município.

A reforma psiquiátrica foi positiva? Por que ela não está funcionando como preconizado em Itabuna?

A reforma psiquiátrica foi muito positiva com o fim do confinamento. Dificilmente alguém se recupera tendo a sua liberdade limitada e sofrendo maus-tratos e sobrevivendo com o mínimo possível. Era uma solução quando não se tinha algo melhor. A reforma psiquiátrica trouxe uma novidade que é o atendimento na comunidade. Se ela fosse implantada com eficácia, apoio público, vontade política, se a doença mental não fosse tão discriminada e relegada a segundo, a terceiro plano até, talvez ela tivesse…

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O Caps não é um ambulatório a mais. Trabalha em rede, trabalha com o PSF. O único Caps que funcionou bem foi o de Ibicaraí.

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Há bons exemplos de mudança depois da reforma psiquiátrica?

Em alguns lugares, ela floresceu. A reforma prevê que o indivíduo seja tratado na própria comunidade, sem precisar afastá-lo de quem ele gosta, da sua família, porque foi jogado no meio de outras pessoas também doentes. A reforma foi perfeita ao criar o Caps, que encara a doença mental como digna de ser excluída da sociedade, e sim uma tentativa de incluir esse doente que, por algum momento, perdeu a razão, de torná-lo capaz de ser um cidadão. O Caps não é um ambulatório a mais. Trabalha em rede, trabalha com o PSF. O único Caps que funcionou bem foi o de Ibicaraí.

O que deu certo no município sul-baiano?

Em Ibicaraí, tínhamos os três dispositivos da reforma psiquiátrica, que é o Caps, o serviço de residência terapêutica para pacientes que não tivessem referência familiar, o paciente de rua, e o internamento em hospital público. O hospital tinha 3 leitos de psiquiatria. Os pacientes que agudizavam ficavam lá por algum tempo. O período de internamento era mínimo, não saíam da cidade. O paciente recebia o tratamento e voltava para a sua comunidade, dessa vez já com orientação para se tratar no Caps.

Por que Itabuna não avança, embora ainda seja polo em serviços de saúde?

Itabuna tem quatro dispositivos (Caps 2, Caps Infância e Adolescência e Caps Álcool e Drogas) e tem um outro Caps que nunca funcionou e está sendo construído há vários mandatos e ninguém se arvora de terminar. É um Caps que prevê internamento. Ou seja, estaria solucionando um vácuo que o Hospital São Judas deixou. Porque o paciente estaria sendo internado na crise e depois voltaria para o seu ambiente familiar.

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O indivíduo que descompensa não tem a assistência imediata devida. São usados os hospitais gerais, mas estes não atendem completamente. O indivíduo que adoece não tem um sistema para atendê-lo.

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Quais são os efeitos, as consequências da falta de assistência psiquiátrica em Itabuna?

A consequência é o aumento de número de suicídio, pois o indivíduo que descompensa não tem a assistência imediata devida. São usados os hospitais gerais, mas estes não atendem completamente. O indivíduo que adoece não tem um sistema para atendê-lo. Temos aí Roça do Povo que poderia ser usado como oficinas terapêuticas, oficinas protegidas, sistema que dá certo em algumas cidades da Bahia, onde o paciente psiquiátrico, que só é improdutivo na crise, poderia ser encaminhado para poder aprender uma atividade. Ibicaraí chegou a receber prêmio nacional como Caps modelo. Lá, funcionava em rede. Há solução, não há é vontade política.

Há recursos federais para essas ações?

Sim, não para construção, mas para assistência. A parte maior do recurso vem do governo federal. Já deveria estar construído e funcionando aqui o Caps 3, com internamento e psiquiatra de plantão. Isso demorou de ser implantado no Brasil inteiro. Salvador agora que tem, inclusive o CAPS 3 AD, que é de emergência para alcoolismo e drogas, mas, de fato, demorou muito para ser implantado na Bahia.

Por que, no geral, relegam a assistência na área de saúde mental a terceiro, quarto plano?

Primeiro, porque quem adoece não interfere muito na dinâmica econômica da sociedade. O doente mental é invisível, porque ele não vota. Se vota, vota apenas quando sadio. Ele não produz, não é consumidor. Então, é relegado a segundo plano, porque é invisível. No sistema capitalista, ele não tem cartão de crédito. Uma sociedade que confunde cidadania com consumo…

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O doente mental é relegado a segundo plano porque é invisível. No sistema capitalista, ele não tem cartão de crédito. Uma sociedade que confunde cidadania com consumo…

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Não tem valor para essa sociedade?

A não ser que se trate de um grande executivo que adoeça. Ou dono de uma firma ou que seja alguém importante para o sistema. Mas se for pessoa humilde, menos privilegiada, e para o lugar que ele está saindo na empresa tiver 10, 20 para ocupar o lugar, ninguém vai se preocupar em recuperar essa pessoa, já que há exército de reserva muito grande.

Os governos, além de não observarem o doente, fecham os olhos para os efeitos dessa desassistência na família?

Exato. Existe toda uma dinâmica familiar que é afetada. Quem é que vai cuidar deste doente quando está em casa? Por isso que o hospital psiquiátrico parece opção mais viável para alguns. “Não, eu deixo ele lá, não me preocupo mais com ele, vou fazer minhas coisas”. Isso, mesmo sabendo que ele pode estar sendo maltratado.

E poucos também sabem lidar em um momento de crise…

Por isso, louvo muito a reforma psiquiátrica. Pelo menos, na ideia é ótimo. Os Caps estão preocupados com a saúde mental. Então, os familiares podem frequentar os Caps até para ter noção do que fazer e não fazer quando o paciente entra em crise. Há um aprendizado, também. Há muito cuidador de doente mental que, depois, resolve cursar auxiliar de enfermagem ou serviço social, agente comunitário de saúde. Existe um desconhecimento não apenas do público em geral, mas de profissionais da área da saúde também, porque não querem lidar com pessoas que adoecem, pois há o estigma de que doente mental é perigoso, violento. É um estigma.

Preconceito?

Os estudos indicam que o doente mental não é mais violento do que a população em geral. É que os crimes, quando cometidos por doentes mentais, são mais alarmantes, pois há perda do controle, porém não são tão comuns. E aí gera o estigma. Os normais, às vezes, cometem crimes muito mais violentos que os doentes mentais.

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O doente mental que não é bem tratado ou que não consegue esse espaço (atendimento) no serviço público para se tratar, ele se torna quase uma bomba-relógio.

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E aí, retornamos para a questão inicial das consequências da falta de assistência na rede pública, não é mesmo?

O indivíduo que não é bem tratado ou que não consegue esse espaço (atendimento) no serviço público para se tratar, ele se torna quase uma bomba-relógio. O cara que passa um tempo sem ver psiquiatra, sem renovar ou revisar a medicação, pode surtar num período desses e cometer um crime. Mas se é visto, pelo menos, de três em três meses, diminui-se essa possibilidade. Vejo doentes mentais que esperavam consulta há nove meses e descompensaram nesse período, cometendo crime. Se tivesse atendimento, provavelmente não teria cometido o crime. Ou seja, estamos falando de prevenção também.

A reforma psiquiátrica abre espaço para o convívio, a integração. Qual o peso dessa integração para a saúde mental deste paciente?

Se o indivíduo se acha mais aceito, menos discriminado e confia na capacidade dele, isso já é terapêutico por si só. Mas se o indivíduo é isolado, discriminado, claro que vai agravar. Um exemplo bom disso: em Ibicaraí, havia programa chamado Pintando a Cidade. O artista plástico levava os doentes mentais para a rua para pintar as guias, calçadas, jardins… Então, a população em geral, de lá, se acostumou a ver estas pessoas produzindo, trabalhando, coisa que não imaginava, e sem essa aura de perigo. O artista recolhia no comércio as tintas e ele reformava, fazia as tintas e pintava e deixava os usuários do Caps trabalhando. Eles nunca poderiam imaginar que o doente mental poderia produzir alguma coisa, inclusive para a cidade. Então, esse tipo de coisa eu nunca vi aqui em Itabuna. É até uma sugestão para o governo que está entrando…. Eu sei que doente mental não dá voto, mas se ele quer ser um bom gestor, porque não terminar o Caps 3, porque não colocar equipes eficientes nos Caps e não voltar o ambulatório geral? É tornar o doente mental visível. Mostrar que ele não é violento. É violento quando não é tratado adequadamente.

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Eu sei que doente mental não dá voto, mas se ele quer ser um bom gestor, porque não terminar o Caps 3, porque não colocar equipes eficientes nos Caps e não voltar o ambulatório geral? É tornar o doente mental visível.

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Quais são os reflexos da falta de assistência para a cidade?

Quem nunca viu um doente mental na rua quebrando patrimônio ou sendo vítima de chacota e provocações? Há quem não o compreenda e começa a provocá-lo, xingá-lo, ver, realmente, o circo pegar fogo. Há pouco tempo, havia um que quebrava carros… Ah, porque não tem mais o São Judas (clínica psiquiátrica). Que tivesse, mas o São Judas não era tudo. A pessoa não ia ficar a vida inteira lá. Então, se não cuidar para que ele aprenda outro comportamento e não seja provocado, porque não implantar um sistema desse? Sai mais caro recuperar patrimônio destruído por ele.

ITABUNA E O NOVO GOVERNO

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O governo Augusto e Guinho não pode falhar. Não pode ceder às pressões do toma lá dá cá, que tanto fez Itabuna parar no tempo.

Mark Wilson

Itabuna tem com Augusto Castro e Enderson Guinho outra grande oportunidade de retornar aos trilhos do desenvolvimento, pois são jovens sintonizados entre si, bem articulados e conhecedores dos problemas com propostas viáveis representando o clamor de mudanças. É um governo que promete harmonia, lisura, transparência, competência técnica e inovação.

Gestões anteriores infelizmente não observaram que secretarias-fim (como educação, saúde, esporte, obras e serviços, assistência social, etc.) deveriam obter apoio irrestrito das secretarias-meio (como administração, finanças e procuradoria) e das secretarias-assessoria (como planejamento, controladoria, e gabinete do prefeito). Foi isto que ao longo dos últimos anos resultou em balbúrdias políticas e administrativas sendo todas elas rejeitadas pelo voto popular.

A história nos mostra que com organização e diálogo surgem boas alternativas de soluções em contraponto às bajulações ou desmandos.
Vale lembrar que Augusto Castro se criou em um bairro periférico, se formou em administração e que hoje é a própria imagem de competência em assessorias na administração pública municipal, podendo se tornar agora em um dos principais líderes para a criação de nossa tão sonhada região metropolitana.

Acredito que após breve diagnóstico no governo de transição irá acontecer um grande planejamento estratégico municipal aproveitando o cabedal intelectual e científico da Uesc, Ufsba, Ceplac, e dos grandes profissionais da prefeitura, servidores efetivos que já trabalham com maestria na elaboração de projetos e captação de recursos.

Assim sendo, uma ótima gestão tem que começar com ótimos propósitos, planejamento e equipe competente que esteja unida e atenda aos anseios populares numa equação razoável entre governabilidade, e principalmente, governança, pois esta última é quem realmente traz resultados práticos para a sociedade.

Enfim, o governo Augusto e Guinho não pode falhar. Não pode ceder às pressões do toma lá dá cá, que tanto fez Itabuna parar no tempo. Acredito que Augusto e Guinho irão fazer uma gestão competente visando a felicidade do itabunense que clama por desenvolvimento e melhoria na qualidade de vida. Nisto acredito e ponho fé.

Mark Wilson é graduado em Administração e possui especializações em Administração Pública & Gerência de Cidades; Elaboração & Gestão de Projetos Sociais; e em Gestão Pública Municipal.

PREFEITO FERNANDO GOMES DIZ QUE VAI TRANSMITIR CARGO AO SUCESSOR DIA 1º DE JANEIRO

Fernando Gomes Oliveira
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O prefeito de Itabuna, Fernando Gomes (PTC), terceiro colocado nas eleições municipais deste ano, disse que deseja muito sucesso ao prefeito eleito Augusto Castro (PSD), a quem vai transmitir o cargo dia 1º de Janeiro no Teatro Candinha Doria. “Deus  [o] abençoe para que possa fazer um bom governo em benefício da população”, afirmou.

Ao fazer um balanço do final do mandato, com o qual encerra a carreira política iniciada na década de 1960, Fernando Gomes disse ainda não guardar mágoa pela derrota política em 2020. “Ao contrário, estou bastante feliz. Fiz a melhor das minhas gestões, neste quinto mandato, quando mais trabalhei. Contei com o apoio do governador Rui Costa de quem me tornei amigo, independente de política”, resumiu em entrevista ao Balanço Geral, da Record TV Cabrália.

Ao falar do encerramento de sua vida pública, o atual prefeito reconheceu que teve dificuldades ao longo da gestão iniciada em 2017. Citou a dívida de mais de R$ 100 milhões apenas com o FGTS que deixará ao sucessor, mas afirmou que espera que ele tenha mais sorte em negociá-la.

“Mudei a lei. A Prefeitura não vai pagar mais o FGTS. Tentei fazer acordo para pagar em 240 meses, mas só me deram 100 meses. Dessa forma, a dívida é impagável”, esbravejou. Gomes revelou que os ex-prefeitos Capitão José Nilton Azevedo (2009-2012) e Claudevane Leite, o Vane do Renascer (2013-2016) em oito anos não pagaram nenhuma parcela do FGTS, daí a dívida.

O ainda prefeito de Itabuna declarou que deseja pagar os salários de dezembro do funcionalismo, disse não ter atrasados e deixará em caixa, pelo menos, R$ 30 milhões somente na Secretaria da Saúde e outros R$ 8 milhões do “PACÃO”, recurso contratado em 2012 por Azevedo para pavimentação de bairros da zona oeste. Por último, fez seu agradecimento aos eleitores de Itabuna por tê-lo apoiado ao longo de sua vida pública.

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