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4 de dezembro de 2020 | 08:59 pm

ILHÉUS: DEFENSORIA COBRA DA PREFEITURA MEDIDAS PARA CONTER AVANÇO DA MARÉ

Avanço da Maré causa estragos na zona norte de Ilhéus || Foto DPE/BA
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A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA) encaminhou ofício à Prefeitura de Ilhéus em busca de informações sobre o eventual plano de recuperação das áreas degradadas e as medidas emergenciais adotadas para conter avanço da maré em trecho de quatro quilômetros da zona norte, que destrói residências e cabanas de praias. Moradores e comerciantes dos bairros São Miguel e São Domingos sofrem com a degradação em um trecho de quatro quilômetros situado na Zona Norte.

No documento, a Defensoria destaca a existência de estudos que apontam a construção do Porto do Malhado é responsável pelo avanço da maré, causando impactos socioeconômicos e ambientais nos bairros São Miguel e São Domingos. Defensor público coordenador da 3ª regional da DPE/BA, sediada em Ilhéus, Leonardo Couto Salles encaminhou o ofício à prefeitura e também lamentou a situação da Zona Norte.

“Há vários anos, moradores e comerciantes sofrem com a destruição de suas casas e de estabelecimentos comerciais em virtude do avanço do mar, possivelmente por conta da ausência de um prévio estudo de impacto ambiental quando da construção do Porto do Malhado. Até o momento, todos estão sem respostas efetivas das autoridades, inclusive no que diz respeito à reparação dos prejuízos causados na localidade”, explicou.

Segundo moradores da Zona Norte que buscaram a DPE/BA, a Prefeitura adotou entre as medidas preventivas a instalação de pedras em alguns pontos da região, mas estas não estão sendo suficientes para barrar o avanço da maré. Os habitantes locais também instalaram contenções com pedras e sacos de área, por vezes adotando recursos próprios, para conter os danos, sem sucesso.

No início de setembro, a Defensoria Pública do Estado convocou uma reunião, por meio da Ouvidoria Cidadã, com a presença da Defensoria Pública da União e a comunidade local. O objetivo foi ouvir diversos relatos dos moradores e comerciantes que estão perdendo suas casas e comércios por conta do avanço da maré, bem como a ausência de medidas eficazes por parte do poder público.

Sobre esta questão, há ainda Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Federal contra a União, a Companhia das Docas do Estado da Bahia – CODEBA e o Município de Ilhéus, ajuizada há mais de 10 anos e ainda sem julgamento. A Ação Civil Pública tramita junto à Subseção da Justiça Federal em Ilhéus.

AVANÇO DA MARÉ: MORADORES PROTESTAM CONTRA DESCASO EM ILHÉUS

Moradores do São Domingos e São Miguel protestam contra descaso
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Moradores dos bairros São Miguel e São Domingos, na zona norte de Ilhéus, fizeram um novo protesto no centro da cidade, nesta quarta-feira (26), para pedir providências em relação aos estragos causados pelo avanço da maré. Os moradores já tinham feito protestos na quinta-feira (20) e na sexta-feira (21).

Os manifestantes fizeram uma passeata pelas principais ruas do centro de Ilhéus e ficaram em frente à Câmara de Vereadores. “Só pedra não vai aguentar, é paliativo e nós não estamos atrás de paliativos. Queremos que eles [prefeitura] tomem as providências”, relatou Saionara Maria Santos, presidente da Associação de Moradores do São Miguel.

Desde de julho, o problema da força da maré aumentou, destruindo casas e cabanas de praias. O trecho mais atingido tem 4 quilômetros e fica entre os bairros São Domingos e São Miguel. Algumas medidas preventivas, como colocar pedras em alguns pontos, têm sido feitas por moradores e prefeitura, mas não são suficiente.

Na última sexta-feira (21), a prefeitura decretou situação de emergência por conta da erosão costeira e montou um comitê para preparar ações de contenção do avanço da maré. Os moradores disseram que, essa semana, a prefeitura prometeu 20 caçambas de pedra para cada bairro.

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