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22 de abril de 2021 | 05:19 pm

AZEVEDO DIZ QUE REGIÃO PRECISA TER MAIOR REPRESENTATIVIDADE E TORCE POR AUGUSTO

Azevedo diz que região perde por não ter representatividade política
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Ex-prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo deverá aguardar até o final do ano para definir o seu futuro político. Azevedo diz que o momento não cabe discutir 2022, pois as energias devem estar concentradas no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Mas o ex-prefeito considera que a região não deve fugir de um debate importante: o fortalecimento da sua representatividade política, elegendo nomes próprios para os legislativos estadual e federal.

Azevedo observou que o sul da Bahia tem apenas um deputado em sua representação, Rosemberg Pinto, que é líder do Governo Estadual e, originalmente, não é do eixo, mas de um município do centro-sul, Itororó. E está sem nome na Câmara dos Deputados. Sem representatividade nos parlamentos, avalia Azevedo, os prefeitos têm dificuldades na obtenção de emendas e a própria região perde em pleitos comuns aos municípios.

Ainda na conversa com o PIMENTA, o ex-prefeito disse não ter pressa para definir seu futuro político, mas afirma estar bem e tranquilo no PL, onde tem o apoio do presidente estadual, José Carlos Araújo, que resistiu aos ataques do deputado federal Jonga Bacelar, mantendo-o na disputa pela Prefeitura de Itabuna em 2020, quando terminou a sucessão em segundo lugar. Para 2022, ele não confirma, mas é possível que dispute vaga à Assembleia Legislativa.

GESTÃO DE AUGUSTO

O ex-prefeito disse torcer pelo sucesso da gestão de Augusto Castro, que foi deputado estadual por dois mandatos e também aliado de Azevedo. “Precisamos que dê certo”, diz, evitando, porém avaliar os três meses iniciais de governo.

PESQUISAS ELEITORAIS X URNAS DA GPE/SÓCIO ESTATÍSTICA

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A fragmentação do eleitorado em várias candidaturas bastante competitivas e a menor restrição ao nome de Augusto Castro facilitaram a sua vitória.

Agenor Gasparetto

Como é praxe desde a criação do instituto, em 1990, após cada eleição, no formato jornal impresso e, atualmente, por mídias eletrônicas, realizamos uma balanço, comparando resultados das urnas em relação à pesquisa registrada ou à última pesquisa realizada nos municípios. Neste texto apresentamos os dados de Itabuna e Ilhéus.

(*) Prefeito, candidato à reeleição, candidatura sub judice / (**) Ex-prefeito de Itabuna, candidatura sub judice                                                                                                                                Fonte: Pesquisa registrada no TSE sob o Nº BA-05162/2020. Amostra 1.100 eleitores, com um erro amostral de 3%; no período de 3 a 6 de novembro.

Em Itabuna, no período anterior à pandemia, lideravam as pesquisas pela ordem Dr. Mangabeira, Capitão Azevedo e Augusto Castro, os dois primeiros próximos aos 20% de intenções de voto e Augusto Castro, em terceiro, entre 12 e 15%. A partir da retomada das pesquisas em agosto, o quadro começou a se alterar. Augusto Castro, recuperado após longo período de internação pela Covid-19, começou a melhorar seu desempenho. A partir de meados de outubro, já se desenhava um cenário como provável vitorioso. Em fins de outubro alcançou patamar pouco superior a 30 pontos e se manteve com pequenas taxas de crescimento ao longo das semanas seguintes. Paralelamente, Dr. Mangabeira passou a perder aderência, estabilizando-se próximo a pouco mais de 10%. Capitão Azevedo também perdeu aderência, ficando num patamar próximo aos 15%. O prefeito Fernando Gomes entrou tardiamente na campanha, e ocupou um patamar próximo aos 15 pontos percentuais, alternado segunda posição com Azevedo. Geraldo Simões, Charliane Sousa e Dr. Isaac Nery, se situavam num patamar pouco inferior a 5 pontos. A fragmentação do eleitorado em várias candidaturas bastante competitivas e a menor restrição ao nome de Augusto Castro facilitaram a sua vitória.

Acompanhando as eleições em Itabuna desde 1992, esta eleição fugiu ao padrão itabunense de disputa eleitoral, caracterizado por disputas muito acirradas em que no domingo anterior à eleição, havia situações de empate técnico, diferenças apertadas e uma expectativa de virada de última hora. Nesta eleição, isto não se repetiu. Nas últimas quatro pesquisas realizadas por nosso instituto, ao longo dos últimos dois meses, em todas elas o cenário se manteve e a urna confirmou. Nesse sentido, de todas as eleições acompanhadas até hoje pelo instituto, esta foi a mais fácil, a mais previsível. Seu padrão se aproximou ao da vizinha Ilhéus, caracterizado pela previsibilidade, pela grande antecedência.

Amostra: 1.027 eleitores, com um erro amostral de 3%; no período de 5 a 7 de novembro. Essa pesquisa não foi registrada.

Ilhéus, mais uma vez, como sempre aconteceu desde que nosso instituto passou a acompanhar eleições, 1992, com meses de antecedência já era possível antever o vencedor. Desta vez, ainda que um pouco mais tardiamente, também se observou esse padrão. Todavia, antes da pandemia, se alguém me perguntasse se o prefeito poderia se reeleger, da perspectiva da pesquisa, seria categórico: improvável. Provavelmente, não! No entanto, a pandemia criou um clima em que os prefeitos dos municípios, como regra, melhoram sua imagem, e estudos poderão comprovar que a maior parte fez sucessor ou se reelegeu. Ilhéus foi um dos casos em que isto aconteceu. Entender como se deu esse processo e suas nuanças merece ser objeto de estudo aprofundado.

Obviamente, no caso de Ilhéus, há ainda dois componentes relevantes e que merecem destaque: o primeiro, a ação do Governo do Estado, destacando-se a inauguração da nova ponte, um novo cartão postal de Ilhéus, e o prolongamento da via que dá para as praias do sul. E o segundo fator, que poderia ter resultado em desfecho diferente, a fragmentação da oposição, destacando-se Valderico Jr. e Cacá, mas também Professor Reinaldo, Cosme Araújo e Bernardete. Caso houvesse uma polarização, uma eleição plebiscitária, o atual prefeito correria sérios riscos de não se reeleger. Mas se elegeu com relativa facilidade por esse conjunto de circunstâncias. O quadro captado pela urna e pelas pesquisas se manteve estabilizado com semanas de antecedência.

Agenor Gasparetto é sóciólogo e diretor da GPE-Sócio Estatística.

AUGUSTO CASTRO É O PREFEITO ELEITO DE ITABUNA

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O ex-deputado estadual Augusto Castro (PSD) venceu a disputa pela Prefeitura de Itabuna. Os números finais da disputa pelo comando do Centro Administrativo Firmino Alves ainda serão divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que concentrou a divulgação dos números. Sabe-se, até aqui, que a diferença para o segundo colocado foi por ampla margem.

O empresário de 50 anos, nascido em Ibicaraí, chega à Prefeitura de Itabuna após dois mandatos como deputado estadual, no período de 2011 a 2019. Entre o mandato na Alba e a vitória deste domingo (15), superou mais de 40 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Calixto Midlej Filho, vítima da covid-19.

Já nas urnas, superou nomes conhecidos e fortes da política local, dentre eles o prefeito e candidato à reeleição, Fernando Gomes (PTC), Capitão Azevedo (PL) e Geraldo Simões (PT). Mais que nomes tidos como novos na política local, Augusto conseguiu melhor encarnar a mudança desejada pelo eleitorado itabunense, superando Dr. Mangabeira (PDT) e a vereadora Charliane Sousa (MDB).

À frente da Prefeitura de Itabuna, terá grandes desafios, como a reorganização da saúde e da educação, investimentos em infraestrutura e urbanismo e elevar a qualidade dos serviços públicos prestados ao itabunense.

DATAQUALY VÊ AUGUSTO NA FRENTE E FERNANDO, MANGABEIRA, AZEVEDO, GERALDO E ISAAC EMPATADOS

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Pesquisa traz intenções de voto a prefeito em Itabuna || Fotomontagem DiárioBahia

Feita no período de 6 a 9 de novembro, pesquisa Dataqualy traz Augusto Castro (PSD) na liderança da corrida sucessória em Itabuna, com 32,5% das intenções de votos no cenário estimulado. O levantamento entrevistou 400 eleitores e mostra empate técnico, na margem de erro, entre o prefeito Fernando Gomes (PTC), Dr. Mangabeira (PDT), Capitão Azevedo (PL), Geraldo Simões (PT) e Dr. Isaac (Avante).

Fernando Gomes (PTC) – 15,03%
Dr. Mangabeira (PDT) – 13,02%
Capitão Azevedo (PL) – 9,03%
Geraldo Simões (PT) – 6,5%
Dr. Isaac (Avante) – 6,3%.

Num outro pelotão, porém empatados com Azevedo, Geraldo e Dr. Isaac, aparecem Charliane Sousa (MDB), com 3,3%; Professor Max (PSOL), com 1%; Edmilton Carneiro (PSDB), com 0,8%; Alfredo Melo (PV), com 0,3%.

O instituto não explicou porque o nome de Pedro Eliodório não consta do resultado final da pesquisa. O percentual de brancos e nulos atinge 7,3% e o de indecisos chega a 4,5%.

A pesquisa sobre a sucessão em Itabuna foi contratada por uma empresa de Salvador, a Alves Quatro Assessoria de Comunicação, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BA-01535/2020. A margem de erro é de 4,9 pontos percentuais (devido ao baixo numero de entrevistados) e o intervalo de confiança chega a 95%.

ITABUNA: PESQUISA SÉCULUS VÊ EMPATE ENTRE FERNANDO, AZEVEDO E AUGUSTO

Séculus mostra Augusto, Azevedo e Fernando empatados
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Divulgada nesta terça (10), pesquisa Séculus/Bahia Notícias mostra um cenário bem diferente da disputa em Itabuna do que o mostrado pela Gasparetto Pesquisas no último sábado (7). No primeiro cenário estimulado, Fernando Gomes (PTC) tem 22,15%, Capitão Azevedo (PL) surge com 21,53% e Augusto Castro (PSD) tem 21,04%, segundo a Séculus.

Os outros candidatos são Dr. Mangabeira (PDT), que soma 7,18%, Geraldo Simões (PT), com 5,57%, Isaac Nery (Avante), com 3,47%, Charliane Souza (MDB) 2,35%, Professor Max (PSOL) 0,74%, Edmilton Carneiro (PSDB) 0,37% e Pedro Eliodoro (UP) tem 0,25%. Alfredo Melo (PV) não pontuou. Os demais eleitores não escolheram nenhum (4,70%), não souberam (9,41%) ou não opinaram (1,24%).

Na pesquisa espontânea, em que os eleitores respondem em quem votariam para prefeito sem que sejam apresentados nomes de candidatos, Fernando Gomes aparece com 21,78%, sendo seguido de perto por Capitão Azevedo com 20,92% e Augusto Castro com 20,42%. Aparecem ainda Dr. Mangabeira (6,56%); Geraldo Simões (5,82%); Dr. Isaac Nery (3,71%); Charliane Souza (1,98%); e Edmilton Carneiro e Professor Max que somam os mesmos 0,25%. Os demais eleitores não escolheram nenhum (4,70%), não souberam (11,14%), e não opinaram (2,48%).

A Séculus também traçou cenário sem Fernando Gomes. Nele, Capitão Azevedo atinge 22,28% e Augusto Castro 21,66%. O índice deixa os dois candidatos tecnicamente empatados, na pesquisa da Séculus, já que a margem de erro da pesquisa é de 3,46 pontos percentuais. Pontuam ainda Dr. Mangabeira (8,66%), Geraldo Simões (7,67%), Dr. Isaac Nery (5,45%), Charliane Souza (2,85%), Professor Max (0,87%), Pedro Eliodoro (0,62%), Edmilton Carneiro (0,37%). Alfredo Melo não pontuou. Os demais eleitores não escolheram nenhum (11,14%), não souberam (16,83%) e não opinaram (1,61%).

O levantamento encomendado pelo Bahia Notícias à Séculus entrevistou 800 eleitores no período de 4 a 6 de novembro. Com margem de erro de 3,46 pontos percentuais, tem intervalo de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número BA-09709/2020.

Confira ainda

http://157.230.186.12/2020/11/07/augusto-lidera-com-3182-azevedo-tem-1573-e-fernado-aparece-com-139/

ITABUNA: JOÃO LEÃO E CACÁ REFORÇAM APOIO A AZEVEDO

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Leão reforça apoio à chapa Azevedo e Minas Aço.

O vice-governador da Bahia, João Leão, e o deputado federal Cacá Leão, ambos do Progressistas, reforçaram o apoio à campanha do Capitão Azevedo (PL) à Prefeitura de Itabuna. O vice de Azevedo, Roberto Minas Aço, é do Progressistas. Durante a visita a Itabuna, João Leão disse que a parceria de Azevedo com o Estado “transformará Itabuna no centro de um polo econômico sul-baiano, atraindo grandes empresas para a cidade”.

– Itabuna precisa do Capitão Azevedo, um homem forte, preparado, com experiência e que vai trazer de volta o progresso e o desenvolvimento que Itabuna tanto merece. Ele e Roberto Minas Aço estarão de braços dados com o Governo da Bahia para revolucionar o crescimento dessa terra, trazendo empreendimentos e potencializando a geração de emprego e renda para os itabunenses – disse o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia.

SEM CITAR NOME, AZEVEDO DIZ QUE ADVERSÁRIO ESPALHA “PESQUISAS FALSAS”

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Capitão Azevedo (PL) acusou um dos seus adversários na disputa pela Prefeitura de Itabuna de espalhar pesquisas falsas e sem registro na Justiça Eleitoral. A acusação foi feita durante participação dele no Balanço Geral, da TV Cabrália.

Azevedo foi instado a comentar sobre notícias falsas (fake news) na campanha eleitoral. Aproveitou, então para acusar, mas não citou o nome do adversário da suposta pesquisa falsa:

– Fake news é crime e a sua disseminação prejudica a população. Tem candidato em Itabuna espalhando fake news de pesquisas falsas e sem registro. Isso mostra bem o caráter desse candidato – afirmou ele.

Sempre comedido ao falar dos adversários, Azevedo subiu o tom nesta segunda, na TV. É sinalização de que os ânimos ficarão ainda mais acirrados nesta reta final de campanha. As eleições estão marcadas para 15 de novembro.

ELEIÇÕES 2020: QUEM CONTINUA EM CAMPO E QUEM VAI PENDURAR AS CHUTEIRAS?

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Façamos as apostas e aguardemos a abertura das urnas no próximo dia 15, que dirá quem continuará em campo para as próximas disputas e quem, em definitivo, irá “pendurar as chuteiras”.

Claudio Rodrigues || aclaudiors@gmail.com

As eleições municipais de 2020, devido à função da pandemia do novo coronavírus, é realmente uma eleição diferente. Em  Itabuna, a decisão do juiz eleitoral Antônio Carlos Rodrigues de Moraes, proibindo algumas modalidades de eventos de campanha, deixou o processo ainda mais anormal. Mas essa eleição na terra de Jorge Amado é, também, um divisor de águas, pois poderá aposentar “velhas raposas” da política local, a exemplo do prefeito Fernando Gomes (PTC) e os ex-prefeitos Geraldo Simões (PT) e Capitão Azevedo (PP), além do quase neófito Antônio Mangabeira (PDT).

Independentemente do resultado, vencendo ou não, essa será a última campanha eleitoral de Fernando Gomes, uma vez que a idade e o fator de já estar disputando uma reeleição talvez não lhe permitam encarar outra campanha em 2024 – participar de outra disputa dependeria mais da não reeleição agora.

Os ex-prefeitos Simões e Azevedo apostam todas as fichas nesse pleito. Caso não obtenham êxito, darão adeus a uma nova disputa, uma vez que o projeto Geraldo chegará à sexta derrota consecutiva – perdeu em 2008 e 2012 com a esposa Juçara Feitosa, na tentativa de chegar ao paço municipal e o próprio Simões ficou pelo caminho nas disputas de 2010, 2014 e 2018 em campanhas para a Câmara Federal e para a Assembleia da Bahia e em 2016 ficou em sexta colocação no pleito municipal.

Já o Capitão Azevedo, que governou a cidade no período de 2009 a 2012, perdeu as disputas à reeleição em 2012 e a última em 2016, sem esquecer de uma tentativa para a Assembleia Legislativa. Caso não vença a eleição do próximo dia 15, quase certamente não veremos mais suas corridinhas e pulinhos, marcas pessoais de suas campanhas. O médico Antônio Mangabeira, que encara sua terceira eleição, tendo perdido em 2016 na disputa pela prefeitura e conquistado a primeira suplência a Câmara Federal em 2018, caso amargue uma nova derrota, dificilmente dará as caras em uma futura eleição.

Por outro lado, novos e outros nomes vão aflorar como futuras lideranças, independentemente do resultado final. Entre esses nomes, figuram o ex-deputado estadual Augusto Castro (PSD), os vereadores Enderson Guinho (Cidadania) e Charliane Sousa (MDB) e o militar e médico Dr. Isaac Nery (Avante). Há também a possibilidade de surgimento de um ou dois nomes dos 534 que buscam uma vaga na Câmara Municipal como nova liderança política.

Dentre os candidatos majoritários da disputa atual, Castro é o mais experiente, com 50 anos e dois mandatos de deputado estadual, mesmo não saindo vencedor, ainda terá gás para enfrentar novas disputas. Caso venha a ganhar a peleja de 2020, emergirá como nova liderança regional.

O companheiro de chapa de Augusto Castro nessa eleição, o jovem vereador Enderson Guinho, com sua forte penetração junto à juventude e dentro de alguns segmentos da Igreja Católica, tem muito campo a conquistar e se tornará um forte nome na política itabunense. A vereadora e única mulher na Câmara Municipal e na disputa de 2020, Charliane Souza, que tinha uma reeleição a Câmara dada como certa, mesmo perdendo a atual disputa, deixará sua marca e será nome certo na disputa por uma vaga à Assembleia Legislativa da Bahia, em 2022.

O médico e verdadeiro neófito Isaac Nery, já que disputa a sua primeira eleição, caso não consiga vencer a peleja de novembro, se tiver um discurso coerente e a depender do desempenho do futuro gestor, poderá colocar seu nome num processo eleitoral futuro. Como ainda há muita água e baronesas para passar por baixo das pontes que ligam os dois lados da cidade, façamos as apostas e aguardemos a abertura das urnas no próximo dia 15, que dirá quem continuará em campo para as próximas disputas e quem, em definitivo, irá “pendurar as chuteiras”.

Cláudio Rodrigues é consultor na área de comunicação e marketing.

AZEVEDO SE EMPOLGA COM RECEPTIVIDADE DE MORADORES DO BANCO RASO

Azevedo ficou empolgado com recepção no Banco Raso || Foto Divulgação
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Candidato a prefeito de Itabuna pelo PL, Capitão Azevedo mostrou-se empolgado com a recepção que obteve na visita ao Banco Raso e ao Loteamento Santa Tereza, debaixo de chuva, na tarde desta segunda (12).

“Não imaginava que a população itabunense respondesse de forma carinhosa e com atenção, mesmo estando em um momento em que devemos ter muitos cuidados com a saúde, além de estarem nas ruas com o tempo fechado. Fico grato, por tudo isto. Só demonstra que estamos no caminho certo”, disse ele.

Aline Sousa disse que o ex-prefeito fez obras no bairro. “O Capitão Azevedo é muito querido por nossa comunidade, fez muito pela gente e olhou por nós, quando o bairro estava esquecido por gestões passadas”, afirmou a moradora da comunidade.

Maria Goretti Lima disse que reside no Banco Raso há dez anos. “Não conhecia muito o trabalho do capitão. Mesmo assim, no seu mandato, confiei meu voto e vi que Azevedo é uma pessoa humilde. É uma pessoa que, além de um candidato a prefeito, é sensível com seu povo, sempre buscando ouvir nossos anseios”, disse.

ITABUNA: VICE-GOVERNADOR GRAVA PARTICIPAÇÃO EM PROGRAMA DE AZEVEDO

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Leão, no centro, grava participação no programa de Azevedo (dir.)

Durante visita ao sul da Bahia na manhã deste sábado (10), o vice-governador João Leão (PP) gravou participação no programa eleitoral do candidato a prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (PL). O candidato a vice-prefeito na chapa do candidato do PL é o empresário e presidente do PP municipal, Roberto Minas Aço.

– Capitão Azevedo vai devolver o progresso e o desenvolvimento à Itabuna. Nós vamos chegar lá, com Azevedo e Roberto. Eles vão contar com nosso apoio para juntos criarmos um grande mutirão de desenvolvimento, com um corredor industrial e a atração de novos empreendimentos para gerar emprego e renda para a população itabunense – afirmou Leão.

Já o candidato a prefeito Capitão Azevedo disse que Itabuna tem um cinturão de pobreza. “Precisamos dar uma resposta, criar oportunidades de trabalho. Chegou o momento, com o apoio do vice-governador, que sempre teve a iniciativa de abrir oportunidades, e é disso que Itabuna precisa”, disse Capitão Azevedo.

AZEVEDO APRESENTA PROPOSTAS DE GOVERNO AO REITOR DA UESC

Leléu Rodrigues, Azevedo e o reitor Alessandro Fernandes durante apresentação de plano
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O candidato a prefeito de Itabuna pelo PL, Capitão Azevedo, apresentou nesta terça-feira (6) propostas de governo ao reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Alessandro Fernandes. O encontro, na reitoria da instituição, também teve a participação do coordenador do Plano de Governo, Leléu Rodrigues, além de Ismar Lima.

O reitor diz que via com bons olhos a visita do prefeiturável à instituição para apresentação do plano de governo. “A instituição precisa receber todos aqueles que a ela recorrem, e o parabenizo por sua preocupação e sua vontade de governar junto com a Uesc. Temos doutores, técnicos e estudantes disponíveis para somar com a próxima gestão independente de sigla partidária, basta querer”, argumentou.

O prefeiturável do PL frisou sua admiração pela instituição e elogiou a atual gestão. “A Uesc é uma instituição que honra a região cacaueira por todo trabalho prestado à sociedade e na gestão do reitor Alexandre cresceu a democratização do acesso a universidade para todos. Nós, com certeza, precisaremos do apoio da Uesc em nosso governo”, disse Azevedo.

NA MANGABINHA, AZEVEDO OUVE COBRANÇAS E DIZ QUE VEM “COM EQUIPE NOVA”

Azevedo durante caminhada na Mangabinha neste domingo
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Neste domingo (4), Capitão Azevedo, candidato do PL à Prefeitura de Itabuna, fez caminhada na Mangabinha. Acompanhada pelo site, a atividade começou às 10h22min. O horário de início da caminhada, definido pela coordenação da campanha, é uma referência ao número do candidato 22, de acordo com o vereador Aldenes Meira, um dos coordenadores .

Seguindo seu estilo, Azevedo cumpriu percurso pela parte baixa do bairro cumprimentando populares, batendo nas casas, fazendo sinal de positivo. Foi bem recebido, mas também questionado. Uma senhora perguntou ao candidato se ele viria com aquele pessoal com quem governou. “Viremos com uma equipe nova, com um novo time para fazer um grande governo. O povo do passado não participará”, garantiu.

E o que vai fazer? “Vamos implantar um corredor industrial entre Itabuna e Itajuípe [trecho da BR-101]. Já levamos a proposta ao vice-governador João Leão. Vamos buscar recursos para duplicar a BR-415, trecho da Nova Itabuna até Ferradas, um antigo projeto nosso que já levamos ao governador”, completou.

Para acompanhar o candidato não foi fácil. Dando seus costumeiros piques entre uma rua e outra, o grupo de cerca de 100 pessoas suou. O candidato a vice, Roberto Minas Aço (PP), a todo o momento retirava um lenço para enxugar o suor. Difícil acompanhar o ritmo do candidato com pique de atleta.

Na praça do bairro, o candidato entrou em uma casa, trocou a camisa azul royal por uma azul clara. Recebido com carinho na maioria das casas e com indiferença em algumas, Azevedo seguiu para a parte alta do bairro. Um jovem estudante questionou:

“E o emprego seu prefeito?”

Ele respondeu:

“Já pedi a uma empresa de refrigerante que não fosse embora. Segurasse até ano que vem, quando estaremos na prefeitura”, respondeu, sinalizando que investirá em atração de empresas.

Azevedo, conhecido pelos pulinhos, brinca com o físico do vice, Minas Aço

Nas ladeiras bastante íngremes do bairro, Azevedo seguiu sem dificuldade. Roberto Minas Aço, o vice, nem tanto. “Vou perder um pesinho nessa campanha”, brincou. Um assessor anotava telefones para marcar reuniões. Quatro repórteres fotográficos da campanha registravam a caminhada.

A caminhada encerrou no Alto da Lua, a parte alta da Mangabinha, e Azevedo adentrou na casa de um petista histórico. Antônio da Silva, um técnico agrimensor muito conhecido em Itabuna. “Primeiro, vou cumprimentar a matriarca”, disse, fazendo pose para fotos.

Azevedo faz pose para as câmeras com moradoras da Mangabinha

O coordenador da campanha, Fernando Neto, avaliou a caminhada como positiva. “Estamos sendo recebidos com muito carinho pela população. É natural questionamento”, disse, para depois propagandear: “temos o melhor plano de governo”.

Fernandinho, como é mais conhecido, disse que Azevedo construiu canais de diálogo com os governos estadual e federal. “As principais obras de mobilidade urbana de Itabuna foi Azevedo que fez. Vamos fazer o melhor governo da história de Itabuna para todos, para todas as classes sociais ”, disse o coordenador, entusiasmado.

ITABUNA: CAPITÃO AZEVEDO CONFIRMA ROBERTO MINAS AÇO NA VICE

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O pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PL, Capitão Azevedo (PL), confirmou o empresário Roberto Minas Aço (PP) como candidato a vice-prefeito em sua chapa na disputa pela prefeitura do município. O anúncio foi feito neste domingo (13).

Para Azevedo, a escolha de Minas Aço é uma aposta para o desenvolvimento da cidade, principalmente na geração de emprego e renda para toda população. “Nós temos que resgatar a liderança regional, fazendo alianças para agregar e para fazer com que o município se desenvolva, principalmente com foco na geração de emprego e renda pós-pandemia, onde iremos apresentar para a população um novo projeto, com uma equipe de governo capacitada e disposta a colocar nosso querido município nos trilhos do desenvolvimento por meio da minha experiência administrativa, e integrando o poder público ao privado”, afirmou.

Ainda segundo ele, o Progressistas foi fundamental para a formação da aliança em que disputará o pleito municipal. “Estamos construindo uma base forte para vencer as eleições e contamos muito com o apoio do PP estadual, principalmente do vice-governador João Leão, do secretário-geral do partido, Jabes Ribeiro, e do deputado Estadual Eduardo Salles, já que trouxeram muitos recursos para Itabuna e com certeza essa relação ainda renderá muitos frutos para o município”, finalizou Azevedo.

A convenção partidária para oficializar a candidatura de Capitão Azevedo está agendada para quarta-feira (16), das 14h às 17h, no Recanto dos Comerciários, na Rua Aurora, próximo à antiga feira do Bairro Conceição.

BN/SÉCULUS: AZEVEDO TEM 26,47%; AUGUSTO, 20,27%; MANGABEIRA, 10,22%; E GERALDO 8,04%

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Sem incluir o nome do prefeito Fernando Gomes, que anunciou pré-candidatura apenas depois do início do levantamento, a pesquisa Bahia Notícias/Séculus mostrou empate técnico na disputa eleitoral em Itabuna. A consulta com 599 eleitores, feita nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, mostra Capitão Azevedo (PL) com 26,47%, Augusto Castro (PSD) com 20,27%, Dr. Mangabeira (PDT) com 10,22% e Geraldo Simões (PT) com 8,04%.

O segundo pelotão traz Dr. Isaac (Avante) com 3,18%, Guinho (Cidadania) e Som Gomes (Republicanos) com 2,68% cada um, Vane do Renascer (PROS) com 2,18%, Charliane Sousa (MDB) com 1,34%, Professor Max (PSOL) com 1,17% e Júnior Brandão (Rede) com 0,84%. Não souberam responder 10,22% dos consultados. Não escolheria nenhuma das opções 9,88% e não opinou 0,84%.

Segundo a Séculus, na perspectiva espontânea, quando não são apresentadas opções aos entrevistados, 12 nomes apareceram. Capitão Azevedo (25,13%), seguido pelo ex-deputado Augusto Castro (17,25%). Em terceiro lugar, Dr. Mangabeira (8,54%), empatado com Geraldo Simões (7,87%).

Também são citados Som Gomes (3,85), Guinho (2,01%), Isaac (1,68%), Charliane (1,34%), Fernando (0,50%), Nengo e Duda, com 0,34% cada. Os demais entrevistados responderam nenhum (14,57%) e não sabe (13,74%). Outros 1,68% não opinou.

REJEIÇÃO

O levantamento também avaliou o índice de rejeição dos pré-candidatos em um cenário estimulado. Dentre os quatro com maiores intenção de votos, o de menor rejeição é Augusto Castro (3,02%). Seguido por Geraldo Simões (8,88%), Capitão Azevedo (9,21%) e Dr. Mangabeira (11,06%).

Os demais nomes obtiveram os seguintes resultados: Vane do Renascer (11,06%),Som Gomes (7,54%), Charliane Souza (6,20%), Professor Max (3,52%), Guinho (3,35%), Dr. Isaac Nery (2,01%) e Júnior Brandão (1,01%). Outros 16,75% jamais votariam em nenhum, assim como 13,90% não souberam responder e 2,51% não opinaram.

A pesquisa BN/Séculus ouviu 599 eleitores nos dias 31 e 1 de setembro e tem margem de erro estimada em 3,5 pontos percentuais. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BA-00235/2020.

AGORA É PRA VALER

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Para o eleitor que ainda tem dúvida sobre quem representa de verdade o antifernandismo, que vem fazendo oposição ao governo municipal desde o início da administração, é só perguntar ao próprio Fernando Gomes quem ele quer mais derrotar.

Marco Wense

Nenhum resquício de dúvida ou expectativa : Fernando Gomes deixou o enigma de lado. É novamente pré-candidato a prefeito de Itabuna, salvo engano pela sétima vez. Colocou o sobrinho Son Gomes como vice. A chapa não é puro-sangue no sentido partidário, já que o alcaide é do PTC e o ex-secretário de Administração do Republicanos. Mas é uma composição puro-sangue familiar.

O gestor do cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves, além do PTC e Republicanos, conta com o apoio do Solidariedade, PMN e do PSL. O maior desafio de Fernando é diminuir o alto índice de rejeição apontado em todas as pesquisas de intenções de voto. Tem pela frente um forte sentimento de mudança que toma conta de quase 65% do eleitorado, dispostos a não votar em quem já governou a cidade, o que termina atingindo os ex-prefeitos Geraldo Simões (PT), capitão Azevedo (PL) e Claudevane Leite (PROS).

Com Fernando Gomes na disputa, o cenário político muda totalmente. O fernandismo continua encrustado em uma parcela significativa do eleitorado. Por outro lado, vale lembrar que nenhum chefe do Executivo conseguiu ser reeleito. O tabu da reeleição não foi quebrado, permanece virgem. O último a sofrer com a “maldição” foi o capitão Azevedo.

A candidatura de Fernando é um terremoto no staff de Azevedo. A próxima pesquisa, já com o nome do atual prefeito, deve apontar uma queda do militar. Tenho dito que não há espaço suficiente para dois postulantes populistas, que tem o mesmo reduto eleitoral. O criador e a criatura têm o mesmo manual para conquistar o voto, seguem a mesma cartilha.

Outro prefeiturável que será prejudicado com a candidatura de Fernando é Geraldo Simões (PT). Fernando candidato é a certeza de que o governador Rui Costa ficará distante da sucessão, sequer uma declaração de apoio ao colega petista. Com efeito, o que se comenta nos bastidores do Palácio de Ondina é a frieza de Rui Costa com o “companheiro” Geraldo, que anda esquecido pela cúpula estadual do PT. Do seu lado, em termos de liderança e de apoio verdadeiro, somente o senador Jaques Wagner, que é um companheiro (sem aspas).

É evidente que Fernando não terá mais a expressiva votação da sucessão de 2016. Mas ficará entre os três primeiros nas pesquisas. Na pior das hipóteses em terceiro lugar. A disputa será entre Fernando, Mangabeira e Augusto Castro.

A vantagem de Mangabeira (PDT) em relação a Augusto Castro (PSD) está assentada no antifernandismo, já que o pedetista é visto como o mais antifernandista de todos os prefeituráveis. O antifernandismo é um bom e invejável cabo eleitoral, assim como foi o antipetismo na eleição de Bolsonaro.

Augusto, além de ter sido por um bom tempo aliado de Fernando Gomes, é da base de sustentação política do governador Rui Costa, hoje bem próximo do atual gestor. O chamado voto útil para evitar uma vitória do fernandismo e do seu líder maior, será direcionado para o candidato do PDT.

Para o eleitor que ainda tem dúvida sobre quem representa de verdade o antifernandismo, que vem fazendo oposição ao governo municipal desde o início da administração, é só perguntar ao próprio Fernando Gomes quem ele quer mais derrotar.

Concluo dizendo que com Fernando Gomes disputando sua própria sucessão, Azevedo e Geraldo passam a ser cartas fora do baralho de uma sucessão que caminha para ser acirrada e, infelizmente, impregnada pelo jogo sujo.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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