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30 de setembro de 2020 | 06:06 am

ITABUNA: CAPITÃO AZEVEDO CONFIRMA ROBERTO MINAS AÇO NA VICE

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O pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PL, Capitão Azevedo (PL), confirmou o empresário Roberto Minas Aço (PP) como candidato a vice-prefeito em sua chapa na disputa pela prefeitura do município. O anúncio foi feito neste domingo (13).

Para Azevedo, a escolha de Minas Aço é uma aposta para o desenvolvimento da cidade, principalmente na geração de emprego e renda para toda população. “Nós temos que resgatar a liderança regional, fazendo alianças para agregar e para fazer com que o município se desenvolva, principalmente com foco na geração de emprego e renda pós-pandemia, onde iremos apresentar para a população um novo projeto, com uma equipe de governo capacitada e disposta a colocar nosso querido município nos trilhos do desenvolvimento por meio da minha experiência administrativa, e integrando o poder público ao privado”, afirmou.

Ainda segundo ele, o Progressistas foi fundamental para a formação da aliança em que disputará o pleito municipal. “Estamos construindo uma base forte para vencer as eleições e contamos muito com o apoio do PP estadual, principalmente do vice-governador João Leão, do secretário-geral do partido, Jabes Ribeiro, e do deputado Estadual Eduardo Salles, já que trouxeram muitos recursos para Itabuna e com certeza essa relação ainda renderá muitos frutos para o município”, finalizou Azevedo.

A convenção partidária para oficializar a candidatura de Capitão Azevedo está agendada para quarta-feira (16), das 14h às 17h, no Recanto dos Comerciários, na Rua Aurora, próximo à antiga feira do Bairro Conceição.

BN/SÉCULUS: AZEVEDO TEM 26,47%; AUGUSTO, 20,27%; MANGABEIRA, 10,22%; E GERALDO 8,04%

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Sem incluir o nome do prefeito Fernando Gomes, que anunciou pré-candidatura apenas depois do início do levantamento, a pesquisa Bahia Notícias/Séculus mostrou empate técnico na disputa eleitoral em Itabuna. A consulta com 599 eleitores, feita nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, mostra Capitão Azevedo (PL) com 26,47%, Augusto Castro (PSD) com 20,27%, Dr. Mangabeira (PDT) com 10,22% e Geraldo Simões (PT) com 8,04%.

O segundo pelotão traz Dr. Isaac (Avante) com 3,18%, Guinho (Cidadania) e Som Gomes (Republicanos) com 2,68% cada um, Vane do Renascer (PROS) com 2,18%, Charliane Sousa (MDB) com 1,34%, Professor Max (PSOL) com 1,17% e Júnior Brandão (Rede) com 0,84%. Não souberam responder 10,22% dos consultados. Não escolheria nenhuma das opções 9,88% e não opinou 0,84%.

Segundo a Séculus, na perspectiva espontânea, quando não são apresentadas opções aos entrevistados, 12 nomes apareceram. Capitão Azevedo (25,13%), seguido pelo ex-deputado Augusto Castro (17,25%). Em terceiro lugar, Dr. Mangabeira (8,54%), empatado com Geraldo Simões (7,87%).

Também são citados Som Gomes (3,85), Guinho (2,01%), Isaac (1,68%), Charliane (1,34%), Fernando (0,50%), Nengo e Duda, com 0,34% cada. Os demais entrevistados responderam nenhum (14,57%) e não sabe (13,74%). Outros 1,68% não opinou.

REJEIÇÃO

O levantamento também avaliou o índice de rejeição dos pré-candidatos em um cenário estimulado. Dentre os quatro com maiores intenção de votos, o de menor rejeição é Augusto Castro (3,02%). Seguido por Geraldo Simões (8,88%), Capitão Azevedo (9,21%) e Dr. Mangabeira (11,06%).

Os demais nomes obtiveram os seguintes resultados: Vane do Renascer (11,06%),Som Gomes (7,54%), Charliane Souza (6,20%), Professor Max (3,52%), Guinho (3,35%), Dr. Isaac Nery (2,01%) e Júnior Brandão (1,01%). Outros 16,75% jamais votariam em nenhum, assim como 13,90% não souberam responder e 2,51% não opinaram.

A pesquisa BN/Séculus ouviu 599 eleitores nos dias 31 e 1 de setembro e tem margem de erro estimada em 3,5 pontos percentuais. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BA-00235/2020.

AGORA É PRA VALER

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Para o eleitor que ainda tem dúvida sobre quem representa de verdade o antifernandismo, que vem fazendo oposição ao governo municipal desde o início da administração, é só perguntar ao próprio Fernando Gomes quem ele quer mais derrotar.

Marco Wense

Nenhum resquício de dúvida ou expectativa : Fernando Gomes deixou o enigma de lado. É novamente pré-candidato a prefeito de Itabuna, salvo engano pela sétima vez. Colocou o sobrinho Son Gomes como vice. A chapa não é puro-sangue no sentido partidário, já que o alcaide é do PTC e o ex-secretário de Administração do Republicanos. Mas é uma composição puro-sangue familiar.

O gestor do cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves, além do PTC e Republicanos, conta com o apoio do Solidariedade, PMN e do PSL. O maior desafio de Fernando é diminuir o alto índice de rejeição apontado em todas as pesquisas de intenções de voto. Tem pela frente um forte sentimento de mudança que toma conta de quase 65% do eleitorado, dispostos a não votar em quem já governou a cidade, o que termina atingindo os ex-prefeitos Geraldo Simões (PT), capitão Azevedo (PL) e Claudevane Leite (PROS).

Com Fernando Gomes na disputa, o cenário político muda totalmente. O fernandismo continua encrustado em uma parcela significativa do eleitorado. Por outro lado, vale lembrar que nenhum chefe do Executivo conseguiu ser reeleito. O tabu da reeleição não foi quebrado, permanece virgem. O último a sofrer com a “maldição” foi o capitão Azevedo.

A candidatura de Fernando é um terremoto no staff de Azevedo. A próxima pesquisa, já com o nome do atual prefeito, deve apontar uma queda do militar. Tenho dito que não há espaço suficiente para dois postulantes populistas, que tem o mesmo reduto eleitoral. O criador e a criatura têm o mesmo manual para conquistar o voto, seguem a mesma cartilha.

Outro prefeiturável que será prejudicado com a candidatura de Fernando é Geraldo Simões (PT). Fernando candidato é a certeza de que o governador Rui Costa ficará distante da sucessão, sequer uma declaração de apoio ao colega petista. Com efeito, o que se comenta nos bastidores do Palácio de Ondina é a frieza de Rui Costa com o “companheiro” Geraldo, que anda esquecido pela cúpula estadual do PT. Do seu lado, em termos de liderança e de apoio verdadeiro, somente o senador Jaques Wagner, que é um companheiro (sem aspas).

É evidente que Fernando não terá mais a expressiva votação da sucessão de 2016. Mas ficará entre os três primeiros nas pesquisas. Na pior das hipóteses em terceiro lugar. A disputa será entre Fernando, Mangabeira e Augusto Castro.

A vantagem de Mangabeira (PDT) em relação a Augusto Castro (PSD) está assentada no antifernandismo, já que o pedetista é visto como o mais antifernandista de todos os prefeituráveis. O antifernandismo é um bom e invejável cabo eleitoral, assim como foi o antipetismo na eleição de Bolsonaro.

Augusto, além de ter sido por um bom tempo aliado de Fernando Gomes, é da base de sustentação política do governador Rui Costa, hoje bem próximo do atual gestor. O chamado voto útil para evitar uma vitória do fernandismo e do seu líder maior, será direcionado para o candidato do PDT.

Para o eleitor que ainda tem dúvida sobre quem representa de verdade o antifernandismo, que vem fazendo oposição ao governo municipal desde o início da administração, é só perguntar ao próprio Fernando Gomes quem ele quer mais derrotar.

Concluo dizendo que com Fernando Gomes disputando sua própria sucessão, Azevedo e Geraldo passam a ser cartas fora do baralho de uma sucessão que caminha para ser acirrada e, infelizmente, impregnada pelo jogo sujo.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

PESQUISA DEVERÁ DEFINIR O VICE DE AZEVEDO; PP APRESENTOU 3 NOMES

Robinho, Aldenes e Roberto Minas Aço são os nomes para a vice de Azevedo
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Capitão Azevedo (PL) é quem deverá decidir quem será o seu candidato a vice-prefeito de Itabuna, assegurou o secretário-executivo do PP da Bahia, Jabes Ribeiro, durante uma live com o comunicador e pré-candidato a vereador Rosivaldo Pinheiro. “A decisão é dele”, disse Jabes, descartando que o PP, de onde sairá o vice, vá interferir na escolha.

Três são os nomes postos no PP para compor a chapa do pré-candidato Azevedo: os vereadores Aldenes Meira e Robinho e o empresário Roberto Minas Aço. O médico Eric Ettinger, que chegou a ser mencionado, afirmou a Jabes que não tem interesse em participar do processo eleitoral devido a outros compromissos.

Segundo apurou este site, o nome do vice de Azevedo será definido por meio de pesquisa qualitativa, encomendada pelo pré-candidato a prefeito, e que já está sendo feita. O PP tem pressa, pois Robinho teria mais tempo para colocar a campanha a reeleição na rua. Aldenes já avisou que não quer tentar nova reeleição. Pelo critério político, seriam os nomes de maior peso na disputa a vice.

FERNANDO PARA AZEVEDO: “VOCÊ É ALGUÉM PORQUE EU LHE FIZ”

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Demorou a resposta do prefeito Fernando Gomes à intenção de Capitão Azevedo (PL) auditar o contrato milionário do serviço de limpeza pública em Itabuna, caso seja eleito em 15 de novembro. Durante entrevista na semana passada (reveja abaixo), Azevedo, ao ouvir que a coleta teria salgado de R$ 650 mil para R$ 2,5 milhões, ele disse que iria analisar contrato, pois dinheiro não pode ir pelo ralo.

Hoje, Fernando chamou o ex-aliado de “mentiroso” e pediu respeito. “Azevedo, você é alguém, porque eu lhe fiz”, reagiu, lembrando que garantiu cargo ao pré-candidato para assumir a Ciretran em Itabuna e depois ser o seu vice, na eleição de 2004, e prefeito no período de 2009 a 2012. Ainda afirmou que em seu governo quem manda é ele, ao contrário do capitão, que, disse Fernando, quem mandava era uma secretária. Confira o vídeo.

Relembre o que disse Azevedo durante a entrevista a Jota Silva.

JOSIAS MIGUEL FALA DAS CAMPANHAS DE 2008 E DE 2012 E DOS ERROS DE CAPITÃO AZEVEDO

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O marqueteiro Josias Miguel é dos que mais bem conhecem o eleitorado itabunense. Ontem, num contato com este site, relembrou episódios de 2008 a 2012, dos erros de Capitão Azevedo no governo (2009-2012) e na campanha à reeleição.

Homem que coordenou o marketing e a campanha de Capitão Azevedo em 2008 e foi secretário de governo, Josias foi novamente convidado para tocar a campanha de 2012.

Resistiu.

Estava ressabiado pelo que ocorreu nos primeiros anos de governo, quando sofreu persistente boicote do então secretário da Fazenda, Carlos Burgos, e deixou o governo, como disse a este blog na tarde desta sexta (31), após ler entrevista do ex-prefeito (reveja a entrevista aqui).

Com o comando da Comunicação e da Secretaria de Assuntos Governamentais, Josias era minado. “Burgos não deixou [trabalhar]. A gente comprava mídia e Burgos não pagava”, lembra. E já ali, no início, Josias deixou o governo. “A gente, que fez a campanha de 2008, ficou à revelia. O companheiro Gilson [Nascimento] entregou a Secretaria de Administração, [também] por não concordar”.

Após o convite e conversa com o prefeito, além de reunião dos primeiros escalões do governo, Josias decidiu aceitar participar da campanha, sob a condição de que tivesse total controle da campanha, como em 2008. Também disse do tempo exíguo para mudar  a rota da campanha. Faltavam ali 45 dias para o “abrir das urnas”. Azevedo disse “sim” às exigências.

Mas…

Depois dos insistentes pedidos de Azevedo e de o ex-prefeito aceitar as exigências, veio a surpresa, segundo conta Josias.

– Primeiro coisa que eu fiz foi chamar Nilson [Santana], da Ativa Propaganda, para fazer a campanha de Azevedo. E trouxe de volta Vander Prata. Fui dizer a ele que, então, naquela reunião, eu subiria para o núcleo e iria assumir a coordenação do marketing da campanha e tinha que fazer algumas mudanças de imediato, dar freio de arrumação.

Nilson não aceitou. Foi o primeiro a reagir, conforme Josias, que procurou Azevedo. E tudo ficou nisso. O homem do marketing de 2008 disse que, mesmo fora, deu conselhos, também não seguidos pelo prefeito.

– Quando eles planejaram aquela caminhada [da véspera da eleição] para começar no São Caetano e terminar no Posto Cachoeira [no Fátima], eu falei com ele. Azevedo não faça isso, pois não tenho dúvida de que você fará a maior caminhada, mas você vai dar demonstração de força desnecessária. Eles vão se juntar contra você. Não faça isso, não dê essa demonstração de força. A coordenação de campanha insistiu e eles fizeram a caminhada.

Josias disse ter visto a caminhada de dentro de um carro, com um dos filhos. “Rolembergue me chamou e queria que eu fosse fazer o encerramento, lá no Posto Cachoeira. Disse que não estava na coordenação e não fui”.

A campanha de 2012 de Azevedo foi tocada por um trio de assessores – Joelma Teles, Rolembergue Santos e Soldado Pinheiro – e Nilson Santana, da Ativa Propaganda, e o jornalista Vander Prata no marketing.

Questionado se trabalharia novamente com Azevedo, agora em 2020, Josias diz que como profissional e dentro de suas exigências, pode estudar a possibilidade de trabalhar em qualquer campanha. Abaixo, link para a entrevista de Azevedo ao PIMENTA, ontem. É só clicar para ler.

ELEIÇÕES 2020: “NÃO ABRO MÃO DA CABEÇA DE CHAPA”, AFIRMA AZEVEDO

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O pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PL, Capitão Azevedo, disse que entrou para valer na disputa pela principal cadeira do Centro Administrativo Firmino Alves. E avisa que não aceita disputar a vice. “Não abro mão da cabeça de chapa”. Desde a semana passada, o nome do ex-prefeito é ventilado como possível candidato a vice de Fernando Gomes (sem partido) ou de Antônio Mangabeira (PDT), possibilidades que ele descarta.

Azevedo concedeu entrevista exclusiva ao PIMENTA na última quarta (21). A íntegra será publicada neste sábado (25). O pré-candidato a prefeito fala de erros e acertos do período em que governou Itabuna (2009-2012) e porque, na visão dele, as chances de vitória eleitoral hoje são maiores que em 2016, quando terminou a disputa pelo comando do Centro Administrativo Firmino Alves em quarto lugar.

Ele ainda aborda sua relação com o presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, e com o governador Rui Costa. E repete o que tem se tornando um mantra nesta pré-campanha, quando afirma que foi o prefeito que mais captou recursos para Itabuna em toda a história. Também fala de projetos e composição de governo.

ELEIÇÕES 2020: “NÃO ABRO MÃO DA CABEÇA DE CHAPA”, AFIRMA AZEVEDO

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Capitão Azevedo diz que é pré-candidato a prefeito e não aceita ser vice || Foto Pimenta

O pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PL, Capitão Azevedo, disse que entrou para valer na disputa pela principal cadeira do Centro Administrativo Firmino Alves. E avisa que não aceita disputar a vice. “Não abro mão da cabeça de chapa”. Desde a semana passada, o nome do ex-prefeito é ventilado como possível candidato a vice de Fernando Gomes (sem partido) ou de Antônio Mangabeira (PDT), possibilidades que ele descarta.

Azevedo concedeu entrevista exclusiva ao PIMENTA na última quarta (21). O pré-candidato a prefeito fala de erros e acertos do período em que governou Itabuna (2009-2012) e porque, na visão dele, as chances de vitória eleitoral hoje são maiores que em 2016, quando terminou a disputa pelo comando do Centro Administrativo Firmino Alves em quarto lugar.

Ele ainda aborda sua relação com o presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, e com o governador Rui Costa. E repete o que tem se tornando um mantra nesta pré-campanha, quando afirma que foi o prefeito que mais captou recursos para Itabuna em toda a história. Também fala de projetos e composição de governo.

A CONVERSA DE FERNANDO GOMES COM RUI COSTA

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Marco Wense

 

 

O governador vai tentar convencer Fernando de que o melhor caminho é um partido aliado do governo. Se o conselho não for seguido, o bom relacionamento com o neoaliado, que chegou até a colocar a estrela do PT do lado esquerdo do peito, tende a se esfriar.

 

O encontro do prefeito Fernando Gomes com o governador Rui Costa, tendo como pauta principal a sucessão de Itabuna, vem provocando uma avalanche de especulações e disse-me-disse.

A decisão do alcaide, que continua sem abrigo partidário, de disputar ou não à reeleição (ou o segundo mandato consecutivo) mexe com todo o pleito para o cobiçado comando do centro administrativo Firmino Alves.

Salta aos olhos, que não precisam ser do tamanho dos da coruja, que o processo sucessório com Fernando Gomes disputando o sexto mandato é um. Sem ele, outro completamente diferente.

As torcidas dos prefeituráveis caminham em sentidos opostos. Cito dois exemplos, sem dúvida os mais interessantes. O grupo de Mangabeira (PDT) quer Fernando como candidato. Já o do Capitão Azevedo (PL) reza todos os dias para que o atual gestor não tenha seu nome nas urnas eletrônicas.

Com Fernando na disputa, as chances do ex-prefeito Azevedo caem abruptamente. Ambos têm os mesmos redutos eleitorais, são políticos que pertencem ao campo do populismo. A polarização com Mangabeira é dada como favas contadas. O voto útil do antifernandismo vai ser direcionado para o pedetista.

Sem o experiente Fernando Gomes, Azevedo passa a ser o maior adversário de Mangabeira, que continua na frente nas pesquisas de intenções de voto e com um baixíssimo índice de rejeição, que, quando comparado aos de Fernando e Geraldo Simões, pré-candidato do PT, quase que não existe.

E a conversa de Fernando Gomes com Rui Costa? Eu diria que o chefe do Palácio de Ondina não anda nada satisfeito com a possibilidade do alcaide ir para uma legenda que não seja da base aliada, como o Republicanos do bispo e deputado federal Márcio Marinho, que apoia o governo soteropolitano de ACM Neto (DEM) e o prefeiturável Bruno Reis, também demista.

No evento que anunciou Bruno Reis como postulante do DEM à prefeitura de Salvador, Marinho afirmou, com todas as letras maiúsculas, que a legenda vai pleitear a vice do democrata. “O Republicanos faz parte da base do prefeito ACM Neto”, disse o parlamentar.

Ora, o governador, conversando com seus próprios botões, como diria o irreverente e polêmico jornalista Mino Carta, vai dizer mais ou menos assim: Fiz de tudo para alavancar a pré-candidatura dele (Fernando Gomes) e agora ele quer ir para uma legenda que me tem como adversário e que vai apoiar a candidatura de ACM Neto ao governo da Bahia na eleição de 2022.

Vale lembrar que Marinho, aqui em Itabuna representado por Lourival Vieira, presidente do diretório local, não cansa de dizer que quer distância do Partido dos Trabalhadores. O bispo da Igreja Universal é adepto fervoroso do “PT nunca mais”. Como não bastasse, já descartou qualquer tipo de aliança com Rui Costa.

O governador vai tentar convencer Fernando de que o melhor caminho é um partido aliado do governo. Se o conselho não for seguido, o bom relacionamento com o neoaliado, que chegou até a colocar a estrela do PT do lado esquerdo do peito, tende a se esfriar. Começam a aparecer as primeiras pulgas atrás das orelhas da autoridade máxima do Poder Executivo estadual.

No mais, esperar o resultado da conversa. Se eu fosse apostar, jogaria todas as fichas que Fernando Gomes não vai para o Republicano.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

SUCESSÃO DE ITABUNA

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Marco Wense

 

O problema é juntar o, digamos, “hibridismo político” no mesmo palanque. Todos de mãos dadas: Geraldo Simões, Fernando Gomes, Augusto Castro, Davidson Magalhães, Claudevane Leite, os médicos Eric Ettinger Júnior e Renato Costa, Roberto Minas Aço e etc .

 

Os articuladores políticos do PT, quando a pauta é a sucessão do prefeito Fernando Gomes, são unânimes em afirmar que a união das legendas da base aliada do governo Rui Costa é imprescindível para derrotar os que eles acham que não farão campanha para o candidato do partido na eleição de 2022.

O comando estadual da legenda, ainda sem o aval do governador, já se posicionou, pelo menos informalmente, mas de maneira incisiva e intransigente, que o lançamento de candidatura própria para o cobiçado Palácio de Ondina é decisão irrevogável.

Os petistas, mais especificamente os mais vistosos, que exercem uma certa liderança sobre os demais, estão preocupados com o fato de que os três prefeituráveis que estão na frente nas pesquisas de intenções de voto não são politicamente confiáveis, não vão rezar pela cartilha dogmática do partido.

Mangabeira, do PDT, é quem mais causa arrepio no staff petista. Vale lembrar que o governador Rui Costa apoiou Fernando Gomes, então candidato do DEM, no pleito de 2016. O alcaide pretende disputar o sexto mandato tendo Rui novamente do seu lado.

O capitão Azevedo, do PTB, vem conversando com o prefeito ACM Neto sobre sua possível filiação ao DEM. O problema do ex-gestor é sua instabilidade política, o que termina colocando algumas pulgas atrás das orelhas do chefe do Palácio Thomé de Souza.

O outro é o ex-tucano e ex-deputado estadual Augusto Castro, hoje filiado ao PSD do senador Otto Alencar. Além de ser um histórico antipetista, que fazia oposição dura aos governos do PT, defende a candidatura de Otto na sucessão de Rui Costa. Como não bastasse, não quer nem ouvir falar do “Lula Livre”.

O problema é juntar o, digamos, “hibridismo político” no mesmo palanque. Todos de mãos dadas: Geraldo Simões, Fernando Gomes, Augusto Castro, Davidson Magalhães, Claudevane Leite, os médicos Eric Ettinger Júnior e Renato Costa, Roberto Minas Aço e etc .

Obviamente que o candidato de ACM Neto, também postulante a ser o morador mais ilustre do Palácio de Ondina, vai ser aquele com mais chances de derrotar a opção que surgirá dessa difícil missão de buscar um nome de consenso da base aliada do governador Rui Costa.

O ex-prefeito Geraldo Simões, hoje uma espécie de “patinho feio” na cúpula do PT, assim que soube da aliança de Rui Costa com Fernando Gomes, a definiu como “casamento de cobra com jacaré”.

Pelo andar da carruagem, parece que Geraldo se enganou. O governador e o prefeito estão tendo um bom relacionamento político. No staff fernandista, tem até quem aposte que o apoio de Rui ao sexto mandato de FG é favas contadas.

PS – Correligionários mais próximos de Fernando Gomes não descartam a possibilidade de ter Azevedo como vice. Esperam, ansiosamente, o resultado da conversa do capitão com ACM Neto.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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