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16 de julho de 2020 | 01:49 am

COVID-19 MATA E HOSPITALIZA 10 A 20 VEZES MAIS QUE A GRIPE COMUM, ALERTA ÁTILA IAMARINO

Átila Iamarino faz alerta para letalidade da covid-19 || Reprodução
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O biólogo e doutor em microbiologia pela USP, Átila Marino, disse que o cenário de avanço do novo coronavírus no Brasil seria pior que o de hoje, com mais de 150 mortes confirmadas, se os estados não adotassem o isolamento social. Átila foi o entrevistado desta segunda (30) do Roda Viva, da TV Cultura.

Pelos estudos já feitos, adverte o biólogo, o novo coronavírus mata de 10 a 20 vezes mais que o vírus da gripe comum (H1N1) e que a Sars (Síndrome Respiratório Aguda Grave). E hospitaliza em igual proporção.

– Então, ela satura o sistema de saúde muito rapidamente. Ela pode se transmitir para duas a três pessoas logo em seguida. Isso é mais viral que memes na internet, que, normalmente, se espalham para duas pessoas ou menos, em média.

Confira a íntegra da entrevista do biólogo no vídeo abaixo.

SOBE PARA 159 O NÚMERO DE MORTOS NO BRASIL; SÃO 4.570 CASOS CONFIRMADOS DE CORONAVÍRUS

Coronavírus mata moradora de Itapé
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O número de mortes causadas pelo novo coronavírus (covid-19) subiu de 136 para 159 entre domingo e esta segunda-feira (30). O  aumento foi de 16% nas últimas 24 horas, conforme dados divulgados na tarde de hoje pelo Ministério da Saúde.

Os casos confirmados passaram de 4.256 para 4.579. O resultado de novas 323 pessoas infectadas subiu 7% em relação ao último domingo. O número foi o menor desempenho nos últimos cinco dias, quando o número de novas pessoas infectadas, por exemplo, passou dos 500 na última sexta-feira (27).

Os estados com mais casos foram São Paulo (1451), Rio de Janeiro (600), Ceará (372), Distrito Federal (312) e Minas Gerais (231). A menor incidência está em estados da Região Norte, como Rondônia (6), Amapá (8), Tocantins (9) e Roraima (16). Há registro de mortes em 16 estados, incluindo a Bahia, que registrou o primeiro óbito no sábado (28).

O índice de letalidade atingiu 3,5% com o balanço, acima do verificado no balanço de ontem, quando ficou na casa dos 3,2%.

“CORONAVOUCHER”: SENADO VOTA HOJE AUXÍLIO DE R$ 600,00 A INFORMAIS E AUTÔNOMOS

Senado votará o “Coronavoucher” em sessão virtual nesta segunda-feira || Foto Jane de Araújo/Agência Senado
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O Senado vota hoje (30) o pagamento de um auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600, destinado aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), havia confirmado a data da votação em postagem no Twitter, na última sexta-feira (27).

Alcolumbre continua se recuperando após ser diagnosticado com o novo coronavírus. Quem tem comandado as sessões remotas é o vice-presidente, senador Antonio Anastasia (PSD-MG). A sessão está prevista para ocorrer às 16h. Antes, às 10h, os líderes se reunirão, também remotamente, para discutir outras votações prioritárias da semana.

Pelas manifestações de senadores nas redes sociais, a expectativa é que a medida seja aprovada sem objeções. Inicialmente, na primeira versão do relatório, o valor proposto era de R$ 500,00 pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e R$ 1.045,00 por partidos do campo de esquerda. Após negociações com o líder do governo, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), o Executivo decidiu aumentar para R$ 600 e a proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados na última quinta-feira (26).

O auxílio é voltado aos trabalhadores informais (sem carteira assinada), às pessoas sem assistência social e à população que desistiu de procurar emprego. A medida é uma forma de amparar as camadas mais vulneráveis à crise econômica causada pela disseminação da covid-19 no Brasil, e o auxílio será distribuído por meio de vouchers (cupons).

NELSON LEAL: BOLSONARO NEGA A CIÊNCIA E “BRINCA COM A VIDA DAS PESSOAS”

Nelson Leal ainda elogiou trabalho conjunto de Prefeitura e Estado em Salvador || Foto Divulgação
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Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Nelson Leal (PP), exaltou, na manhã deste domingo (29), o que classificou como ‘maturidade e união’ de governo do Estado e Prefeitura de Salvador na adoção de medidas de combate ao novo coronavírus na capital. Para ele, Salvador “vai ganhar a guerra contra a Covid-19, com a participação da sociedade e o respeito à ciência que os governantes têm demonstrado.

O parlamentar estadual ressaltou que a pandemia da Covid-19 é a maior crise sanitária já enfrentada pelo planeta nos últimos 100 anos. “Somente comparada à gripe espanhola, que devastou o mundo pós Primeira Grande Guerra (1914 – 1918), especialmente a Europa, deixando um rastro de quase 90 milhões de mortes, com 30 mil vidas ceifadas apenas no Brasil”, disse Leal.

Nelson Leal exaltou a postura dos governos de Salvador e da Bahia e lamentou o que ocorre em Brasília. “É inaceitável que o governo de Brasília negue a ciência e as orientações da Organização Mundial da Saúde. É como brincar com a morte. Não se brinca com a vida das pessoas, sobretudo o chefe da Nação”, comentou.

GOVERNO ISOLADO

Nelson Leal elogiou a postura dos governadores em defender a vida dos brasileiros, destacando a firmeza do Consórcio do Nordeste, formado pelos governadores da região, comandado pelo baiano Rui Costa. Ele ressalta o papel da Assembleia Legislativa, da qual é presidente, “que aprovou em tempo recorde, por videoconferência, as medidas adotadas pelo Palácio de Ondina e a Prefeitura”.

E, novamente, critica o mandatário da Nação. “O presidente Bolsonaro troca o necessário isolamento do povo brasileiro contra o vírus, pelo do seu governo. Abre mão da relevante unidade do país nesse instante difícil para o mundo, e prefere governar com alguns assessores que ainda o cercam. Sem o alicerce das instituições, dos Estados e municípios, bem como da cooperação de organismos internacionais, pondo em risco a democracia no país”, criticou, Leal.

MEGA-SENA ACUMULA E DEVE PAGAR R$ 4,8 MILHÕES NO DIA 1º

Mega-Sena deve pagar R$ 47 milhões
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Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena no concurso 2.247, na noite e sábado (28), e a estimativa é de que o próximo sorteio pague R$ 4,8 milhões na principal, na quarta (1º), às 20h (horário de Brasília).

As dezenas sorteadas no sábado, no Espaço Loterias Caixa, na cidade de São Paulo, foram 01 – 42 – 44 – 47 – 48 – 53.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, responsável pela loteria, a quina registrou dez apostas vencedoras. Cada uma vai receber prêmio de R$ 86.553,24. A quadra teve 908 apostas. Cada autor da aposta vai receber R$ 1.361,75.

O sorteio do concurso 2.248 da Mega-Sena será realizado na próxima quarta-feira (1º). Em tempos de novo coronavírus, o internauta poderá apostar na principal loteria do país sem sair de casa, pelo site da Caixa (veja aqui).

CONFIANÇA DA INDÚSTRIA CAI 3,9 PONTOS EM MARÇO

Confiança da indústria recua 3,9 pontos em março || Foto Portal Brasil
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O Índice de Confiança da Indústria, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), teve queda de 3,9 pontos de fevereiro para março deste ano. Essa foi a primeira queda depois de quatro altas consecutivas. Com o resultado, o indicador recuou para 97,5 pontos, em uma escala de zero a 200.

Segundo a FGV, essa foi a maior queda desde março de 2015, quando começaram as manifestações contra o governo de Dilma Rousseff e quando o indicador recuou 6,6 pontos. A pesquisadora da FGV Renata de Mello Franco explica que o resultado do mês mostra os primeiros efeitos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A confiança recuou em 14 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O resultado negativo é, principalmente, reflexo da piora da percepção dos empresários sobre os próximos meses. O Índice de Expectativas caiu 5,6 pontos e passou para 96,2 pontos.

O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no momento presente, também teve queda, mas mais moderada, de 2,1 pontos, e passou para 98,8 pontos. Houve piora nas avaliações sobre a demanda e a situação dos negócios e sobre as expectativas em relação aos bens de consumo duráveis.

FUNCIONÁRIOS DO COSTA DO CACAU ADEREM AO MOVIMENTO NACIONAL “FICA EM CASA”

Funcionários do Costa do Cacau aderem ao movimento “Fique em Casa”.
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Os profissionais do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, aderiram ao movimento nacional “Fica em Casa”. Essa é a maneira defendida por diversas organizações de saúde, instituições científicas e profissionais da área médica para se evitar a disseminação rápida do novo coronavírus (COVID-19).

Adotada por trabalhadores da área de saúde de todo o Brasil, a campanha espontânea traz pedidos, como “por favor, fiquem em casa por todos nós”, “você e sua família, fiquem em casa por nós, estamos aqui por vocês”,  “por você, por sua família, por todos nós, fiquem em casa”. A cada dia esse movimento ganha mais forças nas redes sociais com o #ficaemcasa.

Para o médico Almir Gonçalves, diretor assistencial do HRCC, embasado em dados científicos, a forma mais adequada para conter o avanço do COVID-19 é o isolamento horizontal. “Quando a China decidiu isolar o país, ela tinha 800 casos, chegou a uma mortalidade pico de 3 mil mortes. A Itália, quando resolveu fechar o país, tinha 10 mil casos, a diferença foi apenas de seis dias, hoje a Itália tem 66 mil casos, com 6.500 mortes”, disse.

Almir Gonçalves lembra que a Inglaterra tinha uma proposta de continuar a rotina de suas atividades normalmente, projetando um certo grau de letalidade “suportável” para mitigar o impacto econômico. “Felizmente, cientistas contratados pelo governo inglês projetaram que, o isolamento horizontal, de toda sociedade, caso não adotado, quando chegasse em agosto, haveria 500 mil mortos pelo COVID-19, e seria necessário 50 vezes mais leitos que o sistema de saúde que aquele país europeu possui”, pontuou.

“Um país de primeiro mundo, onde pacientes seriam acometidos pelo COVID-19 e não teria leito para todos, haveria mais 500 mil mortes de outras doenças, o que configuraria um impacto de 1 milhão de mortes até agosto, isso justificou o governo inglês a adotar o isolamento horizontal, o lockdown”.

MEDICO DIZ QUE O ISOLAMENTO HORIZONTAL É A MEDIDA CORRETA

O diretor assistencial do HRCC  destaca que, analisando todos esses dados, com a oportunidade de avaliar o que aconteceu em outros países, a medida imediata a ser tomada no Brasil é mesmo o isolamento horizontal.  “O primeiro caso no país foi notificado em 24 de fevereiro e a primeira morte em 17 de março, temos já 2.300 casos, com 52 mortes”.

O médico diz que, caso fosse adotado, o isolamento vertical,  somente de uma parte da sociedade, o Brasil poderia enfrentar uma situação muito mais grave.  “Temos dados concretos para mostrar que essa é a pior alternativa (isolamento vertical). Até agosto, poderíamos ter 2,5 milhões de mortes causadas pelo COVID-19 e outras doenças, e colapso no sistema de saúde brasileiro”, conclui.

“DEVEMOS APOIAR O MINISTRO DA SAÚDE”, DIZ SECRETÁRIO VILAS-BOAS EM REAÇÃO A BOLSONARO

Vilas-Boas diz que houve subida assustadora de casos de covid-19 na região
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O pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, em rede de televisão deixou sequelas. Até já se fala em risco de demissão do ministro da Saúde, a quase-unanimidade Luiz Henrique Mandetta.

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, usou a própria conta no Twitter para criticar o pronunciamento de Bolsonaro e, ao mesmo tempo, defender que se forme uma rede de apoio à equipe de Mandetta.

– Em meio à grave situação epidemiológica que vivemos, devemos apoiar o ministro da Saúde e seus secretários que mostram sensatez e se conduzem com tecnicidade – escreveu Vilas-Boas.

No pronunciamento, Bolsonaro novamente classificou a covid-19 como gripezinha, apresentou-se como atleta e criticou as medidas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos em todo o país sob recomendação de especialistas no país e no mundo.

PRESIDENTE RECUA E REVOGA ARTIGO QUE PERMITIA TRABALHADOR FICAR SEM SALÁRIO

Governo recua de deixa trabalhador sem salário
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Depois de críticas de vários setores, o presidente Jair Bolsonaro anunciou, na tarde desta segunda-feira (23), nas redes sociais, que revogou o Artigo 18 da Medida Provisória (MP) 927, que permitia a suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses.

A medida encontrou resistência até de aliados do governo porque não previa o pagamento de salário ou qualquer benefício para o trabalhador se manter durante o  período de desligamento temporário. A suspensão poderia ser acordada individualmente com o empregado.

De acordo com o Artigo 18, durante o estado de calamidade pública, o contrato de trabalho poderia ser suspenso para participação do empregado em curso de qualificação profissional não presencial, oferecido pela empresa ou por outra instituição.

ALSHOP DEFENDE USO DO FAT PARA MANUTENÇÃO DOS EMPREGOS NO VAREJO

Associação de Lojistas de Shoppings defende uso do FAT para manter empregos
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A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) defende a liberação de parte dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a manutenção de empregos no varejo. Shoppings por todo o país estão fechados como medida preventiva contra o avanço do novo coronavírus (Covid-19). A sugestão foi apresentada pela Associação à Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, vinculada ao Ministério da Economia.

– Com a consequência da limitação do fluxo de pessoas nos centros de compras que hoje só atendem serviços essenciais podemos ter agravamento no desemprego mas antes de falar em números sem base, propomos uma medida concreta para manter os empregos enquanto as lojas ficam sem faturamento – disse Nabil Sahyoun, presidente da entidade.

O pedido feito à Secretaria visa manter os empregos de colaboradores vinculados às lojas que já não podem abrir desde o último final de semana. “Neste momento nossa preocupação é com os empregos do nosso setor que é o maior empregador e motor da economia no país que é o comércio e os serviços”, ponderou Sahyoun.

Em São Paulo, a Alshop já havia obtido, junto ao governo paulista, uma linha de financiamento para os varejistas com taxas de 0,35% ao mês por meio do programa Desenvolve SP do governo do Estado. A Alshop representa cerca de 40 mil associados do setor de varejo e tem obtido medidas para reduzir os impactos da crise econômica que será consequente a crise sanitária do Covid-19.

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