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4 de março de 2021 | 09:58 pm

POLÍCIA RECUPERA CONTRABAIXO DE CAETANO VELOSO EM IBIRAPITANGA

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Contrabaixo elétrico é apontado como de Caetano Veloso

O contrabaixo elétrico utilizado na turnê do cantor Caetano Veloso e filhos foi recuperado pelas polícias Civil e Militar, nesta quinta (22), no município de Ibirapitanga, no sul da Bahia, segundo a polícia. O instrumento musical estava dentre os itens que foram roubados durante assalto, no trecho de Maraú da BR-101, em 14 de janeiro passado.
Seis dias depois, vários itens e o carro, um VW Gol, foram localizados pela polícia. Na ação de hoje, participaram a Polícia Civil e a Cipe Cacaueira, tropa especializada da PM. Há um mês, Caetano havia feito apelo, nas redes sociais, para recuperar o restante dos equipamentos e instrumentos. Ainda faltam outros 18 itens do que foi roubado em janeiro.

MARAÚ: BANDIDOS ROUBAM CARRO E EQUIPAMENTOS DE SHOW DE CAETANO VELOSO

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Equipamentos e carro do cantor foram roubados em Maraú, no baixo-sul baiano

Um carro e equipamentos de show do cantor Caetano Veloso foram roubados, na noite deste domingo (14), em Maraú. De acordo com mensagem do artista no Twitter e no Instagram, o assalto ocorreu por volta das 19 horas, no município do baixo-sul da Bahia.
Segundo o artista, os ladrões levaram a carreta acoplada a um VW Gol preto. Na carreta (trailer), estavam cenário, figurino, equipamentos técnicos e instrumentos musicais de Caetano Veloso.
Ainda de acordo com o músico, o veículo roubado é um Gol preto, modelo 2009, placa LRN-3352. O trailer acoplado ao Gol é da cor cinza escuro, placa KXS-8383.
Atualização à 00h11min – De acordo com o motorista do Gol, de prenome Adriano, o assalto ocorreu em Travessão, na BR-101, próximo ao Casarão de Pedras, em trecho que é identificado como território de Maraú. Além dos equipamentos e do veículo, os ladrões, que estavam em um Fiat Uno, também roubaram o celular do motorista, conforme informação obtida pelo PIMENTA. Ele foi atendido pela Polícia Militar, já em Ubaitaba, e por funcionários do Grupo Brasileiro. Adriano deverá aguardar até a manhã desta segunda (15) para registrar o Boletim de Ocorrência.

RIACHÃO

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Marival Guedes | marivalguedes@gmail.com

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Cada compositor apresentava um samba. Quando Riachão cantou Cada Macaco no seu galho, os empresários gritaram “é essa a música, malandro. É essa”, conta Riachão sorrindo. A música estourou. Porém, teve um detalhe: o compositor não foi convidado para a festa de lançamento.

 

 

Passando na última sexta pela Cantina da Lua, no Terreiro de Jesus, avisto um senhor com boina branca, lenço no ombro e sorriso largo sambando ao som de um grupo de choro. Fui conferir. Era Riachão comemorando 94 anos de vida completados no dia seguinte, sábado 14 de novembro.

Clementino Rodrigues nasceu no Garcia, em Salvador. Precocemente compôs seu primeiro samba aos 12 anos e não parou. Tem mais de 500, maioria inspirados no dia a dia da cidade, das pessoas. Crônicas.

Ele conta que quando criança brigava muito. “E aí chegavam os mais velhos para apartar, empregando aquele ditado popular: você é algum riachão que não se possa atravessar?”. Nasceu seu apelido.

Em 2008 foi atingido por uma tragédia. Num acidente automobilístico morreram sua mulher, um filha, um filho, nora e genro. Destroçado, se isolou parecendo que jamais se recuperaria.

Riachão se apresentando na Cantina da Lua, no Terreiro de Jesus, na sexta (Foto Marival Guedes).

Riachão na Cantina da Lua, no Terreiro de Jesus, na sexta (Foto Marival Guedes).

Mas, quase um ano depois, conseguiu dar a volta por cima aceitando, após muita insistência da produção, um convite para se apresentar no projeto Bahia de Todos os Sambas, no Sesc Pompeia em São Paulo, ao lado de outros grandes nomes a exemplo Nelson Rufino, Mariene de Castro e Roberto Mendes.

Um dos seus sucessos tem uma história diferente. Diretores de uma gravadora do Rio queriam um samba de um compositor baiano para marcar o retorno de Gil e Caetano do exílio em Londres. Vieram à Salvador e convidaram vários sambistas. Os amigos não lhe avisaram.

Mas o Sr.Gadelha, pai de Dedé e Sandra, respectivamente à época, mulheres de Caetano e Gil, era chefe numa agência bancária onde Riachão trabalhava de contínuo. Não apenas o avisou como também lhe forneceu o endereço.

Cada compositor apresentava um samba. Quando Riachão cantou Cada Macaco no seu galho, os empresários gritaram “é essa a música, malandro. É essa”, conta Riachão sorrindo. A música estourou.

Porém, teve um detalhe: o compositor não foi convidado para a festa de lançamento. “Acho que eles esqueceram”, lamenta Riachão complementando que assistiu tudo pela tevê e ficou emocionado.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

INSPIRAÇÕES QUE GERARAM POLÊMICAS

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marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

Como dizia minha mãe, “dois bodes de chifres não bebem água na mesma cumbuca” e tanto o compositor quanto a atriz não têm papas na língua.

Chico Buarque, utilizando o pseudônimo/heterônimo Julinho da Adelaide, compôs Jorge Maravilha “(Mais vale uma filha na mão/Do que dois pais voando/Você não gosta de mim/mas sua filha gosta)”.

A canção foi dedicada à filha do general Geisel, Amália Lucy, que já havia confessado admiração pelo artista, divulgaram os veículos de comunicação. Chico negou e falou que compôs inspirado na sua detenção por agentes do Dops. No elevador, o agente pediu autógrafo para a filha.

Injuriado foi outro samba que rendeu notas nas colunas políticas (“Você nada está me devendo/Por isso, meu bem, não entendo/Porque anda agora falando de mim.)”

Afirmaram que foi composto para Fernando Henrique. O ex-presidente havia criticado Chico afirmando que o compositor é elitista e repetitivo. O músico negou e, pra não deixar dúvida, falou que “jamais chamaria FHC de meu bem.”

Polêmica maior foi entre Caetano Veloso e Luana Piovani. Afinal, diz minha mãe, “dois bodes de chifres não bebem água na mesma cumbuca” e tanto o compositor quanto a atriz não têm papas na língua.

Quando Caetano compôs Um Sonho, com seus versos eróticos “(olho-água, vermelho da calha nua/ tua ilharga lhana/mamilos de rosa-fagulha )”, Luana publicou que foi pra ela, sendo imediatamente desmentida pelo artista. Revoltada, disparou: “Era um Deus e descobri que era um banana de pijama. Para mim, ele morreu, está sepultado.”

Dias depois num show, Caetano, coerente com o bordão “Ou não”, confirmou: “Pela primeira vez vou dedicar essa música a Luana. Eu não a desmenti, como disseram. Quando compus, disse a ela que foi parcialmente inspirada nela. Mas Luana se precipitou e contou antes de me consultar”.

Já Paulinho Pedra Azul, compôs Jardim da Fantasia “(Onde estás?/Voei por esse céu azul/ Andei estrada do além/Onde estará meu bem?)” e comentam que foi dedicada a uma noiva que morreu.

Fantasia das pessoas, o músico afirma que fez para a primeira namorada. O boato ganhou tamanha dimensão que ele já se conformou: “Tento explicar, mas não tem jeito. A força do povo é maior”.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

"MELHORES DO ANO" BOMBA NO FACEBOOK

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face faustão

“Meme” bomba no Facebook. Palavras prêmio e música aparecem com erro.

O Domingão do Faustão (Rede Globo) entregou premiação aos melhores do ano em categorias como teledramaturgia, jornalismo e música. A premiação para esta última área gerou montagem (meme) que bombou no Facebook.
Na montagem, aparecem Caetano Veloso e Chico Buarque ironizando as escolhas para melhor música (Show das Poderosas, com Anitta) e melhor cantor (Luan Santana). O “meme” foi compartilhado mais de 26,4 mil vezes em menos de um dia.
Para chegar à escolha, o programa do Fausto Silva informa que são contabilizados votos dos artistas e do público.

UNIVERSO PARALELO

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DA IMPENSADA VANTAGEM DE NASCER ADULTO

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

Volto à leitora não atendida. Afinal, quem é Ousarme Citoaian? – ela pergunta. E eu riposto: sou uma criação meio insana de jornalista desempregado, uma inutilidade que deu certo. Feito personagem de ficção, já nasci adulto, de barba na cara, o que foi um golpe de sorte, pois não sofri os achaques típicos: sarampo, catapora, acne juvenil, adolescência e outras mazelas, como bilu-bilu de senhoras ociosas. A criação não recebeu incenso e mirra (que querem?), mas ganhou tantos elogios que quase fica irremediavelmente estragada. O criador teve de puxar-lhe as orelhas (em sentido figurado, é óbvio, que a Lei da Palmada não é graça!), a fim de lhe dar uma pitada de juízo e modéstia.

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Para os realistas, a Fênix é só um mito

Você saiu de um hino… Deve ser a prova provada da doce insanidade do meu “pai”, que se gaba de umas tinturas francesas. Sou a pronúncia figurada de Aux armes, citoyens! (Às armas, cidadãos!) – grito de guerra tirado d´A Marselhesa. Quer dizer que seu criador é um guerreiro, um incendiário? Menos, menos. Ele se define como um cangaceiro domesticado, mas é, aqui pra nós, um romântico. Tanto isso é verdade que, às vezes, deseja tocar fogo no mundo, na doce ilusão de que das cinzas será possível nascer algo que preste. Eu, mais realista, sei que a Fênix é só um mito. Afinal, Ousarme Citoaian é pseudônimo ou heterônimo? Até parece que eu mergulho a profundidades tais…

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Duas escritas e uma só crítica no mundo

Mas creio que minha escrita é outra: também crítica do mundo, porém mais cuidada, mais “erudita”, mais (se posso dizê-lo) elegante. Visto assim, sou um heterônimo, pois faço uma “literatura” diferente dele. Como eu disse, sou seu “outro eu”, um tantinho metido a gato mestre, sem esconderijo de falso nome, o que, de resto, não é novidade. Vasta é a linhagem de pseudônimos/heterônimos identificados: Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto), Aloísio de Carvalho (Lulu Parola), Alberto Hoisel (Zé… ferino e outros), Alceu Amoroso Lima (Tristão de Ataíde), Aurore Dupin (George Sand) e, encerrando minhas lembranças, Fernando Pessoa (Ricardo Reis, Álvaro de Campos e vários outros).

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TITULAR É REUNIR TERMOS INCOMPATÍVEIS

Falamos aqui há dias da “arte” de combinar palavras para obter o efeito desejado. Mas deixamos de mostrar exemplos, o que fazemos agora, lembrando alguns títulos de livros. Bons títulos parecem, na maioria das vezes, associações de termos incompatíveis à primeira vista – e talvez por isso causem belo efeito. Aqui está uma listinha modesta, a que a gentil leitora e o atento leitor (se cultivam essa já quase extinta paixão pelos livros) acrescentarão os de sua preferência. Vamos à “mistura”: Telmo Padilha denominou sua primeira publicação (1956) de Girassol do espanto; Jorge de Souza Araújo ganhou importante prêmio nacional com Floração de imaginários, Cyro de Matos é autor de O mar na rua Chile.

“As luas obscenas” de Hélio Pólvora

Titulação é arte. Euclides Neto, bom escritor, titulava mal – o que explica um romance chamado Machombongo. Marcos Santarrita fez Danação dos justos (vale citar também A solidão do cavaleiro no horizonte), Hélio Pólvora estreou em romance com Inúteis luas obscenas. O “gringo” Raduan Nassar escreveu poucos livros, mas é mestre em títulos: Lavoura arcaica e Um copo de cólera. Um estudo de Monique Le Moing sobre as deliciosas memórias de Pedro Nava chamou-se A solidão povoada, o espanhol Carlos Ruiz Zafón escreveu o best-seller A sombra do vento, e os leitores desta coluna, todos, leram Cem anos de solidão, de Garcia Márquez. Penso que estas poucas referências são suficientes para chegar ao nosso cqd.

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GUIMARÃES ROSA E SUA INFLUÊNCIA NA MPB

Descobri Luiz Cláudio, cantor, compositor e pesquisador das coisas de Minas, lá pelos anos setenta e fiquei abismado com a “parceria” dele e Guimarães Rosa:
“O galo cantou na serra/ da meia-noite pro dia/ o touro berrou na vargem/ no meio da vacaria/ coração se amanheceu/ de saudade que doía”. O galo cantou na serra só era novidade para minha ignorância. Em 2008, a historiadora Heloísa Starling (da Universidade Federal de Minas Gerais), após longa pesquisa, afirmou que o autor de Sagarana talvez seja o escritor de maior influência sobre a canção brasileira. “Há música espalhada por toda a obra de Rosa”, diz a professora.

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“O capeta tocando viola rio abaixo”

Para Heloísa Starling, essa musicalidade de JGR vem do próprio sertão, dos sons da natureza, do silêncio “e até do capeta tocando viola rio abaixo”, além do uso que ele faz da linguagem. Em Rosa, as palavras não têm apenas significado, mas sons e ritmos. Canções com influência roseana são muitas, nem sempre explícitas à primeira audição. Heloísa cita, além de O galo cantou…, Assentamento (de Chico Buarque para o MST), Travessia (Milton Nascimento-Fernando Brant), A terceira margem do rio (Caetano Veloso-Milton Nascimento), Sagarana (João de Aquino-Paulo César Pinheiro), Língua (Caetano Veloso) e Matita perê (Tom Jobim-Paulo César Pinheiro).

Um sujeito bom como cheiro de cerveja

Não encontrei menção da pesquisadora a Desenredo, a minha preferida nessa “parceria” de Rosa com a MPB. É letra do grande Paulo César Pinheiro, com melodia de Dori Caymmi, baseada no conto revolucionário, renovador do gênero, que tem este nome (está em Tutameia – Terceiras estórias). É a história de amor de Jó Joaquim, um sujeito “quieto, respeitado, bom como o cheiro de cerveja”. No vídeo, não sei o que mais me umedece os olhos: o ousado arranjo vocal (como sempre) do Boca Livre, a beleza suave, doce e dolorosamente jovem de Roberta Sá em harmonia com os “velhinhos” do grupo, os lindos versos ou a melodia compatível. Talvez, o conjunto da obra.

(O.C.)

CAETANO CONDICIONA APOIO A ACM NETO À MUDANÇA DE NOME DO AEROPORTO DE SALVADOR

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O cantor Caetano Veloso voltou a falar de possível apoio ao candidato a prefeito de Salvador pelo DEM, ACM Neto. Numa entrevista à Folha de São Paulo, o músico que é baiano e vota no Rio de Janeiro disse que teria dificuldade de votar em Neto por causa do nome do candidato.

– Para ter um voto (apoio) meu, ele precisaria declarar que o aeroporto de Salvador deve retirar o nome do seu tio. Detesto que ele se chame Aeroporto Luís Eduardo Magalhães – disse Caetano.

O aeroporto era batizado como 2 de Julho, numa homenagem à data da Independência da Bahia, e mudou para Luís Eduardo Magalhães, tio de Neto, após a morte do deputado em 1998.

Até agora, ACM Neto não respondeu ao cantor. O músico, que sempre foi oposição ao avô do candidato, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, também fez críticas ao governador Jaques Wagner (PT) e ao prefeito João Henrique (PP), que apoia ACM Neto. Disse que Salvador encontra-se em péssimo estado.

FESTIVAL AMAR AMADO ATÉ 2017

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Família Caymmi foi uma das atrações do festival deste ano.

André Guimarães, dirigente da Maná Produções, disse que o Festival Amar Amado reúne condições para ocorrer anualmente, pelo menos, até 2017. Agora em 2012, o evento de homenagem ao escritor grapiúna Jorge Amado atraiu milhares de pessoas e atrações nas áreas gastronômica, literária e musical, a exemplo de Caetano Veloso, Margareth Menezes e Família Caymmi.

A Maná obteve do município uma carta de cessão de espaço para os próximos cinco anos, segundo Guimarães. “Um evento desse porte, realizado anualmente na cidade de Ilhéus, vai consolidar a imagem da cidade como Capital Baiana da Cultura”, acredita.

O diretor da Maná Produções afirmou que a ideia é agregar outros símbolos e personagens ao festival. Em 2013, revela, o Amar Amado renderá homenagens ao centenário de Vinícius de Moraes. E em 2014, o alvo seria o cantor baiano Dorival Caymmi.

CAETANO, JORGE E UM VÍDEO HISTÓRICO

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6 de agosto de 2001. Caetano Veloso se apresentava na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, quando recebe a notícia da morte do escritor Jorge Amado. O músico, que faz aniversário no dia 7 de agosto, ouvia “parabéns” entoados pelo público. Caetano planejava cantar três outras músicas, mas, em homenagem ao menino grapiúna, retorna e canta Milagres do povo. “Essa é a festa do meu aniversário e é a festa da vida de Jorge Amado”, disse para o público. Confira:

Caetano se apresenta hoje, em Ilhéus, no dia do centenário de nascimento de Jorge Amado. O show gratuito será na praça da Catedral de São Sebastião, no centro histórico, às 22h.

Confira a programação de hoje do Festival Amar Amado. Clique no “leia mais”, abaixo.

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CAETANO VELOSO E O SONHO DE NATIVA

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Internautas torcem pelo encontro de Caetano e Nativa.

Internautas iniciaram uma campanha nas redes sociais para que uma fã de Caetano Veloso possa ser recebida pelo astro da MPB na próxima sexta-feira, 10, em Ilhéus. De origem humilde e semianalfabeta, Nativa enfrenta uma doença que atinge o nervo trigêmeo e a debilita a ponto de ter dificuldades para enxergar e andar.

Quem a conhece sabe que as fortes dores cedem espaço à alegria quando Nativa ouve ou canta músicas do ídolo. Ísis Sampaio foi quem iniciou a campanha pela internet. No Facebook, a iniciativa conta com mais de 400 compartilhamentos para que Caetano receba Nativa, que reside em Coaraci, a 60 quilômetros de Ilhéus (clique aqui para compartilhar ou curtir a iniciativa).

Isis diz que a fã conhece – e canta – todas as músicas de Caetano, embora a doença afete também a voz. Confira “Tiva” cantando Podres Poderes.

 

Em tempo: André Guimarães, da Maná Produções, disse ao PIMENTA que o show de Caetano Veloso está confirmado. Até a semana passada, havia dúvidas devido a questões contratuais com o Governo Baiano. Problema contornado, pois.

FESTIVAL AMAR AMADO PODE FICAR SEM OS GRANDES SHOWS

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Show de Caetano no festival pode ser cancelado.

Bomba em Ilhéus. O Festival Amar Amado pode ficar sem os prometidos shows de Caetano Veloso, Família Caymmi, Margareth Menezes e Moraes Moreira, nas homenagens ao centenário de nascimento de Jorge Amado.

E, ao que se sabe, por culpa do Governo Baiano. A empresa responsável pela captação de recursos na iniciativa privada, a Maná, fez a parte dela. Captou R$ 1 milhão para a realização do festival. O Governo Baiano assegurou que colocaria igual valor no evento. 

Só que, a menos de dois dias do evento, o governo estadual não pagou a parte que lhe caberia no latifúndio. Se o governo não pagar os cachês até amanhã, 3, os shows prometidos para este e o próximo final de semana serão cancelados. 

O prefeito Newton Lima vai a Salvador, na manhã desta sexta, para cobrar do governo baiano a parte prometida – e até agora não honrada.

DIVULGADA PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO FESTIVAL AMAR AMADO

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– FESTIVAL TERÁ CAETANO, MORAES MOREIRA E FAMÍLIA CAYMMI
—- LITERATURA, POESIA E MÚSICA NAS HOMENAGENS A JORGE, AMADO

Homenagens ao escritor Jorge Amado começam no próximo sábado, 4.

Finalmente saiu a programação completa do Festival Amar Amado, de homenagem ao centenário de nascimento do escritor itabunense Jorge Amado.

A programação será aberta no sábado, 4, com sarau, exposição fotográfica e workshop, além de show com o cantor Moraes Moreira, na praça Dom Eduardo (praça da Catedral), às 22h, em Ilhéus. Todos os eventos são gratuitos.

CONFIRA PROGRAMAÇÃO COMPLETA

No domingo, 5, será aberta a Feira Literária Amar Amado, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, na avenida Soares Lopes, centro, às 10h. A feira terá participações de escritores e debatedores do Brasil e de outros países.

A feira vai até o dia 11, sempre das 10h às 22h. A programação da feira contará com visitas de estudantes, o terreiro de poesia – unindo poesia e música – e o cabaré literário.

O Festival Amar Amado, ao contrário do informado no domingo, também reunirá feras da música nacional. Além de Moraes Moreira, estão confirmados shows de Margareth Menezes (dia 9), Caetano Veloso (10) e família Caymmi (11), sempre no palco instalado na praça Dom Eduardo. A apresentação de Caetano ocorreu justamente no dia de aniversário de nascimento de Jorge.

PROFESSOR CONFIRMA QUE DANIELA DEFINIU GIL E CAETANO COMO "DO PASSADO"

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O portal Terra revelou diálogos ocorridos nos bastidores da gravação do Aprovado, da TV Bahia, em janeiro deste ano, e que trazem a cantora Daniela Mercury afirmando que Caetano Veloso e Gilberto Gil “são do passado”. Daniela não gostou do “presente” de carnaval e partiu pro ataque em plena avenida (confira o vídeo abaixo).
Logo depois, o site publicou entrevista com uma das pessoas que participaram da gravação do programa, o professor Paulo Miguez, da Universidade Federal da Bahia e ex-secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura.
Fala professor: – Confirmo todos os diálogos, confirmo as minhas respostas, a interlocução foi exatamente aquela. Agora, só foram suprimidos alguns palavrões que ela disse, que vocês não publicaram porque certamente não ficaria bem serem publicados pelo Terra (confira a entrevista).
Agora, o vídeo de Daniela tentando livrar-se do “pepino”:

UNIVERSO PARALELO

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MC DONALD´S COMO SÍMBOLO DA DECADÊNCIA

Ousarme Citoaian
Em viagem recente, conversei com uma senhora parisiense sobre a decadência da cultura francesa, que influenciou o Brasil e o mundo (até o início do século XX, pelo menos). Acordamos em que o espaço da língua culta foi muito reduzido – salvo na área diplomática, em que ainda é exigida. Mas tínhamos preocupações diferentes: eu, perfunctório, o geral (língua, música, cinema, literatura); ela, de olhar profundo, incluía a mesa. Enquanto eu lamento que já pouco se estude francês (língua “irmã” do português) ou se ouçam canções francesas, a gentil senhora deplorava a presença do Mc Donald´s a popularizar hambúrgueres malcheirosos – uma agressão à cuisine (pouco importa se nouvelle ou classique). É a obesidade chegando.

AO LADO DE ROBESPIERRE, MARAT E DANTON

Sou dos tempos em que Hugo, Flaubert, La Fontaine e Voltaire eram traduzidos na escola. Cantava-se, mesmo desafinado, La marseilleise (lá fui pescar este grito de Aux armes, citoyens!), ouvia-se Bécaud, Piaf, Aznavour, Mireille Mathieu,Yves Montand e Juliette Gréco. No cinema, Alain Resnais, Clouzot, Simone Signoret, Alain Delon, Louis Malle, Charles Vanel e Anouk  Aimée-Jean-Louis Trintignant (na foto). Certo menino, durante a aula de história, muitas vezes atravessou a velha Paris do fim do século XVIII em companhia de Robespierre, Danton e Marat. Derrubei bastilhas e monarquias, nenhuma piedade pelas cabeças coroadas que rolavam. Na França ensanguentada, imaginei a reação no meu País – e ainda imagino: às urnas, cidadãos!

O NOVO SEMPRE VEM, QUEIRAMOS OU NÃO

As coisas mudam, o novo sempre vem. Mas nem todo velho é ruim, nem todo novo é bom, nem tudo que parece novo é novo. Com a companheira de viagem fiz apreensões da realidade e externei preocupações com a expansão do império norte-americano – entendendo que tal império outrora foi francês, e que La mère África sofre com isso até hoje. C´est la vie, dissemos em coro. E, para comemorar, comemos talvez nossa última refeição ritual: um pavê de morue à l´huile d´olive, et ratatouille, que vem a ser (se acaso o vinho e aqueles olhos insondáveis não me embotaram a memória) um lombo de bacalhau nadando em azeite, cercado de legumes por todos os lados, menos o de cima. Não era uma sessão de saudosismo. Se saudade tive foi do menino que já teima em não mais habitar em mim.

COISA É MACONHA E MUITAS OUTRAS COISAS

Circulam na internet curiosidades sobre a palavra “coisa”, entre elas que pode ser substantivo, adjetivo, advérbio e, como derivado, o verbo “coisar” – usado em substituição a verbo esquecido. No Nordeste (e em Portugal) significa praticar o ato sexual, enquanto “coisas” seriam os órgãos genitais. Tirem as crianças da sala que lá vai José Lins do Rego, num trechinho didático de Riacho doce: “E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios”. Fred Navarro (Dicionário do Nordeste) informa que, na região, “coisa” é um dos nomes da maconha, hoje coisa de passeata. O abono vem de um time que sabe das coisas: Bráulio Tavares, Zé Vicente da Paraíba e Passarinho do Norte, num martelo agalopado.

“VIAGEM” COM SUOR, VERTIGEM E FRAQUEZA

“Tem um verso que fala da maconha/Uma erva que dá no meio do mato/Se fumada provoca o tal barato/A maior emoção que a gente sonha/A viagem às vezes é medonha/Dá suor, dá vertigem, dá fraqueza/Porém quase sempre é uma beleza/Eu por mim experimento todo dia/Se tivesse um agora eu bem queria/Pois a coisa é da santa natureza”. Pausa para dizer uma coisa: martelo agalopado é uma dentre as muitas modalidades da composição poética popular, conforme o modelo acima: dez versos de dez sílabas poéticas, com rimas do tipo ABBAACCDDC, isto é, o primeiro verso rima com o quarto e o quinto, o segundo com o terceiro, o sexto com o sétimo etc. Já se vê que produzir esse pacote de rimas de improviso não é coisa para amador.

CARNAVAL: SEGURA A COISA E A COISINHA!

Caetano Veloso usou a palavra em Qualquer coisa (“esse papo seu tá qualquer coisa” e em Sampa (“Alguma coisa acontece no meu coração”). Noel disse que o samba, a malandragem, a mulata e outras bossas “são coisas nossas”. O carnaval de Olinda tem o bloco adulto Segura a coisa (no estandarte, um baseado tamanho família) e o infantil Segura a coisinha. O grito de Alceu Valença ecoa pelas ladeiras seculares: “Segura a coisa, que eu estou chegando”. A MPB, às vezes, trata a coisa com certo exagero: Gonzaguinha fala em “coisinhas miúdas” e Jorge Aragão-Almir Guineto-Luís Carlos criaram a tatibitate “coisinha tão bonitinha do pai”, que virou trilha sonora da Nasa. Do maestro Moacir Santos (e seu Coisas) falaremos depois.

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FILME QUE NÃO CHEIRA A NOVELA DAS OITO

Sem esperar muito da Globo Filmes e suas produções com cheiro de novela das oito, fui ver Tempos de paz (Daniel Filho/2009) e tive uma surpresa agradável. É abril de 1945. Após muita tortura pelo Estado Novo de Getúlio Vargas, vários presos políticos ganham a liberdade, devido à pressão externa decorrente do fim da segunda guerra mundial. Um ex-torturador (Tony Ramos), agora chefe da seção de imigração na Alfândega do Rio de Janeiro, teme que suas vítimas resolvam se vingar. Em meio a essa paranóia, surge um imigrante polonês (Dan Stulbach) que se diz agricultor, mas tem mãos finas e recita Drummond (“Não serei o poeta de um mundo caduco”). Isto é muito suspeito.

ATORES VIVEM “DUELO” DE INTERPRETAÇÃO

O ex-torturador é chamado a investigar o caso, com poder de decidir se o polonês entra no Brasil. A alternativa é a volta, pelo mesmo navio em que chegara, e que já apita no cais, anunciando a saída. O fugitivo da Polônia tem contra ele, além da má vontade, o tempo. O que se vê aqui é uma espécie de duelo de interpretação de dois grandes artistas: Tony Ramos, consagrado pelo público, e Dan Stulbach, um bicho de teatro, com raras aparições na tevê. Depois de esgotar todos as justificativas para seu ingresso no Brasil, o polonês não dissipa as suspeitas do ex-policial. Este, como se espera, é um homem frio, capaz de contar detalhes do seu “trabalho”, sem mostrar emoção.

O TEATRO JAMAIS GANHOU HOMENAGEM MAIOR

E é em cima dessa frieza que o imigrante é chamado a defender sua permanência no Brasil ou ser repatriado (no porto, o navio apita mais uma vez).  Com um estranho senso de humor (talvez próprio dos torturadores), é proposto ao imigrante um desafio: se este contar algo que faça o agente chorar, poderá entrar no País; se não, embarcará no navio que zarpa em poucos minutos. É o ápice do filme. O polonês (que não é lavrador, mas ator) declama Monólogo de Segismundo – da peça A vida é sonho (Calderón de la Barca/1635). Tempos de paz é a maior homenagem que o teatro já recebeu do cinema.  Ah, sim. O torturador chorou – e eu também. Clique e veja que só o bom texto nos redime.

(O.C.)

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