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25 de outubro de 2020 | 10:04 pm

SEGUNDO RS, CÂMARA DE ITABUNA VIROU "ANEXO DA PREFEITURA"

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O primeiro-secretário da Câmara de Itabuna, vereador Roberto de Souza (PR), acredita piamente que a composição da Comissão Especial de Inquérito do “Loiolagate” foi formada sob a supervisão direta do governo municipal. Mais do que isso: Souza, em desabafo feito hoje no plenário, declarou que o legislativo itabunense tornou-se um “anexo da Prefeitura”.
“O diretor de RH é Carrero, indicado pelo Executivo, assim como o novo diretor administrativo, Sargento Raimundo. E a CEI será presidida pelo líder do governo (Milton Gramacho), ou seja, está tudo dominado”, afirmou o primeiro-secretário.
Depois disso, o vereador disse que se sentia envergonhado pelo atual momento da Câmara e, na hora da chamada, respondeu: “infelizmente, presente”.

LOIOLA DÁ "CARUARA" E UMA DE ARREPENDIDO

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Walmir Rosário | ciadanoticia@ciadanoticia.com.br
O que se esperava ser uma notícia bombástica com detalhes sobre a “quadrilha” que operava o dinheiro da Câmara de Vereadores de Itabuna foi um verdadeiro fiasco. Clóvis Loiola, feito presidente do Legislativo por Roberto de Souza para derrotar o candidato do prefeito Capitão Azevedo, Ruy Machado, deu demonstrações de que não estava preparado para o cargo.
A invenção dos vereadores de oposição mostrou ser um vereador de apenas um mandato, sem massa cinzenta suficiente para analisar, sequer, o dia seguinte, a próxima aliança, sustentar a denúncia que fora obrigado a fazer. Ao sair pelas emissoras de rádio concedendo entrevistas a “torto e a direita”, esbarrou no seu próprio despreparo.
Pensava ele que agia com o respaldo do cargo de presidente do Legislativo itabunense, a instituição que deveria ser de fato e de direito, a Casa do Povo, slogan utilizado em sua fachada. Mas Loiola nem chegou a pensar nessa possibilidade, e se tornou um estorvo para seus “criadores”, um suspeito para a população, um presidente com todas as suspeitas.
Loiola deu um passo maior para as pernas que possui, colocou o chapéu acima do que seu braço alcança. Resultado, os criadores de antes, os colegas vereadores, os criadores atuais, ocupantes do Centro Administrativo Firmino Alves lhe “cortaram as pernas, ou as asas”, deixando-o sem poder andar ou alçar vôos. Ficou sozinho, sem pai nem mãe como diz o ditado.

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LOIOLA DIZ QUE HÁ UMA QUADRILHA NA CÂMARA

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Não se sabe o porquê, mas a defesa do presidente da Câmara, Clóvis Loiola, comprou quase todos os exemplares do jornal Agora desta sexta-feira, 27. A edição traz o vereador do PPS afirmando que há uma quadrilha na Câmara de Vereadores. O destino das centenas de exemplares foi um endereço famoso na avenida Princesa Isabel. Na entrevista, o presidente aponta o dedo para ex-diretores da casa.
– Orei muito para Deus me ajudar a desmascarar essa quadrilha.
Como tem apelado a Deus este homem…

SEGUNDO BACELAR, ALISSON CERQUEIRA FOI INDICADO PELO PSB

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Alisson Cerqueira era o diretor administrativo da Câmara de Vereadores de Itabuna e encabeçou a lista encaminhada pelo presidente Clóvis Loiola para a “guilhotina”. Nos burburinhos da casa, consta que Alisson – ou Alinho, como é mais conhecido – se beneficiaria de contratos pouco convencionais celebrados pela Câmara.
A vinculação do ex-diretor a supostas irregularidades vinha pesando sobre os ombros do vereador Ricardo Bacelar, já que ele é apontado como o “pai da criança”, o autor da indicação de Alisson Cerqueira.
Na entrevista desta manhã, Bacelar negou a paternidade. “Quem indicou Alisson foi o PSB, não eu”, escapuliu o vereador, empurrando a batata quente para o presidente da legenda no município, o professor Aurélio Macedo.
Será necessário um exame de DNA?

DELAÇÃO PREMIADA

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Muitos tomam Loiola por um bobo da corte, um lelé da cuca, um matuto… Vá lá que um desses adjetivos ou mais de um se aplique ao presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, mas isso no momento é o que menos importa.
Loiola, como se diz, jogou m… no ventilador e a sujeira está espirrando em quem até pouco tempo fanfarroneava com status de novo rico pelos restaurantes de Itabuna. De onde vinha tanta pose e, em alguns casos, tanta ostentação explícita de um patrimônio crescente e incompatível com os ganhos oficialmente comprovados?
A suposta abilolação de Loiola, que tem sido apontada como um inconveniente para um ocupante da presidência da Câmara, é de todo conveniente neste momento. Quem, além de um abilolado, teria coragem de quebrar o silêncio para revelar a sujeira institucionalizada e sedimentada na Câmara de Vereadores de Itabuna?
Ora, os loucos ou socialmente indesejáveis são os seres mais propensos a quebrar as regras, chutar o balde, botar a boca no trombone. Só eles se dispõem a dar com a língua nos dentes até mesmo quando o mal que sai da boca também lhes prejudica.
O vereador Ricardo Bacelar fala em “delação premiada”, uma expressão que em direito penal vale para definir a atitude do bandido que, interessado em reduzir a pena pelos próprios delitos, estica o dedo em direção aos comparsas.  Teria o nobre Ricardo cometido um ato falho? Freud explica.
Não há ingênuos na Câmara de Vereadores de Itabuna. Há muito quem circula por aquela casa ouve falar em empresas fantasmas, contratos que beneficiam diretor A, esquema que atende o diretor B. Fala-se pelos cantos em gente que desvia dinheiro, apontam-se relações empregatícias espúrias. Tudo à boca pequena, nas implacáveis ondas sonoras da “rádio-peão”.
Agora que o “maluquinho da Câmara” bagunçou o coreto, ainda que sob o risco de também ser atingido pelos escombros, alguns falam em Comissão Especial de Inquérito, uma forma de enquadrar a devassa em termos civilizados. Ou, quem sabe, produzir uma investigação daquelas que começam com muita expectativa e terminam com enorme frustração.
O mesmo Bacelar disse ontem que o momento é de descobrir os culpados e preservar a imagem da Casa. Ora, que imagem, se a face do legislativo municipal a essa altura do campeonato está mais para carranca do São Francisco? Mais fácil está descobrir os culpados, pois todos na Câmara, por ação ou omissão, contribuíram para enlamear aquela que há muito tempo não pode mais ser chamada de Casa do Povo.

LOIOLA SE DIZ AMEAÇADO; BACELAR RECOMENDA "TOMAR VERGONHA NA CARA"

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Loiola diz que é ameaçado.

O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Clóvis Loiola (PPS), abriu o verbo no programa Bom Dia Bahia, da rádio Nacional, nesta manhã. Ele acusou ex-diretores de desfalques mensais de R$ 40 mil a R$ 50 mil, disse sofrer pressão de vereadores e afirmou que só agora exonerou ocupantes de cargos comissionados porque esperava “a hora certa”.
Aos jornalistas Ederivaldo Benedito e Maria Luísa Couto, Loiola disse ter descoberto os “roubos” porque faltou dinheiro para honrar os compromissos com servidores e credores da Câmara. “Começaram “a aparecer os roubos [quando dinheiro ficou curto]. Tive de pedir forças a Deus para tomar essa posição”.
Loiola citou Deus por diversas vezes na entrevista e afirmou que vem recebendo ameaças, embora não tenha precisado quando nem como ou de quais pessoas partiram as ameaças.
O presidente acusou vereadores de montar empresas de segurança e de limpeza, “para poder se beneficiar”. Cada uma das empresas abocanharia R$ 13 mil por mês. “Agora, era aquele negócio: “montamos a empresa, tá tudo legal”.
Loiola responsabilizou os vereadores Ricardo Bacelar (PSB) e Roberto de Souza (PR) pelas nomeações dos diretores Alisson Cerqueira (administrativo) e Kleber Ferreira (recursos humanos), respectivamente. O presidente ainda insinuou que os dois vereadores, mais Raimundo Pólvora, estariam preocupados com as investigações:
– Por que, na segunda à tarde, esses vereadores retornaram [à Câmara] com chaveiro e homens da polícia civil para arrombaram as portas e levar documentos? Por que a preocupação? Quem não deve, não teme. Quem não deve não teme nem a morte.

“VERGONHA NA CARA”

Bacelar manda colega "tomar vergonha na cara".

O vereador Ricardo Bacelar disse rebateu Loiola e propôs uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar tanto o presidente como o primeiro-secretário, Roberto de Souza. Numa entrevista ao programa Cacá Ferreira, na mesma emissora, Bacelar classificou o presidente da Câmara como uma pessoa “desequilibrada, transtornada”.
Bacelar negou que tenha envolvimento com esquemas de corrupção na Casa. “A iniciativa de apuração foi dos vereadores Bacelar, Wenceslau Júnior e Vane [do Renascer]”.  Para o parlamentar do PSB, Loiola está contaminado por uma amnésia e esqueceu das irregularidades “que cometeu naquela casa”.
Também afirmou que o presidente deveria “vergonha na cara ao usar o nome de Deus em vão” e prometeu acioná-lo judicialmente pela acusação de ter empresa na Câmara. “Loiola busca uma delação premiada numa tentativa de se salvar”, acredita o vereador do PSB, que complementa: “nós temos provas das irregularidades [de Loiola] e a CEI é a oportunidade de se defender”.
Bacelar disse que, apesar do rompante caneteiro do presidente, boa parte dos vereadores governistas se nega a assinar o requerimento de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar os atos de Loiola. O socialista disse que vai solicitar que Loiola devolva dinheiro com viagens e restaurantes e o presidente teria feito viagens com a esposa pagas pela Câmara. “Agora ele quer se fazer de vítima”.

NOMEAÇÃO IRREGULAR NA CÂMARA

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Mais novidades sobre a Casa da Mãe Joana, a forma como muitos vêm chamando a Câmara de Vereadores de Itabuna. O Pimenta desconfiou e um advogado consultado pelo blog confirmou: a nomeação de Indira Carvalho Santana para um cargo na Secretaria Parlamentar contém irregularidade.
Indira, amiga íntima do casal Loiola, ocupava cargo de confiança no município, na Secretaria de Trânsito. O ato que a nomeou para a Câmara diz que ela foi cedida “sem ônus” pelo Executivo, mas esse tipo de cessão só pode ser feita se o servidor for efetivo. Não é o caso.
“É um erro crasso, coisa de quem não tem a menor noção de administração pública”, comentou o nosso consultor jurídico.
Claro que o amigo Loiola ordenará que se dê um jeito nessa barbeiragem. Afinal, o homem agora descobriu que tem uma caneta na mão e, enquanto houver tinta, ele está mandando ver.

"SE PRECISAR CORTAR NA CARNE, VAMOS CORTAR"

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Da esq. p/ dir.: Wenceslau, Roberto de Souza, Claudevane Leite e Bacelar. O segundo pode passar de aliado a alvo de investigação

Os vereadores Wenceslau Júnior (PCdoB), Claudevane Leite (PT) e Ricardo Bacelar (PSB) resolveram dar um “freio de arrumação” na Câmara descontrolada de Itabuna. Nesta quinta-feira, 26, o trio protocola pedido de instalação de uma Comissão Especial de Inquérito, que investigará uma série de denúncias que pululam no legislativo municipal.
Para que o pedido seja aprovado, são necessárias cinco assinaturas. Bacelar afirma que outros vereadores já se dispuseram a subscrever a proposta. “A casa está numa situação insustentável. O presidente sumiu e fica de longe dando canetadas”, afirma o vereador do PSB.
Ainda segundo Bacelar, “é necessário preservar a Câmara e não permitir que a briga de Roberto de Souza e Loiola destrua a imagem da casa”. A CEI, de acordo com ele, vai investigar denúncias envolvendo contratos irregulares com empresas terceirizadas, existência de assessores fantasmas e desvios de recursos”.
Wenceslau Júnior também confirma o pedido de instalação da CEI. “Vamos investigar, colher documentos e se for preciso cortar na carne, vamos cortar”, declara.

CÂMARA DE ITABUNA: DA LAMA AO CAOS

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Um veículo desgovernado e descendo a ladeira. É essa a impressão que se tem da Câmara de Vereadores de Itabuna, e isso não é de hoje. O que mudou foi a velocidade da descida, que nunca foi tão grande.
Loiola, o presidente tardio, só agora descobriu que tem poder, mas ainda não teve tempo de entender que o poder sem sabedoria nunca leva a um final feliz. Se antes ele era um bobo nas mãos das “águias” do legislativo municipal, continua o sendo, porém em outras mãos.
Sem habilidade, com a chamada sutileza de elefante em loja de cristais, Loiola vai promovendo não uma reforma, mas a demolição administrativa da Câmara. A estrutura anterior talvez não fosse das melhores, mas o que é mesmo esse monstrengo que vai surgindo naquele prédio em forma de pizza?
Por enquanto, a guinada napoleônica de Loiola não passa de uma pseudo-engenharia, que pode ter trocado seis por meia dúzia ou nem isso. As manobras, pensadas em consórcio pela soma das inteligências do presidente da Câmara com a do capitão-prefeito, visaram tirar os amigos de Roberto de Souza dos cargos de influência no legislativo. Mas quem são os novos titulares? Claro, os amigos de Loiola.
E quem é amigo do povo nessa briga de panelinha contra panelinha? Ora, e o que é o povo, esse ente abstrato, sem rosto e sem forma, que só nas campanhas se transforma em Dona Maria, Seu João e outras milhares de pessoas às quais os políticos somente procuram no momento que lhes interessa? Depois, voltam-lhes as costas e tapam todas as frestas para que ninguém veja o desenrolar das negociatas.
Enquanto incorpora o presidente-canetada, Loiola espalha insegurança e confusão na Câmara. Hoje à tarde, funcionários de empresas terceirizadas invadiram as dependências da casa e reclamaram de que os cheques recebidos do legislativo eram legítimos borrachudos. Em vários setores, surgiu um clima de apreensão, já que ha notícias de novas exonerações sendo preparadas.
E Loiola, o que diz? Absolutamente nada! O presidente não explica seus atos nem dá sequer uma pista do que pretende construir após a demolição. Pelo jeito, esse arroubo de poder deverá produzir muita bagunça, mas está longe de resolver a grave crise do legislativo itabunense.

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