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1 de março de 2021 | 09:18 am

DITADURA DO HOMOSSEXUALISMO

Tempo de leitura: 4 minutos

zacariasJosé Zacarias Pereira | jzacarias12@hotmail.com

Particularmente, possuo diversos conhecidos homossexuais com os quais tenho boa convivência, pessoas que gosto. Todavia, ter boa convivência e ser favorável a esse tipo de união é algo diferente.

Diante da realidade que atravessa a sociedade brasileira, volve minhas lembranças aos filmes épicos, em especial àquelas cenas em que cristãos eram jogados para serem dilacerados pelos leões. Deparo-me imaginando o que passava na cabeça daquelas pessoas prestes a virarem refeições humanas, ávidas por socorro humano ou divino.
A partir dessas imagens, passo a fazer um paralelo com o momento atual dos brasileiros que têm opção moral e sexual oposta a dos gays, lésbicas e simpatizantes, os quais estão sendo lançados ao abismo, oprimidos e obrigados a tomar partido: se é contra ou a favor da permanência do deputado Marco Feliciano na presidência da Comissão Direitos Humanos da Câmara dos Deputados,  se é homofóbico ou não, se opõe ao casamento homossexual (gay) ou não.
Em resumo, uma minoria usa a mídia e demais meios para tentar mostrar e incutir que a opção sexual e moral que seguem é a correta, a normal, à semelhança dos seguidores fanáticos que tentam catequizar adeptos e simpatizantes, e busca transparecer que não forma minoria e sim maioria no Brasil. Essa minoria tenta distorcer a realidade da sociedade brasileira (formada de maneira esmagadora por pessoas heterossexuais).
O jornalista Alexandre Garcia em um dos seus comentários manifestou-se dizendo que estão condenando o deputado Marco Feliciano por crime de opinião e no Brasil não existe crime de opinião. Faltou acrescentar ainda às palavras daquele jornalista que constitui dispositivo Constitucional a garantia de que ninguém pode ser considerado culpado antes de transitada em julgado uma Ação Penal (Art. 5º, LVII, da Constituição Federal de 1988).

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"30 HORAS": PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM QUEREM REDUÇÃO DE JORNADA

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Profissionais de enfermagem intensificaram a mobilização nacional pela redução da jornada de 44 para 30 horas semanais em todo o país. Estudo do Conselho Federal de Enfermagem mostra que a carga horária já é adotada no serviço público, mas na área privada os profissionais ainda seguem jornada de outras profissões (Foto Cofen/Divulgação)
Profissionais de enfermagem intensificaram a mobilização nacional pela redução da jornada de 44 para 30 horas semanais em todo o país. Estudo do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) mostra que a carga horária já é adotada no serviço público, mas na área privada os profissionais ainda seguem jornada de outras profissões.
De acordo com o Cofen, o Brasil possui cerca de 1,8 milhões de profissionais em enfermagem. Para o presidente do conselho, Osvaldo Albuquerque, a regulamentação da jornada representa mais qualidade no atendimento. A regulamentação é esperada pelos profissionais há quase 13 anos.
O projeto de lei 2.295/200 pode ser votado ainda neste mês. Na semana passada, depois de manifestações de profissionais em Brasília, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, prometeu submeter o PL à votação nesta semana.

CÂMARA VAI RECORRER DE DECISÃO DO TSE

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O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse hoje (10) que a Casa deve questionar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que alterou o coeficiente para composição das bancadas dos estados na Câmara. Com isso, já nas próximas eleições, em 2014, oito estados vão perder entre uma e duas cadeiras, enquanto cinco ganharão entre um e quatro novos deputados.
A decisão que altera a representação dos estados na Câmara dos Deputados foi tomada ontem (9) pelo TSE. Os ministros usaram o Censo de 2010 para fazer os novos cálculos, preparados pela corregedora, ministra Nancy Andrighi. Informações da Agência Brasil.

CÂMARA REAJUSTARÁ COTA PARA DEPUTADOS. IMPACTO PODE SER DE ATÉ R$ 23 MILHÕES

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câmara dos deputados2A Câmara dos Deputados prepara um pacote de medidas. Uma delas vai representar um impacto de R$ 23 milhões nas contas públicas e visa reajustar a cota mensal de atividades parlamentares, usada para pagamento de passagens aéreas, telefone, serviços postais, assinatura de publicações, combustíveis e lubrificantes, entre outros gastos dos deputados.
O reajuste deve ser de 12,72%, o que representaria o acumulado do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2011 e 2012. A utilização de um outro índice, como o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), não está descartada.
Um estudo preliminar apresentado hoje durante a reunião da Mesa aponta que caso a opção seja mesmo pelo IPCA o impacto anual com o reajuste será de cerca de R$ 23 milhões. Informações da Folha.

ALICE CRITICA "CONCURSO DA VIRGINDADE" NA BAHIA

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Alice exige explicações de secretário de Administração da Bahia (Foto Divulgação).

Alice exige explicações de secretário de Administração da Bahia (Foto Divulgação).

Aliada do governador Jaques Wagner, Alice Portugal (PCdoB-BA) subiu à tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília, para criticar o que chamou de “Concurso da Virgindade” na Bahia. Era referência indignada – e jocosa – a um dos itens do concurso da Polícia Civil baiana que, para dispensar exame ginecológico, exigia comprovação de virgindade por parte das candidatas no certame que preencherá 100 vagas para delegado, 100 para escrivão e 400 para investigador da PC.
– Retorno para Salvador para pedir explicações ao secretário da Administração da Bahia sobre o edital do concurso da Polícia Civil que exige atestado de virgindade em troca da dispensa da avaliação ginecológica detalhada.

PEEMEDEBISTA É O NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA

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Denunciado, Eduardo Alves é o novo presidente da Câmara dos Deputados.

Denunciado, Eduardo Alves é o novo presidente da Câmara dos Deputados.

Assim como o novo presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, o presidente eleito da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, é do PMDB. E, também, é alvo de denúncias de corrupção. Eduardo Alves foi eleito no início da tarde desta segunda, 4, para mandato de dois anos à frente da Câmara Federal (2013/2015). Alves locou veículos na Global Transportes e Executiva com dinheiro público. As empresas estão em nomes de laranjas.
Levou a disputa em primeiro turno ao obter 267 votos ante 165 de Júlio Delgado (PSB-MG). A disputa ainda teve candidatura de Rose de Freitas (PMDB-ES) e Chico Alencar (PSOL-RJ) que obtiveram, respectivamente, 47 e 11 votos. Informações da Agência Brasil.

IMPORTAÇÃO DE CACAU CONTAMINADO SERÁ DEBATIDA EM BRASÍLIA

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A importação de cacau africano contaminado e a adoção de novas tecnologias para aumentar a produtividade no Brasil serão debatidos, nesta quarta, 21, às 14h30min, na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, em Brasília.

O debate foi proposto pelos deputados Carlos Magno (PP-RO) e Zé Silva (PDT-MG). O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, o secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, o novo diretor geral da Ceplac, Helinton Rocha, devem participar do debate.

O tema que deve aquecer o debate será mesmo a importação de cacau africano contaminado. Neste ano, quase dez mil toneladas foram importadas do continente africano para indústrias instaladas em Ilhéus e Itabuna (Sul da Bahia) e estavam contaminadas com insetos alados vivos. Apesar disso, o Ministério da Agricultura acabou liberando a carga.

MANOBRA MANTÉM 14º E 15º SALÁRIOS PARA DEPUTADOS FEDERAIS

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Florence pediu fim de regalia a deputados.

O deputado federal Guilherme Campos (PSD-SP) fez manobra para que a Câmara dos Deputados mantivesse pagamento do 14º e do 15º salários. Após 27 deputados assinarem lista de presença na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), foram votados sete requerimentos e três projetos, mas na hora de discutir o fim da mordomia, boa parte dos deputados “deu linha”.

Guilherme Campos avisou que pediria verificação de quórum, uma manobra regimental para trancar a pauta. A promessa foi cumprida e a votação que extinguiria o pagamento foi suspensa. O deputado paulista deixou a comissão justamente nessa hora.

Afonso Florence (PT-BA), relator do projeto que acaba com os salários extras, se revoltou com a ação do colega paulista. Florence é contra a manutenção da mordomia. “Existe um clamor da opinião pública [pelo fim dos extras]”. Florence não adiantou quais serão as estratégias daqui para a frente.

Deputados federais recebem salário de R$ 26.723,13. Se a regalia fosse extinta, seriam economizados R$ 53.446,26 por deputado. Como a Câmara possui 513 parlamentares, a economia anual seria de  27.417.931,38.

PIADA PRONTA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

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Do Poder Online

Pelo menos um ladrão esteve na Câmara dos Deputados na madrugada desta quinta-feira.

Ele invadiu um dos restaurantes da Casa e levou o dinheiro que estava no caixa.

A polícia legislativa interditou parcialmente o local para investigar o crime.

Já é a segunda vez, este ano, que o local é assaltado.

NO QUE SE TRANSFORMOU A CASA DO POVO

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Valéria Ettinger | lelaettinger@hotmail.com

Diz a lenda que para ser membro de um dos poderes é necessário ter “reputação ilibada”. Ou seja, não ter cometido nenhum ato que desabone a sua conduta.

Lá pelos idos de 1700 um movimento revolucionário institui um modelo de Estado que tinha como base fundamental a diluição das funções estatais, que foi denominada de Separação de Poderes. Esses poderes eram constituídos de representantes do povo que tinham como fim desempenhar, de forma diferenciada, três atividades essenciais à governabilidade, que eram a Executiva (Administrativa), a Legislativa (elaboração das leis) e a Judiciária (resolução dos conflitos).
Cada função era desempenhada por membros diferentes para não gerar um governo concentrado e unilateral e que pudesse atingir os interesses de todos. Esse modelo não foi alterado até os nossos dias, sendo um dos requisitos básicos dos regimes democráticos.
Todas essas funções devem ser desempenhadas por representantes eleitos pelo povo, tendo como compromisso básico a realização e observância dos mandamentos constitucionais.
Dessas funções a que mais caracteriza a representatividade do povo é a desempenhada pela Casa Legislativa, tanto é assim que a nossa Constituição, no seu art. 45, diz: “A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito federal”, e assim para as Assembléias Legislativas e para a Câmara dos Deputados.
Mas, infelizmente, o modelo idealizado por Aristóteles e concretizado por Montesquieu não impediu os vícios decorrentes da ambição dos homens na busca e manutenção no poder.
Ao longo da nossa história nos deparamos com um modelo eleitoral viciado, inicialmente, pelo voto censitário, posteriormente por uma universalidade velada, através do cabresto, das trocas de favores, das dentaduras, das cestas básicas, dos cimentos e outros benefícios, e mais recentemente das compras de voto. Certa vez ouvi de uma eleitora ter vendido o seu voto para um vereador por R$ 30,00. Só se elege quem tem dinheiro? Será por isso que querem manter o financiamento privado de campanhas?
Diz a lenda que para ser membro de um dos poderes é necessário ter “reputação ilibada”. Ou seja, não ter cometido nenhum ato que desabone a sua conduta. Mas, lá em Pasárgada…. Ou, desculpem no Brasil aqueles que foram constituídos para promoverem o controle da sociedade através de um código de condutas (leis), não tiveram moral suficiente para destituir uma colega do cargo, porque não compreenderam o significado da expressão “reputação ilibada”. É! a nobre deputada cometeu o ato ímprobo antes de ser eleita para o cargo, então não caberia a essa casa do POVO, julgar o ato.
Montesquieu, meu querido! de fato o homem é capaz de violar a própria lei que ele cria…
Às vezes, por um lapso de emoção, me dá uma vontade de fazer uma campanha para o voto NULO, mas quando retomo as minhas faculdades cidadãs não consigo me empenhar para isso, mas está bastante difícil confiar e ter esperança em alguém. Ah! Já sei, votarei naqueles 166 que votaram contra a “Jaque”. Mas, quem são eles mesmos? São todos 513, já que o voto de Decoro é secreto. Voltei à “estaca zero”. Convenhamos, com isso quem terá MORAL para instaurar uma CPI da CORRUPÇÃO?
O que me resta no caso de “Jaque” é esperar que o Judiciário faça a sua parte.
Valéria Ettinger é professora universitária.

CONSULTOR LEMBRA QUE PORTAIS JÁ OFERECEM FERRAMENTAS PARA FISCALIZAR DEPUTADOS

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Consultor em tecnologia da informação, Carlos Mascarenhas lia a nota em relação à possibilidade de uso das redes sociais para fiscalizar nossos nobres parlamentares federais. E lembrou que nem é preciso a chegada do dispositivo (entenda lendo o post) para iniciar o acompanhamento, pela internet, dos atos dos “vibrantes” deputados estaduais e federais.
“Independente de esperarmos o desenvolvimento de uma Rede Social específica para fiscalizar os nossos Deputados, esta fiscalização já pode ser feita tanto no site da Câmara dos Deputados, no endereço http://www.camara.gov.br, como no da Assembléia Legislativa em http://www.al.ba.gov.br “.
Por meio do site da Câmara, exemplifica o consultor, pode-se checar que um dos deputados federais sulbaianos, Josias Gomes (PT) apresentou até aqui duas proposituras/projetos em seis meses do segundo mandato. Um propõe a instalação de campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em Paulo Afonso. O outro denomina Barragem Dom Mário Zanetta a barragem Gasparinho, em Coronel João Sá (BA). “Precisamos fiscalizar o que andam fazendo os nossos Deputados e cobrar mais deles”, reforça.

VERACEL É ACUSADA DE LAVAGEM DE DINHEIRO

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O clima esquentou novamente no extremo-sul baiano com o reavivamento das acusações do promotor público João Alves Neto, de Eunápolis, contra a Veracel. A gigante do ramo de celulose é suspeita de adotar práticas de caixa 2 e de lavagem de dinheiro para corromper servidores públicos nos atos de licença ambiental.

O caso será investigado pela Câmara dos Deputados, na Comissão de Agricultura, a pedido do deputado federal Valmir Assunção. Ontem, o deputado estadual Marcelino Gallo defendeu que a Assembleia Legislativa apure as denúncias do promotor. O clima promete esquentar no extremo-sul. As denúncias envolvem empresas, prefeituras e órgãos estaduais.

SUMIU

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Desde quando votou contra o governo na questão do salário mínimo, o deputado federal Luiz Argôlo (PP-BA) sumiu do mapa. Desde a última quinta-feira (17) que o PIMENTA tenta ouvi-lo para ter a versão do deputado sobre o voto que poderá provocar desgastes na sua relação com o governo. Na quinta, a assessoria do nobre parlamentar disse que ele estava em trânsito e retornaria o contato o mais rápido possível. Até agora…

Ok. Ainda deve estar de cabeça inchada. Ou procurando a melhor desculpa para a derrapada na estreia no Congresso Nacional. Para amigos mais próximos, Argôlo teria dito que não pretendia votar com os tucanos. Se assim procedeu, foi por que apertou a tecla errada na hora de votar. “Tiriricou” o voto…

O POVO, A NAÇÃO, A SOCIEDADE – OS SEM “BANCADAS”

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O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.”

Osias Lopes

A frase acima, e que abre este opinativo, é atribuída a Arnold Toynbee, economista inglês que viveu apenas 31 anos (23/8/1852 a 9/3/1883), cujo trabalho envolvia história econômica, compromisso e desejo de melhoria nas condições das classes sociais. Pode parecer mais uma daquelas frases de efeito que nos acostumamos a ouvir em conferências rasas que compõem eventos de cientificidade não menor de profundidade, mas nos faz compreender muito rapidamente tratar-se de inhenhos os que desdenham da ingente importância da atividade política para a sociedade hodierna.

Ora, é na política (diga-se, no Congresso Nacional, em sua forma bicameral: Câmara dos Deputados e Senado Federal, nas Assembléias Legislativas Estaduais e nas Câmaras de Vereadores) que se define o valor do salário mínimo; as regras da nossa aposentadoria; o quanto deveremos pagar de imposto de renda a cada ano; o prazo de financiamento do automóvel que compramos; que impostos incidem nos alimentos; regras da saúde nas suas áreas pública e privada; sistema educacional; o imposto sobre a casa em que moramos, e por aí vai.

Pois é, no mundo hodierno (se não sempre o foi), é impossível viver sem dar atenção à política, sem se interessar pela política. O fato é que todos nós fazemos parte desse mundo político, nele influenciando fortemente, com ação ou omissão, sendo esta última notoriamente a mais covarde e mais prejudicial atitude.

A propósito do tema  –  política  -,  já falei aqui no Pimenta em comentário no mês de julho do ano passado sobre o péssimo sistema eleitoral brasileiro e os graves malefícios que ele traz à nação.

Rememorando alguns pontos daquele comentário de julho de 2010, apenas para justificar o presente artigo, disse, citando trechos de responsabilidade de Luís Roberto Barroso*, que o sistema eleitoral pátrio estimula anomalias como o “clientelismo (a negação da intermediação partidária), o patrimonialismo (o exercício do cargo público para fins privados, para realizar objetivos próprios), e a corrupção (que se alimenta e se robustece nesse mesmo ambiente de convívio inadequado entre o público e o privado)”. Relembro a todos que no mundo democrático apenas dois países o adotam: Brasil e Finlândia. Isto é pelo menos estranho, não?

UM AZAR QUE PERMANECE, ACOMPANHADO!

Reparem que, como diz a sabedoria popular, “o azar nunca anda sozinho” e “desgraça pouca é bobagem”. Na questão eleitoral brasileira estes adágios têm tido, infelizmente, um sentido real, eis que, a par do sistema eleitoral ruim, nos deparamos com o desastroso e extremamente danoso (à plena democracia e ao erário) financiamento privado de campanha.

PLANOS DE SAÚDE FINANCIANDO CAMPANHAS

Chamou-me a atenção, fazendo minha leitura diária do jornal “A Tarde” (domingo, dia 13/2/2011), a matéria intitulada “Planos de saúde financiaram 20 partidos”, contida no seu Caderno de Política, na página B3, não pelo ineditismo de sua natureza, uma vez que a Lei Eleitoral brasileira permite a doação de entidades privadas para campanha eleitoral de candidatos, mas a constatação de que os interesses privados estão expandindo o número de seus defensores no Congresso Nacional.

Do conteúdo da notícia dá para perceber que “não se interessar por política” pode “custar” (com trocadilho e tudo) até a saúde! A partir dela dá também para compreender porque são verdadeiramente inhenhos, tolos, os que insistem em não participar ativamente do processo político  –  votando ou sendo votado, com responsabilidade.

PARLAMENTO  – BICHO DE SETE CABEÇAS!

Dita matéria dá conta de que os Planos de Saúde, à força do dinheiro que “investem” em campanhas eleitorais, estão expandindo sua bancada no Congresso Nacional! Eram 28, agora são 38 deputados federais da “bancada” da saúde suplementar!

Observem que já existem: bancada dos ruralistas, bancada dos industriais, bancada dos lojistas, bancada dos evangélicos, bancada dos usineiros da cana de açúcar, bancada da bola (aqui me refiro do futebol!); bancada disso, bancada daquilo; etc., etc., etc..

Isto é demasiadamente preocupante, ruim e complicado para a sociedade! É “bancada” para todo e variado gosto. E a bancada do povo? Será que não há uma bancada da Nação brasileira, do povo?

Que bancada no Congresso, em contraposição às acima mencionadas “bancadas” (com trocadilho mesmo!), vai cuidar dos interesses de quem precisa do plano de saúde, de quem precisa da reforma agrária, de quem precisa de medidas de contenção de preços de produtos rurícolas, industriais, etc., etc., etc.? As coisas ainda estão muito complicadas para o povo, como estamos vendo todo dia noticiado através da mídia em geral. O que tem salvado são as iniciativas do Executivo Federal, porque o Congresso…

Nos parlamentos estaduais e municipais brasileiros o cenário não muda muito. É só aplicar a regra mutatis mutandi e pronto, um é espelho do outro!

Pois é… Não tenhamos dúvidas, esse “bicho de sete cabeças” é gerado pela atual legislação eleitoral, e pela forma de financiamento de campanha eleitoral.

A INGENTE NECESSIDADE DA REFORMA POLÍTICA

Registre-se aqui, firmemente, que não se tem dúvida de que existem abnegados políticos no Congresso Nacional vocacionados para a causa pública. Isto é inconteste. Conheço vários. E estes, seguramente, vão batalhar pelas reformas políticas que o país reclama.

Contudo, somente uma reforma política consistente e consequente, juntamente com o financiamento público de campanha, é a alternativa para que realmente venha a existir uma robusta bancada do povo, pelo povo, e para o povo, pois com ela se dará azo para que idealistas, intelectuais, estudantes, trabalhadores, lideranças populares, gente do povo enfim, possam se candidatar e disputar em igualdade de condições, ao menos financeiras, e assim protagonizar discussões salutares nos parlamentos brasileiros em detrimento das hoje existentes e deprimentes “bancadas” de apelidos.

É muito mais barato ao erário e à Nação o financiamento público de campanha, e com ele teremos um Legislativo com bancada “bancada” pelo povo. Simples!

PARA PENSAR E RESPONDER

SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE –  A tal “bancada” da “saúde suplementar” (leia-se Planos de Saúde Privados) vai cuidar intransigentemente da defesa dos interesses do Sistema Único de Saúde – SUS?

SISTEMA PÚBLICO EDUCACIONAL –  Tem um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional que obriga a detentores de cargos públicos (senadores, deputados  –  federais e estaduais, vereadores e cargos do Executivo) a matricular seus filhos em escolas públicas, o que obviamente os forçará a dar atenção apropriada às questões educacionais.

Vindo a assim ser, a escola pública não voltará a ser eficiente?

É como se diz… perguntar não ofende!

* in “A Reforma Política: Uma Proposta de Sistema de Governo, Eleitoral e Partidário para o Brasil”, de autoria e de  responsabilidade de Luís Roberto Barroso  –  Instituto Idéias – Instituto de Direito do Estado e Ações Sociais (www.institutoideias.org.br).

Osias Lopes é advogado, ex-procurador dos municípios de Ilhéus e Itabuna e ex-secretário de Administração de Itabuna

MENTALIDADE DE JABUTI

Tempo de leitura: 2 minutos

O deputado, com sua visão de um Brasil republiqueta, de quinto mundo, diz que “é preciso romper com essa coisa de que o país só anda com grandes reformas”.

Marco Wense

Vossa Excelência, o gaúcho Marco Maia, do PT do Rio Grande do Sul, terra do saudoso Leonel de Moura Brizola, é candidato à presidência da Câmara dos Deputados via instituto da reeleição.

Maia assumiu o comando do Legislativo nacional substituindo Michel Temer, que, mesmo contra a vontade do então presidente Lula, foi eleito vice-presidente da República na chapa encabeçada por Dilma Rousseff.

Tudo dentro do figurino democrático, obedecendo aos preceitos constitucionais e o regimento interno da Casa, instituição com a credibilidade arranhada em decorrência da traquinagem de muitos parlamentares.

O que é lamentável é essa costumeira tapeação envolvendo as reformas política e tributária, que são indispensáveis, respectivamente, para a modernização do sistema eleitoral e uma justa cobrança de impostos.

No decorrer da campanha política, os senhores candidatos, movidos por uma demagogia “descaradinha” – como diria o ex-craque de futebol Fernando Riela – ficam dizendo que, se eleitos, vão defender, com unhas e dentes, as necessárias reformas.

Depois, já eleitos, dão um zignal no eleitor, viram as costas e desligam o celular. Aquele celular que atendia dona Maria e o senhor João com um bom dia carinhoso. A expressão “zignal” é usada pelos próprios políticos.

Aliás, em período eleitoral, os candidatos parecem uns cordeirinhos. Falam mansamente e pausadamente. São atentos com todos: “meu amiguinho”, “meu irmãozinho”, “minha pedinha” e “minha corrente”.

O Marco Maia, por exemplo, depois de reeleito para o Parlamento, com boa parte da votação proveniente das promessas de campanha, passa, agora, a criticar o apelo pelas reformas, dizendo que elas não são tão importantes.

O deputado, com sua visão de um Brasil republiqueta, de quinto mundo, diz que “é preciso romper com essa coisa de que o país só anda com grandes reformas”. É bom lembrar que o petista, como presidente da Câmara dos Deputados, é o terceiro na linha sucessória presidencial.

Ora, esse discurso de menosprezo com as imprescindíveis reformas não engana mais ninguém. Nem mesmo as freiras do Convento das Carmelitas. Querem continuar usufruindo da prostituição que toma conta do sistema eleitoral, do vergonhoso toma-lá-dá-cá.

Em relação à reforma tributária, o rabo é bem grande e preso aos interesses do grande capital financeiro, já que os banqueiros são os maiores financiadores de campanhas políticas.

Portanto, não resta outra conclusão que não seja a de que o deputado Marco Maia tem “mentalidade de jabuti”.

Marco Wense é articulista da revista Contudo.

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