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29 de setembro de 2020 | 08:39 am

OS BARES PERDEM O CHARME DE BOTEQUINS

Tempo de leitura: 4 minutos

A bem da verdade, os bares não acabaram, mas perderam o charme dos botequins, o que também perde um pouco da graça. E bota a saideira!

 

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Podem falar da Canavieiras de tempos idos quem quiser, mas os que viveram àquela época, apreciadores de uma caninha da roça, uma cerveja bem gelada e os mais exigentes, que preferem gim, vermute, whisky e outras bebidas importadas tiveram do bom e do melhor. Pois tenham ciência que aqui pra bandas da Princesinha do Sul essas beberagens nunca faltaram, melhor dizendo, sempre foram encontradas em profusão.

E tenho uns amigos que se lembram com muita saudade da falta daqueles bares, um deles, que atualmente não bebe mais, sempre se emociona quando lembra deles que chegam a escorrer duas lágrimas faces abaixo. É o Antônio Amorim Tolentino (Tolé), bebedor de boa cepa, hoje considerado traidor das causas etílicas e que conta com muita satisfação a localização dos bares e as nuances de cada um.

Não tenho ciência do mal que praticamente exterminou esses bares e botecos, mas é certo que tal e qual um fungo exterminador como o da vassoura de bruxa varreu eles das ruas, praças, avenidas e travessas. Alguns poucos teimaram em continuar sentando praça e servido a antiga e nova freguesia – hoje chamada de clientela –, mas sem o glamour de tempos pretéritos.

Quer dizer, salvando algumas pequeníssimas exceções, ainda encontramos firmes e fortes o Berimbau; o Mac Vita, onde tudo acontecia em Canavieiras; O Meu Cacete, na Atalaia; e um ou outro escondido pelos bairros. Mas nada se compara aos de antes e até mesmo O Brazão, de Pitipiti, acabou se rendendo e fechou suas portas há cerca de dois anos. Outros, como o Padeirinho, depois Casablanca, virou churrascaria até dias atrás.

Pra não dizerem que estou floreando ou mesmo mentindo, em maio de 1993, o poeta e filósofo Zé Emídio publicou no jornal Tabu uma página inteira sobre os bares presentes e os passados. Também em 1993, eu mesmo elaborei o “Roteiro Turístico-Etílico e Gastronômico de Canavieiras” no caderno Sul da Bahia, do Correio da Bahia, no qual era mostrado um roteiro fora dos roteiros de conhecimento dos turistas.

Se hoje somos pobres nesse segmento, podemos dizer que a opulência era presente em tempos idos, como ressalta o velho amigo Tolé, alertando para as dificuldades da época, em que o motor da energia elétrica era desligado às 22, 23 horas. Ele lembra do esplendoroso Bar e Sorveteria Triunfo, que possuía motor-gerador próprio para gelar a salmoura dos sorvetes e picolés, mas cismava de fechar o bar no mesmo horário em que a energia era desligada. Sem deferência para os clientes.

E existiam bares luxuosos pras bandas do brega, como o Céu Azul, que comercializava bebidas no andar térreo e o amor em forma de sexo no andar de cima. Juntinho, se localizava o Bar Irajá, em que o homem só poderia dançar se estivesse uniformizado com terno completo e as mulheres de longo. O Bar do Batista, no Porto Grande e no Beco do Fuxico (hoje sem bar algum), tinham tantos como o Arrastão e o Beco ainda se dava ao luxo de ter até uma leiteria.

O Bar Misterioso fez muito sucesso. Em frente, do mesmo dono, uma boate abrigava os solteiros e alguns casados puladores de cerca, que embreavam na luz negra ficando irreconhecíveis. Mesmo assim, as restrições às frequentadoras eram feitas com muito esmero pelo porteiro Si Brasil, que não as deixava entrar no Aeroclube, sob o argumento de que as figuras que dançam em Dácio [na boate] não podem entrar no Aeroclube.

Como esquecer do Bar Luso-Brasileiro, do Ranchinho dos Meus Amores – ali na praça da Capelinha –; do Society Bar, depois Nosso Bar, Aerobar, na praça Maçônica; do Araketo – na rua do Gravatá; e de Parmênio, na Birindiba. Esses dois últimos funcionavam como pronto-socorro nos dias em que faltavam energia elétrica a mando de Valdemar Broxinha, por estarem equipados com geladeira a querosene, trocadas posteriormente para gás de cozinha. Não faltava cerveja gelada.

E os donos de bar eram comerciantes abnegados que se estabeleciam onde os clientes estivessem e não mediam esforços para levar os pesados engradados (de madeira) de cerveja, panelas e insumos para os tira-gostos nas canoas até a praia da Costa. Assim foi com Zé Sapinho, cuja cabana pioneira na praia da Atalaia foi apelidada de Sapolândia; a cabana Samburá, de Neném de Argemiro.

Na ilha da Atalaia também prosperaram outros bares, como o Bar Atalaia, mais conhecido pela alcunha de A Visgueira de Mílton, por motivos mais que óbvios, e “O Meu Cacete”, de Domingão, um nome sui generis que espantavam os turistas quando eram convidados para dar uma chegada no “Meu Cacete”. Para alívio deles, eram bem recebidos por Domingão e passavam a frequentar o local com assiduidade.

No bairro Birindiba também era parada obrigatória no Coquinho de Quelé, famoso aqui e alhures depois que o coquinho começou a viajar na bagagem dos turistas e se transformou em encomenda a pedido dos nativos que moravam fora e os visitantes que não poderiam vir bebê-lo pessoalmente. Além do coquinho, Quelé também era famosa pela cerveja bem gelada, cachaça em infusão de folhas e tira-gostos.

Na reportagem de Zé Emídio ficaram registrados, ainda, o Bar e Lanchonete Plaza, O Arrastão, famoso por suas batidas, O Petiskos, O Devia’s Vir, O Paladar, onde se comia muito bem, O Terra, O Mangue. Muitos deles fizeram grande sucesso – alguns efêmeros – e muitos não resistiram à mudança dos tempos. Um deles, o Berimbau se transformou em sede da Confraria d’O Berimbau e ainda resiste, se bem que de férias na pandemia.

A bem da verdade, os bares não acabaram, mas perderam o charme dos botequins, o que também perde um pouco da graça. E bota a saideira!

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

CANAVIEIRAS: CONVENÇÕES HOMOLOGAM CANDIDATURAS DE ALMIR MELO E NILTON NASCIMENTO

Convenções homologam chapa do emedebista Almir Melo || Foto Wagnevilton Ferreira
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Em convenções realizadas simultaneamente nesta terça-feira (15), no Centro Esportivo Júlia Thomson, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o Partido Social Democrático (PSD) e Partido dos Trabalhadores (PT), homologaram as candidaturas de Almir Melo Júnior – prefeito, e Nílton Nascimento – vice-prefeito de Canavieiras. No mesmo evento também foram homologados os candidatos a vereador dos partidos que agora integram a “Coligação Um Novo Elo”.

O retorno do desenvolvimento de Canavieiras foi o sentimento expressado nos discursos dos pré-candidatos e convidados, que clamam por uma administração ética, transparente e que beneficiem todos os canavieirenses. Almir Melo Júnior (MDB) assegurou que usará toda a sua experiência administrativa e o novo elo firmado com o PSD e o PT para executar o Plano de Governo que está sendo formatado com a participação da sociedade, inaugurando um novo ciclo político em Canavieiras.

Almir Melo Júnior promete realizar uma administração com a participação dos partidos coligados, envidando esforços conjuntos para a atração de recursos para a construção de obras e serviços. “Queremos parcerias que possam somar no desenvolvimento de Canavieiras, que não suporta mais ‘puxadas de tapetes’ em prejuízo da comunidade. Precisamos devolver o prestígio de Canavieiras no contexto estadual e nacional”, defendeu o pré-candidato Almir Melo Júnior.

MULTIPLICADORES DA ESPERANÇA

Nílton Nascimento (PSD), que teve seu nome homologado como candidato a vice-prefeito, ressaltou que não participaria mais da vida pública, porém, diante do compromisso do seu grupo com Canavieiras, resolver assumir o projeto da Coligação Um Novo Elo. “A cidade está abandonada e por isso resolvemos nos associar a Almir Melo Júnior e seremos os multiplicadores da esperança para resgatarmos Canavieiras do atraso em que se encontra nos últimos quatro anos”, reforçou Nilton.

Enfatizou o representante do PSD, Edmo Nascimento (Pipi), que a Coligação Um Novo Elo representa a esperança e o resgate de Canavieiras, hoje uma cidade órfã e sem apoio de parlamentares que possam carrear recursos para o município. Já a ex-deputada Ângela Souza, que possui base eleitoral sólida em Canavieiras, relembrou o período de desenvolvimento vivido com Almir Melo prefeito, que retornará na gestão de Almir Melo Júnior, com o apoio dos deputados e senadores do PSD num trabalho diferenciado.

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ALMIR MELO JÚNIOR PREGA “POLÍTICA DE PAZ E PROSPERIDADE PARA CANAVIEIRAS”

Almir Melo fala em política de prosperidade e que abrir portas para Canavieiras || Foto Divulgação
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Ao ser entrevistado na tarde desta sexta-feira (11) na rádio Costa Sul FM, o pré-candidato a prefeito de Canavieiras pelo MDB, Almir Melo Júnior, enfatizou que é preciso mudar o modo de fazer política na cidade, potencializando o bem e o desenvolvimento. Com base nessa premissa, disse que pretende usar toda a sua experiência de 12 anos na administração pública para atrair investimentos para a geração de emprego e renda em Canavieiras.

Pré-candidato pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Almir Melo Júnior deverá ter seu nome homologado na Convenção Municipal que será realizada às 15h30min da próxima terça-feira (15). No mesmo evento também serão homologados os candidatos a vereador, com os respectivos números, e deliberadas as propostas de coligações com outras agremiações partidárias e escolhido o candidato a vice-prefeito.

Almir Melo Júnior destacou que na elaboração do seu Plano de Governo a valorização do jovem, a gestão administrativa e a geração de emprego e renda estão bastante evidenciadas. “Estamos promovendo um amplo debate com as lideranças da comunidade para construir uma proposta factível para retomar o desenvolvimento de Canavieiras, a valorização da economia e a cultura da população”, ressaltou na entrevista.

PAVIMENTAÇÃO DA BA-274

Dar andamento a projetos elaborados por ele quando secretário de Obras de Canavieiras é outro compromisso do pré-candidato, a exemplo da pavimentação asfáltica da rodovia Transouricana (BA-274). A obra, que deverá ser executada em parceria entre o Governo do Estado da Bahia, a Veracel Celulose e a Prefeitura, atualmente é uma das prioridades das partes envolvidas e beneficiará a economia agropecuária do município.

No turismo, outra grande realização, também solicitada por Almir Melo Júnior é a continuação da BA-001, no trecho entre a Canavieiras e Belmonte, cujos estudos de viabilidade técnica e econômica estão aprovados. A dragagem da Barra do rio Pardo é outro projeto que se encontra no Ministério do Turismo e que permitirá a navegação de embarcações maiores, o que incrementará substancialmente o turismo.

ABRIR PORTAS

Almir Melo Júnior garante que se apresenta como pré-candidato com a finalidade de abrir portas e não criar muros, “como atualmente acontece, para tornar Canavieiras uma cidade que privilegie sua comunidade, oferecendo serviços de qualidade, especialmente na educação, saúde e assistência às pessoas. “Queremos inovar na educação, usando a tecnologia, hoje tão utilizada em todo o país, porém desprezada em Canavieiras”, citou.

A saúde, um dos bens mais importantes à vida, será um divisor de água da administração pública, com a implantação de uma semi UTI e a implantação de um convênio com a estrutura cardiológica de Itabuna, que analisará os pacientes via internet até sua transferência para o hospital. Por meio de um aplicativo no smartphone o cidadão marcará sua consulta, eliminando filas e ainda pode avaliar o atendimento.

Uma das principais preocupações, diz Almir Melo Júnior, é realizar uma gestão eficiente, na qual o cidadão merece o respeito, pois a população é o elo mais importante de uma nação. “Envidarei todos os esforços e minha experiência na área pública para transformar Canavieiras numa cidade que respeita seus munícipes e trabalha para o bem-estar do cidadão, como deve ser num país democrático”, finalizou.

TURISMO PERENE, O RESTO É FALÁCIA

Sítio Histórico de Canavieiras, no sul da Bahia
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Atualmente o canavieirense vive de lembranças, das boas lembranças em que Canavieiras sediava constantemente eventos regionais e um dos seus maiores produtos de marketing, o caranguejo.

Walmir Rosário || walmirrosario.blogspot.com

Em todos os eventos realizados em Canavieiras frequentemente lemos ou ouvimos loas sobre os benefícios econômicos ou financeiros advindos desses festejos (só festas, mesmo), para tentar convencer à sociedade sobre as vantagens de contratar bandas e cantores (nem tão famosos). Por si só, essa é uma demonstração de que o caminho tomado não é o mais adequado a ser seguido.

Pode até tentar explicar, mas não convence, principalmente aos mais críticos, que não devem ser chamados de oposição, aves de má agouro e outros adjetivos pejorativos, como se fossem apenas arautos de futricas. Os recursos públicos devem ser aplicados com transparência e os questionamentos são válidos e necessários, no sentido de corroborar, ou não, as ações dos gestores.

As contas do turismo não são tão simplórias como alguns gestores acreditam, pois não são lastreadas de cunho científico, pois não existem informações sobre os equipamentos de hotelaria (pousadas, restaurantes e bares) para avalizar as assertivas. Também não há nenhuma informação sobre os que aqui vêm, os motivos e o montante dos recursos que pretendem gastar.

Outra grande falácia é a divulgação aleatória do número de pessoas presentes em um determinado evento e quando eles gastam, sem qualquer informação sobre a condição financeira e a disposição de entregá-lo aos donos de restaurantes, bares e “capeteiros”. Também seria de importância fundamental a origem desses festeiros, de onde vieram – Itabuna, Ilhéus, Santa Luzia, Camacan, ou dos bairros de Canavieiras.

Portanto, nada mais falso que prestar informações inverídicas. O que deveria ser informação passa a ser desinformação propositada com intenção de enganar os incautos para escamotear a verdade, a falta de conhecimento. Mas o desconhecimento da atividade turística não é um referencial de Canavieiras, mas de centenas de municípios brasileiros que brincam de explorar o turismo.

Sem trocadilho, exploram o turista duplamente: primeiro, pela propaganda enganosa do que oferecerá; segundo, por cobrar preços não condizentes com a realidade oferecida, deixando-os insatisfeitos. E a culpa é de quem? Do poder público? Da iniciativa privada? De ambos? Acredito que de todos os envolvidos, resguardando alguns empresários que conseguem sair da mesmice reinante e encantando meia dúzia de clientes.

As questões estrutural e conjuntural convivem de braços dados como dois amigos que se detestam mas não têm coragem de promover o rompimento do status quo, vivendo de tapinha nas costas, na presença, e falando mal quando distantes. As iniciativas pública e privada sabem quais são os problemas que os afligem, embora não tenha coragem de tentar solucioná-los.

O que estou dizendo pode ser comprovado por qualquer cidadão, basta acessar os planos de governo apresentados à Justiça Eleitoral, quando o gestor, ainda candidato, prometeu o que faria se eleito. Todas as propostas indicam – mal ou bem-apresentada – a transformação do modelo turístico do sazonal para o perene, “garantido” a geração de emprego e renda a todos.

E até que Canavieiras já tentou mudar o seu estilo turístico, mas esbarrou nas mudanças de gestão. Tivessem dado continuidade ao Projeto Canes, teríamos hoje empreendedores com experiência na área e mais turistas frequentando as nossas praias. Digo praias, mas acrescento a beleza do casario do apogeu do cacau, da riqueza ambiental dos manguezais e da mata atlântica, do cacau simbolizado pela fazenda Cubículo.

Não houvessem jogado ao lixo os recursos para a construção do projeto de requalificação e urbanização da praia da Costa, nas avenidas Beira-mar e Tucunarés, bem como do Parque Ecológico Luís Eduardo Magalhães, com a Passarela do Robalo e o Caminho da Fé, por certo a situação seria outra. Claro que não estamos falando da salvação do turismo, mas de meio caminho andado.

Equipamentos turísticos como esses teriam atraído novos investimentos para a cidade e a geração de emprego e renda deixaria de ser uma falácia para se transformar em realidade. Pouquíssimas cidades brasileiras têm belezas e histórias para serem contadas e vendidas ao público nacional e internacional como Canavieiras, mostrando do primitivo ao moderno no mesmo conjunto.

Temos um dos maiores bancos pesqueiros de marlim do mundo, o Royal Charlotte, objeto de desejo dos pescadores dos chamados peixes de bico, que visitam Canavieiras todos os anos. Com a tecnologia, essa modalidade de pesca preserva os cardumes, pois os peixes são apenas fisgados, filmados e fotografados para dar o comprimento e peso do peixe, que em seguida é devolvido ao mar.

Atualmente o canavieirense vive de lembranças, das boas lembranças em que Canavieiras sediava constantemente eventos regionais e um dos seus maiores produtos de marketing, o caranguejo. Promoveu o Festival de Caranguejo – em algumas edições – privilegiando-o em diversas formas, como mandava a culinária canavieirense, ao contrário de hoje, em que no principal sítio da festa não se encontra um caranguejo para remédio.

Não se pode negar o brilho artificial dos últimos Festivais do Caranguejo, com chefs da cozinha internacional elaborando pratos mirabolantes às vistas dos espectadores, que apenas comiam com os olhos e lambiam com a testa. Projeto copiado do desenvolvido na vizinha Itacaré, cujo modelo de turismo é totalmente diferente do praticado em Canavieiras.

Antes de tudo, é preciso dar dignidade aos serviços públicos essenciais prestados pela administração municipal, coletando o lixo e não permitindo que comerciantes e moradores joguem os sacos na rua em pleno domingo; oferecer um serviço de saúde à altura; cursos de aprendizagem junto com o Sistema S; ter perfeito entrosamento com a iniciativa privada, para organizar um calendário de eventos anual capaz de atrair turistas.

Do contrário, vamos continuar vivendo de lembranças, das boas lembranças de Canavieiras, a começar pelo restaurante da Tia Jael (fechado a décadas), onde o atendimento era primoroso, a cozinha sensacional e ela uma doçura de pessoa, daí as estrelas da Quatro Rodas. Pensando bem, nem de passado podemos viver por falta de um museu que poderia contar a história dos coronéis do cacau da outrora Princesinha do Sul.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

PREFEITO PROMETE CONSTRUIR CASAS EM ÁREA DE AEROPORTO E OPOSIÇÃO REAGE

Reformado pelo Estado, Aeroporto de Canavieiras é considerado seguro
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Do A Tarde

A intenção do prefeito de Canavieiras, Clovis Roberto Almeida de Souza (Pros), anunciada nas redes sociais, de transformar a área do aeroporto municipal em um loteamento para três mil famílias, vem provocando muita polêmica no município do Sul do estado.

“Vou lutar para transformar a área do aeroporto de Canavieiras sem nenhuma utilidade há décadas”, disse o prefeito, conhecido como Dr. Almeida. De acordo com ele, por estar localizado no centro da cidade, o equipamento oferece risco para os moradores caso estivesse em funcionamento.

O aeroporto já foi reformado pelo governo da Bahia, atendendo a gestões do ex-prefeito Almir Melo, morto mês passado. O ex-prefeito negociou com empresas aéreas regionais para que operassem no aeroporto, com aeronaves de até 70 passageiros.

“PROPOSTA É POLITICAGEM”, AFIRMA ALMIR MELO JR.

Para Almir Jr., prefeito deveria fortalecer o turismo com atração de empresas de aviação

Um dos insatisfeitos com a intenção de Dr. Almeida é Almir Melo Jr, filho do ex prefeito. Para ele, que atualmente é presidente da Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços Públicos de Salvador, o atual gestor deveria ter outras preocupações.

“O prefeito deveria trazer uma operadora para cidade, que fortalecesse o turismo. Ele está preocupado em fazer politicagem, de criar um bairro em cima do aeroporto, que está homologado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Isso é um absurdo”, afirmou.

Almir Melo Jr. argumenta que Canavieiras tem outras áreas que poderiam virar bairro. “A população merece ter o loteamento, mas de uma maneira que não destrua um patrimônio que o Estado gastou muito dinheiro, que houve um empenho na gestão passada do ex-prefeito Almir Melo, pra que se fizesse o muro e trouxesse segurança para esse aeroporto”, acrescentou.

JOGADA DE MARKETING EM ANO ELEITORAL

Walmir diz que ideia de Dr. Almeida é eleitoreira

Segundo o jornalista e advogado Walmir Rosário, o aeroporto é considerado um dos mais seguros, já que possui pista extensa e as correntes de vento favorecem as operações.

Ele observou ainda que, atualmente, Canavieiras tem cerca de cinco mil imóveis residenciais. Portanto, para Walmir, o atual prefeito quer construir metade de uma Canavieiras apenas na área do aeroporto.

“Acredito que a ideia do prefeito de Canavieiras, Dr. Almeida, em prometer construir casas no atual aeroporto é apenas uma jogada de marketing eleitoral”, diz o jornalista. “Ele não tem a competência para desapropriar a área, de propriedade do Estado da Bahia, e não cometerá essa loucura”, acredita.

Na avaliação de Walmir Rosário, se realmente tivesse o propósito de construir casas, o prefeito desapropriaria áreas próximas, destinadas a loteamentos, e não destruir um aeroporto recém-reformado. Confira a íntegra n´A Tarde.

A POLÊMICA SOBRE O VERDADEIRO DIA DE SÃO BOAVENTURA

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Nesta quarta-feira, 15 de julho, os tradicionalistas tiveram que se conformar, haja vista que a pirotecnia poderia ser realizada, menos as atividades das barracas, que tinham de ser presenciais.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Passei toda esta terça-feira (14) em casa, acabrunhado por não ter como participar dos festejos em homenagem a São Boaventura, rever os amigos que vêm homenagear o santo em seu dia. Tudo cancelado por causa da pandemia. Minha única esperança era nesta quarta-feira (15) ir à praça da Matriz rever os católicos tradicionais que comemoram a data no seu verdadeiro dia, 15 de julho.

Dia 14 de julho é data para se comemorar a tomada da Bastilha, marco central da Revolução Francesa, que nada tem a ver com Canavieiras, também conhecida como Canes, com um “n” só para não rivalizar com a cidade da Riviera francesa. São Boaventura era italiano e sua segunda pátria, pelo que consta nos estudos do memorialista Raimundo Tesdesco, é Canavieiras.

Para evitar as inevitáveis (pode?) polêmicas eu fico com as duas datas: dou uma no cravo e outra na ferradura, festejando nos dias 14 e 15, além do tradicional cortejo e lavagem da escadaria da igreja. Este ano, se não fosse pelas estrepolias de Tolé, nem as escadas seriam lavadas, o que por certo seria um desgosto a mais para São Boaventura, já chateado com a mudança de datas.

Pelo que consta, na farta documentação da Igreja Católica Apostólica Romana está registrado o dia 15 de julho de 1274 como a data de seu falecimento e não 14 como hoje festeja a igreja em Canavieiras. Como não gosto de desagradar os amigos, me reúno com todos eles nas barracas montadas na praça da igreja para homenagear o santo. Comemos e bebemos de acordo com a tradição, sem qualquer atrito.

Pelo que Tedesco me contou, essa história da data é uma questiúncula que já deu muito o que falar. Ele jura que no livro de Tombo da paróquia consta que a trezena era iniciada no dia 2 de julho – dia do Caboclo – e se estendia ao dia 15, com festas noturnas bancadas a cada dia por um grupo de devotos, que se esmeravam em promover uma mais rica que a outra, numa demonstração de poder e fazer média com o padroeiro.

Mas num determinado ano, o padre de Belmonte reclamou com seu colega canavieirense que eles não prestigiavam a padroeira da cidade vizinha, Nossa Senhora do Carmo, Mãe de Jesus Cristo, também comemorada na mesma data. Por uma questão de hierarquia, Belmonte merecia a visita dos canavieirenses. O padre canavieirense não contou conversa e antecipou o festejo em um dia.

No dia 15 mais de 10 canoas aportaram em Belmonte com os fiéis canavieirenses, tendo à frente o padre, pensativo com o argumento que utilizaria para acomodar os católicos tradicionais emburrados com a mudança. Rezaram, cantaram e louvor a Nossa Senhora do Carmo, e aqui chegando foi proposta uma eleição para a escolha da nova data. Os cabos eleitorais do padre foram mais convincentes e 14 de julho transformada em data oficial.

Embora perdessem a eleição, os católicos tradicionais não se conformaram e continuaram por muitos anos comemorando São Boaventura no dia 15, até chegar ao esquecimento. Anos depois, resgatada a história, um grupo de rapazes bem-intencionados resolveram ampliar os festejos ao padroeiro por mais um dia, sob protesto dos dirigentes da igreja – padre e assessores.

Da suntuosidade da festa do dia anterior foram abolidas as cerimônias religiosas, por motivos óbvios, o que em nada abalou a boa vontade do grupo, que se limitou ao uso de algumas ferramentas de marketing. Desprovidos de um sino, compraram 15 dúzias de foguetes e pistolões, que soltavam aos poucos para chamar a atenção da comunidade, espantada com a pirotecnia.

Tudo foi estudado milimetricamente pelos rapazes, que no dia anterior propuseram uma parceria aos donos de duas barracas para que ficassem abertos no dia seguinte, com a promessa de alto faturamento. Além alvorada pirotécnica, que se estende por todo o dia, comem e bebem nas barracas e ainda promovem debates sobre a influência de São Boaventura na sociedade canavieirense e contabilizam a quantidade de Boinhas.

Com essa pandemia, acabou a tradição dos católicos tradicionalistas e até algumas dos contemporâneos. E explico: Ao final da procissão, o pároco – da escadaria da Igreja – asperge água benta em carros, motos e bicicletas. Para completar o ato de fé e de confiança no poder de São Boaventura, a população se dirige ao andor do Santo para retirar e guardar as folhas e flores que enfeitavam o andor.

Conforme reza a tradição, quem guardar uma folha ou um pedaço de flor na carteira, não terá dificuldades financeiras, males e doenças. Essa parte ainda foi possível ser feita, pois a procissão foi transformada em carreata. Já nesta quarta-feira, 15 de julho, os tradicionalistas tiveram que se conformar, haja vista que a pirotecnia poderia ser realizada, menos as atividades das barracas, que tinham de ser presenciais.

Estamos chocados com a falta dessa tecnologia para proporcionar uma homenagem tão especial.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

DECRETO SUSPENDE TRANSPORTE INTERMUNICIPAL EM 373 CIDADES BAIANAS

Transporte intermunicipal é suspenso em mais de 350 cidades no estado
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Arataca e Contendas do Sincorá terão o transporte intermunicipal suspenso a partir de quarta-feira (15). A decisão, que tem o objetivo de conter o avanço do coronavírus na população baiana, foi publicada em decreto no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (14).

Ficam proibidas nesses municípios a circulação, a saída e a chegada de qualquer transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de van. O decreto ainda mantém suspensas, até 31 de julho, a circulação, a saída e a chegada de ônibus interestaduais no território baiano.

O decreto também autoriza a retomada do transporte intermunicipal em Abaíra, Baianópolis, Baixa Grande, Barra da Estiva, Barra do Mendes, Boninal, Coribe, Feira da Mata, Ibiassucê, Ibipitanga, Jacaraci, Nova Redenção, Rodelas e Tabocas do Brejo Velho, cidades com 14 dias ou mais sem novos casos de Covid-19. Confira a lista no “leia mais”, abaixo.

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NA BAHIA, 378 CIDADES FICAM SEM TRANSPORTE INTERMUNICIPAL

Foto Reprodução
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Barra do Rocha, Caturama, Ituaçu e Novo Horizonte terão o transporte intermunicipal suspenso a partir de sábado (11). A decisão, que tem o objetivo de conter o avanço do coronavírus na população baiana, foi publicada em decreto no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (10).

Ficam proibidas nesses municípios a circulação, a saída e a chegada de qualquer transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de van. O decreto ainda mantém suspensas, até 12 de julho, a circulação, a saída e a chegada de ônibus interestaduais no território baiano.

O decreto ainda autoriza a retomada do transporte intermunicipal em Lajedão e Malhada, cidades com 14 dias ou mais sem novos casos de Covid-19. Confira, no “leia mais”, os 378 municípios com restrição.

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LEIS QUE PEGAM, LEIS QUE NÃO; VIVA A ESBÓRNIA

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Caso ouvisse meu conselho, por certo recomendaria amotinar os guardas municipais, os fiscais de posturas e, quem sabe, poderia, ainda, recrutar alguns dos fiscais do Sarney para conter os meliantes.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Confesso que estou morrendo de curiosidade – e diria até de inveja – por ainda não ter transposto, atravessado a nova ponte de Ilhéus sobre o rio Cachoeira, que recebeu a justíssima homenagem de ostentar o nome do itabunense Jorge Amado. Além dos benefícios viários para Ilhéus e região, o equipamento, por si só, é uma maravilha no centro das maravilhas compostas pela baía do Pontal e a cidade alta.

Mais que ver de perto a imponência da ponte estaiada – a primeira da Bahia, como anunciam – me apraz dar uma olhada na sinalização horizontal e vertical de trânsito, com a precípua finalidade de tirar uma dúvida. É que nos grupos de Whatsapp que participo me enviaram um vídeo com a primeira leva de privilegiados ao cruzar a ponte, assim que o Governo do Estado passou o bastão à administração municipal.

Tenho dúvidas da autenticidade do vídeo que deve ter sido uma inauguração lá pela Inglaterra, China, Índia, ou quaisquer outros países que adotaram a chamada mão inglesa, onde a mão é na pista da esquerda. Pelo que me consta, por falta de prerrogativas, Ilhéus não firmou nenhum tratado internacional com a Inglaterra para adotar esse tipo de comportamento.

Na minha científica ignorância cheguei a pensar – me perdoem se estiver errado – que tenha sido obra de algum assessor do alcaide querendo demonstrar conhecimento internacional ao justificar tal absurdo comportamento. Já perguntei a um monte de conhecidos se tal fato era verdade, mas somente sossego quando ouvir a palavra abalizada de José Nazal, pra mim a maior autoridade ilheense desta refinada ponte.

E tenho uma série de motivos para levantar minhas suspeitas. A começar pela atitude pachorrenta dos antes lépidos agentes de trânsito ilheenses, que assistem, passivamente, a tal tresloucada direção perigosa. E lá iam os ilheenses em seus veículos comemorando e filmando a travessia com aparelhos celulares. Assisti ao vídeo com bastante atenção para observar se na comitiva vip estaria meu amigo Gláucio Badaró. Decepção.

Assim que deixarem eu romper a inconstitucional barreira dita sanitária – que apenas proíbe o ir e vir – nem que seja de posse de um competente habeas corpus concedido pelo poder judiciário, garanto que também terei meu dia de glória. Antes, porém, estacionarei num posto de combustível para tomar ciência em qual pista trafegar para não infringir o Código de Trânsito Brasileiro e ter que arcar com uma pesada multa.

Quando digo que algumas leis pegam e outras vão para o ostracismo, estou cercado de razão. A todo o momento que vejo alguma lei desrespeitada me pergunto o motivo de serem consideradas chinfrim. E olha que sou um leitor compulsivo dos diários oficiais da união, estados e municípios, com medo de infringir algum artigo e tomar um esporro da autoridade: “Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece”.

Hoje mesmo pela manhã resolvi tomar um sol na praia – pois soube que o covid-19 corre do astro-rei como o satanás da cruz – e aproveitar para colocar os ossos e nervos em dia voltando às caminhadas. De repente, passa por mim um cavalo selado, rodeado por um séquito composto por uma matilha de cães, como se estivessem numa estrada rural ou na grande fazenda de um político qualquer.

Como confessei ser leitor contumaz dos diários oficiais, veio imediatamente em minha lembrança um decreto aditado pelo prefeito de Canavieiras anos atrás, justamente proibindo o passeio ou desfile desses animais pela praia da Costa. Para não dizer que se tratava apenas de perseguição aos garbosos cavalos e cães, o competente decreto também proibia fazer churrascos e beber cerveja em copos de vidro e garrafas.

Aproveito esse espaço a mim concedido nesta mídia, para, em nome da defesa das leis e da população praiana, dar ciência ao prefeito para que tome providências imediatas contra o infrator, aplicando todos os rigores da lei. Justamente nesses tempos de pandemia, não poderemos nos descuidar de todas as precauções, mesmo sendo sabedores que esse vírus chinês não é transmitido por animais ditos irracionais.

A bem da moralidade pública, compete à autoridade municipal reunir os meios legais que dispõe e travar uma luta sem quartel contra os desobedientes e transgressores das leis, decretos e portarias. Caso ouvisse meu conselho, por certo recomendaria amotinar os guardas municipais, os fiscais de posturas e, quem sabe, poderia, ainda, recrutar alguns dos fiscais do Sarney para conter os meliantes.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

MAIS SETE MUNICÍPIOS BAIANOS TÊM TRANSPORTE SUSPENSO; TOTAL CHEGA A 348

Foto Reprodução
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O transporte intermunicipal será suspenso em Cotegipe, Igaporã, Itaguaçu da Bahia, Paramirim, Remanso, São José do Jacuípe e Wagner, a partir de quinta-feira (2). A decisão, que foi publicada em decreto no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quarta (1º), tem o objetivo de conter o avanço do coronavírus na população baiana.

Ficam proibidas nesses municípios a circulação, a saída e a chegada de qualquer transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans. Também continuam suspensas, até o dia 6 de julho, a circulação, a saída e a chegada de ônibus interestaduais no território baiano.

O decreto ainda autoriza a retomada do transporte intermunicipal em Ibiquera, Santana, São Domingos e São Gabriel, cidades com 14 dias ou mais sem novos casos de Covid-19. Clique em “leia mais” e confira todos os 348 municípios afetados pelo decreto.

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