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31 de maio de 2020 | 10:39 pm

O CACAU E A PRESSÃO DAS INDÚSTRIAS EM ILHÉUS

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Indústrias instaladas em Ilhéus importaram volumes mensais de cacau de Gana.

Indústrias instaladas em Ilhéus importaram volumes mensais de cacau de Gana.

As indústrias moageiras de cacau instaladas em Ilhéus importaram 53 mil toneladas de cacau nos últimos cinco meses. Todo o cacau é oriundo de Gana, na África. Produtores e instâncias sanitárias estadual e federal não escondem temor de que, com as amêndoas, as indústrias “importem” pragas para a lavoura sul-baiana. Parte da carga importada desde dezembro está em armazéns do Porto Internacional ilheense.

Se há pressão do mercado baiano contra a importação, o pool das moageiras em Ilhéus (Barry Callebaut, Olam e Cargill) fala em riscos à planta industrial instalada no município sul-baiano. Para eles, é real a ameaça de o sul da Bahia perder uma das quatro grandes indústrias, caso haja maior entrave ao aproveitamento (e mais importação, se necessário) do cacau de Gana. E reforçam que, embora a perspectiva para a nova safra seja boa, a produção interna é insuficiente para atender a demanda.

De acordo com fontes ouvidas pelo PIMENTA, caso o entrave persista, as indústrias poderão importar o cacau por outro terminal portuário, fora da Bahia. Até pensaram em Aratu, na Região Metropolitana de Salvador, mas este não teria as condições ideais para amêndoas e grãos.

POLUIÇÃO COLOCA BARRY CALLEBAUT E CARGILL NA MIRA DE ILHEENSES

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Parque industrial da Cargill em Ilhéus: fumaça prejudicando moradores.

Parque industrial da Cargill em Ilhéus: fumaça prejudicando moradores.

Um atentado à saúde está sendo cometido, diariamente, por duas unidades moageiras de cacau no Distrito Industrial de Ilhéus, no Iguape. Cargill e Barry Callebaut passaram a queimar ainda mais resíduos de cacau em suas caldeiras instaladas no município sul-baiano. Antes, parte desse material era comercializada.

O aumento da poluição incomoda moradores vizinhos aos parques industriais. Com a mudança de tempo, eles sofrem ainda mais com a fumaça densa gerada pelas caldeiras das indústrias. Unidade de saúde da região atende adultos e crianças com queixas frequentes de problemas respiratórios.

Nuvens de fumaça em unidade da Barry Callebaut em Ilhéus.

Nuvens de fumaça em unidade da Barry Callebaut em Ilhéus.

De acordo com fontes internas, as indústrias não utilizam energia renovável para a queima dos resíduos. A região já deveria ser atendida pelo gasoduto da Bahiagás. A queima de descarte de cacau aumentou ainda mais nos últimos meses.

Moradores de áreas vizinhas temem falar do assunto, pois parte trabalha ou tem familiares empregados numa das unidades. A depender das condições do tempo, a fumaça vira uma espécie de “neblina”, dificultando a visibilidade de quem circula pela BA-262, seja de carro ou mesmo a pé. O site não conseguiu falar com as empresas.

CARGILL ENFRENTA PROTESTO CONTRA DEMISSÕES NA UNIDADE DE ILHÉUS

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Funcionários fazem protesto em frente à unidade da Cargill.

Funcionários fazem protesto em frente à unidade da Cargill (Foto Divulgação).

Cerca de 30 funcionários e dirigentes sindicais participaram, nesta manhã de quarta (8), de um protesto contra demissões na unidade da Cargill em Ilhéus. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias Moageiras de Cacau (Sindicacau), Luiz Fernandes Ferreira, a multinacional demitiu 14 funcionários na sexta (3) e ontem (7).

A unidade em Ilhéus possui cerca de 200 funcionários. “Mas já empregou 400”, observa Fernandes. O sindicalista aponta desmonte na unidade e diz que a empresa demitiu empregados com 22 anos de empresa e prestes a se aposentar. “Estão aumentando a terceirização [na unidade de Ilhéus]”, afirma.

Fernandes diz que a Cargill obteve financiamento da Desenbahia, há dois anos, para uma nova linha de produção em Ilhéus. “Nem gerou os 100 empregos prometidos nem fez linha de produção”, denuncia. O site não conseguiu contato com a empresa.

PRODUTORES QUEREM SUSPENSÃO DAS IMPORTAÇÕES DE CACAU E RECLAMAM DE PROCESSADORAS

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Produtores querem barrar importação de cacau por causa de prejuízos (Foto Luiz Alves).

Produtores querem barrar importação de cacau por causa de prejuízos (Foto Luiz Alves).

– DESÁGIO POR TONELADA CHEGA A 600 DÓLARES

Produtores de cacau do Sul da Bahia estão reclamando do comportamento das três empresas processadoras – Cargill, Barry Callebaut  e ADM, que, por conta da importação de amêndoas da África e da Ásia, estão forçando a queda de preços no mercado nacional. A atuação das três empresas, que define a política de preços, acaba funcionando como uma espécie de cartel.

Há um ano, as empresas chegaram a pagar um ágio de 200 dólares por tonelada e hoje o deságio atinge 600 dólares por tonelada. A diferença chega a -130 reais a cada saca  de 60 quilos em relação a 2014.  Com uma produção de 700 mil sacas, as perdas são consideráveis e comprometem a capacidade de produção e renovação da lavoura.

A principal reivindicação é que o Governo Federal regulamente a importação de cacau, evitando prejuízos aos  produtores brasileiros. Uma das propostas é suspender a importação de cacau (eliminando temporariamente o chamado dawbrack) pelo prazo mínimo de dois anos, já que a produção nacional, em processo de expansão, é capaz de atender às demandas das indústrias processadoras. A previsão é de que os produtores brasileiros devam colher mais de 240 mil toneladas na safra de 2015/16.

ILHÉUS: CAMINHONEIROS ESPERAM ATÉ 10 DIAS PARA DESCARREGAR NA CARGILL

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Grande fila de caminhões é formada próximo à Cargill (Foto Jorge Tinga).

Grande fila de caminhões é formada próximo à Cargill (Foto Jorge Tinga).

Uma fila com mais de 10 caminhões carregados de amêndoas de cacau já se forma no distrito industrial de Ilhéus. A carga aguarda para ser depositada nos galpões da multinacional Cargil, uma das maiores processadoras desse tipo de material na região.

Tentamos contato com a empresa, sem êxito. O sindicalista Luiz Fernandes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Moageira da Região (Sindicacau), explica que um novo método de gerenciamento usado pela empresa permite a descarga de 30 caminhões a cada 24 horas, o que estaria provocando a fila. A isso se soma um incêndio ocorrido no último fim de semana num dos galpões.

Fernandes, que esteve no distrito industrial, conta que os caminhoneiros esperam cerca de 10 dias para descarregar. Enquanto isso, contam apenas com um banheiro para tomar banho, cedido pela concorrente Joanes, e têm de arcar com despesas de alimentação e manutenção dos veículos.

Os caminhoneiros, relata Luiz Fernandes, acusam a Cargil de, diante das dificuldades em receber a carga, utilizar os veículos como depósitos provisórios.

PREJUÍZO MILIONÁRIO DA CARGILL

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Incêndio em armazém causou prejuízo milionário.

Incêndio em armazém causou prejuízo milionário.

Os prejuízos da Cargill com o incêndio em um armazém alugado, no Distrito Industrial de Ilhéus, estão situados na casa dos milhões, podendo ultrapassar os R$ 9 milhões, segundo fontes da empresa. O depósito estocava cacau Bahia e derivados.

Além da perda do estoque, a multinacional também teve prejuízos com a estrutura física, totalmente destruída. O incêndio ocorreu há dez dias e mobilizou estruturas do Corpo de Bombeiros e do Samu.

ADM VENDE UNIDADE DE CACAU

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A ADM Joanes vendeu a unidade de cacau em todo o mundo para a Olam Internacional, de Cingapura, em negócio de 1,3 bilhão de dólares. A operação foi anunciada nesta terça (16). Em setembro, a ADM vendeu a parte de processamento de chocolate para a Cargill.
Os negócios feitos pela empresa norte-americana têm repercussão no sul da Bahia, especificamente Ilhéus e Itabuna, onde as operações de cacau e chocolate envolvem cerca de 500 trabalhadores.

CARGILL LEVA NO TRT

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Para Fernandes, Cargill teve "Vitória de Pirro".

Fernandes: Cargill teve “Vitória de Pirro”.

Acostumado a vitórias na justiça trabalhista, o lado mais fraco sofre derrotas de vez em quando. Veja o caso do embate judicial na unidade moageira de cacau da Cargill em Ilhéus. Os trabalhadores da multinacional vão receber menos do que os colegas de outras indústrias do mesmo setor em Ilhéus e em Itabuna.
A campanha salarial se arrastava desde junho e a Cargill batia pé. Não aceitava o piso salarial a R$ 1.060,00 nem tíquete-alimentação a R$ 650,00, propostos pelo Sindicacau, representante dos trabalhadores.
A peleja foi parar no Tribunal Regional do Trabalho e acabou decidida na última quinta. Os desembargadores julgaram a causa. Deu empate em 2 a 2 e o presidente, Valtércio Oliveira, foi chamado para o voto minerva. Cravou pela proposta da empresa. Ou seja, piso de R$ 990,00 e tíquete a R$ 633,00.
Para o presidente do Sindicacau, Luiz Fernandes, apesar do resultado desfavorável aos trabalhadores, derrota maior sofreu a Cargill, “que teve prejuízos com a greve, com advogados e criou uma insatisfação muito grande com os trabalhadores”. Vitória de Pirro, na leitura do sindicalista. Pela sentença, a multinacional terá 30 dias para pagar toda a diferença acumulada de junho até agora.

CARGILL REJEITA ACORDO COM FUNCIONÁRIOS E TRT JULGARÁ DISSÍDIO

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cargill ilhéusA Cargill rejeitou ontem (13) acordo com os representantes dos 300 funcionários da unidade em Ilheus durante audiência de conciliação ocorrida no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT 5), em Salvador. Nem mesmo o acordo proposto pela vice-presidente do TRT, desembargadora Nélia de Oliveira Neves, foi aceito.
A categoria pede 8% de reajuste, R$ 1.060,00 de piso salarial e R$ 650 de tíquete-alimentação e a Cargil apresentou como contraproposta R$ 990,00 de piso e R$ 633 de tíquete. Na tentativa de facilitar acordo, após interferência do tribunal, a proposta de piso salarial ficou em R$ 1.030,00, novamente rejeitada pela empresa.
Diante da negativa da Cargill, o tribunal marcou para o dia 20, às 14h, o julgamento do dissídio. As negociações foram parar no TRT, após cinco meses de negociação. A negociação acabou judicializada depois de uma greve de 24 horas, iniciada às 23h da última sexta (7).
Os trabalhadores da unidade de moagem de cacau em Ilhéus foram representantes pelo presidente do sindicato da categoria, o Sindicacau, Luiz Fernandes Ferreira, o vice-presidente, Wilson Drisostes, e o assessor jurídico, Alberto Ferreira, além do presidente da Federação dos Trabalhadores na Alimentação do Estado da Bahia, Roberto Santana.

GREVE NA CARGILL VAI PARAR NO TRT

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cargill ilhéusRepresentantes dos funcionários e diretores da Cargill em Ilhéus terão audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, em Salvador, na próxima quinta (13), às 15 horas.
Os funcionários da Cargill iniciaram greve na noite de sexta-feira (7). A paralisação foi interrompida por força de mandado da Justiça do Trabalho.
Os trabalhadores querem 8% de reajuste e R$ 1.060,00 de piso salarial, além de R$ 650,00 de tíquete-alimentação. A empresa oferece piso de R$ 990,00 e R$ 630,00 de tíquete, mas não respondeu aos outros itens da pauta.

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