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7 de agosto de 2020 | 12:12 am

CIRO GOMES PARTICIPA DE ENCONTRO DE ECONOMIA NA UESC

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Ciro Gomes participa de evento na Uesc nesta terça (16)

O ex-ministro e ex-candidato a presidente da República pelo PDT, Ciro Gomes, visitará o sul da Bahia nesta terça-feira (16) para participar do 45º Encontro Nacional dos Estudantes de Economia (Eneco). O evento está sendo realizado na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) desde ontem (14).

Ciro fará palestra magna do evento na noite desta terça (16), às 19h30min, no auditório do Centro de Arte e Cultura da Uesc. O ex-ministro deverá desembarcar no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, por volta das 12h50min desta terça (16), onde deverá conceder entrevista coletiva.

VÍTIMA DE FAKE NEWS, ATRIZ PEDE RESPEITO E DIZ QUE NUNCA APANHOU DE CIRO GOMES

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Atriz foi casada por 12 anos com Ciro || Reprodução Instagram

A atriz Patrícia Pillar usou suas redes sociais, nesta quarta-feira (19), para desmentir as fake news que dizem que ela foi agredida pelo candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) enquanto eram casados. Na internet, o meme é o seguinte: “Gente, eu nunca fui casada com Bolsonaro. Quem me batia era o Ciro Gomes”.
Pillar foi casada 12 anos com Ciro. Eles se separaram em dezembro de 2011. “Estou aqui para dizer que estão usando a minha imagem para divulgar notícias falsas, favorecendo um candidato que jamais seria o meu. Eu nunca sofri nenhum tipo de violência da parte de ninguém. Isso é totalmente falso”, diz Pillar no vídeo.
“Quero dizer também que, independente de quem é o seu candidato, o que a gente precisa agora é de paz e de respeito. Eu desejo uma excelente eleição para todos nós, porque é o que o Brasil precisa”, completa. O vídeo foi compartilhado por diversos artistas. Do Bahia Notícias.

BOLSONARO AVALIA PARTICIPAR DE DEBATES APENAS SE CHEGAR AO 2º TURNO

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Bolsonaro avalia participar de debates só no 2º turno || Foto Diário Brasil

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) avalia participar de debates apenas se chegar ao segundo turno da corrida eleitoral. Ao menos é o que revela a Coluna Radar, da Veja, desta semana.
“Bolsonaro avalia não participar de debates até lá”, informa a publicação.
A nota fala de um possível confronto direto entre o deputado federal e o presidenciável do PDT, Ciro Gomes. “Aos que desejam ver Jair Bolsonaro em um confronto direto com Ciro Gomes, um aviso: só se ambos chegarem ao segundo turno.”

DATAFOLHA: "LULA SERIA IMBATÍVEL NO SEGUNDO TURNO"

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Lula seria imbatível no segundo turno, aponta Datafolha || Foto Agência Brasil

Nova pesquisa Datafolha revela um Lula imbatível em cenários de segundo turno na corrida presidencial de 2018, mesmo preso e sem poder fazer campanha há dois meses. O levantamento foi publicado, há pouco, pela Folha. No cenário de primeiro turno, o ex-presidente mantém 30% das intenções de voto.
A pesquisa foi feita nos últimos dias 6 e 7, segundo o instituto, quando foram ouvidos 2.824 eleitores em 174 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, segundo o Datafolha. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Arte Folha

A mesma pesquisa revela que o apoio do ex-presidente Lula pode aumentar a chance de um candidato chegar ao segundo turno da disputa presidencial. Segundo o Datafolha, 30% votariam em um nome apoiado por Lula. Outros 17% poderiam votar. Na outra margem, 51% disseram não votar em nome apoiado pelo petista.
Em cenário de primeiro turno com Lula, o petista mantém 30%, enquanto Bolsonaro fica com 17%. Marina chega a 10%. Ciro Gomes (PDT) e Alckmin atingem 6% cada um. Álvaro Dias (Podemos) chega a 4%. Manuela D´Ávila (PCdoB) e Rodrigo Maia (DEM) oscilam entre 2% e 1%. Os demais nomes oscilam entre 1% e 0%.
Sem Lula na disputa, os demais nomes não conseguem fisgar o eleitor. Bolsonaro chega a 19%. Marina oscila entre 14% e 15%, no que depende da presença ou não de nomes do PT (Wagner ou Haddad, ambos com 1%). Ciro oscila entre 10% e 11%. Alckmin atinge 7%. Álvaro Dias mantém os 4% do cenário com Lula.

SEM LULA NA DISPUTA, FÉLIX JR. CRÊ EM APOIO DE RUI COSTA E DO PT A CIRO GOMES

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Félix cobra apoio do PT e crê em adesão de Rui a Ciro

Deputado federal e presidente do PDT baiano, Félix Jr. disse esperar o apoio do PT à candidatura de Ciro Gomes à presidência da República. O parlamentar, que é da base aliada do governador Rui Costa, cita que tanto o gestor baiano como o ex-governador Jaques Wagner já tornaram público a possibilidade de apoio.
– Quando eles abrem mão de ter candidato para apoiar um nome de outro partido, mostra visão globalizada da política – disse Félix Jr.
Mais que isso, Félix cobrou o PT, caso Lula não possa ser candidato. Para ele, “após dar apoio aos petistas por tanto tempo, chegou a hora da recíproca”.
– Esperamos que o PT agora tenha capacidade de apoiar o nosso partido, da mesma forma que apoiamos ele no passado. Principalmente, pelo fato de termos Ciro Gomes como candidato, o nome mais capacitado e mais qualificado à Presidência entre os concorrentes.

DATAFOLHA: MARINA E CIRO HERDAM VOTOS DE LULA; CANDIDATA DA REDE EMPATA COM BOLSONARO

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Ciro e Marina são maiores herdeiros de votos de Lula, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha feita na semana passada e divulgada pela Folha neste domingo (15) revela que Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) são os principais beneficiários de uma disputa presidencial sem Lula (PT) no páreo. Eles ganham até 5 pontos percentuais em cenários testados sem o ex-presidente, preso desde a noite de sábado (7) em Curitiba (PR). A mesma pesquisa mostra empate entre Bolsonaro (PSL) e Marina em cenário sem o petista – 17% a 15% em cinco dos cenários e 17% a 16% em um cenário sem PT nem Temer.
Na mesma pesquisa, Lula aparece com 30% a 31% das intenções de voto. Sem ele, Ciro varia de 5% para 9% e Marina chega a 7%. Jair Bolsonaro aparece com 15% das intenções de voto com Lula na disputa. E chega a 17% em cenários sem Lula.

Mesmo preso e com perda de votos, Lula continua imbatível || Foto Agência Brasil

LULA IMBATÍVEL
O levantamento também aponta perda de votos de Lula após a prisão do petista, que chegou a 37% e agora varia de 30% a 31% das intenções de voto. Mesmo preso, ele continua imbatível. É o único que pontua acima dos 30%.
Historicamente, o PT abocanha em torno de um terço do eleitorado. Quando Lula sai do páreo, os substitutos petistas aparecem com 1% (Jaques Wagner) e Fernando Haddad (2%).
Wagner foi governador da Bahia por dois mandatos e ministro no primeiro governo Lula e no segundo governo de Dilma Rousseff. Haddad foi ministro da Educação em governos petistas e prefeito de São Paulo. Sem Lula, outro beneficiado é Álvaro Dias, do Podemos, que sai de 3% e chega a até 5% das intenções de votos. Manuela D´Ávilla sai de 2% e chega a 3%.
LULA BATE TODOS NO 2º TURNO
Se perdeu votos no primeiro turno, Lula mantém-se imbatível no segundo turno, segundo a pesquisa. A vitória mais folgada seria contra o tucano Geraldo Alckmin (48% a 27%). Na sequência, derrotaria Bolsonaro (48% a 31%) e Marina Silva (46% a 32%).
Das candidaturas do espectro lulista, a que melhor figura em cenário de segundo turno sem o ex-presidente é a do pedetista Ciro Gomes. Ele empata com Bolsonaro (35% a 35%) e Alckmin (32% a 32%). Não foi testado cenário Ciro x Marina. Num embate Marina x Bolsonaro, a candidata da Rede bate por 44% a 31%. A vantagem é maior diante de Alckmin (44% a 27%). O tucano empata com Bolsonaro (33% a 32%).
A pesquisa Datafolha foi feita de quarta (11) a sexta (13) e ouviu 4.194 eleitores em 227 municípios.

CIRO, PDT E ITABUNA

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marco wense1Marco Wense

 

Essa interessante conversa entre Mangabeira e Ciro Gomes deve contar com a presença do deputado Félix Júnior, presidente estadual do PDT e coordenador da bancada baiana na Câmara Federal.

 

Acredito que Itabuna poderá ser a sede de um encontro das lideranças políticas do sul da Bahia com o presidenciável Ciro Gomes (PDT).

O diretório municipal, sob a batuta do médico Antônio Mangabeira, ficará no comando da organização e de todo o empenho para uma grande recepção ao pedetista.

Alguns líderes de Itabuna serão convidados, mas como pertencem a partidos ou grupos políticos que já tem seus postulantes ao Palácio do Planalto, dificilmente comparecerão.

Geraldo Simões, ex-prefeito, petista histórico, vai com qualquer candidato que o PT apontar. Se não for Lula, em decorrência da inelegibilidade, será Jaques Wagner ou Fernando Haddad.

Augusto Castro, do tucanato, obviamente do PSDB, irá apoiar o candidato da legenda, possivelmente o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Azevedo, também ex-alcaide, salvo engano do PTB, mas com malas prontas para o DEM, deve acompanhar o candidato de ACM Neto, que poderá ser Alckmin ou um candidato do próprio partido.

Davidson Magalhães, PCdoB, vai com o PT, independente de que nome seja, em que pese muitos comunistas serem simpáticos à candidatura de Ciro Gomes.

Citando um exemplo nosso, bem tupiniquim, o vereador Jairo Araújo, da legenda comunista, é um admirador de Ciro, não perde uma entrevista do ex-ministro da Fazenda do governo Itamar Franco.

E Fernando Gomes? Essa é a grande incógnita, o enigma a ser decifrado. O alcaide já disse que não tem nenhum compromisso com o PT e sim com a reeleição do governador Rui Costa.

Então, é Mangabeira que vai recepcionar Ciro, que deve perguntar ao ex-prefeiturável sobre esse imbróglio envolvendo o PDT de Itabuna e o petismo baiano.

Ciro vai achar estranho o fato de o PT, com o aval do governador Rui Costa, ter apoiado Fernando Gomes, então candidato do DEM, em detrimento do postulante do PDT, partido da base aliada.

Essa interessante conversa entre Mangabeira e Ciro Gomes deve contar com a presença do deputado Félix Júnior, presidente estadual do PDT e coordenador da bancada baiana na Câmara Federal.

PS – O prefeito Fernando Gomes não será convidado para o encontro com Ciro Gomes.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

SEM LULA, CIRO GANHA

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marco wense1Marco Wense

 

É no debate, no olho a olho, que Ciro Gomes vai se aproximar de Bolsonaro, sem dúvida o presidenciável mais fraco, oco, inconsistente e carente de substância.

 

Todas as pesquisas para o Palácio do Planalto apontam uma disputa no segundo turno entre o ex-presidente Lula (PT) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC).

Na mais recente, do instituto DataPoder360, Lula tem 32%, Bolsonaro 25%, Ciro Gomes (PDT) 4%, empatando com Geraldo Alckmin (PSDB), e Marina Silva (Rede) 3%.

Quando sai Alckmin e entra o também tucano João Doria, prefeito de São Paulo, Lula fica com 31%, Bolsonaro 18%, Doria 12%, Ciro 6% e Marina 3%.

Sem Lula no páreo, impedido legalmente de concorrer, Bolsonaro assume a ponta com 27%, Alckmin 9%, Ciro e Marina com 8% e Haddad, reserva do PT, fica com 3%.

Em outro cenário, ainda sem Lula, com Doria no lugar de Alckmin, Bolsonaro pontua com 25%, Doria 12%, Ciro 9%, Marina 6% e Haddad 5%.

Uma eventual inelegibilidade de Lula, favorece o pré-candidato do PDT, que tende a crescer no decorrer do processo em decorrência de ser o mais preparado de todos.

É no debate, no olho a olho, que Ciro Gomes vai se aproximar de Bolsonaro, sem dúvida o presidenciável mais fraco, oco, inconsistente e carente de substância.

Não vejo nenhuma chance em Marina e nem nos tucanos Alckmin e Doria. Em relação a Haddad, o PT e Lula não vão transferir os votos.

Sem Lula, Ciro Gomes é o próximo presidente da República.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

CIRO GOMES DIZ QUE TEMER É O “CAPITÃO DO GOLPE” CONTRA DILMA

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Ciro critica abertura de impeachment e diz que vice é "capitão do golpe".

Ciro critica abertura de impeachment e diz que vice é “capitão do golpe”.

Da Agência Brasil

O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes, o governador do Maranhão, Flávio Dino, e o presidente do PDT, Carlos Lupi, uniram-se em torno da permanência de Dilma Rousseff na presidência da República. Os três falaram à imprensa no final da manhã de hoje (6) em uma coletiva convocada na sede do governo do Maranhão para falar da “conjuntura nacional” e que tratou exclusivamente do processo de impeachment enfrentado por Dilma.

Dino, Gomes e Lupi posicionaram-se contrários ao impeachment da presidenta. Dino defendeu Dilma ao dizer que não há motivos para uma mudança precoce de presidente da República. “A Constituição diz que para haver um impeachment não basta que não se goste do governo. É preciso que haja uma causa legítima. O chamado crime de responsabilidade está previsto no Artigo 85 da Constituição e as hipóteses ali existentes não estão presentes nesse momento”.

Dino pediu ainda serenidade àqueles que não gostam do governo de Dilma Rousseff. “As críticas todas são legítimas, mas nenhum interesse político está acima da democracia. É preciso que haja serenidade neste momento. É legítimo não gostar [do governo], mas há um momento de manifestar que não gosta, que é na próxima eleição. No presidencialismo não existeimpeachment por gosto”.

Lupi disse não duvidar da seriedade da presidenta e acrescentou que não defende Dilma “por conveniência, e sim por convicção”. O presidente do PDT reforçou isso ao dizer que o partido terá candidato próprio à presidência da República em 2018. “Não é fingir que não estamos vivendo uma realidade muito grave. O país está mal, a economia está mal, tudo isso estamos vendo. Não é nenhuma conveniência eleitoral o apoio à presidente Dilma. Temos clareza que o PDT terá candidato próprio à presidência da República”.

Gomes acusou o vice-presidente da República, Michel Temer, de ser “o capitão do golpe”. Ele ainda chamou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha – responsável por aceitar o pedido de impeachment na Câmara –, de ser “parceiro íntimo” de Temer.

“Se a Dilma cair é o Michel Temer que assume. Perguntem qual é a opinião dele sobre seu parceiro íntimo ter conta na Suíça. O beneficiário dessa situação é o Michel Temer, o capitão do golpe”. Não é a primeira vez que Gomes dá essa declaração. Ele já havia falado a mesma coisa em um programa de televisão na sexta-feira (4), além de reproduzir a mesma frase em sua página em uma rede social.

De acordo com sua assessoria, o vice-presidente da República está em São Paulo com a família e não vai se manifestar sobre as declarações do ex-ministro. Já Dilma disse ontem (5), após evento no Recife, que espera “integral confiança” de Temer.

O pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, protocolado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal, foi aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na noite de quarta-feira (2). A presidenta da República foi notificada oficialmente no dia seguinte. Amanhã (7) será instalada no Congresso Nacional a comissão especial que vai analisar o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ao todo, a comissão terá 65 membros.

CIRO GOMES DIZ QUE GOVERNO DEVE MUDAR POLÍTICA ECONÔMICA PARA RECUPERAR APOIO

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Ciro critica aliança com "golpistas"

Ciro critica conciliação com “golpistas”

Crítico contumaz do que chama de escalada do golpismo, o ex-ministro Ciro Gomes disse ontem (3) no programa Espaço Público (TV Brasil), que a presidenta Dilma Rousseff está conciliando com os opositores que pedem o seu afastamento do cargo e que o governo deveria alterar os rumos da política econômica para recuperar o apoio popular.

“Neste momento, a Dilma está fazendo o oposto, estamos numa escalada golpista que é a mesma rigorosamente, os mesmos atores, partícipes, a presidenta está conciliando com aqueles que nos fazem a perseguição e isso torna esta crise mais explosiva que aquela”, disse o ex-governador do Ceará ao comparar a situação de crise vivida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005 e a situação atual.

Na ocasião, Lula também enfrentava forte oposição na Câmara dos Deputados, em razão do mensalão, que acabou elegendo o ex-deputado Severino Cavalcanti como presidente da Casa. Ciro comparou a eleição de Severino com a do atual presidente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem acusa de intimidar o governo com a possibilidade de abertura do processo de afastamento.

“A Dilma teve sorte de o Ministério Público (MP) da Suíça ter mostrado que o picareta-mor da República é formador de quadrilha”, disse. “A história brasileira tem sido muito farsante. Só para relembrar: Severino foi cassado naquela ocasião por receber um cheque de R$ 10 mil mensais de um dono de lanchonete”.

Segundo Ciro, o governo deveria trabalhar pela saída de Cunha. Ele disse que o deputado ainda mantém apoio na Câmara por ter “distribuído” parte desses recursos, atribuídos a ele, no financiamento de campanha de outros parlamentares. Ciro lembrou que, de acordo com o Ministério Público suíço, “R$ 411 milhões circularam nas contas e ele [Eduardo Cunha] mentiu dizendo que não tinha conta”.

Na entrevista, o ex-governador do Ceará condenou duramente a tentativa da oposição, liderada pelo PSDB, de abrir um processo de impeachment de Dilma. Para ele, a oposição não aceitou o resultado das eleições e quer “pegar um atalho” para chegar ao poder. “Boa parte do calor dessa crise deve-se a uma geração inteira de tucanos, para quem se a Dilma ficar no governo significa Lula mais oito anos a partir de 2018”.

Além de criticar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ciro, que já foi do PSDB e ex-ministro da Fazenda de Itamar Franco, se disse decepcionado com o presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG), a quem acusou de ter “desapreço às regras e ao calendário [eleitoral]”. Como pode um neto do Tancredo Neves escalar o golpe?”.

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