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21 de janeiro de 2021 | 05:23 pm

VANE, RENÚNCIA E O PT

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

O entrave é Geraldo Simões, que, além de ser o prefeiturável natural do PT, é um postulante que ocupa a primeira posição nas pesquisas de intenções de voto. Sua tábua de salvação e sobrevivência política.

Alguns setores da imprensa, mais especificamente de oposição ao governo Vane e adeptos do sensacionalismo, disseram que a modesta Coluna Wense estava pregando a renúncia do prefeito de Itabuna.

Uma insinuação maldosa, já que torço para que Claudevane Leite faça um bom governo, seja candidatíssimo ao segundo mandato e quebre o tabu da reeleição.

Sei que de, dez eleitores, somente um acredita que o chefe do Executivo vai ser candidato. E quem contribuiu para a quase unanimidade foi o vice Wenceslau Júnior, que, intempestivamente, lançou sua candidatura.

Disse aqui que Wenceslau não tornaria pública sua pretensão se tivesse alguma dúvida sobre a posição do alcaide, o que pressupõe uma possível confidência do prefeito com o vice.

Ora, ora, ora, seria motivo de rompimento político se Wenceslau Júnior lança sua candidatura com o prefeito ainda indeciso sobre o seu futuro político.

O retorno ao PT, com uma boa conversa com o governador Rui Costa, é visto por muitos como o caminho para um comportamento político mais ousado. Um Vane menos enigmático e mais decisivo.

Toda articulação para o “Volta, Vane” é feita por Everaldo Anunciação, presidente estadual do petismo, e Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais.

O entrave é Geraldo Simões, que, além de ser o prefeiturável natural do PT, é um postulante que ocupa a primeira posição nas pesquisas de intenções de voto. Sua tábua de salvação e sobrevivência política.

A possibilidade de “Minha Pedinha” deixar o PT em decorrência do retorno de Vane é remotíssima, mas não é totalmente descartada. Pelo ponto de vista percentual, não chega a 5%.

AMÉLIA TAVARES AMADO

Eduardo Anunciação em foto do Diário Bahia.

Eduardo Anunciação em foto do Diário Bahia.

“Amélia Amado era mulher empreendedora, fêmea positivista, católica. Fundou o Colégio Ação Fraternal de Itabuna (AFI), estimulou o Teatro Estudantil Itabunense (TEI), financiou eventos artístico-culturais.

O desenrolar da história vai constatando que Amélia Amado fora mais inquieta, mais humana do que o líder político Gileno Amado, seu marido. Doutor Gileno Amado era aristocrático, gostava de ser paparicado. Os chamados gilenistas usavam gravatas, chapéus, ternos clássicos. Os gilenistas eram compenetrados, presunçosos. Os tempos eram dos coronéis, os tempos eram outros.

O ambiente, o lugar do doutor Gileno Amado sempre foi a UDN, partido do governador Juracy Magalhães, Adauto Lúcio Cardoso, José Cândido Filho, Carlos Lacerda. Poucos itabunenses amaram doutor Gileno e muitos o respeitavam, temiam.

Como na canção, de Mário Lago, Amélia era uma mulher de verdade. Amélia Tavares Amado foi o trampolim, alavanca, sucesso de Gileno Amado” (Do saudoso e polêmico jornalista Eduardo Anunciação).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

VANE VAI FALAR…

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Prefeito Claudevane Leite rompe o silêncio (Foto Gabriel Oliveira).

Prefeito Claudevane Leite rompe o silêncio (Foto Gabriel Oliveira).

O prefeito Claudevane Leite concederá entrevista coletiva amanhã, na sede da Ficc, para falar dos últimos dados da violência em Itabuna (até agora ele está mudo quanto a este assunto e não respondeu ao pedido de entrevista do PIMENTA) e reforma administrativa.

Deverá comunicar a extinção de secretarias e o nome do novo secretário de Transporte e Trânsito. Clodovil Soares, titular da Pasta, deixa o cargo, oficialmente, amanhã (30). Antonio Cavalcante está descartado como substituto de Clodovil.

A coletiva de Vane está marcada para as 8h. A escolha da sede da Fiic para a entrevista não foi por acaso. Vane dirá que os dados da violência são de 2012, último ano do Governo de Capitão Azevedo (DEM), e que desenvolveu projetos de cultura e cidadania desde 2013 para melhorar os indicadores sociais. Pode ser, mas, no plano institucional, tem sido omisso nas cobranças aos governos federal e estadual quanto a ações na área de segurança e, também, social.

“A TARDE” DIZ QUE PROBLEMAS DE GESTÃO COMBALIRAM COFRES DE PREFEITURA

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Vane: dificuldades.

Vane: dificuldades.

A edição de ontem do Jornal A Tarde traz reportagem especial sobre o drama financeiro das prefeituras baianas. A União dos Municípios da Bahia (UPB) informa que 30% das prefeituras do Estado devem salário e metade terá dificuldades para quitar a folha de janeiro.

A reportagem também destaca o drama econômico-financeiro da Prefeitura de Itabuna. A gestão tem problemas desde 2010 para o pagamento de parte dos servidores da área de Saúde. Os problemas se agravaram agora. Desde agosto do ano passado, a prefeitura vem atrasando a quitação da folha, depositando o dinheiro na conta do servidor sempre depois do prazo legal, o quinto dia útil de cada mês.

O jornal também ressalta os gastos sem comprovação de despesa e o déficit orçamentário de R$ 64 milhões em 2013.

A Tarde traz reportagem com o drama financeiro de Itabuna (Reprodução).

A Tarde traz reportagem com o drama financeiro de Itabuna (Reprodução).

FORÇA, VANE!

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marco wense1Marco Wense

A decisão de não disputar à reeleição é o primeiro sinal de que as coisas não caminham bem, que a desilusão é mais intensa a cada dia, e que cada dia é uma agonia.

Confesso que torço pelo prefeito Claudevane Leite. Nunca fui adepto do “quanto pior, melhor”, como fazia Geraldo Simões com Fernando Gomes e vice-versa.

O que me preocupa é um chefe de Executivo sem esperança. Um gestor da coisa pública desanimado, desgostoso com o que faz, que passa a impressão que quer logo o fim do mandato.

A decisão de não disputar à reeleição é o primeiro sinal de que as coisas não caminham bem, que a desilusão é mais intensa a cada dia, e que cada dia é uma agonia.

FERNANDO GOMES
O jornalista Paulo Lima afirma, de maneira até peremptória, que Fernando Gomes é candidato a prefeito de Itabuna na sucessão de 2016. Paulo Índio, como é mais conhecido, almoçou com FG no restaurante do Palace Hotel.

“Fernando vai disputar o quinto mandato, não tenho nenhuma dúvida”, diz o sempre educado e elegante comentarista político da TV. Itabuna. Em relação à biografia do ex-gestor, Paulinho assegurou que está em fase final.

Marco Wense
é articulista do Diário Bahia.

TEMPO NUBLADO PARA GERALDO

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Candidatura de Geraldo dependerá da Executiva Estadual do PT.

Candidatura de Geraldo dependerá da Executiva Estadual do PT.

O deputado federal Geraldo Simões poderá enfrentar dificuldades na sua pretensão de disputar, pela quarta vez, a Prefeitura de Itabuna. A decisão de candidaturas nos 50 maiores municípios baianos deverá ser tomada não apenas pelo diretório municipal. Precisará ter a anuência da Executiva Estadual, o que indica tempo nublado para o parlamentar não reeleito. O comando do PT baiano vem defendendo o retorno do prefeito Claudevane Leite para a legenda.

Aos aliados, Geraldo tem avisado que somente discutirá sucessão municipal depois do carnaval. Até lá, espera ver definido seu futuro político e se terá cargo no governo federal. Na segunda, talvez sinalizando o que fará até setembro, Claudevane Leite citou Geraldo por três vezes em seu discurso na inauguração do SAC no Jequitibá.

NO MESMO BARCO

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marco wense1Marco Wense

A grande dúvida da sucessão é se o prefeito Claudevane Leite vai ou não disputar o segundo mandato (reeleição). Esse enigma, cada vez mais empanado, deixa os meninos do PCdoB apreensivos.

O PCdoB, especialista em reivindicar o candidato a vice-prefeito na chapa majoritária, sabe que o espaço de oposição ao governo Vane já é ocupado pelo PT e PSDB.
A única experiência com candidatura própria foi na sucessão de 1996 com Davidson Magalhães, que terminou sendo acusado pelos adversários de ser o “laranja” do também postulante Fernando Gomes.
Sobre essa maldade que fizeram com Davidson, o então ACM dizia, se referindo ao comunista, que “em Itabuna tem um rapaz que vai nos ajudar”. Não deu outra: FG conquista a cobiçada prefeitura de Itabuna.
Vieram outras sucessões: Luis Sena como vice de Renato Costa (PDT), a saudosa Conceição Benigno com Geraldo Simões (PT), novamente Sena com Juçara Feitosa (PT) e, agora, Wenceslau Júnior com Claudevane Leite (PRB).
O ano de 2015, mais especificamente o segundo semestre, será marcado por um duelo entre petistas e tucanos. Ou seja, uma disputa em torno de quem vai encarnar o oposicionismo tupiniquim na sucessão de 2016.

Davidson Magalhães.

Davidson Magalhães.

Quem melhor personificar, simbolizar o, digamos, antivanismo, terá mais possibilidade de suceder o atual alcaide. É bom lembrar que o chefe do Executivo tem um bom tempo para melhorar das pesquisas de opinião.
Já disse aqui que Geraldo Simões e Augusto Castro – os dois nomes mais fortes para 2016 – são 100% prefeituráveis, favas contadas nos seus partidos.
E o DEM? Só terá candidato se a opção da legenda mostrar viabilidade e força eleitoral para enfrentar o governismo e o petismo. Do contrário, é parceiro compulsório do PSDB indicando o vice de Castro.
Nos bastidores do tucanato, longe dos holofotes e do povão de Deus, o comentário é de que o preferido do pré-candidato Augusto Castro é o vereador demista Ronaldão, o Ronaldão da UBI.
A grande dúvida da sucessão é se o prefeito Claudevane Leite vai ou não disputar o segundo mandato (reeleição). Esse enigma, cada vez mais empanado, deixa os meninos do PCdoB apreensivos.
Uma coisa é certa: não há como o PCdoB se desvincular do governo Vane e, muito menos, virar oposição. O caminho é torcer por uma reviravolta no campo político e administrativo.
Religiosamente, orar muito para que o barco de Vane, que é o mesmo dos comunistas e dos evangélicos, encontre pela frente um mar calmo, um mar de almirante.

CUIDADO, VANE!

Coluna Wense, 28 de outubro de 2012: “O prefeito Claudevane Leite, do PRB, legenda sob a batuta da Igreja Universal do Reino de Deus, precisa tomar cuidado com alguns conselheiros de plantão. Conselheiro bom é aquele que não é bajulador, que diz a verdade, independente de agradar ou não o chefe”.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

VANE E A SUCESSÃO DE 2016

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marco wense1Marco Wense
Nem chegou 2015 e lá vem Marco Wense com 2016, é o que vou escutar durante toda semana no Café Pomar, tradicional ponto de encontro para o bate-papo político e o famoso cafezinho.
Se for um médico pediatra, que gosta de usar o palavreado da profissão no dia a dia, vai questionar a prematuridade da análise, que ela nasceu antes do tempo.
Alguns leitores vão buscar o ditado popular de que não se deve colocar a carroça na frente dos bois, que o artigo é intempestivo, consequência dos devaneios políticos do modesto colunista.
A discussão sobre a sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB) já é assunto obrigatório. E a maior dúvida é se o chefe do Executivo vai disputar o segundo mandato (reeleição).
Ora, ora, se está na boca do povo e a voz do povo é a voz de Deus – Vox Populi, Vox Dei –, então nada de precipitado e extemporâneo: o processo sucessório já começou.
A primeira legenda a colocar lenha na fogueira da sucessão é o PSDB do prefeiturável Augusto Castro. Pessoas bem próximas do tucano espalham que Vane não será candidato porque tem um acordo com o PCdoB.
São favas contadas a candidatura de Geraldo Simões pelo Partido dos Trabalhadores. O único petista com condições eleitorais para disputar o Centro Administrativo Firmino Alves.
O DEM de Maria Alice, ex-dama de ferro do ainda vivo fernandismo, tem a opção do médico Antonio Vieira, que não esconde a vontade, o esforço e a determinação de ser o candidato da legenda.

Bandeira é citado como nome do PDT.

Bandeira é provável como nome do PDT.

O presidente estadual do PDT, deputado Félix Júnior, não abre mão de candidatura própria. Dois nomes são citados nos bastidores da legenda brizolista: o do médico Antonio Mangabeira e do juiz Marcos Bandeira.
Tem Leninha Alcântara, a Leninha da Autoescola Regional. O problema é que a simpática postulante não sabe o que quer. É sempre hesitante, sem lado, politicamente sem rumo. É a Leninha versus Leninha.
O PMDB de Renato Costa, o PPS de Mariana Alcântara, o PTB do vereador Ruy Miscócio Machado e o PV do também edil Glebão não terão sequer pré-candidatos. São coadjuvantes.
O grande mistério é se Claudevane Leite vai disputar o segundo mandato. A decepção do alcaide com os políticos e a desilusão com a política são cada vez mais perceptíveis. Saltam aos olhos.
O chamado “núcleo duro” do vanismo, representado por Oton Matos, Marcos Cerqueira e Silas Alves, respectivamente controlador-geral, secretário de Finanças e chefe de gabinete, vem fracassando nas diversas tentativas de diminuir o PCdoB.
Geraldo Simões e Augusto Castro torcem para que o pega-pega entre comunistas e anticomunistas fique mais acirrado. Petistas e tucanos falam até em conflito com viés religioso.
Adianto aos assíduos clientes do Café Pomar, sempre ávidos e ansiosos por informações, que nem o próprio Vane sabe se será ou não candidato à reeleição. Pelo andar da carruagem, não.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

TCM FAZ CONFUSÃO COM O NOME DE VANE, QUE SERÁ JULGADO NA TERÇA

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A campanha política de 2012 caminhava para um (novo) confronto particular entre Capitão Azevedo (DEM) e Juçara Feitosa (PT). Mas o eleitor procurava por novidade.
E a novidade era Vane. “Vou votar nesse tal de Vane”, enquanto aqueles que não o conheciam diziam que iria “votar na Vane”. Deu-se que, hoje, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) divulgou a pauta das sessões da próxima semana. As contas de 2013 do Governo Vane serão julgadas na próxima terça (9).
Quase todos sabem quem é o senhor Claudevane Leite em Itabuna, mas, no TCM, assim como para muitos na campanha eleitoral há dois anos, Vossa Excelência é “Sra. Claudevane Moreira Leite”.

Assim como eleitores na campanha, TCM se confunde com Vane.

Assim como eleitores na campanha, TCM se confunde com Vane.

ALDENES DEFENDE VANE E DIZ QUE "SETORES DO GOVERNO" FORAM DERROTADOS

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Aldenes meira reeleito 2O presidente reeleito da Câmara Municipal de Itabuna, Aldenes Meira (PCdoB), avaliou que a sua vitória ontem (30) não representou derrota para o prefeito Claudevane Leite. “Sou da base aliada”, observa.
Apesar de afirmar que nem o prefeito nem o governo perderam, o vereador citou o controlador do município, Oton Matos, o secretário da Fazenda, Marcos Cerqueira, e o chefe de gabinete do prefeito, Silas Alves, como derrotados.
O trio, apoiado por José Trindade, secretário da Assistência Social, trabalhou para o adversário de Aldenes na disputa, Ruy Machado (PTB).
O vereador também disse o que foi importante para reverter o resultado ontem e citou prioridades para o novo mandato. Confira entrevista ao PIMENTA, ontem.
Confira
BLOG PIMENTA – A outra chapa expôs apoios e revelava ter 12 dos 21 votos. O que foi decisivo para que você revertesse o quadro e ganhasse a eleição?
ALDENES MEIRA – A chapa encabeçada por Ruy Machado bradava a todo tempo que tinha o apoio do prefeito Vane. Isso pressionava alguns vereadores. Porém, o prefeito ficou isento no processo. Tivemos conversas com Vane e em nenhum momento ele declarou apoio a nenhum dos candidatos. Ele sempre achou e em suas falas sempre diz que o legislativo deve ser independente.
PIMENTA – Mas, na prática, foi desta forma?
ALDENES – Claro que setores do governo apoiaram a minha chapa e outros apoiaram a chapa de Ruy. Foi até bom para o governo por ter gente nos dois lados.
PIMENTA – Como foi essa “divisão” de apoios?
ALDENES – Claramente, víamos que o controlador Oton Matos, o secretário Marquinhos [Marcos Cerqueira, da Fazenda], o chefe de Gabinete, Silas Alves, e o [secretário de Assistência Social, José] Trindade, tendiam para a chapa de Ruy. Mas, em contrapartida, Giorlando Lima e Wenceslau Júnior me apoiaram e Mariana Alcântara, em que pese o PPS estar na outra chapa, me ajudou, era simpática à nossa candidatura. Então, dentro do Executivo, houve isso. A nossa vitória é o que o legislativo quis, preferiu o nome da gente.
PIMENTA – O resultado foi visto como derrota do prefeito, porque a articulação do governo puxou votos para Ruy Machado. O senhor também entende assim?
ALDENES – Não. Se eu sou da base aliada, como é que foi uma derrota para o governo?
PIMENTA – Mas o núcleo político não trabalhou pelo seu nome.
ALDENES – É, mas houve articulação por mim. Tanto é que nós ganhamos. O meu partido também trabalhou para que ganhássemos, o meu partido é do governo. Então, não encaro como derrota do prefeito Vane nem do governo. Agora, sim, é uma derrota de setores do governo que trabalharam contra.

______________aldenes entrevista

Oton botou o bedelho dele, tirou vereadores do meu grupo para o outro, prometendo coisas. Acho que ele é o derrotado.

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PIMENTA – Quais setores?
ALDENES – Oton foi derrotado nesse processo, botou o bedelho dele, tirou vereadores do meu grupo para o outro, prometendo coisas. Acho que ele é o derrotado.
PIMENTA – E quanto ao PCdoB?
ALDENES – Discutimos qual o melhor caminho e, quando definimos que era o meu nome, o partido me deu apoio o tempo todo. O vereador Jairo [Araújo], que é presidente do meu partido, articulou para obtermos essa vitória.
PIMENTA – Quais as prioridades para o novo mandato?
ALDENES – Primeiramente, dar continuidade ao trabalho de transparência e isonomia e tratar o legislativo dentro do espírito republicano. No dia 9, abriremos envelopes com as propostas das empresas para realizar o concurso público. Outra prioridade é a construção da sede própria da Câmara. Vamos ao BNDES em busca de recursos para esta obra, já que o volume de repasse do duodécimo não comporta essa demanda. No mais, vamos continuar tocando o legislativo com independência e democracia.
PIMENTA – O prédio será construído mesmo na Princesa Isabel?
ALDENES – A gente terá que fazer estudo de local, mas, provavelmente, será o mesmo. A Secretaria de Meio Ambiente queria uma permuta de espaço para anexar ali a um suposto parque municipal. Estamos discutindo, mas, a priori, o espaço será aquele. Aí é conseguir o recursos para financiar a obra.

MARINA E O GOVERNO DILMA

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marco wense1Marco Wense

Marina seria o contraponto da oposição raivosa, que não respeita as regras do jogo democrático, que arquiteta um “terceiro turno”, que defende o retorno dos militares.

Quem tem crédito para criticar uma eventual “direitização” do governo Dilma é a ala do Partido dos Trabalhadores oxigenada pela ideologia como base da luta política.
Não é fácil para esse segmento do PT, defensor da agricultura familiar e da reforma agrária, aceitar uma Kátia Abreu como ministra da Agricultura e um Joaquim Levy como titular da Fazenda.
O governo assume o risco de perder o apoio de uma importante parcela do petismo, sem dúvida a mais fiel e aguerrida, como a do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o MST.
Kátia Abreu é uma inconteste liderança dos agropecuaristas e pessoa de inteira confiança dos grandes latifundiários. Presidiu a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, que representa 27 federações estaduais, 2.142 sindicatos rurais e mais de um milhão de produtores sindicalizados.
Em relação a Joaquim Levy, a ala esquerdista do PT diz que é “símbolo do neoliberalismo”, que é isso e aquilo, que é pupilo de Armínio Fraga, e usa até o argumento de que o economista teria votado em Aécio Neves.
A troça do senador Aécio de que “Levy na Fazenda é como se um grande quadro da CIA fosse comandar a KGB” foi considerada infeliz, descabida e inoportuna até pelos tucanos.
A chacota do mineirinho, cada vez mais adepto do “quanto pior, melhor”, do circo pegando fogo, não foi digerida nem pelo próprio Levy, de quem Aécio se diz amigo de priscas eras. Mui amigo.
A presidente Dilma Rousseff tem o apoio incondicional do PT transigente, que faz concessões, defensor da composição de forças como requisito indispensável para governar. A tal da governabilidade.
Quando questionada sobre Joaquim Levy e Kátia Abreu, a ambientalista Marina Silva prefere a saída da diplomacia e, diplomaticamente, sai pela tangente.
A postura de Marina seria outra se sua posição fosse de neutralidade no segundo turno presidencial. Teria mais autoridade, mais legitimidade para contestar medidas conservadoras e a “direitização” do governo.
O apoio de Marina ao candidato Aécio Neves (PSDB) tirou dela a condição de líder de uma oposição respeitada, diferente da que esquece que a presidente Dilma foi democraticamente e constitucionalmente reeleita.
Marina seria o contraponto da oposição raivosa, que não respeita as regras do jogo democrático, que arquiteta um “terceiro turno”, que defende o retorno dos militares. Uma oposição inspirada no golpismo lacerdista: Se ganhar, não toma posse. Se tomar posse, não governa.
Marina Silva deixou de ser a protagonista do oposicionismo para ser a coadjuvante. Deixou de ser presidenciável para ser a vice de Aécio na sucessão de 2018.
ruy-machadoVANE E O LEGISLATIVO
Não existe o “tanto faz” na política. Tudo indica que o preferido do prefeito Claudevane Leite para a presidência da Câmara de Vereadores é Ruy Machado (PTB).
Nos corredores do Centro Administrativo, o comentário é de que a eleição de Ruy é o primeiro passo para enfraquecer o PCdoB. O atual presidente, o comunista Aldenes Meira, é candidato a um segundo mandato.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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