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15 de abril de 2021 | 02:39 pm

AS 100 MARCAS MAIS VALIOSAS DO MUNDO

Tempo de leitura: 2 minutos
Anuário traz as marcas mais valiosas do mundo (Reprodução).

Anuário traz marcas mais valiosas do mundo.

Do Comunique-se

A WPP e a Millward Brown divulgaram o ranking BrandZTM Top 100 marcas globais mais valiosas de 2016. Divulgada na terça-feira, 7, a lista mostra que o Google recuperou a primeira colocação perdida para a Apple ano passado, graças a inovação contínua, aumento da receita de publicidade e o crescimento dos negócios em nuvem.

De acordo com os organizadores do ranking, o valor da marca Google cresceu 32% e atingiu US$ 229 bilhões, enquanto a Apple, vencedora em 2015, caiu para a 2ª posição, com queda de 8% e US$ 228 bilhões. A Microsoft permanece como terceira colocada, com crescimento de 5% e atingiu US$ 122 bilhões de dólares.

As marcas Marlboro e Coca Cola deixaram o Top 10 pela primeira vez desde 2006, desbancadas pelo Facebook – que ocupou o 5º lugar, com crescimento de 44% — e Amazon, em 7º lugar, com 59%, que integram o Top 10 pela primeira vez.

Desde sua entrada no ranking, em 2011, a empresa de Mark Zuckerberg aumentou seu valor de marca em 246%. Já a Amazon tem mantido expansão constante, como resultado de transformação global e a experiência multicanal.

“A queda de ícones do Top 10 que observamos esse ano é mudança de paradigma que as marcas não podem ignorar: a existência de consumidor cada vez mais preocupado com seu bem-estar. Daí surge a importância das marcas promoverem inovações disruptivas que as permitam satisfazer a necessidade que os consumidores possuem de cuidar mais de sua mente e corpo”, declara o CEO da Kantar Consumer Insights na América Latina, Gabriel Castellanos.

Segundo a Millward Brow, vale destacar que nos últimos 11 anos o valor das marcas incluídas no BrandZ ™ Top 100 cresceu 132%, atingindo um total de US $ 3,4 bilhões, 3% a mais do que em 2015.

Diretor-geral da Kantar Vermeer, Eduardo Tomiya afirma que a importância de marcas de tecnologia é evidente, uma vez que elas estão entre as mais valiosas em 2016, mas o sucesso futuro dependerá de sua capacidade de se encaixar no cotidiano dos consumidores. “O desafio é oferecer experiência real para seus clientes, seja através da construção de proximidade, onipresença e customização ou adquirindo um papel ativo nas categorias tradicionais”, diz o executivo.

Vice-presidente comercial da Millward Brown Brasil, Silvia Quintanilha declara que as marcas que se desenvolvem, independentemente do setor, e que podem enfrentar os desafios e mudar os padrões atuais são aquelas que implementam inovação para além dos seus produtos e serviços, se concentrando na criação de experiências significativas para os consumidores.

“Nos últimos 10 anos, as marcas identificadas como inovadoras cresceram nove vezes mais que as empresas que inovaram menos. Neste sentido, as marcas latino-americanas têm duplo desafio para chegar ao ranking global: inovar disruptivamente e aumentar seu alcance”, completa Silvia.

O relatório BrandZ Top 100 marcas globais mais valiosas oferece resultados, rankings e outros insights de marcas de diversas regiões no mundo. Os 14 diferentes setores abordados estão disponíveis online na plataforma dos organizadores do ranking. Além disso, novo aplicativo interativo está disponível de maneira gratuita para iOS e Android no site Brandz, bem como para download na Apple Store e no Google Play.

ITABUNENSE ESTRELA COMERCIAL DA COCA-COLA

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Gabriel é protagonista do comercial (Reprodução).

Gabriel é protagonista do comercial da Coca (Reprodução).

O ator itabunense Gabriel Querino é a estrela de um comercial da Coca-Cola rodado em emissoras de televisão e nas redes sociais e internet, na última quinta-feira.
A publicitária e articulista Manuela Berbert comemorou o sucesso do seu ex-aluno: – Gabriel começou no Galileu, nas peças de teatro de Tia Rita Veloso.

O comercial foi ao ar no dia de abertura da Copa do Mundo. Gabriel aparece com as cores do Brasil, cercado de brasileiros e croatas, que dividem a “pretinha”. Confira.

REFORMA DO ICMS “TRAVA” PROJETO DA COCA-COLA EM ITABUNA, AFIRMA SECRETÁRIO

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James Correia: discussão do ICMS paralisa projetos (Foto Aristeu Chagas).

James Correia: discussão do ICMS paralisa projetos (Foto Aristeu Chagas).

As negociações para a instalação da fábrica da Del Valle em Itabuna foram “travadas” com a reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), afirmou ao PIMENTA o secretário estadual de Indústria, Comércio e Mineração, James Correia. “A Coca-Cola [Company, dona da marca] só admite reiniciar as negociações depois que a reforma do ICMS for votada”, assegurou. O projeto prevê R$ 500 milhões em investimentos e geração de até 5 mil empregos.

Segundo James, outros projetos de grande porte também estão paralisados no estado por causa desta discussão. A discussão ocorre no Senado Federal. Em junho, caiu a Medida Provisória que criaria fundo de compensação aos estados e o Senado não votou o Projeto de Resolução que define as alíquotas por regiões ou a unificação , o que pode ocorrer no segundo semestre.

O senador Walter Pinheiro (PT-BA) é o relator da medida provisória 599/2012.    No cenário mais otimista, a reforma do ICMS pode ocorrer ainda no segundo semestre, mas o próprio James Correia lembra das novas pautas do Congresso Nacional após o movimento das ruas. No entanto, ele enfatiza que Itabuna terá investimento de, aproximadamente, R$ 360 milhões envolvendo Bahiagás, Petrobras e empresas privadas, na área que será transformada em Distrito Industrial, às margens da BR-415, na região limite com Itapé.

BLOG PIMENTA – Como estão as negociações para a instalação da Del Valle em Itabuna?

JAMES CORREIA – Estão paradas, totalmente paradas. A Coca-Cola [Company] só admite reiniciar as negociações depois que a reforma do Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) for votada, pois a empresa pode ser atingida. Esta é a situação real. Este não é o primeiro caso, na Bahia, depois que começou a [discussão de] reforma do ICMS. Outras empresas também adiaram projetos na Bahia.

PIMENTA – Por causa da reforma?

JAMES – Sim. A Reforma Fiscal atrapalha quando não existe e atrapalha quando está sendo discutida.

PIMENTA – Mas existe perspectiva de votação desta reforma neste ano?

JAMES – Agora não dá para prever mais nada no Congresso com estas demandas [dos movimentos]sociais. Reforma política, movimento contra impunidade e as pautas estão travadas. Mas existem perspectivas para Itabuna, por exemplo, com o projeto de gás, de R$ 360 milhões, numa parceria com a Petrobras e empresas privadas.

PIMENTA – Esse complexo de gás será instalado onde?

JAMES – O terreno da Coca-Cola está lá, reservado, e o projeto do gás será instalado numa área contígua a essa, criando ali uma estrutura industrial para Itabuna.

VANE ANUNCIA FÁBRICA DA DEL VALLE E PROGRAMA PARA 10 MIL CRIANÇAS E JOVENS

Tempo de leitura: 13 minutos
(Fotos Gabriel Oliveira)

(Fotos Gabriel Oliveira)

O prefeito Claudevane Leite (Vane do Renascer) disse que estão adiantadas as negociações do governo estadual para que a fábrica de sucos Del Valle, da Coca-Cola Company, seja instalada em Itabuna. A unidade deverá se instalar no Distrito Industrial, às margens da BR-415. Uma área de 72 hectares foi desapropriada pelo governador Jaques Wagner para criar o distrito e abrigar indústrias como a Del Valle.
Durante entrevista exclusiva ao PIMENTA, o prefeito itabunense também revelou a criação do que considera o maior programa social da história do município. A iniciativa envolverá 10 mil crianças e adolescentes em atividades de inclusão por meio do esporte e deverá começar “nos próximos meses”. É uma das cartadas para tentar diminuir os índices de violência no município e integra as ações do programa Cidade de Paz, prometido em campanha.
Vane também comentou sobre a força do PCdoB no governo e negou que os comunistas tenham sido desleais. “Eu desafio aqui os meios de comunicação ou qualquer pessoa a dizer onde foi que o PCdoB avançou sinal”.
A entrevista também aborda duas questões caras nesse início de governo: a nomeação – e exoneração – de azevedistas e as dívidas deixadas pelo ex-prefeito Capitão Azevedo (DEM).  Apenas com a Marquise, cita, foram R$ 12 milhões não pagos, além de R$ 1 milhão com a Oi, o que deixou prefeitura e redes de educação e saúde sem telefone e internet, afetando, por exemplo, a marcação de exames e consultas. Confira principais trechos da entrevista.
BLOG PIMENTA – A mudança foi o lema da sua campanha, mas a sua gestão manteve quadros e situações do governo passado. Com isso, não há uma quebra de expectativa? O senhor não acha que faltaram ações de impacto que marcassem a diferença de um momento para o outro?
CLAUDEVANE LEITE – Eu acredito que houve choque de gestão com a revisão, agora, de todos os contratos feitos de 2009 para cá. Conseguimos reduzir o valor da maioria dos contratos. Dos cargos comissionados, nós preenchemos apenas 40%, o que é muito difícil um prefeito fazer. Quanto aos comissionados do governo anterior, foram 9, 10 pessoas, não era uma multidão e, até onde eu sei, não eram pessoas envolvidas com nada de errado. Nós terminamos por exonerá-las,  exatamente porque a opinião pública não aceitava. [A nomeação] talvez tenha sido um equívoco. Os que ficaram são efetivos e quem errou vai responder. Vamos enviar [as provas] para o Ministério Público estadual.
BP – Numa entrevista, o senhor disse que nomeou algumas das pessoas do governo passado, apresentadas pelos seus secretários,  sem mesmo conhecê-las. Essa surpresa se deu também com o ex-secretário José Alencar?
CL – Não. José Alencar é um bom técnico, tem trânsito muito bom no governo federal e tinha uma boa equipe de planejamento, de projetos. No primeiro momento, a gente precisou ficar com algumas pessoas aqui para passar informações de projetos. Chegamos e não tínhamos conhecimento de como estavam os projetos. Uma dessas pessoas foi José Alencar, que ficou e nos ajudou muito.
BP – Essa necessidade seria um indicativo de que não houve transição efetivamente?
CL – Houve transição, trabalhamos, mas, efetivamente, o governo anterior não encaminhou todas as informações. Até agora, eles não passaram as informações contábeis. Marcam a data e não cumprem. Estamos em nossa auditoria interna e vamos contratar empresa.
BP – Fará auditoria externa?
CL – Exatamente. Estamos conversando com várias empresas. Vamos fechar essa auditoria externa até a próxima semana.
Vane entrevista Pimenta5 foto Gabriel Oliveira______________

NOMEAÇÃO DE AZEVEDISTAS: Foram 9, 10 pessoas, não era uma multidão. Nós terminamos por exonerá-las,  exatamente porque a opinião pública não aceitava.

 
BP – Nos levantamentos internos, o que já foi detectado?
CL – O comprometimento das finanças, as dívidas deixadas, sem dúvida, são os maiores problemas. Itabuna está no Cadin [Cadastro de Inadimplentes] e, por isso, não pode pleitear muitos dos convênios federais por causa da inadimplência. Só de INSS, são R$ 250 milhões em dívidas. Isso é histórico, vem de muito tempo. Temos dívida de R$ 19 milhões com empresas de lixo. São R$ 12 milhões com a Marquise e R$ 7 milhões da Torre.
BP – Como será solucionado este impasse com a Marquise, que tem contrato até setembro?
CL – A Marquise está trazendo muita dificuldade para gente. Aqui em Itabuna, já encontramos empresas que podem fazer o serviço pela metade do preço da Marquise, mas com qualidade. Óbvio que iremos ver isso por meio de licitação. Ainda falando dos problemas encontrados, o ex-prefeito também não pagou os servidores, que precisam receber, mas como é que você paga R$ 11 milhões nessa dificuldade? Outro problema muito grave é com a telefônica Oi. Deixaram R$ 1 milhão de débito. A gente não tem como quitar R$ 1 milhão de um dia para o outro. Em janeiro, tivemos um mês infeliz. Nossa arrecadação caiu de R$ 23 milhões, em janeiro de 2012, para R$ 18 milhões em 2013. 70% da nossa frota estava praticamente sem funcionar, inclusive a patrulha mecânica, equipamento novo. Temos também o alto percentual gasto com a folha de pagamento. Apenas a folha dos efetivos já é muito alta e isso é extremamente preocupante.
BP – Muitos municípios têm sofrido com esse aumento do percentual de gasto com a folha não pelo empreguismo, mas por causa da queda de arrecadação. Qual a saída para aumentar receita?
CL – Nós temos que trabalhar com austeridade e buscar aumentar a receita própria, mas sem aumento ou criação de impostos, e vamos fazer isso. Volto a dizer que cortamos as funções gratificadas e deixamos de preencher 60% dos cargos comissionados como medidas de economia. Mas vamos ter que contratar para a saúde, educação, assistência social. Precisamos estruturar a saúde para que todos os postos estejam funcionando em março. A saúde está sendo preparada para receber a Plena.

______________Vane entrevista Pimenta 6 Foto Gabriel Oliveira

DÍVIDAS E GESTÃO: Nossa perspectiva é de um cenário melhor a partir de abril, mas já estamos fazendo muito dentro do possível. Nós pegamos uma prefeitura com débito e sem dinheiro em caixa.

BP – O retorno do Comando Único estaria condicionado, ainda, ao pagamento de dívidas deixadas em 2008, quando o município perdeu a gestão plena?
CL – Este não é um complicador para que o comando único retorne. O mais importante é melhorar a atenção básica. Nós estamos acelerando para que isso aconteça.
BP – O senhor traz um retrato de “terra arrasada”. Há perspectiva de quando o governo começa a trabalhar dentro de um cenário mais otimista?
CL – Tivemos uma melhora em fevereiro, mas nossa perspectiva é de um cenário melhor a partir de abril, mas já estamos fazendo muito dentro do possível. Nós pegamos uma prefeitura com débito e sem dinheiro em caixa. Estamos regularizando a dívida com o servidor, contratamos 150 pessoas para varrição de ruas, poda, jardinagem e estamos com operação tapa-buracos e iluminando as vias. A cidade não está melhor, mais limpa, por causa desse problema com a Marquise, que faz a coleta de resíduos sólidos. O Hospital de Base já deu uma melhorada, mesmo com toda a dificuldade. As consultas médicas estão sendo marcadas. Gente que estava há oito meses sem marcar exame já  está conseguindo.
BP – Mas quem procurou marcar consulta no início de fevereiro enfrentou dificuldades.
CL – Com certeza, mas isso foi por causa do sistema que é ligado à Oi, a quem a prefeitura deve R$ 1 milhão. Esse foi um problema operacional, que já estamos regularizando. A gente começou a limpar a cidade, tapar os buracos e limpar canais. O canal do São Caetano há seis anos que não passava por limpeza e nós começamos a limpar. E o da Califórnia, também. Então, a gente acredita que de abril em diante a gente comece a avançar muito mais.
BP – As feiras livres de Itabuna sempre foram sujas, mas hoje estão ainda mais. O centro comercial está muito sujo. O que fazer?
CL – O centro comercial é um condomínio e precisa dar uma resposta. Diante da dificuldade toda que temos, estamos fazendo grande esforço. Queria antecipar que, na conversa com o governador Wagner, nós tratamos da revitalização das feiras livres. Outro assunto foi a volta do Comando Único do SUS. A gente não quer apenas melhoramento, mas fazer revitalização total das feiras. As feiras são questão de saúde pública e um pedido de Itabuna. As feiras do São Caetano e Califórnia têm canais sujos, com ratos, urubus… Nós solicitamos ao governador, e ele pediu para encaminhar projeto. Pensamos em feira com estacionamento, pavimentos e que as pessoas que trabalham lá possam aumentar sua renda.

Vane entrevista Pimenta5 foto Gabriel Oliveira______________

FEIRAS LIVRES: As feiras são questão de saúde pública. A gente não quer apenas melhoramento, mas fazer revitalização total das feiras.

 

 
BP – Esses projetos das feiras livres implicam em mudança de local?
CL – Não temos intenção de mudança de local. Pedimos mais algumas coisas ao governador, a exemplo dos canais e apoio para a pavimentação dos bairros.
BP – Na última entrevista ao blog, ainda na condição de prefeito eleito, o senhor falou que um dos assuntos da audiência seria a geração de empregos, atração de indústrias. Isso foi tratado?
CL – Sim, o governo já desapropriou área de 72 hectares para a Sudic. Virá uma empresa para cá. Estou muito preocupado porque 90% das pessoas que vêm à Prefeitura estão em busca de emprego. Nesses 50 dias de governo, já me reuni com mais de 20 empresários. Todas essas 20 virão para Itabuna? Não, mas tentaremos trazê-las. Nós fomos o primeiro prefeito da Bahia que criou a Sala do Empreendedor, com o Sebrae, para que o pequeno empreendedor saia de lá com tudo prontinho, tenha também acesso a crédito, junto com a Caixa [Econômica Federal]. Essa semana, também, já tivemos com o Banco do Povo, para que a prefeitura possa dar suporte financeiro para que possamos expandir o microcrédito. A visão nossa é ampla, estamos preocupados com a questão da saúde, da educação, do emprego, da violência.
BP – Qual a empresa que ocupará essa área do distrito industrial?
CL – É a indústria de sucos Del Valle (da Coca-Cola) e já é uma negociação que está bem adiantada. Mas temos também aquela área onde funcionou a Kildare, que eu penso em utilizar para instalar uma incubadora de pequenas e médias empresas. Hoje nós temos diversas empresas interessadas naquele espaço e nós estamos avançando nisso, embora ainda haja uma questão judicial a ser resolvida. Mas estamos muito preocupados com a questão do emprego e renda em Itabuna.
BP – Existe possibilidade de negociação amigável com os Kaufmann, que reivindicam os galpões?
CL – Na verdade, hoje a Prefeitura tem o domínio da área, mas ainda há questões a serem vencidas.
Vane entrevista Pimenta 7 foto Gabriel Oliveira______________

VIOLÊNCIA E CIDADE DE PAZ: A cada ano a violência aumenta e isso é uma coisa que nos deixa extremamente preocupados. O ano de 2013, particularmente, começou dando sinais de que será pior nesse aspecto.

BP – Como o governo está se mobilizando para transformar em realidade o projeto Cidade de Paz, que foi um de seus compromissos de campanha?
CL – Na última década, os índices mostram que a cada ano a violência aumenta e isso é uma coisa que nos deixa extremamente preocupados. O ano de 2013, particularmente, começou dando sinais de que será pior nesse aspecto. Nós vamos procurar resolver isso, fazendo políticas públicas. Temos feito diversas reuniões com nossos secretários e todas as ações, principalmente na cultura, na Fundação Marimbeta, Secretaria de Esportes, de Educação, é visando promover programas e projetos voltados à inclusão social. O que precisamos fazer é trabalhar a criança e o adolescente para reduzir sua vulnerabilidade. Estamos articulando junto ao Pronatec [Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego] a atração de diversos cursos profissionalizantes. Além da ampliação da renda, queremos oferecer esse treinamento e mais opções no que se refere ao esporte e à cultura.
BP – Já existe algum projeto pelo menos em vias de ser concretizado?
CL – Nós ainda não estamos divulgando na imprensa, mas nos próximos meses vamos lançar um programa que vai atender 10 mil crianças e adolescentes. Será o maior programa social da história de Itabuna. Somente na Vila Olímpica, sede da Usemi (União dos Servidores Municipais de Itabuna) e no Itabunão (Estádio Luiz Viana Filho),  teremos vaga para 3 mil crianças praticarem esportes. Outras 2 mil serão acolhidas na Fundação Marimbeta e mais 5 mil pela Ficc [Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania]. Será o primeiro grande passo que daremos em relação às políticas públicas de inclusão, mas também de prevenção. Itabuna terá uma programação cultural e esportiva que jamais teve. Queremos fazer grandes festivais culturais e muitas competições esportivas para que, nos próximos anos, em vez de ver a  violência aumentar, possamos vê-la diminuir.
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Leia Mais

A FÁBRICA DE SUCO

Tempo de leitura: < 1 minuto

O deputado Geraldo Simões anunciou, ontem, a vinda da fábrica de sucos Del Valle em Itabuna. De fato, os contatos com o município já começaram, mas a assessoria da Secretaria Estadual de Indústria, Comércio e Mineração (SICM) informou ao PIMENTA que não há -até agora – assinatura de protocolo de intenções ou encaminhamento neste sentido. A fábrica pode ser instalada em Itabuna ou na Região Nordeste da Bahia. O investimento é de R$ 500 milhões.

UNIVERSO PARALELO

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“POETA” AGRIDE A LITERATURA NORDESTINA

Ousarme Citoaian
Várias mídias festejaram que um delegado de Brasília “lançou mão dos seus dotes poéticos cordelistas” (sic) para relatar o inquérito sobre a prisão do receptador de uma moto roubada. É lamentável que os veículos, por ignorância de quem os produz, deem abrigo a coisas desse tipo. O delegado, longe de poetar, agride a poesia: na sua versalhada (mais de 60 linhas) não há um só verso razoável. Piligra e Gustavo Felicíssimo, que cultivam o gênero, não encontrarão aqui nada que se salve. “Já era quase madrugada/Neste querido Riacho Fundo/Cidade muito amada/Que arranca elogios de todo mundo” – é a primeira quadra, anunciando o atentado à métrica. Deus, oh Deus, onde estás que não respondes? Sextilhas piores virão.

TERNO AÇOITE DE CORDAS LEVES E SONORAS

“Logo surge a viatura/Desce um policial fardado/Que sem nenhuma frescura/Traz preso um sujeito folgado”. Fiquemos por aqui, para não propagar artigo tão pífio, nem aumentar o calor da indignação. Sentenças e petições em versos não são novidade. Era 1955, em Campina Grande, quando o advogado Ronaldo Cunha Lima (foto) foi chamado a “soltar” um violão tomado de um grupo de boêmios. O “cliente” é “qualificado” em decassílabos: “Seu viver como o nosso é transitório,/mas seu destino, não, se perpetua./Ele nasceu para cantar na rua/e não pra ser arquivo de cartório”. Conclusão: “Mande soltá-lo pelo amor da noite/que se sente vazia em suas horas,/pra que volte a sentir o terno açoite/de suas cordas leves e sonoras”.

VERSEJANDO, CARLOS MARIGHELA TIROU DEZ

Se os 40 versos do futuro político Cunha Lima são bons, os 14 do juiz Arthur Moura, sobretudo os últimos, atingem a alma: “Recebo a petição escrita em verso/e, despachando-a sem autuação,/verbero o ato vil, rude e perverso,/que prende, no cartório, um violão./Emudecer a prima e o bordão,/nos confins de um arquivo em sombra imerso/é desumana e vil destruição/de tudo que há de belo no universo./Que seja solto, ainda que a desoras,/e volte à rua, em vida transviada,/num esbanjar de lágrimas sonoras./Se grato for, acaso ao que lhe fiz,/noite de lua, plena madrugada,/venha tocar à porta do Juiz”. Carlos Marighela (foto) tirou dez numa prova de Física, em versos(no Colégio da Bahia,1929). O delegado, a meu juízo, zero.

AS AGÊNCIAS DEVERIAM ASSINAR SUAS PEÇAS

Quem tiver a grandeza de perdoar à publicidade alguns excessos, como tirar o acento circunflexo de Banco Econômico (marca já extinta) e colocar acento agudo em pitu, da Aguardente Pitu, terá bons momentos a apreciar. Gosto tanto do tema que sugeri às agências divulgarem seus nomes nas peças que produzem. Seria, pareceu-me, boa forma de separar os bons dos medíocres. Ziraldo disse que divulgar uma obra de arte sem nome do autor (ele falava de música, mas eu incluo aí a propaganda) equivale a passar um cheque sem fundos. Minha ideia mereceu somente o desdém de um publicitário.

ANÚNCIO TRANSFORMADO EM OBRA DE ARTE

Entre clientes e publicitários há divergências. Os primeiros, por natural pragmatismo dos negócios, acham “bom” o anúncio que leva o cliente potencial ao ponto de venda – e, conforme diz o merceeiro da minha rua, “o resto é poesia”. As agências às vezes têm outra visão: ao invés de um simples anúncio para vender sabão, aspiram a obra de arte. É como bater pênalti: há quem dê uma cacetada entre o goleiro e um dos postes (o que é praticamente indefensável, devido à velocidade da bola); outros preferem um toque “artístico”, com risco de levar sua torcida a lagrimejar frustração e raiva.

DO SUTIÃ E DA BRASTEMP NINGUÉM ESQUECE

Grandes momentos da propaganda brasileira estão no imaginário de várias gerações:  Brastemp (“não é nenhuma brastemp, mas…”), Coca-Cola (“não é essa coca-cola toda”), Bayer (“se é Bayer, é bom”), Valisère ( ”o primeiro sutiã ninguém esquece”), A Tarde (“se deu n´A Tarde é verdade”) são clientes que ficaram famosos graças a suas contas publicitárias. Melhoral é um caso à parte: mesmo de baixa qualidade (“é melhor e não faz mal”) seu slogan pegou feito chiclete. Junto à lista um que vi há pouco na tevê, sobre um restaurante que trabalha com pescado: ”Dos mares, o melhor”. Perfeito.

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UMA CANÇÃO ME PERSEGUE HÁ MEIO SÉCULO

Defendo a tese de que nossa sensibilidade tem variações palpáveis, de acordo com o tempo e o espaço. E isto me parece tão óbvio, acaciano, primário e rasteiro que provavelmente alguém já defendeu tal ponto de vista. Estou querendo dizer que uma obra de arte (ou qualquer acontecimento) nos atinge de maneira diferente, a depender da circunstância em que com ela temos contato. Não somos máquinas. Pegamos um livro num dia e não lhe toleramos nem a leitura das primeiras frases; mais tarde, descobrimos que o mal não estava no livro, mas em nós. Não sei com que estado de espírito vi o filme O mágico de Oz para que a canção-título (Somewhere over the rainbow) jamais me saísse da memória.

NÃO HÁ LUGAR MELHOR DO QUE NOSSA CASA

O tempo passou, passou a grande atriz-cantora Judy Garland (1922-1969), chegamos à era da insensatez, quando a tela foi transformada em geradora de sangue e secreções sexuais. Mas a história da menina Dorothy e sua estranha trupe (o leão covarde, o espantalho e o homem de lata) permanece. Dorothy Gale (com seu cãozinho Totó) embarca num ciclone, viaja pela Estrada de Tijolos Amarelos, é assediada por bruxas más do Leste e do Oeste, chega à Cidade das Esmeraldas, entra em contato com o Mágico de Oz – e logo vai descobrir esta verdade universal que muitas vezes nos escapa: “Não existe lugar como a nossa casa”. De passagem: a terra de Oz tem menções literárias que remontam a 1910 (o filme é de 1939).

O FILME É ETERNO PORQUE FALA DE SONHO

Penso que O mágico de Oz é eterno porque fala de um dos mais universais dos nossos sentimentos – o sonho: “Em algum lugar além do arco-íris/os pássaros azuis voam/e os sonhos se tornam realidade”. A música ganhou registro de artistas do nível de Ray Charles, Ella Fitzgerald, Eric Clapton e Sarah Vaughan. Na excepcional trilha sonora de Uma babá perfeita (a que nos referimos recentemente) lá está Over the rainbow, cantada por uma visceral Jevetta Steele, em gravação especialmente para o filme. Há de se notar o sax tenor de Rickey Woodard (foto), com entradas precisas. Sabendo-se coadjuvante, Woodard se mantém nos limites. Mesmo quando tem preciosos 35 segundos para improvisar, evita que seu sax roube a cena.

(O.C.)

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FUNCIONÁRIOS DA COCA-COLA DEFLAGRAM GREVE NA BAHIA

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Funcionários da Coca-Cola deflagram greve após rodada de negociações (Foto Divulgação).

Os funcionários da Coca-Cola deflagraram greve a partir desta quinta-feira (7) nas unidades de Feira de Santana, Simões Filho, Salvador, Vitória da Conquista e Ilhéus. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 10%, mas a distribuidora da Coca na Bahia, a Norsa, oferece 6,31% e não negociaria as cláusulas sociais.
Além de 10% de reajuste, os funcionários da Coca-Cola querem cesta básica de R$ 150,00 mensal, auxílio material escolar (R$ 300,00), piso salarial de R$ 850,00 mais cinco centavos para cada produto entregue para motoristas. As demais categorias teriam piso de R$ 750,00, segundo o sindicato dos trabalhadores em indústrias de bebida, o Sindibeb.

VOCÊ CONHECE A GOOOOCA-COLA?

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O jornalista Luiz Conceição desencavou este vídeo, anúncio da Coca-Cola veiculado em solo argentino, em tempos de Copa América 2011. A mistura do humor com a rivalidade brasileira aplicada no tom certo.
Em tempo: caso Brasil e Argentina terminem a fase de classificação em primeiro lugar nos seus respectivos grupos, podem fazer a final da competição.

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