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8 de maio de 2021 | 11:16 pm

GRATUITO, SEMINÁRIO DARÁ DICAS SOBRE COMÉRCIO ELETRÔNICO NO SUL DA BAHIA

Tempo de leitura: 2 minutos

Michel Lima aponta crescimento das empresas no mundo virtual || Foto Maurício Maron

Os empresários do sul da Bahia interessados em impulsionar seus negócios no ambiente digital terão a oportunidade de conhecer estratégias eficazes no Seminário Digitalize-me – Seu Negócio na Internet. O evento será realizado no dia 9, em Itabuna, e no dia 10, em Ilhéus, durante a Nave de Inovação Bahia Sustentável (Nibs). Gratuito, o seminário busca estimular a cultura do empreendedorismo digital, promover a sustentabilidade das empresas por meio de ferramentas digitais e inserir novos empreendedores no comércio eletrônico e nas redes sociais.
De acordo com um levantamento realizado pela empresa de intermediação de pagamento Paypal, em 2017, mais de 30 milhões de pessoas realizaram pelo menos uma compra pela internet. Nessa estatística, o estado da Bahia lidera nas regiões Norte e Nordeste, com menos de 1,5% do comércio varejista.
O gerente adjunto do Sebrae em Ilhéus, Michel Lima, explica que nos últimos anos tem aumentado o número de empresas que estão ganhando espaço nas redes sociais. “Já no comércio eletrônico, os empreendedores têm participado, cada vez mais, de cursos e capacitações promovidos pelo Sebrae, com o objetivo de se capacitarem para gerar negócios além do ambiente físico”, destacou.
Para as duas cidades do sul da Bahia, estão previstas as seguintes palestras: “As três camadas do e-commerce”, com o diretor executivo da ABComm – Bahia, Júlio Pegna; “Preparando sua loja para a Internet”, com a sócia-proprietária da Beecom Negócios e especialista em e-commerce, Valéria Chaussard; “Aumente as vendas de sua loja online através do marketing digital”, com o gestor de projetos inovadores em TI e marketing digital, José Roberto Almeida.
INSCRIÇÕES
O Seminário Digitalize-me é fruto de uma parceria entre a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico – ABComm e o Sebrae Bahia. As inscrições já podem ser feitas na Loja Virtual do Sebrae ou no ponto de atendimento da instituição em Itabuna, na Rua Paulino Vieira, 175, Edifício Lizete Mendonça, Centro (73 3634-4068 / 73 99974-2263), e na unidade regional em Ilhéus, no Edifício Premier Business Center, na Avenida Osvaldo Cruz, 74, Cidade Nova (73 3613-9734 / 73 99974-2262).

PEC DO COMÉRCIO ELETRÔNICO PODE GERAR R$ 100 MILHÕES EM RECEITAS PARA A BAHIA

Tempo de leitura: < 1 minuto
Rui estima elevação de receitas em R$ 100 milhões, caso PEC seja aprovada.

Rui estima elevação de receitas em R$ 100 milhões, caso PEC seja aprovada.

A aprovação de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que modifica a cobrança de impostos sobre produtos comprados pela internet, a PEC 197/12 foi comemorada pelo governador Rui Costa. A matéria passou pela Câmara dos Deputados ontem (3) e será submetida à análise do Senado Federal. Rui estima que, somente a Bahia, tenha acréscimo de R$ 100 milhões em suas receitas com a mudança, que ainda depende do Senado.

– A votação (e aprovação) no Senado reparará um grande erro que é o estado de São Paulo ficar com o ICMS dos baianos, dos nordestinos e do Norte do país – diz o confiante Rui Costa.

Ele defende que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) deve ficar com o estado que “consome” o produto ou o serviço, já que trata-se de um tributo sobre a circulação.

Para Rui, nenhum estado sairá perdedor com a aprovação da PEC, nem mesmo o estado de São Paulo, onde grande parte das sedes das empresas de comércio online está instalada. “São Paulo, estado mais rico do país, se apropria de um imposto que é do Nordeste, do Centro-Oeste e do Norte. A sede dessas empresas está lá, porém o consumidor está na Bahia, nos municípios baianos”, assinalou.

UNIVERSO PARALELO

Tempo de leitura: 5 minutos

A VANTAGEM EM COMPRAR DISTANTE DA LOJA

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br
1VendedorNão sou bom com vendedores de livrarias e casas de discos. Muitos deles lá estão sem nenhum treinamento prévio, nada entendem de técnicas de vendas, não conhecem o produto com que trabalham. Em tempos imemoriais, eu resolvia este problema comprando pelo reembolso postal (os avós do amável leitor sabem do que estou falando). Depois veio a internet e me transformei num habitual comprador em lojas online.  Nunca tive problemas sérios (recentemente adquiri uma coleção de 25 CDs da Folha de S. Paulo e faltaram duas unidades: reclamei e foram repostas rapidamente). Pela internet não tenho de lidar com vendedores ignorantes e mal-humorados.

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O  jazz tratado como caso de polícia

“O livro de Billie Holiday (Lady sings the blues, da Brasiliense), lançado nos EUA em 1956, teve sua versão brasileira entre os mais vendidos de 1985, provando que o jazz é viável como negócio de livraria. Para os jazzófilos de qualquer idade, esta leitura é apaixonante e única. Afinal, a bibliografia por aqui é raríssima, discografia não existe e a ignorância dos que se dedicam ao negócio é, simplesmente, assombrosa: dia desses, mencionei a palavra jazz numa casa de discos de Itabuna, a mocinha ficou corada do dedão do pé à raiz dos cabelos e ameaçou chamar a polícia…” (Antônio Lopes – Buerarema falando para o mundo/1999).
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ENTRE PARÊNTESES

3Abel PereiraChova ou faça sol, haja frio enregelante ou calor de derreter o asfalto, qualquer tempo é tempo para se falar (bem) de Abel Pereira. Nesta lembrança, eu, que não sou poeta (“O que sou eu, afinal?” – a interrogação aflitiva ecoa dentro de mim), brinquei de fazer haicai. Nada sério, só saudade daquele bom e simples Abel Pereira que, já com mais de 90 anos quando o conheci, não me permitiu chamá-lo de “seu” Abel. Pedindo clemência à gentil leitora pela pieguice explícita, aqui vai o que parece ser uma eterna lida do homem:
 
Este amor tão puro
 
Tenta noite e dia abrir
Teu coração duro.

EM LITERATURA, É O LEITOR QUEM DECIDE

Em era que longe vai publicava o extinto Jornal do Brasil (bons tempos, aqueles!), semanalmente, uma seção chamada “O que você está lendo?”, com esta pergunta sempre dirigida a pessoas famosas, é claro. Por ali pesquei várias dicas de leitura, às vezes me dei bem, às vezes, não. É que opiniões sobre literatura (e acho que arte, em geral), por mais “técnico” ou “inteligente” seja quem opine, é sempre avaliação pessoal. O que um crítico conceituadíssimo como Wilson Martins, por exemplo, recomenda não vai, necessariamente, me agradar. Só acredito lendo. Voltando ao JB, foi naquela seção que “descobri” José Saramago. O ator José Lewgoy estava lendo A jangada de pedra – e eu fui na onda (ops!).
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5Harold BloomJosé Saramago, antes de ganhar o Nobel

Li A jangada… tão logo me foi possível, e fiquei zonzo: aqueles parágrafos imensos, às vezes tomando toda a página, me dificultaram o entendimento do que o autor queria dizer. Saliente-se que Saramago, naquele fim de 1986, não era o quase best-seller de hoje, Prêmio Nobel lido e aprovado até pelo festejado Harold Bloom: era pouco conhecido por aqui e digo que “estive a consultar” dois intelectuais itabunenses (de quem, compreensivelmente, omito os nomes) que de nada sabiam. No terceiro (aconteceu na fila do Banco Itaú), soube que José Saramago era “grande escritor português, um escritor verdadeiro”. Assim me falou, de passagem, Hélio Pólvora, mas este não conta, porque leu tudo (não de tudo!).
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Atenção ao som e ritmo das palavras
Mais tarde, já consagrado, Saramago ouviu de um escritor um problema idêntico ao meu, a crítica à narrativa de difícil compreensão. O autor de Caim não passou recibo, não se mostrou disposto a alterar o modelo de escritura, dizendo que seu texto devia ser lido uma segunda vez, com atenção ao som e ritmo das palavras, sugerindo até que se leia em voz alta (ou se imagine uma leitura em voz alta). Parece-me que, por aí, ele se equipara a Guimarães Rosa, cuja beleza da escrita costuma “esconder-se” ao primeiro contato, para desabrochar numa segunda (ou terceira!) visão. Fico “a imaginar” (estou hoje, reconheço, um tanto lusitano) se todo autor não merece esta homenagem da segunda leitura.
 

UM NAMORADO DE ROSTO “INFOTOGRAFÁVEL”

7BroadwayJá virou lugar-comum neste espaço coluna: as canções mostradas aqui tiveram gravação de “todo mundo”. Por não ser especialista, nem a coluna ser lugar de experimentações, trato apenas de temas consagrados do jazz (os ditos standards), que os leitores já conhecem. É o caso de My funny valentine, da dupla de midas Rodgers-Hart (o que eles tocam vira sucesso), que já teve mais de 1.200 gravações. No original (uma peça da Broadway, de 1937), Valentine é o rapaz – ridicularizado pela namorada. Ela fala da cara risível (laughable) dele, que é “infotografável” (unphotographable) etc. Mas ele a faz rir e, portanto, não precisa mudar nem um fio de cabelo (don’t change a hair for me). Letrinha boba.
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Chet Baker, aos 58 anos, parecia ter 80
Tóquio, 1987. No palco, um Chet Baker devastado pela heroína. Ao seu lado, músicos de alta qualidade, embora os críticos não lhes reconheçam a excelência que o trompetista merecera outrora: Harold Danko (piano), Hein van de Gein (baixo) e John Engels (bateria), no show que resultou num CD duplo, com 11 faixas. Destacamos a quinta do CD 1, My funny valentine. A voz pequena e frágil de Baker teria inspirado um certo João Gilberto a fazer uma revolução no Brasil. Para mim, simples ouvinte, este solo de Chet é um emocionante momento do jazz: definhando a olhos vistos, o trompetista encontra pulmões para uma surpreendente cascata de notas. Morreu no ano seguinte, aos 58 anos. Parecia ter 80.
(O.C.)

CASES E INTERNET NO SEMINÁRIO DE MARKETING

Tempo de leitura: < 1 minuto

A revolução da internet nos negócios e cases de sucesso no sul da Bahia serão os destaques da 21ª edição do Seminário de Propaganda e Marketing promovido pela Associação Comercial e Empresarial de Itabuna, de 31 de março a 2 de abril, na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

A ideia é valorizar – e estimular – ideias locais que deram certo, segundo o presidente da Associação Comercial, Eduardo Fontes. Pelo menos um caso de sucesso estará na grade do seminário.

A programação será fechada até a próxima semana e focará o público-alvo, estudantes de cursos de nível superior e empresários. A grade terá ainda como temas principais internet (redes sociais e comércio eletrônico) e planejamento em marketing.

TAMAISCARO.COM

Tempo de leitura: < 1 minuto

Desde ontem o consumidor baiano está pagando, em média, 10% a mais sobre as compras feitas pela internet ou serviço de telemarketing em empresas de outros estados. A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) fez os cálculos e afirma que a Bahia perdeu mais de R$ 85 milhões em ICMS devido ao comércio eletrônico em 2010. Só o estado de origem da empresa é quem ganha.

A mudança no regulamento do ICMS permitirá que as vendas pela internet ou telemarketing sejam inseridas no grupo da antecipação tributária do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Desta forma, a empresa virtual terá que pingar nos cofres baianos, em imposto, 10% do valor da mercadoria.

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