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21 de janeiro de 2021 | 06:22 pm

BUERAREMA: PRODUTORES AMEAÇAM INTERDITAR BR-101 NO NATAL E ANO NOVO

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A BR-101 pode ser “fechada” novamente no Natal e Ano Novo. Foi o que um grupo de agricultores informou ao Diário Bahia ontem (18). Os manifestantes ameaçam interditar a rodovia, caso a Polícia Federal não cumpra a promessa de instalar as três bases de pacificação nas áreas de conflitos – Buerarema, Ilhéus e Una – além da reintegração de posse de cerca de 55 fazendeiros.

Na última quinta-feira (12), os produtores rurais protagonizaram um protesto, que se arrastou até a madrugada de sexta-feira, 13. O movimento provocou um congestionamento quilométrico.

“Eles prometeram instalar uma base no último sábado (14) e nada. Vamos esperar até a véspera do Natal, caso a PF não cumpra a promessa, não vamos deixar nenhum carro circular”, afirmou um produtor, que não quis se identificar.

OUTRA PARALISAÇÃO EM BUERAREMA / BR 101: RELATO E ANÁLISES DE QUEM VIVEU O “INFERNO DE DANTE”

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Marcos BispoMarcos Bispo Santos | educadorpolitico@hotmail.com

 

O QUE CONSTATEI (ninguém me contou, estive lá!!!) FOI A MATERIALIZAÇÃO DO VERDADEIRO “INFERNO DE DANTE”.

 

Um dia pavoroso, uma tarde revoltante, uma noite de ceticismo. Síntese do que vi e vivi durante a última paralisação nas imediações de Buerarema, trecho da BR-101 que corta Itabuna, a mais importante cidade do sul da Bahia (a despeito de seus últimos prefeitos, tão desimportantes e medíocres). Força Nacional “virtual”, Comando Especial da PM Regional Cacaueira INERTE. Governos lerdos, lenientes e coniventes.

Sobre a PM, preciso destacar alguns/algumas policiais de ontem e de hoje, de muito valor: Tenentes Vivaldo e Derivaldo, Sub-tenentes Fábio e Reubis, Sargentos Eduardo e Gerson, Soldados Mendonça, Márcia, Cláudia, Cíntia, Arlex, Vinícius e Vieira. São símbolos de uma Polícia que se respeita. Mas o que tenho visto em cidades pequenas e o que vi ontem durante o dia e até a hora em que fui dormir (3h da madrugada, sem o fim do conflito!!!) em Buerarema, na BR e dentro da cidade, são policiais (de três corporações diferentes: PM, Força Nacional e PRF) muito despreparados para ações de impacto e de uma “pose” e omissão, RE-VOL-TAN-TES!!!

Moro em Itabuna e trabalho em outra cidade, acima de onde se deu o conflito. Passei em viagem de trabalho, às 7h30 da manhã e no mesmo local onde o “inferno” se daria. Nada havia neste horário, além de duas viaturas da Polícia Federal e duas da Força Nacional em “desfile”, de Buerarema a Itabuna. Ora, cidadãos brasileiros, se assim o era, porque não se juntaram tais efetivos e dissiparam qualquer início de motim logo cedo, num lugar inapropriado e de muitas consequências para trabalhadores de verdade e famílias das mais diversas, que passariam por ali horas depois???

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BR-101 CONTINUA INTERDITADA EM BUERAREMA

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A BR-101 continua interditada mais de 14 horas após o início do protesto de produtores rurais e populares em Buerarema, no sul da Bahia. Eles cobram instalação de bases de segurança na área do conflito tupinambá.

Por volta das 13h30min, a tensão aumentou com ataques contra viaturas da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Federal. Produtores acusam a Polícia Federal de ter efetuado disparos com balas comuns. Cápsulas foram apanhadas pelos produtores.

Tanto a PRF como a PF não retornaram ao local desde o início da tarde. Até há pouco, a disposição dos manifestantes era de manter a interdição até a manhã desta sexta (13).

Uma das alternativas para quem transita a partir de Itabuna e deseja seguir em direção a Eunápolis ou em sentido contrário é desviar pela BR-415 até Ilhéus, seguindo pela BA-001 e pegando atalho por Santa Luzia até a BR-101.

PASSIONAL

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Em tempos de conflito, todo assassinato de índio no sul da Bahia é automaticamente atribuído à guerra travada entre tupinambás e pequenos produtores rurais. Nem sempre é.

A Polícia Federal investiga as mortes de três tupinambás, ocorridas na noite de sexta-feira (8), em Lençóis de Una, entre os municípios de Ilhéus e Una. Os indícios até o momento levam a crer que o fato não tem relação com a disputa territorial.

Nesse caso, aliás, a polícia crê que houve invasão de território… conjugal.

GAC SUSPEITA DE FINANCIAMENTO ESTRANGEIRO AOS TUPINAMBÁS

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Produtores já fizeram vários protestos contra as ocupações

Produtores já fizeram vários protestos contra as ocupações

Em um “manifesto de solidariedade” aos produtores rurais que tiveram terras ocupadas por índios tupinambás na região de Buerarema, o Grupo de Ação Comunitária de Itabuna (GAC) levanta uma tese de que os indígenas estariam recebendo recursos de governos estrangeiros.

– Há fortes suspeitas de que o dinheiro vem de governos estrangeiros que não produzem algumas de nossas riquezas e que as querem, sendo mais fácil consegui-las nessas mãos pouco hábeis a negociar, como os “índios” e os “sem terra” – diz o texto do GAC, que é também subscrito por outras instituições itabunenses, como CDL, Rotary, Lions e lojas maçônicas.

O texto acusa os tupinambás de utilizar “armamento pesado” nas ocupações e questiona inclusive a origem indígena dos invasores:

– Seriam Tupiniquins (extintos no século XVIII), Pataxós (tentativa de nominá-los a partir da década de 90) ou os Tupinambás de agora, que não estão registrados em nenhuma literatura sobre a sua existência nesta região? – indaga o documento.

O GAC menciona produtores que perderam suas propriedades e defende uma “interferência dura” do Governo Federal para acabar com o conflito na região.

A PROSPERIDADE DE BABAU

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Um delegado federal participou de evento no Rotary Club de Itabuna e fez comparação entre sua própria situação econômica e as condições de vida do “Cacique Babau”, líder indígena que lidera as ocupações de terra na região da Serra do Padeiro, em Buerarema. Dizia a autoridade:

– Sou servidor público federal há cerca de 20 anos e há pouco tempo terminei de pagar o financiamento de um carro 2011, além de ainda não ter quitado meu apartamento… Fiquei impressionado quando cheguei à zona rural de Buerarema e encontrei Babau em uma grande casa de fazenda, onde havia estacionadas cinco picapes de luxo. Ao que parece, ele é hoje um homem milionário.

O mesmo policial não deixou animados os produtores rurais presentes no evento. Segundo ele, as coisas caminham para que a reserva indígena na região seja realmente estabelecida.

 

 

BUERAREMA: GOVERNOS QUEREM MEDIAR CONFLITO

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Governador e ministro também se reuniram com representantes de órgãos ligados à questão indígena e à área da segurança (foto Alberto Coutinho)

Governador e ministro também se reuniram com representantes de órgãos ligados à questão indígena e à área da segurança (foto Alberto Coutinho)

Cautelosamente separados, representantes de índios e produtores rurais do sul da Bahia se reuniram nesta sexta-feira (25) com o governador da Bahia, Jaques Wagner, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Foram seis horas de diálogo, primeiro com os agricultores, na Procuradoria Geral do Estado, e em seguida com lideranças indígenas, na Fundação Luís Eduardo Magalhães.

O que ficou encaminhado foi a proposta de uma mediação para facilitar a busca de entendimento na questão em torno da disputa de uma área de 47 mil hectares, que abrange fatias significativas dos municípios de Ilhéus, Buerarema e Una.

“O que garante a legalidade de qualquer ato é uma sentença do Poder Judiciário. Fora isso, só teremos a pacificação se as partes aceitarem a mediação que estamos tentando construir. O fundamental é não sacrificar as duas partes com esse ambiente de hostilidade permanente em Buerarema e esta é uma questão que o Estado brasileiro precisa resolver” – declarou Wagner.

A informação oficial é de que, até a próxima semana, Governo da Bahia e Ministério da Justiça assinarão um termo de cooperação técnica para formatar uma versão do Plano de Segurança com Cidadania, especificamente voltado para comunidades indígenas. O governador e o ministro também se reuniram ontem com representantes de órgãos ligados à questão indígena e da área de segurança

MINISTRO QUER CONVERSAR COM ÍNDIOS E PRODUTORES RURAIS EM BUERAREMA

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Wagner e Cardozo conversaram sobre o conflito em Buerarema

Wagner e Cardozo conversaram sobre o conflito em Buerarema

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, recebeu nesta terça-feira, 8, em Brasília, o governador da Bahia, Jaques Wagner. O assunto tratado pelos dois foi o conflito entre índios e pequenos produtores rurais no sul da Bahia, principalmente em Buerarema.

Cardozo defendeu uma solução dialogada e se comprometeu a visitar a região, sinalizando como data provável da visita o dia 25 de outubro. A intenção do ministro é ouvir ambos os lados envolvidos no conflito, o que foi confirmado por Wagner.

Segundo o governador, a agenda do ministro da Justiça no sul da Bahia “será elaborada de forma que possa ter contato com os índios e com os produtores rurais”.  Wagner elogiou a decisão de Cardozo de verificar a situação pessoalmente.

A audiência em Brasília contou também com a presença do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra.

AUDIÊNCIA COM MINISTRO DA JUSTIÇA

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José Eduardo Cardozo receberá produtores e políticos de Buerarema e São José da Vitória

José Eduardo Cardozo receberá produtores e políticos de Buerarema e São José da Vitória

Uma comitiva formada por políticos e agricultores da região afetada pelo conflito entre índios e pequenos produtores rurais no sul da Bahia se reúne nesta terça-feira, 1º, em Brasília, com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Fazem parte do grupo os vice-prefeitos de Buerarema, Juninho, e de São José da Vitória, Vavado, o presidente da Câmara de Vereadores de Buerarema, Geraldo Aragão, e o vereador Elinho Almeida, do mesmo município. Quatro produtores rurais também integram a comitiva.

Na audiência, os produtores esperam ouvir o posicionamento oficial do Governo Federal sobre o conflito e alguma proposta que possa devolver a paz à região. “A população de Buerarema está ansiosa por boas notícias e a expectativa é de isso se concretize para que possamos evitar novos protestos no município”, afirma Elinho Almeida.

A região do conflito tem vivenciado episódios de violência e uma série de protestos contra as ocupações de fazendas. Na semana passada, cerca de 3 mil pessoas interditaram a BR-101, provocando um engarrafamento de 15 quilômetros (relembre).

PRODUTORES X TUPINAMBÁS: AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE CONFLITO NO SUL DA BAHIA

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Vereadores com os deputados Augusto, Nilo e Rosemberg (Fotomontagem Pimenta).

Vereadores com os deputados Augusto, Nilo e Rosemberg (Fotomontagem Pimenta).

Conflito em Buerarema deixou rastro (Foto Gilvan Martins).

Carros incendiados em protesto (Foto Gilvan Martins).

Cerca de 300 pequenos produtores rurais dos municípios de Una, Ilhéus e Buerarema vão participar, na próxima segunda-feira, 23, às 9h, de audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia para discutir o conflito com índios tupinambás.

A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública do legislativo estadual vai ouvir produtores, índios e representantes da Funai, do governo estadual e do Ministério da Justiça. Da audiência, devem participar deputados federais e estaduais.

Ontem, dois vereadores de Buerarema – Gildásio Gonzaga (PCdoB) e Elio Almeida Júnior, conhecido como Elinho (PDT) – passaram o dia na Assembleia Legislativa cuidando de detalhes logísticos da audiência pública. Segundo eles, os deputados Marcelo Nilo, que preside o legislativo, Augusto Castro (PSDB) e Rosemberg Pinto (PT) garantiram condições para a ida dos produtores.

– É importante que nossos deputados, não apenas os sul-baianos, participem desta audiência, pois estamos tratando de uma situação que atinge três municípios e causa prejuízos à economia regional – disse Elinho.

Para Elinho e Gildásio, autoridades ainda não deram a importância devida à questão que já resultou em mortes e exigiu reforço policial na área em disputa. Os tupinambás reivindicam 47 mil hectares de terras situadas em três municípios (Una, Buerarema e Ilhéus).

A audiência foi marcada para a próxima segunda-feira para possibilitar a participação, também, de deputados federais, o que ficou acordado entre produtores, Comissão de Direitos Humanos da Alba e parlamentares. “Esperamos e precisamos contar com o máximo de apoio dos nossos deputados baianos”, disse o vereador Gildásio Gonzaga.

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