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12 de agosto de 2020 | 12:04 am

CENTRO DE CULTURA FECHADO HÁ UM ANO

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Fachada do Centro de Cultura antes da reforma.

Fachada do Centro de Cultura antes da reforma (Foto Google).

Vergonhoso. Itabuna está há quase um ano sem poder receber espetáculos de médio porte. O governo baiano iniciou as obras de reforma do Centro de Cultura Adonias Filho (CCAF) em agosto do ano passado. E elas seguem a passos lentos, lentíssimos em mais um espetáculo deprimente a revelar como os governos andam tratando a nossa cultura.
Pior: o município não possui espaço semelhante para abrigar produções teatrais. Mais estranho é que há um silêncio (ensurdecedor!) da classe artística quanto ao ritmo (desrespeitoso) da obra.

CULTURA: CARTÃO TPI OFERECERÁ ATÉ 15% DE DESCONTO EM LIVRARIA ILHEENSE

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Karoline Vital, do TPI, e Bruno Vita, da Papirus, exibem termo de parceria.

Karoline Vital, do TPI, e Bruno Vita, da Papirus, exibem termo de parceria.

Quem possui Cartão do Teatro Popular de Ilhéus (TPI) terá 10% de descontos em livros e 15% de descontos nos demais produtos da Papirus Livraria, em Ilhéus, que se tornou a mais nova parceira do programa de descontos e de incentivo à cultura.
– Nossa intenção é aumentar a rede de parceiros para oferecer ainda mais benefícios aos nossos associados, que já têm direito a pagar meia-entrada durante um ano em todos os espetáculos da Tenda, além de abatimento nas mensalidades de cursos e oficinas – disse o coordenador administrativo do TPI, Antônio Melo.
O Cartão TPI tem, ainda, como parceiros a Pizzaria Pinocchio e a Lanchonete Praça do Mestre, que concedem desconto de 5% em refeições e lanches a titulares do cartão. O benefício é garantido com a apresentação do cartão e de documento de identidade com foto.
O termo de parceria do Teatro Popular de Ilhéus com a Papirus foi assinado pelo gerente da loja, Bruno Vita, e a coordenadora de comunicação do TPI, Karoline Vital. A loja fica no Shopping It´Art, no calçadão da Dom Pedro II, no centro histórico de Ilhéus.
Para ter direito ao benefício, o associado deverá apresentar o Cartão TPI e um documento de identidade com foto. Para se associar, é preciso preencher um cadastro e pagar a taxa anual de R$ 25,00.
Karoline explica que as empresas parceiras do Cartão TPI ganham espaço para expor suas marcas no espaço cultural, além do nome do estabelecimento ser incluído na mensagem de serviço, antes dos espetáculos. Em contrapartida, podem oferecer descontos ou brindes para os titulares do Cartão TPI. Informações pelo telefone (73) 4102-0580.

QUEM VAI COLHER O QUE ESTÁ SENDO PLANTADO AGORA?

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Gerson MarquesGerson Marques | gersonilheus@gmail.com

Quem planta ventos colhe tempestades. São ovos de serpente que estão colocando no centro do debate político. Não haverá vencedores.

O clima contaminado pelo ano eleitoral está transformando  em uma guerra de mentiras e ódio o que deveria ser um debate construtivo de um país em busca de si mesmo. Nossas elites e seus veículos de comunicação estão plantando uma safra que será terrivelmente difícil colher, todos saíram perdendo. No afã de ganhar uma eleição, estão transformando  massas difusas, sem lideranças e sem causas articuladas em bombas relógios que fatalmente explodirão em seus colos.
Qualquer observador mais atento, que consiga concatenar ideias simples de sociologia, história e cultura, concluirá que esse clima de ódio insuflado terá que ser desaguado em algum lugar. As eleições passarão, têm data para acontecer, mas o plantado não será colhido nela. Ficará para depois, não se dissipará fácil seja vencedor o projeto atual ou o de oposição. Pior  ainda para a oposição, que terá somado contra si os insuflados de agora, com os movimentos tradicionais que se sentiram órfãos das urnas.
Chegaremos a um momento, em futuro próximo, que veremos os mesmos que agora aplaudem a queima de ônibus, as greves sem lideranças, o caos no centro das grandes cidades,  implorarem por uma repressão violenta, como forma de retomar a ordem. É de uma irresponsabilidade inigualável o que estão fazendo com o Brasil para se ganhar uma eleição. Lembra a história de envenenar o  boi para matar os carrapatos…
É bobagem achar que isso terminará em golpe militar. Esqueça. Nem os militares querem, nem existe clima para isso no mundo. O que sustenta uma ditadura é o controle das comunicações. Isso se tornou impossível hoje em dia, com o advento da internet e outras mídias.
Quem planta ventos colhe tempestades. São ovos de serpente que estão colocando no centro do debate político. Não haverá vencedores. Já o caos, sim, esse interessa a muitos, aos grandes esquemas de corrupção, aos grandes bandidos do trafego de drogas, armas, contrabando, aos políticos inescrupulosos, a certo tipo de mídia que acha que vende mais quanto pior for a notícia.
Querem tocar fogo na lona do circo sem parar para pensar que é debaixo dessa lona que vivemos e ganhamos nosso pão, mas sempre tem aqueles que poderão ir morar em Miami…
Neste sentido, a história se repete. Sempre que o Brasil avança, cria-se este clima para inviabilizá-lo, foi assim com Getúlio, no segundo governo, com João Goulart e com JK. Seria tão bom se nos déssemos ao trabalho de conhecer nossa própria história. Quem sabe assim não seríamos vitimas de nossa própria ignorância.
Gerson Marques é empresário e consultor de turismo.

MANZUÁ CAPTA RECURSOS PARA GRAVAÇÃO DE CD

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A banda Manzuá existe desde 2009 e se tornou mais conhecida no sul da Bahia após a produção do documentário Memórias do Rio Cachoeira. Agora, o grupo, formado por gente da terra que faz um trabalho original e interessantíssimo, busca recursos para gravar seu primeiro CD, cem por cento autorial.
Para formar o capital necessário, a banda lançou uma campanha na internet, que você pode conhecer clicando aqui.
Abaixo, um vídeo sobre a banda produzido pela TV Uesc:

ILHEENSE FATURA PRÊMIO BRASKEM DE TEATRO

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Amaurih Oliveira é anunciado como vencedor na categoria Revelação (Foto Divulgação).

Amaurih Oliveira é anunciado como vencedor na categoria Revelação (Foto Divulgação).

O ator ilheense Amaurih Oliveira sagrou-se vencedor, na categoria Revelação, do Prêmio Braskem de Teatro. O premiação foi entregue nesta noite de quarta (23), no Teatro Castro Alves, em Salvador.
Amaurih faturou o prêmio por sua atuação na peça Éramos gay. O prêmio chega em um momento singular do ator. Em janeiro, Amaurih protagonizou com a colega Patrícia Pillar, em Amores Roubados (Globo), uma das cenas mais comentadas da televisão brasileira nos últimos anos.
Amaurih integrou por três anos o elenco do Teatro Popular de Ilhéus (TPI). Assim que foi indicado ao prêmio Braskem, o ator ilheense concedeu entrevista à jornalista Karoline Vital. Amaurih fala da carreira, do teatro e da cultura sul-baiana. A entrevista pode ser conferida aqui.

BELO ESPETÁCULO

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Centenas de pessoas assistiram à encenação da Paixão de Cristo, no estádio Luiz Viana Filho, em Itabuna, no feriadão da Semana Santa. Por causa da greve da PM, neste ano o espetáculo ocorreu no domingo (Foto Eric Souza/Ficc).

Centenas de pessoas assistiram à encenação da Paixão de Cristo, no estádio Luiz Viana Filho, em Itabuna, no feriadão da Semana Santa. Por causa da greve da PM, neste ano o espetáculo ocorreu no domingo.  Cerca de cem atores participaram da produção dirigida por Marquinhos Nô. Há quase 20 anos, a encenação não era feita no estádio (Fotos Eric Souza/Ficc).

crucificação de jesus

TPI LANÇA CAMPANHA QUE MOSTRA COMO DOAR E RECEBER RESTITUIÇÃO DO IR

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Tenda do Teatro Popular de Ilhéus, na Avenida Soares Lopes (Foto TPI).

O Teatro Popular de Ilhéus (TPI) lançou campanha para captar doações e patrocínios para manutenção do grupo e da tenda cultural na Avenida Soares Lopes. Sou Parceiro busca captar doadores pessoas físicas que optam pelo modelo completo de declaração do Imposto de Renda.
Os doadores podem aplicar até 6% do valor pago e recebê-lo, integralmente, na próxima declaração. Sendo pessoa jurídica, se a empresa for tributada em lucro real, o limite do percentual é de 4% do imposto devido e o investimento pode ser abatido ou deduzido.
LEI ROUANET
A campanha do TPI foi aprovada pela Secretaria de Fomento à Cultura do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, autorizando a captação de R$ 1,9 milhão para dinamização do grupo e apresentações de cinco espetáculos do seu repertório em Ilhéus.
O valor a ser captado também financiará remontagem, ensaios abertos e apresentação de A estória engraça e singela de Fuscão – o quase capão – e o cabo eleitoral, de Équio Reis;  turnê da ópera afro-rock 1789 em Salvador e no Rio de Janeiro; além de cursos e oficinas. Ao todo, serão 66 apresentações para um público estimado de mais de 13 mil pessoas.
– Qualquer valor pode ser depositado. A pessoa escolhe o destino do seu imposto e ainda colabora com a cultura brasileira – afirma  o diretor artístico do TPI, Romualdo Lisboa.
Os interessados devem efetuar depósito identificado com o valor desejado na conta bancária do projeto, aberta e supervisionada pelo Ministério da Cultura. O doador receberá comprovante de renúncia e será ressarcido no ano seguinte, seja como restituição ou abatimento no valor do IR a ser pago.
BRINDES A DOADORES
As pessoas físicas que doarem a partir de R$ 15 receberão brindes do Teatro Popular de Ilhéus. Há um kit de presentes diferenciados para cada valor, que podem incluir cartão postal, livros, Cartão TPI, DVDs e entradas gratuitas.
No caso de pessoas jurídicas, a empresa patrocinadora do projeto terá sua logomarca divulgada em material gráfico, releases, mídias digitais, CDs e DVDs. Para mais informações, os interessados podem ir à Tenda Teatro Popular de Ilhéus, na Avenida Soares Lopes, ou ligar para (73) 4102-0580, em horário comercial.

JOHN LENNON COM LEPO LEPO

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Está fazendo o maior sucesso no YouTube e deve bombar também no Carnaval de Salvador uma fusão aparentemente maluca do “chiclete” Lepo Lepo com o clássico Stand by me, gravada pelo ex-beatle John Lennon. Quem faz a mistura é o grupo vocal MP7, que tem entre seus integrantes o afinadíssimo itabunense Sávio Andrade (de boina).
A convite de Carla Cristina, o MP7 estará neste domingo (2) no Carnaval, apresentando, além dessa combinação inusitada, um “pout-pourri”  de galopes. No repertório, as canções Frevo MulherCometa Mambembe Vida Boa.

CULTURA SEM PIRES NA MÃO

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Karoline Vital | karolinevital@gmail.com
 

Já faz parte do senso comum, virou até ladainha,  que o povo precisa de mais cultura. Mas que tipo? A do cair na gandaia, encher a cara e esquecer os problemas?

 
Aí o patrocinador, seja ele público ou privado, enche o peito para mostrar que investiu trocentos mil ou milhões na cultura. Mas como? Da maneira mais óbvia: eventos! Carnaval, Micareta, São João, Festa do Padroeiro (a parte profana, claro!), e por aí vai. Tudo com a logomarca do governo ou da empresa para aparecer bem bonito na televisão e nos anúncios em jornais e internet. Tudo colorido, estampado em tamanho generoso!
Infelizmente, a realidade dos investimentos no setor cultural é a política dos eventos. Não há política organizada como um conjunto de ações voltadas para a promoção dos segmentos culturais. Muitas vezes, impera a politicagem míope do pão e circo. Os artistas e grupos por mais organizados que estejam ainda são vistos pelos possíveis patrocinadores como pedintes indesejáveis. Afinal, o que vale mesmo para promover a imagem é disponibilizar os recursos na mão de quem já tem dinheiro, como grandes astros industrializados.
Por mais que os agentes culturais arquitetem projetos permanentes, possíveis de serem executados a um custo relativamente baixo, quando tentam apresentar os planos a potenciais investidores, ganham o mesmo tratamento de uma criança ao mostrar seu desenho para o pai que assiste futebol:
– Que lindo, muito bom! Agora chega pra lá que eu estou muito ocupado! – diz, educadamente, dando um tapinha na cabeça e um discreto empurrão nas costas para o incômodo sumir logo de sua frente.
Já faz parte do senso comum, virou até ladainha,  que o povo precisa de mais cultura. Mas que tipo? A do cair na gandaia, encher a cara e esquecer os problemas? Às vezes, dão a entender de que os artistas (não as mega-estrelas!) fizeram voto de pobreza. E um maná divino desce dos céus para produzir CD, filmar, montar espetáculo, organizar exposições, publicar livros, ministrar cursos e oficinas artísticas, pesquisar e registrar manifestações populares, manter um espaço cultural como cinema, biblioteca, museu, teatro ou galeria.
Confiar em bilheteria não paga conta alguma. É impossível se manter com a venda de ingressos, ainda mais com tantas pessoas exigindo cortesias e convites por achar um absurdo pagar para ver “gente daqui”. Talvez uma grande estreia, bem produzida, divulgada, em um local de alto nível… Só que tudo isso depende do que? Do “vil metal”, oras!
É inegável que, nos últimos anos, os governos federal e estadual, ampliaram o acesso a recursos para diversos segmentos culturais, através de leis de incentivo e abertura de editais. Algumas empresas também seguem a mesma linha, realizando seleções para projetos que se enquadrem em seus parâmetros e objetivos. Mas ainda é muito pouco diante da vasta produção cultural.
Claro que os grandes eventos merecem patrocínios. Porém, por que despejar um enorme montante em algo sazonal? É preciso empregar recursos pensando nos benefícios para a sociedade como um todo. Os investimentos devem ser contínuos, contemplando diferentes segmentos culturais, uma vez que a criatividade é perene. Não é empregar dinheiro com a intenção de ajudar os artistas. Afinal, eles são trabalhadores, como arquitetos e engenheiros voltados para construção do pensamento crítico.
Karoline Vital é jornalista.

CANAVIEIRAS INSTALA CONSELHO DE CULTURA

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Primeiros membros do conselho tomaram posse hoje (Foto Walmir Rosário).

Primeiros membros do conselho tomaram posse hoje (Foto Walmir Rosário).

O Conselho Municipal de Cultura de Canavieiras foi instalado nesta quarta (5), após nomeação e posse dos cinco membros: Ary Santana Coutinho, Denyse dos Santos Reis Carvalho, Durval Pereira da França Filho, Eunice Maria Castro e Maria José Andrade Reis. Agora, o município está entre os poucos do Território Litoral Sul que possuem conselho de cultura (relembre matéria).
A lei de criação do colegiado foi sancionada pelo prefeito Almir Melo em dezembro do ano passado, integrando o Sistema Municipal de Cultura. Segundo o secretário da Cultura, Jorge Carvalho, o Sistema tem a finalidade de estimular o desenvolvimento municipal com o exercício dos direitos culturais, promovendo a economia da cultura e o aprimoramento artístico-cultural no município.

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