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5 de abril de 2020 | 07:50 pm

FICC APOSTA NOS AGENTES DE CULTURA

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Roberto José, presidente da Ficc, ao lado da atriz Eva Lima (foto Thiago Pereira)

Roberto José, presidente da Ficc, ao lado da atriz Eva Lima (foto Thiago Pereira)

A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc) está apostando no trabalho dos agentes de cultura para combater a violência nos bairros da cidade e criar novas referências para os jovens.

O tema foi tratado recentemente pelo presidente da instituição, Roberto José da Silva, em entrevista ao PIMENTA, e voltou a ser lembrado nesta quinta-feira, 17, quando a Ficc reuniu a imprensa e colaboradores para fazer um balanço dos primeiros dez meses da atual gestão e apresentar projetos.

Segundo Roberto José, os agentes de cultura têm a missão de fomentar o gosto pela arte e descobrir talentos nas comunidades, para as quais já foram selecionados 25 “operadores culturais”. Outros seis foram garimpados no Conjunto Penal de Itabuna e farão o mesmo trabalho dentro da unidade carcerária. O presidente afirma que a ação está relacionada ao projeto “Cidade de Paz”.

No encontro desta quinta-feira, a Ficc informou sobre os projetos que já cadastrou para captação de recursos junto ao Sistema de Convênios do Governo Federal (Siconv), Petrobras, Embaixada da Alemanha e Fundação Palmares, entre outras instituições. A fundação também lançou hoje o primeiro número de seu boletim informativo e manifestou apoio à campanha Outubro Rosa,  de prevenção do câncer de mama.

ESTUDANTES PROMOVEM AÇÃO SOCIAL NO DIA DA CRIANÇA

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599311_10201900811032965_96887117_nUm grupo de estudantes de vários cursos de graduação superior de Itabuna se uniu para promover atividades especiais no período de comemoração do Dia da Criança. O projeto, intitulado “Carrossel da Alegria”, é voluntário e utiliza arte e cultura com a proposta de oferecer às crianças um momento lúdico e de “vivência intensa de sua infância”.

O trabalho será realizado nos dias 11, 12 e 13, em escolas públicas, instituições filantrópicas, igrejas e hospitais. Entre as atividades programadas, estão gincanas, oficinas de teatro e artes, histórias com fantoches, shows de mágica e apresentações do grupo de dança Swing Dance e do DJ Diego.

Os voluntários que participam do projeto estarão na Praça Olinto Leone, na tarde desta sexta-feira, 4, e na manhã de sábado, arrecadando brinquedos e doces. Há espaço também para quem tem algum talento e queira aderir à ideia. Interessados devem ligar para 8808-8267.

ROBERTO JOSÉ: “COM A CULTURA, NÓS PODEMOS FAZER UMA REVOLUÇÃO NA CIDADE”

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Roberto José da Silva - foto Thiago Pereira

Presidente da Ficc aposta na cultura para reduzir violência em Itabuna (foto Thiago Pereira)

Roberto José da Silva tem um currículo diversificado. Presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc) desde janeiro, ele é geógrafo com pós-graduação em Planejamento de Cidades e mestrado em Geografia com ênfase em Criminologia de Ambientes. Estudioso da questão da violência, Roberto José afirma ver a cultura como instrumento de transformação e defende a tese de que muitos jovens se perdem no chamado mundo do crime porque não vislumbram outras opções. Para Roberto, em algumas comunidades o traficante está se tornando o ídolo, o modelo perseguido pela criança. Ele propõe estratégias para que o agente de cultura assuma esse papel e se torne a referência.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida pelo presidente da Ficc ao PIMENTA:

 

PIMENTA – Qual é a realidade do cenário cultural hoje em Itabuna e que projetos a Ficc tem desenvolvido para o setor?

 Roberto José  –  Primeiro eu tenho que dizer que a gente precisou dar um freio de arrumação na casa, não só no contexto estético da fundação, mas também na funcionabilidade, na mecânica dos projetos da fundação. Hoje temos aqui uma equipe de projetos, que eu diria que é uma equipe de excelência. Nós já temos dezenas de projetos cadastrados no Siconv (Sistema de Convênios do Governo Federal) e alguns em instituições como Banco do Brasil e Itaú. Conseguimos recentemente aprovar um projeto de leitura da embaixada da Alemanha e possivelmente em novembro a gente bote esse projeto para andar.

PIMENTA – Como vai funcionar esse projeto de leitura?

RJ –  Na verdade, a gente tem a intenção de promover a Feira Literária Internacional do Cacau,  trazer essa marca para Itabuna e vamos iniciar com uma célula, que é esse projeto de leitura. O projeto já tem um corpo e está na fase final de formatação. A Uesc entrou também na organização e inclusive uma parte da feira vai acontecer no Centro de Arte e Cultura Paulo Souto, no campus da universidade. É possível que a feira seja realizada ainda este ano, em dezembro.

PIMENTA – Quando se fala em eventos desse tipo, logo lembramos de que Itabuna carece de espaços adequados. Como a Ficc encara esse problema?

RJ – Nós estamos arrumando isso e temos alguns projetos andando, mas precisamos organizar a política pública cultural do município. O primeiro passo foi alinhar Itabuna à política nacional de cultura, para facilitar a vinda de recursos fundo a fundo. Nossa minuta de fundo já está criada e estamos encaminhando esse documento à Procuradoria Geral, para em seguida ser enviado para votação na Câmara. Esse fundo vai receber recursos de três fontes, no mínimo, que são os governos federal, estadual e municipal. No município, o repasse se dá por meio de um percentual do ISS e do IPTU. Fizemos o processo de adesão do município, que deu muito trabalho. Foi publicada agora no Diário Oficial da União, no dia 31 de julho, a adesão de Itabuna ao Sistema Nacional de Cultura, que se constitui na nova política de gestão do Governo Federal, que é participativa e ouve as bases. As ideias que se tem de política cultural são múltiplas, mas quem mais entende do assunto são as pessoas que estão na base e essas pessoas precisam ser ouvidas quando a gente vai propor algum tipo de política.

PIMENTA – A entidade se propõe a cobrar a conclusão das obras do Teatro e Centro de Convenções, paradas há sete anos?

RJ – O governo municipal quer que o Estado conclua aquele centro, mas o Estado em tese não tem interesse porque não quer fazer a gestão do espaço, talvez por julgar que o equipamento não terá um retorno econômico. O que eu reitero é que nem sempre deve haver essa visão economicista com relação a equipamentos culturais. A visão deve ser humanista e a nossa proposta é a de que, uma vez concluído o Centro de Convenções, a Ficc faça a gestão, que pode ser compartilhada. Acreditamos que é um equipamento que pode se manter com a promoção de eventos. Naquele espaço existe uma questão judicial. O Ministério Público entrou para rever a cláusula de reversão, já que, como se sabe, o ex-prefeito Fernando Gomes acabou pleiteando o terreno de volta. Não obstante, o município já reiterou ao Estado seu interesse de ver aquele espaço concluído e colaborar com a gestão.

PIMENTA – E com relação a outros espaços, há algo em vista?

RJ – Temos alguns projetos já encaminhados. Por exemplo, um de cinema e teatro, com forte possibilidade da verba chegar ainda este ano, e até meados de 2014 nós finalizarmos a obra. Há um espaço no centro da cidade, com boas condições de mobilidade, mas ainda não podemos dar mais detalhes, pois ainda estamos negociando. É importante dizer que estamos construindo uma política de adquirir, construir e reformar equipamentos culturais. Por exemplo, a Praça Laura Conceição, aqui em frente à Ficc, nós temos um projeto para requalificá-la. Vamos dotar essa praça de uma conotação cultural, então ela terá um anfiteatro ou uma concha acústica. A área no entorno da Ficc será transformada em um “quarteirão cultural”. No imóvel onde hoje está o Samu, que vai se tornar regional e precisará de uma nova central, será instalada a biblioteca infantil Monteiro Lobato. O espaço atualmente ocupado pela Ficc será o museu da cidade, com salas temáticas que demonstrem a construção dos signos de Itabuna, e a sede da Ficc irá para o Espaço Cultural Josué Brandão, após a transferência da Câmara de Vereadores para outro local.

Foto Thiago Pereira

Foto Thiago Pereira

 

É impossível extinguir a violência da convivência humana, mas é possível reduzi-la a índices aceitáveis, e a cultura é um forte instrumento nesse sentido porque ela alimenta a alma.

 

 

PIMENTA – E o Conselho de Cultura, que ainda não está organizado no município?

RJ – O Conselho de Cultura do Município não existia. Há mais de dez anos ele não tinha uma reunião, estava inativo. Nós montamos a minuta do Conselho de Cultura. Em novembro do ano passado, foi criado um Fórum Municipal de Cultura, encabeçado por vários artistas, a exemplo do pessoal da Acate (Associação Cultural Amigos do Teatro), e nós ouvimos as propostas e as trouxemos para a mesa de discussão. A partir daí, montamos a minuta e agora estamos fazendo os diálogos das mesas setoriais para que elas elejam seus representantes. O conselho estará constituído e funcionando até o final do ano, inclusive para que o fundo comece a ser movimentado.

PIMENTA – Há um projeto de longo prazo para o setor?

RJ – Está em formatação o um plano decenal, que vai além dos governos que passaram e que passarão, e acena para uma política permanente, feita na base, democraticamente. Para fazer esse plano, nós precisamos do diagnóstico da situação cultural do município, porque não podemos apresentar propostas culturais sem conhecer o “paciente”. Estamos fazendo um levantamento dos equipamentos culturais da cidade, considerando a cultura material e imaterial, além dos equipamentos de apoio. Estamos levantando isso para ter um norte para os editais de fomento à cultura que iremos lançar.

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TPI INVESTE NA FIDELIZAÇÃO À CULTURA

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Cartão Fidelidade TPIIdeia superbacana do Teatro Popular de Ilhéus vai pegando embalo. Trata-se de um programa de fidelidade, lançado há dois meses e que conquista novos adeptos quase diariamente.

Um cartão especial emitido pelo TPI, ao custo de R$ 15, dá direito a meia-entrada em todos os espetáculos encenados pelo grupo em sua tenda na Avenida Soares Lopes. De quebra, ainda concede 10% de desconto nas taxas de participação em cursos e oficinas realizados no espaço cultural.

A estratégia de fidelizar tem sido bastante utilizada por grandes empresas, como as de telefonia. Tem tudo para “pegar” também na cultura, que sempre precisou de boa dose de criatividade, inclusive financeira, para se manter viva.

PEÇA INSPIRADA EM RIMBAUD

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Zumaeta escreveu texto baseado na vida de Rimbaud

Será encenada nos dias 27, 28 e 29, às 19 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, a peça Enfant Terrible: o Cinza, inspirada na vida do poeta francês Arthur Rimbaud. A montagem tem texto e direção de Cláudio Zumaeta e traz no palco os atores Jailton Alves, Zélia Possidônio, Marcelo Lobo e Rodolfo Valentino.

Segundo Zumaeta, a peça busca discutir ‘as relações entre conhecimento e loucura, permeando esse debate pelas questões políticas, sociais, educacionais, artísticas e religiosas”. O autor diz ainda que o espetáculo se propõe a ser “essencialmente simbolista, transgredindo e transitando por assuntos considerados intocáveis pela sociedade”.

Ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Centro de Cultura e na banca de revista do Shopping Jequitibá. Preços: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia)

OFICINA EM NOVO HORÁRIO

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A assessoria do Teatro Popular de Ilhéus avisa que a oficina de “Mímica Corporal Dramática”, com o ator Jorge de Paula, que acontece nesta segunda-feira, 16, teve seu horário alterado para as  18 horas. A atividade gratuita é realizada na Tenda do TPI pela Trupe Ensaia Aqui e Acolá, de Pernambuco, que nesta terça, às 20 horas, encena no mesmo local e com entrada franca a comédia O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas. A peça também tem entrada franca.

OFICINA E ESPETÁCULO NA TENDA DO TPI

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Peça "O Amor de Clotilde..." será encenada na terça (foto Priscila Burh)

Peça “O Amor de Clotilde…” será encenada na terça (foto Priscila Burh)

O público que curte teatro tem um bom programa para este início de semana. Hoje (16), a Tenda do Teatro Popular de Ilhéus (TPI) recebe a Trupe Ensaia Aqui e Acolá, de Pernambuco, que irá oferecer uma oficina de mímica e um espetáculo gratuitos.

A oficina “Mímica Corporal Dramática” será realizada a partir das 14 horas de hoje, pelo ator Jorge de Paula. Para participar, basta ter mais de 12 anos e chegar cedo, pois serão apenas 20 vagas.

Já nesta terça-feira, 17, a partir das 20 horas, a trupe encena o espetáculo O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas. Com entrada franca e classificação indicativa para a faixa etária a partir dos 12 anos.

“CUÍCA DE SANTO AMARO” SERÁ EXIBIDO EM PORTO SEGURO

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Cuíca_de_Santo_AmaroO documentário que conta a história do trovador José Gomes, o “Cuíca de Santo Amaro”, fica em cartaz até esta quinta-feira, 12, no Cine Santa Clara, em Ilhéus, com sessões sempre às 18 horas. De 13 a 19 de sembro, o filme será exibido no Cine Plaza, em Porto Seguro.

Para o dia 12, às 18h30, no Centro de Cultura de Porto, está previsto o lançamento do DVD com cinco extras e material pedagógico, debate e apresentação do livro “A Verve de Cuíca”.

O poeta de forte veia satírica nasceu em 1907 e teve como temas recorrentes de sua obra questões relacionadas à política, morte e ao sexo. Cuíca de Santo Amaro é mencionado em livros de Jorge Amado e chegou a inspirar um personagem criado pelo autor.

A POESIA DE VINÍCIUS NA AVENIDA

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"A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida" (foto Pimenta)

“A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida” (foto Pimenta)

A homenagem a um dos ícones da cultura brasileira deu o tom do desfile cívico em Itabuna e abriu alas à criatividade dos participantes. Na avenida, poemas de Vinícius de Moraes eram declamados por estudantes e as letras de canções inesquecíveis apareciam em imagens, como a casa muito engraçada, o girassol que vira um gentil carrossel, a Arca de Noé, a Praia de Itapuã e a garota de Ipanema.

Clique no link abaixo para ver mais fotos do desfile:

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SHOWS GRATUITOS NO FIM DE SEMANA

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Danilo Caymmi é uma das atrações do final de semana na capital (Foto Chico Gadelha).

Danilo Caymmi é uma das atrações do final de semana na capital (Foto Chico Gadelha).

Uma série de shows gratuitos movimenta o final de semana de Salvador. Danilo Caymmi e Claudio Nucci se apresentam hoje (sexta) e amanhã às 20h, na Caixa Cultural. No domingo (25), o espetáculo será às 19h. Os ingressos serão adquiridos com a doação de um quilo de alimento, a partir das 14h.

No Pelourinho, Largo Pedro Archanjo, o Festival de Samba Reggae vai reunir Márcia Short, Tonho Matéria, Banda About ET Le Tam Tam, do Senegal, Márcio Victor, Bloco Capoeira, Denny (Timbalada) e outros nomes, sábado, às 20:00h.

Domingo a irreverente Banda Limusine faz show às 11h, no Parque da Cidade. Misturando humor, performance e músicas da Jovem Guarda, os atores/cantores Diogo Lopes Filho e Evelin Buchegger nos vocais, cantam sucessos da década de 1960 que se tornaram conhecidos nas vozes de artistas como Diana, Roberto Carlos, Celi Campelo, Ronnie Von e Perla.

Auxiliados pelas atrizes Luisa Prosérpio e Vanessa Mello como backings,  a  banda leva para o palco o humor e a carga dramática inspirados por cada uma das canções. O projeto Música no Parque é  patrocinado pela Oi e pelo Governo da Bahia, por meio do Programa FazCultura.

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