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27 de outubro de 2020 | 08:59 pm

DONA DE ONG SOB INVESTIGAÇÃO DEIXA O PAÍS E SÓ RETORNA APÓS ELEIÇÕES

Tempo de leitura: 2 minutos
Dalva deu entrevista à Veja e sumiu do país (Reprodução).

Dalva deu entrevista à Veja e sumiu do país (Reprodução).

O site da Rádio Metrópole, de Salvador, revela que a presidente da ONG Instituto Brasil, Dalva Sele Paiva, está fora do Brasil. Viajou para Barcelona, Espanha, em 4 de setembro.
A passagem foi comprada no dia 1º deste mês, após conceder entrevista à Veja e relatar um suposto esquema que teria desviado R$ 6 milhões de programas habitacionais na Bahia. A denúncia é de 2010. Mas, agora, Dalva adicionou um nome à lista dos denunciados, o do candidato a governador Rui Costa. Dalva será convocada para prestar depoimento ao Ministério Público baiano ainda nesta semana. O foco será a revelação feita à publicação da Editora Abril.
Diz o site da Rádio Metrópole: “Paiva, que passava por dificuldades financeiras, comprou passagem para Barcelona no dia 1º de setembro e viajou três dias depois, na quinta-feira (4)”.
Apesar de investigada, Dalva Sele Paiva ficará por mais de um mês fora do país. O retorno da viagem está previsto apenas para 11 de outubro, uma semana depois da eleição.
Se Dalva estava em dificuldades financeiras, como informa a Metrópole, quem bancou a viagem da dirigente da ONG?
EVERALDO APONTA RELAÇÕES DE DALVA COM PSDB E DEM
Ainda sobre a denúncia da presidente do instituto, o presidente do PT baiano, Everaldo Anunciação, diz que a denúncia de Dalva é, dentre outras coisas, inconsistente. A ONG, ao contrário do que ela diz, não foi criada no período petista (2007), reforça Everaldo.
O Instituto Brasil teve antes como seus clientes, no âmbito governamental, a Prefeitura de Salvador, em 2003, contratada pela gestão de Antônio Imbassahy (PSDB), e o governo baiano, em 2005, quando o então governador, Paulo Souto (DEM), contratou-0 para atuar na área habitacional na Secretaria de Combate à Pobreza.
Everaldo sustenta que “a raiva de Dalva” cresceu quando os pagamentos ao Instituto Brasil foram suspensos por causa de suspeitas de irregularidades. As acusações a petistas, principalmente a Rui Costa, candidato ao governo, seriam uma espécie de vingança. Dos seis pagamentos previstos, apenas dois ocorreram, conforme Everaldo.

REVISTA ACUSA PT BAIANO. RUI DESAFIA A PROVAR ENVOLVIMENTO

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A edição da Revista Veja desta semana traz matéria em que a presidente do Instituto Brasil, Dalva Sele, revela ter desviado dinheiro da entidade para campanhas do PT e mesadas a políticos. O desvio seria superior a R$ 6 milhões por meio de programa habitacional. O instituto foi contratado pelo governo baiano no Governo Paulo Souto, em 2004.
rui costa2Dalva envolve políticos  petistas, dentre eles o candidato ao governo baiano, Rui Costa, que receberia mesada mensal de R$ 3 mil a 5 mil, segundo publicado na revista. Outros nomes envolvidos são os do senador Walter Pinheiro e do deputado federal Afonso Florence.
A matéria não traz provas, apenas o relato da presidente do Instituto Brasil. Dalva diz ter havido desvio de R$ 280 mil para a campanha de Walter Pinheiro à Prefeitura de Salvador, em 2008.
Rui Costa disse que acionará, judicialmente, a revista. “É uma iniciativa suja e leviana da revista que, às vésperas da eleição, está nitidamente a serviço dos partidos de oposição. A denúncia mostra o desespero dos partidos de oposição com o crescimento da nossa candidatura. Desafio qualquer um a provar minha relação com o caso”.
Costa promete interpelar, na Justiça, nesta semana, a revista e a acusadora.
CONTRATADA POR SOUTO, DIZ EVERALDO
O presidente do PT baiano, Everaldo Anunciação, considera a denúncia eleitoreira “e que se aproveita de uma pessoas que ficou com toda raiva justamente porque o governo do PT não deu cobertura às falcatruas que seu instituto estava cometendo”. Everaldo enfatiza que o instituto foi contratado pelo governo baiano em 2004, na gestão de Paulo Souto.
– Foi Paulo Souto quem trouxe este instituto para o governo, por meio de contrato firmado em 2004 com a Secretaria de Combate à Pobreza. Na verdade, foi o governo Wagner que tomou a iniciativa de suspender os pagamentos das prestações do contrato firmado entre a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e o instituto – disse o dirigente petista.
Ainda de acordo com o presidente do diretório estadual, “de um total de seis, só foram pagas as duas primeiras prestações e o restante foi bloqueado a partir do momento em que foram constatadas irregularidades na execução do objeto do contrato, que era a construção de casas populares”.

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