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3 de julho de 2020 | 01:32 pm

“DEM QUER INVIABILIZAR DUPLICAÇÃO [DA RODOVIA ILHÉUS-ITABUNA]”, DIZ ROSEMBERG

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Rosemberg critica DEM e diz que Rui tira obra do papel

Rosemberg critica DEM e diz que Rui tira obra do papel

Após ser acusado de travar a liberação de R$ 600 milhões do Banco do Brasil para o Estado, o DEM baiano quer inviabilizar a assinatura do contrato que assegura a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), segundo o deputado estadual Rosemberg Pinto.

– O DEM não gosta do povo da Bahia, quer inviabilizar esta ação, mas o povo merece e vai estar presente na assinatura do contrato – disse o parlamentar e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

Rosemberg lembra que a obra é prometida “há 40 anos”. E nunca saiu do papel. “Mas é no governo de Rui Costa que vamos ter uma nova estrada”. A obra tem prazo de execução de dois anos.

A assinatura do contrato está marcada para esta segunda (9), às 9h, na Avenida Juracy Magalhães, no Fátima (área do antigo Posto Cachoeira). A obra será executada pela OAS. Caso os prazos sejam cumpridos, deverá ser concluída em fevereiro de 2020. O investimento é de R$ 105 milhões.

Confira vídeo que mostra o projeto.

“MUDE” DEVERÁ SER O NOVO NOME DO DEM

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democratas

Após consultas feitas pelo DEM, o partido deverá adotar o nome “Mude”. O Democratas encomendou pesquisa em que era apresentado ao eleitor duas sugestões de nome – Mude e Centro.

A segunda opção não caiu bem junto ao eleitorado, segundo o jornalista e blogueiro Gerson Camarotti, da GloboNews e G1.

A mudança de nome é uma das estratégias do DEM – ex-PFL, PDS e Arena – para atrair dissidentes de partidos como PSB e até PMDB, do presidente Michel Temer.

ACM NETO PARA FERNANDO: “O TEMPO NÃO É BOM PARA QUEM NÃO SABE ESPERAR”

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Neto alfineta Fernando e nega que esteja em campanha pelo interior

Neto alfineta Fernando e nega que esteja em campanha pelo interior

ACM Neto almoçou com aliados em Itabuna e participou da festa de aniversário de Buerarema neste domingo (17). Aproveitou o intervalo entre um compromisso e outro para dar estocadas em um ex-aliado e, agora, inimigo político.

“O tempo só não é bom para quem não sabe esperar”, filosofou o neto do falecido ACM em entrevista exclusiva ao repórter Wadson Santos. Era, claro, uma referência ao ex-aliado Fernando Gomes, prefeito de Itabuna e ex-DEM. “Na minha vida, aprendi a reconhecer o tempo das coisas”, completou.

Neto e Fernando romperam relações políticas – e pessoais – em 2016, quando o líder do DEM quis impor a Fernando a candidatura do deputado estadual Augusto Castro (PSDB) na disputa pelo gabinete mais vistoso do Centro Administrativo Firmino Alves. O episódio azedou a relação do agora prefeito com o deputado.

Ainda na entrevista, Neto enfatizou sua relação “histórica” com Itabuna e disse que preferia não comentar sobre o rompimento. “Eu prefiro, neste momento, não fazer comentários sobre questões locais. Tudo na hora certa, no momento adequado”.

PRÉ-CAMPANHA

O prefeito de Salvador veio ao sul da Bahia acompanhado de deputados, dentre eles os tucanos Jutahy Jr. e Augusto Castro, e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM). Em Buerarema, reuniu-se com políticos e lideranças regionais em um evento no Rotary Club.

Neto tentou tirar a conotação eleitoral de sua visita. “Campanha só ano que vem”, observou, afirmando ter agido com cautela. “Sequer temos feito pré-campanha. Não adianta querer antecipar o processo eleitoral. Temos que avaliar as coisas, a vontade dos baianos”. Redação Pimenta.

APÓS 2016, AUGUSTO DIZ NÃO TEMER ENFRENTAR FERNANDO

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Augusto e FG tornaram-se adversários

Augusto e FG tornaram-se adversários

Da Coluna Tempo Presente, assinada por Levi Vasconcelos, n´A Tarde

A pretensão do prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, de lançar um candidato a deputado estadual para minar o deputado Augusto Castro (PSDB) não preocupa o tucano, pelo que ele diz:

— A competição é tão saudável quanto democrática. Vamos ao debate.

Lá atrás, na pré-campanha de 2016, Augusto almejava o apoio de Fernando, que estava todo complicado com a justiça, para prefeito.

Fernando insistiu na candidatura e acha que ele não foi leal ao procurar documentos que o incriminassem. E agora quer ver o diabo, mas não Augusto.

DISPUTANDO O APOIO DO FERNANDISMO

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marco wense1Marco Wense

 

O ponto em comum de Sérgio e Moreira, pelo menos aqui em Itabuna, é que vão fazer suas campanhas sem pedir votos para a reeleição do governador Rui Costa (PT).

 

A disputa entre Sérgio Gomes e Rafael Moreira, ambos pré-candidatos a deputado estadual, tende a ficar mais intensa com a proximidade da eleição.

Moreira, toda vez que é questionado sobre sua legítima pretensão, sempre deixa nas entrelinhas que o prefeito Fernando Gomes vai apoiá-lo em detrimento de Sérgio Gomes.

Essa insinuação – ou impressão, se o leitor preferir – faz Sérgio ficar irritado a cada entrevista de Rafael, que precisa entender que seu concorrente é filho do alcaide.

É natural que Rafael procure mais espaços no governo e a simpatia do pessoal do primeiro e segundo escalões. Mas soa como provocação o desafio em relação ao apoio de Fernando Gomes.

Fica parecendo que Moreira sabe de alguma coisa, que Sérgio não vai ser candidato em virtude de um acerto que tem com o chefe do Executivo.

Moreira pretende se filar a um partido da base aliada do petismo, mas descartou qualquer possibilidade de ir para o PT e o PCdoB. Seu candidato a deputado federal é Josias Gomes, secretário estadual de Relações Institucionais.

O ponto em comum de Sérgio e Moreira, pelo menos aqui em Itabuna, é que vão fazer suas campanhas sem pedir votos para a reeleição do governador Rui Costa (PT).

Muitos eleitores de Rafael e Sérgio vão votar em ACM Neto (DEM) na sucessão ao Palácio de Ondina. Tem gente graúda na prefeitura condicionando o apoio a uma neutralidade diante do segundo mandato do governador.

Tem também os antipetistas radicais, que andam dizendo que não vão votar em Rafael Moreira em decorrência dessa sua dobradinha com Josias Gomes.

O que se espera é que Rafael Moreira e Sérgio Gomes percorram o caminho da paz e da civilidade. O sol nasceu para todos.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

AS MAJORITÁRIAS DE RUI E NETO

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marco wense1Marco Wense

 

Uma coisa é certa: a disputa Rui Costa versus ACM Neto vai ser acirrada. O segundo mandato do governador não é favas contadas como dizem os petistas mais eufóricos.

 

O comentário de hoje é sobre a composição das chapas da situação e da oposição, respectivamente encabeçadas pelo governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto.

Quem teria mais problemas para arrumar a majoritária sem causar graves dissidências, o alcaide soteropolitano (DEM) ou o chefe do Executivo estadual (PT)?

Pelo governismo, o maior entrave diz respeito ao PSB da senadora Lídice da Mata, que não teria espaço para sua reeleição. Vai ter que se contentar com uma eventual candidatura à Câmara dos Deputados.

Outro fato que pode complicar Lídice é a articulação nacional do PSB com o PSDB, mais especificamente com o governador de São Paulo e presidenciável Geraldo Alckmin.

Tem também o PR de José Carlos Araújo, que sempre deixa nas entrelinhas que pode romper com o governo se a legenda for preterida.

A chapa governista caminha para manter João Leão (PP) como vice e as duas vagas para o Senado sendo ocupadas por Jaques Wagner e um indicado pelo PSD do senador Otto Alencar.

PSB e o PR ficam de fora. Em relação ao Partido da República existe a remota possibilidade de Wagner se candidatar a deputado federal para solucionar o impasse.

Na oposição, obviamente com ACM Neto disputando o Palácio de Ondina, os postulantes são José Ronaldo (DEM), Jutahy Júnior e Antônio Imbassahy, ambos do PSDB, e Lúcio Vieira Lima (PMDB).

O que se comenta nos bastidores é que a vontade de ACM Neto é ter uma mulher na sua vice, já que a chapa adversária só terá marmanjos.

O pessoal do marketing acredita que a presença feminina na composição da majoritária pode ter um apelo significativo no processo sucessório.

José Ronaldo dificilmente seria defenestrado. O oposicionismo não pode deixar de fora o prefeito de Feira de Santana, o segundo maior colégio eleitoral.

Aí sobra apenas uma vaga para o Senado para ser disputada entre Imbassahy, Jutahy e Lúcio Vieira Lima. Dos três, o que tem menos chance é o primeiro.

Aliás, Imbassahy, que é o secretário de Governo de Temer, é uma espécie de “patinho feio”. Quer sair do PSDB, mas não encontra partido que lhe queira. As portas estão fechadas.

“Imbassahy está bem onde está”, diz Aleluia, presidente estadual do DEM. “O partido não é barriga de aluguel”, alfineta Lúcio, cacique do PMDB.

O trunfo do irmão de Geddel é o invejável tempo do PMDB no horário eleitoral destinado aos partidos políticos. O de Jutahy é tirar da chapa uma conotação 100% temista, já que votou pela continuidade da denúncia da PGR contra o presidente Temer.

Uma coisa é certa: a disputa Rui Costa versus ACM Neto vai ser acirrada. O segundo mandato do governador não é favas contadas como dizem os petistas mais eufóricos.

Marco Wense é editor d´O Busílis.

O BOBO DA CORTE

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marco wense1Marco Wense

 

De uma coisa ninguém pode duvidar: petistas e demistas são bons atores. Nessa novela, o presidente Temer é o bobo da corte.

 

O PT e o DEM têm a mesma estratégia em relação ao presidente Michel Temer: nos bastidores, em conversas reservadas, um discurso. De público, outro.

Nas escondidas, o PT torce para que o peemedebista continue na presidência, sangrando até o último suspiro. Diante dos holofotes, “Fora Temer”, “Fora Temer”, “Fora Temer”.

No DEM é o inverso: no escondidinho, os democratas querem a defenestração de Temer do cobiçado Palácio do Planalto. De público, “Fica Temer”, “Fica Temer”, “Fica Temer”.

Para os petistas, é muito melhor um Temer combalido do que um Rodrigo Maia revigorado e fortíssimo candidato em uma eventual eleição indireta.

Para os demistas, o óbvio ululante: uma liderança da legenda no comando do país.

De uma coisa ninguém pode duvidar: petistas e demistas são bons atores. Nessa novela, o presidente Temer é o bobo da corte.

Marco Wense é editor d’O Busílis.

TRAÍDO PELA CÚPULA DO DEM, FERNANDO CAI NAS GRAÇAS DE RUI COSTA

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Rui e Fernando Gomes se cumprimentam durante evento em Ilhéus || Foto Divulgação

Rui e Fernando Gomes se cumprimentam durante evento em Ilhéus || Foto Divulgação

Fernando observa a obra da Ponte Estaiada, em Ilhéus || Foto Ed Ferreira

Fernando observa obra da nova ponte em Ilhéus || Foto Ed Ferreira

O ano de 2016 significou uma guinada política para Fernando Gomes. Estava decidido a disputar a Prefeitura de Itabuna pela sexta vez. Embalado por sentimentos como “ausência de prefeito” depois das gestões de Capitão Azevedo, sua cria, e Claudevane Leite (Vane do Renascer), Fernando, que um dia sonhou em ser governador do estado de Santa Cruz (uma ideia dele, na década de 80), achava que dava.

As pesquisas em meados de maio já lhe eram favoráveis. Um conjunto de fatores levou FG a se aproximar de um grupo filiado a um partido contra o qual militou por décadas, o PT. Nesse caminho, nada mais pesou do que um pedido de ACM Neto. O prefeito de Salvador queria que Fernando retirasse a própria candidatura e apoiasse o tucano Augusto Castro. Soou traição.

Era julho, às vésperas da convenção do DEM itabunense. A “surpresa” no encontro em Salvador foi acompanhada de outra “peça”: Augusto também estava ali, na sala. O gosto amargo da traição tomava a boca do então pré-candidato a prefeito pelo DEM. Palavras impublicáveis teriam sido ditas à época.

O presidente do DEM baiano, José Carlos Aleluia, assistiu a tudo, em silêncio. O amargor só fez aumentar. Era traição dupla. Fernando, como se sabe, não aceitou o pedido de Neto. E, pelo menos publicamente, sobrou para Augusto, a quem restou cuidar dos próprios hematomas.

O PRÓXIMO PASSO

Puxado por Maria Alice Pereira e o empresário Rafael Moreira, Fernando começou a namorar, politicamente, petistas. Começou com Josias Gomes e Lula Viana em diálogos em que eram sorvidos goles de café e chocolate em restaurantes e no Centro de Convenções de Ilhéus, onde ocorria mais uma edição do Festival do Chocolate e Cacau de Ilhéus e, à noite, Djavan se apresentaria para mais um show memorável em que, claro, cantava amores – e desilusões, também.

A conversa evoluiu rapidamente nos bastidores. Fernando já dialogava com Rui Costa. “Foi empatia à primeira vista”, disse um importante assessor do governador ao PIMENTA ao final de uma visita que Rui fazia à obra da nova ponte do Pontal, em Ilhéus, na quarta-feira (28).

Fernando exibe uma gravata "vermelho PT" || Foto Ed Ferreira

Fernando e a gravata “vermelho PT” || Foto Ed Ferreira

Momentos antes, Fernando Gomes reunia sua trupe para participar da recepção de prefeitos a Rui em Ilhéus. Estava vestido a caráter. E à vontade. A gravata chamava atenção. Não pelo modelo, mas pela cor, como pode ser visto nas fotos do experiente Ed Ferreira.

Então, prefeito, está na base mesmo? – pergunta repórter deste blog.

– Estou. Mas não é apoiando partido. Estou com o governador – ressalva, descontraído.

Ao contrário de boa parte dos seus assessores, Fernando mostra se sentir bem no novo aconchego. E é paparicado. Rui irá à festa de aniversário do prefeito, nesta sexta (30). “Tá confirmado, ele vai participar”, festejava Fernando. Ou “Cuma”. A comilança regada a política será no endereço do aniversariante. 78 anos.

Fernando está alegre, também, por outros fatores. Tem recebido apoio do governo em quase tudo que solicita. Por último, confirmou que o Estado concluirá as obras do Teatro e do Centro de Convenções. Rui ratificou o compromisso ontem (28). Só falta o prefeito enviar o novo projeto executivo da obra. A conclusão deve demandar algo como R$ 22 milhões.

“CORRERIA”, OBRAS E SUL DA BAHIA

Ainda na visita, Fernando olhava para o traçado da ponte, enquanto conversava. O repórter pergunta sobre a relação dele com o governador e o desempenho de Rui. O prefeito itabunense mostra admiração pelo jeito (do) petista. E crava, olhando para as primeiras colunas da ponte estaiada:

– Se entregar essa obra e sair a estrada, será o maior governo da história para o sul da Bahia. Antes dele, quem fez? Teve Lomanto Júnior, com aquela ponte ali – diz, apontando para a Ponte Lomanto Júnior, mais conhecida como Ilhéus-Pontal.

E a conversa avança. Ele sempre deixando claro a sua empatia pelo governador, e fazendo duas, três ressalvas de que “não existe mais partido” depois da Lava Jato.

E, novamente, repete:

– Estou com o governador. Não tem esse negócio de partido. Tem mais partido com essa Lava Jato? Não tem mais.

O deputado federal Paulo Magalhães (PSD), amigo e um dos avalistas da campanha fernandista em 2016, aproxima-se e aproveita para “discordar”, no estilo não é bem assim:

– Tem o PSD… – completa.

A propósito, e apesar dos embates com Neto, Fernando ainda continua filiado ao DEM, assim como Maria Alice Pereira, que ontem também se destacava na multidão com um vestido, como se diz, “vermelho PT”.

AGUENTA O TRANCO, BRASIL!

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walmirWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

 

Mas não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE.

 

A partir da tarde desta terça-feira (6), mais uma vez, o Brasil terá posto a prova a vida das instituições democráticas, com o julgamento das contas de campanha da chapa Dilma-Temer, referentes à eleição presidencial de 2014, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado, ainda imprevisível para nós mortais, por certo será objeto de muitas lutas no judiciário.

Seja qual for o placar, a decisão será questionada no próprio TSE e, posteriormente, no Supremo Tribunal Federal (STF), encarregado das questões constitucionais. Nessas idas e vindas processuais, advogados, representantes do Ministério Público Federal e magistrados (ministros) dessas cortes ainda terão muito o que decidir.

E a cada movimento processual uma imensa torcida (pró e contra) também fará manifestações – seja nos bastidores dos poderes ou nas ruas, no sentido de mobilizar o país. Pelo que temos visto (espantados, é claro), os interessados diretos nessa briga lutam apenas pela sobrevivência política, no sentido de se manterem encastelados no poder.

O Brasil como Nação pouco importa para a maioria esmagadora deles, que tem meios e artifícios para ficar na “crista da onda”, seja qual o resultado. PT, PSDB, DEM, ou que sigla sobreviver, contará com a pronta adesão dos políticos, sempre dispostos a fazer um enorme sacrifício pela governabilidade, conforme dizem nos meios de comunicação.

Esse tal de espírito altruísta tão em voga nesses momentos nem sempre se encontra à disposição no dia a dia da vida política brasileira, na qual costuma prevalecer o interesse financeiro individual. Não fosse a “teimosia” de membros do Ministério Público, da Polícia Federal e de alguns juízes, os que hoje habitam, ou estão prestes a serem conduzidos às prisões, estariam fazendo discursos patrióticos para brasileiro ver.

O julgamento do TSE tem a finalidade de descobrir se a chapa Dilma-Temer usou de meios ilícitos para vencer a eleição, como movimentar a campanha com dinheiro escuso, resultado de propina solapada de instituições públicas. Mais do que ferir a lei eleitoral, sem a observância dos trâmites legais de doações, as “ricas ajudas” eram feitas com recursos resultantes de corrupção.

Para os simples mortais, a quem interessa o julgamento da chapa Dilma-Temer, cuja primeira mandatária já se encontra fora do poder, por conta de um processo de impeachment? É que agora, além da possibilidade de manter Dilma inelegível (o que o Senado não o fez), o julgamento poderá condenar o seu companheiro de chapa, Michel Temer, afastando-o do poder.

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Não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE.

Mas não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE. Nesse julgamento pode acontecer de tudo, inclusive nada, embora provas não faltem para tanto, amealhadas durante a Operação Lava Jato.

Questões objetivas e subjetivas são levantadas constantemente pelos vários grupos interessados e com as teses mais distintas, como se o roubo não fosse roubo só pela inteligência e elucubrações dos senhores juristas. Questões mais escabrosas ainda serão levantadas nas chamadas preliminares, com a intenção de fazer parar o processo, sem qualquer julgamento.

Enquanto os interessados em se manter no poder continuam guerreando nos mais altos tribunais, nós, do Brasil de verdade, simplesmente esperamos que o Brasil nos dê mais uma demonstração de que as nossas instituições são realmente democráticas. Esperamos que a economia continue dando com vida própria, confirmando que existe uma população que depende do trabalho para sobreviver.

E é justamente essa parcela da população que sofre com as indefinições que afetam a economia, pois não tem como se defender dos constantes aumentos de preços, principalmente nos supermercados. Esperamos que os nossos magistrados julguem com independência e rapidez necessária; que nossos parlamentares legislem com a consciência de Nação; e que o Executivo (seja quem for) continue tocando a máquina governamental com segurança e transparência.

Afinal, é assim que um grande país funciona no regime democrático, mesmo que um ministro peça vistas ao processo, o que não irá arrefecer os ânimos dos sofridos brasileiros.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

A ESTRATÉGIA DE ACM NETO PARA 2018

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Neto traça estratégias para 2018.

Neto traça estratégias para 2018.

Uma viagem do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), esta quinta-feira, a Vitória da Conquista, inaugura uma série de visitas de “caráter cirúrgico” a municípios estratégicos do interior dentro de um plano que sua articulação política preparou tendo em vista a sucessão estadual de 2018, segundo o Política Livre.

Neto deve ir a muitas outras cidades sempre, no entanto, sob o carimbo de agenda administrativa para não caracterizar desde já que está em campanha para suceder o governador Rui Costa (PT). A iniciativa se junta a algumas outras com o mesmo objetivo.

Estão, entre elas, cita o site “a decisão do prefeito de reservar um espaço na agenda para receber, em Salvador, prefeitos e vereadores do interior, além de montar um grupo de trabalho com o objetivo de discutir os problemas do Estado, com participação de gente tanto de fora quanto de dentro do governo”.

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