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2 de abril de 2020 | 12:30 am

CIENTISTAS BAIANOS CRIAM ARMADILHA ELÉTRICA PARA COMBATER MOSQUITOS

Equipe criou armadilha elétrica para combater mosquitos
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Uma equipe de cientistas baianos trabalha com uma solução tecnológica no combate aos mosquitos, uma armadilha elétrica sustentável, principalmente em tempos de zika, dengue e chikungunya. A novidade é que o protótipo, feito em impressão 3D com composição plástica biodegradável, funciona por meio de um sistema solar, que reduz o uso de energia elétrica e pode ser utilizado em qualquer lugar atingido com a infestação de mosquitos.

“Nossa armadilha apresenta um design inédito, ao mesmo tempo decorativo e eficaz. Com amplitude de atração de 360 graus, tanto na vertical e horizontal, além de um duplo mecanismo de atração, um sonoro e outro por iluminação pulsada, os mosquitos ficam presos ao entrar e lá dentro desidratam e morrem”, explicou um dos responsáveis pela invenção, Arthur Ribeiro, estudante de engenharia elétrica do Instituto Federal da Bahia (Ifba), da cidade de Paulo Afonso.

SEM AGREDIR MEIO AMBIENTE

Ele se uniu a outros estudantes – Ana Clara, Thaís Caires e Fábio Filho, orientados pelo professor Weber Miranda, e tiveram a inspiração para criar o projeto durante um programa de fomento do Instituto. “Nosso orientador mostrou um protótipo da ideia e formamos uma equipe para desenvolvê-la. Fomos aprovados no Edital do Hotel de Projetos e estamos nessa pesquisa desde então”, disse o estudante.

As três principais estratégias de combate aos mosquitos, atualmente, são os inseticidas, repelentes e as armadilhas. “Queremos combater as doenças que são transmitidas através dos insetos sem agredir o meio ambiente ou a saúde das pessoas, sem necessidade de produtos químicos. Soluções como inseticidas podem causar efeitos como náuseas, dores de cabeça e alergias, então a armadilha sustentável pode ser a melhor solução para atender a diversas populações”, destacou.

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PESQUISADORA BAIANA É PREMIADA EM LONDRES POR TESE DE DOUTORADO SOBRE DENGUE NA GRAVIDEZ

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A pesquisadora Enny Paixão, premiada em Londres, Inglaterra

“Ter dengue durante a gestação aumenta o risco de óbitos fetais e maternos”, afirma a pesquisadora Enny Paixão, que desenvolveu sua tese de doutorado para investigar os riscos ocasionados pela doença ao longo da gravidez. O projeto, que tomou como base os dados do Ministério da Saúde, permite conhecer os principais indicadores de riscos e visa alertar a população, além de servir de base para a criação de políticas adequadas para minimizar esses riscos.

O doutorado foi realizado sob a orientação da professora Laura Rodrigues, uma das parceiras do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), sediado no Parque Tecnológico da Bahia, espaço administrado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Segundo a pesquisadora, o estudo só foi possível de ser concebido devido às grandes bases de dados que viabilizou estudar eventos raros, como por exemplo o óbito fetal. “Conhecer fatores de risco durante a gravidez é importante para alertar a população a buscar novos meios de prevenção”, ponderou.

Enny conta que investigar os fatores de risco da doença entre este público alvo já era um desejo antigo de todo o grupo de pesquisa com o qual ela trabalha. “O empecilho era que para realizar esses estudos precisaríamos de amostras grandes que só seriam possíveis utilizando dados administrativos e técnicas de vinculação probabilística de dados”, afirmou.

Ao tornar o estudo viável, a pesquisadora constatou que mulheres grávidas que contraem a dengue possuem mais riscos de ir à óbito, assim como de também perder o bebê. “Esse risco é ainda maior entre as mulheres que tiveram a forma grave da doença, como a dengue hemorrágica”, ressaltou.

A pesquisa foi concluída em 2019 e recebeu o prêmio de melhor tese da London School of Hygiene and Tropical Medicine no The Bradford-Hill Prize. “Agora estou iniciando outros projetos ainda utilizando dados administrativos”, disse Enny. A tese recebeu apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Saúde que cedeu os dados para a investigação dos indicadores de risco.

11 CIDADES DO SUL DA BAHIA PODEM TER SURTO DE DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA

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Itabuna e outros 10 municípios podem enfrentar surto de dengue

Dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Saúde indicam que pelos menos 11 cidades do sul da Bahia correm sério risco de enfrentar surto das doenças dengue, zika e chikungunya. O PIMENTA verificou que são localidades com índices de infestação do Aedes aegypti  que variam de 4,3% a 10,7%, considerandos preocupantes pelas autoridades de saúde.

O primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2019 indica que a pior situação no sul da Bahia foi verificada em Ibicaraí. Lá, de cada 100 imóveis visitados pelos agentes de combate às endemias, 10,7 estavam infestados com larvas do mosquito transmissor das três doenças.

O levantamento apontou altos índices de criadouros do mosquito e situação preocupante também nas cidades de Barro Preto (5,1%), Coaraci (5%), Floresta Azul (5%), Gongogi (7,7%), Ilhéus (10%), Itabuna (8,3%), Itororó (4,3%), Mascote (4,4%), Santa Luzia (5,7%) e Uruçuca (5,5%).

Entre as cidades com bons resultados estão Almadina (zero), Camacan (0,3%), Dário Meira (0,5%), Itaju do Colônia (0,9%), Pau Brasil (0,4%) e Una (0,8%). Para o Ministério da Saúde, índice de infestação predial inferior a 1% é considerado satisfatório. Os dados, aos quais o PIMENTA teve acesso, mostram que cerca de 30 cidades do sul da Bahia estão em situação de alerta, com índices variando de 1% a 3,9%.

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ITABUNA E ILHÉUS CORREM RISCO DE SURTO DE DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA, DIZ MINISTÉRIO DA SAÚDE

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Itabuna e Ilhéus correm risco de epidemia de dengue zika e chikungunya

O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta sexta-feira (8), mostra que dezenas de municípios baianos correm sério risco de enfrentar um surto de dengue, zika e chikungunya. De acordo com o Ministério da Saúde, a situação é muito preocupante em localidades como Itabuna (13,1%) e Ilhéus (11,6%).
Em Itabuna, de cada 100 imóveis pesquisados, pelo menos 13 estão com larvas do mosquito Aedes aegypti. Em Ilhéus, a situação é parecida. Foram encontrados criadouros em 11 de cada 100 imóveis visitados pelos agentes de combate a endemias. O risco de surto  de dengue, zika e chikungunya é muito alto também em Buerarema (9,1%), Ibicaraí (10,2%) e Itapé (8,1%).
Há risco de surto ainda em Camacan, Itapintaga, Jussari, Canavieiras, Itajuípe e Mascote. Nessas localidades, os índices de infestação de larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya variam de 4,9% a 7,1%. O município com o maior índice infestação no país é baiano. Em Itiúba, de cada 100 imóveis pesquisados, 28,6% estão com criadouros.
Os dados do Ministério da Saúde mostraram ainda que 1.153 (22%) municípios em todo o país apresentaram alto índice de infestação do Aedes aegypti. Além das cidades em situação de risco, o levantamento identificou 2.069 localidades em alerta, com o índice de infestação predial (IIP) entre 1% a 3,9% e 1.711 municípios com índices satisfatórios, inferiores a 1%.

MOSQUITO AEDES AEGYPTI PROVOCA EPIDEMIA DE TRÊS DOENÇAS EM COARACI

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Mosquito Aedes aegypti faz estrago em Coaraci || Foto Portal Mix

Se morar numa cidade com altos índices de dengue, zika e chikungunya é algo que ninguém quer, imagine, então, no  município da Bahia que passa por uma epidemia simultânea dessas três doenças, classificadas como arboviroses por serem transmitidas por insetos – neste caso, o temido mosquito Aedes aegypti.

Esse é o drama dos 19 mil moradores de Coaraci, no sul da Bahia, e a manicure Maria Augusta Silva Sales, 26 anos, conhece bem. “Três pessoas da minha família – um sobrinho, uma tia e um cunhado – tiveram dengue e foi um sufoco. Tenho muito medo de pegar também, e busco tomar cuidados para não deixar água acumulada”, disse.

Coaraci aparece no relatório anual de arboviroses da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) como a única cidade baiana que o coeficiente de incidência de arboviroses foi maior ou igual a 100 casos por 100 mil habitantes em 2017.

“Dessa forma, o município de Coaraci apresenta uma tríplice epidemia, considerando parâmetro do Ministério da Saúde”, afirma a Sesab no relatório divulgado na semana passada.

Em 2017, o município notificou 20 casos suspeitos de zika, 75 de Dengue e 26 de chikungunya. No ano anterior, foi pior: 191 notificações de zika, 200 de dengue e 18 de chikungunya, atendidos no Hospital Geral de Coaraci, de baixa complexidade. A unidade possui 100 leitos. Leia mais no Correio  24 hs.

ITABUNA TEM 23,3% DOS IMÓVEIS INFESTADOS PELO AEDES AEGYPTI

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Aedes aegypti é o transmissor da zika, dengue e chikungunya (Foto Fiocruz).

Aedes aegypti é o transmissor da zika, dengue e chikungunya (Foto Fiocruz).

Lísias Miranda, secretária de Saúde de Itabuna.

Lísias Miranda, secretária de Saúde de Itabuna.

O índice de imóveis infestados por larvas do Aedes aegypti praticamente não caiu em Itabuna nos últimos dois meses. Agora em abril, a Secretaria de Saúde detectou que 23,3% deles tinham larvas do mosquito que transmite dengue, zika e chikunguya. Significa que, a cada grupo de 100 imóveis visitados, 23 estavam infestados pelo mosquito. Em fevereiro, eram 24 (24,1%).

A baixíssima queda fez reacender o sinal de alerta. A secretária de Saúde de Itabuna, Lísias São Mateus, pede “que a comunidade continue vigilante em relação aos cuidados” contra o mosquito.

Cuidados essenciais são aqueles para não manter água parada nem reservatórios destampados. Pneus, cascas de ovos, vasos de plantas e garrafas, por exemplo, pode se tornar criadouros do mosquito, se houver água parada neles.

Para se ter uma ideia, o índice registrado agora em abril é mais de 22 vezes superior ao aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A organização considera que o percentual satisfatório de infestação de larvas é menos que 1%. Ou seja, Itabuna continua muito longe do ideal.

EM ITABUNA, 29,8% DOS DOMICÍLIOS TÊM FOCOS DO AEDES AEGYPTI

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Mosquito conseguiu infestar com larvas mais de 29% dos lares itabunenses.

Mosquito conseguiu infestar com larvas mais de 29% dos lares itabunenses.

Pouco tempo depois do itabunense conviver com uma epidemia de dengue, zika e chikungunya, um levantamento rápido identificou que 29,8% dos domicílios no município têm focos do mosquito que transmite as doenças. Larvas do Aedes aegypti foram encontradas em tanques, baldes e bacias, principalmente, segundo o secretário de Saúde de Itabuna, Paulo Bicalho.

O percentual equivale a dizer que praticamente três de cada grupo de dez casas estão infestadas por larvas do mosquito. O percentual admitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é menos de 1%. Ou seja, o município tem índice 29 vezes superior ao aceitável.

Bicalho credita o recorde histórico registrado no município à falta d´água. Devido à forte estiagem, os itabunenses foram forçados a acumular água o máximo que podia, seja em tanques, baldes ou bacias, principalmente em dias chuvosos. Porém, esqueceram do principal: cobrir os reservatórios e vasilhames para evitar que o mosquito usasse esta mesma água para se propagar.

– Infelizmente tivemos condições que favoreceram a renovação dos criadouros do mosquito em praticamente toda a cidade. Isto contribuiu para aumentar o índice de infestação, o que nos preocupa bastante – disse Bicalho.

APROVADA MP QUE PREVÊ MEDIDAS CONTRA DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA

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aedes a 2Tentando retomar a normalidade dos trabalhos, a Câmara dos Deputados aprovou hoje (18) a Medida Provisória 712/15, que trata de medidas de combate ao Zika vírus, à dengue e à febre chikungunya. O plenário da Câmara não votava nada desde o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Casa, no dia 5 de maio.

A proposta, que segue agora para o Senado, autoriza a entrada de autoridades em imóveis públicos e privados considerados foco de mosquitos transmissores das doenças. A medida será aplicada nos casos de imóveis em situação de abandono, na ausência de pessoa que possa permitir o acesso após duas visitas comunicadas dentro do intervalo de dez dias e nos casos de recusa, negativa ou impedimento de acesso do agente público ao imóvel.

O texto estabelece o sábado como dia de realização de atividades de limpeza dos imóveis, a necessidade de campanhas educativas, em especial às gestantes, de orientação à população e também cria o Programa Nacional de Apoio ao Combate às Doenças Transmitidas pelo Aedes aegypti (Pronaedes), de modo a financiar projetos com recursos de doações dedutíveis do Imposto de Renda. Da Agência Brasil

HOSPITAL PEDE SOCORRO EM IBICARAÍ

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Prefeito pediu ajuda à Sesab, mas resposta foi negativa (Foto Marcos Japu).

Prefeito pediu ajuda à Sesab, mas resposta foi negativa (Foto Marcos Japu).

Com dificuldades financeiras, o Hospital Arlete Maron, de Ibicaraí, terá que reduzir os atendimentos. A expectativa é do prefeito Lenildo Santana (PT), que na segunda-feira (4) foi até Salvador para pedir ajuda ao Governo do Estado, na tentativa de evitar o colapso da unidade de saúde.

Segundo Lenildo, a dificuldade de atender os pacientes se acentuou com o avanço dos casos de zika, dengue e chikungunya no município de 24 mil habitantes. O prefeito alega que o hospital não tem recebido o suporte necessário da Secretaria de Saúde do Estado.

Lenildo pediu a intervenção do secretário de Relações Intitucionais, Josias Gomes, junto à Sesab, mas a resposta foi desanimadora. Ao site Bahia Notícias, o prefeito declarou que a Sesab disse não ter condições de oferecer ajuda no momento.

De acordo com o gestor de Ibicaraí, o Hospital Arlete Magalhães tem uma despesa mensal de R$ 120 mil e acumula dívidas no valor de R$ 250 mil. A unidade, segundo Lenildo, atende cerca de 300 pessoas por dia.

AEDES DÁ FOLGA E QG REDUZ EXPEDIENTE

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QG passará a funcionar das 7 às 19 horas (Foto Pimenta).

QG passará a funcionar das 7 às 19 horas (Foto Pimenta).

O chamado QG de Combate ao Mosquito, que cuida de pessoas infectadas pelo Aedes aegypti, já atendeu cerca de 23 mil pessoas desde que foi instalado em Itabuna, no dia 18 de fevereiro. Nos primeiros dias, a unidade, que funciona na Avenida Cinquentenário, vivia lotada de pacientes com zika, dengue e chikungunya, mas felizmente o movimento começou a cair nas últimas duas semanas.

Diante da boa notícia de que o mosquito caiu de produção, a Secretaria Municipal da Saúde resolveu mudar o regime de funcionamento do QG. Em vez de ficar aberto 24 horas por dia e 7 dias por semana, a unidade passará a atender somente das 7 às 19 horas. A mudança vale a partir de sexta-feira, dia 1º.

O QG tem uma equipe de 120 profissionais, que inclui médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem.  Voluntários de igrejas, escolas e estudantes da área de saúde contribuem com a unidade e no auxílio aos pacientes.

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