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27 de outubro de 2020 | 09:18 pm

RENDA DOS NEGROS NÃO CHEGA A 60% DA DOS BRANCOS

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desigualdadeVinícius Lisboa | Agência Brasil
De 2003 a 2013, a renda da população preta e parda cresceu 51,4%, enquanto a da população branca aumentou 27,8%, divulgou hoje (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, a renda dos negros ainda corresponde a apenas 57,4% da dos brancos, percentual maior que os 48,4% de 2003. Nesse período, a renda média geral da pesquisa subiu 29,6%.
Enquanto a população de cor branca teve rendimento médio de R$ 2.396,74 em 2013, a população preta e parda recebeu em média R$ 1.374,79 por mês. O valor médio para toda a população das seis regiões metropolitanas pesquisadas no ano passado foi de R$ 1.929,03. Para a técnica da Coordenação de Emprego e Renda do IBGE, Adriana Araújo Beringuy, que apresentou a pesquisa, a retrospectiva dos 11 anos da Pesquisa Mensal do Emprego mostra que houve ganhos importantes para grupos historicamente mais vulneráveis:
“De fato melhorias têm ocorrido, mas a diferença ainda é muito importante. A melhoria pode ser atribuida a questões como escolaridade da população como um todo que vem aumentando, permitindo que as pessoas obtenham empregos com maiores rendimentos, assim como também ao aumento do poder aquisitivo da população, que gera um aumento de vagas no comércio, por exemplo”, explicou.
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BRASIL: DESIGUALDADE NO SANEAMENTO IMPRESSIONA RELATORA ESPECIAL DA ONU

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Ana Cristina Campos | Agência Brasil

Após dez dias de visita ao Brasil, a relatora especial das Nações Unidas sobre Água e Saneamento, Catarina de Albuquerque, apresentou hoje suas conclusões preliminares e as recomendações iniciais ao governo brasileiro sobre as condições sanitárias do país. A relatora disse que ficou chocada com as desigualdades regionais no acesso ao saneamento básico, sendo a Região Norte a mais afetada.

“Vi muitos contrastes. Há regiões com nível de primeiro mundo, como os estados de São Paulo e do Rio, com cidades com taxa de tratamento de esgoto superior a 93%, e vi outras regiões, como Belém, em que essa taxa é 7,7%, e Macapá, 5,5%. São diferenças assustadoras. Também vi diferenças entre ricos e pobres. O que uma pessoa rica paga pela água e pelo esgoto não é significativo, mas, para uma pessoa pobre, essa conta é muito alta”, disse a relatora.

Catarina se reuniu com representantes do governo e de organizações internacionais, da sociedade civil e com membros de comunidades em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Fortaleza e Belém. Em suas visitas, a relatora deu atenção especial aos moradores de favelas, de assentamentos informais e de áreas rurais, incluindo aquelas afetadas pela seca.

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MINISTRA DIZ QUE BRASIL "DIVIDE O BOLO" PELA PRIMEIRA VEZ

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mirian-belchiorDa Agência Brasil
Pela primeira vez na história, o Brasil cresce reduzindo as desigualdades, disse hoje (ontem), 29, a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior. “Pela primeira vez, a gente divide o bolo ao mesmo tempo em que está crescendo. A América Latina está fazendo esse movimento e tem sido olhada por todos os lugares do mundo”, declarou Miriam Belchior, ao falar sobre a conjuntura econômica do país durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, realizado até amanhã (30) em Brasília.
Para ilustrar que houve redução da desigualdade ao lado do crescimento econômico, a ministra fez uma apresentação destacando a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas do país) per capita, que passou de R$ 16,5 mil a R$ 21,3 mil entre 2001 e 2011. Belchior fez um paralelo com a evolução no mesmo período do Índice de Gini, que caiu de 0,553 para 0,500. O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda e quanto mais próximo de 1 maior a concentração. Por isso, quanto mais reduzido o indicador, mais favorável o cenário. Os dados apresentados pela ministra são do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).
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CORPOS À VENDA

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Meninas de 14

Duas menores de 14 e 16 anos à espera de clientes para programa, no viaduto Paulo Souto (trevo das BRs 415 e 101). Elas se prostituem por R$ 5,00 ou R$ 10,00, o programa. O que ganham é usado para sustentar o vício do uso do crack. O flagrante é do repórter Oziel Aragão, do Xilindroweb.

DESIGUALDADE AUMENTOU NA BA, DIZ ESTUDO

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A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) acaba de publicar um estudo anual sobre o desenvolvimento dos municípios brasileiros. O Pimenta analisou os números. Eis a conclusão: nada de notícia boa para a Bahia. O estado apresentou o pior desempenho no comparativo de 2005 e 2006 quando o assunto é desenvolvimento.

A Bahia obteve 0,6183 pontos em 2005 e, um ano depois, caiu para 0,5925 – queda de 4,2%. A avaliação leva em conta dados apurados de três áreas (Emprego&Renda, Educação e Saúde). O estado caiu de 18º para 22º em desenvolvimento, segundo o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, o IFDM.

Dos 500 municípios com os menores percentuais de desenvolvimento, 188 são da Bahia. E quando considerados os 100 piores, a Bahia aumentou de 27 para 34 o número de municípios (34% deles).

O trabalho vai alimentar discussões em período de pré-campanha eleitoral. 2005 e 2006 foram, justamente, os dois últimos anos do segundo mandato de governador baiano do democrata Paulo Souto. Neste período, aumentaram as desigualdades no quarto maior estado brasileiro.

Para completar, o estudo apresenta Santa Luzia com IFDM 0,2928, numa escola de 0 a 1. Quem apresenta o melhor índice de desenvolvimento é São Caetano (SP), com 0,9524 pontos. O estudo completo pode ser acessado na página da Firjan (www.firjan.org.br).

ILHÉUS E ITABUNA

Quando o assunto é desenvolvimento, Itabuna praticamente patinou no comparativo de 2005 e 2006, quando saiu de 0,6216 para 0,6122. Por aqui, a desigualdade aumento 1,5%. Nada que se compare à situação de Ilhéus, que apresentou queda de 10%. O município mais populoso do sul da Bahia obteve 0,6832 pontos em 2005 e 0,6151 no ano posterior.

DESTAQUES POSITIVOS

Na região sul da Bahia, os destaques em melhora foram Barra do Rocha – que saiu de 0,3450 para 0,4359 pontos ( salto de 26,3%), e Itapebi, salto de 0,4090 para 0,5118 pontos no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal. Itapebi apresentou evolução de 25,2%.

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