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6 de junho de 2020 | 04:38 pm

O SEGUNDO GOVERNO DILMA: AJUSTES (DES)NECESSÁRIOS?

Tempo de leitura: 2 minutos

Gabriel Nascimento UnBGabriel Nascimento

só teremos que engolir uma Kátia Abreu no Ministério da Agricultura e uma equipe econômica conservadora (inclusive anunciando abertura de capital da Caixa Econômica Federal), porque a bancada de esquerda dentro da bancada do governo diminuiu.

Está claro para os mais de 54 milhões de eleitores de Dilma na última eleição que ela ganhou por causa do voto popular, alinhado sempre ao clamor da militância. O PSDB causa tanto medo quanto desconforto que, uma possível eleição de Aécio foi enxergada muitas vezes como a ruína das conquistas dos últimos dez anos de governos trabalhistas.
Porém, ao que parece, Dilma iniciou seus ajustes de mudança ministerial com mãos de ferro. Na equipe econômica, acariciou o mercado. Na agricultura, alisou o agronegócio. Acaba de destacar os nomes de importantes ministérios, como é o caso da Educação para Cid Gomes e a pasta dos Esportes para George Hilton.
Essas indicações causaram muito desconforto aos eleitores que nunca foram indecisos sobre voto na presidenta. Em parte porque o eleitor não elege um presidente, mas consigo uma pauta que o eleitor deseja ver cumprida. Na contrapartida, as escolhas da presidenta são altamente políticas.
O desejo contingente da presidenta se estabelece entre a tentativa de acalmar o coro fisiologista na bancada governista no congresso. Liderado pelo PMDB, esse coro agora será comprado por 5 ministérios. O mesmo se deu com a variedade de partidos atendidos com ministérios. Essa é uma prova de que as escolhas quiseram cobrir qualquer tentativa do congresso em desestabilizar o segundo mandato da presidenta.
Uma coisa é certa: só teremos que engolir uma Kátia Abreu no Ministério da Agricultura e uma equipe econômica conservadora (inclusive anunciando abertura de capital da Caixa Econômica Federal), porque a bancada de esquerda dentro da bancada do governo diminuiu.
A Dilma do segundo mandato é aquela que pisa em ovos, que ganhou por causa da militância tradicional, mas a que vai governar se o congresso permitir. É uma encruzilhada necessária numa democracia em que as alianças colocadas são para garantir governabilidade e não recondução. Um governo de coalizão é resultado da disputa na correlação de forças, em que a bancada do governo no congresso segue dirigida pelo PMDB.
Gabriel Nascimento é professor, mestrando em Linguística Aplicada pela UnB, presidente da APG Ieda Delgado-UnB e vice-presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos.

DILMA FICA NA BAHIA ATÉ SEGUNDA

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Dilma descansa em praia de Salvador (Foto AE/Arquivo).

Dilma descansa em praia de Salvador (Foto AE/Arquivo).

A presidente Dilma Rousseff desembarcou ontem em Salvador e deve ficar na Base Naval de Aratu, na Praia de Inema, até a próxima segunda (29). O local tem sido o escolhido pela presidente para descanso desde a sua posse.
A dirigente retorna à capital do País para, também, anunciar os titulares de vinte ministérios. Na última terça, à noite, Dilma divulgou relação com 13 novos ministros, dentre eles o governador da Bahia, Jaques Wagner, que comandará o Ministério da Defesa e atuará na coordenação política do governo.

WAGNER ATUARÁ NA COORDENAÇÃO POLÍTICA E NO MINISTÉRIO DA DEFESA EM GOVERNO DILMA

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Wagner deixará o governo baiano para assumir Ministério da Defesa (Foto Roberto Stucket Filho).

Wagner deixará o governo baiano para assumir Ministério da Defesa (Foto Roberto Stuckert Filho).

A presidenta Dilma Rousseff anunciou, há pouco, o nome de 13 ministros que farão parte da equipe do segundo mandato. Todos os novos integrantes do primeiro escalão do governo devem assumir oficialmente suas funções no dia da posse da presidenta, marcada para as 15h do dia 1º de janeiro.
Aldo Rebelo deixa o Ministério do Esporte, no qual coordenou as ações do governo durante a Copa do Mundo, para assumir a pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação. Desde o governo Lula, o deputado assumiu a presidência da Câmara, foi ministro da Coordenação Política e líder do governo e do PCdoB na Câmara.
Jaques Wagner, atual governador da Bahia, será o novo ministro da Defesa no lugar de Celso Amorim. O petista foi eleito deputado federal três vezes e ocupou cargos do primeiro escalão no governo Lula, como o comando do Ministério do Trabalho e Emprego, antes de Ricardo Berzoini, atual titular da pasta de Relações Institucionais. Wagner foi eleito governador em 2006.
Na Educação, foi confirmado o nome de Cid Gomes, atual governador do Ceará. Gomes obteve o primeiro mandato eletivo em 1990 como deputado estadual. Seis anos depois, foi eleito prefeito de Sobral e reeleito para mais um mandato. Em 2006 chegou ao governo do estado, eleito no primeiro turno. O cearense foi responsável pela coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo turno da eleição presidencial.
Pelo menos seis peemedebistas foram confirmados no comando de pastas do segundo mandato do governo Dilma. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) assumirá o Ministério de Minas e Energia. O engenheiro vai substituir o também peemedebista Edison Lobão, que comanda a pasta desde o início do governo Dilma.

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MARINA E O GOVERNO DILMA

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marco wense1Marco Wense

Marina seria o contraponto da oposição raivosa, que não respeita as regras do jogo democrático, que arquiteta um “terceiro turno”, que defende o retorno dos militares.

Quem tem crédito para criticar uma eventual “direitização” do governo Dilma é a ala do Partido dos Trabalhadores oxigenada pela ideologia como base da luta política.
Não é fácil para esse segmento do PT, defensor da agricultura familiar e da reforma agrária, aceitar uma Kátia Abreu como ministra da Agricultura e um Joaquim Levy como titular da Fazenda.
O governo assume o risco de perder o apoio de uma importante parcela do petismo, sem dúvida a mais fiel e aguerrida, como a do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o MST.
Kátia Abreu é uma inconteste liderança dos agropecuaristas e pessoa de inteira confiança dos grandes latifundiários. Presidiu a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, que representa 27 federações estaduais, 2.142 sindicatos rurais e mais de um milhão de produtores sindicalizados.
Em relação a Joaquim Levy, a ala esquerdista do PT diz que é “símbolo do neoliberalismo”, que é isso e aquilo, que é pupilo de Armínio Fraga, e usa até o argumento de que o economista teria votado em Aécio Neves.
A troça do senador Aécio de que “Levy na Fazenda é como se um grande quadro da CIA fosse comandar a KGB” foi considerada infeliz, descabida e inoportuna até pelos tucanos.
A chacota do mineirinho, cada vez mais adepto do “quanto pior, melhor”, do circo pegando fogo, não foi digerida nem pelo próprio Levy, de quem Aécio se diz amigo de priscas eras. Mui amigo.
A presidente Dilma Rousseff tem o apoio incondicional do PT transigente, que faz concessões, defensor da composição de forças como requisito indispensável para governar. A tal da governabilidade.
Quando questionada sobre Joaquim Levy e Kátia Abreu, a ambientalista Marina Silva prefere a saída da diplomacia e, diplomaticamente, sai pela tangente.
A postura de Marina seria outra se sua posição fosse de neutralidade no segundo turno presidencial. Teria mais autoridade, mais legitimidade para contestar medidas conservadoras e a “direitização” do governo.
O apoio de Marina ao candidato Aécio Neves (PSDB) tirou dela a condição de líder de uma oposição respeitada, diferente da que esquece que a presidente Dilma foi democraticamente e constitucionalmente reeleita.
Marina seria o contraponto da oposição raivosa, que não respeita as regras do jogo democrático, que arquiteta um “terceiro turno”, que defende o retorno dos militares. Uma oposição inspirada no golpismo lacerdista: Se ganhar, não toma posse. Se tomar posse, não governa.
Marina Silva deixou de ser a protagonista do oposicionismo para ser a coadjuvante. Deixou de ser presidenciável para ser a vice de Aécio na sucessão de 2018.
ruy-machadoVANE E O LEGISLATIVO
Não existe o “tanto faz” na política. Tudo indica que o preferido do prefeito Claudevane Leite para a presidência da Câmara de Vereadores é Ruy Machado (PTB).
Nos corredores do Centro Administrativo, o comentário é de que a eleição de Ruy é o primeiro passo para enfraquecer o PCdoB. O atual presidente, o comunista Aldenes Meira, é candidato a um segundo mandato.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

BICO QUEBRADIÇO

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marco wense1Marco Wense

A diferença do lamaçal petista para o tucano é na impunidade.  Os larápios petistas foram julgados e condenados. Os gatunos tucanos sequer foram a julgamento. Continuam livres e soltos.

“Como brasileiro, sinto vergonha”, diz o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o escândalo da Petrobras. Que coisa, hein! O FHC indignado com a corrupção. Vai terminar virando uma figura folclórica.
O cartel das empreiteiras assalta os cofres da Petrobras há pelo menos 15 anos, desde que a empresa era comandada por Henri Philippe Reichstul, nomeado pelo então presidente FHC para o cobiçado cargo.
Esse Henri causou prejuízos bilionários trocando ativos da estatal com a espanhola Repsol. Ficou conhecido por tentar privatizar a Petrobras. Chegou até a propor a mudança do nome Petrobras para Petrobrax.
Durante o reinado de FHC, Paulo Roberto Costa, réu no processo que investiga o desvio de bilhões de reais na estatal, foi gerente de Produção e Exploração (1995), diretor da Gaspetro (1997) e diretor geral.
Na era FHC, os réus viravam vítimas com o bolso cheio, os delegados eram afastados e os juízes removidos. Alguém se lembra de um mangangão preso no governo FHC ou de alguma devolução de dinheiro?
E os mensalões? O Ministério Público Federal considerou o mensalão do PSDB como o embrião do mensalão do PT. Tem algum mangangão tucano preso? Nem manganguinho.
A diferença do lamaçal petista para o tucano é na impunidade.  Os larápios petistas foram julgados e condenados. Os gatunos tucanos sequer foram a julgamento. Continuam livres e soltos.
O combate à corrupção no governo Dilma Rousseff alcançou as esferas dos corruptores. A Lava Jato vai terminar fortalecendo a presidente, que quer tudo apurado, doa a quem doer.
Alguns jornalistas, defensores do “terceiro turno”, escrevem que a prisão de gente graúda se deve a instituições que funcionam com independência, citando o Ministério Público, Polícia Federal, Congresso Nacional e o STF.
Ora, ora, por que essas instituições não tiveram o mesmo procedimento no governo FHC? Não eram independentes? Agiam de acordo com os interesses do Executivo, do mandatário-mor de plantão?
A reeleita presidente Dilma Vana Rousseff tem razão quando diz que a Operação Lava Jato vai “mudar para sempre as relações entre a sociedade brasileira, o Estado e as empresas privadas”.
O lado cômico do escândalo da Petrobras é FHC se dizendo envergonhado com a corrupção. Das duas, uma: ou tomou alguma pancada na cabeça ou sofre de “memorinite”.
Ao admirar exageradamente a sua própria imagem, sua paixão por si mesmo, o príncipe da privataria tucana esquece que tem telhado de vidro e bico quebradiço.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

BANDA PODRE

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marco wense1Marco Wense

Como não bastasse a turma das mãos sujas, o Parlamento corre o risco de ser presidido por Eduardo Cunha, líder do PMDB. O deputado carioca tem mais de 50 processos contra veículos de comunicação e jornalistas.

A bancada mais numerosa da próxima legislatura, superando a do PT, PMDB e PSDB, respectivamente com 70, 66 e 54 parlamentares, é a dos reeleitos com problemas na justiça.
Os 73 deputados federais respondem a 150 inquéritos e várias ações penais: corrupção, formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, sonegação fiscal e crime contra a Lei de Licitações.
Como são “representantes” do povo e “respeitados” homens públicos, a previsão é de que não aconteça nada com nenhum deles. O nada aí é cadeia, ficar atrás das grades, literalmente presos.
Como não bastasse a turma das mãos sujas, o Parlamento corre o risco de ser presidido por Eduardo Cunha, líder do PMDB. O deputado carioca tem mais de 50 processos contra veículos de comunicação e jornalistas.
Se Cunha fosse do PT, os jornalões e a revista Veja estariam cobrando da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) uma posição firme em relação ao pretendente.
E por falar na ABI, ela sumiu. Escafedeu-se. Qualquer semelhança com a União Nacional dos Estudantes, a ex-atuante UNE, é fato.
marina-versus-dilmaMARINA VERSUS DILMA
Marina Silva anda dizendo, se referindo a sua ex-rival na disputa pelo Palácio do Planalto, que “a realidade desmantela o marketing eleitoral da presidente Dilma”.
A declaração da ambientalista foi provocada pela elevação da taxa básica de juros de 11% para 11,25 pelo Banco Central.
Marina não tem crédito para falar de mudança de comportamento. Como pré-candidata fazia uma defesa implacável da “nova política”. Quando virou candidata, mudou. Subiu até no palanque da família Bornhausen, lá em Santa Catarina.
Dizia que a polarização entre o PT e o PSDB era nociva à democracia, que nunca apoiaria nem o petismo e, muito menos, o tucanato. Terminou apoiando Aécio Neves no segundo turno.
O próximo passo de Marina é retomar a coleta de assinaturas para legalizar a Rede Sustentabilidade. Ninguém sabe se para ser candidata ou vice de Aécio na sucessão de 2018.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

DILMA, O PT E A OPOSIÇÃO

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marco wense1Marco Wense

Cabe ao PT a tarefa de bombeiro, e não de incendiário. Apagar o fogo com água e não com gasolina como querem alguns aloprados. Qualquer provocação é de uma burrice inominável.

Quando um petista se queixa das dificuldades que cercam a presidente Dilma Rousseff, eu tento acalmá-lo dizendo que é assim mesmo, que faz parte do jogo político.
Dependendo do “paciente”, recomendo até um chá de paquetá, feito com capim santo, limão, água de flor e açúcar. Nada de sal ou qualquer outro ingrediente.
Enfrento a crescente lamúria com um forte e consistente argumento: seria pior, muito pior, se Dilma fosse derrotada. Aí, nem tico, nem taco, como diz o ditado popular.
A oposição, deixando de fora os imbecis que uivam por uma interferência militar ou pelo “fora Dilma”, faz o seu papel. Tem legitimidade e todo o direito de se opor, reclamar e espernear.
Quem não deve criar problemas para o governo Dilma é o PT, sob pena de virar o principal aliado do oposicionismo. Tem que ajudar na construção do diálogo com os diversos segmentos da sociedade e, principalmente, com o Congresso Nacional.
A discussão sobre a candidatura de Lula em 2018 é intempestiva, só faz oxigenar o radicalismo de uma oposição ainda atônita e inconformada com a derrota.
Cabe ao PT a tarefa de bombeiro, e não de incendiário. Apagar o fogo com água e não com gasolina como querem alguns aloprados. Qualquer provocação é de uma burrice inominável.
Tudo que o tucanato deseja é que o Partido dos Trabalhadores e suas lideranças caiam na sua armadilha, na arapuca do “quanto pior, melhor”.
É bom lembrar que Lula desceu do palanque assim que soube da vitória de Dilma. O Lula agora é outro. É o Lulinha paz e amor.
Do outro lado, um Aécio Neves apelando até para o demônio, dizendo que “o diabo se envergonharia da campanha do PT”. Xô, satanás! Sangue de Cristo tem poder.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

OS FATORES QUE RECONDUZIRAM DILMA À PRESIDÊNCIA

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Rosivaldo PinheiroRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br
 

A reeleição da presidenta Dilma se deve tanto ao reconhecimento das ações positivas das políticas públicas de inclusão social, de certificação das regiões Norte e Nordeste por sua inserção de forma mais dinâmica ao processo de desenvolvimento brasileiro e outra série de ações.

 
 
As eleições deste ano trouxeram à luz discussões sobre diversos temas que carecem de uma melhor análise, dentre eles o pensamento de que a grande mídia detinha o controle absoluto da verdade. Esse domínio foi posto em xeque pelas redes sociais, que intervinham quase instantaneamente à medida que as notícias eram divulgadas pelos grandes veículos de comunicação, expondo novas versões do retratado, especialmente quando a “informação” tinha a clara intenção de interferir no processo eleitoral. Esses veículos são o que chamo de “mídia organizada em prol eleitoral”.
Nesse contexto, a reeleição da presidenta Dilma se deve tanto ao reconhecimento das ações positivas das políticas públicas de inclusão social, de certificação das regiões Norte e Nordeste por sua inserção de forma mais dinâmica ao processo de desenvolvimento brasileiro e outra série de ações, quanto aos olhos e ouvidos atentos da sociedade, que desconstruiu, em momentos cruciais da campanha, a “mídia organizada em prol eleitoral”, pela plataforma mais democrática da atualidade, a internet.
Com relação ao reconhecimento das regiões Norte e Nordeste, essa lógica, até o fim da década de 1990, acontecia de forma superficial: esporádica e descontinuada, com vistas quase sempre a gerar mercados de consumo para as regiões Sul e Sudeste, já que estas contaram, ao longo dos séculos, com o apoio direto do Estado brasileiro para atingirem um melhor grau de avanço econômico. Desta forma, obtinham vantagens em relação às demais regiões do Brasil.

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QUE OS SENHORES DESÇAM DO PALANQUE

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marco wense1Marco Wense

A vontade popular não pode ser ameaçada pelos que uivam por ditadura.

Antes de comentar o artigo de hoje, devo dizer que fui criticado por leitores contrários à minha declaração de voto na reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Faço também um devido, oportuno e necessário esclarecimento: não sou da imprensa. Apenas um modesto e esforçado colaborador do Diário Bahia e do Blog PIMENTA.
Respeito quem acha que jornalista que escreve sobre política não deve dizer que vai votar em fulano ou sicrano, sob pena de perda de credibilidade.
Tenho outra opinião: prefiro o jornalista que tem lado, que defende sua posição com firmeza, sem tapeação e, principalmente, sem o deplorável e nojento puxa-saquismo.
Voltando ao comentário, confesso que cheguei a rascunhar sobre o que diria em uma eventual vitória de Aécio Neves (PSDB), já que o tucano, com mais de 70% das urnas apuradas, estava com cinco pontos percentuais na frente de Dilma.
Resolvi escrever um parágrafo – que seria o primeiro do artigo – que servisse tanto para Aécio como para Dilma, era só tirar do texto o nome do perdedor. Segue abaixo, literalmente.
“A eleição acabou. A vitória maior é da democracia, em que pese um processo eleitoral mais agressivo do que propositivo. Agora é descer do palanque e torcer para que (Aécio ou Dilma) faça um bom governo”.
Ledo engano. O palanque continua armado. Não querem aceitar o incontestável resultado das urnas. Apostam na instabilidade política e na desarrumação institucional. São adeptos do quanto pior, melhor.
O que se espera de todos é responsabilidade, respeito aos Poderes da República, ao Estado democrático de direito, ao povo brasileiro e a nossa Constituição.
Que os senhores desçam do palanque. Não há mais espaço para os golpistas de plantão. A vontade popular não pode ser ameaçada pelos que uivam por ditadura.
Dilma Rousseff foi democraticamente reeleita. Ponto final.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

SARNEY CONFESSA VOTO EM AÉCIO E DIZ QUE FOI POR "GRATIDÃO AO TANCREDO"

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Gratidão? Sarney cravou voto em Aécio no segundo turno, apesar de apoio a Dilma.

Gratidão? Sarney cravou voto em Aécio no segundo turno, apesar de apoio a Dilma.

Flagrado votando em Aécio Neves (PSDB) na corrida ao Palácio do Planalto, o ex-presidente José Sarney, senador pelo Amapá, confessou o que já estava claro em matéria de uma retransmissora da Rede Globo no Norte do país.
Sarney explicou a traição à presidente Dilma Rousseff (PT), a quem apoiou.
De acordo com a coluna Radar, assinada por Lauro Jardim, o senador e ex-presidente do Congresso disse ter cravado voto em Aécio por “gratidão” ao avô do tucano.
Na década de 80, Sarney assumiu a presidência da República, após Tancredo Neves falecer, vítima de complicações de saúde.

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