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5 de abril de 2020 | 04:34 pm

CAMPANHA ESTIMULA DOAÇÃO DE LEITE MATERNO

Tempo de leitura: 3 minutos

Doação de leite materno é estimulada || Foto Valter Campanato/Agência Brasil

O Ministério da Saúde, em parceria com a Rede Global de Bancos de Leite Humano e o Programa Iberoamericano de Bancos de Leite Humano, lançou nesta sexta (18), em São Paulo, a campanha nacional Doe Leite Materno, Ajude quem Espera por Você.
O objetivo é incentivar mães que amamentam a serem doadoras, ajudando a ampliar o volume de leite humano coletado e distribuído a recém-nascidos prematuros e de baixo peso. Com o leite materno, o bebê fica protegido de infecções e diarreias, além de se desenvolver melhor, diminuindo o tempo de internação.
A iniciativa celebra o Dia Mundial de Doação de Leite Humano, a ser comemorado neste sábado (19). A madrinha da campanha é a atriz Sheron Menezzes.
“Estaremos com a campanha na mídia até o mês que vem, mas essa é uma campanha para durar o ano inteiro e até mais. As crianças nascem, as mães amamentam, e é muito provável que, no início, haja uma sobra de leite. A mãe pode ter muito mais leite do que o filho precisa. Estamos trabalhando com essa visão, a de compartilhar e salvar vidas. Temos cerca de 330 mil crianças que nascem prematuramente no brasil, por ano, e com necessidade de leite e a mãe, às vezes, ainda não tem leite para amamentar”, disse o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.
“Temos que ampliar isso [a doação de leite materno], porque salva vidas, protege os recém-nascidos e, principalmente, os que nascem prematuramente”, ressaltou Occhi, no lançamento do programa.
Segundo o ministro, qualquer quantidade doada aos bancos de leite é válida. “Qualquer miligrama é importante. Se vocês entrarem no site do Ministério da Saúde, vão encontrar os locais de coleta em todo o Brasil. Qualquer mulher que esteja amamentando pode tirar seu leite em um frasco e levá-lo para doar. Guarde na geladeira ou no freezer e leve para o local de coleta, que isso será muito bem-vindo”, disse o ministro. Dependendo do tamanho do bebê prematuro, 1 ml de leite humano pode ser suficiente para nutri-lo.
O leite materno coletado nos bancos passa por controle de qualidade antes de ser distribuído, de acordo com o Ministério da Saúde.
Entre os anos de 2009 e 2017, o Banco de Leite Humano do Brasil já beneficiou dois milhões de recém-nascidos. No ano passado, o volume coletado em todo o país atingiu 212 mil litros, beneficiando 198 mil bebês prematuros. Apesar disso, o número de doações no país ainda é baixo em relação à demanda, atingindo, aproximadamente, 60% do público a que se destina.

Hospital de Itabuna mantém banco de leite materno

DOAÇÕES
Para ser doadora de leite materno, a mãe precisa ser saudável, estar amamentando, produzindo leite em excesso e não fazer uso de nenhum medicamento que impeça a doação. No sul da Bahia, a doadora pode entrar em contato com o Banco de Aleitamento Materno do Hospital Manoel Novaes. O telefone para contato é o 73 3214.4346.
Para doar, basta que a mãe compareça a um banco de leite, onde vai receber as orientações necessárias. As interessadas devem preencher um cadastro e apresentar exames laboratoriais de sorologia realizados nos últimos seis meses. Alguns bancos oferecem serviços de busca em domicílio e kits [como gorros, máscaras e frascos de armazenamento] para garantir a qualidade do alimento doado. Redação com Agência Brasil.

CAMPANHA ESTIMULA DOAÇÃO DE LEITE MATERNO PARA BEBÊS PREMATUROS

Tempo de leitura: 3 minutos
Mãe retira leite para doação a prematuros (Foto Marcos Santos/USP).

Mãe retira leite para doação a prematuros (Foto Marcos Santos/USP).

O Ministério da Saúde lançou nesta quarta (20) a Campanha Nacional de Doação de Leite Materno, que visa a aumentar as doações principalmente para bebês prematuros. O tema deste ano é “Seja doadora de leite materno e faça a diferença na vida de muitas crianças”.

A campanha foi lançada em comemoração ao Dia Mundial de Doação de Leite Humano, celebrado ontem (19). O objetivo é aumentar o número de novas doadoras voluntárias e o volume de leite materno coletado e distribuído para recém-nascidos, especialmente prematuros de baixo peso internados em unidades de saúde. Atualmente, o volume de leite materno coletado representa de 55% a 60% da real demanda no país.

“Nossa meta é que a gente consiga ampliar em 15% a doação de leite humano voltado prioritariamente para bebês prematuros. Um litro de leite humano vai auxiliar dez bebês prematuros. É fundamental que todas possam fazer parte dessa história”, destacou a ministra interina da Saúde, Ana Paula Soter.

Dados do Ministério indicam que, de janeiro a dezembro de 2014, foram coletados em todo o Brasil 184 mil litros de leite materno, beneficiando 178 mil recém-nascidos. Ao todo, 164 mil mulheres doaram leite neste período. De 2008 até 2014, aumentou em 11% no volume de coletas de leite materno no país.

“Hoje em dia, felizmente, as pessoas já têm noção da importância do leite materno”, avaliou o coordenador da Área de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, Paulo Bonilha. Ele lembrou que a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e o aleitamento complementar até os 2 anos ou mais.

Números apresentados pelo ministério mostram que o consumo de leite materno é capaz de reduzir a mortalidade infantil (crianças menores de 5 anos) em até 13%. No Brasil, 67,7% das crianças mamam na primeira hora de vida e a duração média do aleitamento materno exclusivo é 54 dias. Além disso, 41% dos menores de 6 meses tiveram alimentação exclusivamente por leite materno.

A rede brasileira conta com 215 bancos de leite e 98 postos de coleta. Atualmente, todos os estados têm pelo menos um banco de leite. O Distrito Federal é a única unidade federativa que consegue ter suficiência de leite humano para todos os prematuros.

Danielle Oliveira, 30 anos, é mãe de João Vitor, prematuro que nasceu após 26 semanas de gestação pesando menos de 1 quilo. Apesar das dificuldades enfrentadas no dia a dia, ela retira leite para dar ao filho, ainda internado, e também para doar aos demais bebês prematuros que precisam do alimento.

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