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9 de agosto de 2020 | 02:52 am

O EXEMPLO DE GENEROSIDADE SOCIAL QUE VEM DA PADARIA

Pães são doados a quem precisa em padaria no Conceição, em Itabuna
Tempo de leitura: 3 minutos

Mas não percamos a esperança em mudanças positivas, pois mesmo sabendo que elas não virão com abundância e de pronto, poderão chegar aos poucos.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Na semana passada, em meio à avalanche de más notícias que baixa nossa imunidade social, uma subvertia a ordem das demais e se tornou um bom exemplo para ser lembrado e divulgado com a generosidade que merecia. Simples, mas eficaz, a Padaria Santa Fé, no bairro Conceição, em Itabuna, colocou pães em sacos plásticos numa prateleira exterior com a seguinte informação: “Se acabou seu dinheiro e está sem trabalhar, favor pegar um desses pacotes de pães!”

Uma medida simples, porém eficaz para prestar a solidariedade aos que não têm como abastecer sua casa de alimentos. A generosidade chega em forma de pão, um dos alimentos mais antigos e significativos na vida de qualquer pessoa, com várias passagens na Bíblia Sagrada, a exemplo do milagre da multiplicação dos pães, realizado por Jesus Cristo para alimentar seus seguidores.

O pão – de maneira geral – é o primeiro alimento que qualquer pessoa tem nas primeiras horas da manhã para se alimentar e estar pronto para enfrentar o trabalho. Sem ele, a barriga chora e o cérebro humano não consegue se desvencilhar dos constantes apelos da necessidade de satisfazer a fome. Que digam melhor os que já passaram por essa necessidade…

E esse gesto de generosidade dos proprietários da Padaria Santa Fé chega na forma material, espiritual, e reciprocidade. Material, por matar a fome momentânea de quem não se encontra com poder aquisitivo para adquiri-lo, por ter perdido o emprego, exercer seu trabalho individual ou outros malefícios causados pelo Coronavírus; espiritual, por representar um ato de vontade em ajudar o próximo, nesses tempos de individualismo.

E o terceiro – de reciprocidade –, por dar de volta à comunidade em que está inserida há mais de 80 anos e que sustenta o seu negócio na relação comerciante-consumidor por toda uma vida. A simples e nem tão onerosa ação do advogado e comerciante José Roberto (Tinho) Vilas-Boas e sua família deverá servir de exemplo à sociedade para que atos como esse se multipliquem em benefício dos necessitados.

O gesto de Tinho, poderia ficar restrito ao benfeitor e os beneficiários não fosse a curiosidade do jornalista Domingos Matos, morador do bairro e cliente da padaria em publicar a notícia do site O Trombone. O fato correu o mundo pela internet com a mesma rapidez que o Coronavírus na forma do Covid-19, apenas com os interesses divergentes: enquanto o vírus prejudica, mata, o gesto de Tinho alimenta o corpo e a alma.

E de fato não ficou restrito à padaria, pois outros clientes também começaram a dividir o gesto de nobreza, adquirindo outros produtos como o leite, biscoitos, dentre outros para complementar o café dos que necessitavam. E essa corrente de doação se transformou campanha – mesmo pequena – que conseguiu alcançar a sua finalidade, doando aos necessitados, sem alardes, filas para chamar a atenção, sem releases para ressaltar a “bondade” do político que usa o dinheiro público como se fosse seu.

Pelo que me recordo, a Padaria Santa Fé – com seus mais de 80 anos de fundada e funcionando no mesmo local – não é apenas uma dessas empresas em que não se conhece o dono, às vezes morador em outro país. Pelo contrário, desde os tempos em que Florisvaldo Vilas-Boas fundou a padaria colocou seus filhos para trabalhar, integrando-os à comunidade do bairro Conceição, que até hoje fazem parte.

Em conversa com o irmão Romário Brito Vasconcelos – participante ativo do trabalho missionário espírita –, tomo conhecimento que nas campanhas realizadas em benefício dos mais carentes, as doações são provenientes das camadas sociais mais baixas, financeiramente falando. Durante as campanhas – segundo a experiência de Romário – é muito mais produtivo bater à porta do mais humilde, que divide com quem precisa.

Mas não percamos a esperança em mudanças positivas, pois mesmo sabendo que elas não virão com abundância e de pronto, poderão chegar aos poucos, dependendo apenas das campanhas sociais que poderão ser realizadas. Nesse caso, a parábola de que “é mais fácil um camelo passar pelo fundo (buraco) de uma agulha do que um rico entrar no reino do céu”, poderá ser aplicada com segurança.

Walmir Rosário é advogado, radialista e jornalista.

PAREM DE PEDIR O FORTALECIMENTO DA CEPLAC

Tempo de leitura: 2 minutos

domingos matosDomingos Matos | D´O Trombone

 

A Ceplac quer estar na GigaSul. “Ah, mas precisa de concurso!”. Precisa, claro. Mas para implantar a Nova Ceplac, jamais para “fortalecer” a atual. Fazer mais e melhor, com menos estrutura.

 

É batata. Toda autoridade que por aqui chega ou mesmo aquelas que daqui não saem, na falta do que dizer sobre a Ceplac, ou pedem ou prometem o seu fortalecimento.

Por favor, parem!

A Ceplac, também conhecida como a Velha Senhora da Cacauicultura, já foi muito forte, em sua mocidade.

Naquela época, não faltou quem dela tirasse pedaços, vantagens e sua seiva. Muitos até dos que hoje falam em pedir seu “fortalecimento”.

Hoje, sessentona, ela não quer essas migalhas traduzidas nas tais promessas de vitaminas e sais minerais dos políticos sem criatividade e sem informações.

Sim, sem informações. Porque, se ao menos consultassem seus assessores, se os tivessem bons e antenados, evitariam falar essa grande bobagem. Mesmo quando ‘orientados’ por alguns ceplaqueanos, a “velharia” erra. Simplemente porque pergunta sobre a Ceplac à “velharia” da Ceplac.

A Ceplac está discutindo a pós-modernidade. Trabalho em redes digitais, a partir de conceitos de tecnologia, inovação e comunicação.

A Ceplac quer estar na GigaSul. “Ah, mas precisa de concurso!”. Precisa, claro. Mas para implantar a Nova Ceplac, jamais para “fortalecer” a atual. Fazer mais e melhor, com menos estrutura.

Sair da lógica da assistência técnica de porteira em porteira. Em tempos de diárias minguadas, combustíveis escassos, pessoas obsoletas…

Discute, por exemplo, fazer ciência por demanda, não por vontade do clubinho.

O paradoxo máximo será a cara da própria Ceplac, expert em contradições: ela vai se modernizar quando o Brasil, enquanto nação, se atira num buraco negro do atraso, levado por um governo totalmente analógico, desde os conceitos até as pessoas. Mas, que seja. Até porque, esse processo não é tão novo, embora dele a Velha Ceplac nada fale. No coments. O bom é manter o status quo.

O importante é que vai se (pós)modernizar para, aí sim, se fortalecer, na medida de sua capacidade e da necessidade de sua missão.

Portanto, político, antes de prometer “lutar” pelo fortalecimento da Ceplac, que tal saber da Ceplac o que a própria está projetando? Atente, porém, para a recomendação: saber sobre o que ela está projetando não é o mesmo de saber o que alguns dela estejam querendo.

Esses, infelizmente, acham que “fortalecer” a Ceplac lhes garantirá um elixir da eternidade. Ou, um suprimento eterno de viagra.

Sinto dizer, mas a discussão da Ceplac hoje é outra, tios. Vocês, ó. Nadavê.

Domingos Matos é editor d´O Trombone

SINDICATO E PATRÕES NEGOCIAM E EVITAM GREVE – MAS ESSA NÃO É MAIS A REGRA

Tempo de leitura: 3 minutos

Domingos Matos2Domingos Matos | Chocolate com Política

O verdadeiro sindicalismo precisa frear a ação dos oportunistas. Tenho uma amiga, a professora aposentada Neusa Perlira, que sempre comete uma máxima interessantíssima: “pobre vive de oportunidade”.

Itabuna viveu um dia de apreensão. A notícia de que o transporte coletivo entraria em greve a partir da zero hora dessa sexta-feira ganhou contornos ainda mais dramáticos a partir do que a população via na TV: caos na grandes cidades do país, devido à onda de greve dos rodoviários. Mas, agora à noite, foi noticiada suspensão do movimento paredista, o que nos garantirá um fim de semana mais tranquilo.
O fato concreto é que, por aqui, o Sindicato dos Rodoviários e os patrões negociaram e chegou-se a um acordo, segundo a notícia do Pimenta. Tudo muito bom, tudo como sempre foi: de um lado, uma categoria, do outro, o patrão. Às vezes, um negociador isento, no meio. Era assim que resolviam-se os impasses.
Era. Porque essa imagem, em tempos de concentração para a #Copa das Copas, de repente se alterou: eis que agora aparece a figura do “sindicato dissidente”, entidade fantasma que adora bagunçar o baba. Funciona assim: os sindicatos legítimos negociam a pauta, aprovam – ou não – as propostas e contrapropostas em assembleias, homologam os acordos. Tudo como manda a lei natural das coisas e a própria legislação vigente. Tudo isso acompanhado por técnicos, pelo Ministério Público do Trabalho e baseado em planilhas aceitas como corretas.
Mas tudo vai por água abaixo quando entram os dissidentes. Que nada mais são do que oportunistas travestidos de lideranças, que lançam ao vento um percentual de reajuste salarial muito além da realidade e enfeitiçam as categorias com a promessa de um “aumento de verdade”, em contraposição ao negociado pela categoria, através de seus representantes sindicais.
Puro engodo: querem tumultuar o ambiente, servem – geralmente – aos que alegam, por intenções variadas, que a #Copa das Copas não será boa para o Brasil. Daí, se sobrar um aumentinho, ainda se fortalecem para a próxima eleição sindical.
São movimentos oportunistas, cujas intenções podem representar a mais simples e objetiva apropriação da “Lei de Gérson” até interesses maiores, visando as eleições de outubro. Vi em em rede nacional, em pelo menos um noticiário da Globo: enquanto um “líder dissidente” dizia que a greve era por causa da Copa, para aproveitar o momento, um motorista dizia que sequer sabia porque estava parando de trabalhar…
Tudo isso deveria provocar reações do sindicalismo sério desse país. Aquele que ajudou a sermos o que somos hoje, um país que busca garantir os direitos do trabalhador, do mais simples peão que exige um equipamento adequado para cortar cana até um embaixador que negcia na OIT para ampliar os direitos de quem trabalha e constrói nações inteiras.
Só que esse não é o primeiro sinal de alerta para o sindicalismo. A própria difusão de milhares de sindicatos genéricos pelo país afora já indicava, há coisa de 10 anos, que seria necessária uma resposta à altura, dada pela verdadeira representação dos trabalhadores. O que, infelizmente, não ocorreu.

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AÇÃO POLÍTICA E GESTÃO PÚBLICA – OU 'HABEMUS CACAO!'

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Domingos Matos2Domingos Matos | matos.domingos@gmail.com

Os produtores queimam cacau hoje, em protesto contra a importação do produto da África, porque os nossos armazéns estão abarrotados. O que temos de amêndoas aqui dá – de sobra – para atender a planta moageira instalada no país. Isso é autossuficiência.

No dia em que o presidente da Venezuela Hugo Chavez fez a viagem, e o mundo viu a população em peso nas ruas chorando sua morte, poucas horas antes, em Ilhéus, um protesto contra a importação de cacau pelas indústrias moageiras instaladas no Brasil também chamou a atenção do país.
O leitor deve estar se perguntando o que teria a ver El Comandante com o protesto em Ilhéus. Muita coisa, diria. Uma, importantíssima: os dois fatos – o luto dos venezuelanos e o luxo de se queimar cacau na rua – derivam de uma ação política.
Da parte de Chavez, sabemos que sua popularidade veio da execução de um projeto (social) que fez com que o país auferisse ganhos econômicos e sociais bastante expressivos.  No sul da Bahia, o fato – repito – luxuoso de se queimar cacau em praça pública também só é possível porque houve, antes disso, um projeto, gestado, implantado e gerido a partir de uma ação política, visando um resultado que beneficiasse toda a sociedade.
Esse projeto foi parido dentro da Ceplac, divulgado com antecedência, e hoje permite que a região possa dizer que já não precisa de cacau importado. Falo aqui do projeto “Autossuficiência com Sustentabilidade”, oficializado no Dia Internacional do Cacau, no auditório da Ceplac, mas que foi apresentado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima em janeiro de 2012 pelo superintendente da Ceplac/Bahia, Juvenal Maynart, em conjunto com o chefe do Centro de Pesquisas do Cacau, Adonias de Castro.
Lembremos que dias antes da oficialização, a Ceplac voltava, vitoriosa, de sua participação na conferência da ONU para a sustentabilidade, a Rio+20, onde o cacau da Bahia foi inserido no documento oficial do governo brasileiro para as Nações Unidas como uma das premissas para a sustentabilidade, capaz de contribuir para a diminuição da fome e das desigualdades no país (o cacau cabruca foi consignado como a nona das 10 premissas do MAPA para uma agricultura sustentável).
Pois bem. A safra de 2012 na Bahia bateu 154 mil toneladas – segundo consultoria independente – e a desse ano tem previsão de ultrapassar as 160 mil toneladas. Ora, os produtores queimam cacau hoje, em protesto contra a importação do produto da África, porque os nossos armazéns estão abarrotados. O que temos de amêndoas aqui dá – de sobra – para atender a planta moageira instalada no país. Isso é autossuficiência. E essa autossuficiência foi prevista como uma ação política, direcionada para a sociedade regional.

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TVI BARRA BLOGUEIROS E TIRA PROGRAMA DO AR

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Amâncio Barbosa: lista de vetos é extensa.

Blogueiros convidados do programa Fórum de Debates foram barrados pela direção da TVItabuna, ontem. A atração apresentada pelo jornalista Ederivaldo Benedito iria ao ar às 10h, mas acabou cancelada.

Os blogueiros João Matheus Feitosa (Políticos do Sul da Bahia) e Domingos Matos (d´O Trombone e editor do jornal Agora) iriam comentar sobre a imprensa e perspectivas para 2011.

O diretor-geral da TV Itabuna, José Amâncio Barbosa Filho, cancelou o programa e disse, textualmente, ao apresentador Ederivaldo Benedito: “não quero blogueiro na minha televisão”.

Tanto João Matheus quanto Domingos Matos foram convidados pela emissora para participar do programa e seriam entrevistadores do novo presidente da Câmara de Vereadores Itabuna, Ruy Machado. Como o vereador desistiu de ir ao Fórum de Debates, os blogueiros e o apresentador falariam sobre imprensa e cenários político e econômico para este ano.

O diretor da emissora não voltou atrás nem quando argumentado que um dos convidados, Domingos Matos, não era apenas blogueiro, mas também editor do jornal Agora. “Não”, respondeu Barbosa.

A zanga de José Amâncio Barbosa Filho com blogueiros vem desde o tempo em que foram denunciadas irregularidades trabalhistas na emissora de televisão e na rádio Nacional de Itabuna, ambas administradas pelo publicitário e jornalista.

A lista de barrados ou proibidos de dar as caras na emissora vai de blogueiros a deputados, prefeitos e secretários municipais. No caso dos políticos, a proibição tem a ver com o departamento financeiro da emissora. “Fica difícil praticar jornalismo ali”, afirma um estagiário.

Um dos casos mais rumorosos da emissora aconteceu no segundo semestre do ano passado. A apresentadora do programa Hoje em Foco , Viviane Carvalho, entrevistava o coordenador de programas sociais em Itabuna, Márcio Abreu,  e Barbosa tirou a emissora do ar, só retornando quando o entrevistado deixou a emissora.

Abreu comentava os resultados do Minha Casa, Minha Vida em Itabuna e saiu do ar porque era um representante do governo municipal. “Não houve quem conseguisse demover Barbosinha da ação que depõe contra a própria emissora”. Outro episódio foi a proibição de entrevistar a ialorixá Mãe Wanda (relembre aqui), que se encontrava no estúdio da emissora.

Dos mais conhecidos em Itabuna e proibidos de aparecer na emissora estão o prefeito Capitão Azevedo (DEM), o vice-prefeito e ex-secretário Antônio Vieira, o jornalista Ramiro Aquino e o deputado federal Geraldo Simões. O veto do diretor se estende a todo o secretariado municipal, segundo a equipe.

Os jornalistas e apresentadores da emissora, no entanto, são proibidos de divulgar notícias negativas contra a Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) e a Construtora Marquise, que opera a coleta de lixo no município, por serem anunciantes da empresa.

Sobre o episódio de ontem, o PIMENTA não conseguiu falar com os blogueiros Domingos Matos e João Matheus, mas Domingos comentou em seu blog que não entende “a ojeriza de Barbosa a blogueiros”. Também assinala que o diretor da emissora foi descortês:

– Temos em mãos comunicado oficial da TVI, em papel timbrado, nos convidando para o programa e descrevendo a sua dinâmica.

O blogueiro João Matheus disse ter desistido de ir à TV quando o apresentador informou da desistência de Ruy Machado e não sabia que seria barrado. Ele ainda não sabia da ordem para barrar blogueiros.

Atualizado às 22h45min

CAIXA QUER VENDER CASAS A JORNALISTAS SINDICALIZADOS. MAS SINDICATO NÃO SINDICALIZA JORNALISTAS

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Domingos Matos |  matos.domingos@gmail.com
Interessante a notícia que recebo no email, oriunda da assessoria de imprensa da prefeitura de Itabuna. Em letras destacadas em negrito, o título anuncia que “Profissionais de imprensa e comerciários terão acesso a Programa Habitacional”.
Maravilha, penso. Lendo com mais cuidado, porém, descubro que o “convênio assinado na tarde da última sexta-feira (30) entre Prefeitura de Itabuna, Caixa Econômica Federal (CEF), e a FM Construtora está assegurando o acesso de jornalistas e radialistas sindicalizados ao Programa de Financiamento Habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. (grifo meu).
Ou seja, não é pra qualquer um jornalista. Tem que ser sindicalizado – nem é bom perguntar o que eles têm para blogueiro, visto que nosso Trombone tem classificação ‘livre’. Mas vamos nos ater ao caso dos jornalistas e radialistas “tradicionais”. Melhor, vamos ficar apenas com o caso dos jornalistas, uma vez que identifico maior facilidade para os companheiros do microfone na seara em que quero meter o bedelho.

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