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26 de setembro de 2020 | 02:31 am

BN/SÉCULUS: AZEVEDO TEM 26,47%; AUGUSTO, 20,27%; MANGABEIRA, 10,22%; E GERALDO 8,04%

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Sem incluir o nome do prefeito Fernando Gomes, que anunciou pré-candidatura apenas depois do início do levantamento, a pesquisa Bahia Notícias/Séculus mostrou empate técnico na disputa eleitoral em Itabuna. A consulta com 599 eleitores, feita nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, mostra Capitão Azevedo (PL) com 26,47%, Augusto Castro (PSD) com 20,27%, Dr. Mangabeira (PDT) com 10,22% e Geraldo Simões (PT) com 8,04%.

O segundo pelotão traz Dr. Isaac (Avante) com 3,18%, Guinho (Cidadania) e Som Gomes (Republicanos) com 2,68% cada um, Vane do Renascer (PROS) com 2,18%, Charliane Sousa (MDB) com 1,34%, Professor Max (PSOL) com 1,17% e Júnior Brandão (Rede) com 0,84%. Não souberam responder 10,22% dos consultados. Não escolheria nenhuma das opções 9,88% e não opinou 0,84%.

Segundo a Séculus, na perspectiva espontânea, quando não são apresentadas opções aos entrevistados, 12 nomes apareceram. Capitão Azevedo (25,13%), seguido pelo ex-deputado Augusto Castro (17,25%). Em terceiro lugar, Dr. Mangabeira (8,54%), empatado com Geraldo Simões (7,87%).

Também são citados Som Gomes (3,85), Guinho (2,01%), Isaac (1,68%), Charliane (1,34%), Fernando (0,50%), Nengo e Duda, com 0,34% cada. Os demais entrevistados responderam nenhum (14,57%) e não sabe (13,74%). Outros 1,68% não opinou.

REJEIÇÃO

O levantamento também avaliou o índice de rejeição dos pré-candidatos em um cenário estimulado. Dentre os quatro com maiores intenção de votos, o de menor rejeição é Augusto Castro (3,02%). Seguido por Geraldo Simões (8,88%), Capitão Azevedo (9,21%) e Dr. Mangabeira (11,06%).

Os demais nomes obtiveram os seguintes resultados: Vane do Renascer (11,06%),Som Gomes (7,54%), Charliane Souza (6,20%), Professor Max (3,52%), Guinho (3,35%), Dr. Isaac Nery (2,01%) e Júnior Brandão (1,01%). Outros 16,75% jamais votariam em nenhum, assim como 13,90% não souberam responder e 2,51% não opinaram.

A pesquisa BN/Séculus ouviu 599 eleitores nos dias 31 e 1 de setembro e tem margem de erro estimada em 3,5 pontos percentuais. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BA-00235/2020.

FERNANDO DIZ QUE MANGABEIRA É “DOIDO” E PAULO MAGALHÃES ESTÁ “BRIGANDO COM TODO MUNDO”

Fernando ligou a metralhadora contra Dr. Mangabeira e o ex-aliado Paulo Magalhães
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O prefeito Fernando Gomes chamou de “doido” o pré-candidato a prefeito pelo PDT, Dr. Mangabeira, durante entrevista que concedeu ao Ponto de Vista, apresentado por Rosivaldo Pinheiro na Rádio Nacional. O apresentador questionou Fernando sobre o processo movido pelo PDT para que Mangabeira, segundo colocado na disputa em 2016, assuma a Prefeitura em seu lugar, já que Fernando teve os direitos políticos suspensos por três anos.

– Eu não respondo a doido. Esse processo [de suspensão dos direitos políticos por 3 anos] nem chegou a mim – disse Fernando em referência a Mangabeira.

A entrevista abordou temas espinhosos. Nela, Fernando chamou o vereador Babá Cearense (PSL) de “analfabeto” por ter acionado o Ministério Público Estadual (MP-BA) para exigir piso tátil na calçada da Beira-Rio e disse que a vereadora Charliane Sousa (PTB) não tem “equilíbrio” nem “autoridade” para ser prefeita de Itabuna.

Babá e Charliane também foram alvos das críticas do prefeito de Itabuna

“AGORA, FICA LÁ, PROCURANDO PROCESSO MEU NA JUSTIÇA”

Fernando também respondeu sobre o motivo da briga do prefeito com o deputado federal Paulo Magalhães (PSD). “O que aconteceu foi muito fácil. Não nasci para trair. Apoie ele, João Bacelar… Apoiei os dois, mas eu estava em desgaste político. Ele teve 504 votos [em Itabuna]. Aí, ele ficou zangado com a votação. O povo não votou. Vou fazer o quê? Queria 10 mil votos em Ilhéus, 10 mil votos em Itabuna. Ele deu dinheiro praqui? Nem ele nem ninguém. Ele saiu brigando com todo mundo [porque não conseguiu ser eleito]. Agora, fica lá, procurando processo meu [na Justiça]”, disse.

SANTA CASA E OS R$ 25 MILHÕES

Ainda na entrevista a Rosivaldo Pinheiro, Fernando Gomes disse que não vai pagar os R$ 25 milhões à Santa Casa de Misericórdia de Itabuna para a realização de cirurgias bariátricas. Assegurou que “nem se o presidente da República [Jair Bolsonaro] mandar”, ele repassa o valor à Santa Casa. Prefere, segundo ele, devolver o dinheiro ao Ministério da Saúde.

PSL FECHA COM MANGABEIRA E DESCARTA FILIAÇÃO DO PRÉ-CANDIDATO AO PARTIDO

Binho Shalom, Dayane Pimentel e Dr. Mangabeira: apoio selado
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O presidente do diretório itabunense do PSL, Binho Shalom, confirmou nesta manhã de quarta-feira (26) o apoio do partido ao pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PDT, Antônio Mangabeira. As negociações começaram no final de janeiro. O dirigente já havia antecipado que o anúncio de apoio seria feito logo após o Carnaval.

Por telefone, Binho Shalom descartou conversa de bastidores que apontavam para a filiação de Mangabeira ao PSL. “Não existe essa conversa, mas estamos trabalhando. O partido já está na base de apoio ao pré-candidato e vamos construir juntos essa caminhada. O futuro a Deus pertence – disse.

RUMOS DA SUCESSÃO

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marco wense1Marco Wense

 

Recentes pesquisas de intenções de voto apontam que 65% do eleitorado itabunense não pretende votar em candidatos que já foram prefeitos.

 

O melhor caminho para evitar uma possível polarização na sucessão de Itabuna, entre os ex-prefeitos Fernando Gomes e Geraldo Simões, é a formação de um bloco partidário.

Essa junção de forças tem que defender uma nova maneira de administrar, com respeito ao dinheiro público e sem os descalabros dos últimos governos. Não basta só ficar na fácil tarefa de apontar os erros. É preciso mostrar soluções, sob pena de o discurso virar blablablá e cair na vala comum. Ser tachado de demagógico e eleitoreiro.

Com efeito, veja o que diz o bom jornalista Waldeny Andrade no seu mais novo livro sobre as eleições de Itabuna: “(…) Geraldo Simões, ao derrotar de uma só vez José Oduque Teixeira e Ubaldo Dantas (dois ex-prefeitos), veio acrescentar seu nome ao diminuto grupo que governaria o município de Itabuna nos últimos 40 anos. A partir daí, estabeleceu-se o pingue-pongue Geraldo-Fernando, somente quebrado em 2008 com José Nilton Azevedo, mesmo assim candidato de Fernando (…). Itabuna sofreu com a invenção desta estranha alternância de poder”.

Deixando de lado o aspecto jurídico – se fulano, sicrano e beltrano serão ou não atingidos pela Lei da Ficha Limpa –, o fernandismo e o geraldismo apostam que a sucessão de 2016 será decidida pelos seus líderes.

Essas duas correntes não acreditam em mais de uma candidatura dentro do mesmo campo político. São unânimes na afirmação de que as duas maiores lideranças do petismo e do demismo, governador Rui Costa e o prefeito soteropolitano ACM Neto, vão fazer de tudo para evitar um racha na base aliada.

Nesse específico ponto, democratas e petistas estão cobertos de razão. A sucessão municipal, principalmente nos grandes redutos eleitorais, vai ser estadualizada. O escopo maior é a eleição de 2018, a disputa pelo cobiçado Palácio de Ondina.

Surge agora uma informal coligação de sete agremiações partidárias para contrapor a esse pingue-pongue: PDT-PV-SD-PSOL-PPS-PPL-PSB com seus respectivos pré-candidatos: Dr. Mangabeira, Alfredo Melo, Maruse Xavier, Zem Costa, Leninha Duarte, Otoniel Silva e Carlos Leahy.

O bloco acredita que o desejo de mudança tende a crescer ainda mais. Recentes pesquisas de intenções de voto apontam que 65% do eleitorado itabunense não pretende votar em candidatos que já foram prefeitos.

A torcida é para que o processo sucessório transcorra dentro da civilidade, da democracia e do respeito pelos adversários, que não descambe para o lado raivoso.

PS – Algumas figuras importantes do PMDB de Itabuna têm simpatia pela pré-candidatura de Antônio Mangabeira. Nos bastidores, comenta-se até que Geddel Vieira Lima, comandante-mor do peemedebismo, não vai criar nenhum obstáculo para um eventual apoio ao prefeiturável do PDT. É bom lembrar que Geddel tem um bom relacionamento com o deputado Félix Júnior, presidente estadual do brizolismo. E que o PDT faz oposição ao governo Rui Costa (PT).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

FÉLIX, PDT E SUCESSÃO

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marco wense1Marco Wense

Antônio Mangabeira, também diplomado em administração de empresa e bacharel em direito, vai ter que trabalhar – e muito – para viabilizar eleitoralmente sua candidatura, sob pena de não levá-la até o fim.

O deputado federal Félix Júnior, comandante-mor do PDT baiano, deixou bem claro que a legenda brizolista só tem um pré-candidato a prefeito de Itabuna: o médico Antônio Mangabeira.

A enfática manifestação de apoio foi dada na Câmara de Vereadores, na última sexta-feira (17), no encontro do partido para formalizar a posse de Mangabeira como presidente da comissão provisória, substituindo a professora Acácia Pinho.

No discurso de despedida, Acácia deixou transparecer que não ficou nada satisfeita com o novo PDT, mesmo com a promessa de que irá integrar o diretório estadual.

A campanha do neopedetista começa com uma constatação interessante: muitos eleitores dizendo que é o melhor candidato, mas não sabe se vai votar nele. O que não deixa de ser um bom começo.

Antônio Mangabeira, também diplomado em administração de empresa e bacharel em direito, vai ter que trabalhar – e muito – para viabilizar eleitoralmente sua candidatura, sob pena de não levá-la até o fim.

Nas entrelinhas, Félix descartou qualquer possibilidade do PDT apoiar o prefeito Claudevane Leite (reeleição) e, muito menos, a candidatura do petista Geraldo Simões. Cobrou também fidelidade partidária por parte de Acácia Pinho.

O pai de Félix Júnior, Félix de Almeida Mendonça, ex-prefeito de Itabuna, não escondia o entusiasmo com a pré-candidatura de Mangabeira: “É o melhor nome para governar Itabuna, a verdadeira mudança”.

O Partido Democrático Trabalhista, o PDT do saudoso Leonel Brizola, vive um novo momento: deixa de ser coadjuvante para exercer o papel de protagonista no processo sucessório.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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