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3 de junho de 2020 | 06:54 am

AS LETRAS E AS MULHERES NA PRESIDÊNCIA DE SUAS CASAS ACADÊMICAS

Tempo de leitura: 4 minutos

Constatamos que a passagem delas foi representativo, pois ocorreu em um momento do centenário das Casas Literárias. Não podemos menosprezar esses espaços. Trata-se de um lugar de poder. Falar e escrever são verbos de ação e são poderosos. Portanto, que as mulheres tenham sempre a palavra.

Efson Lima || efsonlima@gmail.com

Mulheres, mágicas para o bem viver humano. Em outra oportunidade, escrevi sobre a presença das mulheres nas Academias de Letras. Hoje, lembrei-me de escrever e pensei nessa temática. Eu nem estava associando ao mês, mas caiu minha ficha ao traçar a primeira linha: maio é o mês das mães (deve ser sempre todos os meses). Vamos lá!

Sabemos que a primeira Casa Literária a surgir no Brasil com esse espirito de congregar pessoas interessadas nas letras, artes e se mantém atuante é a Academia Brasileira de Letras. É verdade que tivemos outras agremiações antes, mas elas não se mantiveram. Coube a Machado de Assis puxar as rédeas para a criação do sodalício nacional. No nascimento, temos a primeira injustiça: Júlia Lopes. Ela não pôde fazer parte do quadro de fundadores, pois era mulher e no seu no lugar foi indicado o esposo.

O machismo é tão perverso que muitas mulheres são forçadas a esconder o feminino. Os homens são humilhados quando os traços sobressaem. Uma pena: mulheres são a razão da reprodução humana; a alma feminina é razão de parte de nossas emoções. Mulheres, para além da função biológica, são competentes no que fazem, naquilo que ocupam, naquilo que lideram. Inteligentes por excelência! O nosso machismo de cada dia é que ousa aniquilá-las e invisibilizá-las. Mas elas brotam como rosas, não desistem. A existência feminina é ato político diário.

Temos uma plêiade de mulheres na literatura, na produção do conhecimento, nas artes: Cecília Meirelles, Clarice Lispector, Rachel de Queiroz, Lygia Fagundes Telles, Gláucia Lemos, Conceição Evaristo, Zélia Gattai, Carolina Maria de Jesus…. São muitas. “Ler mulheres” é uma oportunidade de redescobrir caminhos. É fazer novos percursos. É oportunidade de aprender.

Retomando o percurso, o nosso bate-papo é sobre mulheres na liderança desses espaços acadêmicos coletivos, que ocupados por homens, coube a elas liderarem em um determinado período. Penso que não foi fácil. Tomando como referências a Academia Brasileira de Letras (ABL), a Academia de Letras da Bahia (ALB) e a Academia de Letras de Ilhéus (ALI), nas três já tivemos presidências femininas. Interessante que tanto na Academia brasileira e quanto na Baiana coube às mulheres o exercício da presidência no transcurso de seus respectivos centenários.

A acadêmica Nélida Piñon foi eleita em 27 de julho de 1989 e tomou posse em 3 de maio de 1990, tornando-se a primeira mulher a ser presidente da Academia Brasileira de Letras, entre 1996 e 1997 (um ano), no período do centenário. Ela é jornalista de formação e tem livros de romances, contos, crônicas, memórias, ensaios. Veio ao mundo como escritora em definitivo com a obra Guia -mapa de Gabriel Arcanjo (1961). O espaço é majoritariamente masculino e tem um longo caminho a percorrer, pois, até então, somente oito mulheres foram (são) membros da ABL. Foi também a primeira mulher a presidir uma Academia de Letras, de caráter nacional, no mundo.

E mais recente a acadêmica Ana Maria Machado entre 2012/2013 (dois anos) liderou a centenária instituição, de cujo espaço se tornou membros a partir de 2003. É uma escritora premiadíssima. Professora universitária e tem várias inserções internacionais. Tem uma forte ligação com a literatura infantil, inclusive, foi uma das fundadoras da Malasartes, sendo a primeira livraria especializada no gênero infantil no país.

No Estado da Bahia, a presença feminina ocorreu 21 anos depois de fundada a Academia de Letras da Bahia, precisamente em 1938, com Edith Mendes da Gama Abreu. O fato é um avanço quando comparado temporalmente com a Academia brasileira. A presidência da ALB foi exercida por uma mulher, pela primeira vez, com Evelina Hoisel, que tomou posse, em 09 de abril de 2015, então, na gestão da Senhora Hoisel, coincidentemente, foi comemorado o centenário da Casa de Arlindo Fragoso.

Em um artigo – a “Academia de Letras de Ilhéus – A chegada das Mulheres”, de autoria da professora Maria Luiza Heine, pontua-se o envolvimento feminino nos quadros literários das academias. A senhora Heine ingressou na Academia de Letras de Ilhéus por volta de 1997 e ocupa a cadeira nº 20. Ela tem formação em Filosofia e é doutora em Educação pela UNEB. Tem uma vasta obra sobre a história regional, especialmente, sobre Ilhéus e meio ambiente. Foi professora da Faculdade de Ilhéus e do IME e presidiu a Fundação Cultural de Ilhéus.

O Blog Ilhéus com Amor, de sua lavra, é um manancial de conhecimento sobre a São Jorge dos Ilhéus e às questões culturais e ambientais. Através da rede foi popularizando as informações sobre a nossa origem e cumprindo uma das funções da investigação científica. Ser acessível.

O exercício da presidência na ALI, como ela pontua em uma entrevista, talvez tenha ocorrido pelo acaso, mas não obstante a função de vice-presidente já o colocava em uma posição ativa. Então, o presidente ao tempo era o acadêmico João Hygino Filho e ela fazia parte da diretoria como vice-presidente e no decorrer do mandato o presidente teve problemas de saúde e ela teve que assumir até terminar o mandato, o que durou pouco mais de um ano. A professora Maria Luiza Heine é um livro. É prova viva do amor à cultura e às artes.

Assim, rapidamente verificamos que as presenças das mulheres nas presidências de algumas Academias de Letras são recentes. Não obstante, é possível inferir que esses espaços continuam sendo ainda de poucas e a liderança feminina tem sido pontual. Entretanto, em dois momentos, constatamos que a passagem delas foi representativo, pois ocorreu em um momento do centenário das Casas Literárias. Não podemos menosprezar esses espaços. Trata-se de um lugar de poder. Falar e escrever são verbos de ação e são poderosos. Portanto, que as mulheres tenham sempre a palavra. E não esqueçamos, as escritoras também são mães. Um excelente dia. Hoje e sempre!

Efson Lima é coordenador-geral da Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Faculdade 2 de Julho e doutor em Direito pela UFBA. Das terras de Ilhéus/Itapé.

O CORONAVÍRUS E AS ARTES

Tempo de leitura: 3 minutos

Aproveite para resenhar. Vamos lá! Precisamos mudar nossos hábitos. Abuse dos telefonemas. Abuse das lives. Mas, por favor, lembre-se de limpar o celular. Vale ouvir uma música também! Vale desenhar. Vale criar! Vale todo esse esforço coletivo! Vale viver solidariamente, mesmo que eu não possa te dar um abraço neste momento.

Efson Lima || efsonlima@gmail.com

Senhores e senhoras, somos uma geração que pouco conheceu o sofrimento coletivo. Poucas vezes paramos diante da televisão para acompanhar os acontecimentos. Lembro-me do 11 de setembro de 2001 nos EUA, que minha geração ficou vidrada diante da TV. Naquele dia e nos outros que sucederam, tivemos nossas rotinas alteradas, mas nada igual a este momento. Nada!

Somos pequenos diante da realidade que ousa a nos impor. A palavra de ordem é: ficar em casa, preferencialmente, a 2 metros de cada pessoa. Para nós baianos, que adoramos os apertos de mãos, os beijos – não basta um, tem que ser dois, tem sido difícil. O tocar respeitosamente é marca de nossa identidade. Tão identificador que surge logo a pergunta: você é baiano? É muito pegar. É muito se aproximar.

Agora, nossos medos, nossos pessimismos ou nossa histeria, caso se aproxime do (não) presidente Bolsonaro são vivenciadas na TV, pelas redes sociais, pelos computadores. Tudo tem sido instantâneo. A pessoa morre e a família sabe pela TV.

Quem diria! está tudo paralisado! O futebol, o vôlei, Formula 1. Tudo segue parado! Vozes do mundo todo surgem para solicitar a mudança de data das Olimpíadas de Tóquio, cujo evento só três vezes foi cancelado, justamente, quando das duas grandes guerras. A Covid-19 paralisou os esportes. Certamente, vão surgir os campeonatos virtuais. O contato físico e a aproximação nem pensar nesse momento trágico. Tem sido um ano que parece ter ensinado a sermos pequenos.

E as artes? Os espetáculos foram suspensos. Ensaios reprogramados. Ontem, perguntei a minha amiga se o bar dela já havia sido fechado. Ela respondeu que sim e que nem pode fazer a festa de despedida. Estamos a viver dias com “Caras sem Bocas”, fiz um trocadilho com o nome do bar que era” Caras e Bocas”, pois, as cortinas se fecharam, não havia cenário, o palco estava sem ator e a plateia não foi. Os dias soluçam, cujo soluço parece sem fim.

Não é possível, temos que construir outro fim, pois, a criatividade humana, tão buscada e tão cara aos tempos atuais, surge com força. Inovamos nos processos, fazemos adaptações, novos modelos e modelagens, consolidamos a palavra mágica: design thinking. Assim surgem diversas práticas que estimulam as nossas presenças em casas.

Por vezes, questiono-me até onde vai o nosso limite ético, por exemplo, as livrarias aproveitam o momento para vender mais livros, induzem-nos a comprar. Aperfeiçoaram rapidamente o serviço de entrega nas casas. Na alimentação, os aplicativos não param de nos seduzir com promoções. Você não vai ao restaurante, mas eles vêm até nós.

Lembre-se, mesmo em casa, não podemos nos aglomerar. O sistema capitalista se renova e se reinventa. Vai percorrendo suas mazelas sem piedade. Sem crime, sem castigo. As missas podem ser online. Podemos de casa nos livrar do mal. Outras igrejas insistem em realizar cultos, mesmo diante de uma eventual aglomeração. São estratégias para sobreviverem diante do cenário da dor, do pessimismo e do desalento. Amém?

Em Portugal, os artistas se juntaram e fizeram um festival pela internet. No Brasil, já temos o nosso programado. Diversos artistas se juntaram para fazer uma maratona. A Academia Brasileira de Letras enviou e-mails para os seus contatos informando que vai turbinar o projeto, a ABL em Sua Casa, com entrevistas, contos dramatizados… Assim, poderemos acompanhar o conteúdo de nossos lares.

Então, é tempo de assistirmos a um bom filme. Rever aquele filme que marcou sua adolescência. Que tal fazer a leitura de um livro regional? Tantos são os escritores. Pode fazer a leitura de um clássico também. Aproveite para resenhar. Vamos lá! Precisamos mudar nossos hábitos. Abuse dos telefonemas. Abuse das lives. Mas, por favor, lembre-se de limpar o celular. Vale ouvir uma música também! Vale desenhar. Vale criar! Vale todo esse esforço coletivo! Vale viver solidariamente, mesmo que eu não possa te dar um abraço neste momento.

Efson Lima é doutor em Direito (UFBA), especialista em Gestão em Saúde (Fiocruz), escritor e advogado.

OBRA DE EFSON LIMA, “TEXTOS PARTICULARES” SERÁ LANÇADO EM SALVADOR NA SEXTA (4)

Tempo de leitura: 2 minutos

Efson lançará Textos Particulares em sessão de autógrafos nesta sexta (4) || Foto Divulgação

Com sessão de autógrafos, o escritor, professor e advogado Efson Lima lançará a obra Textos Particulares na próxima sexta-feira (4), às 18h, na Livraria LDM, do Glauber Rocha, na Praça Castro Alves, em Salvador. O evento terá pocket show e recital de poemas do livro.

O livro Textos Particulares está sendo lançado pela Editora Cogito e conta com apresentação do doutorando em Ciência da Informação Bruno Almeida e prefácio do vice-presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB), Nelson Cerqueira, além de posfácio do poeta Geraldo Lavigne de Lemos, da Academia de Letras de Ilhéus. O texto de orelha é do escritor e membro da ALB, Marcos Vinicius Rodrigues.

A OBRA

O livro tangencia a vida do autor, mas se engana quem o toma numa perspectiva individualista. Os poemas refletem o cotidiano das pessoas, da sociedade e das circunstâncias do nosso tempo e das questões que afligem o caminhar humano. São problemas concretos que o autor reclama solução e insiste em denunciar.

Os textos refletem as vivências do interior da Bahia, especialmente, das cidades de Itapé e Ilhéus, respectivamente, a cidade natal do autor e sua cidade adotiva, onde chegou aos 11 anos de idade. Ambas nutrem o sujeito e oferecem predicados. A civilização grapiúna, o chão de cacau e as vivências universitárias em Salvador são apresentados em poemas curtos, mas com certa intensidade.

O AUTOR

Doutor em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Efson Lima é mestre e graduado em Direito (UFBA), além de professor e coordenador geral da Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Faculdade 2 de Julho (F2J). Foi um dos criadores do Projeto Conviver e um dos membros organizadores, publicando seis livros. Três destes literários. Ele também é coordenador de Assistência Técnica e Inclusão Sócioprodutiva na Setre-BA, acompanhando os Centros Públicos de Economia Solidária (Cesol) do Estado da Bahia.

SERVIÇO
Lançamento do livro Textos Particulares
Quando: 4 de outubro de 2019, às 18h
Onde: Livraria Leitura LDM do Glauber Rocha – Praça Castro Alves
Valor do Livro: R$ 25,00

ILHÉUS – CIDADE LITERÁRIA

Tempo de leitura: 4 minutos

Efson Lima || efsonlima@gmail.com

Ilhéus deve perseguir o título de Cidade Literária da Unesco. Ainda não há cidade brasileira na área de literatura. Assim como Florianópolis foi a primeira cidade brasileira a conquistar seu espaço na rede Unesco de Cidades Criativas pela área de gastronomia, em 2014, a Princesa do Sul merece que seu povo se reúna e a confirme como CIDADE LITERÁRIA.

A cidade de São Jorge de Ilhéus é conhecida internacionalmente pelas belezas naturais e pela História, mas não somente essas características demarcam a cidade. A Princesa do Sul chama a nossa atenção, a dos visitantes e de diversos interessados também pela literatura. Não nos resta dúvida que o campo literário é construtor do imaginário da cidade de Ilhéus. Vários são os espaços físicos, as ruas e os alimentos que nos tocam pela literatura. A literatura oriunda das terras de Ilhéus até pode ser considerada de cunho regionalista, mas foi universalizada e alcança o mundo.

Aproveito, com a devida vênia, para sensibilizar alguns, que Ilhéus pode aproveitar a qualidade de cidade literária para fazer parte do projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) batizado de Rede de Cidades Criativas. Salvador integra no campo da música. Ilhéus pode fazer parte do clube pela via da literatura. Certamente fará bem à Princesa do Sul e à literatura regional. Certa vez, o escritor Adonias Filho perguntado sobre o que Ilhéus produzia, além de cacau. Ele respondeu: escritores.

A Rede de Cidades Criativas foi criada pela Unesco em 2004, cujo objetivo é promover a cooperação com e entre as cidades que identificaram a criatividade como um fator estratégico para o desenvolvimento urbano sustentável. A rede também está comprometida com o desenvolvimento da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030 e estão entre seus objetivos o estímulo e o reforço às iniciativas lideradas pelas cidades-membros para tornar a criatividade um componente essencial do desenvolvimento urbano por meio de parcerias entre os setores público e privado e a sociedade civil.

É transformador para os apaixonados por livros caminhar por cenários de obras e lugares onde viveram escritores. Pode se vislumbrar uma experiência romântica, alvissareira, transformadora ou até mesmo alfabetizadora… os sentimentos são os mais diferentes. Afinal, a literatura nos leva a diferentes lugares, deixa-nos curiosos para conhecer e Ilhéus desperta esse fascínio internacionalmente.

A literatura pode ser instrumento de emancipação. Lembro até hoje da minha primeira obra lida – Capitães da Areia, de Jorge Amado. Como não agradecer à professora Ana Maria, do IME. Nunca mais fui o mesmo. Obrigado!

Para uma cidade ser considerada literária, a Unesco impõe algumas exigências: que ocorram eventos literários, como festivais, a existência de bibliotecas, livrarias e centros culturais, públicos ou privados e que tenham por fim último a promoção da literatura.

A cidade de Ilhéus é também uma urbis literária pelos aspectos tão comuns ao campo literário. A cidade pertence a grandes escritores, como Jorge Amado, Adonias Filho, Sosígenes Costa, Hélio Pólvora. A cidade foi parar nos livros e se transformou em cenário e enredo. É a cidade também dos hai-kais de Abel Pereira. É a terra de coração do historiador Arléo Barbosa, personagem vivo e encantador, com seu best-seller regional Notícia Histórica de Ilhéus.

A cidade também é celeiro de jovens escritores como Fabrício Brandão, Gustavo Cunha, Marcus Vinicius Rodrigues, Carlos Roberto Santos Araujo, Geraldo Lavigne, do paulista Gustavo Felicíssimo, às vezes, alguns deles com origem extra Ilhéus, mas que burilam os textos a partir deste lugar. A cidade também é lugar privilegiado para a literatura popular. Aqui merecem registros os cordéis da Mestra Janete Lainha e a sua xilogravura que tanto abrilhanta o mundo da literatura e nos insere neste lugar de destaque.

A cidade é palco do Festival Literário de Ilhéus (FLIOS), que alcança a quarta edição em 2019. Vida longa! É lugar da Mostra Jorge Amado de Arte & Cultura. Esses eventos demarcam o lugar da literatura. A cidade é cenário para diversas obras literárias. É cidade de novela – isto soma e enriquece o aspecto literário.

A cidade possui a Academia de Letras de Ilhéus, que completa 60 anos em março de 2019, cujo lema de “Servir à pátria cultuando as letras”, e não deixa dúvida da qualidade destes abnegados que insistem e nos alimentam com a chama literária (André, Rosas, Pawlo Cidade, Maria Schaun, Maria Luiza Heine, Ruy Póvoas e tantos outros, que injustamente vou deixando de citar). Este é locus importante para a formação e promoção da cultura regional. A UESC pode contribuir para o projeto. Em seu seio está a Editus, que muito tem contribuído para as obras de escritores regionais. A própria Universidade tem desenvolvido seminários e inserido os estudos da literatura regional em seus cursos.

Não obstante, o Programa Estratégico da Cultura – Cultura 500, da Secretaria de Cultura de Ilhéus, traça um cenário para a cidade nos próximos 15 anos e lança as estratégias para Ilhéus chegar aos seus 500 anos, sendo um município referência na área da Cultura, portanto, Ilhéus, Cidade Literária é um caminho.

Por tudo isto, Ilhéus deve perseguir o título de Cidade Literária da Unesco. Ainda não há cidade brasileira na área de literatura. Assim como Florianópolis foi a primeira cidade brasileira a conquistar seu espaço na rede Unesco de Cidades Criativas pela área de gastronomia, em 2014, a Princesa do Sul merece que seu povo se reúna e a confirme como CIDADE LITERÁRIA. De fato, ela já é. Mais que um título, é a confirmação de sua contribuição para a literatura e mais uma porta para a consolidação do turismo e da cultura local. A literatura, a História de Ilhéus com suas estórias e as belezas naturais da Terra de São Jorge encantam a todos.

Efson Lima é advogado, coordenador-geral da Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Faculdade 2 de Julho, coordena o Laboratório de Empreendedorismo, Criatividade e Inovação. Organizador do Projeto Conviver – atividade responsável pela produção de livros/UFBA, além de ser doutorando, mestre e bacharel em Direito pela UFBA.

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