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23 de abril de 2021 | 03:18 pm

A ANSIEDADE NO MEIO POLÍTICO EM ITABUNA

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Na comissão de transição, há muito trabalho e orçamento apertado para 2021. A equipe vem se surpreendendo com o que tem encontrado.

Andreyver Lima

A ansiedade toma conta do meio político em Itabuna, seja pelas especulações em torno do secretariado do novo governo, seja pela disputa da Mesa da Câmara.

Para os novos vereadores, o sentimento de ‘mudança’ também chegou no legislativo e apostam no Pastor Francisco (Republicanos), vereador reeleito e nome do grupo à presidência da Mesa Diretora, conforme afirmou o novo eleito Sivaldo Reis (PL), em entrevista ao Jornal Interativa News.

Aos fatos, Pr. Francisco nega ter afirmado candidatura.

Do outro lado, tem o nome do atual presidente, Ricardo Xavier (Cidadania), que conta com apoio não oficial do prefeito eleito Augusto Castro (PSD) e vem ganhando força nos bastidores, além de ter apoio do vice-prefeito eleito Guinho (Cidadania).

Na comissão de transição, há muito trabalho e orçamento apertado para 2021. A equipe vem se surpreendendo com o que tem encontrado.

Mas a ansiedade do itabunense pode ser explicada, já que desde o fim das eleições a cidade não vê o atual prefeito.

Andreyver Lima é comentarista político no Interativa News 93,7FM e editor do site sejailimitado.com.br.

ELEIÇÃO E MINERAÇÃO, SÓ DEPOIS DA APURAÇÃO

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A solidão das urnas é democrática e infiel, e, no apagar das luzes, às 17 horas, muitas vezes chegam a decepção, a angústia e os tantos questionamentos que os tapinhas nas costas, cômodos porém falsos, ludibriaram. Muita calma nesta hora, Senhores! Dia 15 é logo ali!

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

O ano é 2020, e a poucos dias das eleições municipais a sensação é de que as pessoas esqueceram disso. Principalmente os iniciantes, estejam eles como candidatos, assessores ou meros colaboradores deste universo extremamente sedutor, que infla egos e expõe arrogâncias desnecessárias.

Em Itabuna o jogo é um tanto misterioso. Poderia contar inúmeras passagens, mas irei me ater a duas delas. Lembro de um momento em que eu morava em Aracaju, sempre apaixonada por jornalismo e política. Vim votar. Almocei na casa de Eduardo Anunciação, maior articulista político regional da época, com quem compartilhei a evolução do PT na capital sergipana através do então prefeito Marcelo Déda. “Tio, este é o momento do Partido dos Trabalhadores.  Vou tirar um cochilo. Quando acordar, vou na casa de Geraldo Simões (PT). Quero lhe apresentar a ele, ainda, que será reeleito hoje!”

À noite, com as urnas abertas, Fernando Gomes era o prefeito da cidade!

Em 2012, Azevedo era prefeito, adorado pela grande massa. “Temos um Sassá Mutema, idolatrado na periferia”, me disse uma das jornalistas da campanha, que teria vindo de fora apresentar o programa, no auge da ostentação do seu então grupo político.

Na véspera das eleições o clima era de total comemoração. Cargos e até novos salários sendo combinados. “Manu, você vai assumir a Comunicação da Emasa! Você está pronta!”, escutei. Calada estava, calada continuei. Os homens que acham que sabem tudo ignoram que as mulheres nascem com um negocinho chamado sexto-sentido e, no mínimo, ele me dizia que aquilo tudo que eu estava presenciando era de uma soberba surreal. No outro dia, Vane era o prefeito eleito!

O mundo é vasto, e o mundo político é traiçoeiro. Por vezes, quem está do seu lado nem está caminhando realmente com você. A solidão das urnas é democrática e infiel, e, no apagar das luzes, às 17 horas, muitas vezes chegam a decepção, a angústia e os tantos questionamentos que os tapinhas nas costas, cômodos porém falsos, ludibriaram. Muita calma nesta hora, Senhores! Dia 15 é logo ali!

Manuela Berbert é publicitária.

JOE BIDEN É ELEITO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS

Joe Biden fala sobre os resultados das eleições, ao lado da candidata à vice-presidência Kamala Harris em Wilmington, Delaware, EUA
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O candidato democrata Joe Biden será o novo presidente dos Estados Unidos, segundo cálculos de meios de comunicação norte-americanos, depois de ter conseguido os 20 votos do  estado da Pensilvânia. Dados da agência Reuters apontam que o democrata tem, até agora, 273 delegados, enquanto o republicano Donald Trump conquistou 214.

Joe Biden foi vice-presidente dos Estados Unidos no governo de Barak Obama e será o presidente mais velho a assumir a Casa Branca, aos 78 anos. Com a vitória de Biden, Kamala Harris será a primeira mulher negra a tornar-se vice-presidente dos EUA. A população votou até última a terça-feira (3). A contagem de votos ainda não foi finalizada e pode ser contestada por ações judiciais, mas não deverá ocorrer reviravolta.

JUSTIÇA PROÍBE AGLOMERAÇÕES NAS CAMPANHAS ELEITORAIS EM IBICARAÍ

Juiz Alex Miranda proíbe aglomerações em campanhas em Ibicaraí
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O juiz da 29ª Zona Eleitoral, Alex Venícius Miranda, proibiu a realização de caminhadas e passeatas que reúnam mais de 100 pessoas no município de Ibicaraí. Os candidatos, partidos e simpatizantes também estão proibidos de recorrer aos paredões que gerem aglomeração.

O juiz Alex Venícius determinou multa de R$ 50 mil para caso de descumprimento da decisão judicial. A decisão do magistrado está prevista na resolução do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que define as medidas sanitárias que devem ser cumpridas nas eleições deste ano.

ELEIÇÕES 2020: COMEÇA A CAMPANHA ELEITORAL DE PREFEITOS E VEREADORES

Começa a campanha para prefeitos e vereadores
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Começou neste domingo a campanha para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Os candidatos já podem pedir votos e divulgar propostas nas ruas, na internet e na imprensa escrita. Já a propaganda gratuita em rádio e televisão do primeiro turno – marcado para 15 de novembro – será veiculada de 9 de outubro a 12 de novembro.

No ambiente virtual, em plena pandemia do novo coronavírus, quando a Internet ganha cada vez mais importância, a publicidade eleitoral poderá ser feita nos sites dos partidos e dos candidatos, em blogs, postagens em redes sociais e aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram. Em Itabuna, foram realizadas carretas de candidatos a prefeito hoje.

Já os impulsionamentos de publicações feitas por terceiros, o disparo em massa de mensagens e a propaganda em sites de quaisquer empresas, organizações sociais e órgãos públicos, estão proibidos.

CONTEÚDOS FALSOS

Outra conduta proibida, na mira da Justiça Eleitoral, são os conteúdos enganosos ou descaracterizados, utilizados pelos candidatos. Nesses casos, eles serão responsabilizados por publicações desse tipo.

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JUSTIÇA ELEITORAL JÁ REGISTROU QUASE 60 MIL PEDIDOS DE CANDIDATURAS

TSE registra mais de 55 mil candidaturas
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já registrou mais de 55 mil pedidos de candidatura para concorrer aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador nas eleições municipais de 2020, até as 17h deste sábado (19). Já são 54.778 pedidos para quem pretende disputar uma vaga no legislativo, 2.573 a prefeito e 2.575 a vice-prefeito.

Os homens são maioria na disputa, representando 66,9% dos pedidos, enquanto as mulheres 33,1%. A faixa etária predominante é de pessoas entre 40 anos e 44 anos de idade e mais da metade se declararam casados 53,1%.

A plataforma desenvolvida pelo TSE DivulgaCandContas aponta ainda que brancos e pardos estão em maior número entre os postulantes a uma vaga eletiva municipal, 53,61% e 33,94%, respectivamente, seguidos de pretos, 10,4%. Amarelos e indígenas não chegam a 1% dos registros até agora.

Em relação ao grau escolaridade, a plataforma aponta que 37,56% têm ensino médio completo, na sequência vem os que têm nível superior completo, 26,3% , fundamental incompleto, 12,4%, fundamental completo, 11,74%, superior incompleto, 4,83%, ensino médio incompleto, 4,68%. Os que declararam que apenas leem e escrevem somavam 2,48%.

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CONTRA BOLSONARO, RUI COSTA ADMITE ALIANÇA DO PT COM DEM E PSDB

Rui Costa, governador da Bahia
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O governador Rui Costa admitiu, em entrevista ao Globo, que sentaria com adversários históricos do PT numa composição eleitoral contra o projeto do presidente da República, Jair Bolsonaro. O petista disse que já sentou para discutir temas com os governadores tucanos João Doria (São Paulo) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). “Não tenho nenhum problema em sentar com eles e conversar sobre pilares necessários à nação brasileira, o futuro deste país. Democracia, transformação política e social você só faz com diálogo e com entendimento de conteúdo, de projeto. Se não você vai ficar eternamente refém de bancadas do “toma lá da cá””. Como hoje o governo federal, está fazendo. Criticava tanto e está fazendo., respondeu.

Rui até traçou o que seria essa “união” contra o bolsonarismo. “Não vejo nenhum problema em sentar com Doria, com Eduardo Leite. No futuro, é possível construir um só nome? Não é possível, então vamos de dois, vamos de três com o compromisso de quem tiver o maior reconhecimento popular e comporá uma coalizão para governar. E se não for possível no primeiro, que se faça (aliança) envolvendo eventualmente no segundo turno. Defendo esse diálogo. Acho que isso é algo didático que a população vai atender e nós vamos mostrar coesão, unidade”.

Na entrevista, o governador também aborda temas caros ao PT, como a corrupção, e o estilo Jair Bolsonaro. “Eu não deposito expectativa num padrão civilizatório do presidente. O padrão dele é estimular a agressão, o ódio e as ofensas a todos”, disse em referência às declarações do presidente contra a imprensa.

ANDREYVER LIMA OBTÉM CERTIFICAÇÃO DE HARVARD EM POLÍTICA E ELEIÇÕES

Andreyver comemora certificação de Harvard
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Após muitos dias de dedicação, o jornalista e comentarista político do Jornal Interativa News, Andreyver Lima, comemorou a certificação do curso Citizen Politics in America: Public Opinion, Elections, Interest Groups, and the Media.

O curso que faz parte da plataforma online de Harvard, uma das mais conceituadas universidades do mundo, aborda os atributos do processo eleitoral e explora os impactos nas decisões da formulação de políticas – um assunto amplamente estudado por cientistas políticos. Os módulos também explicam na teoria e na prática a influência da mídia e das pesquisas de opinião, que se tornaram o principal método de avaliação nas eleições.

“Mais uma especialização, já que estamos diante de uma nova realidade. As democracias e o processo eleitoral estão cada vez mais conectados com o público. Como jornalista, entender esses processos políticos e de comunicação são fundamentais”, disse Andreyver.

ITABUNA: ROSANA E MARCOS BANDEIRA DEIXAM O MDB

Marcos e Rosana Bandeira e Risomar Lima deixam o MDB de Itabuna
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O diretório itabunense do MDB sofreu grandes baixas nesta quinta-feira (2), véspera do prazo final de filiações partidárias. Hoje à tarde, Rosana Bandeira, que saiu das urnas com 855 votos na eleição à Câmara de Vereadores em 2016, e o esposo, o juiz aposentado Marcos Bandeira, entregaram carta de desfiliação da legenda.

Junto com eles, o representante comercial Risomar Lima, figura bastante querida em Itabuna e grande cabo eleitoral de Rosana, também se desfiliou do MDB.

Há cerca de 30 dias, o partido também perdeu o único vereador da legenda no município, Antônio Cavalcante, que decidiu filiar-se ao Republicamos (antigo PRB). Cavalcante presidia a legenda.

As baixas são um complicador a mais para o partido, que pretende disputar a Prefeitura de Itabuna com a vereadora Charliane Sousa, hoje presidente da legenda.

EM TEMPOS DE REDE SOCIAL, QUEM TEM VOZ NA POLÍTICA É O POVO

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Será um salve-se quem puder! E que Deus, aqui pra nós, nos acuda, porque nunca vi tanta gente despreparada querendo “salvar Tabocas Ville” junta!

 

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Dois mil e vinte acabou de bater na porta. Não sei se por conta da combinação inusitada dos números envolvidos, ou por se tratar de ano eleitoral mesmo, é fevereiro, o carnaval ainda não passou, e já estamos com a sensação de que já vivemos um ano inteiro, praticamente.

A agilidade da notícia tem trazido uma infinidade de sentimentos. Acontece o fato, alguém fotografa, narra, e aquilo toma corpo de manchete em segundos. Quando a pauta chega às redações dos blogs e/ou jornais e TVs, e acontece (ou não) a apuração mais real do caso, já estamos extasiados de imagens, áudios, fotos e vídeos. Daí, aqui para nós, pouca gente se interessa por ler uma matéria na íntegra, refletir e discutir a veracidade daquilo tudo. Já estamos, minutos depois, sedentos pelo próximo assunto. E assim vai seguindo o baile do dia.

Lembro, com um pouco de saudade até, das campanhas eleitorais no comecinho disso tudo. Em 2012, por exemplo, tempo em que começamos a acessar o facebook pelos smartphones e tablets, e a trocar mensagens instantâneas. Ainda que já conectados, acabávamos tendo um tempinho entre o fato político, a pulverização dele com o mundo, e o resultado. “Impactou? Passou uma mensagem positiva ou negativa? Podemos reverter isso aí? De que forma?” E assim iniciavam as longas reuniões nos QGs das campanhas eleitorais, que geralmente iam madrugada adentro.

Prevejo que 2020 não será para amadores. Ainda é fevereiro e já estamos acompanhando o troca-troca de partidos e lados políticos, a boataria baixa, e a resposta instantânea. “Você viu? O pré-candidato respondeu ao blog X no grupo Y! A pré-candidata bateu boca no whatsapp com uma liderança da oposição!” Será um salve-se quem puder! E que Deus, aqui pra nós, nos acuda, porque nunca vi tanta gente despreparada querendo “salvar Tabocas Ville” junta!

Manuela Berbert é publicitária.

RUI DEFENDE O “LULA LIVRE” E AFIRMA QUE ATAQUES VÊM DE QUEM NÃO LEU ENTREVISTA

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Rui diz que defende o Lula Livre e vê ataques até de quem não leu entrevista

O governador Rui Costa usou as redes sociais, na manhã deste domingo (15), para se posicionar sobre a entrevista que concedeu à Veja, publicada neste fim de semana. No texto, intitulado “LULA LIVRE, SIM. Qual é mesmo a dúvida?”, o governador baiano relata que tem sido atacado por quem, segundo ele, nem leu a entrevista. “Quero manifestar minha indignação quanto à manipulação das minhas declarações”, afirmou Rui.

O governador também lembrou da última visita que fez ao presidente Lula, em Curitiba. “Se alguns não defendem o Lula Livre, não tem problema. O mais importante é salvar nosso País do desmonte”, disse o ex-presidente na oportunidade, de acordo com a publicação de Rui no Facebook. Abaixo, a íntegra do texto do governador baiano.

LULA LIVRE, SIM. Qual é mesmo a dúvida?

Quem conhece minha história de vida sabe que o motor que me levou à luta social e política foi o combate a qualquer tipo de injustiça, de discriminação, de preconceito, de exclusão social. Enfim, foi o desejo de uma sociedade justa, e de absoluto respeito aos direitos do ser humano.

Desde a entrevista à Veja tenho sido atacado por gente que sequer leu a revista. Democracia é respeitar o contrário, mas é preciso refletir sobre a verdade. Quero manifestar minha indignação quanto à manipulação das minhas declarações.

Na última visita que fiz ao Presidente Lula, em Curitiba, acompanhado do governador Wellington Dias, ele como grande Estadista que sempre foi, disse: “Vocês têm muito o que mostrar. Falem, mobilizem, ajudem a mobilizar a juventude a barrar o desmonte da Educação; ajudem a mobilizar os trabalhadores contra a retirada de direitos e o desemprego; ajudem a mobilizar os brasileiros pela soberania do nosso País. Se alguns não defendem o Lula Livre, não tem problema. O mais importante é salvar nosso País do desmonte. Nós vamos provar esta farsa que foi o meu julgamento”. Também ouvi dele neste dia: “Solidariedade é algo que não se impõe, é algo voluntário”.

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GERALDO SIMÕES E A REFORMA DE RUI

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Marco Wense
 

Nos bastidores, o que se comenta é que o ex-governador e senador eleito Jaques Wagner pode levar Geraldo para Brasília, se o companheiro ficar de fora do Governo Rui Costa neste segundo mandato.

Toda vez que a reforma administrativa do governador Rui Costa emerge nas conversas entre petistas, o nome de Geraldo Simões é logo lembrado.
Prefeito de Itabuna por duas vezes, 1993-1996 e 2001-2004, também conhecido como “Minha Pedinha”, Geraldo divide a cúpula estadual do Partido dos Trabalhadores.
Tem os que defendem sua indicação para um cargo de primeiro escalão e os que torcem para Simões continuar a ver navios. Os mais religiosos fazem até promessas ao Senhor do Bonfim e colocam fitinhas no pulso.
Geraldo se mostra tranquilo.
Compreende que o chefe do Executivo não tem muita simpatia por ele. Até as freiras do convento das Carmelitas sabem da frieza de Rui com o ex-alcaide. Deve ter seus motivos, nunca revelados de público, mas sempre comentados em conversas reservadas.
A situação de Geraldo, quando comparada com a de priscas eras, como diria o saudoso, inquieto e polêmico jornalista Eduardo Anunciação, hoje em um lugar chamado Eternidade, é infinitamente melhor.
Teve um período em que Geraldo era uma espécie de “patinho feio” para Everaldo Anunciação, presidente estadual do PT, e Josias Gomes, então secretário de Relações Institucionais de Rui Costa. O apoio de Geraldo à reeleição de Josias para o Parlamento federal amenizou o pega-pega do passado.
Nos bastidores, o que se comenta é que o ex-governador e senador eleito Jaques Wagner pode levar Geraldo para Brasília, se o companheiro ficar de fora do Governo Rui Costa neste segundo mandato.
Geraldo Simões, que tem o controle do diretório do PT de Itabuna há muito tempo, é adorado por muitos e também odiado na mesma proporção.
O maior obstáculo no caminho de GS é sua performance nas últimas eleições que disputou, com resultados muito abaixo do esperado, provocando uma derrota atrás da outra.
Uma pergunta, no entanto, é oportuna e pertinente: Geraldo Simões estaria mesmo interessado em ocupar um cargo no Governo do Estado?
No mais, esperar o que vai acontecer com a reforma de Rui Costa, que terminou oxigenando o discurso oposicionista de que o morador mais ilustre do Palácio de Ondina cometeu “estelionato eleitoral” ao passar para o eleitor que a situação financeira do governo estava sob controle, que tudo corria conforme o figurino da boa e exemplar administração da coisa pública.
PS – Geraldo Simões, um dos fundadores do PT de Itabuna, é portador de uma invejável coerência na sua vida pública. O exemplo bem tupiniquim desse seu nexo político, se deu com a inusitada aliança entre Rui Costa e Fernando Gomes, atual gestor de Itabuna e considerado, por muito tempo, o maior inimigo do PT no sul da Bahia, daqueles que não perdiam a oportunidade de esculhambar com o partido e os petistas. Geraldo, quando questionado sobre o enlace político entre Rui e Fernando, foi hilariante: “casamento de cobra com jacaré”. A dúvida, até hoje não esclarecida, ficou por conta de quem seria a cobra e o jacaré.

ACORDO ASSEGURA "RODÍZIO" GOVERNISTA NA PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

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Adolfo, Alex Lima, Nelson Leal e Rosemberg || Reprodução Twitter

O deputado Nelson Leal (PP) deverá ser o presidente da Assembleia Legislativa em fevereiro de 2019, após acordo selado entre candidatos ao comando da Mesa Diretora da Alba. No esquema de rodízio, Adolfo Menezes (PSD) deverá comandar a casa no biênio 2021-2022.
Alex Lima (PSB) deverá ser o vice-presidente da Mesa Diretora em 2019, conforme o acordo que também definiu Rosemberg Pinto (PT) como o líder do governo em 2019 (reveja aqui).
O governador Rui Costa usou a conta pessoal no Twitter para dizer que o acordo na base é “histórico”. Para ele, a posição adotada pelos dois maiores partidos aliados “reflete o amadurecimento político” dos parlamentares.

MANGABEIRA CLASSIFICA COMO "MEDÍOCRE" GOVERNO DE FERNANDO

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Mangabeira (à esquerda) avalia governo de Fernando como “medíocre”

Eleito suplente de deputado federal e segundo colocado na corrida à Prefeitura de Itabuna em 2016, Antônio Mangabeira classificou como “medíocre” a gestão de Fernando Gomes. Dr. Mangabeira, como é mais conhecido, emitiu nota conjunta com o PDT na qual faz duras críticas ao governo municipal.
– Itabuna é mais uma vez vítima de um governo medíocre. Já pode ser considerada a capital do atraso na Bahia – diz em nota pública.
A nota conjunta elenca vários problemas administrativos e irregularidades na gestão de Fernando. Segundo Mangabeira, falta planejamento, competência técnica e responsabilidade com a administração pública e sobram “arrogância, prepotência e intimidação”.
Mangabeira ainda aponta que a cidade está “sitiada pelo medo, onde as pessoas temem externar suas opiniões sobre os governos”. E, ainda sobre a gestão de Fernando, o médico e suplente de deputado diz parecer que o governo está no fim, atolado em “problemas administrativos, jurídicos e de colapso dos serviços públicos”.
A nota é emitida depois de um movimento pedir a saída de Fernando do poder durante passeata na Avenida do Cinquentenário (veja aqui) e de o prefeito encerrar contrato de Mangabeira com o município.
O médico hematologista prestava serviço na Policlínica 2 de Julho, da rede municipal. A justificativa para encerramento do contrato foi a de que Mangabeira prestava atendimento em quantidade superior à contratada e descaracterizando a unidade voltada a especialidades médicas. Confira a íntegra da nota no “leia mais”, na sequência.

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A AMEAÇA DO "NÃO VOTO"

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Gaudêncio Torquato
 

A campanha mais curta – de 45 dias nas ruas e de 35 dias na mídia eleitoral – beneficiará os mais conhecidos e aqueles de maiores recursos financeiros.

 
As projeções apontam para a elevação do índice do NV (Não Voto – abstenções, votos nulos e brancos), na eleição de 7 de outubro, a um patamar acima de 40%. Recorde-se que o 2º turno da eleição para governo de Tocantins, em junho passado, registrou 51,83% de eleitores votando em branco, anulando ou deixando de comparecer às urnas.
Trata-se, como se deduz de pesquisas, da indignação do eleitor em relação às coisas da política – atores, métodos e processos. O eleitor protesta contra o lamaçal que envolve a esfera política, que parece indiferente a um clamor social exigindo mudanças de comportamentos e atitudes. A principal arma que dispõe o eleitor para mudar a política é o voto. Ora, se o cidadão se recusa a usar esse direito está, de certa forma, contribuindo para a manutenção do status quo, perpetuando mazelas que infestam o cotidiano da vida política.
Estamos, portanto, diante de um dilema: caso o NV assuma proporções grandiosas no pleito deste ano, a hipótese de mudança na fisionomia política cai por terra, arrastada por ondas da mesmice, onde se enxergam as abomináveis práticas do fisiologismo (“é dando que se recebe”), o coronelismo (os currais eleitorais, a política de cabresto), o nepotismo (as engordas grupais), a estadania (o incremento da dependência social do Estado), o neo-sindicalismo peleguista (teias sindicais agarradas às mamas do Estado), a miríade de partidos e seus escopos pasteurizados etc.
A renovação política, bandeira erguida pela sociedade organizada, corre o risco de fracassar, caso o eleitorado se distancie do processo eleitoral ou, mesmo comparecendo às urnas, anule o sufrágio ou vote em branco. É oportuno lembrar que o eleitor é peça fundamental no jogo de xadrez da política. Se não tentar dar um xeque no protagonista que busca se eleger, este acabará sendo empurrado para o altar da representação política por exércitos treinados nas trincheiras dos velhos costumes. Assim, a renovação nas molduras governativa e parlamentar não ocorrerá.
Aliás, calcula-se que a renovação da representação no Parlamento seja de apenas 40% este ano, menor do que em pleitos do passado. A campanha mais curta – de 45 dias nas ruas e de 35 dias na mídia eleitoral – beneficiará os mais conhecidos e aqueles de maiores recursos financeiros. (No pleito anterior, a campanha tinha 90 dias de rua e 45 dias de programa eleitoral no rádio e TV).
O fato é que não se pode contar com mudança política por unilateral vontade do corpo parlamentar. Deputado ou senador, se não recebem pressão da base eleitoral, resistem a qualquer ideia de avançar, alterar, mudar regras que, hoje, os beneficiam. Ou, para usar a expressão mais popular, não darão um tiro no pé. Por conseguinte, a reformulação da política carece de participação ativa do eleitor, razão pela qual este deve cobrar de seus candidatos compromissos com avanços com o fito de eliminar os cancros que corroem o corpo político.
Em suma, a política não se renova porque não há, por parte dos representantes, desejo de mudá-la. E não há desejo porque o eleitor ainda não jogou seu representante no carrossel das transformações. O pleito de outubro deste ano tende a encerrar a era do grande compadrio na política. O que não quer necessariamente dizer que isso ocorrerá. Por isso mesmo, urge despertar a consciência cívica do cidadão. Motivá-lo a colocar sobre os trilhos o trem das mudanças. Toda a atenção deve se dar à bomba que ameaça explodir a locomotiva: o Não Voto. Abstenções, votos nulos e brancos, em demasia, são os ingredientes que podem implodir nosso ainda incipiente sistema democrático.
Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação.

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