skip to Main Content
4 de agosto de 2020 | 11:52 am

FERNANDO RIELA É CONVOCADO PARA A SELEÇÃO DO CÉU

Fernando Riela era craque dentro e fora do campo
Tempo de leitura: 4 minutos

Quatro irmãos, quatro craques! Fernando, Carlos, Leto, Lua. Uma família boa de bola. Boa de bola é pouco, isso era para quem não gostava de futebol. Uma família de craques testada e aprovada por onde passaram. Em campo chegavam a ser adversários: Dois no Fluminense – Fernando e Carlos, no Flamengo – Carlos, e Lua, o mais novo, no Janízaros, cada qual com seu estilo e posição.

 

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Nesta quarta-feira (22) o esporte fica de luto e os desportistas perdem um ídolo: Fernando Riela, o maior ponta-esquerda do futebol de Itabuna, que há muito vinha driblando as complicações cardíacas. De repente, por uma leve distração ou pelos efeitos sobrenaturais do futebol, Fernando Riela não conseguiu chegar ao fim da linha esquerda com a bola nos pés e cruzar para o gol, como fazia no velho campo da Desportiva.

Perdeu a bola para o adversário – seu próprio coração – e tomou um gol de contra-ataque nesta madrugada. Infelizmente, perdeu o jogo, não o do seu Fluminense ou da gloriosa Seleção Amadora de Itabuna e no Itabuna Esporte Clube, mas da vida, para a tristeza de familiares, amigos, admiradores. É sempre assim, nem sempre conseguimos ganhar todas as partidas, às vezes empatamos, outras perdemos.

E Fernando Riela estava acostumado com os altos e baixos do futebol, onde muitas vezes dominava o jogo inteiro, estraçalhava o adversário, aplicava-lhe dribles infernais e não conseguia a chegar ao gol. Na vida também é assim. Passamos boa parte de nossa existência numa boa, ganhando todas, e lá pela frente nos alcança o cansaço, próprio dos anos vividos. Bem ou mal vividos, tanto faz.

O que importa é completar o ciclo por cima, amparado pelo que fizemos de bom, o que deixaremos como exemplo para a sociedade que nos cerca. É o chamado legado, no caso de Fernando Riela, bem positivo. É certo que ninguém está livre de tomar uma bola “pelas costas” num cochilo qualquer, mas logo retomada com maestria e finalizada com um gol magistral.

Mas o tempo não perdoa. A cada minuto o árbitro da partida está de olho no relógio, preocupado com os 45 minutos do segundo tempo, impedindo qualquer avanço para a linha de fundo. Às vezes, até dá pra cruzar a bola, que nem sempre chega à cabeça do centroavante e ir ao fundo da rede e partirmos para comemorar mais um tento na nossa vida, o que equivale ao “por pouco não chegamos lá”.

Você deve lembrar com saudade, Fernando, de quando recebia a bola e partia para a linha lateral cercado de zagueiros, controlando a bola coladinha no pé esquerdo e passando – de passagem – por todos eles? Claro, como poderia esquecer essa jogada, que terminava com um lançamento para a pequena área e gol. Como esquecer a galera inteira do campo da Desportiva aclamando mais um gol! Impossível esquecer!

Quatro irmãos, quatro craques! Fernando, Carlos, Leto, Lua. Uma família boa de bola. Boa de bola é pouco, isso era para quem não gostava de futebol. Uma família de craques testada e aprovada por onde passaram. Em campo chegavam a ser adversários: Dois no Fluminense – Fernando e Carlos, no Flamengo – Carlos, e Lua, o mais novo, no Janízaros, cada qual com seu estilo e posição.

Se separados eram bons, imaginem juntos na invencível Seleção Amadora de Itabuna, que chegou ao octacampeonato. Uma emoção e tanto para os torcedores, imaginem para os outros tantos craques que atuavam juntos. Como ouvi algumas vezes de outro craque dessa época, o meu amigo Bel (Abelardo Moreira), era fácil jogar com tanta inteligência e ginga junto, tudo ficava mais fácil.

Mas Fernando Riela não foi somente um jogador de futebol, melhor, o jogador de futebol, ou como o definiu o também jogador Maurício Duarte, com passagens por grandes clubes brasileiros: Fernando Riela foi o Garrincha pela ponta-esquerda. Fora dos gramados, era um amigo leal, um pai de família exemplar, um empresário, um cidadão sempre disposto a participar dos eventos do bem.

Dos quatro, dois estão entre nós, Carlos e Lua. Leto, e agora Fernando já nos deixaram por terem sido escalados por Deus para a seleção do Céu, onde jogam ao lado de tantos colegas. Lembram de Tombinho, Santinho, Léo Briglia, Jonga Preto, Luiz Carlos, Humberto, Danielzão, Valdemir Chicão, Neném, Santinho, Humberto Cézar, Zequinha Carmo, Amilton e tantos outros, animados pela charanga de Moncorvo.

Fernando Riela jogou em Itabuna, mas pelo futebol que jogava poderia ter atuado no time que quisesse e somente não estreou no Vasco da Gama para atender a um pedido do seu pai, seu Astor, que não abria mão de não ver seu filho jogando naquele Fla-Flu grapiúna. Atendendo ao pedido paterno, deixou o Rio de Janeiro, viajou para Itabuna e jogou no clássico. Estraçalhou o Flamengo, embora tenha perdido o jogo no segundo tempo.

O tempo que não para, não perdoa quando é chegada a hora, como não parou agora.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

DIA INTERNACIONAL DO GOLEIRO. QUAL O SEU HOMENAGEADO?

Tempo de leitura: 3 minutos

Caso seja bafejado pela sorte, ou quem sabe, a técnica, defendendo sua retaguarda, é aplaudido efusivamente pelos torcedores de sua equipe e xingado pela torcida adversária. Se não foi feliz na sua intervenção, “a casa cai” e imediatamente ganha, no mínimo, a alcunha de frangueiro

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Não sei como surgiu a homenagem aos goleiros, comemorada em todo o mundo no dia 26 de abril. Goleiro é uma das posições que não admitem falha, pois no futebol é o gol quem “manda” e quem marca mais ganha o jogo, o turno, o campeonato. Goleiros bons já tivemos à mancheia, embora os milhões de comentaristas brasileiros sempre disseram que eles não sabiam sair das quatro linhas como os europeus.

Na seleção canarinho sempre foi motivo de amor e ódio. Que o diga o goleiro da Copa de 50, Barbosa, que tomou os dois gols do “Maracanaço”, marcado para sempre e morreu com esse desgosto. Dizem até que o lugar do goleiro – embaixo dos três paus – é tão amaldiçoado que não nasce grama. As diferenças entre o goleiro e os atacantes são abissais e ninguém enfarta caso um atacante perca um gol, mas morre se o goleiro toma.

Marcadas as diferenças, alguns goleiros sabem se impor e conseguem fazer história nos times por que passam – com raríssimas exceções – e na Seleção Brasileira, outros não conseguem essa proeza. Guarda-redes, goalkeeper, arqueiro ou simplesmente goleiro é aquele que consegue fazer voos sensacionais para tirar, com a ponta dos dedos, a bola da direção do gol, se jogar nos pés do atacante, calcular o lado certo da batida da falta ou do pênalti.

Caso seja bafejado pela sorte, ou quem sabe, a técnica, defendendo sua retaguarda, é aplaudido efusivamente pelos torcedores de sua equipe e xingado pela torcida adversária. Se não foi feliz na sua intervenção, “a casa cai” e imediatamente ganha, no mínimo, a alcunha de frangueiro e perde a admiração da torcida e a confiança do treinador e dos cartolas do clube, mesmo sendo o petardo disparado pelo adversário indefensável.

Neste domingo (26), Dia do Goleiro, fiz questão de homenagear o arqueiro Manga, que sabia se colocar em frente da trave como ninguém. No Botafogo foi Campeão Carioca em 1961, 1962, 1967 e 1968, Taça Brasil de 1968, Rio-São Paulo de 1962, 1964, 1966. Já que falei de estatística, pelo Botafogo jogou 442 partidas e sofreu 394 gols. Também jogou 12 partidas pela Seleção Brasileira.

Manga em ação defendendo o Botafogo (RJ)

Pelo Botafogo passaram grandes goleiros, com os quais me identifiquei bastante, mas Manga sempre foi especial pela sua presença e firmeza na pequena área e impunha respeito ao abrir “as asas” e deixar o atacante perdido, sem saber o que fazer. Melhor, ainda, quando o próximo jogo era contra o Flamengo e ele não perdia a esportiva ao dizer que tinha recebido o “bicho” pela vitória antes mesmo do jogo.

Já Maurício Duarte, ex-jogador profissional de grandes equipes brasileiras (Botafogo, inclusive), radialista, comentarista de futebol, amigo de excelente caráter, homenageou o goleiro Laércio, do Itabuna. E a homenagem foi prestada em tempo certo a uma pessoa que não mais se encontra entre nós e fez história no Itabuna Esporte Clube e em Itabuna, chegando a ser o xodó da torcida pelas grandes atuações dentro e fora do campo.

Itabuna sempre foi pródiga em bons goleiros desde os tempos do futebol amador – Fluminense, Flamengo, Grêmio, Janízaros, Bahia, Itabuna, Corinthians e Botafogo, este com um fato inusitado: o goleiro Danielzão mais tarde trocou de posição e passou a jogar como centroavante. Esses mesmos goleiros dos clubes defenderam com mãos de ferro a Seleção de Itabuna, vencedora do Intermunicipal por oito anos seguidos: Octacampeã.

Desfilaram em baixo dos três paus da seleção itabunense os goleiros Carlito, Asclepíades, Ivanildo, Plínio, Luiz Carlos, Betinho, dentre outros, que escreveram seus nomes da história do futebol itabunense. Goleiros que defendiam bolas impossíveis e se atiravam nelas como um esfomeado em busca de um prato de comida, para não deixar de citar a rica e bela gíria futebolística, além dos altamente técnicos.

É uma justa homenagem a um profissional – antes amador – que destoa dos colegas de equipe desde pequeno, por ser raro os que têm o sonho de ser goleiro e lutam para isso nos babas e escolinhas de futebol. Não raro, os goleiros são descobertos por serem aqueles que não têm talento para jogar na zaga, meio do campo e ataque e são escalados nos babas como goleiro, posição pouco disputada nos campinhos.

Por isso e tudo isso, minhas homenagens aos goleiros do Brasil e do mundo. Vai que é sua, Tafarel!

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

MARAÚ: ETAPA DO VERÃO COSTA A COSTA É CANCELADA

Tempo de leitura: < 1 minuto

A Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e a Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), juntamente com o programa FazAtleta e a Litoral Esporte, informam o cancelamento da 5ª etapa do Projeto Verão Costa a Costa, em Maraú. As atividades desta etapa estavam programadas para os dias 21 e 22, em Barra Grande, distrito do município do baixo-sul baiano.

A medida foi tomada em concordância com as orientações do Ministério da Saúde, que, após declaração do estado de pandemia para o novo coronavírus (Covid-19), feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), recomendou o cancelamento de grandes eventos para evitar aglomerações de pessoas. Nesta segunda (16), a Bahia confirmou o décimo caso de paciente com o Covid-19 (reveja aqui).

ITACARÉ: 4ª ETAPA DO VERÃO COSTA A COSTA TERÁ PROVAS DE CANOAGEM

Opção pelo turismo doméstico beneficiará municípios como Itacaré, no sul do estado || Foto José Martins
Tempo de leitura: < 1 minuto

O projeto Verão Costa a Costa chega a Itacaré no próximo final de semana, dias 7 e 8 de março, trazendo, dentre as novidades, o Torneio de Canoagem. Organizada pela Associação Cacaueira de Canoagem, a competição contará com mais de 120 atletas e cerca de 30 dirigentes das cidades de Itacaré, Maraú, Ubatã e Ubaitaba.

A disputa será no estilo velocidade – 200 metros, nas modalidades Cadete (atletas de 15 e 16 anos), Júnior (atletas de 17 e 18 anos) e Sênior (atletas entre 19 a 34 anos), tanto no masculino quanto no feminino.

Além da Canoagem, o Verão Costa a Costa leva para Itacaré outras modalidades esportivas como o Futevôlei, o Futebol de Areia e o Surf. O público poderá acompanhar tudo de graça e, ainda, brincar e se divertir em equipamentos de esportes radicais e aventura como a parede de escalada, o full pipe, o giromaster, o arvorismo e bungee trampolim.

VERÃO COSTA A COSTA

O Verão Costa a Costa é uma realização da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia (Setre) e da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) com apoio da Bahiatursa e patrocínio da Coelba, através do programa FazAtleta.

Leia Mais

ITABUNA: OBRAS REVITALIZAM CALÇADAS DA BEIRA-RIO

Obras revitalizam calçadas da Beira-Rio, região central de Itabuna
Tempo de leitura: < 1 minuto

As obras de revitalização de trecho da Beira-Rio – avenidas Aziz Maron, Mário Padre e Fernando Cordier – preveem implantação de pista de cooper e piso tátil, segundo anúncio da Prefeitura de Itabuna. A calçada está sendo ampliada, facilitando a prática de cooper e caminhadas.

A obra está sendo tocada por mais de 20 operários. A engenheira Géssica Chaussê, responsável técnica pela obra, pede a compreensão das pessoas que passam diariamente pelo local, pois há necessidade de interdição de trechos das calçadas enquanto durar a obra. O município ainda não informou o prazo de execução nem o valor da obra.

CANAVIEIRAS PROMOVE TORNEIO DE PESCA ESPORTIVA

Torneio será neste final de semana, em Canavieiras, no sul da Bahia
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Clube de Pesca Esportiva de Canavieiras (CluPeCanes) promove, neste domingo (1º de março), o 1º Torneio de Pesca Esportiva de Canavieiras. Este ano, a sede da CluPeCanes será implantada na Cabana Toda Nua, na Atalaia Sul, onde serão realizadas as inscrições, pesagens e premiação.

De acordo com o presidente do Clube de Pesca Esportiva de Canavieiras, Carlos Antônio Niela, os primeiros classificados serão distinguidos com troféus e outras premiações, além de sorteio de brindes. A inscrição de cada um dos competidores custa apenas R$ 60,00 e mais informações poderão ser fornecidas por Niela (73 99996-8803) ou Juliano (73 999934040).

O torneio é o primeiro organizado pela CluPeCanes, entidade criada para promover e organizar eventos ligados a pesca esportiva em Canavieiras. A equipe da CluPeCanes possui know how na promoção de torneios em Canavieiras, antes sob a direção do Clube de Pesca Esportiva de Ilhéus (Clupesil), cujos associados já garantiram participação no evento deste domingo.

Leia Mais

REI DO INTERMUNICIPAL, BETO OLIVEIRA QUER MAIS TÍTULOS E TREINAR A SELEÇÃO DE ITABUNA

Tempo de leitura: 12 minutos

Poucos treinadores conquistaram tantos títulos no futebol do interior da Bahia como Beto Oliveira. São seis troféus do Campeonato Intermunicipal, três deles consecutivos (2017-2018-2019), e uma conquista com equipe profissional, no comando do Itabuna Esporte Clube, em 2002, na Segunda Divisão do Baiano.  A equipe conseguiu o acesso invicta depois de 10 anos sem disputar nenhuma competição.

Em entrevista exclusiva ao PIMENTA, o treinador fala do sonho de conquistar um Campeonato Baiano e mais três títulos do Intermunicipal. Ele também comenta sobre o sufoco que passou por conta da desconfiança dos torcedores de Itamaraju durante a temporada passada, quando teve de montar uma equipe completamente diferente da que se sagrou campeã em 2018.

Beto Oliveira afirma ainda que é louco para treinar a Seleção de Itabuna e observa que o Campeonato Interbairros deveria ser no primeiro semestre, não no segundo, como é realizado hoje. O técnico também fala de Pep Guardiola, Abel Braga, Jorge Jesus e do time rubro-negro carioca: “O Flamengo de hoje é encantador”.

Veja a íntegra da entrevista.

Blog Pimenta – Sua carreira começa na década de 80 como jogador. Exatamente quando?

Beto Oliveira- Comecei na base do Itabuna Esporte Clube em 1982 e me profissionalizei três anos depois. Atuei pelo Itabuna até 87. Rodei por algumas equipes profissionais no país. Em 91 voltei para o Itabuna e um ano depois fui para o Grêmio Maringá. Em 93 encerrei a carreira como jogador de futebol e comecei a treinar a divisão de base do Itabuna, em 94, sendo técnico do time que disputou a Copa Rio daquele ano. Fiquei como treinador da equipe por três anos seguidos.

Pimenta- E no futebol profissional?  

Beto – Comecei em 2000, quando treinei o Grapiúna nos últimos quatro jogos da Segunda Divisão do Campeonato Baiano. Vencemos o Astro, Bahia de Feira, Barreiras e Jequié, salvo engano. Uma das equipes utilizou um jogador irregular, houve alteração na classificação e perdemos a chance de disputar o título naquele ano.

Pimenta – Um início de carreira de treinador empolgante, por sinal.

Beto Foi sim. Em 2001, treinei o Grapiúna que disputou a Taça São Paulo de Futebol Júnior. No retorno, voltei à equipe profissional do Grapiúna para, mais uma vez, disputar a Segunda Divisão do Baianão. Ficamos com o vice-campeonato. Perdemos o título para o Palmeiras do Nordeste, então filial do Palmeiras de São Paulo. Eles tinham uma equipe muito forte e subiram.

Pimenta – E o primeiro título na carreira?

Beto Em 2001, fui contratado para treinar a Seleção de Coaraci no Intermunicipal. Ali, ganhei o meu primeiro título. No outro ano, voltei ao futebol profissional para comandar o Itabuna Esporte Clube na Segunda Divisão. A equipe estava há 10 anos sem participar de competições. Conquistamos o título da Série B de forma invicta e garantimos vaga na elite do futebol baiano.

Pimenta – Em 2002 a sua primeira competição nacional. Foi isso?

Beto Sim. Como treinador do Colo Colo no Campeonato Brasileiro da série C. Em 2003 voltei ao profissional do Itabuna e ficamos na terceira colocação no Baianão. Perdemos a semifinal para o Vitória, que estava na série A do Campeonato Brasileiro.

Pimenta – E o seu segundo título no Intermunicipal?

Beto – Foi em 2004, com a Seleção de Itamaraju.

 

 

Já fiz uma análise e cheguei à conclusão de que ainda é cedo para parar. Quero retornar ao futebol profissional e ganhar mais títulos.

 

Pimenta – Rodou muito como treinador…

Beto – Minha carreira foi entre equipes amadoras e profissionais. E o terceiro título no Intermunicipal também foi no extremo-sul do estado. Em 2009 fechei um contrato com a Seleção de Porto Seguro por dois anos. Ficamos em terceiro lugar, mas conquistamos o título, invicto, em 2010.

Pimenta – Sete anos depois mais um título…

Beto Em 2017, com a Seleção de Eunápolis. No ano seguinte retornei à Itamaraju, onde conquistamos dois títulos consecutivos do Campeonato Intermunicipal.

Pimenta – Beto Oliveira foi um bom jogador?

Beto Tenho uma família de atletas. Danielzinho começou a carreira no Itabuna e passou por equipes como Palmeiras (na base) e Bragantino, na década de 80. Guiovaldo também tem passagem pelo Itabuna, futebol de Portugal e várias equipes no Brasil. Acho que fui um bom jogador sim. Comecei como volante e depois fui atuar como zagueiro. Nas décadas de 80 e 90, tínhamos muitos craques. Era muito difícil para o profissional do interior ser contratado por um time grande do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais ou Sul do País.

Pimenta – Já pensou em parar?

Beto Já fiz uma análise e cheguei à conclusão de que ainda é cedo. Quero retornar ao futebol profissional e ganhar mais títulos.

Pimenta – Já recebeu propostas para trabalhar neste ano?

Beto Recebi uma proposta de um dos times da Primeira Divisão do Campeonato Baiano, mas não possível o acerto por questões financeiras. Ofereceram um valor menor do que eu ganhava no Intermunicipal. Entendi ser uma desvalorização muito grande. Para trabalhar no profissional, na elite do Baiano, o técnico merece ter uma remuneração melhor.

 

 

Tenho algumas propostas. Provavelmente em março, estarei treinando uma equipe da Segunda Divisão do Baiano.

 

 

Pimenta – Você não estaria em uma vitrine melhor?

Beto No futebol profissional a cobrança é muito maior. Todos da cidade exigem uma campanha excelente. A expectativa gira em torno de vencer Bahia e Vitória e conquistar o título de campeão. Tenho algumas propostas. Provavelmente em março, estarei treinando uma equipe da Segunda Divisão do Baiano.

Pimenta – Qual foi a conquista de Campeonato Intermunicipal mais fácil e a mais difícil?

Beto Não existe conquista fácil, ainda mais em se tratando do Intermunicipal, que é disputado por 64 equipes. É uma competição que dura seis meses. Enfrentamos muitas dificuldades. Às vezes, perda de jogadores importantes no decorrer da competição.

Pimenta – O título mais marcante, então?

Beto O mais prazeroso foi primeiro, conquistado com a Seleção de Coaraci. Embora tivesse sido vice-campeão da segunda divisão com Grapiúna, chegamos sem muito conhecimento sobre o Intermunicipal, que é uma competição totalmente diferente. Peguei uma seleção formada basicamente por ex-jogadores profissionais e vividos na competição e eu sem experiência.  Achei um pouco mais difícil para impor a minha metodologia de trabalho, mas tudo deu certo.

Clique em leia mais, abaixo, e confira a íntegra da entrevista.

Leia Mais

VERÃO COSTA A COSTA LEVA ESPORTE E MUITA MÚSICA PARA O LITORAL SUL DE ILHÉUS

Garotada pôde interagir e experimentar equipamentos de lazer e diversão
Tempo de leitura: 2 minutos

Durante todo o sábado (15), moradores e turistas em Ilhéus, no sul do Estado, puderam se divertir e acompanhar disputas dos torneios esportivos de Surf, Stand up Paddle, Futevôlei e Beach Soccer na Praia do Sul. As ações fazem parte da programação do Projeto Verão Costa a Costa, que vai até amanhã (16), das 8h às 17h. Além das atividades de esporte e aventura, a iniciativa conta com apresentações musicais da banda Chicafé e do cantor Junior Santê, que fazem novamente o encerramento do primeiro dia do evento, e das bandas Papazoni e Os Barões, que se apresentam às 16h deste domingo (16), fechando com muito swing e energia a terceira etapa do projeto.

Entre os visitantes que se divertiram na manhã de hoje estavam o estudante Ybrahim Mota, de 13 anos. Veranista em Ilhéus, o garoto, do município de Ibirataia, falou sobre a sua alegria de participar do projeto e brincar pela primeira vez em equipamentos como o bungee trampolin e o giromaster. “Evento muito legal, mais ainda por ser gratuito, o que possibilita que todo mundo possa aproveitar”, disse.

Para Davidson Magalhães, secretário estadual de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), o Verão Costa a Costa chega à terceira etapa cada vez mais consolidado e alcançando seu objetivo, “que é o fortalecimento do esporte e da economia local, por meio das feiras de economia solidária e do artesanato”.

Gestor da Federação do Esporte Amador da Bahia (Unisport), José Sandes Filho afirmou que o saldo do projeto nas três primeiras etapas é positivo. “Um grande evento, espero que amanhã o público compareça em maior número, assim como vem acontecendo nos outros municípios”, disse.

Sandes Filho falou ainda sobre a capacidade de adaptação do Verão Costa a Costa à cultura local: “Percebemos que cada uma dessas três cidades tem uma cultura diferente e com isso vamos adaptando a nossa programação, para que o projeto atinja cada vez mais o público e os atletas tanto das cidades sedes, quanto das suas circunvizinhas”, afirmou.

“A gente fica feliz com essa parceria do Município de Ilhéus com o Governo do Estado. Com união, dá pra se fazer o Projeto Verão Costa Costa. Ilhéus não poderia estar fora disso na promoção do turismo, desenvolvimento econômico, emprego e renda. Com esse sol maravilhoso, essa praia linda de Ilhéus, essa estrutura montada, a parceria só tem que dar certo. Por isso que a gente fala, orgulho no peito, esporte e turismo nas ruas”, destacou o prefeito Mário Alexandre.

ARTESANATO

Cerca de 60 artesãos receberam hoje, na feira de artesanato montada no Verão Costa a Costa, a carteira nacional de artesão, que dá a eles, entre outros benefícios, o direito de expor seus trabalhos em feiras e praças de todo o território nacional e isenção de impostos sobre a importação dos seus produtos.

Leia Mais

AFRODISÍACO E PIERRE ONASSIS FECHAM O VERÃO COSTA A COSTA EM PORTO SEGURO

Tempo de leitura: < 1 minuto

Neste domingo (2), às 16h, a banda Afrodisíaco, comandada por Pierre Onassis, sobe ao palco do Verão Costa a Costa, na Arena Boca da Barra, em Porto Seguro, para encerrar a segunda etapa do projeto que desembarca nesse final de semana (1º e 2 de fevereiro), na cidade. Além dos shows, o evento traz ao município competições e práticas esportivas, programas culturais e artesanato. A participação é gratuita.

De volta aos palcos depois de um período dedicado a outros projetos, Pierre Onassis, junto com o Afrodisíaco, promete agitar Porto Seguro no evento Verão Costa a Costa. A banda vai apresentar os clássicos da axé music, seus grandes sucessos, como Café com Pão e Já É e outros sucessos compostos por Pierre ao longo da sua carreira.

VERÃO COSTA A COSTA

O Verão Costa a Costa é uma realização da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia (Setre) e da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) com apoio da Bahiatursa e patrocínio da Coelba, através do programa FazAtleta.

PORTO SEGURO RECEBERÁ 2ª ETAPA DO PROJETO VERÃO COSTA A COSTA

Tempo de leitura: 2 minutos

Bungee trampolim é uma das atrações do Verão Costa a Costa || Foto Divulgação

Após passar pela Costa das Baleias, o projeto Verão Costa a Costa aportará no próximo final de semana, dias 1º e 2 de fevereiro, em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento. Durante os dois dias, moradores e turistas poderão se divertir, gratuitamente, nos equipamentos de aventura e esportes radicais como o bungee trampolim, giromaster, full pipe, escalada e arvorismo, além de participar de oficinas de surf ou torcer e acompanhar os torneios de vôlei de praia, futevôlei, beach soccer e surf, na Arena Boca da Barra, na Avenida Beira Mar, Orla Norte, das 8h às 17h.

Além de esportes, a ação conta com apresentações de grupos de dança e de música, com a participação de artistas locais e de bandas e cantores que se destacam na música baiana, a exemplo do cantor Tatau, que encerrou a etapa de Alcobaça. A atração principal de Porto Seguro ainda é surpresa! Lá, também, o público encontrará uma tenda que abriga artesãos e produtores rurais, podendo adquirir produtos e contribuir para o fortalecimento da economia solidária.

ILHÉUS, ITACARÉ E MARAÚ

De Porto Seguro, o evento segue para Ilhéus (15 e 16 de fevereiro), Itacaré (7 e 8 de março), Maraú (21 e 22 de março), Valença (4 e 5 de abril), Lauro de Freitas (18 e 19 de abril) e Salvador (25 e 26 de abril).

Leia Mais
Back To Top