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24 de junho de 2021 | 04:41 pm

RISCO DE TROMBOSE POR COVID-19 É DE 8 A 10 VEZES MAIOR QUE POR VACINAS

Bahia ultrapassa a marca de 1 milhão de casos de Covid-19
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Um estudo de pesquisadores da Universidade de Oxford indica que o risco de ocorrer trombose venosa cerebral  em pessoas com Covid-19 é consideravelmente maior do que nas que receberam vacinas baseadas na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), como os imunizantes da Pfizer e Moderna.

Além de vacinas de mRNA, a análise também incluiu o imunizante da Oxford/AstraZeneca, produzido no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A pesquisa Trombose venosa cerebral: um estudo de corte retrospectivo de 513.284 casos de Covid-19 confirmados e uma comparação com 489.871 pessoas recebendo vacina de mRNA reuniu os pesquisadores Maxime Taquet, John R. Geddes, Paul J. Harrison.

Eles são do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford e da Oxford Health NHS Foundation Trust), Masud Hussain (Departamento Nutfield de Ciências Clínicas da Universidade de Oxford e da Oxford University Hospitals NHS Foundation Trust) e Sierra Luciano (TriNetX, de Cambridge, Massachusetts).

“Embora a magnitude do risco não possa ser quantificada com certeza, o risco após a Covid-19 é aproximadamente de 8 a 10 vezes o relatado para as vacinas, e cerca de 100 vezes maior em comparação com a taxa da população. O aumento do índice de CVT com a Covid-19 é notável, sendo muito mais marcante do que os riscos aumentados para outras formas de acidente vascular cerebral e hemorragia cerebral”, diz o estudo.

OUTROS EFEITOS DA DOENÇA

Usando uma rede de dados eletrônicos de saúde e da Agência de Medicamentos Europeia (EMA), eles analisaram a incidência de CVT e de PVT em pacientes duas semanas após o diagnóstico de Covid-19, comparando-os com casos associados à influenza e às vacinas.

A análise dos dados da TriNetX Analytics – que abrange 59 organizações de saúde, basicamente nos EUA — mostra que a incidência de CVT em pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 é de 39 para cada milhão de pessoas, bem acima dos observados naqueles que receberam as vacinas da Pfizer e da Moderna (4,1 por milhão).

No caso da gripe, nenhum caso foi observado. Para o PVT, a incidência foi de 436,4 por milhão em pacientes com Covid-19; 98,4 por milhão após a influenza e de 44,9 após as duas vacinas.  Saiba mais sobre os estudos em leia mais.

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CELULAR É A PRINCIPAL FERRAMENTA DE ESTUDO E TRABALHO NA PANDEMIA

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O celular é o principal dispositivo usado tanto por estudantes, para acompanhar aulas remotas, quanto por trabalhadores que tiveram que migrar as atividades para a internet por causa da pandemia. Os dados são da 3ª edição do Painel TIC covid-19 do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A ênfase desta edição foi ensino remoto e teletrabalho. 

A pesquisa, divulgada hoje (5), foi feita com base em entrevistas com 2.728 usuário de internet de 16 anos ou mais, entre 10 de setembro e 1º de outubro deste ano, pela web e por telefone.

Entre os estudantes, 37%, o maior percentual, usam o celular para realizar atividades e acompanhar aulas, 29% usam notebooks e 11%, computadores de mesa. Entre os trabalhadores, 41% usam o celular, 40% notebook e 19%, computadores de mesa.

Embora ajude a ampliar o acesso à internet, o celular tem uma série de limitações, de acordo com a analista de informação no Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), vinculado ao CGI.br, Daniela Costa: “Aqueles que contam com computador em casa, que contam com tablet e uma diversidade maior de dispositivos têm melhores oportunidades de realização desse trabalho ou desse ensino remoto”.

Há diferenças entre as classes sociais. O celular é mais usado como ferramenta de estudos e trabalho pelas classes D e E do que pelas classes A e B. Entre os estudantes, 54% das classes D e E usam celulares e apenas 10%, notebooks. Nas classes A e B, o percentual dos que usam notebooks aumenta, passando para 45%, enquanto aqueles que usam celulares cai para 22%.

Entre os trabalhadores, nas classes D e E, 84% usam celulares, enquanto nas classes A e B, esse percentual é 22%. O computador, seja notebook ou de mesa, é usado por 77% dos trabalhadores usuários de internet das classes A e B.

“Algumas pessoas utilizam planos de dados limitados, que não permitem que acessem a internet de forma completa. Acessam, na verdade, determinados aplicativos. Se precisam fazer pesquisas escolares, não conseguem acessar sites de maneira ilimitada, acessam aplicativos, às vezes de mensagem instantânea ou redes sociais”, diz Daniela.

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MAIOR ESTUDO SOBRE A COVID-19 NO BRASIL É PUBLICADO EM REVISTA BRITÂNICA

Pesquisadores da Unicamp participam de estudo sobre a Covid-19
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O maior estudo de vigilância genômica da Covid-19 na América Latina foi publicado na quinta-feira (23) na Science, uma das revistas acadêmicas mais prestigiadas do mundo. A pesquisa, focada na dispersão do vírus no Brasil, sequenciou 427 genomas do novo coronavírus de 21 estados brasileiros.

A pesquisa foi realizada em conjunto por 15 instituições brasileiras, entre elas a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além de instituições britânicas. Entre os resultados, os pesquisadores detectaram mais de 100 introduções distintas do vírus no Brasil.

O professor do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, José Luiz Proença Módena, explica que os dados mostram que houve vários eventos de introdução do vírus no Brasil, mais de 100, principalmente de pessoas que estavam voltando da Europa e dos Estados Unidos.

“A partir dessa introdução maciça, antes dos eventos de contenção e de isolamento social, o vírus se disseminou principalmente em três grandes grupos, que tiveram maior sucesso e que se espalharam no Brasil”, afirma o professor que coordena o Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (LEVE) do IB, cuja equipe participou da pesquisa.

Nos três grandes grupos de vírus preponderantes, que englobaram 76% dos vírus detectados até abril, José Luiz observa que foram identificadas mutações associadas a formas graves da Covid-19. “Todos eles têm uma mutação pontual na proteína spike, que é uma proteína do vírus associada à patogenicidade, com a doença mais grave e com aumento da carga viral”, diz.

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MULHERES DEDICAM QUASE O DOBRO DO TEMPO DOS HOMENS ÀS TAREFAS DOMÉSTICAS

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Mulher ainda trabalha muito mais que o homem em casa|| Foto Licia Rubinstein

As mulheres dedicaram, em média, 21,3 horas por semana com afazeres domésticos e cuidado de pessoas em 2018, quase o dobro do que os homens gastaram com as mesmas tarefas – 10,9 horas. É o que revela o suplemento Outras Formas de Trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A situação no mercado de trabalho também pouco impactava na jornada doméstica feminina. Mesmo trabalhando fora, a mulher cumpria 8,2 horas a mais em obrigações domésticas que o homem também ocupado.A diferença era ainda maior entre homens e mulheres desempregados. Nessa condição, elas trabalhavam 11,8 horas a mais que eles.

Segundo a pesquisa, estima-se que 87% da população com 14 anos ou mais realizaram afazeres domésticos e/ou cuidado de moradores ou de parentes em 2018, o que representa 147,5 milhões de pessoas. Essa incidência era maior entre as mulheres, 93%, do que entre os homens, 80,4%.

Os dados também mostraram que na condição de cônjuge ou companheira, as mulheres trabalhavam ainda mais, chegando a alcançar 97,7% delas, enquanto entre os homens, na mesma situação, a incidência foi de 84,6%.

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NEUROCIENTISTAS CRIAM LISTA DE MÚSICAS CAPAZES DE DIMINUIR ANSIEDADE

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musicanostreesUm estudo recente da organização britânica Mindlab montou uma lista de músicas capazes de reduzir a ansiedade. Para chegar ao ranking das dez mais, neurocientistas analisaram um grupo de voluntários no momento em que os avaliados executavam tarefas lógicas o mais rápido possível, segundo a Revista Exame.

As atividades programadas, de acordo com o estudo, induziam a níveis de stress. As pessoas analisadas escutavam músicas enquanto tentavam resolver as tarefas. “Através de uma série de sensores, os cientistas puderam medir a atividade cerebral de cada voluntário, além de obter informações fisiológicas como batimentos cardíacos, pressão sanguínea e o ritmo da respiração”.

A playlist montada tem como líder a música Weightless, do Marconi Union, composta em parceria com a British Academy of Sound Therapy, e com a finalidade de proporcionar relaxamento. A capacidade da canção reduzir ansiedade é de até 65%, conforme o Mindlab. Confira a lista completa. Para ouvir as músicas, basta clicar nos links.

1 – Weightless – Marconi Union
2- Pure chill out – Electra
3 – Mellomaniac – DJ Shah
4 – Watermark – Enya
5 – Strawberry swing – Coldplay
6 – Please don´t go – Barcelona
7 – Pure shores – All Saints
8 – Someone like you – Adele
9 – Canzonetta sull´aria – Mozart
10 – We can fly – Café del Mar

 

ESTUDO REVELA QUE BEBER CERVEJA TODOS OS DIAS FAZ BEM PARA A SAÚDE

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cerveja reprodução ibahiaDo Ibahia
Um estudo espanhol comprovou que tomar uma caneca de cerveja por dia combate diabetes, previne contra hipertensão e evita o ganho de peso. A bebida contém ácido fólico, cálcio, ferro e vitaminas – nutrientes que protegem o sistema cardiovascular, além de ter uma baixa graduação alcoólica.
Uma das responsáveis pela pesquisa, a médica Rosa Lamuela afirma: “Nesse estudo, nós conseguimos banir alguns mitos. Sabemos que a cerveja não é a culpada pela obesidade, já que ela tem cerca de 200 calorias por caneca – o mesmo que um café com leite integral”, o estudo foi realizado em parceria entre o Hospital Clínico de Barcelona, Instituto Carlos III de Madri e a Universidade de Barcelona.

Os especialistas também afirmam que a cerveja não provoca aumento de gordura abdominal. Na verdade, a culpa seria dos aperitivos gordurosos que grande parte das pessoas consomem junto com à bebida como frituras e salgadinhos. O estudo ainda indica que mulheres podem beber dois copos pequenos por dia, enquanto os homens até três copos. No entanto, o hábito deve estar associado a exercícios físicos regulares e uma dieta saudável.

BEBER COM AMIGOS 2 VEZES POR SEMANA FAZ BEM À SAÚDE DO HOMEM, DIZ ESTUDO

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Estudo revela benefícios no ato de beber com amigos.

Estudo revela benefícios no ato de beber com amigos.

Uma pesquisa realizada pelo diretor do grupo de pesquisa social e evolucionário de neurociência da Universidade de Oxford, no Reino Unido, Robin Dunbar, pode dar respaldo científico para os homens que gostam de sair com amigos do mesmo sexo para “tomar uma”.

O estudo provou que a prática de ingerir bebida alcoólica até duas vezes por semana melhora a saúde masculina. O esporte coletivo, a exemplo do “baba” no fim de semana, pode também contribuir para o bem-estar mental e físico dos homens.

De acordo com a pesquisa, aqueles que mantêm grupos sociais são mais saudáveis podem ser recuperar de uma doença mais rapidamente e tendem a ser mais generosos. O estudo mostra que os homens precisam realmente se reunir pessoalmente para evitar que a qualidade de suas amizades caia. Informações do Daily Mail e Bahia Notícias.

A GEOGRAFIA DO VOTO

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O cientista político César Romero coordena um estudo que examina a “geografia do voto” nas eleições presidenciais de 1989 a 2006 e uma das suas conclusões desmente a história de que o voto no PT é o dos pobres do Norte e Nordeste, beneficiados pelo Bolsa Família, enquanto os do PSDB são os dos ricos do Sul e Sudeste.
A divisão não se dá exatamente dessa forma e o estudo de Romero aponta a existência de uma “cadeia de interesses” a determinar o rumo do eleitor em cada região.
No Nordeste, por exemplo, o voto petista não seria predominantemente do pobre, mas também dos ricos e “remediados”, que se beneficiam indiretamente da política de combate à pobreza. Isto porque os pobres recebem a ajuda financeira, compram no comércio e isso produz um ciclo virtuoso nas economias locais.
Já no Sul, o estudo aponta uma insatisfação do grande empresário exportador, que vê com maus olhos a valorização do real frente ao dólar, causadora de alegados prejuízos às exportações.
E tudo, como sempre foi na história da humanidade, se explica a partir de questões de ordem econômica.

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