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11 de maio de 2021 | 07:02 am

TURISMO PERDE QUASE 50 MIL EMPREGOS NA PANDEMIA, SEGUNDO CNC

Rio de Janeiro – Pouso e decolagem no aeroporto Santos Dumont.
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A crise provocada pela pandemia de covid-19 fez com que o setor de turismo perdesse 49,9 mil estabelecimentos, com vínculos empregatícios, entre março e agosto deste ano, segundo informou hoje (5) a Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC).

O saldo negativo no período equivale a 16,7% do número de empresas com vínculos empregatícios nestas atividades, verificados antes da pandemia.

Para a CNC, o surto de covid-19 afetou empreendimentos de todos os portes, mas os que mais sofreram perdas foram os micro (-29,2 mil) e pequenos (-19,1 mil) negócios. Regionalmente, os estados e o Distrito Federal registraram redução no número de unidades ofertantes de serviços turísticos, com maior incidência em São Paulo (-15,2 mil), Minas Gerais (-5,4 mil), Rio de Janeiro (-4,5 mil) e Paraná (-3,8 mil).

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a maior parte das atividades que compõem o turismo brasileiro permanece ainda sem perspectiva de recuperação significativa nos próximos meses, principalmente em virtude do caráter não essencial do consumo destes serviços.

“A aversão de consumidores e empresas à demanda, somada ao rígido protocolo que envolve a prestação de serviços dessa natureza, tende a retardar a retomada do setor”, disse Tadros, em nota.

Todos os segmentos turísticos acusaram saldos negativos nos últimos seis meses, com destaque para os serviços de alimentação fora do domicílio, como bares e restaurantes (-39,5 mil), e os de hospedagem em hotéis, pousadas e similares (-5,4 mil) e de transporte rodoviário (-1,7 mil).

FATURAMENTO MENOR

A CNC calcula que, em sete meses (de março a setembro), o turismo no Brasil perdeu R$ 207,85 bilhões. “Mesmo com as perdas ligeiramente menos intensas nos últimos meses, o setor explorou apenas 26% do seu potencial de geração de receitas durante o período”, disse Fabio Bentes, economista da CNC responsável pela pesquisa.

Segundo o estudo, o faturamento do setor turístico apresentou queda de 56,7% até julho, em relação à média verificada no primeiro bimestre. Os números referentes ao volume de receitas evidenciam que o setor tem sido o mais afetado pela queda do nível de atividade ao longo da pandemia, sobretudo, quando comparado ao volume de vendas do comércio varejista (-1,6%), da produção industrial (-5,6%) e do setor de serviços como um todo (-13%).

Com menos estabelecimentos com vínculos empregatícios, o setor de turismo também sofreu em relação à empregabilidade. Em seis meses de pandemia, foram eliminados 481,3 mil postos formais de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“A destruição destas vagas representou uma retração de 13,8% no contingente de pessoas ocupadas nessas atividades. E, na média de todos os setores da economia, a variação relativa no estoque de pessoas formalmente ocupadas cedeu 2,6%”, afirmou Fabio Bentes.

Os segmentos de agências de viagens (-26,1% ou -18,5 mil) e de hotéis, pousadas e similares (-23,4% ou -79,9 mil) registraram os cortes de empregos mais intensos.

PANDEMIA REDUZ FATURAMENTO DE 86% DAS EMPRESAS BAIANAS, APURA SEBRAE

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A pandemia do coronavírus reduziu o faturamento de 86% das empresas baianas, de acordo com a segunda edição da pesquisa feita pelo Sebrae Bahia para analisar os impactos econômicos da pandemia. O resultado deste levantamento capta os efeitos econômicos dos últimos três meses. O percentual é menor que os 91% da primeira rodada da pesquisa, em abril.

O levantamento de agora foi feito no período de 18 a 28 de maio, com empresários de várias regiões do estado. A pesquisa mostrou também que 45% dos estabelecimentos estão em atividade e outros 44% suspenderam, temporariamente, os serviços.

Com a mudança de comportamento do consumidor, devido ao isolamento social, 58% dos entrevistados disseram que estão atendendo à distância, sendo que 26% do total começou a atender nesta modalidade após o isolamento social. As principais dificuldades relatadas pelos empreendedores quanto à esta forma de atendimento são falta de sistema de tecnologia e estrutura para logística de entrega.

FINANÇAS

Com a redução do faturamento, as empresas baianas estão recorrendo a alternativas para manter o funcionamento. Pela pesquisa, 26% dos negócios suportam apenas mais um mês de fechamento das atividades econômicas. Cerca de 46% dos empresários terão que solicitar empréstimos se a quarentena durar até o final de junho.

A pesquisa mostrou também que apenas 16% das empresas já foram beneficiadas com prorrogação de dívidas junto aos bancos. Conforme o levantamento, 47% dos empresários acreditam que a economia brasileira voltará a se recuperar em 12 meses.

NOVAS MEDIDAS

A chegada do coronavírus trouxe também um novo comportamento para as empresas, com adoção de medidas que reduzam a possibilidade de transmissão do vírus. Apesar de 96% das empresas que participaram da pesquisa não apresentarem caso de COVID-19, mais de 50% delas iniciaram práticas de higiene e evitaram aglomerações no ambiente de trabalho, estabelecendo o distanciamento físico adequado no atendimento ao público e entre os colaboradores.

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