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10 de julho de 2020 | 04:58 pm

DE OLHO EM CONCESSÃO, CHINESES SOBREVOAM MINA EM CAETITÉ E TRAÇADO DA FIOL

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Chineses da Crec e representantes de Bamin e governo baiano na mina de ferro

Representantes do Governo do Estado, da Bahia Mineração (Bamin), da ERG, acionista da Bamin, e empresários chineses fizeram neste domingo (12) um sobrevoo na mina de minério de ferro localizada em Caetité, sudoeste do estado, e em trechos da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol).
Na ocasião, os chineses conheceram de perto a qualidade do minério e a extensão da mina. As empresas da China, a Bamin e a ERG vão trabalhar em conjunto para desenvolver os projetos da Fiol, mina de ferro e Porto Sul, que já tem todas as licenças para início das obras.
“O objetivo dessa visita é continuar fortalecendo a parceira dos projetos da Fiol, Porto Sul e mina de ferro. O presidente da companhia chinesa Crec e suas subsidiárias veio conferir de perto o projeto que vai contribuir para o desenvolvimento da Bahia”, afirmou o coordenador executivo da Casa Civil, José Carlos Valle da Silva, que acompanha os chineses na visita.
Nesta segunda-feira (13), o governador Rui Costa irá se reunir com os presidentes e demais executivos das companhias chinesas. Essas empresas vão apresentar resultados dos projetos da mina, Porto Sul e Fiol. Além dos chineses, participam da reunião o presidente da Bahia Mineração (Bamin) e o chefe regional da ERG, grupo controlador da Bamin. Os chineses estão interessados, ainda, na concessão da Fiol. O estudo de viabilidade técnica e econômica da ferrovia foi aprovado na última semana (reveja aqui).

FIOL É INCLUÍDA EM PROGRAMA DE PRIORIDADES DO GOVERNO FEDERAL

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Obras da Fiol dependem de concessões para avançar (Foto Elói Corrêa)

Obras da Fiol dependem de concessões para avançar (Foto Elói Corrêa)

O modelo de negócio discutido pelo Governo do Estado junto aos investidores chineses e ao governo federal para a continuidade da construção da Ferrovia Oeste Leste (Fiol) foi aprovado. A obra agora é uma das prioridades do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), do qual os técnicos entenderam ser viável a concessão do projeto, que tinha as obras realizadas pela Valec, mas que está paralisado.

Além de atender aos requisitos impostos pelo governo federal, o modelo foi discutido em março, pelo governador Rui Costa, em uma missão na China, e aprovado também pela China Railway Engeneering Group n.10 (Crec 10). “Recentemente, tivemos uma negociação em Xangai, que identificou o caminho de uma licitação para a subconcessão da Fiol e, em paralelo, para que se acelere a implantação do Porto Sul”, explica o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster.

Dauster acrescenta que outros dois modelos foram descartados. Um deles transformaria o investimento privado em direito de passagem de carga na ferrovia, mas os chineses acharam que ele não oferecia segurança jurídica suficiente. O outro modelo se baseava na criação de uma empresa binacional entre a Crec 10 e a Valec.

“Mas identificou-se que havia resistência do ponto de vista do governo federal. Então, o Governo da Bahia fez uma proposta à Crec 10 para que se fizesse uma licitação da subconcessão por um período de 30 anos, por exemplo, com a obrigação de fazer um investimento e depois a exploração dessa subconcessão para haver o retorno”, afirma o secretário.

VIABILIDADE ECONÔMICA

Bruno destaca que todo projeto precisa ter viabilidade econômica. “O projeto do Porto Sul e da Fiol tem sustentabilidade econômica, pela possibilidade da exportação de 18 milhões de toneladas de minério de ferro da Bamin, na região de Caetité, e outras toneladas da região de Brumado, além da exportação de grãos da região do Oeste da Bahia”. Segundo o secretário, há um protocolo de intenções assinado com os produtores de grãos do Oeste para a utilização da Fiol e do Porto Sul para as exportações.

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O TREM ESTÁ CHEGANDO NA ESTAÇÃO

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ed ferreiraEd Ferreira | Photossintese

Os herdeiros do cacau, que mal conhece seus marcos divisórios, sempre afetaram a Mata Atlântica com derrubadas para formar pastagens, cacau, quando não com práticas maléficas

Nos próximos dias, a equipe da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) estará avançando no trecho 01 de Ilhéus, mais precisamente nas zonas  que  envolvem as Fazendas São Domingos, Theodolinda, Corumbá e São Pedro, na Rodovia Ilhéus -Uruçuca.

Enquanto meia dúzia de empresários do cacau, pseudos ambientalistas e parte da imprensa vendida alardeiam que o projeto Fiol é inviável, a obra ignora todas as armadilhas e continua a todo vapor.

Os herdeiros do cacau, que mal conhece seus marcos divisórios, sempre afetaram a Mata Atlântica com derrubadas para formar pastagens, cacau, quando não com práticas maléficas, a exemplo do uso indiscriminado do antigo BHC, o qual dizimou centenas de espécies de animais e deixou muitos trabalhadores com vestígios de câncer.

“Não se pode fazer omelete sem quebrar os ovos” é ditado popular que se encaixa perfeitamente nos reclames de alguns empresários que alegam os estragos que a Fiol faz ao construir o leito da ferrovia. Nada que não possa ser reparado pela própria natureza.

Há ainda uma linha de equivocados que afirmam que a Fiol  e o Porto Sul são inviáveis! Esses com certeza não vivem na região ou não conhecem nada da realidade econômica do país.

Setores e pessoas que fazem uma oposição cega a um projeto tão interessante como este, certamente não pensam grande ou na melhoria regional. Olham apenas para seus umbigos. A grande maioria nem aqui vive, apenas recebeu de herança uma propriedade que produz cacau e se autodenomina fazendeiros quando, na verdade, não passam de empresários do cacau.

Outra mentira que alardeiam é que a ferrovia seria desviada para o Porto de Aratu. O tal porto está em seu limite e não há uma logística operacional que venha oferecer tranquilidade para o escoamento da produção do centro Oeste do Brasil.

ILHÉUS RECEBE NOVO LOTE DE TRILHOS PARA A FERROVIA OESTE-LESTE

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Novo lote de trilhos da Fiol começou a ser descarregado.

Novo lote de trilhos da Fiol começou a ser descarregado.

Um novo lote com 5,5 mil toneladas de trilhos para a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) começou a ser descarregado hoje (24) no Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus. Este foi o quarto lote.
De acordo com o coordenador de Infraestrutura e Logística da Casa Civil do governo baiano, Eracy Lafuente, já chegaram a Ilhéus mais de 20 mil toneladas de trilhos, parte está sendo descarregada agora e outra já está em instalação no trecho mais avançado da ferrovia. A previsão é de que o primeiro trecho da Fiol esteja concluído até o final do próximo ano.
– A Fiol já é uma realidade e a sua construção, que segue de forma contínua, demonstra isso. A chegada de novos trilhos fará com o que o andamento avance ainda mais.
O primeiro trecho da ferrovia ligará Caetité a Ilhéus, onde deverá ser construído o Porto Sul. Dois terminais privados no litoral sul-baiano recepcionarão minério de Caetité. Outros dois trechos atenderão Barreiras, no oeste baiano, e Figueirópolis, no Tocantins. A extensão total será de 1,4 mil quilômetros.

NÃO PODEMOS PERDER O TREM DA HISTÓRIA

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Davidson MagalhãesDavidson Magalhães1

É preciso trabalhar ainda mais para adequar-se a essa nova potencialidade de desenvolvimento que se conjectura, sob pena de perdermos a passagem do trem da história.

Há sete anos, quando assumi a presidência da Bahiagás, passamos a investir pesado na construção de gasodutos para levar o gás natural aos municípios das regiões sul e extremo sul.
Com a chegada do gás natural e da rede de distribuição da Bahiagás, os municípios passaram a dispor de uma fonte de energia mais limpa e de menores custos, que favorece a implantação de indústrias, estimula o comércio, beneficia a construção civil e a economia familiar. Este panorama descortina novos horizontes de patamares econômicos e concretas perspectivas de melhoria da qualidade de vida para todos os habitantes.
A Bahiagás expandiu-se na região porque sabíamos que estrategicamente era preciso criar condições para atender à nova demanda do desenvolvimento regional, focada no sul da Bahia, onde se realiza um dos mais importantes eixos de obras estruturantes do governo Jaques Wagner que, em parceria com o governo federal, encarou o desafio.
O complexo logístico produtivo do sul da Bahia é uma infraestrutura fundamental e gigantesca para recolocar o progresso nos trilhos, a partir da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), Porto Sul da Bahia, Aeroporto Internacional de Ilhéus (o governo do estado já recebeu a autorização para a construção) e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), além da duplicação da BR-415, no trecho Ilhéus-Itabuna.
A Ferrovia Oeste-Leste, entre Ilhéus e Figueirópolis (Tocantins), com 1527 km de extensão, cria uma nova vertente de desenvolvimento ao integrar a economia do sul da Bahia ao oeste, zona de maior produção do estado, e a área de mineração de Caetité. Além de escoar a produção da Bahia, a Oeste-Leste servirá de elo para a interligação a outros polos do país, através da conexão que terá com a Ferrovia Norte-Sul, em Figueirópolis (TO), transformando o novo porto em Ilhéus no grande escoadouro destas produções.
A dinâmica deste complexo logístico tem como desdobramentos estratégicos a agregação de valor para cadeias produtivas do Semiárido, Oeste e Brasil Central, a sinergia com o turismo e a cadeia do cacau. Serão criadas condições para adensar cadeias produtivas nos segmentos têxtil, de alimentação, mineral, entre outros. Sem esquecermos o crescimento que advirá para a extensa cadeia de prestação de serviços.
Somos também a região de uma instituição do porte da Ceplac, com um complexo educacional de nível superior da qualidade da Uesc, agora acrescido com uma recente conquista de todos nos: a instalação da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), oferecendo até o ano de 2020 cerca de 18 mil vagas, novas escolas técnicas federais e o Pronatec.
Este conjunto de cenários sociais dará à economia regional uma dinâmica excepcional para a atração de novos investimentos e geração de emprego e renda. Haverá substancial aumento dos recursos municipais, criando as condições para um novo ciclo de acumulação de capital, agora integrado por diversos segmentos econômicos e de perfil diferencial do capital agrário e mercantil do tempo do cacau.

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PORTO SUL: ESTADO SOFRE MAIS CRÍTICAS

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A lentidão do governo baiano no processo de cessão da área do Porto Sul para instalar o terminal privativo da Bamin causou estranheza ao presidente da Comissão Especial do Porto Sul, deputado Augusto Castro. O parlamentar conversou, ontem, com o diretor de Relações Institucionais da empresa, Frederico Souza.
“É estranho que até o momento essa cessão não tenha sido oficializada, uma vez que a área já foi desapropriada e a área antiga, em Ponta da Tulha, já havia sido cedida”, lamentou. A empresa informou ter investido R$ 51 milhões no processo de licenciamento ambiental.
O deputado estadual disse que, da forma como anda o projeto do porto, é possível que a Ferrovia Oeste-Leste seja concluída em 2014 e a Bamin não tenha porto para escoar a produção de minério de Caetité. A licença prévia foi emitida pelo Ibama, mas o governo estadual ainda não fez a cessão da área em Aritaguá.
A Comissão Especial do Porto Sul na Assembleia Legislativa deverá convidar o presidente da Bamin, José Francisco Viveiros, e o secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, para esclarecer pontos de “entrave” e construir soluções para o imbróglio.

PASSOS CONFIRMA DUPLICAÇÃO DA ILHÉUS-ITABUNA

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Audiência teve participação de senadores e deputados baianos (Foto Divulgação).

O senador Walter Pinheiro, por meio de sua assessoria, relata audiência que teve nesta quinta-feira (18) com o ministro dos Transportes, o baiano Paulo Sérgio Passos. E dele obteve a confirmação de que a rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415) será duplicada.
Paulo Sérgio Passos assumiu o ministério há um mês, após a queda de Alfredo Nascimento. O novo ministro falou da retomada das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste e de recuperação de várias rodovias baianas, a exemplo da BR-030, entre Carinhanha e Cocos, além das BRs 020, 235 e 242.

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