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7 de julho de 2020 | 06:08 am

ESTUDO DA FIOCRUZ MOSTRA AVANÇO DA COVID-19 PARA 44% DOS PEQUENOS MUNICÍPIOS

Bahia registra mais de 15 mil casos de Covid-19
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Pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde da Fundação Osvaldo Cruz (Icict/Fiocruz) concluíram que o novo coronavírus chegando de forma acelerada aos municípios de menor porte do país.

Apesar de a epidemia ter se propagado inicialmente em grandes metrópoles (fortemente conectadas por linhas aéreas nacionais e internacionais), nas últimas semanas 44% dos municípios médios (20 mil e 50 mil) passaram a contar com casos de Covid-19 e a tendência é o crescimento de ciclos de transmissão em cidades pequenas, localizadas em grande parte no interior do Brasil.

De acordo com a nota técnica mais recente  do Sistema MonitoraCovid-19 – desenvolvido pela equipe de pesquisadores do Icict/Fiocruz – a grande preocupação dessa tendência reside no fato de que metade das regiões para onde a doença se difunde apresenta recursos de saúde abaixo dos parâmetros indicados para situações de normalidade.

“O avanço do Covid-19 em direção às cidades menores revela uma situação preocupante em razão da menor disponibilidade e capacidade de seus serviços de saúde. Isso direciona a busca pelo atendimento médico aos centros urbanos de referência para o tratamento da doença, o que tende a ampliar a pressão sobre os serviços de saúde nas grandes cidades”, observa Diego Xavier, epidemiologista da Fiocruz.

O epidemiologista da Fiocruz acrescenta que esse já é um quadro preocupante em cidades polo, como Manaus, que atende não só aos moradores do município, mas também a pessoas vindas de um conjunto de pequenas cidades e vilas situadas ao longo de rios.

FIOCRUZ ENCONTRA NOVO CORONAVÍRUS EM ESGOTOS

Cientistas encontram novo coronavírus em esgoto
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Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciaram um estudo para verificar a presença de material genético do novo coronavírus (Sars-CoV-2) em amostras do sistema de esgotos em Niterói, no Rio de Janeiro. O objetivo é acompanhar o comportamento da disseminação do vírus ao longo da pandemia de Covid-19.

O projeto utiliza a análise de amostras de esgotos como um instrumento de vigilância, permitindo identificar regiões com presença de casos da doença, mesmo os ainda não notificados no sistema de saúde.

O monitoramento está alinhado com estudos científicos internacionais, que têm demonstrado a importância da vigilância baseada em esgotos para a detecção precoce de novos casos de Covid-19.

As primeiras coletas foram realizadas no dia 15 deste mês.  Estão sendo coletadas amostras de esgoto bruto em 12 pontos georreferenciados e estrategicamente distribuídos pela cidade de Niterói, incluindo estações de tratamento de esgotos (ETEs), pontos de descarte de efluente hospitalar e rede coletora de esgotos.

INVESTIGAÇÃO

Os resultados iniciais evidenciam a eficácia da metodologia na ampliação da vigilância de propagação do novo coronavírus. Na primeira semana, foi possível detectar material genético do novo coronavírus em amostras de esgotos em cinco dos 12 pontos de coleta. As amostras coletadas na segunda e terceira semanas estão em fase processamento.

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FIOCRUZ BAHIA LANÇA KIT PARA DIAGNÓSTICO RÁPIDO DA LEPTOSPIROSE

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A Fiocruz Bahia e o Ministério da Saúde lançaram, na última quinta-feira (13), projeto para avaliar a implantação de teste rápido para diagnóstico de leptospirose. O projeto tem como objetivo verificar a efetividade do TR DPP® Leptospirose para auxílio na conduta diagnóstica e manejo clínico da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os resultados do teste serão comparados com os demais métodos já existentes na rede.

O teste identifica, em sangue total, soro ou plasma, anticorpos para a leptospirose, apresentando resultado em até 20 minutos. É uma ferramenta de fácil uso para diagnóstico em campo ou laboratório, com a vantagem de ser uma opção portátil, simples e rápida. O teste foi desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz Bahia a partir da parceria com Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fiocruz nacional. Os primeiros testes com o kit já foram realizados em Salvador.

O projeto deverá contar com participantes de todas as regiões do país. A região Sudeste foi sugerida para iniciar o projeto devido às chuvas acentuadas que vêm atingindo Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. As  inundações favorecem a ocorrência de casos de leptospirose. Uma das formas de transmissão da doença é o contato com a água contaminada por urina de animais infectados. Posteriormente, as demais regiões serão contempladas pelo projeto.

O kit de diagnóstico será usado em ambiente hospitalar, para auxiliar e dar oportunidade ao tratamento específico da doença. A partir de sua disponibilização, os médicos terão em mãos mais um subsídio para iniciarem o tratamento, mesmo sem confirmação diagnóstica laboratorial em padrão ouro, que pode demorar cerca de um mês, fortalecendo a conduta clínica e reduzindo as chances do paciente evoluir com gravidade e possivelmente ao óbito.

ESTUDANTES E PROFESSORES DE ITABUNA CONQUISTAM PRÊMIOS INÉDITOS DA FIOCRUZ

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À direita a professora e estudante com Cristina Araripe, coordenadora nacional da Olimpíada e pesquisa da Fiocruz

O dia 28 de novembro não será esquecido pelos estudantes, professores, pais de alunos e pessoal da equipe de apoio do Centro Integrado Oscar Marinho Falcão (Ciomf), no bairro Santo Antônio, em Itabuna. Foi nesta data que a professora Gracileide Guimarães Sousa e a estudante Jhuly Borges Oliveira, do 7º ano, subiram ao palco do auditório do Museu da Vida da Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, para a cerimônia de premiação da 9ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz (Obsma).
Professora e aluna receberam a premiação pelo projeto “Homem x Água… Atitudes Negativas e Corretivas: CIOMF cuidando das águas”, desenvolvido pelos integrantes do Clube de Ciências do colégio. Com registro fotográfico sobre a falta de cuidado do itabunense com água potável, mostrando a precaridade na rede de esgoto nos bairros periféricos e indicando soluções para falta de infraestrutura no município, o projeto ficou em primeiro lugar na “Regional Nordeste II” e foi vencedor nacional na categoria Ciências. Essa foi a maior conquista na história de uma escola pública de Itabuna.

Jhuly e a professora Gracileide Guimarães comemoram a grande conquista|| Foto Pimenta

O trabalho “Homem x Água… Atitudes Negativas e Corretivas” venceu a batalha na categoria  Projeto de Ciências, na modalidade ensino fundamental, que teve 433 trabalhos inscritos de escolas de todo o país. “Essa conquista é o resultado de um trabalho sério que professores e estudantes vêm desenvolvendo há anos. Essa não é a primeira premiação da nossa escola, mas certamente a maior”, acredita a professora Gracileide Guimarães, que leciona no Ciomf há 20 anos. Gracileide e Jhuly relataram a experiência ao PIMENTA nesta semana.
O DEBATE VAI CONTINUAR 
A professora explica que o projeto terá continuidade no próximo ano. “O nosso plano é sentar com representantes da prefeitura, organizações não governamentais, instituições de ensino, principalmente a Universidade Estadual de Santa Cruz, Universidade Federal do Sul da Bahia e Instituto Federal de Educação, para que possamos aprofundar o debate em torno das questões envolvendo o meio ambiente no nosso município e na nossa região”.

Vencedoras passaram uma semana no Rio de Janeiro

Com relação à pesquisa de campo, a estudante Jhuly Borges, de 12 anos, conta que os problemas mais graves foram detectados principalmente nos bairros periféricos de Itabuna.  “Detectamos desperdícios de água, como canos estourados e pessoas lavando carro com mangueira, por exemplo”, conta acrescentando que é “muito bom ter um projeto da nossa escola ajudando a conscientizar muitas pessoas sobre os graves problemas ambientais que estamos vivendo”.
A estudante ressalta que o projeto não aborda somente sobre o mau uso da água, mas também sobre o lixo produzido pelo homem. “Porque o lixo deixado em locais impróprios contamina a água potável. A pessoa deve lembrar-se que o papel de caramelo jogado na rua vai parar em um bueiro, passa pelo rio, que deságua no oceano. Temos que destacar ainda que, quando a prefeitura não faz o descarte correto, o lixo contamina os lençóis freáticos e água suja pode acabar em poços artesianos”, alerta.
Alguns pais acompanharam de perto o trabalho dos filhos. Entre eles, está dona Lilian da Silva Borges, mãe de Jhuly. Ela conta que, nos momentos que antecederam o anúncio dos vencedores da 9ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz, não conseguiu se desligar da internet, especificamente da página oficial do evento no facebook. ” Foi muito emocionante e gratificante para todos nós”, recorda-se. A Fiocruz transmitiu ao vivo.
COMO SURGIU?
A ideia do trabalho vencedor surgiu durante reunião de integrantes do Clube de Ciência do Ciomf, depois do município passar por uma das piores crises hídricas da história. Os estudantes receberam a tarefa de pesquisar a interferência humana sobre o meio ambiente, com observações sobre os aspectos negativos e corretivos.
Os alunos passaram a investigar (com flagra fotográfico) como ocorre o uso da água que chega a casa dos itabunenses e a ocorrência da poluição dos lençóis freáticos, ocasionado principalmente pela falta de tratamento de esgoto nos bairros periféricos de Itabuna.

A exposição fotográfica foi uma das fases do projeto vencedor

SEMANA CULTURAL NO RIO DE JANEIRO
O projeto foi inscrito na Obsma por sugestão da coordenadora do Clube de Ciências do Ciomf, a professora Thereza Angélica Matos. Além de placas, troféus, medalhas e certificados, a Fiocruz promoveu uma semana cultural no Rio de Janeiro para os mais de 70 estudantes e professores dos 36 projetos finalistas. Antes, o projeto havia sido inscrito na Conferência Infanto Juvenil do Meio Ambiente e vencido a etapa regional, mas não foi classificado na estadual.
A Obsma recebeu 1.228 trabalhos desenvolvidos pelos alunos do ensino e fundamental de escolas públicas e particulares de todos os estados brasileiros, sendo que 36 foram aprovados nas categorias Projeto de Ciências, Produção Audiovisual, Regional Nordeste I e II. A competição nacional contou com a participação de 4.270 professores e 67.1179 estudantes de todo o país.

ITABUNA: PROJETO DE ALUNOS DO CIOMF É SELECIONADO EM OLIMPÍADA DA FIOCRUZ

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Colégio Ciomf, de Itabuna, teve projeto de estudantes selecionado pela Fiocruz || Foto Pimenta

Cinco projetos desenvolvidos em unidades da rede estadual de ensino estão entre os 35 trabalhos selecionados na etapa regional da 9ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), promovida pela Fiocruz. Em todo o Brasil, foram inscritos 1.228 trabalhos nas categorias Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências. A relação dos projetos selecionados foi divulgada nesta terça-feira (16).
Estudantes do Ensino Fundamental do Centro Integrado Oscar Marinho Falcão (Ciomf), em Itabuna, desenvolveram um trabalho de conscientização da comunidade escolar e do entorno da unidade. O projeto “Homem x Água. Atitudes negativas e corretivas: CIOMF cuidando das águas” levou os estudantes para as feiras livres da cidade para levar informação sobre desperdício e contaminação das águas.
A estudante Jhuly Borges Oliveira, 12, do 7º ano do Ensino Fundamental, aponta benefícios do projeto. “Aprendi durante todo o processo com meus colegas e com a comunidade que devemos colaborar com o nosso planeta. A água é a nossa vida”, concluiu a estudante. O projeto teve a orientação da professora Gracileide Silva Guimarães Sousa.
A professora Karine Brandão, do Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC), de Vitória da Conquista, desenvolveu, com estudantes do Ensino Médio, o projeto “Árvore Digital do Centro Juvenil de Ciência e Cultura”. “Fizemos um estudo das árvores localizadas no terreno da escola e colocamos QRCode em cada uma para que a comunidade escolar acesse, do celular, informações e curiosidades sobre elas”, afirmou a professora, que pretende ampliar o projeto para as outras escolas da Rede Estadual em Vitória da Conquista. O trabalho foi selecionado na categoria Produção de Textos.

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