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23 de abril de 2021 | 02:44 am

BAHIA DECIDE REINTEGRAR RAMÍREZ E PROMETE MEDIDAS CONTRA O RACISMO

Ramirez e Gerson em lance de partida do último domingo || Foto Alexandre Vidal/CRF
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O Bahia anunciou nesta quinta-feira (24) a reintegração do meia-atacante Índio Ramírez ao elenco profissional. O jogador colombiano havia sido afastado temporariamente após ter sido acusado de cometer injúria racial contra o volante Gerson, do Flamengo, no jogo entre as duas equipes, no último domingo (20), no Maracanã, pela 26ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

Em nota oficial, o Tricolor de Aço argumenta que os laudos das perícias em língua estrangeira contratadas para investigar o caso não comprovaram as acusações. “O clube entende que, mesmo dando relevância à narrativa da vítima, não deve manter o afastamento do atleta Índio Ramírez ante a inexistência de provas e possíveis diferenças de comunicação entre interlocutores de idiomas diferentes”, afirma o comunicado.

O clube ainda menciona que o papel da agremiação “é de formação e transformação, sempre preservando os direitos fundamentais e a ampla defesa” e que o colombiano “deverá ser reincorporado ao elenco tão logo os profissionais da comissão técnica e psicólogos entendam adequado”.

O posicionamento divulgado pelo Bahia também discorre sobre racismo, cita o trabalho do Núcleo de Ações Afirmativas e diz ser “o primeiro time de futebol do mundo a lançar um programa de imersão para debater os aspectos estruturais do racismo”, chamado “Dedo na Ferida”. O clube também assumiu um compromisso de “adotar um conjunto imediato de medidas estruturais”, entre as quais incluir uma “cláusula antirracista, xenofóbica e homofóbica” nos contratos, propor um “protocolo antidiscriminatório” para jogos realizados no país e promover aos atletas uma imersão a respeito do tema durante a pré-temporada.

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COM UM JOGADOR A MAIS, BAHIA PERDE PARA FLAMENGO E DEMITE MANO MENEZES

Gilberto marcou duas vezes, mas não impediu a derrota do Bahia|| Foto Jorge Rodrigues/Agif
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Mesmo com um jogador a mais desde os nove minutos do primeiro tempo, o Bahia não conseguiu superar o Flamengo, na noite deste domingo (20), no Maracanã, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. O rubro-negro carioca teve o atacante Gabriel, o Gabigol (que agora é Gabi) expulso aos nove minutos do primeiro tempo.

O jogo teve sete gols, duas viradas e muita emoção no Maracanã. Mesmo com um jogador a menos, o Flamengo saiu da campo com a vitória por 4 a 3. Bruno Henrique, Isla, Pedro e Vitinho anotaram os gols da equipe carioca. Enquanto Juan Ramírez e Gilberto (duas vezes2) descontaram para o tricolor baiano. O treinador Mano Menezes foi demitido pelo Bahia logo depois do jogo.

Com a vitória de hoje, o Flamengo chegou aos 48 pontos e assumiu a vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Já o Bahia é o 16º colocado, com 28 pontos somados. O líder da competição é o São Paulo, que tem 53 pontos e uma partida a mais que rubro-negro carioca.

A PARTIDA

O Flamengo começou o jogo em ritmo alucinante e, logo aos quatro minutos, Bruno Henrique acertou um lindo chute de fora da área para abrir o placar no Maraca. Na sequência, Gabriel quase marcou o segundo. Mas, aos oito, o Rubro-Negro perdeu o camisa 9 por cartão vermelho.

Tentando se aproveitar da vantagem numérica, o Tricolor chegou com perigo em finalização de Nino Paraíba, que viu Diego Alves evitar o gol. E mesmo com um a menos, os cariocas voltaram a balançar as redes, aos 32 minutos. Em contra-ataque de manual, Gerson achou Bruno Henrique, o atacante limpou a marcação e deixou Isla na boa para fazer 2 a 0. Minutos antes do intervalo, o Fla ainda assustou em outras duas oportunidades de Bruno Henrique.

No segundo tempo, foram os visitantes que colocaram o pé no acelerador. O primeiro gol saiu aos cinco minutos com Juan Ramírez. O colombiano recebeu já dentro da área, fez o drible e tocou por baixo do goleiro.

Insistindo no ataque, o tricolor chegou a virada num intervalo de três minutos e duas vezes com Gilberto. Aos dez, o atacante arriscou de fora da área direto para o fundo das redes: 2 a 2. Enquanto, aos 13, o camisa 9 tricolor aproveitou cobrança de escanteio para fazer o terceiro.

Depois de assimilar os gols, o Flamengo voltou para o jogo. Aos 18, Gomes carimbou a trave. Até que, na marca dos 36, Filipe Luís colocou a bola na área e Pedro mostrou oportunismo para deixar tudo igual mais uma vez.

O Bahia tentou uma resposta rápida em finalizações de Rossi e Rodriguinho, mas ambos pararam em Diego Alves. E, já aos 44 minutos, em jogada bem trabalhada pelo Rubro-Negro, Pedro deu passe magistral para Vitinho recolocar os cariocas na frente e dar números finais ao confronto: 4 a 3.

COVID-19: PROVEDOR DA SANTA CASA DE ITABUNA RECEBE ALTA MÉDICA

Provedor recebeu alta médica nesta sexta-feira (18).
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O provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Francisco Valdece Ferreira, recebeu alta médica do Hospital Calixto Midlej Filho, na tarde desta sexta-feira (18), ao som do hino do Flamengo, time do coração. Infectado pelo novo coronavírus, Valdece estava internado desde o dia 12 de novembro e vai concluir o tratamento em casa, ao lado da família.

O provedor foi recebido com aplausos de familiares, amigos e funcionários da instituição, que também cataram o hino do Flamengo. Em seguida, fizeram uma oração. Bem humorado, o provedor perguntou qual dia o time do coração jogaria. “Se a partida for hoje, vai vencer por 3 a 0, se amanhã também será 3 a 0. Esse também será o placar se a partida ocorrer no domingo”, brincou.

Na saída, muito emocionado, Valdece recebeu, das mãos da diretora técnica do Hospital Calixto Midlej Filho, a médica Lívia Mendes, um certificado de etapa vencida do novo coronavírus. Ele agradeceu a Deus pela chance de ter conseguido sobreviver a doença. Agradeceu ainda pelas orações e palavras de apoio.

Francisco Valdece chegou a ficar entubado, entre os dias 12 de novembro e 14 de dezembro, em um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No último dia 14 deixou a UTI e passou para um leito comum, onde permaneceu até hoje. De acordo com a diretora técnica do HCMF, o provedor vem apresentando evolução diária no quadro de saúde e, por isso, recebeu alta médica.

DUDU DA GÁVEA? NÃO ACREDITO…

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De minha parte, acho que valeram as orações feitas, não tanto por ele, por estar abilolado, mas pelas gozações que por certo seriam a mim impostas pelos colegas de Beco e outros refúgios etílicos existentes Itabuna afora.

 

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Dudu Rocha…quem diria… foi parar na Gávea. Torcedor apaixonado pelo Botafogo, cansado com as perdas de decisões, Dudu devolve a faixa de campeão e resolve torcer pelo inimigo. A notícia me deixou perplexo. Após ler e reler a missiva, sem acreditar no que via, resolvi levar ao conhecimento dos amigos esportistas, torcedores diversos, até onde chega o pensamento humano. Calma, eu explico:

Do amigo, parceiro de Alto Beco do Fuxico e torcedor do Fogão, como eu, Dudu Rocha, recebo a seguinte missiva:

“Amigo Walmir:

Cansei!!!

Do amigo e ex-Bota

Dudu Rocha

29.05.08

Ainda pasmo e sem entender nada, eu lia e relia o texto enviado e o novo endereço do remetente escrito no verso do envelope:

Rem: Dudu Rocha

Novo endereço: Gávea

Confesso que levei um terrível susto e somente consegui me recuperar de tamanho choque após umas três doses da mais legítima Rio de Engenho, pois a cachaça se apresenta como um remédio providencial para essas coisas, mormente quando o assunto mexe com o coração.

Nem eu nem qualquer vivente frequentador assíduo ou não do Alto (Médio ou Baixo) Beco do Fuxico conseguiria assimilar tal tresloucado gesto, tomado de uma hora para outra. Ninguém, de sã consciência, teria coragem de acreditar numa história como essa, ainda mais se tratando de um torcedor de quatro costados, filho da fina-flor da mais tradicional família Rocha, todos botafoguenses, batizados e crismados com a camisa da estrela solitária ao peito.

Na tentativa de me refazer do susto, imediatamente liguei para amigos mais chegados, para repartir esse momento de infortúnio. Precisava saber se tudo não passava de um sonho, de um profundo pesadelo. De início, liguei para José Senna, flamenguista empedernido, capaz de abandonar qualquer farra nos bares da moda em Copacabana para assistir a uma partida do seu Flamengo no Maracanã.

Não precisa contar que a primeira reação de Sena foi achar que eu estava com febre, delirando, e disse na em cima da bucha:

– Ora, Rosário, está de porre, que cachaça brava foi essa que você tomou. Se não for cana, ficou maluco – gritou ao celular.

Mais calmo, após as devidas explicações sobre o bilhete e a faixa a mim entregue, passou à ofensiva:

– Bom, diga a ele que em princípio nós aceitamos, mas é preciso passar pelo conselho, já que ele era useiro e vezeiro em ridicularizar nosso time. Vou conversar com a diretoria lá no Rio, depois veremos. Mas pode ter certeza que a decisão será dada em alto estilo, numa assembleia extraordinária da Confraria do Alto Beco do Fuxico – prometeu.

Não satisfeito, liguei, desta vez para um vascaíno, o Paulo Fernando Nunes da Cruz (Polenga), que dentre os feitos futebolísticos traz assinalado em seu currículo o mérito de ter levado o polêmico Eurico Miranda no Alto Beco do Fuxico, quando era presidente do clube de São Januário. No Beco, mais exatamente no bar de Parente [Alcides Rodrigues Roma], provou três doses de Angélica, devidamente curada, e para arrematar ainda participou de cerca de 18 garrafas de Brahma bem gelada.

Mas voltando ao assunto, que é o que interessa, Polenga ficou injuriado com a proposta de Dudu Rocha de se transferir de mala e cuia para o Flamengo, um time com as cores vermelho e preto.

– Quem já viu isso, seu Walmir, se pelo fosse para o Vasco, que é branco e preto como o Botafogo, ainda vai lá! Isso é uma heresia. Desde que Dudu deixou Itabuna para ir morar em Ilhéus que estou desconfiando que ele não está batendo bem da cabeça –, diagnosticou Polenga, com ar proeminentemente professoral.

De lá pra cá, mais não se teve notícia de Dudu Rocha, que deixou de vir a Itabuna, pra saudade dos colegas do Beco. Tampouco José Senna deu resposta de sua reunião com o tal Conselho do Flamengo, no Rio de Janeiro, ficando o dito pelo não dito. O que é certo é que nenhuma assembleia extraordinária da Confraria do Alto Beco do Fuxico foi convocada.

Como não tive coragem de apresentar a proposta de Polenga a Dudu Rocha, também não sei se ele teve coragem de cometer o tão tresloucado gesto, desprezando General Severiano e o Engenhão, para se bandear para as acanhadas acomodações da Gávea, infestada de urubus.

Acredito que quem não deve estar em paz é o velho Dunga, seu pai, que nunca pensou ter alguém em sua família capaz de cometer tamanho sacrilégio. De minha parte, acho que valeram as orações feitas, não tanto por ele, por estar abilolado, mas pelas gozações que por certo seriam a mim impostas pelos colegas de Beco e outros refúgios etílicos existentes Itabuna afora.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

FLAMENGUISTAS QUEREM ESQUECER O “JOGO DO SENTA”

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Para evitar as derrotas frequentes, apesar de ter formado uma grande equipe, contrataram um décimo terceiro jogador, de apelido estranho: VAR, o tal árbitro assistente de vídeo, que constantemente livra o time das derrotas.

 

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Por mais que eu goste de alguns amigos flamenguistas, não posso me furtar de lembrar as grandes goleadas aplicadas pelo Botafogo no Flamengo, que jamais serão apagadas da história do futebol. Em 10 de setembro de 1944 – prestes a completar 75 anos, portanto – o clássico disputado pelo Campeonato Carioca, em General Severiano, não acabou. Isso porque os jogadores do Flamengo, ao tomarem o quinto gol sentaram em campo.

Peço perdão pela lembrança aos meus amigos José Senna, Tolentino, Batista, dentre outros, mas não podemos deixar fato como esse apenas nos arquivos de jornais da época, pois não sou baú para guardar segredo. E olha que já vencemos o Flamengo por placares mais elásticos, como no Campeonato Carioca 1927, quando o Botafogo atropelou o Flamengo pelo placar de 9 a 2, na Fase única do certame.

Outros botafoguenses não abrem mão da partida em que o Botafogo venceu com facilidade o Flamengo por 5 a 0, no estádio General Severiano, na Fase 1º Turno do Campeonato Carioca 1924. Outro jogo famoso foi aquela goleada por 6 X 0, em 15 de novembro de 1972, em que os flamenguistas do famoso Canal 100 jogaram fora o filme com vergonha de tamanha derrota.

Mas o lendário Jogo do Senta, que hoje tem poucas testemunhas, embora esteja registrado nos anais da história, como já disse, deixou os flamenguistas acabrunhados, pois após o time sofrer o quinto gol, do atacante alvinegro Geninho (depois técnico), os jogadores do Flamengo se sentaram em campo. E a desculpa ridícula do protesto teria sido a marcação do quinto gol.

Como acontece até os dias atuais, os jogadores do Flamengo reclamam de tudo e de todos, e naquele fatídico dia 10 de setembro de 1944 não foi diferente e partiram pra cima do árbitro tentando intimidá-lo a anular o tento. Como o árbitro Aristide “Mossoró” Figueira sustentou o apito e os flamenguistas se sentaram em campo, apesar dos protestos do seu treinador, Flávio Costa. Há quem afirme que a ordem teria partido dos dirigentes flamenguistas.

Enquanto os jogadores rubro-negros protagonizavam a ridícula cena, os torcedores do Bota provocaram os atletas flamenguistas, gritando: “Senta para não apanhar de mais”. Nesta partida, o segundo tempo terminou aos 31 minutos, quando o juiz decidiu encerrar o jogo por atitude antidesportiva. Os dirigentes do Flamengo recorreram ao Tribunal de Penas da Federação Carioca, mas o resultado do campo (5 a 2) foi mantido.

E esse tipo de comportamento antidesportivo é prática useira e vezeira no Flamengo, que perde em campo e não se conforma, buscando a pretensa vitória nos tribunais, o que nem sempre acontece. Recentemente, recorreu até o Supremo Tribunal Federal (STF) por um título de campeão brasileiro, com mais uma derrota no tapetão, após sucessivas decisões em várias instâncias.

E essa pendenga vem rolando desde 1987, quando em mais uma lambança, o Flamengo se recusou a jogar contra o Sport pernambucano. Na ocasião, o Flamengo venceu a Copa União, mas a CBF mandou jogar a semifinal com Inter (segundo colocado), Sport e Guarani (que venceram o Módulo Amarelo). Flamengo e Inter se negaram a disputar os duelos. Assim, o Sport venceu o Guarani e acabou sendo considerado campeão.

E as proezas do Flamengo continuam tão em voga, que se escondem depois do resultado adverso e da perda dos campeonatos, o famoso cheirinho, como costumam “gozar” os adversários. Para evitar as derrotas frequentes, apesar de ter formado uma grande equipe, contrataram um décimo terceiro jogador, de apelido estranho: VAR, o tal árbitro assistente de vídeo, que constantemente livra o time das derrotas.

Mas voltando aos 5 X 2 de 10 de setembro de 1944, esse jogo foi relatado pelo jornalista Paulo Cézar Guimarães no livro “Jogo do Senta: a verdadeira origem do chororô”. O lançamento, como era de se esperar, foi realizado na sede do Botafogo, em General Severiano. Nada melhor para marcar o polêmico jogo e resgatar detalhes daquela partida. Mais uma vez, peço desculpas aos flamenguistas, mas só pela lembrança.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

DE VIRADA, BAHIA VENCE O ATLÉTICO-MG E SE AFASTA DA ZONA DE REBAIXAMENTO 

Atacante Gilberto marcou duas vezes e garantiu a vitória do Bahia
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Uma virada magistral do Bahia, no Estádio de Pituaçu, em Salvador. Depois de sair atrás no placar, o Tricolor da boa terra teve gás, correu atrás e superou o Atlético-MG por 3 a 1, com um gol de Daniel e dois de Gilberto. Savarino marcou pela equipe mineira. O duelo da noite desta segunda-feira (19) foi válido pela 17ª rodada da série A do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o Bahia pula quatro posições na tabela, subindo para a 12ª colocação. Já o Alético Mineiro perdeu a chance de voltar à liderança, aparecendo agora em terceiro, com 31 pontos, atrás de Flamengo e Internacional. Os cariocas e gaúchos têm 34 pontos e se enfrentam na próxima rodada, em Porto Alegre, no domingo (25). O saldo de gols (15 contra 11) garante o Internacional na primeira colocação.

O Bahia tem a chance de seguir subindo na tabela de classificação do Brasileirão. Na próxima rodada, mais uma vez, o Tricolor jogará em Salvador. No próximo domingo, às 18h15min, enfrentará o Fortaleza.  Já o Atlético  jogará contra o Sport em Minas Gerais, no sábado (24), às 21h.

BAHIA É ATROPELADO PELO FLAMENGO EM SALVADOR

Bahia leva cinco em Salvador|| Foto Felipe Oliveira/EC Bahia
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O Bahia perdeu, há pouco, no estádio Pituaçu, em Salvador, por 5 x 3 para o Flamengo pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Rubro-negro abriu o placar logo no primeiro minuto da partida, com o atacante Pedro, numa bobeada da defesa tricolor, que saiu jogando errado. Pedro voltou a marcar aos 16 minutos da primeira etapa.

Os outros três gols do Flamengo foram marcados por Arrascaeta, duas vezes, e Everton Ribeiro,numa noite inspirada dos jogadores de ataque do rubro-negro. O Bahia descontou com Rodriguinho, Élber e Daniel, finalzinho da partida. Com o resultado, o Bahia está na 12ª colocação na tabela do Campeonato Brasileiro, com oito pontos. Já o Flamengo está, momentaneamente, na 4ª posição, com 11 pontos.

Na próxima rodada, no domingo (6), às 16h, o Bahia enfrenta o líder Internacional, no estádio Beira Rio, no Rio Grande do Sul. Já o Flamengo recebe recebe o Fortaleza, no Maracanã, no Rio de Janeiro, às 17h, do próximo sábado (5).

DOMÈNEC TORRENT QUER FLAMENGO OFENSIVO, RÁPIDO E PRESSIONANDO ADVERSÁRIO

Novo técnico do Flamengo, Doménec é apresentado || Foto Alexandre Vidal/CRF
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Domènec Torrent, ou apenas Dome, como prefere ser chamado, participou, nesta segunda-feira (03) de sua primeira entrevista coletiva na função de técnico do Flamengo. Paciente, diplomático e tentando improvisar um “portunhol”, o catalão deixou bem claro como pretende trabalhar com o elenco rubro-negro, as mudanças que deve fazer no estilo de jogo e admitiu que já tem até uma possível escalação para a estreia do Campeonato Brasileiro.

Em todos os momentos, Dome fez questão de deixar claro a grandeza do Flamengo, afirmando ser um dos 10 maiores clubes do mundo e conhecido na Europa. Ao receber a proposta do Rubro-Negro, ele não hesitou.

“Eu não sei se Brasil sabe o quanto o Flamengo é respeitado fora da América. Na Espanha, quando você fala de uma equipe brasileira, a primeira que vem à cabeça é o Flamengo. Quando pessoas que eu confio me falaram sobre o Flamengo eu disse: para tudo. Primeiro é o Flamengo e se a coisa for adiante e tivermos um processo bom, é minha primeira opção 100%. Só há dez equipes no mundo que se podem comparar a Flamengo. Foi fácil para mim. Quando me falaram sobre o interesse do Flamengo era minha primeira opção de poder trabalhar com esse grandioso clube”.

Dome admitiu que acompanhou cerca de 10 jogos recentes do Flamengo e, dentre eles, as finais da Libertadores e do Mundial Interclubes. Apesar de elogiar o trabalho de Jorge Jesus, que ganhou quase tudo pelo clube, o novo comandante rubro-negro revelou que vai mudar, aos poucos, a maneira de o time atuar. Para isso, conta com a ajuda dos jogadores, e já sabe até a escalação para o primeiro compromisso do Campeonato Brasileiro.

“Quando você ganha tudo quer dizer uma coisa: os jogadores são ‘top’, são muito inteligentes, e não têm nenhum problema em mudar. O mais importante não é ganhar, é voltar a vencer quando já venceu antes. Isso é muito difícil. Já tenho experiência em como tratar esses tipos de jogadores. É muito fácil jogar com esses tipos de jogadores, que conheço perfeitamente todos, ou quase todos. Praticamente conheço todo o plantel e já tenho em mente a equipe para a próxima partida”.

Dome afirmou que vai jogar para frente, pressionando o adversário e revelou que prefere ganhar de 4 a 3 do que de 1 a 0. E como o técnico pretende mudar o Flamengo?

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FERNANDO RIELA É CONVOCADO PARA A SELEÇÃO DO CÉU

Fernando Riela era craque dentro e fora do campo
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Quatro irmãos, quatro craques! Fernando, Carlos, Leto, Lua. Uma família boa de bola. Boa de bola é pouco, isso era para quem não gostava de futebol. Uma família de craques testada e aprovada por onde passaram. Em campo chegavam a ser adversários: Dois no Fluminense – Fernando e Carlos, no Flamengo – Carlos, e Lua, o mais novo, no Janízaros, cada qual com seu estilo e posição.

 

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Nesta quarta-feira (22) o esporte fica de luto e os desportistas perdem um ídolo: Fernando Riela, o maior ponta-esquerda do futebol de Itabuna, que há muito vinha driblando as complicações cardíacas. De repente, por uma leve distração ou pelos efeitos sobrenaturais do futebol, Fernando Riela não conseguiu chegar ao fim da linha esquerda com a bola nos pés e cruzar para o gol, como fazia no velho campo da Desportiva.

Perdeu a bola para o adversário – seu próprio coração – e tomou um gol de contra-ataque nesta madrugada. Infelizmente, perdeu o jogo, não o do seu Fluminense ou da gloriosa Seleção Amadora de Itabuna e no Itabuna Esporte Clube, mas da vida, para a tristeza de familiares, amigos, admiradores. É sempre assim, nem sempre conseguimos ganhar todas as partidas, às vezes empatamos, outras perdemos.

E Fernando Riela estava acostumado com os altos e baixos do futebol, onde muitas vezes dominava o jogo inteiro, estraçalhava o adversário, aplicava-lhe dribles infernais e não conseguia a chegar ao gol. Na vida também é assim. Passamos boa parte de nossa existência numa boa, ganhando todas, e lá pela frente nos alcança o cansaço, próprio dos anos vividos. Bem ou mal vividos, tanto faz.

O que importa é completar o ciclo por cima, amparado pelo que fizemos de bom, o que deixaremos como exemplo para a sociedade que nos cerca. É o chamado legado, no caso de Fernando Riela, bem positivo. É certo que ninguém está livre de tomar uma bola “pelas costas” num cochilo qualquer, mas logo retomada com maestria e finalizada com um gol magistral.

Mas o tempo não perdoa. A cada minuto o árbitro da partida está de olho no relógio, preocupado com os 45 minutos do segundo tempo, impedindo qualquer avanço para a linha de fundo. Às vezes, até dá pra cruzar a bola, que nem sempre chega à cabeça do centroavante e ir ao fundo da rede e partirmos para comemorar mais um tento na nossa vida, o que equivale ao “por pouco não chegamos lá”.

Você deve lembrar com saudade, Fernando, de quando recebia a bola e partia para a linha lateral cercado de zagueiros, controlando a bola coladinha no pé esquerdo e passando – de passagem – por todos eles? Claro, como poderia esquecer essa jogada, que terminava com um lançamento para a pequena área e gol. Como esquecer a galera inteira do campo da Desportiva aclamando mais um gol! Impossível esquecer!

Quatro irmãos, quatro craques! Fernando, Carlos, Leto, Lua. Uma família boa de bola. Boa de bola é pouco, isso era para quem não gostava de futebol. Uma família de craques testada e aprovada por onde passaram. Em campo chegavam a ser adversários: Dois no Fluminense – Fernando e Carlos, no Flamengo – Carlos, e Lua, o mais novo, no Janízaros, cada qual com seu estilo e posição.

Se separados eram bons, imaginem juntos na invencível Seleção Amadora de Itabuna, que chegou ao octacampeonato. Uma emoção e tanto para os torcedores, imaginem para os outros tantos craques que atuavam juntos. Como ouvi algumas vezes de outro craque dessa época, o meu amigo Bel (Abelardo Moreira), era fácil jogar com tanta inteligência e ginga junto, tudo ficava mais fácil.

Mas Fernando Riela não foi somente um jogador de futebol, melhor, o jogador de futebol, ou como o definiu o também jogador Maurício Duarte, com passagens por grandes clubes brasileiros: Fernando Riela foi o Garrincha pela ponta-esquerda. Fora dos gramados, era um amigo leal, um pai de família exemplar, um empresário, um cidadão sempre disposto a participar dos eventos do bem.

Dos quatro, dois estão entre nós, Carlos e Lua. Leto, e agora Fernando já nos deixaram por terem sido escalados por Deus para a seleção do Céu, onde jogam ao lado de tantos colegas. Lembram de Tombinho, Santinho, Léo Briglia, Jonga Preto, Luiz Carlos, Humberto, Danielzão, Valdemir Chicão, Neném, Santinho, Humberto Cézar, Zequinha Carmo, Amilton e tantos outros, animados pela charanga de Moncorvo.

Fernando Riela jogou em Itabuna, mas pelo futebol que jogava poderia ter atuado no time que quisesse e somente não estreou no Vasco da Gama para atender a um pedido do seu pai, seu Astor, que não abria mão de não ver seu filho jogando naquele Fla-Flu grapiúna. Atendendo ao pedido paterno, deixou o Rio de Janeiro, viajou para Itabuna e jogou no clássico. Estraçalhou o Flamengo, embora tenha perdido o jogo no segundo tempo.

O tempo que não para, não perdoa quando é chegada a hora, como não parou agora.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

DIA INTERNACIONAL DO GOLEIRO. QUAL O SEU HOMENAGEADO?

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Caso seja bafejado pela sorte, ou quem sabe, a técnica, defendendo sua retaguarda, é aplaudido efusivamente pelos torcedores de sua equipe e xingado pela torcida adversária. Se não foi feliz na sua intervenção, “a casa cai” e imediatamente ganha, no mínimo, a alcunha de frangueiro

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Não sei como surgiu a homenagem aos goleiros, comemorada em todo o mundo no dia 26 de abril. Goleiro é uma das posições que não admitem falha, pois no futebol é o gol quem “manda” e quem marca mais ganha o jogo, o turno, o campeonato. Goleiros bons já tivemos à mancheia, embora os milhões de comentaristas brasileiros sempre disseram que eles não sabiam sair das quatro linhas como os europeus.

Na seleção canarinho sempre foi motivo de amor e ódio. Que o diga o goleiro da Copa de 50, Barbosa, que tomou os dois gols do “Maracanaço”, marcado para sempre e morreu com esse desgosto. Dizem até que o lugar do goleiro – embaixo dos três paus – é tão amaldiçoado que não nasce grama. As diferenças entre o goleiro e os atacantes são abissais e ninguém enfarta caso um atacante perca um gol, mas morre se o goleiro toma.

Marcadas as diferenças, alguns goleiros sabem se impor e conseguem fazer história nos times por que passam – com raríssimas exceções – e na Seleção Brasileira, outros não conseguem essa proeza. Guarda-redes, goalkeeper, arqueiro ou simplesmente goleiro é aquele que consegue fazer voos sensacionais para tirar, com a ponta dos dedos, a bola da direção do gol, se jogar nos pés do atacante, calcular o lado certo da batida da falta ou do pênalti.

Caso seja bafejado pela sorte, ou quem sabe, a técnica, defendendo sua retaguarda, é aplaudido efusivamente pelos torcedores de sua equipe e xingado pela torcida adversária. Se não foi feliz na sua intervenção, “a casa cai” e imediatamente ganha, no mínimo, a alcunha de frangueiro e perde a admiração da torcida e a confiança do treinador e dos cartolas do clube, mesmo sendo o petardo disparado pelo adversário indefensável.

Neste domingo (26), Dia do Goleiro, fiz questão de homenagear o arqueiro Manga, que sabia se colocar em frente da trave como ninguém. No Botafogo foi Campeão Carioca em 1961, 1962, 1967 e 1968, Taça Brasil de 1968, Rio-São Paulo de 1962, 1964, 1966. Já que falei de estatística, pelo Botafogo jogou 442 partidas e sofreu 394 gols. Também jogou 12 partidas pela Seleção Brasileira.

Manga em ação defendendo o Botafogo (RJ)

Pelo Botafogo passaram grandes goleiros, com os quais me identifiquei bastante, mas Manga sempre foi especial pela sua presença e firmeza na pequena área e impunha respeito ao abrir “as asas” e deixar o atacante perdido, sem saber o que fazer. Melhor, ainda, quando o próximo jogo era contra o Flamengo e ele não perdia a esportiva ao dizer que tinha recebido o “bicho” pela vitória antes mesmo do jogo.

Já Maurício Duarte, ex-jogador profissional de grandes equipes brasileiras (Botafogo, inclusive), radialista, comentarista de futebol, amigo de excelente caráter, homenageou o goleiro Laércio, do Itabuna. E a homenagem foi prestada em tempo certo a uma pessoa que não mais se encontra entre nós e fez história no Itabuna Esporte Clube e em Itabuna, chegando a ser o xodó da torcida pelas grandes atuações dentro e fora do campo.

Itabuna sempre foi pródiga em bons goleiros desde os tempos do futebol amador – Fluminense, Flamengo, Grêmio, Janízaros, Bahia, Itabuna, Corinthians e Botafogo, este com um fato inusitado: o goleiro Danielzão mais tarde trocou de posição e passou a jogar como centroavante. Esses mesmos goleiros dos clubes defenderam com mãos de ferro a Seleção de Itabuna, vencedora do Intermunicipal por oito anos seguidos: Octacampeã.

Desfilaram em baixo dos três paus da seleção itabunense os goleiros Carlito, Asclepíades, Ivanildo, Plínio, Luiz Carlos, Betinho, dentre outros, que escreveram seus nomes da história do futebol itabunense. Goleiros que defendiam bolas impossíveis e se atiravam nelas como um esfomeado em busca de um prato de comida, para não deixar de citar a rica e bela gíria futebolística, além dos altamente técnicos.

É uma justa homenagem a um profissional – antes amador – que destoa dos colegas de equipe desde pequeno, por ser raro os que têm o sonho de ser goleiro e lutam para isso nos babas e escolinhas de futebol. Não raro, os goleiros são descobertos por serem aqueles que não têm talento para jogar na zaga, meio do campo e ataque e são escalados nos babas como goleiro, posição pouco disputada nos campinhos.

Por isso e tudo isso, minhas homenagens aos goleiros do Brasil e do mundo. Vai que é sua, Tafarel!

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

ARRASCAETA DIZ QUE VAI CONVIDAR CAVANI PARA JOGAR NO FLAMENGO

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Qual será o destino de Edinson Cavani? Em fim de contrato com o Paris Saint-Germain (PSG), não seria exagero dizer que o uruguaio teria vaga em todos os times do Brasil. Diego Lugano, diretor de relações institucionais do São Paulo e amigo de Cavani, afirmou em entrevista à rádio argentina Club Octubre que, antes de uma possível transferência para o Boca Juniors, por exemplo, o atacante atuaria pelo São Paulo. Porém, se depender de proximidade e amizade, Lugano encontrou um concorrente.

De Arrascaeta também quer Cavani no Brasil, só que no Flamengo. O camisa 14 do time rubro-negro entrou na jogada e brincou sobre articular a vinda do artilheiro.

“A gente brinca com os caras (Cavani e Suárez), mas eles ainda estão no auge, jogando em grande nível na Europa. Se houvesse possibilidade de qualquer um dos dois jogar no ‘Mengão’, a gente ficaria muito feliz se isso se concretizasse. Sabemos que o Cavani agora está finalizando o contrato, então vou mandar uma mensagem pra ele. Vou convidar pra sabe se ele quer ser feliz com a gente”.

Cavani possui vínculo até o fim da temporada com o PSG e, aos 33 anos, tem mercado para jogar no futebol europeu ou até em países de fora do Velho Continente, como nos Estados Unidos.

Na Europa, Cavani continuaria disputando competições de alto nível e seguiria condicionado para a Copa do Mundo do Catar, em 2022. Nos Estados Unidos, encontraria uma liga mais fraca, porém atuaria em um país de moeda forte. O clube brasileiro que tentar contratar o uruguaio terá que desembolsar uma grande quantia.

O próprio presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, acredita que uma negociação neste momento da economia é inviável. Em entrevista ao jornalista Paulo Vinícius Coelho, ele afirmou que ninguém dentro do clube conversou sobre a contratação e que não há nenhuma ação neste sentido. Lugano falou sobre o uruguaio jogar no Tricolor por ser amigo de Cavani. Entretanto, Leco disse que “se um grande jogador quiser jogar no São Paulo a um preço acessível, sempre se vai pensar”.

Leco também lembrou que o momento é de manter as contas em dia durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). A dificuldade financeira não atinge apenas os clubes brasileiros. Na própria Europa, o mercado de transferências deve aquecer apenas após o restabelecimento dos clubes. Enquanto a pandemia de covid-19 impactar nos caixas das equipes, dificilmente surgirão notícias de grandes contratações. Da Agência Brasil.

REI DO INTERMUNICIPAL, BETO OLIVEIRA QUER MAIS TÍTULOS E TREINAR A SELEÇÃO DE ITABUNA

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Poucos treinadores conquistaram tantos títulos no futebol do interior da Bahia como Beto Oliveira. São seis troféus do Campeonato Intermunicipal, três deles consecutivos (2017-2018-2019), e uma conquista com equipe profissional, no comando do Itabuna Esporte Clube, em 2002, na Segunda Divisão do Baiano.  A equipe conseguiu o acesso invicta depois de 10 anos sem disputar nenhuma competição.

Em entrevista exclusiva ao PIMENTA, o treinador fala do sonho de conquistar um Campeonato Baiano e mais três títulos do Intermunicipal. Ele também comenta sobre o sufoco que passou por conta da desconfiança dos torcedores de Itamaraju durante a temporada passada, quando teve de montar uma equipe completamente diferente da que se sagrou campeã em 2018.

Beto Oliveira afirma ainda que é louco para treinar a Seleção de Itabuna e observa que o Campeonato Interbairros deveria ser no primeiro semestre, não no segundo, como é realizado hoje. O técnico também fala de Pep Guardiola, Abel Braga, Jorge Jesus e do time rubro-negro carioca: “O Flamengo de hoje é encantador”.

Veja a íntegra da entrevista.

Blog Pimenta – Sua carreira começa na década de 80 como jogador. Exatamente quando?

Beto Oliveira- Comecei na base do Itabuna Esporte Clube em 1982 e me profissionalizei três anos depois. Atuei pelo Itabuna até 87. Rodei por algumas equipes profissionais no país. Em 91 voltei para o Itabuna e um ano depois fui para o Grêmio Maringá. Em 93 encerrei a carreira como jogador de futebol e comecei a treinar a divisão de base do Itabuna, em 94, sendo técnico do time que disputou a Copa Rio daquele ano. Fiquei como treinador da equipe por três anos seguidos.

Pimenta- E no futebol profissional?  

Beto – Comecei em 2000, quando treinei o Grapiúna nos últimos quatro jogos da Segunda Divisão do Campeonato Baiano. Vencemos o Astro, Bahia de Feira, Barreiras e Jequié, salvo engano. Uma das equipes utilizou um jogador irregular, houve alteração na classificação e perdemos a chance de disputar o título naquele ano.

Pimenta – Um início de carreira de treinador empolgante, por sinal.

Beto Foi sim. Em 2001, treinei o Grapiúna que disputou a Taça São Paulo de Futebol Júnior. No retorno, voltei à equipe profissional do Grapiúna para, mais uma vez, disputar a Segunda Divisão do Baianão. Ficamos com o vice-campeonato. Perdemos o título para o Palmeiras do Nordeste, então filial do Palmeiras de São Paulo. Eles tinham uma equipe muito forte e subiram.

Pimenta – E o primeiro título na carreira?

Beto Em 2001, fui contratado para treinar a Seleção de Coaraci no Intermunicipal. Ali, ganhei o meu primeiro título. No outro ano, voltei ao futebol profissional para comandar o Itabuna Esporte Clube na Segunda Divisão. A equipe estava há 10 anos sem participar de competições. Conquistamos o título da Série B de forma invicta e garantimos vaga na elite do futebol baiano.

Pimenta – Em 2002 a sua primeira competição nacional. Foi isso?

Beto Sim. Como treinador do Colo Colo no Campeonato Brasileiro da série C. Em 2003 voltei ao profissional do Itabuna e ficamos na terceira colocação no Baianão. Perdemos a semifinal para o Vitória, que estava na série A do Campeonato Brasileiro.

Pimenta – E o seu segundo título no Intermunicipal?

Beto – Foi em 2004, com a Seleção de Itamaraju.

 

 

Já fiz uma análise e cheguei à conclusão de que ainda é cedo para parar. Quero retornar ao futebol profissional e ganhar mais títulos.

 

Pimenta – Rodou muito como treinador…

Beto – Minha carreira foi entre equipes amadoras e profissionais. E o terceiro título no Intermunicipal também foi no extremo-sul do estado. Em 2009 fechei um contrato com a Seleção de Porto Seguro por dois anos. Ficamos em terceiro lugar, mas conquistamos o título, invicto, em 2010.

Pimenta – Sete anos depois mais um título…

Beto Em 2017, com a Seleção de Eunápolis. No ano seguinte retornei à Itamaraju, onde conquistamos dois títulos consecutivos do Campeonato Intermunicipal.

Pimenta – Beto Oliveira foi um bom jogador?

Beto Tenho uma família de atletas. Danielzinho começou a carreira no Itabuna e passou por equipes como Palmeiras (na base) e Bragantino, na década de 80. Guiovaldo também tem passagem pelo Itabuna, futebol de Portugal e várias equipes no Brasil. Acho que fui um bom jogador sim. Comecei como volante e depois fui atuar como zagueiro. Nas décadas de 80 e 90, tínhamos muitos craques. Era muito difícil para o profissional do interior ser contratado por um time grande do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais ou Sul do País.

Pimenta – Já pensou em parar?

Beto Já fiz uma análise e cheguei à conclusão de que ainda é cedo. Quero retornar ao futebol profissional e ganhar mais títulos.

Pimenta – Já recebeu propostas para trabalhar neste ano?

Beto Recebi uma proposta de um dos times da Primeira Divisão do Campeonato Baiano, mas não possível o acerto por questões financeiras. Ofereceram um valor menor do que eu ganhava no Intermunicipal. Entendi ser uma desvalorização muito grande. Para trabalhar no profissional, na elite do Baiano, o técnico merece ter uma remuneração melhor.

 

 

Tenho algumas propostas. Provavelmente em março, estarei treinando uma equipe da Segunda Divisão do Baiano.

 

 

Pimenta – Você não estaria em uma vitrine melhor?

Beto No futebol profissional a cobrança é muito maior. Todos da cidade exigem uma campanha excelente. A expectativa gira em torno de vencer Bahia e Vitória e conquistar o título de campeão. Tenho algumas propostas. Provavelmente em março, estarei treinando uma equipe da Segunda Divisão do Baiano.

Pimenta – Qual foi a conquista de Campeonato Intermunicipal mais fácil e a mais difícil?

Beto Não existe conquista fácil, ainda mais em se tratando do Intermunicipal, que é disputado por 64 equipes. É uma competição que dura seis meses. Enfrentamos muitas dificuldades. Às vezes, perda de jogadores importantes no decorrer da competição.

Pimenta – O título mais marcante, então?

Beto O mais prazeroso foi primeiro, conquistado com a Seleção de Coaraci. Embora tivesse sido vice-campeão da segunda divisão com Grapiúna, chegamos sem muito conhecimento sobre o Intermunicipal, que é uma competição totalmente diferente. Peguei uma seleção formada basicamente por ex-jogadores profissionais e vividos na competição e eu sem experiência.  Achei um pouco mais difícil para impor a minha metodologia de trabalho, mas tudo deu certo.

Clique em leia mais, abaixo, e confira a íntegra da entrevista.

Leia Mais

VITÓRIA DA CONQUISTA NO RANKING DE VENDAS DA NOVA CAMISA DO FLAMENGO

Vitória da Conquista aparece entre os maiores compradores nacionais da nova camisa do Flamengo
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Em alta por causa das conquistas do ano passado, quando foi campeão Carioca, Brasileiro e da Taça Libertadores, além da decisão do Mundial, que perdeu para o Liverpool, o Flamengo fatura com vendas de camisas oficiais neste início de temporada. Vendeu 15 mil peças somente na sexta-feira (15), durante o lançamento do novo uniforme.

De acordo com o clube rubro negro, entre as sete localidades com maior volume comercialização de camisas está Vitória da Conquista. O município do sudoeste da Bahia aparece ao lado de Brasília, Juiz de Fora, Manaus, Belém, Aracaju e Vitória. Somente em Brasília foram vendidas 1,5 mil camisas do novo uniforme, que será usado neste domingo (16), na decisão da Supercopa.

A decisão do título será às 11h, no estádio Mané Garricha, às 11h, contra o Athlético-PR, atual campeão da Copa do Brasil. O campeão do torneio ficará com R$ 5 milhões e o vice, embolsará R$ 2 milhões. A partida será transmitida ao vivo pela TV Globo.

HORA DE FATURAR

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Milton fatura uns trocados vendendo camisa do Flamengo || Foto Pimenta

Blusa florida e sem revelar o time para o qual torce, Milton vendia camisa do Flamengo a R$ 40,00 a unidade, no Centro Comercial, neste sábado (21). A vendagem hoje começou logo nas primeiras horas da manhã, sempre com a esperança de zerar o estoque de camisas rubro-negras ainda antes da finalíssima do Mundial de Clubes da Fifa. Do outro lado, o Liverpool. A torcida pelo título do Flamengo tinha mais a ver com a possibilidade de faturar ainda mais do que pelo fato de ser brasileiro.

MENOS DE 24H APÓS TÍTULO DA LIBERTADORES, FLAMENGO É CAMPEÃO BRASILEIRO

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Flamengo conquistou a Librertadores ontem e fatura o Brasileirão sem entrar em campo neste domingo || Foto Alexandre Vidal/CRF

O Flamengo nem entrou em campo neste domingo, mas acaba de conquistar, matematicamente, o Campeonato Brasileiro de 2019, menos de 24 horas depois do título de bicampeão da Libertadores da América.

O título nacional foi confirmado com a ajuda do Grêmio, que bateu o Palmeiras, em São Paulo, por 2 a 1. Como o time paulista ficou a 13 pontos do Flamengo e restam, agora, só 4 rodadas, o Palmeiras não tem mais como superar o rubro-negro na tabela de classificação (68 pontos contra 81 do time carioca).

Domingo inesquecível para os rubro-negros. A entrega da taça do Brasileirão 2019 deve ocorrer na próxima quarta, quando o Flamengo enfrentará o Ceará, às 21h30min, no Maracanã. O título antecipado é o sétimo dos cariocas na história do Brasileirão.

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