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15 de maio de 2021 | 10:43 pm

NOS 20 ANOS DO SHOPPING JEQUITIBÁ, NETO APOSTA EM UNIÃO E ENCARA FUTURO COM OTIMISMO

Manoel Chaves Neto, diretor-geral do Shopping Jequitibá
Tempo de leitura: 4 minutos

O Shopping Jequitibá completa 20 anos nesta terça-feira (5). Iniciativa pioneira e visionária no sul da Bahia do empresário Helenilson Chaves, o maior centro de compras, lazer e serviços da região, segundo o diretor Manoel Chaves Neto, transformou a data em momento de reflexão sobre o futuro, que o encara com otimismo.

Nesta entrevista, Neto fala dos reflexos da pandemia da covid-19 na economia, na sociedade e os passos futuros – e o que é necessário – para uma reabertura do comércio. O diretor também fala de novos empreendimentos que vão se somar ao mix de atrações do empreendimento.

Como você resume estas duas décadas do Shopping Jequitibá?

Manoel Chaves Neto – Quero agradecer, agradecer e agradecer por hoje completarmos 20 anos de vida, de relação e de muito amor por Itabuna e todo sul da Bahia. Estas duas décadas passaram voando, ultrapassamos diversos obstáculos, vencemos dezenas de crises, chegamos até a ficar órfãos do nosso fundador e idealizador Helenilson Chaves. Entretanto, as raízes do Shopping Jequitibá são fortes, profundas e sólidas, proporcionando estarmos comemorando seus 20 anos, com empreendimento, completo, regional, dominante no sul da Bahia.

Fomos pegos de surpresa pela forma avassaladora da pandemia, fazendo com que mudássemos por completo nossas programações e atividades comemorativas para esta data. Ainda assim, continuaremos constantemente atentos, trabalhando duro, estudando e nos adaptando para manter o Shopping Jequitibá por muitas décadas como um equipamento único e de vanguarda para o novo normal.

Lia Chaves e o esposo e idealizador do Shopping, o empresário Helenilson Chaves

Hoje temos 46 dias do Decreto Municipal que culminou com o fechamento de todo comércio. Em relação ao Shopping Jequitibá, como está sendo este momento e quais os impactos?

Está sendo dificílimo, pois a pandemia da Covid-19 interrompeu, repentinamente, o ciclo operacional do Shopping Jequitibá e dos nossos lojistas. Por consequência, colocando todos numa fragilidade econômica e financeira de fluxo de caixa, entretanto, os reais impactos só saberemos no médio prazo.

 

Continuaremos constantemente atentos, trabalhando duro, estudando e nos adaptando para manter o Shopping Jequitibá por muitas décadas como um equipamento único e de vanguarda para o novo normal.

 

Qual geração de empregos do Shopping Jequitibá?

Juntamente com nossos lojistas, aproximadamente 1.300 empregos diretos.

Haverá demissões no Shopping Jequitibá?

Não iremos demitir nossos colaboradores, pois utilizaremos todos os benefícios do Governo Federal para segurar ao máximo todos os postos de trabalho existentes antes da Covid-19.

Já existem cerca de 80 shoppings centers abertos no Brasil. Quando serão abertas as portas do Shopping Jequitibá?

A abertura do Shopping Jequitibá está diretamente ligada ao prazo estipulado no decreto municipal em vigor. Entretanto, estamos conscientes que, para abrir o Jequitibá, necessariamente os hospitais da nossa cidade terão que estar minimamente estruturados para enfrentamento das futuras demandas que virão. Hoje esta situação carece da chegada de respiradores, pois só temos 10 leitos de UTI da Santa Casa.

 

Estamos conscientes que, para abrir o Jequitibá, necessariamente os hospitais da nossa cidade terão que estar minimamente estruturados para enfrentamento das futuras demandas que virão.

 

Qual será o protocolo de abertura para o Shopping Jequitibá?

Neste período, nós adequamos o Shopping Jequitibá, com as normativas e protocolos listados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), com objetivo de prevenir e dar segurança à saúde de todos que ali frequentam.

Shopping Jequitibá chega aos 20 anos de fundado

As lojas que estavam contratadas e com previsão de abertura serão concretizadas?

Nestes últimos 46 dias, tivemos várias evoluções na construção de lojas Vivara, Natura, ISE Grelhados e Restaurantes e Meu Chapa, além da reforma da Patroni. Em fase de análise final de projetos, temos a Barbearia e a Gráfica que ficarão na alameda de serviços.

 

Tivemos várias evoluções na construção de lojas Vivara, Natura, ISE Grelhados e Restaurantes e Meu Chapa, além da reforma da Patroni. Em fase de análise final de projetos, temos a Barbearia e a Gráfica que ficarão na alameda de serviços.

 

Quantas lojas do Shopping Jequitibá já fecharam as portas por causa dos efeitos da Covid-19?

A IPlace já apresentava desde 2019 o desejo de fechar por motivos de não descolar ponto de equilíbrio e, face a pandemia e consequentemente aumento do dólar, os produtos importados aumentariam de preço e possivelmente haveria retração de vendas.

Como está a relação da administração do Shopping com seus lojistas?

Nossa relação é de união, transparência e parceria reforçada, pois só sairemos desta crise unidos, com muito trabalho e criatividade.

Quais as perspectivas, novidades do Shopping Jequitibá?

Nossa perspectiva é mantermos o Shopping Jequitibá sempre atraente, aconchegante, seguro para receber bem cada vez mais nossos clientes. Além disto, vamos demandar esforços para criar novas alternativas de canais de vendas e distribuição para nossos lojistas.

SONS E SILÊNCIOS DA CIDADE EM MOVIMENTO

Tempo de leitura: 2 minutos

rpmRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Não podemos continuar sem fazer o enfrentamento necessário, ou timidamente acreditar que teremos uma nova cidade sem que mergulhemos de cabeça e com cooperação mútua.

 

Semana passada, caminhando em um determinado bairro de Itabuna, deparei-me com três relatos de filhos que presenciaram o assassinato dos próprios pais quando ainda não passavam dos cinco anos de vida. As avós me contaram os fatos no geral, mas foram as crianças, hoje com cerca de oito anos de idade, que acrescentaram alguns detalhes.

São relatos duros, estarrecedores, já ouvi outros e confesso que sempre nos levam a um grande sofrimento, por tristeza e sentimento de impotência. Nesses momentos percebo nas falas um pedido de socorro para além do desabafo, e ao mesmo tempo vejo a banalização da vida. A dor e sofrimento produzidos pelos episódios geram aos familiares e à comunidade um comportamento de aceitação tácita, principalmente pelo pensamento de que os assassinatos fazem parte do risco de viver em uma cidade com conflitos gerados por organizações criminosas.

Fico a me perguntar como fazer para possibilitar um horizonte de rompimento do ciclo da violência imposto para as famílias que se encontram nesse universo estatístico. Na maioria das situações que encontrei apenas nesse dia, as avós paternas assumiram a criação dos netos para que as mães deles pudessem buscar o sustento da família ou ficar livres para criar um novo vínculo matrimonial. Como possibilitar superação aos filhos vitimados por essas ocorrências? Como desenvolver ações de inserção socioeconômica para suprir as carências imediatas dessas famílias? Um sem-número de perguntas sem respostas que fica no ar…

As diversas necessidades da nossa cidade muito têm a ver com um processo histórico de falta de políticas públicas que contemplem diretamente investimentos no ser humano. Nossa população está submersa em uma série de conflitos muitas vezes imperceptíveis aos olhos dos que detêm poder e responsabilidade para o enfrentamento desses males. Nesse aspecto, a responsabilidade recai não apenas sobre os que têm cargos eletivos, mas também sobre o Ministério Público e, consequentemente, o Poder Judiciário, que pouco se insere na realidade concreta do cotidiano dos cidadãos, especialmente os que estão geográfica e socialmente residentes nas periferias da cidade.

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2015: UM ANO PROMISSOR PARA ITABUNA

Tempo de leitura: 3 minutos

wenceslau júnior olho entrevista pimenta2 05.06.12Wenceslau Júnior
 

Para os pessimistas e a turma do atraso, que apostam no quanto pior melhor, ponham as barbas de molho. 2015 será o melhor ano para Itabuna em comparação aos últimos 30 anos.

 
Embora as dificuldades enfrentadas em 2014, o governo Vane obteve vitórias significativas no ano que finda.
O retorno da Gestão Plena da Saúde, mesmo com a defasagem financeira, recoloca o município como ente capaz de assumir a gestão do complexo sistema de saúde publica.
Mesmo na área da saúde, obtivemos vitórias importantes. Às vezes pouco propagadas, mas de grande alcance. Fechamos o ano com o número de leitos de UTI triplicados no Hospital de Base (de três para nove), emergência completamente reformada e equipada e uma equipe que foi capaz de atender sem sobressaltos as vítimas da rebelião que ocorreu no presídio.
A sede do SAMU foi completamente reformada e novas ambulâncias foram adquiridas. As unidades de Saúde dos Bairros Santa Inês, Maria Pinheiro, Manoel Leão, São Roque e a sede do Pros-Hiperdia foram devolvidas à população completamente reformadas. Estão sendo concluídas ampliações e reformas nas unidades da Urbis IV, Ferradas, São Lourenço, São Pedro, Pedro Jerônimo, Santo Antônio, Lomanto, Sesp e Canecos, Rua de Palha e Itamaracá, entre outras. Iniciamos a construção de duas UPA´S (Unidades de Pronto Atendimento), uma no Monte Cristo e outra no Fonseca.
Finalmente, iremos contratar mais agentes de endemias para reduzir ainda mais o índice de infestação predial do mosquito da dengue (já reduzimos mais de 50%).
Nossas campanhas de vacinação têm superado as metas e o trabalho da Vigilância Sanitária e da Vigilância Epidemiológica tem tido êxito extraordinário. Estamos no Mais Médicos e ampliamos o número de médicos e de especialidades na Policlínica.

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CAOS NA EDUCAÇÃO EM ILHÉUS

Tempo de leitura: < 1 minuto

A forma como a Prefeitura de Ilhéus trata a educação acusa uma absurda falta de compromisso com o futuro da cidade. Iniciado o ano letivo, muitas escolas permanecem como estavam nas férias – ou seja, sem aulas – porque não há professores. Em outras, como as da Ponta da Tulha, não há sequer energia elétrica, cortada há mais de dois meses por falta de pagamento.
Informações que chegam a este blog dão conta de que muitos professores aprovados em concurso para dar aula na zona rural ficam só um tempo, o suficiente para que algum padrinho político consiga posto mais confortável, de preferência no centro da cidade ou nos bairros mais próximos. O resultado disso é que a falta de professores atinge principalmente as salas de aula dos distritos e povoados mais distantes.
A Secretaria Municipal de Educação diz que vai convocar 32 professores ainda para este ano letivo. Estima-se que esse número esteja muito aquém da necessidade, que seria de mais ou menos 150 profissionais. Um quadro inaceitável e irresponsável, que exige ação dura do Ministério Público.

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