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17 de fevereiro de 2020 | 09:54 am

"NÃO DÁ MAIS PARA ELEGER ACM. SE ELE APARECER NA URNA, É ENCOSTO"

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A frase acima foi “cometida” por Rafinha Bastos, um dos apresentadores do humorístico da Band, Custo o Que Custar (CQC), nesta noite de segunda-feira, 9. O programa que foi ao ar inaugurou o quadro Quem quer ser governador, com todos os candidatos ao governo da Bahia. Sandro Santa Bárbara (PCB) não pôde participar, alegando motivos pessoais.
Wagner, Bassuma, Geddel, Souto, Mendes e Professor Carlos participaram. Os candidatos a autoridade-mor da boa terra responderam a várias perguntas de conhecimentos gerais sobre a Bahia, feitas por Felipe Andreoli.
Da bancada, Rafinha Bastos largou: “Atenção, pessoal da Bahia. Não dá mais para eleger o Antônio Carlos Magalhães. Se ele aparecer na urna eletrônica, é encosto”.
Aperte o play e confira quem se saiu melhor na parada.

UNINDO OS CONTRÁRIOS

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Gima (ao microfone) e Torquato, entre Renato e Geddel - não teve abraço, mas a presença no mesmo palanque já foi considerada um milagre em Coaraci (foto Ary Rodrigues)

O médico Renato Costa, candidato do PMDB a deputado estadual, faz uma campanha de pacificador. A primeira “missão de paz” foi a que reuniu o próprio peemedebista ao ex-desafeto Fernando Gomes e, no último fim de semana, Renato conseguiu promover a concórdia entre dois velhos rivais na política de Coaraci, pequena cidade do sul da Bahia.
Os ex-prefeitos Gima e Joaquim Torquato, que há muitos anos combatem em trincheiras opostas, subiram no mesmo palanque após uma carreta liderada por Renato e o postulante do PMDB ao Governo da Bahia, Geddel Vieira Lima.
Agora, para o médico consolidar a fama de milagreiro, só falta mesmo ganhar a eleição.

ELEITORADO SUL-BAIANO "DE MAL" COM WAGNER

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Se a coordenação da campanha à reeleição do governador Jaques Wagner (PT) “meter” uma lupa nos recados emitidos pela pesquisa Ibope/TV Bahia, terá motivos para se preocupar com o eleitorado do sul do Estado.
Se em Salvador Wagner atinge 51% das intenções de voto – ante 13% de Paulo Souto (DEM), no sul da Bahia o petista fica com 41% e Souto vai a 37%, configurando situação de empate técnico. O peemedebista Geddel Vieira Lima aparece com 6% na capital e 10% na região sul.
Em tempo: Esta região baiana, aliás, registra o menor percentual de eleitores indecisos da pesquisa. Apenas 5%. Também é no sul da Bahia que o “nanico” Professor Carlos (PSTU) registra o seu maior percentual de intenções de voto, 2%.
O levantamento Ibope/TV Bahia também mostra que 67% dos eleitores que aprovam a gestão de Wagner também tendem a votar no petista. Outros 13% dizem preferir Paulo Souto e 7%, Geddel.

LUZ VERMELHA PISCA PARA SOUTO

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Acendeu a luz vermelha (ops!) entre seguidores do democrata Paulo Souto. A pesquisa Ibope com o ex-governador baiano pontuando abaixo da casa dos 20% (deu 19%) reacendeu o temor de que ele ou fique de fora de um eventual segundo turno – e seja ultrapassado pelo peemedebista Geddel Vieira Lima (PMDB) – ou veja a fatura sendo liquidada por Jaques Wagner (PT) no “primeiro tempo”, em 3 de outubro. Isso, apesar do recall de ter comandado a Bahia por dois mandatos.
Não foi por acaso que, ontem, Souto apareceu defendendo a continuidade do nome de Bassuma (PV) na disputa pelo Palácio de Ondina. Como se sabe, a Justiça Eleitoral indeferiu o pedido de registro de candidatura de Bassuma. A luz vermelha no DEM piscou já na pesquisa Datafolha, na semana passada.
Como pesquisa quantitativa na Bahia não é coisa levada a sério desde o advento das urnas eletrônicas e da vitória inesperada de Wagner em 2006, os democratas ainda nutrem esperança de reversão de quadro.

IBOPE: WAGNER SERIA REELEITO NO 1º TURNO

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A primeira pesquisa Ibope/Rede Bahia revela que o governador Jaques Wagner seria reeleito no primeiro turno. O petista atingiu 46% das intenções de voto na pesquisa realizada de 31 de julho a 6 de agosto. Paulo Souto (DEM) aparece com 19% e Geddel Vieira Lima (PMDB) com 11%. Professor Carlos (PSTU) aparece com 1% das intenções de voto. Os demais não pontuaram neste levantamento.
Foram ouvidos 1.008 eleitores. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais. O percentual de votos brancos e nulos atingiu 9%; e o de indecisos, 14%.
Segundo a pesquisa Ibope, Paulo Souto tem o maior índice de rejeição. 26% não votariam no democrata. Já 20% dizem que não votariam, de jeito nenhum, em Luiz Bassuma (PV). 17% rejeitam Geddel, próximo do percentual dos que rejeitam Wagner, 16%.
Na sequência, Sandro Santa Bárbara (PCB) tem 15%. O professor Carlos (PSTU) tem 3% de rejeição, percentual igula ao de Marcos Mendes (PSOL).
Atualizada às 19h43min

2010 É OUTRA COISA

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Levi Vasconcelos (coluna Tempo Presente / A Tarde):
Em 2006, as pesquisas induziram todos a achar que Paulo Souto, então governador, ganharia as eleições e não ganhou. Agora, quando começa a fase decisiva do processo eleitoral com a entrada em cena da propaganda no rádio e na televisão, as pesquisas mostram Jaques Wagner em primeiro, Paulo Souto em segundo e Geddel em terceiro.
Como em 2006, não quer dizer que vá acabar assim. Tão rigorosa na pretensão de estabelecer um tratamento isonômico para todos os concorrentes, a lei eleitoral dá tratamento privilegiado a governantes que postulam a reeleição ao permitir-lhes a permanência no cargo com direito a farta publicidade institucional, enquanto os outros nada podem. Era daí que Paulo Souto sustentava altos índices nas pesquisas e é daí que Wagner ostenta a vantagem até agora.
Mas convém ressalvar: as semelhanças entre os dois cenários acabam aí.
Em 2006, Souto deitou em berço esplêndido.
Embalados pelo clima de ‘já ganhou’, os aliados dele cruzaram os braços, enquanto Wagner arregaçou as mangas e conquistou os votos que estavam ‘soltos’. Agora, é diferente.
A derrota de 2006 e a morte de ACM aniquilaram o carlismo. As lideranças interioranas migraram para Wagner e Geddel.
Temos hoje um Wagner favorito, mas em campo com os seus aliados puxados pelo PT disputando voto a voto. Um Paulo Souto esvaziado, só com o recall de ter sido governador, caindo nas pesquisas, e um Geddel com musculatura (de aliados) subindo devagar, mas sempre subindo.
A tendência é de uma disputa aguerrida (nas ruas e na tela). Dificilmente o quadro que as pesquisas ditam hoje ficará como está.

OS REJEITADOS

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Marco Wense
Quando o assunto é fugir de quem não anda bem nas pesquisas de intenção de voto, os políticos, com algumas raríssimas exceções, filiados a partido A, B ou C, são igualzinhos. A sabedoria popular costuma dizer que são todos “farinhas do mesmo saco”.
A sobrevivência política, quase sempre assentada nos interesses pessoais, fala mais alto. O fim justifica os meios. A luta passa a ser de “murici”, com cada um cuidando do seu próprio quintal.
Em decorrência da disputa desenfreada, obsessiva, sem escrúpulos e sem limites pelo poder, surge a figura do político rejeitado, o patinho feio do movediço, perverso e traiçoeiro processo eleitoral.
No estado de São Paulo, por exemplo, a candidata ao Senado pelo PT, Marta Suplicy, faz de tudo para descolar de Aloizio Mercadante, seu companheiro de partido e candidato a governador.
Pesquisa recente do instituto Datafolha, além de apontar uma frente de 33 pontos de Alckmin (PSDB) sobre o petista, sinaliza que 30% do eleitorado do tucano (4,5 milhões de votos) estariam dispostos a votar na ex-prefeita de São Paulo.
Marta, pensando exclusivamente na sua eleição, evita fazer qualquer crítica ao candidato do PSDB. Aliás, só falta dizer que o tucano é o melhor nome para comandar o cobiçado Palácio dos Bandeirantes.
Outro “patinho feio” é José Serra, candidato à presidência da República pelo tucanato. O ex-governador Paulo Souto, que quer retornar ao governo da Bahia pelo Partido do Democratas (DEM), evita falar que seu candidato é Serra.
A ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT e do “patinho” mais bonito da lagoa sucessória, o popular e carismático Luiz Inácio Lula da Silva, tem o dobro de votos de Serra na Bahia.
Agora, no quarto colégio eleitoral do país, pela pesquisa do Datafolha, surge o mais novo patinho feio da eleição de 2010: o prefeito de Salvador João Henrique (PMDB), filho do senador João Durval, eleito pelo PDT do saudoso Leonel Brizola.
João Henrique, para o desespero de Geddel Vieira Lima, candidato ao Palácio de Ondina pelo peemedebismo, foi o pior prefeito do Brasil entre os que foram avaliados pelo Datafolha.
O patinho feio de hoje pode se transformar no mais bonito dos patinhos e vice-versa. O ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, só para citar um exemplo bem tupiniquim, já não é tão rejeitado como antes.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

A FARRA DA PROPAGANDA IRREGULAR

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Para Geddel, valor da multa do TRE só faz cócegas (foto Max Haack)

Na presente campanha eleitoral, o que mais se vê é candidato infringindo a legislação no que se refere à propaganda. Estímulos para isso não faltam e dois bastante fortes são os seguintes: a irregularidade tornou-se praxe em praticamente todas as candidaturas, portanto quem não a comete perde competitividade; a outra razão é que as multas são tão leves que vale a pena correr o risco.
A propósito, o último a levar um “beliscão” do TRE foi o peemedebista Geddel Vieira Lima, candidato ao governo baiano, condenado por encher a Avenida Paralela de propaganda indevida, na semana que antecedeu a convenção do PMDB.
Geddel, disparado o mais rico entre os candidatos, vai pagar multa de R$ 15 mil por “avançar o sinal”. Para ele, é troco.

VOX POPULI: WAGNER VENCERIA NO 1º TURNO

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– Wagner tem 43% e adversários somam 32%

– Souto despenca 12 pontos percentuais

– Geddel avança 1 ponto e vai a 10%

O Vox Populi/Band divulgado nesta noite praticamente confirma o Datafolha e dá o governador Jaques Wagner reeleito no primeiro turno. O petista aparece com 43% das intenções de voto. Paulo Souto (DEM) é o segundo, com 21%, e o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) pontua com 10%. Bassuma (PV) pontua com 1%.
De acordo com o instituto, 19% dos eleitores baianos ainda estão indecisos quanto ao voto em 3 de outubro. 6% dos eleitores pesquisados disseram que optariam em branco ou anulariam o voto. Foram ouvidas 800 pessoas, entre os dias 17 e 20 de julho. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, conforme registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na pesquisa espontânea, Wagner aparece com 24%, Souto com 8% e Geddel com 4%. O ex-governador Paulo Souto é rejeitado por 19% do eleitorado baiano no Vox Populi. Geddel tem rejeição de 11% e Wagner com 10%. Bassuma, 7%.
Na última pesquisa Vox Populi/Band, divulgada antes da corrida eleitoral (relembre aqui), Wagner aparecia com 41%, Souto com 33% e Geddel com 9%. O levantamento atual revela que Wagner ganha dois pontos, Geddel soma um e Souto despenca 12 pontos percentuais.
Atualizado às 20h24min

À ESPERA DO VOX POPULI

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Após a divulgação do Datafolha, a expectativa agora recai sobre os números que o Vox Populi deverá apresentar entre hoje e amanhã sobre a corrida sucessória na Bahia. Os números do levantamento realizado entre os dias 17 e 20 de julho serão divulgados no Jornal da Band, da TV Bandeirantes. O instituto ouviu 800 eleitores em todo o estado.

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