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12 de abril de 2021 | 11:50 am

MULHERES DEDICAM QUASE O DOBRO DO TEMPO DOS HOMENS ÀS TAREFAS DOMÉSTICAS

Tempo de leitura: 2 minutos

Mulher ainda trabalha muito mais que o homem em casa|| Foto Licia Rubinstein

As mulheres dedicaram, em média, 21,3 horas por semana com afazeres domésticos e cuidado de pessoas em 2018, quase o dobro do que os homens gastaram com as mesmas tarefas – 10,9 horas. É o que revela o suplemento Outras Formas de Trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A situação no mercado de trabalho também pouco impactava na jornada doméstica feminina. Mesmo trabalhando fora, a mulher cumpria 8,2 horas a mais em obrigações domésticas que o homem também ocupado.A diferença era ainda maior entre homens e mulheres desempregados. Nessa condição, elas trabalhavam 11,8 horas a mais que eles.

Segundo a pesquisa, estima-se que 87% da população com 14 anos ou mais realizaram afazeres domésticos e/ou cuidado de moradores ou de parentes em 2018, o que representa 147,5 milhões de pessoas. Essa incidência era maior entre as mulheres, 93%, do que entre os homens, 80,4%.

Os dados também mostraram que na condição de cônjuge ou companheira, as mulheres trabalhavam ainda mais, chegando a alcançar 97,7% delas, enquanto entre os homens, na mesma situação, a incidência foi de 84,6%.

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VIOLÊNCIA DE GÊNERO: MUDANÇAS SÃO NECESSÁRIAS

Tempo de leitura: 2 minutos

rpmRosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

 

Por certo, esse debate será um dos temas que pautarão a permanente luta das mulheres na atualidade. À medida que ocupam novos papeis, precisam ser asseguradas com mais mecanismos que garantam seus direitos.

 

Vimos nas últimas semanas um levante das mulheres brasileiras cobrando medidas protetivas relativas à violência de gênero. A intensidade dos debates foi aflorada a partir do estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro no último mês. Se analisarmos os fatos, perceberemos que, no cotidiano, parcela significativa dos homens, por descuido, gracejo, excesso de simpatia ou pelo despertar de um suposto “lado animal”, acaba cometendo deslizes que podem ser interpretados ou tipificados como assédio.

Os novos tempos da interação humana, em função da facilidade dos mecanismos das mídias sociais, aceleram a ampla divulgação e elucidação de crimes, especialmente aqueles de maior repercussão. Ao passo em que essa exposição nas mídias sociais prejudica a imagem de quem estiver sendo pautado, cria também um ambiente para mudança de comportamento da sociedade, e é justamente aí que temos que nos debruçar para a produção de leis que busquem o combate efetivo desses males, assim como investimento em educação e cultura para possibilitar um novo olhar acerca dessa temática.

No tocante à violência que sofrem as mulheres, uma das conquistas mais comemoradas foi a criação das delegacias especializadas. Só que no funcionamento delas cabem reparações e atualizações, tanto do ponto de vista das suas estruturas físicas, na criação de um ambiente mais acolhedor, como da preparação das equipes dessas estruturas. Penso que os postos de chefe de delegacia e investigação deveriam ser ocupados na grande maioria por mulheres, pois elas melhor compreendem a posição de potencial vítima nesse universo, estando, portanto, mais dispostas a um acolhimento diferenciando. Um fato que comprova isso foi a mudança da linha de investigação na condução do inquérito após a substituição do delegado por uma delegada no caso do Rio de Janeiro.

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APOIO DO BIRD PARA POLÍTICA DE GÊNERO NA BAHIA

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Uma reunião entre representantes da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM) e do Banco Mundial (Bird), nesta quinta-feira, 5, em Salvador, abriu caminho para o desenvolvimento de projetos voltados à promoção da autonomia da mulher, além da prevenção e enfrentamento à violência.
Representante do Bird na reunião, Eric Alda, falou sobre o interesse da instituição em apoiar estratégias de governo que busquem promover a igualdade entre homens e mulheres. “Aqui no Brasil existem muitas demandas para ações de gênero e o banco está pensando em apoiar políticas que incluem essas questões”.
A chefe de gabinete da SPM, Rita Souza, afirmou que a parceria com o Bird será importante para aprofundar o trabalho já realizado pela Secretaria. Segundo ela, já existe um plano estadual voltado à política de gênero, que será fortalecido com o apoio do Banco Mundial.

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